Breizh Café Paris

109 rue Vieille du Temple

esquina com a rue du Perche

3éme arrondissement - Marais

Métro Hôtel de Ville ou Saint-Paul

(Linha Amarela)

Mas tem de andar 1000 metros

33 (0) 1 / 4272-1377

É bom reservar se você quiser comer no almoço ou jantar. As reservas podem ser feitas de quarta a domingo, das 9h30 às 11h30, apenas no telefone 33 (0) 1 / 4272-1377

Preço aproximado por pessoa: R$ 100, considerando a galette Bretonne € 13 + crêpe doce beurre sucre € 5 + 1 bolée de sidra € 4 + gorjeta € 3 = € 25.

Aceita todos os cartões de crédito.

Segunda-feira:

Fecha

Terça-feira:

Fecha

Quarta a sábado:

Das 11h30 às 23h

Domingo:

Das 11h30 às 22h

Fecha durante todo o mês de agosto

Dress code:

Casual elegante

Não tem wi-fi

Em Paris, desde 2007

Site, clique aqui

Apesar de serem consumidas há mais de 8 mil anos, em diversas formas, as crêpes  — e as galettes (saiba a diferença entre elas, clicando aqui) — fazem parte da identidade gastronômica da Bretanha, região do Norte que só foi anexada ao Reino de França no século 15. E, com filiais na França e no Japão, engana-se quem pensa que o Breizh Café (“breizh” quer dizer “Bretanha” em bretão), que tem lojas em Saint-Malo e Cancale (ambas à beira mar), em Paris (uma no Marais) e no Japão (dez lojas!), nasceu na região dos crepes. O percurso foi completamente o contrário.

Casado com uma japonesa, o bretão Bertrand Larcher foi morar com sua esposa no Japão em 1995. E foi em Tóquio, em 1996, que abriram a primeira crêperie, lugar que se transformaria no bastião da tradição bretã no país do Sol Nascente. Só onze anos depois, em 2007, e cinco crêperies  no Japão que Bertrand abriria a filial do Breizh Café no coração do Marais, do ladinho do La Perle e atrás do Musée Picasso, e passaria a servir o melhor crepe de Paris. As duas lojas na Bretagne só seriam abertas em 2013.

E lá são servidos crêpes  (com farinha de trigo branca) em receitas doces e galettes  (com trigo sarraceno, escuro, o soba  japonês) em receitas salgadas, misturando os “buracos na massa” da tradição das galettes  da Haute-Bretagne e a crocância  das crêpes de blé noir da Basse-Bretagne (entenda a diferença, clicando aqui). Mas sendo as crêpes/galettes uma base versátil para centenas de combinações, não espere que você vá encontrar a mesma variedade de receitas das pizzarias paulistas: são menos ingredientes (muito ovo, muito presunto, muito queijo; tradição, tradição, tradição), mas todos de procedência. A farinha de trigo sarraceno, moída na pedra, vem da Bretanha (onde os produtores possuem uma indicação geográfica protegida), o chocolate é Varlhona, a manteiga é Bordier; e a grande maioria dos ingredientes é orgânica e vem de produtores locais.

Para acompanhar as crêpes  e as galettes  impecavelmente preparadas, outra tradição bretã (esqueça o vinho): a carta de sidras muitas delas orgânicas possui mais de 60 opções (incluindo a sidra da casa, servida numa jarrinha de porcelana), com garrafas entre 13 e 28 euros, que você deve beber numa bolée, um tipo de xícara de porcelana, como pede a tradição. O ambiente é descontraído (tem mesas altas e baixas, dentro e na calçada), mas sempre lotado. Por isso, faça reservas se quiser visitar o Breizh Café no almoço ou no jantar. E não deixe de visitar a épicerie fine bretonne  que eles têm na casa ao lado, onde eles conseguem acomodar alguns clientes (numa mesa comunitária que senta oito pessoas) quando a casa está muito cheia.

breizh-cafe-1000-1Sentados na pequena mesa da calçada, pedimos uma seleção de queijos da Bretagne e a tradicional galette Bretonne: champignons, ovo, queijo, bacon, crême fraîche  e pimenta Espelette. Simplesmente divina, por apenas € 12,80. breizh-cafe-1000-2 À esquerda, a bolée, a xícara de porcelana onde se toma a sidra, essa bebida alcoólica fermentada de maçã, bastante tradicional na Bretanha e a Breizh Cola, o refrigerante da casa. breizh-cafe-1000-3 O salão. strawberry-rhubarb-crepe A crêpe de morango e ruibarbo.

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shoichi.simonde@gmail.com