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Etiqueta em restaurantes japoneses: O guia definit...

O shooyu [しょうゆ、ou em kanji  醬油] é o já famoso molho de soja fermentada criado na China há mais de vinte e dois séculos, de uma cor e brilho que nos lembra a laca e sabor complexo e intenso (#umami em sua máxima potência), presente na gastronomia da maioria dos países asiáticos. Com a proliferação dos restaurantes japoneses pelo mundo, os ocidentais já aprenderam a comer de hashi (e deixam os japoneses impressionados), mas, em compensação, quando o assunto é o uso do shooyu

USE O SHOOYU  COM MODERAÇÃO, SEMPRE

— Coloque pouco shooyu  no recipiente para o molho, não o encha; e vá se servindo conforme for comendo. O ideal é que, terminada a refeição, não sobre uma gota sequer no pratinho.
— O Japão é um país que, assim como outros países que passaram por racionamento de comida durante as guerras, abomina o desperdício. O shooyu  é um alimento que leva Ver Mais →

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Não respondi o whatsapp; nada pessoal

Mesmo se o dia tivesse 80 horas, ainda assim seria impossível ver todas as atualizações, comentários, conversas e matérias compartilhadas pelos amigos e pessoas que seguimos nas timelines  do Facebook, do Instagram e do Twitter (e as mensagens inbox  e direct ); além de responder todos os e-mails de trabalho (prioridade), ler todos os links  interessantes das newsletters; ver todos os novos vídeos dos canais que a gente assina no Youtube, os snaps  do Snapchat (tem gente que parece não conseguir mais viver sem compartilhar cada minuto do dia) e acompanhar todas as mensagens banais, vazias, esdrúxulas dos cada vez mais numerosos grupos no Whatsapp (não participo nem dos grupos da família). Isso por que ainda tem as centenas de jornais, revistas, sites, blogs  e portais, canais e programas de televisão e séries favoritos.

A acessibilidade é uma das principais características do nosso tempo. Temos acesso a informações de qualquer parte do mundo e de qualquer pessoa. Acompanhamos diariamente a intimidade, as conquistas e as viagens não só dos perfis das pessoas que Ver Mais →

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Melhor ser humano que ter bom gosto

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Etiqueta em concertos

PONTUALIDADE
— Chegue com antecedência para tomar um café e apreciar a arquitetura, as pessoas, antes de o concerto começar. Nada pior que chegar na sala atrasado, correndo, esbaforido. Você mal consegue sentir a música quando ela começa. Ah, aproveite para fazer xixi. Sair da sala no meio do concerto não é uma opção.
— Concertos não têm a regra dos “três sinais” comum no teatro, que sempre nos dá aqueles quinze minutinhos de tempo extra. Se o concerto está marcado para começar às 21h, ele vai começar às 21h.

PROIBIDA QUALQUER TIPO DE DISTRAÇÃO
SILÊNCIO TOTAL enquanto se ouve a música. Se precisar tossir ou espirrar, use um lenço para diminuir o barulho; se tiver uma crise de tosse, saia da sala da maneira mais discreta possível, ciente de que você não vai mais poder retornar ao seu assento.
— Se é proibido filmar, gravar ou fotografar o espetáculo, simplesmente não o faça.
— Telefones celulares, tablets etc. devem permanecer DESLIGADOS durante o concerto, não só no modo silencioso. A luz que as telas emitem também incomodam, distraem. Assim, se você quiser levar seu filho pequeno — que não tem paciência para permanecer no concerto — e acha que pode deixá-lo com um smartphone  jogando para ele se distrair, não o leve. É horrível ir ao concerto e ver uma tela colorida e eletrizante emitindo luzes coloridas ao seu lado ou na fileira da frente.
— Brincos e pulseiras podem fazer barulho. Atenção na escolha dos acessórios.
— Abrir balar durante o concerto? NÃO. A acústica das salas de concerto é tão perfeita que é capaz de o maestro ouvir e querer uma bala. Você não vai querer dividir, né?
— Última regra  de ouro do silêncio absoluto: NÃO comente sobre o concerto durante o concerto. Espere o intervalo ou o fim para dividir suas impressões. Se o seu acompanhante não tem o hábito de frequentar concertos e quer informações sobre a música, oriente-o antes e não durante o concerto.

APLAUSOS
— Talvez a parte mais “complicada”. É tradição aplaudir apenas ao final das obras. Geralmente, uma obra é composta por vários movimentos, e existem pausas entre eles. Se você não conhece a música completa, é difícil saber quando acabou (mesmo seguindo o programa, às vezes o maestro faz uma pausa maior entre movimentos; outras vezes, você mal percebe que um movimento acabou e outro começou). Conclusão: na dúvida, não aplauda até ter certeza que não tem mais nenhum movimento para ser tocado. E NÃO siga os outros porque aplauso é contagioso: quando alguém começa errado, vai um monte atrás.
Se a música te emocionar, aplauda, grite, levante. Sem vergonha.
— É fundamental que você se sinta confortável. Na Sala São Paulo, por exemplo, não é obrigatório o uso de trajes sociais, mas também não é permitida a entrada de pessoas usando bermudas, shorts e chinelos. Jeans, camiseta e tênis é ok.

DEU SONO?
— Se bater aquele soninho, pode cochilar (a não ser que você ronque). Nada mais luxuoso que ter a trilha sonora dos seus sonhos sendo executada ao vivo por uma competente orquestra em um templo de música.

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Não seja um idiota no trânsito

Quem é rico – de verdade – é generoso. Porque não há elegância sem generosidade e porque ela nos faz sentir bem. E um ótimo lugar para praticar a generosidade (é fácil ser generoso com nossos queridos amigos) é no trânsito. Abaixo, seguem algumas observações (sinta-se livre em nos mandar sua contribuição):

O SEU CARRO
— Regra de ouro: não é por que você tem um Bentley ou uma Ferrari, e por que você vive num país de miseráveis e se acha o máximo porque tem dinheiro, que você não precisa respeitar as leis de trânsito ou os outros motoristas e pedestres. Valores, educação e bom senso, ainda mais por parte da elite, são sempre bem-vindos.

NO ESTACIONAMENTO
— Em estacionamentos concorridos, nunca peça para alguém descer no carro para segurar uma vaga, ali, de pé, impedindo que um carro que esteja mais próximo – ou pior, esperando – estacione. Não importa se você viu a vaga primeiro da outra fileira. A vaga é sempre do carro que estiver mais próximo da vaga a ser desocupada com a seta ligada.

SINAL AMARELO
— Nunca é demais lembrar: sinal amarelo é pra parar o carro, não pra acelerar.

MUDANDO DE FAIXA
— A não ser que seja um motorista folgado tentando furar fila, sempre dê passagem para um motorista que queria trocar de faixa. Nada mais patético que um motorista acelerar seu carro só para impedir outro carro de mudar de faixa.

— Motoboys e bicicletas são cada vez mais (oni)presentes na cidade. Dê passagem, permaneça a uma distância segura, tome cuidado, preste atenção (nada de whatsapp, facebook, instagram). As motos, por andarem entre os carros, estão sempre a uma velocidade maior e um segundo de distração pode ocasionar um acidente.

RELAÇÃO COM PEDESTRES
Faixa de pedestre sem sinal e pedestre na calçada querendo atravessar, é MANDATÓRIO: pare o carro (só veja se não tem nenhum doido correndo atrás de você) e dê passagem para o pedestre. Precisamos nos acostumar a respeitá-los. Deveria ser óbvio, mas não é.

AO ENTRAR EM UMA RUA
— Dê seta sempre que entrar em uma rua à direita ou esquerda, mesmo que não haja carros atrás de você. É importante sinalizar também para ciclistas e pedestres que você vai virar naquela rua.

VELOCIDADE MÁXIMA
— Sempre dirija na velocidade permitida. Não acelere acima da velocidade permitida apenas por que a pista está livre, por que não tem nenhum carro à frente.

— Se você estiver dirigindo na velocidade máxima permitida e houver algum idiota atrás querendo ultrapassar – já que naquele trecho o sabichão sabe que não tem radar (porque, claro, só precisamos respeitar as leis quando estamos sendo fiscalizados) – não se desespere. Você não é obrigado a mudar de faixa, já que está na velocidade máxima permitida. Calmamente, mude de faixa (SE QUISER) por mais que o idiota fique acendendo o farol alto ou acelerando ou dando seta e acenando com o intuito de te pressionar para sair da frente.

TOLERÂNCIA
— Você é jovem, ágil, tem ótimos reflexos e está com pressa. Mas é importante ter tolerância com os motoristas que não são tão bons quanto você. Pessoas idosas, novos motoristas ainda inseguros, alguém que não está se sentindo bem, que está num dia ruim.

PONTUALIDADE = PLANEJAMENTO
Chegar atrasado em um compromisso é MUITA falta de respeito com os outros. Calcule o horário para sair de casa. Considere uma margem para imprevistos (numa cidade como São Paulo, o trânsito sempre sofre com situações pontuais como um farol quebrado, um acidente etc. E, infelizmente, elas são diárias).

Nada mais elegante que a tranquilidade das pessoas programadas e responsáveis com seus horários e compromissos. Estão sempre em paz.

São Paulo, 30 de agosto de 2013.

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