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Não fique triste, darling

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E falando em juventude vazia e perversa…

Escrevendo sobre The Bling Ring, dessa juventude vazia de sentido, cínica e perversa, me lembrei de um livro que marcou meus 20 anos: Hell Paris 75016, da escritora francesa – que viveu elle même  as drogas, a noite, o consumismo desenfreado da jeunesse dorée parisienne, Lolita Pille. Pra reviver — porque Hell  é como Lolita  do Nabokov, o começo dá completamente o tom do livro — segue o primeiro parágrafo, em tradução livre:

“Eu sou uma vagabunda. Daquelas que você não suporta; da pior espécie, uma vagabunda do 16éme (bairro chique de Paris), mais bem vestida que a amante do seu chefe. Se você é garçom de um lugar ‘da moda’ ou vendedor de uma boutique de luxo, você, sem dúvida, me deseja a morte, a mim e aos meus amigos. Mas não se mata a galinha dos ovos de ouro. E minha espécie insolente perdura e se prolifera… (…) Eu sou um produto da geração Think Pink, meu credo: seja bela e consuma.”

São Paulo, 21 de agosto de 2013. 

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The Bling Ring

Elas falam Balmain, Chanel, Birkin com a mesma intimidade com que elas falam de suas amigas mais próximas. The Bling Ring seria cômico se ele não fosse um filme que refletisse exatamente os valores invertidos da sociedade em que a gente vive. Principalmente da elite cool, sempre admiradora do dinheiro e do poder cujas procedências nunca são consideradas desde que a “imagem” dos poderosos du jour  e sua companhia renda boas fotos no Facebook e no Instagram, tragam influência entre os pares e sirvam aos seus interesses. (Aliás, nada importa a não ser o dinheiro: a pessoa pode ser mal educada, corrupta, insuportável; a entourage  será sempre fiel até o dinheiro acabar.)

Sofia Coppola em Bling Ring, nome dado à quadrilha de jovens de classe alta que invadem as mansões das celebridades que admiram para roubar-lhes as roupas e os acessórios que eles sempre sonharam em consumir, está menos “silenciosa”, mais rápida no ritmo do filme, mais didática Ver Mais →

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Sempre haverá novos ricos

Deu o que falar a crônica de Danuza Leão para a Revista RG Vogue de dezembro último. Intitulada Down no High Society, a escritora faz uma severa crítica aos endinheirados du jour, assumindo o mesmo radicalismo que critica no texto e ditando o que, na sua opinião, é verdadeiramente chic. É claro que ninguém discorda das suas precisas observações a respeito dessa nova tribo, os nouveaux-riches  afetados, arrogantes e sedentos por status. São pessoas que só se relacionam com os seus iguais, ignoram completamente pessoas “inferiores” (o que é constrangedor até para quem não está na situação) e sofrem de excesso de sofisticação: nas roupas e acessórios grifados, seguindo ao pé da letra “regras” dos manuais de gastronomia, etiqueta e viagens, ou em suas casas lindas e frias como um museu, sem personalidade (decorada por um arquiteto de nome que usa o mesmo “conceito” em todos os seus projetos) e sem história (como diz Danuza, “não há vestígio de um objeto afetivo demonstrando que eles tiveram pai, mãe, avós ou avôs; parece que nasceram de geração espontânea”).

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