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Instituições Culturais


Meissen: Quando os alemães decifraram a fórmula ...

Se a cerâmica surgiu no período neolítico em várias partes do mundo quase que simultaneamente — da Amazônia brasileira ao que foi a Tchecoeslováquia, passando pelo Japão do ano 25.000 a.C. —, a porcelana foi um caso único, uma invenção chinesa. E, por séculos desde sua criação (por volta da época de Jesus), a China deteve o savoir-faire  dessa variação de cerâmica que podia ser elegantemente moldada, esmaltada e pintada, e cujo resultado eram utensílios branquíssimos e brilhantes, duros, resistentes e impermeáveis. O “ouro branco” — um belo upgrade  da fosca, terrosa e frágil cerâmica — logo conquistaria o mundo: dos vizinhos coreanos e japoneses, a muçulmanos e europeus, para quem a porcelana era símbolo de poder, bom gosto e status (desde o começo do século 13, todas as casas reais importavam porcelanas da China). E uma vez que eram caríssimas — até para os imperadores chineses, as peças faziam uma longa viagem para chegar Ver Mais →

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Zwinger e Residenzschloss em Dresden: O palácio d...

Diferentemente de outros palácios, geralmente isolados, o Palácio Real do que foi de 1356 a 1806 o Eleitorado da Saxônia (um dos estados parte do Sacro Império Romano Germânico) e até 1918 o Reino da Saxônia, não tem quilômetros e quilômetros de jardins com altos muros em sua volta (palácios típicos do século 18), mas está interessantemente integrado ao contexto urbano, bem no centro da cidade de Dresden. E o mais impressionante — além da coleção absurda de joias, roupas, espadas e armaduras tão ricamente decoradas que mais lembram o carnaval que as guerras medievais; o Residenzschloss era um dos mais magníficos e importantes palácios na Europa do século 18 — é que, apesar de todas as reviravoltas da História (pense em feudalismo-monarquia, república, nazismo, Segunda Guerra Mundial, capitalismo, socialismo — Dresden era parte da Alemanha Oriental, subordinada à Moscou), as coleções de Augusto, o Forte, estão quase que inteiramente intactas e reunidas, sendo que as mais importantes peças ocupam hoje EXATAMENTE Ver Mais →

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Paris para quem fala francês: Um roteiro além do...

Não é preciso falar qualquer idioma perfeitamente para apreciar grande parte das experiências nas viagens: as paisagens, a arquitetura, a gastronomia, os concertos, espetáculos de dança, as exposições (a maioria dos museus tem placas e legendas versadas para o inglês), as vitrines. Mas para se aprofundar na cultura local e absorver a visão de mundo dos nativos (quase sempre muito diferente da nossa, e essa é uma das partes mais enriquecedoras das viagens), seja lendo os artigos de opinião dos jornais sobre os assuntos do momento, os debates na televisão (e na França, é o que você mais vai ver ao ligar a TV), assistir às peças dos dramaturgos que fizeram a história do país e ler o livros que não foram traduzidos para o inglês — e ainda mais raramente para o português —, a fluência no idioma é essencial. E não há governo que invista tanto em cultura quanto o governo francês (talvez até por entender que esse é um dos grandes atrativos que nos faz voltar para a França tantas Ver Mais →

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Fondazione Prada: Quando uma ex-comunista cria uma...

Durante toda a sua visita, deixe o ingresso no bolso, com acesso fácil, pois ele será pedido em cada um dos 10 pavilhões, de todos os formatos imagináveis, espalhados nos 19 mil metros quadrados (duas vezes maior que o novo Whitney do Renzo Piano em Nova York) que formam a Fondazione Prada, o maior espaço dedicado à arte contemporânea de Milão (incrivelmente, a mais internacional — e rica — das cidades italianas e uma das capitais mundiais da moda e do design  não tinha nada parecido; só o HangarBicocca, da Pirelli, do outro lado da cidade com 15 mil metros quadrados). Fundada em 1993 (a fundação) mas com a sede inaugurada apenas em maio de 2015, ela é resultado do recente interesse por arte da herdeira-que-nunca-quis-ser-estilista  que se tornou um dos maiores nomes da indústria (o grupo Prada — Prada, Miu Miu, Church’s, Car Shoe e Pasticceria Marchesi — tem hoje faturamento anual de mais de € 3,5 bilhões). Mas a resistência de Miuccia Prada de entrar para a moda, assumindo, em 1978, a marca criada por seu avô na Milão de 1913 (assim como o desconforto que ela sente em comprar arte, gesto que ela acha nada nobre) tem Ver Mais →

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Fundação Eva Klabin: Um micro British Museum num...

Passeando pela Lagoa, a pé ou de carro, ninguém  pode imaginar que por trás das paredes de uma discreta casa em estilo normando existem 50 séculos de arte, com mais de 2 mil peças, incluindo obras de Botticelli, Ghiberti, Rembrandt, Gainsborough, Reynolds, Pissarro. Eva Klabin, junto com sua irmã Ema (descendentes de lituanos de ascendência judaica), é a nossa Frick-Morgan dos trópicos. Colecionadora das clássicas, juntou obras que vão do Egito antigo e do mundo greco-romano a Lasar Segall, passando por importantes exemplares da arte renascentista. É impressionante. (Sem falar que Eva já usava Goyard bem antes de a marca ter seu revival  no século 21: é numa caixa de chapéu para viagens da maison  que ficam os protetores para sapatos que devemos calçar para andar pela casa-museu ;-).

Destaque para a coleção de prataria judaica (única no Brasil) e inglesa, a moldura de lareira gótica da sala e a boiserie (também gótica) na sala de jantar trazida da França.

Milionária e esteta, Mme. Klabin dormia durante o dia e recebia muitos amigos e personalidades em sua casa – sempre depois da meia-noite: do amigo e paisagista Roberto Burle Marx, que planejou o charmoso jardim da casa, a ilustres como Juscelino Ver Mais →

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As instituições culturais de SP que você precis...

São Paulo, assim como outras importantes cidades do Hemisfério Sul, não tem grandes museus ou uma programação cultural à altura de cidades como Nova York, Paris e Londres. E é provável que muitas das coisas que você veja aqui, você já tenha visto lá fora, e em escala bem menor. Mas, muito foi feito nos últimos vinte e cinco anos para fomentar a cultura na cidade. Desde maiores investimentos para o cinema e teatro, reformas de museus e prédios antigos e a brava tentativa de trazer para o país companhias de dança, orquestras e exposições de todo o mundo (geralmente de artistas com maior apelo popular). E posso dizer que, hoje, nossa programação anual de música e dança é bem boa… A seguir, você confere os lugares que a gente mais ama — e frequenta — em São Paulo.

PINACOTECA DO ESTADO [Centro] Ótimo acervo, a melhor programação ao longo do ano

instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-3-pinacoteca-do-estado instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-4-pinacoteca-do-estadoFundado em 1905 como uma coleção de pinturas para estudantes de arte num edifício imponente de tijolos aparentes em estilo neoclássico italiano (projetado por Ramos de Azevedo, o mesmo arquiteto do Theatro Municipal, do Mercadão, da Casa das Rosas), a Pinacoteca do Estado é o museu mais antigo de São Paulo (outro gigante da arquitetura nacional seria responsável pela bem-sucedida reforma de 1998: Paulo Mendes da Rocha). E o acervo permanente, uma coleção de 9 mil obras — das quais 1000 permanentemente expostas no segundo andar — é uma importante viagem pela arte brasileira dos Ver Mais →

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Pinacoteca di Brera, o museu mais importante ̵...

Napoleão Bonaparte não era tão alto (media 1,68) nem forte. Mas no pátio da Pinacoteca di Brera é a escultura do general-exterminador-de-monarquias que se coroou rei da França E  rei da Itália — e que colocou medo em TODOS os reis e rainhas da Europa — que você verá: alto, forte e pelado, representado pelo artista italiano Antonio Canova como Marte, o Pacificador, segurando Nike (a deusa grega da vitória) sobre um globo na mão direita e um longo bastão na mão esquerda.

É graças a Napoleão que a Pinacoteca di Brera é o museu mais incrível não só Milão mas um dos mais incríveis da Itália (se você tiver de decidir por apenas um programa cultural na cidade, simplesmente não hesite). Quando ele tomou poder das várias regiões (a Itália ainda não era um país, não era unificada), ele mandou fechar todas as ordens religiosas da Península que via pela frente e ordenou que TODAS as obras confiscadas Ver Mais →

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O vinhedo de Leonardo da Vinci, um belíssimo pass...

A vigna  que dá nome ao lugar não passa de uns cotocos de caules de uva no fundo do jardim, que fica mais exuberante nos meses mais quentes (ainda, já que o vinhedo de Leonardo abriu faz pouco, durante a Expo 2015). Mas ela é o pretexto para um mergulho — inimaginável visto da fachada, assim como quase tudo em Milão — na história de Ludovico Sforza, Leonardo da Vinci, da família Atellani, de Ettore Conti e Piero Portaluppi. Uma viagem charmosa e imperdível para a Milão dos séculos 15 ao 20, bem em frente à Igreja Santa Maria delle Grazie, com a cúpula de Donato Bramante e em cujo refeitório está A Última Ceia, uma das obras-primas do maestro  renascentista. (E dá pra fazer tudo numa visita só, sem se cansar ;- )

Para se chegar ao pequeno vinhedo (hoje, por que originalmente tinha mais de 8 mil metros quadrados) que Leonardo da Vinci ganhou de Ludovico il Moro  Sforza enquanto pintava a Última Ceia (Da Vinci veio para a corte de Milão de Florença convidado pelo letrado e esclarecido duque em 1482 e vinha de uma família de vinicultores da Toscana), você precisará entrar pela Casa degli Atellani, a casa da família que foi uma das mais importantes Ver Mais →

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Wallace Collection, o melhor da arte clássica em ...

Para quem ama arte, artes decorativas e beleza — ou apenas quiser ter a dimensão de como era uma mansão de nobres de séculos passados por dentro —, visitar a Wallace Collection é um dos passeios mais incríveis de Londres (e é gratuito; você só paga pelo audioguide, £ 4). A Hertford House, a construção mais imponente em volta da praça-jardim-privado Manchester Square, abriga uma coleção que levou 200 anos para ser construída e envolveu cinco gerações de uma mesma família — quatro marqueses (Hertford) e um Sir  (Richard Wallace) — que foi doada para o estado inglês e inaugurada ao público em 1900 pelo Prince of Wales da época, HRH The Prince Edward VII. É um sucesso desde então (na quinta temporada de Downton Abbey, os empregados do Conde de Grantham visitam o museu, quando em Londres para o casamento de sua sobrinha, e a história se passa em Ver Mais →

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Musée Rodin, o museu com o jardim mais romântico...

Abrigando um dos mais lindos e charmosos jardins de Paris — repleto de obras-primas do escultor francês Auguste Rodin —, o museu dedicado ao artista é um dos passeios mais agradáveis da cidade, seja para apreciar as esculturas em bronze, fazer uma promenade  pelas alamedas e roseiras, ou então, ler um livro saboreando o delicioso brownie  vendido na cafeteria instalada no jardim.

O que muita gente não sabe é que o Hôtel  Biron — o nome do hôtel particulier que o Musée Rodin ocupa — foi projetado por Jean Aubert, o mesmo arquiteto do magnífico Château  de Chantilly, para seu cliente Abraham Peyrenc de Moras, um cabeleireiro que ficou rico com suas estilosas perucas. Considerada uma das mais belas residências da cidade pelos parisienses du jour, a casa foi uma das primeiras mansões da Rive Gauche, a Ver Mais →

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Museu Picasso

Pablo Picasso é daqueles artistas que se dariam muito bem no mundo atual das redes sociais, onipresente que ainda é, mesmo tendo morrido nos “longínquos” anos 1970. É o artista mais prolífico de toda a história da arte. Em seus 78 anos de vida foram quase 150 MIL OBRAS que abasteceram três museus com seu nome, todos em cidades onde viveu, criou e produziu: um em Málaga, onde nasceu (aberto em 2003, com quase 300 obras), um em Barcelona (aberto em 1963, com mais de 4000 obras) e outro em Paris (inaugurado em outubro de 1985, com mais de 5000 obras); sem falar na coleção de 864 obras desse mestre incontestável da arte moderna no Museu Ludwig, em Colônia, e outras milhares de pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas espalhadas nos principais museus de todo o mundo, do Reina Sofía ao MoMA, e em coleções particulares.

O Musée Picasso, que reabriu em 2014 depois de cinco anos em reforma, fica no Hôtel Salé, um dos maiores e mais extravagantes châteaux  parisienses construídos no século 17 (apenas uma  construção da época rivalizaria com a casa do coletor de gabela, o famigerado imposto sobre o sal — daí o nome “salé” —, Pierre Aubert de Fontenay: o château  de Ver Mais →

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Fondation Louis Vuitton: A arquitetura eclipsa a a...

A concorrência é fortíssima. A construção é tão escultural que você não conseguirá apreciar a arte na primeira visita; precisará voltar outras vezes quando talvez a arquitetura ficar mais invisível  na sua cabeça. Com a água caindo por uma escada-cascata em direção ao edifício-caravela projetado por Frank Gehry — que deixa as “escamas” de titânio que marcou seus últimos projetos culturais e agora adota velas de vidro (que “escondem” a estrutura) —, é como se a Fondation Louis Vuitton fosse um barco futurista eternamente navegando pelos jardins do maior parque da cidade, “pulmão” de Paris, antigo terrain  de caça dos reis franceses, o Bois de Boulogne.

Um pouco distante do centro da cidade e no meio de uma floresta urbana, a Fondation tem uma localização inusitada, e o chegar lá faz parte da experiência. A cada quinze minutos e custando € 1 (R$ 4), saem navettes elétricas (um miniônibus que não polui) da avenue de Friedland, em frente a uma das saídas da estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile, do Ver Mais →

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The Morgan Library

Reaberta em 2006, após uma extensa e bem-sucedida reforma e ampliação por Renzo Piano, a Morgan Library & Museum é uma atração imperdível. The Morgan Library & Museum é o resultado da paixão pelo colecionismo – seu hobby  quando não estava controlando a economia mundial – de John Pierpont Morgan, um dos homens mais ricos e poderosos que a América já conheceu. Grande entendido de arte (sabia mais sobre valor e autenticidade que muitos especialistas), J.P. Morgan, como ficou conhecido, além de ter amealhado durante sua vida uma grande quantidade de importantes quadros, tapeçarias, moedas, tecidos, armaduras e objetos decorativos, começou sua jornada no mundo das artes colecionando livros, manuscritos e cartas, que são o destaque e a raison d’être  da Morgan Library.

Para abrigar a coleção cada vez maior e mais importante de livros, Morgan, que morava no número 219 da Madison Avenue  desde os anos 1880, encomendou, em 1902, a construção de uma biblioteca particular no mesmo terreno de sua casa, mas com entrada pela Rua 36. E é nesse prédio, desenhado por Charles McKim e símbolo clássico da arquitetura norte-americana do início do século 20, que Morgan recebia amigos, marchands, parceiros de negócio e intelectuais.

O prédio McKim é um dos grandes destaques do Morgan Library (além do calendário de exposições e atividades sempre superinteressantes). Inteiramente preservada desde os tempos em que Morgan himself  utilizava os salões, o prédio é formado por um hall de entrada de tirar o fôlego (a Rotunda), uma belíssima biblioteca (East Room, com três andares de livros em que não se vê as escadas de acesso – escondidas por trás das prateleiras), o austero escritório de Morgan (West Room) e o aconchegante escritório do bibliotecário (North Room).

Ricamente decorado com madeiras nobres, moisacos belíssimos, mármores, tapeçarias, afrescos e quadros de mestres renascentistas da coleção original de J.P. Morgan, o prédio McKim também abriga a importante coleção de livros (já ia quase me esquecendo deles…) incluindo três Bíblias de Gutenberg (uma à mostra), partituras originais de grandes compositores da música dos séculos 17, 18 e 19, além de centenas de primeiras edições das principais obras da literatura mundial.

Além da casa de Morgan e do prédio McKim, o Morgan Library conta ainda com o Anexo, outro prédio construído em 1928 (cada prédio possui um estilo diferente), quando o filho de J.P., Jack, já tinha transformado a biblioteca em uma instituição cultural (em 1924). Hoje, os três prédios são interligados pela contemporânea obra de ampliação da Morgan Library capitaneada por Renzo Piano, concluída em 2006; elegante, aconchegante e repleta de luz natural.

Abaixo, uma excelente explicação pela Kahn Academy sobre um dos maiores tesouros da coleção Morgan: a capa do Evangelho de Lindau, circa 880, do Império Carolíngio.

Obs.: Não deixe de almoçar no Morgan Dining Room, que era a sala de jantar da Morgan Mansion, e visitar a linda loja da instituição, com uma ótima seleção de livros e objetos

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Museu da República: Onde Getúlio se matou, é um...

A  simplicidade do banheiro e quarto presidenciais em contraponto com a belíssima e bem preservada opulência da decoração — toda importada, da escada aos mármores — do Palácio do Catete chama a atenção. Foi no quarto singelo do terceiro andar que o presidente Getúlio Vargas — o décimo terceiro presidente a ocupar o palácio neoclássico famoso por suas sete águias de bronze no topo do prédio que foi sede do Governo Federal de 1897 a 1960 — se matou com um tiro no coração, vestido com o pijama listrado bordado com suas iniciais, hoje em exposição ainda com a mancha de sangue, e com direito à arma e a bala que ele usou para sair “da vida para entrar na História”.

Além do suicídio de Getúlio em 1954, muitos outros fatos importantes aconteceram neste palácio-urbano-com-a-porta-para-a-rua que hoje dá de frente para a estação de metrô do Catete: a morte do presidente Afonso Pena em 1909, a assinatura da declaração de guerra Ver Mais →

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The Noguchi Museum

O Noguchi Museum é uma das pérolas de Nova York. Fundado em 1985, em Long Island, Queens (a localização não é central e tem de ir de carro ou táxi), para celebrar a vida e a obra de um dos artistas mais produtivos e influentes do século 20, o espaço é perfeito para fugir da agitação de Manhattan (onde várias de suas obras ocupam alguns dos mais importantes prédios comerciais da ilha) e contemplar esculturas, móveis e objetos, além de um jardim pequeno, tranquilo, mas impecável (que é a minha ideia de paraíso).

O escultor e designer  nipo-americano, que passou sua infância e adolescência viajando e aprendendo seu ofício pelo mundo (entre França, Itália e Japão, se estabelecendo em Nova York), trabalhou com outros grandes artistas de sua época, entre escultores, arquitetos e coreógrafos, onde elaborava o que chamava de ‘escultura do espaço’. Ver Mais →

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Sala São Paulo

Assim como o Orsay, museu parisiense dedicado ao Impressionismo, a Sala São Paulo ocupa uma estação de trem, a Júlio Prestes, que era a estação central da Estrada de Ferro Sorocabana, por onde safras de algodão e café do interior paulista chegavam à capital até os anos 1920. A única diferença com relação ao Orsay, no entanto, é que a Júlio Prestes ainda segue operando como uma estação da CPTM, o que torna a Sala ainda mais especial: essa dupla-ocupação do edifício neoclássico — do auge da música erudita ao transporte popular, dos notas puras da música ao barulho dos trens nos trilhos — aconteceu na década de 1990, quando o jardim interno da estação se converteu na mais incrível sala para concertos (construída exclusivamente para esse fim) da América Latina, que hoje é a sede da OSESP, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e também do Cultura Ver Mais →

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Manufacture des Gobelins

Numa vila intacta do 13éme arrondissement (com capela, museu, casinhas, ruas de pedra e prédios modernos), o Estado francês mantém vivo um dos símbolos de excelência das artes decorativas francesas, a tapeçaria, sendo a França (apesar das crises) o único Estado NO MUNDO a financiar uma atividade decorativa em nome da tradição. E apesar da longa história de Gobelins — que remonta aos anos de 1440, com o tintureiro Jean Gobelin, famoso por seu vermelho escarlate —, a técnica com que são feitos os tapetes e as tapeçarias permanece intacta: artesãos com iPod nos ouvidos produzem peças que podem levar de dois a 10 anos para serem concluídas, há mais de 400 anos (a técnica, não o iPod).

Na Manufacture des Gobelins, a gente volta aos tempos do rei Henri 4 (Henrique 4), que, em 1601, instalou dois tapeceiros flamengos no local (os artesãos de Flandres eram disputadíssimos pelas cortes europeias), que foram sucedidos por seus filhos, até que, em 1660, Louis 14, o rei absoluto mais esplendoroso e ensolarado de todos os tempos, junto com seu Ministro das Finanças e o criador da indústria de luxo francesa, Jean-Baptiste Colbert, “importam” um holandês com um novo método de tingimento do escarlate (naquela época as cores não eram nada fáceis, imagine só) e assumem Gobelins. Nessa mesma época, Colbert convence o Rei-Sol da importância das artes decorativas como forma Ver Mais →

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Neue Galerie

Assim como a Frick Collection e a Morgan Library, a Neue Galerie é o resultado do sonho de um colecionador apaixonado. A única diferença é que Ronald Lauder, herdeiro do império Estée Lauder, aos 80 anos, ainda está vivo. A coleção que forma a Neue Galerie (“Galeria Nova”, em alemão, inspirada na Neue Galerie de Viena) apresenta e retrata, com obras importantes (é o maior acervo dos incríveis Gustav Klimt e Egon Schiele fora de Viena), o dinamismo e o vanguardismo da arte e do design  germânico (principalmente alemão e austríaco) do início do século 20. 

Pense em quadros, esculturas, cartazes e móveis de Klimt, Schiele, Wiener Wersktätte (sem a qual a Bauhaus ou o Art Déco talvez não tivessem existido), Kandinsky, Klee, Bauhaus, Blaue Reiter, Breuer, Ludwig Kirchner, Mies van der Rohe, elegantemente organizados num château  de cinco andares, projetado por Carrère & Hastings (os mesmos arquitetos da New York Public Library), em plena Quinta Avenida. Pense nos artistas nos cafés em Viena; pense nos cabarés em Berlin. Imperdível.

Serge Sabarsky, austríaco de Viena, grande amigo de Ronald Lauder, veio para Nova York em 1939. Em 1950, Herr  Sabarsky começou a colecionar arte e, em 1968, abriu uma galeria na Madison com a 77 especializada na arte expressionista alemã e austríaca. A coleção da Neue Galerie surgiu a partir da amizade de 30 anos dos dois, que compraram o château  em 1994, inaugurando a instituição em 2001. E é aqui que está um dos quadros mais emblemáticos — e com uma das histórias mais fascinantes do mundo da arte (saiba tudo clicando aqui) — de Gustav Klimt: Adele Bloch-Bauer I, de 1907, pela qual Mr. Lauder pagou US$ 135 milhões em junho de 2006. Outro marco é Berliner Strassenszene, do Ernst Ludwig Kirchner, de 1913 (as duas obras estão na galeria aqui no post). A Neue Galerie fica na Quinta Avenida, entre o Metropolitan e o Guggenheim (a três quadras de cada uma das duas instituições) e possui um delicioso café, o Cafe Sabarsky, com deliciosos pratos, sanduíches e ainda mais deliciosas tortas típicas alemãs (só atenção porque os horários da galeria e do Cafe são diferentes), e uma livraria que é um charme só.

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Kabuki-za V

Para quem gosta de artes, assistir a uma peça do gênero kabuki no teatro Kabuki-za é uma das experiências mais incríveis do Japão. O kabuki, junto com o no, o bunraku e o buto, é um teatro tradicional japonês que (apesar de – ou justamente por – ser luxuoso, assim como a ópera, era destinado às massas) surgiu no século 18. Todos os atores (homens, já que mulheres até hoje não são permitidas) estudam praticamente a vida inteira para especializar-se em um único tipo de papel (algo impensável para a nossa dramaturgia ocidental). Os tecidos são fabulosos; os gestos, exagerados ou elegantíssimos; a dramaticidade com que atuam é de tirar o fôlego (não se consegue imaginar tamanha “intensidade” ao ver a placidez e a delicadeza dos japoneses nas ruas de Tóquio).

Como é falado em japonês antigo, mesmo que você fale japonês, alugue um tradutor simultâneo (em vários idiomas) para entender as falas. O que é incrível é que pelo próprio fone (que você coloca em apenas um ouvido) você também escuta a peça ao vivo, o que é perfeito, já que a tradução não compromete negativamente a apreciação da peça.

As peças – ou conjunto de peças – têm geralmente 4 horas de duração com vários atos (a programação começa pela manhã e vai até à noite), mas também pode-se comprar ingressso para um único ato, ou em japonês makumi  (só que esses ingressos só dão direito de assitir a peça no último andar do teatro, lá no alto do quarto andar, o que compromete a vista). Se estiver com tempo (eu sei que é raro), compre o bilhete integral em um lugar melhor, porque você não vai se arrepender. Deixe-se levar e ser envolvido pela história. Só não se esqueça de alugar o tradutor, porque sem entender a história, a peça vira um nonsense  total (as histórias – mitológicas, de honra e amor – têm às vezes uma lógica muito própria :-)

O teatro, panteão do kabuki (todos os atores míticos passaram e estão aqui), foi inaugurado originalmente em 1889, mas um incêndio o destruiu em 1921, um terremoto destruiu sua tentativa de reconstrução em 1923, bombas o destruíram durante a Segunda Guerra Mundial em 1945, e sua última “destruição” foi em 2010 para ser reinaugurado em 2013 (por isso Kabukiza “V”: é a quinta “versão” do teatro) com toda a pompa, tradição e tecnologia sob a supervisão do starchitect  Kengo Kuma.

A não ser pelo prédio comercial de 28 andares construído atrás do teatro, as mudanças para o novo Kabuki-za foram mais estruturais que estilísticas. O teatro foi inteiramente destruído e reconstruído com as mesmas dimensões (mudou-se, no entanto, os materiais: todas as vigas que sustentam o teto, antes de madeira, e apesar de parecerem madeira hoje, são de alumínio); a sala de espetáculos possui exatamente as mesmas medidas, mas o fosso do palco está maior e as poltronas agora têm uma tela onde são exibidas informações sobre as peças e legendas; e o prédio do teatro hoje está melhor preparado para abalos sísmicos e, segundo Kuma-san, vai durar mais cem anos.

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Teatro Colón

O Colón é considerado um dos mais importantes teatros líricos do mundo e sua acústica é um benchmark  difícil de superar. Tem capacidade para 3500 pessoas e já recebeu as principais figuras da música do século 20 (Caruso, Callas, Stravinsky, Richard Strauss, Nijinsky entre outros).

O teatro, desenhado por Francesco Tamburini e Víctor Meano, foi inaugurado em 1908, com a ópera Aida  de Verdi, e a sua construção — que mistura elementos da renascença italiana e do barroco francês — levou 20 anos para ser terminada. Além de servir como palco, o Colón é sede de escolas de dança, canto e atuação; mantém um corpo estável de balé, orquestra e oficinas; e além de tudo isso, tem um museu. Ver Mais →

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