As pequenas princesas de Duque

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As Marias da artista colombiana Adriana Duque ocupam cenários e vestem roupas (incluindo um contemporâneo fone de ouvido incrustado com pérolas e pedrarias; seriam coroas?) impecavelmente cenografados e produzidos, que nos lembram a mesma postura destemida da poderosa — apesar de também uma criança — Infanta Margarida Teresa de Habsburgo, retratada inúmeras vezes em vários momentos de sua vida por Diego Velázquez no século 17 (é ela a figura principal da obra-prima do pintor espanhol Las Meninas). As referências não param por aí: a artista também se inspira no Renascimento, na Era de Ouro da pintura holandesa (também o século 17), no Barroco e no Rococó para criar essas fotografias conectadas à história da pintura, nas palavras do curador Eder Chiodetto, que enchem os nossos olhos. Seja com o esplendor dos tecidos das cortinas, dos vestidos ou dos estofados no primeiro plano, seja com a simplicidade colorida das naturezas mortas que nos remetem às cozinhas de Vermeer. As obras de Adriana Duque estão em exibição na Zipper Galeria até o dia 12 de abril. Adriana fez as fotos com uma câmera Hasselblad e todas as fotografias foram produzidas em edições de cinco.

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Maria 14, 2014, fotografia, 150 x 180 cm, de Adriana Duque, exposta na Zipper Galeria. Imagem: Divulgação.

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Chique é xixi no corredor

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Por mais de cinquenta anos, de 1682 (quando a corte se muda para a Versalhes) a 1738 (quando Luís 15 encomenda o primeiro banheiro com vaso sanitário), o Palácio de Versalhes — com 2300 ambientes e uma corte de quase 20 mil pessoas (cinco mil morando no château) — não tinha NENHUM banheiro. E o primeiro banheiro — luxuosamente projetado e construído apenas em 1738 — era de uso exclusivo do rei. O que faziam os outros milhares? Damas da corte como a princesa d’Harcourt (sim, PRINCESA), após uma farta refeição, simplesmente saíam da sala de jantar, arregaçavam as volumosas saias e se aliviavam no corredor. Já o duque de Vendôme (sim, DUQUE, um dos mais altos graus da hierarquia nobiliárquica), herói de guerra e figura poderosa em Versalhes, como era muito rico, tinha uma chaise percée (em português, uma cadeira “furada”), que era um assento sanitário. E ele fazia suas necessidades na frente de qualquer um. Mas qualquer um mesmo. Certa vez, o bispo de Parma chegou ao palácio em uma missão diplomática e encontrou Vendôme fazendo o número dois em sua cadeira. E o bispo, um “estrangeiro”, ficou horrorizado quando, no meio das negociações, o duque se levantou e começou a limpar o bumbum, ali, bem na sua frente. Esse era o comportamento padrão em Versalhes; entre nobres e plebeus. Comentava-se que alguns dos corredores dourados do suntuoso château, muito frequentado pelas damas necessitadas, ainda exalavam um odor torturante mesmo muito tempo depois de a Revolução ter dado fim à corte. Ver Mais →

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Veneza fora da Itália?

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Chegou a vez de La Serenissima Repubblica di Venezia, aka Veneto, começar a votação para se tornar uma república independente da Itália e cortar os laços com Roma. No ano passado, estive pela primeira vez em Barcelona, e fiquei chocado de ver nas livrarias, seções inteiras — com livros e estudos seriíssimos — dedicadas à secessão da Catalunha da Espanha. Logo mais, em setembro, é a vez do referendo da Escócia, com o mesmo objetivo: se separar do Reino Unido. O Veneto foi um Estado independente por mais de mil anos, do século 8 a 1797, quando Napoleão Bonaparte invadiu a região e depôs o Doge Ludovico Manin. O motivo é sempre o mesmo: dinheiro. De acordo com os defensores da ideia, a Itália drena as riquezas do Veneto, que é rica e industrializada, e tem sua própria identidade, história e cultura. Mas as barreiras são grandes (para todos os Estados europeus independentistas): uma vez separados, eles estariam automaticamente fora da União Europeia. E dificilmente Bruxelas reconheceria um estado independente, já que isso abriria precedentes para várias outras regiões que pensam em fazer a mesma coisa. E isso afetaria profundamente os negócios, os contratos e a moeda. Saberemos o resultado até o fim desta semana. Ver Mais →

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Carlota


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Num sobradinho que lembra a Provence, numa rua residencial, tranquila, arborizada e escondida em Higienópolis (tem de dar umas voltas para chegar lá, eu só consigo com o Google Maps), o Carlota é daqueles restaurantes que fazem parte da alma cosmopolita e diversa de São Paulo. Com influências diversas — do Nordeste brasileiro à Ásia, passando por França e Itália —, a chef  Carla Pernambuco propõe uma cozinha repleta de sabores e texturas que agradam muito, num ambiente que é perfeito para encontrar amigos ou jantar a dois (à noite, o restaurante à meia-luz fica ainda mais aconchegante — e romântico).

E, apesar de gostar de novidades, existem pratos do Carlota que eu quero que nunca deixem de existir, pois quero poder comê-los para sempre. Camarão empanado (crocante) com risoto de prosciutto di Parma; soufflé de goiabada com calda de Catupiry; ou o bolinho quente e cremoso de banana com gelato de canela são propostas que agradam Ver Mais →


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Milão, o começo

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Ocupando um local privilegiado — e estratégico — que foi objeto de desejo entre diversas tribos e nações ao longo dos séculos, Milão esteve sob o domínio de diversos povos (etruscos, romanos, godos, lombardos, francos, espanhóis, austríacos, franceses), até finalmente fazer parte da Itália… no século 19 (!). Os primeiros a se estabelecerem às margens do Rio Po (rio que corta a Itália de leste a oeste) foram os celtas, entre os séculos 7 e 4 a.C. E assim como toda a Europa (e parte da Ásia e da África, porque os cara eram megalomaníacos), a região foi tomada pelo Império Romano, que lhe deu o nome de Mediolanum em 222 a.C. (e olha que os celtas tinham a doce ilusão, coitados, de expandir seu território para o Sul, mas encontraram os romanos no meio do caminho expandindo para o Norte e seus planos foram por água abaixo).

Mediolanum, que significava ‘no meio da planície’, se transforma em capital da Transpadania (região que abrigava também as cidades de Como, Brescia, Bergamo, Pavia até Ver Mais →

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Ninfomaníaca Volume II

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Se você assistiu ao Volume I e viu as “cenas do próximo capítulo” nos créditos finais e achou que o filme finalmente aconteceria no Volume II, sinto muito; por você e por mim. Ninfomaníaca Volume II segue denso, infantil, quase bobo em todas as análises cheias de referências eruditas e ordinárias (das fugas de Beethoven a nós de alpinismo, passando pelo Grande Cisma), mas sempre rasas e em associações nem sempre inteligíveis. A diferença é que Joe, a protagonista, que agora é mãe, passa a explorar os limites — os seus e os nossos em ver as cenas — do sexo (ainda que sem prazer), da sexualidade e da moralidade burguesa e hipócrita da sociedade (e a gente não tem uma cena como a Uma Thurman no Volume I que faz valer o filme). Sadomasoquismo (a propósito, essa seria a melhor sequência do filme com Jamie Bell interpretando K), sexo interracial (onde não só a cor da pele é diferente, mas a cultura do sexo e nem existe possibilidade de comunicação), pedofilia, virgindade, assexualidade são dos temas abordados e vividos física ou psicologicamente pelos personagens. E não sei se já estamos anestesiados pelas catarses dos grandes filmes de Lars von Trier (Dançando no Escuro, Dogville) e ele até tenta um desfecho tão inesperado quanto inverossímil, mas para cinco horas e meia de filme no total, Ninfomaníaca nos faz pensar que a provocação e a polêmica são as únicas formas que von Trier tem encontrado para garantir bilheteria para seus últimos filmes. :- \

A única questão que o filme aborda sobre a qual vale a pena refletir é: se Joe fosse um homem, viciado em sexo ou apenas safado, mulherengo, e tomasse as mesmas decisões de vida da personagem no filme, o sofrimento seria o mesmo?

Para ler sobre a minha esperança de um grande filme quando do lançamento do Volume I, clique aqui.

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Amor, eu te quero mas sai daqui.

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Pessoa que sei que está sofrendo mas está postando foto “feliz” na balada, com copo de champagne na mão, amigos lindos, com o único objetivo de atingir UMA pessoa: o ex – que também está sofrendo e acha que o outro não está nem aí pra ele. Corta. Namorado que se relaciona mais com seus followers  no Instagram — porque está sempre sensualizando, mostrando o quanto é desejado pela sua beleza — que com seu companheiro. Corta. Pessoa para quem os “amigos” — sempre muitos; dezenas deles — e a “balada e as balas” é um estilo de vida, sinônimo de alegria, satisfação e “sucesso”, mas vai pra sauna buscar o amor. Corta. Menino lindo, gostoso e inteligente procurando a batida perfeita e o outro perfeito e que, aos 30 e poucos anos, nunca namorou ninguém. Sei lá, acho que o exibicionismo das redes sociais, esse narcisismo constante e estimulado do “ideal” da vida e das relações, só faz distanciar as pessoas do que elas mais querem. E eu nem assisti Her ainda. Ver Mais →

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