Temakeria e Cia.


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Temakeria e Cia. já tem várias filiais na cidade, mas tenho costume de ir às unidades da Oscar Freire (Jardins) e a da Joaquim Floriano (Itaim), esta última com ótimo horário de funcionamento de quarta a sábado, chegando a fechar às 5h da manhã de quinta a sábado, ótimo para comer algo leve e saudável pós-baladinha (leve = no hot rolls). É daqueles lugares populares que oferece qualidade na comida (o nori — que é a alga — e o arroz estão sempre bons) e consistência (não há diferença entre as unidades, os dias e quem os prepara). Os únicos problemas são o serviço nas mesas, principalmente quando a casa está cheia (demora e erros nos pedidos são frequentes; são três salões, e quanto mais longe do balcão pior é o serviço, que pode chegar a ser péssimo) e os banheiros nada limpos. Para serviço de fast food (a comida japonesa fria é fast food  “na veia”, e bem mais saudável que hambúrgueres, fritas etc.), sempre sente-se no balcão porque você já pede para quem vai Ver Mais →


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Canelé, tradição bordalesa

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Um pequeno bolo doce, altinho e com sulcos rasos e côncavos. Casquinha escura caramelizada e crocante, e interior cremoso, molhadinho. O cheiro de baunilha toma conta do interior das pâtisseries bordelaises, região onde os canelés  nasceram (os macarons  também vêm de Bordeaux, apesar dos boatos de que eles foram inventados na Veneza renascentista e levados para a França ainda no século 16). Farinha, ovos, leite, açúcar, baunilha, rum e cera de abelha para untar as forminhas de cobre. Apesar da simplicidade da receita, os chefs pâtissiers de Bordeaux são fanáticos ao defenderem a textura perfeita do canelé, a ponto de a maioria deles fazer parte da Confrérie du Canelé de Bordeaux, uma associação de confeiteiros dedicada à tradição e ao preparo correto da receita.

QUANDO E COMO COMER
Os canelés, desde que fresquinhos ou recém-saídos do forno (morninho é “A” temperatura ideal), combinam com qualquer hora do dia. Acompanha muito bem o café pela manhã (aliás, acompanha MUITO BEM o café), o chá pela tarde, o champagne  durante o almoço ou jantar ou uma taça de um vinho licoroso num domingo à tarde. Pode ser a sobremesa ou parte dela. Mas é importante que ele seja consumido até três horas depois de sair do forno. Quanto mais fresquinho, melhor.

ONDE COMER CANELÉ  EM SÃO PAULO
As duas fornadas saem diariamente às 8h da manhã e sem um horário definido à tarde. Mas lá pelas 17h, dificilmente você encontrará um canelé vivo para saciar sua vontade na matriz da Marie Madeleine, na Vila Nova Conceição, uma das melhores pâtisseries  da cidade. Programe-se. E coma. A Marie Madeleine fica na Rua Afonso Bráz, 511. Abre de terça a sábado das 8h às 19h. Domingos e feriados, das 8h às 16h. Fecha às segundas. O telefone é 55 11 / 2387-0019.

A HISTÓRIA DO CANELÉ
Em Limoges (cidade francesa famosa pela porcelana), no século 17, havia um pãozinho feito com farinha e gemas de ovo, que era vendido também em Bordeaux como “canaulé” e, apesar de não parecer NADA com o canelé atual, se tornou tão popular que artesãos da região se especializaram em produzi-lo. Em 1663, os “canauliers”, como eram conhecidos esses artesãos, registraram uma corporação de ofício no Parlamento de Bordeaux para produzir os canaulés. Mas como eles não faziam parte da Corporação de Confeitaria, eles não podiam usar leite e açúcar. Uma guerra começa entre os canauliers e os chefs da Corporação de Confeitaria. Até que, em 1755, Versalhes dá a autorização para os canauliers poderem incluir leite e açúcar em sua massa. Assim como acontecia com as corporações de outras atividades, foi criada uma forma controlar a concorrência entre as lojas na região: apenas oito poderiam existir. Mas ninguém respeitava a regra: em 1785, havia 39 canauliers em Bordeaux. A Revolução Francesa acaba com as corporações (#LiberalismoDjá) e durante o século 19, os canauliers  misteriosamente desaparecem da lista de artesãos em Bordeaux. Apenas do começo do século 20, um chef  resgata a receita e decide incluir baunilha e rum. Em 1985, é criada a Irmandade do Canelé de Bordeaux, o bolinho se torna uma marca coletiva registrada no Instituto de Propriedade Industrial da França. Em 1995, já seriam 800 estabelecimentos que serviam canelés na Aquitaine (a região onde está a Gironde) e 600 só na Gironde (um dos cinco departamentos da Aquitaine, da qual a cidade de Bordeaux é a capital).

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Cine Caixa Belas Artes reabre

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É com muita alegria que a gente anuncia aqui que está de volta a antiga dobradinha Cine Belas Artes e Riviera — que teve seu auge nas décadas de 1960 e 1970 — na esquina da Avenida Paulista com a Consolação. O Cine Belas Artes fechou em março de 2011. Em janeiro de 2014 foi anunciada a reabertura do cinema (saiba como foi o processo, clicando aqui), que seria em maio. E no sábado, dia 19 de julho de 2014, dois meses após a previsão, finalmente o cinema dedicado a filmes de artes reabre como Cine Caixa Belas Artes, com seis salas, todas com projeção digital e três delas com projetores de película 35 mm  (#ComoNãoAmar?).

E a programação do fim de semana de reabertura está recheada de clássicos como Morte em Veneza (grande filme de Luchino Visconti), Quanto Mais Quente Melhor (de Billy Wilder com Marilyn Monroe), Morangos Silvestres (de Ingmar Bergman), La Notte (de Michelangelo Antonioni com Marcello Mastroiani, Jeanne Moreau e Monica Vitti), entre outros.

No sábado, às 15h30, duas faixas da Rua da Consolação serão fechadas para a cerimônia de devolução do cinema à cidade. Às 16h30, abre a bilheteria (não estão sendo vendidos ingressos pela internet  para esse fim de semana; só presencialmente). Neste fim de semana, estarão em operação  três salas (Portinari, Niemeyer e Aleijadinho), três filmes diferentes em cada um delas, tanto no sábado como no domingo. E as primeiras sessões começam às 17h. Para ver a programação completa, clique aqui.

No dia 15 de agosto, volta o Noitão, maratona de filmes que começa à meia-noite e vai até às 6h da manhã — com direito a café da manhã para os corujas —, que acontecerá todas as terceiras sextas-feiras de cada mês.

O Cine Caixa Belas Artes fica na Rua da Consolação, 2423, quase esquina com a Paulista, ao lado do metrô Consolação (linhas verde e amarela), e o telefone é 55 11 /2894-5781. O site é o caixabelasartes.com.br

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Marilyn Monroe deslumbrante antes de sua morte

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Esse é um dos últimos vídeos de Norma Jean Mortenson, aka Marilyn Monroe, num teste de cabelo, maquiagem e figurino para o filme que ela estava gravando Something’s Got To Give, em 1962, que ficou incompleto com sua morte. O filme que ia ser estrelado por Monroe, Dean Martin e Cyd Charisse (as pernas mais belas do cinema), teve vários problemas. Monroe faltava às gravações, foi demitida, Dean Martin disse que só contracenaria com ela (quase foi demitido também). O negócio foi parar na Justiça com multas milionárias, Monroe foi readmitida, as gravações do filme iriam recomeçar no outono de 1962, mas ela, aos 36 anos de idade, não estaria viva para as gravações e o filme nunca seria terminado. Se alguém, ainda nos dias de hoje, tem alguma dúvida sobre a beleza estonteante e o sex appeal dessa mulher, o vídeo abaixo simplesmente acaba com todas elas.
Obrigado ao Rodrigo Vieira por ter compartilhado este vídeo e ter me encantado à meia-noite de uma quarta-feira.

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Melhor ser humano que ter bom gosto

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Cobranças extras pelo assentos em voos domésticos

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Você pode se assustar ao comprar uma passagem pela Gol e, ao tentar marcar seu assento, perceber que eles estão te cobrando R$ 30, por trecho. Mas essa tarifa não se refere ao simples ato de marcar o seu assento, mas sim à compra dos assentos Gol + Conforto, já presente em todos os aviões da companhia que operam voos domésticos (até dezembro, serão todos os aviões da companhia). Nesses assentos, que ocupam de cinco a sete primeiras fileiras dos aviões (dependendo do modelo), os passageiros possuem dez centímetros a mais entre a sua poltrona e a poltrona da frente (de 76 para 86 centímetros de espaço entre fileiras; 10 cm para pernas fazem bastante diferença) com reclinação 50% maior que as outras poltronas.

Apesar de também cobrarem R$ 30 extras, os assentos das saídas de emergência não são Gol + Conforto e não são todos os passageiros que podem ocupá-los, já que você deve estar apto para operar as saídas em caso de emergência (e também você não pode deixar sua bolsa ou mochila embaixo da poltrona da frente).

Nos voos Santos Dumont (SDU) — Congonhas (CGH), Brasília (BSB) — Santos Dumont (SDU), e Vitória (VIX) — Santos Dumont (SDU), existe ainda a possibilidade de se bloquear o assento do meio, o que garante ainda mais conforto durante o voo.

Os assentos Gol + Conforto são gratuitos para clientes Smiles Diamante e Delta Elite, custam a partir de R$ 30 para todos os outros passageiros, e você pode contratar o serviço no momento da compra da passagem, pela Central de Vendas (no telefone 0300 115 2121) — mas por telefone custa R$ 10 a mais — ou no momento no check-in, se houver disponibilidade.

TAM
Nos aviões TAM que fazem voos domésticos, diferentemente das poltronas + Conforto da Gol, todos os assentos e o espaço entre fileiras são iguais, e reclinam igual. A cobrança adicional é feita para os passageiros que quiserem mais espaço para as pernas e apenas nos assentos da primeira fileira de cada aeronave e nas fileiras das saídas de emergência. Mas, com restrições: nas saídas de emergência, por lei, não podem viajar gestantes ou pessoas com crianças de colo. Caso você tenha contratado o serviço e eles tiverem de te reacomodar em outro assento, é feito o reembolso integral do valor pago. Para voos dentro do Brasil, a TAM cobra R$ 30 extras por trecho, pelo site ou pelo telefone, e R$ 40 extras, pessoalmente nas lojas ou no balcão do check-in. Para voos na América do Sul o valor sobe e para a Europa o valor por trecho pode chegar a R$ 300. Você pode conferir a tabela completa clicando aqui (desça a página e clique na aba Valores e Especificações por Trecho).

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Como era voar no Concorde

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Foi um retrocesso para a aviação comercial. Eu tinha vinte anos, morava em Londres, ia regularmente para Nova York, e achava que os voos supersônicos existiriam para sempre. E depois de mais de dez anos sem o Concorde, vejo o quão sortudos éramos (a ponto de bater uma nostalgia ao ver as imagens do Concorde voando). Foram apenas doze os aviões (a British Airways com sete e a Air France com cinco) que, por 27 anos, encurtaram as distâncias do mundo; e não há nenhuma previsão ou perspectiva para a próxima década de que exista novamente um voo comercial na velocidade Mach 2 (ou 2.500 km/h, ou ainda, duas vezes a velocidade do som, de 340 metros por segundo).

O voo BA001 saía de Londres, pela British Airways, todos os dias, às 10h30 da manhã. Depois de três horas e meia de voo (a duração de um voo comum para o mesmo trecho é de 7 ou 8 horas), chegava em Nova York, no mesmo dia às 9h. Ou seja, você chegava no mesmo dia, uma hora antes do horário que você tinha saído, porque o Concorde voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, de 1666 km/h. Só a ideia de “voltar no tempo” ou não ter de levantar tão cedo e, ainda assim, chegar descansado e aproveitar o dia todo em uma cidade do outro lado do Atlântico me fascinava. O fato de algumas madames londrinas irem num dia e voltarem no outro — para simplesmente almoçar, acompanhar alguma exposição ou fazer compras — também me intrigava (a US$ 10 mil o preço da passagem ida e volta, nunca tive coragem de fazer isso). Era pra mim o símbolo máximo do que era ser jet-setter. Ou de como o homem era capaz de coisas incríveis e de como a tecnologia transformara o planeta num grande quintal. Havia pessoas que voavam todas as semanas de Concorde na mesma rota. Pessoas se conheciam, amizades se formavam, negócios eram fechados. O Concorde era praticamente um exclusivo clube. 

O avião, com apenas 100 lugares, apesar de compacto (teto baixo, poltronas confortáveis porém nada espaçosas, janelas minúsculas) era inteiro primeira classe. Já no terminal 4 em Heathrow, depois do check-in, todos os passageiros eram encaminhados para o Concorde Room, uma sala onde você tinha acesso ao que havia de melhor em comida (incluindo serviço à la carte ), bebidas (champagnes  safrados) e serviço (todas porcelanas Royal Douton e talheres desenhados por Sir  Terence Conran); e que hoje é o nome dos lounges  da primeira classe da British Airways nos aeroportos de Heathrow, em Londres, e JFK, em Nova York . No avião, o banquete continuava: assim que atingíamos a velocidade Mach 2, iniciava-se o serviço de bordo, com um almoço de três etapas e mais vinhos, champagne, uísque.

A velocidade, o grande diferencial do Concorde (sem deixar de lado o design), era acompanhada por um quadro-relógio instalado na cabine para todos os passageiros verem. Quando o avião atingia 40 mil pés de altitude, ele alcançava Mach 1 (1200 km/h; um Boeing 747, por exemplo, voa a 900 km/h, ou Mach .85); isso em dez minutos de voo. A 60 mil pés de altitude (18 quilômetros acima do nível do mar, uma altura onde as turbulências são inexistentes), quando o barulho dos motores não pudesse mais incomodar o planeta de tão alto, atingia-se a velocidade de cruzeiro: Mach 2, 2500 km/h.

A esta altura, pela janela, olhando pra baixo, via-se a curvatura da Terra; pra cima, um azul escuro, bem diferente do céu claro que vemos nos voos comuns; tocávamos o espaço. Confesso que essa visão me era um pouco perturbadora e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Como o homem conseguira me levar de um lado para outro do mundo, tão alto, tão rápido, e ainda assim, em segurança, sem nenhum arranhão e com meu topete intacto?

No JFK, o serviço primoroso continuava. As malas nem iam para a esteira, já estavam nos aguardando. Ao sair para o desembarque uma fila de carros com motoristas para levar todos os passageiros do Concorde para Manhattan, individualmente.

como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-3O interior super simples e sóbrio do Concorde da British Airways. Imagem: Bartolomeo Gorgoglione do site Planespotters.net.como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-1O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reproduçãocomo-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-2O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reprodução Encontrando um dos bilhetes antigos. Imagem: Shoichi Iwashita

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