Véus de mármore

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

Desde a Vitória de Samotrácia (de 200 a.C., hoje em posição de destaque no Louvre), uma das coisas que mais me fascinaram na vida foram os panos da Virgem Maria na Pietà, obra-prima de Michelangelo, escultura que está na Basílica de São Pedro, e da Santa Teresa, também uma obra-prima, de Bernini, no altar da Santa Maria della Vitoria, ambas as esculturas em Roma. O contraponto da leveza do tecido com o peso e a dureza do mármore e as dificuldades técnicas que implicam o panejamento, que é a escultura de “panos na pedra”, sempre  impressionam. Mas Antonio Corradini (1688 – 1752), escultor barroco vêneto do século 18, deu um passo além com suas mulheres veladas, esculturas delicadíssimas em mármore que não só retratam tecidos finíssimos, colados à pele, mas dão a impressão de que estão sofrendo a ação do vento ou da água. E não há nada mais sexy  que um véu sobre um corpo nu, como faria séculos mais tarde o fotógrafo norte-americano Herb Ritts. Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Como pagar bem mais barato por suplementos

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

Basta planejamento. Quando você abrir o seu último pote de whey, já faça o pedido no site Bodybuilding.com (que já está todo em português), pois o prazo de entrega na modalidade SuperSaver  é de 10 a 25 dias úteis (na minha primeira compra o pedido demorou 43 dias pra chegar; na segunda, 30 dias corridos; na terceira, 29). Mas, vale muito a pena, mesmo — na maioria das vezes — pagando uma alíquota de 60% sobre os produtos quando eles chegam ao Brasil.

Você vai entrar no site, fazer seu cadastro e escolher seus suplementos. Uma vez processado o pagamento, você vai ter o número do seu pedido e com ele você consegue ver se ele já saiu dos EUA, se já chegou na alfândega brasileira e quando ele está disponível.

E aí, tem duas formas de receber as suas coisas. Na mais comum, você vai receber uma notificação dos Correios, informando que o seu pedido já está à disposição numa agência próxima do seu endereço. Na notificação vai constar o valor dos impostos a serem pagos na retiradas das mercadorias (eles só aceitam dinheiro). Basta ir lá, pagar e retirar. Massss, se você tiver sorte (só me aconteceu isso uma vez), a sua caixa vai chegar direto em casa sem a necessidade de pagar os impostos, o que deixa a sua compra ainda mais barata.

DOIS EXEMPLOS DE DIFERENÇA DE PREÇOS
BCAA 1000 com 400 cápsulas da Optimum
: Na loja Corpo & Vida paguei em julho de 2013, R$ 239 e no site da Netshoes custa R$ 220 (com frete grátis). Comprando na Bodybuilding.com você vai pagar US$ 24,87 + US$ 1,59 de IOF (6,38%) x R$ 2,36 do dólar = R$ 62,44 + 60% de imposto sobre US$ 24,87 (o IOF não entra nesta conta e a taxa de câmbio da Receita é diferente da cobrada pela empresa de cartão de crédito, que dá R$ 34,30) = R$ 96,64. Diferença de R$ 142,26 por unidade.

Isopure Zero Carb 1,36 quilos, sabor Banana Cream: Nas lojas  e sites de sites de suplementos no Brasil custa em média R$ 350 a unidade. Comprando na Bodybuilding.com você vai pagar US$ 42,18 + US$ 2,69 de IOF x R$ 2,36 do dólar = R$ 105,89 + 60% de imposto sobre US$ 42,18 (sem IOF, que dá R$ 58,17)  = R$ 164,06. Diferença de R$ 185,94. Observação: não sei se é por alguma lei brasileira, mas o Isopure que vem de fora já vem com BCAA e Glutamina, enquanto o vendido no Brasil só proteína do soro do leite mesmo.

O RESULTADO DE UMA COMPRA INTEIRA
Mas aí tem o frete. De uma compra de US$ 262,67 com oito quilos de produtos (dois Isopure Zero Carb de 1,3 kg, dois BCAA 100 com 400 cápsulas da Optimum, dois L-Glutamine da Nature’s Best com 600 gramas, um A2 Pump da Labrada com 120 cápsulas, um Endurox R4 de 4,63 lbs), paguei de frete R$ 199,34 (US$ 79,40 do frete + US$ 5,06 de IOF x R$ 2,36 do dólar cobrado pelo cartão de crédito).

E, finalmente, o imposto. A taxa de câmbio da Receita para o cálculo da alíquota na época foi de R$ 2,2986.  Assim, da compra de US$ 262,67 (o frete e o IOF não entram nesta conta) me foram cobrados 60% de alíquota de importação sobre R$ 617,08 (US$ 262,67 x R$ 2,2986), que deu R$ 370,25. Mais R$ 12 de despacho postal nos Correios para retirar a mercadoria + frete SuperSaver, US$ 84,46 (R$ 199,34 com a taxa de câmbio do cartão de crédito a R$ 2,36 + o IOF do valor do frete) + os produtos com IOF por R$ 642,68, totalizou R$ 1.224,27, numa compra que iria me custar no Brasil, no mínimo, R$ 2.180, ou seja, uma economia de R$ 956, comprando as melhores marcas do mercado, com imposto, frete, IOF, taxas. Esse valor multiplicado por três, quatro compras ao ano paga vários jantares gostosos.

P.S. Este NÃO É um post  patrocinado. 

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Tiffany’s Blue Book

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

A hoje joalheira Tiffany começou suas operações como uma elegante papelaria — que também vendia objetos de prata — na Broadway, em 1837 (a rua mais movimentada de Manhattan na época). Em 1840, a casa começaria a comprar joias da coroa francesa e revender para os novos magnatas do lado de cá do Atlântico. Três anos depois, produziu um dos primeiros serviços de venda por catálogo a ser distribuído pelos correios nos Estados Unidos. A edição anual com as criações e seleções de Charles Tiffany e seu cunhado John Young, intitulada Blue Book, logo deixaria de ser um catálogo com produtos de bom gosto para se tornar o nome das coleções anuais apresentando as pedras mais raras e exóticas às quais a casa teve acesso, em belíssimos desenhos, num dos melhores exemplos de alta joalheria do mundo.

Todos os anos, quando do lançamento da coleção Blue Book, trezentas das mais importantes clientes da Tiffany  no mundo são convidadas para um baile de gala em Nova York. Após o baile, são dois dias de private appointments (os primeiros horários são disputadíssimos), quando as clientes vão gastar entre seis (US$ 000.000) e sete dígitos (US$ 0.000.000,00) por qualquer uma das mais de 150 peças que formam a coleção (as peças mais caras custam por volta de US$ 2,500,000.00), sempre criadas em torno de gemas únicas, que Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Bella Paulista, a padaria 24 horas que a gente queria ter ao lado de casa


Visualizar SaoPaulo_Simonde em um mapa maior
Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

A Bella Paulista é a padaria que todos nós gostaríamos de ter ao lado de casa. A comida é cara e ruim. Mas os sanduíches, os sucos e a torta de frango (deliciosa, não consigo pensar em uma melhor e ainda tem a torta inteira pra levar pra casa) são AS comidinhas — SÓ essas (os doces*, apesar de aparentemente gostosos, não valem as calorias, as sopas do buffet  também não valem nada a pena) — que você deve considerar em sua ida à barulhenta e sempre lotada padaria 24 horas  (com as mais diferentes tribos dependendo do horário que você for) que a gente ama na Paulista (para ser perfeita só precisava ter wi-fi; não sei por quê, mas o sinal de 4G não é muito bom lá dentro; talvez sejam as muitas antenas na região). As outras opções 24 horas, o Fran’s Café da Haddock Lobo (juste à côté) não tem NADA de bom (nem os doces que eles devem comprar prontos) e a Galeria dos Pães é pequena, bagunçada (tem até cartaz divulgando gado) e não raro escuto histórias de gente que passou mal ao comer lá (este que vos escreve incluso).

O staff  é simpático, embora quase sempre seja difícil atrair sua atenção, mas é uma padaria com um layout  bem pensado, bem localizada, e que tem várias opções saudáveis de comidinhas. Dá pra pedir os sanduíches com pão integral (tanto de forma quanto francês); quando você pede peito de peru e queijo branco, o recheio é farto (é horrível quando você quer garantir sua dose de proteína em outros lugares e o sanduíche vem com DUAS fatias fininhas de peito de peru), tem açaí, tem aveia para colocar na vitamina (que você pode pedir com leite desnatado), e uma gostosa bebida proteica zero-açúcar-zero-gordura (Choco Protein); coisas de que eu sinto falta quando eu vou a outras padarias.

Em dias de não preocupação com calorias, a minha sugestão é o sanduíche Moema (presunto, queijo prato, ovo, bacon, alface, tomate e maionese da casa) adaptado ao meu gosto: em vez de presunto, peito de peru (eles adicionam R$ 5 na conta); em vez de queijo prato, queijo muçarela; e numa ciabata. Sério, é muito bom e dá pra duas pessoas porque é bem grande.

Só tem um detalhe: apesar de ser 24 horas, a Bella Paulista fecha todas as segundas, entre a 1h da manhã e as 5h da manhã, para uma limpeza geral.

* Se você quiser um doce, pode ir de brownie, pedido no balcão dos pães. O que está no cardápio das sobremesas (R$ 23), servido com sorvete, vem com muita calda de chocolate e acaba ficando extremamente doce. 


Visualizar SaoPaulo_Simonde em um mapa maior

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Minha vida Secreta

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

O Secret começou no Brasil como uma baixaria só (talvez por isso tenha se tornado popular e feito o app se tornar conhecido tão rapidamente). Muitas pessoas se aproveitando do anonimato para expor — difamando, claro — seus desafetos. Mas parece que depois das reportagens sobre os primeiros processos judiciais contra o aplicativo (e as pessoas se esqueceram de que a conta é vinculada ao seu perfil no Facebook, o que faz com que não seja muito difícil descobrir o autor de uma mensagem caso a Justiça assim o queira) e das constantes mensagens de “be kind” e “report violation” do próprio Secret, a paz reina no aplicativo que tem como objetivo fazer com que nós possamos compartilhar nossos mais secretos sentimentos sem expor a identidade.

O primeiro post é geralmente alguma platitude: uma opinião amena, uma frase engraçada… Mas daí em diante, assim como acontece comigo com pimenta, a experiência vai num crescendo, a gente vai querendo testar nossos limites. Começamos a perder os bloqueios que separam o pensar e o falar/escrever (e, aí, a gente percebe o QUANTO nos censuramos, nossa). Vai dando um certo nervosismo de estar expondo uma intimidade — que muitas vezes nem contamos para os nossos mais íntimos ou nem falamos em voz alta para nós mesmos, seja por orgulho (fui rejeitado, traído, trocado) ou vergonha (complexos, fantasias, fetiches, hábitos) — e obtendo feedback de “amigos”, “amigos de amigos” e estranhos que a gente nunca vai saber quem são. (A propósito, talvez por que o assunto “coco” ter sido sempre tabu, é impressionante a quantidade de posts escatológicos no aplicativo. E sempre fico imaginando se não é uma garota super delicada a autora do texto.)

Ler o feed e perceber que muitos dos segredos dos outros são nossos e constatar que não expomos NADA desse(s) lado(s) no Facebook ou no Instagram também é interessante. A dinâmica da “fama” do Secret é oposta às outras redes sociais. Por mais que o seu post seja popular (ele é divulgado para mais e mais pessoas conforme você vai recebendo curtidas e comentários), a popularidade não se reverte para o criador; você não vai conseguir followers, as pessoas não vão saber quais são seus outros posts; é uma relação pura com aquele conteúdo específico.

Das coisas mais banais e engraçadas a relatos de pessoas sofrendo com amor, com álcool, com drogas, com solidão, com doenças graves e medos mil. Pessoas apaixonadas pelo melhor amigo; o jovem que estava saindo de casa para contar ao namorado (após um mês de namoro) que era soropositivo e foi narrando “ao vivo” o desenrolar da história (e eu acompanhando, o que parecia uma novela da vida real, muito mais genuína que os reality shows); funcionários de grandes empresas divulgando informações confidenciais da organização; casos de família (enquanto escrevo esse texto, acabei de ler “minha irmã é um monstro, apesar de parecer a pessoa mais doce do mundo”) e preconceitos expostos à luz da tela do celular (nunca ditos socialmente). Tudo se vê no Secret.

Para acessar o Secret pelo browser (é preciso fazer cadastro), clique aqui. Para ver alguns “secrets”, você pode acessar o tumblr Os Melhores Secrets, clicando aqui. #NSFW

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


A Velha, dirigida por Bob Wilson

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

Tenho muitas dúvidas quanto à capacidade de uma peça que se utiliza de uma linguagem circense, com uma história-não-história-comédia (tragédia?), absurdista-surrealista com frases que se repetem ad infinitum, que envolve fome, morte-assassinato (ou apenas um pesadelo?), sem personagens (seriam A e B a mesma pessoa, o escritor em apuros?), que nos remete à Beckett, Ionesco ou Kafka (não tente entender a história), se fazer gostar pelo público de forma tão unânime. Mas parece que a última obra do dramaturgo norte-americano Robert Wilson, ou just  Bob Wilson, conseguiu a proeza, não só no Velho Mundo, como também no Brasil.

Não há como não se deslumbar pela beleza plástica e a sofisticação da peça The Old Woman (A Velha, em português), baseado na única novela (de 1939) do poeta e dramaturgo absurdista russo Daniil Kharms, ou Daniil Ivánovitch Iuvatchóv, seu nome verdadeiro, que a escreveu durante a Rússia stalinista. Se você algum dia tentou “controlar a luz”, essa matéria-imaterial que se espalha pelos ambientes na velocidade dela mesma sem pedir permissão, seja ao tentar iluminar um objeto para ser fotografado ou para dar aquele efeito na sala durante um jantar — SEM conseguir o efeito desejado —, vai entender o preciosismo e o rigor extremo e absoluto do trabalho do multitalento de Robert Wilson.

A luz dá o tom: encanta, colore (sem a luz, todo o cenário da peça seria simplesmente branco) e transforma o palco, os objetos e os atores, dando profundidades infinitas. Bob Wilson é conhecido por deixar um ator parado durante horas no palco, imóvel como uma escultura, para afinar a luz de uma determinada cena e, especialmente nesta peça, antes mesmo de pensar o texto, foi o trabalho de iluminação que deu início ao projeto.

Willem Dafoe e Mikhail Baryshnikov possuem uma sinergia e carisma incríveis no palco, apesar de cumprir com o rigor dos movimentos (correm, pulam, dançam, maquiados como palhaços), do texto (em inglês e em russo) e até mesmo da voz (Baryshnikov em vários momentos se utiliza de um falsete para contrapor à voz grave de Dafoe), exigidos pelo diretor.

E a graça vem do absurdo da realidade surreal: as SEIS velhas que caem do terraço e se espatifam no chão, uma após a outra, pela curiosidade de ver a velha que havia caído anteriormente; a discussão que se inicia e se alastra pelo bairro porque o personagem não sabe mais se o sete vem antes do oito ou vice-versa; ou ainda o operador de milagres que não opera nenhum milagre em toda a sua vida, nem mesmo o de reverter a expulsão pelo proprietário de seu próprio apartamento. E a sensação, ao sair do teatro, é uma mistura de prazer — por ter assistido a uma peça única com grandes nomes das artes no mundo (da dança, do cinema e do teatro) — com estranhamento — pelos mesmos motivos.

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


O Grande Hotel Budapeste

Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 305 Notice: Undefined variable: site in /var/www/wp-content/plugins/adrotate-pro/adrotate-output.php on line 398

A primeira coisa que chama a atenção no filme são as proporções de tela que o diretor Wes Anderson escolheu para a exibição: 4:3 (ou 1,33:1), a “janela clássica” dos filmes 35 mm para retratar as cenas que se passam nos anos 1930; 1,85:1, usada nos cinemas americanos e ingleses a partir dos anos 1960 para as cenas de 1968; e 2,35:1, a “janela panorâmica” para as cenas que se passam em 1985 (a proporção widescreen padrão que o cinema usa hoje é de 2,39:1 ou 12:5). Apesar da decisão do diretor — que eu respeito —, o que eu queria mesmo, e muito, era ver o lindo The Grand Budapest Hotel numa enorme tela iMax, em 3D, e poder “entrar” no hotel, na cozinha da Mendl, no palácio de Madame Céline Desgoffe-und-Taxis, sentir o cheiro do L’Air de Panache

O filme é a história (sim, diferentemente de outros filmes do diretor esse tem uma história) da amizade que se desenvolve entre o lendário concierge charmosão Gustave H e o novo mensageiro, Zero, que conta para um escritor a vida de Monsieur Gustave durante a época de ouro do Grande Hotel de Nebelsbad na República Alpina Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


SIGA A SIMONDE

Interaktiv