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Restaurantes


Le Cinq: Um restaurante três estrelas onde cada p...

Uma das exigências para que um hotel na França receba a distinção palace  é a gastronomia de exceção {para entender o que é e quais são esses hotéis hors concours, clique aqui}. E, por isso, Paris é a cidade onde alguns dos melhores restaurantes — não só da cidade, mas do mundo — ficam dentro de hotéis. E se Alain Ducasse, que é responsável pelos restaurantes principais de dois desses hotéis — do Plaza Athénée e do Meurice — e os restaurantes dos novos palaces  chineses — Shangri-La, Mandarin, Peninsula — têm caminhado para ambientes mais contemporâneos, o salão do Cinq, restaurante principal do também palace  Four Seasons George V, totalmente renovados nos anos 2010 e que tem como chef  desde 2014, Christian Le Squer (que fez com que, em 2016, o Cinq conquistasse os três macarons  Michelin que ele já tinha no Ledoyen por doze anos), mantém a opulência do décor  palaciano histórico francês que tanto agrada a árabes e orientais em geral (o dono do hotel fundado em 1928 e há vinte anos administrado Ver Mais →

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Aizomê: Uma chef por trás de um dos melhores res...

Que o Japão é um país extremamente machista, quem já foi sabe. No teatro kabuki, apenas homens interpretam personagens masculinos e femininos. Nos negócios, praticamente não existem mulheres no topo da hierarquia corporativa (e mais da metade das poucas presidentes de empresa no Japão herdaram o cargo de algum parente). Na política, você tampouco irá encontrá-las. E na gastronomia é a mesma coisa: você nunca verá uma mulher atrás de um balcão de sushi  (ou mesmo trabalhando nas cozinhas dos mais famosos restaurantes do Japão), porque acredita-se que as mãos femininas são mais quentes e menores que a dos homens, o que as tornam inapropriadas para fazer sushi  ou sashimi, que as mulheres são frágeis para o trabalho duro da cozinha, ou ainda, segundo Jiro Ono, do Sukiyabashi Jiro, em Tóquio, “porque o ciclo menstrual afeta o paladar das mulheres”  (e todas as mudanças neste panorama ainda são bem  tímidas). Mas, em São Paulo, a chef  Telma Shiraishi conquistou não só o respeito da comunidade Ver Mais →

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São Paulo do alto: Os bares e restaurantes em roo...

Cidades verticalizadas, com muitos prédios, para nós que estamos ali do chão, são bastante — e esteticamente — opressoras. No nível da rua, o horizonte deixa de existir, o céu é apenas um feixe quando temos tempo de olhar para cima e, talvez por isso, a sensação de se estar acima do mar de prédios seja tão prazerosa. Do alto, a feiura das cidades que se desenvolveram sem planejamento se dilui na grandeza da metrópole, os problemas são invisíveis, as individualidades se dissolvem, temos de volta o céu e o horizonte. E a sensação de grandeza, de poder, é inevitável. E São Paulo — que não tem belezas naturais (e, tirando alguns poucos exemplos, a arquitetura tampouco é seu forte) — parece que finalmente encontrou sua vocação de explorar a vista para o seu panorama urbano. Amando ou odiando essa que é uma das maiores cidades (e a quarta maior área metropolitana) do mundo, quem não se impressiona com a vista para o tapete de prédios ao sobrevoar a região central da cidade? Em São Paulo, tirando os hotéis e alguns Ver Mais →

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Esther Rooftop: Comida de bistrô e terraço com v...

A grande questão seria saber como conseguir se sentar sempre  em uma daquelas três mesas para duas pessoas que ficam coladas no vidro do terraço com vista. Mas não tem jeito, tem de chegar cedo e tentar a sorte, já que no Esther Rooftop, eles não fazem reservas. Mas, mesmo se sentando no salão interno (não deixe de frequentar o espaço para fumantes, no terraço, aberto e com vista), só pela arquitetura e pela história já valeria a viagem: inaugurado em 1938 (!) e ocupando o décimo primeiro e último andar do primeiro edifício moderno-racional-funcional-corbusiano  da cidade de São Paulo — e do Brasil —, projetado pelo arquiteto paulistano Álvaro Vital Brasil, o Edifício Esther (que tem lojas, escritórios e unidades residenciais, onde moraram Di Cavalcanti e Marcelino de Carvalho; tinha até uma boate no subsolo frequentada por intelectuais e Ver Mais →

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Ryo Gastronomia: Comida kaiseki em uma linda casa ...

Em vários dos bons restaurantes japoneses de São Paulo (Shinzushi, Kan, Kinoshita) é possível pedir um omakase, a versão nipônica dos menus-degustação, uma sequência de pratos frios e quentes — do sashimi  ao tempura, passando por outras receitas menos óbvias — que pode levar o nome de kappo  ou kaiseki ryoori  {como a definição dos termos não é muito clara, fiz um vídeo explicando a diferença entre eles, que você confere clicando aqui}. Mas o Ryo Gastronomia, do itamae  Edson Yamashita (ex-Sushi Kan, no Japão; ex-Shinzushi), abre com a proposta de ser um restaurante apenas kaiseki  (as reservas são obrigatórias e não existe a opção à la carte: é preciso pedir uma das três opções de menus-degustação, de sete ou nove etapas, incluindo uma versão vegetariana, à la shojin ryoori, a cozinha vegetariana praticada nos mosteiros budistas) e está instalado no Itaim Bibi numa casa muito bem decorada, que inclui, no primeiro andar, um belíssimo Ver Mais →

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Courchevel: A gastronomia savoyarde e duas dicas d...

Courchevel fica na Savoia (em francês, Savoie ), um departamento da região de Auvergne-Rhône-Alpes. Mas a Savoia de hoje era um pedaço do condado-depois-ducado-depois-reino  que pertencia à Casa di Savoia, uma das nobres famílias mais antigas da Europa (com mais de mil anos), e abrangia não só esta região no sudeste da França (chegava até Nice, hoje na Provence), mas também parte da Itália (o Piemonte) e o sudoeste da Suíça (Vittorio Emmanuele II, príncipe da Casa di Savoia e Rei da Sardenha, doou o território para a França em 1860, em gratidão à ajuda de Napoleão III na unificação da Itália, país do qual ele seria o primeiro rei). Por isso a gastronomia savoyarde, essa cozinha simples, rústica e bem calórica (cheia de queijos derretidos, perfeita para alimentar o corpo no inverno ainda mais  rigoroso do alto das montanhas; pense em fondue, em raclette, Ver Mais →

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Matsuhisa: Comida nipo-peruana no coração do hot...

Sempre que leio que algum chef  de quem gosto está abrindo uma franquia parece uma traição, como se ele tivesse trocando a arte pelo comércio, mais preocupado com o dinheiro que com a qualidade. Mas as boas franquias — aquelas que conseguem manter o padrão — têm um lado bom: para os locais e quem viaja frequentemente e deixa de buscar apenas o que é genuíno e regional, elas permitem experiências familiares em várias partes do mundo. E assim como eu AMO comer os cinnamon rolls  da Cinnabon em Los Angeles ou em Dubai, o Black Cod Saikyoo Yaki 西京焼き (o peixe-carvão-do-pacífico, parente do bacalhau das águas profundas do norte do Oceano Pacífico, de carne adocicada e textura quase amanteigada, marinado no miso  branco, o saikyoo, tradicional de Kyooto, e assado) é desses pratos que nunca será ruim ter por perto, e você o encontra em todos os 32 restaurantes Nobu e oito Matsuhisa espalhados pelo mundo. Apesar de ser um prato tradicional da gastronomia Ver Mais →

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Jiquitaia, comida brasileira autoral, saborosa e o...

Pelo preço fixo de R$ 79 (entrada + prato principal + sobremesa, no jantar e nos fins de semana; e R$ 49! no almoço durante a semana), o Jiquitaia se consolidou de forma muito bem sucedida com sua fórmula que alia comida autoral com ingredientes brasileiros — bem executada, bem apresentada (só nas sobremesas que o aspecto é mais caseiro, mas não menos saboroso); e ainda dá para ter uma refeição vegetariana completa ou, mais precisamente, ovolactovegetariana —, preço mais-que-honesto e ambiente simples e agradável (e fácil de encontrar, fica numa discreta casinha branca com letreiro — que mais lembra uma empresa de representação comercial — quase em frente ao Athenas, na Antônio Carlos, entre a Augusta e a Frei Caneca). Jiquitaia é nome de um mix  de pimentas da família do tabasco, em pó (fica na mesa, experimente! peça também a pimenta da casa), típica da floresta amazônica, patrimônio dos índios baniwa, que você Ver Mais →

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Ritz Jardins, ambiente aconchegante, comidinhas va...

Eu nunca entendi por que quando você compra peito de peru nos supermercados de Nova York, a carne é branca como se fosse o do peito do peru de Natal, assado e fatiado, e aqui no Brasil, o único peito de peru que a gente encontra é esse embutido (como salsicha) e rosa (ou seja, nada natural, e ainda por cima cheio de sódio). Por isso eu adorava a Salada do Chefe do restaurante Ritz — opção perfeita para quem quer uma salada com proteína — que vinha sempre com o peito de peru assado e desfiado na salada, junto com a muçarela de búfala, o tomate, o ovo cozido, a maçã verde, as folhas e as azeitonas. Por um tempo, eles substituíram pelo peito de peru rosa industrializado e, agora, pela falta constante de peito de peru de verdade no mercado, o que completa a Salada do Chefe é um peito de frango marinado, feito na casa…

…Que também é a base de um clássico do serviço de quarto dos hotéis de todo o mundo: o ótimo Club Sandwich, molhadinho e bem montado (dá para comer com as mãos confortavelmente), com pancetta, alface romana, tomate e maionese feita in-da-house. E aí, você pode pedir com um acompanhamento, que pode ser fresh salad, batata Ver Mais →

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Princi Londres, o espírito de Milão – com ...

A Princi do SoHo londrino (única filial da rede fora de Milão) segue a mesma identidade da Princi da Piazza XXV Aprile antes da reforma de 2014, assinada pelo arquiteto Claudio Silvestrin (que projetou dezenas de lojas Giorgio Armani pelo mundo e é colaborador da Boffi), e que fez a fama da padaria mais saborosa, contemporânea e elegante da Itália: pedras em tons de bege e cinza não polidas, a disposição dos pães em aberturas retangulares na parede, os totens de pedra para apoio, poltronas de couro, o staff  todo italiano (simpático ou lindo, ou ambos), fornos à mostra, uma fonte de 15 metros de comprimento numa das paredes.

Misto de panetteria, pasticceria, caffè, pizzeria e bar para o aperitivo  tão milanese, o melhor da Princi londrina — além do horário de funcionamento, aberto das 8h à meia-noite de segunda a sábado (perfeito para aquele dia em que você não tem reservas para restaurantes e quer chegar e comer) —, é que você tem a opção do serviço self-service (pagar no balcão, se servir e sentar-se na mesa comunitária, como em Milão), mas também pode ser atendido Ver Mais →

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Armani/Ristorante Milano: Um macaron Michelin, com...

Enquanto para ser bem sucedido na moda, gerar desejo é um dos maiores desafios para o sucesso, na restauração e na hotelaria são muitas  outras complexas variáveis envolvidas para atingir o mesmo resultado. Apesar do sólido sucesso de Giorgio Armani no mundo da moda, dos perfumes e do design  (já são 40 anos de uma carreira sem igual de tão bem sucedida), foi com desconfiança que muita gente recebeu a notícia da abertura do hotel e restaurante do estilista em Milão (cidade com tradições hoteleira e gastronômica bastante consolidadas, e um público internacional bastante exigente). Seria apenas uma aventura com prazo de validade definido (como o Gold do Dolce & Gabanna, que já fechou)?; Com filiais em Nova York e Tóquio, o restaurante seria apenas mais um lugar da moda, para ver e ser visto? Mas, depois de cinco anos de sua abertura e algumas correções ao longo do caminho, não dá para não dizer que o restaurante é um sucesso. E uma delícia. A vista panorâmica do ristorante, que fica no sétimo e penúltimo andar do Ver Mais →

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The Wolseley, imponência e comidinhas: do English...

Num belíssimo e grandioso edifício art déco  construído em 1921 para ser o showroom  dos carros Wolseley Motors Limited (sim, os carros ficavam estacionados sobre esse magnífico mármore florentino preto e branco), o The Wolseley é um grand–café–brasserie, aberto o dia todo, das 7h da manhã à meia-noite (o que a gente adora), sempre cheio (é bom sempre reservar, mesmo que seja para o dia seguinte às 15h30), numa das melhores localizações de Londres: ao lado do hotel Ritz, a uma quadra da Jermyn Street, da Royal Academy of Arts, da Fortnum & Mason e da Dover Street Market.

Com pé-direito alto, mezanino, teto abobadado, colunas e decoração em preto e dourado com toques de chinoiserie, assinado por um dos mais famosos decoradores birtânicos, o David Collins, o cardápio do Wolseley atende a todos os gostos: você pode tomar um café da manhã típico britânico, com ovos, bacon, salsicha, feijão, tomate, cogumelos e black Ver Mais →

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Restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly em...

Com tantas denúncias sobre as origens dos alimentos e os impactos extremamente negativos da pecuária no mundo (ou mesmo por consideração aos animais), existe uma tendência grande nos países desenvolvidos ocidentais de priorizar ingredientes orgânicos e reduzir — ou mesmo abolir — o consumo de carne e outros produtos derivados de animais. Do Burger King, que lançou um sanduíche vegetariano, a grandes restaurantes do mundo que já propõem menus 100% livres de carne (Per Se e Daniel, em Nova York; Lucknam, em Bath; L’Arpège e Alain Ducasse, em Paris; e o DOM em São Paulo), nós também estamos cada vez mais procurando entender os impactos que nossos hábitos de consumo causam no mundo e descobrindo os sabores vegetais (confira as nossas considerações sobre o tema no link  a seguir, Comer carne: é preciso reconsiderar?). Em São Paulo já são muitos os restaurantes vegetarianos, mas nesta lista, você conhece os restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly  que a gente conheceu, gostou, voltou e frequenta. Uma característica comum a todos eles é que mesmo carnívoros não sentirão falta da carne.

APFEL [Jardins] Buffet vegetariano, só almoço, preço fixo

restaurante-apfel-jardins-1200-5restaurante-apfel-jardins-vegetariano-sao-paulo-1200Há 15 anos numa casa simples e aconchegante a uma quadra e meia da Avenida Paulista (e do metrô Consolação), o Apfel Jardins é um restaurante vegetariano com buffet self service  que, assim como outros restaurantes naturais e saudáveis, só abre para almoço e paga-se um valor fixo (R$ 30, de segunda a sexta, R$ 35, nos fins de semana) para comer à Ver Mais →

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Osteria del Pettirosso, um dos melhores italianos de SP

Em tempos de gastronomia midiática que não se cansa de inventar muódas  para chamar a atenção, como é bom “voltar para casa” e comer comida de verdade, tradicional, com ingredientes selecionados, bem executada e sem pretensões (essas que nem sempre dão certo). E as chances de satisfazer o estômago — e a alma — são bem maiores quando se trata de comida italiana: seja com um gelato, uma pizza  ou uma pasta  com molho de tomate fresco.

A Osteria del Pettirosso fica numa casinha despretensiosa (mas com aquele charme displicente-decadente de Roma, cidade natal do chef ) escondida nos Jardins, no fim da Lorena quase esquina com a quase-sempre-engarrafada  Rebouças. E, no melhor estilo osteria (estabelecimentos simples, informais, familiares), com o chef  Marco Renzetti na cozinha e sua esposa Erika comandando o salão, quase tudo é feito artesanalmente na casa: dos pães (do jeito que eu gosto, macios e Ver Mais →

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Temporada Umami do chef Shin Koike

Sendo o umami a mais importante característica da cozinha japonesa, o chef nihonjin  Shin Koike (ex-A1, ex-Aizomê — do qual continua sócio — e que acaba de assumir a cozinha do que era seu segundo restaurante, o Sakagura A1) oferece a Temporada Umami, até o dia 6 de novembro (sexta-feira que vem), um menu-degustação apenas servido no jantar que tem por objetivo despertar a nossa sensibilidade para o quinto gosto.

Ao estilo omakase, o menu é composto por cinco etapas: 1. um petisco (vieiras e tomate com parmesão gratinado: como assim?! mas eu consigo responder nesta matéria, é só clicar), 2. um prato combinando três ingredientes e temperos umami (peixe grelhado com miso e konbu; shiitake  refogado com shooyu  e sake; barriga de porco cozida), 3. um prato com sushi e sashimi (obviamente, não é como comer sushi no balcão quando o arroz vem na temperatura e texturas corretas, mas Ver Mais →

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Nova York: Restaurantes

É possível comer o mundo em Nova York. E comer bem, muito bem. No caldeirão, considere os seguintes fatos: 1) são mais de 17 mil restaurantes espalhados em 828 quilômetros quadrados; 2) mais da metade da população é formada por imigrantes de 170 países; 3) desde o extraordinário crescimento econômico do século 19, a cidade é uma das mais ricas do planeta (os nova-iorquinos quase não comem em casa e gostam de comer bem em ambientes estilosos); 4) alguns dos mais célebres chefs  do mundo (americanos e estrangeiros) têm suas bandeiras fincadas na ilha: Alain Ducasse, Thomas Keller, Gordon Ramsay, Daniel Boulud, Joël Robuchon, entre muitos outros; e 5) você está na capital mundial do movimento foodie, o que quer dizer: aqui você encontra os melhores e mais diversos ingredientes, sofisticação européia, a inovação americana e a mistura das gastronomias de todo o mundo sob a aprovação do paladar apurado dos nova-iorquinos. Não é à toa que dizem que todo nova-iorquino é um crítico gastronômico.

Por tudo isso, Nova York é uma cidade com grandes restaurantes. Há restaurantes com uma decoração incrível, mas comida nem tanto (ou muito barulhentos); há restaurantes com comida impecável, mas sem um décor empolgante, e também (Gott sei Dank) há os restaurantes que nos entregam TUDO o que a gente quer: uma experiência gastronômica e sensorial inesquecível. Na lista Simonde de Restaurantes em Nova York, focamos nesses restaurantes que tem comida, serviço e ambiente impecáveis. Restaurantes para os quais precisamos fazer reservas, nos vestir para a noite e sair de lá ansiosos para voltar uma próxima vez.

Confira todos os restaurantes que a Simonde indica na Big Apple, clicando em Nova York e, no menu categorias, em Restaurantes.

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The Modern no MoMa

Templo da arte moderna (foi o primeiro museu dedicado à arte moderna e contemporânea e hoje tem um acervo de 150 mil das mais importantes obras desse período) eu não consigo ir à Nova York sem passar pelo MoMA, seja para ver uma das sempre interessantes exposições temporárias, assistir a um filme ou rever obras do acervo permanente. E para quem gosta de comer, o que seria melhor que estar em contato com a melhor arte e ainda poder apreciar uma refeição duas estrelas Michelin no mesmo lugar?

Com uma localização única e especial, contemplando o Jardim de Esculturas Abby Aldrich Rockefeller — que eles, felizmente, mantiveram na construção do novo prédio —, mas com uma entrada extra e separada do museu (o que permite seu funcionamento fora dos horários do MoMA), o The Modern é um restaurante de cozinha e décor  contemporâneos; linhas retas, pé-direito alto e amplos vidros que dão para o jardim onde ficam esculturas de Miró, Matisse, Picasso, Maillol, Giacometti. Por isso, 1. peça pelas mesas próximas ao vidro, por causa da vista e por Ver Mais →

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Alain Ducasse au Plaza Athénée

Tirando os bistrots  (Aux Lyonnais, Benoît, Rech) e o restaurante da Torre Eiffel, o Jules Verne, são dois os grandes — e estrelados — restaurantes Alain Ducasse em Paris. Os dois ocupam o térreo de hotéis-palácio (a distinção máxima do luxo na França): o Meurice e o Plaza Athénée, e os dois hotéis pertencem à Dorchester Collection, cujo dono é Hassanal Bolkiah, o sultão de Brunei.

E não há restaurante no mundo com teto mais deslumbrante do que o Alain Ducasse au Plaza Athénée (felizmente eles mantiveram a explosão de cristais, depois de uma reforma completa do hotel que manteve o restaurante fechado por dez meses em 2014). Saíram as toalhas de linho branco sobre as mesas, que ficam descobertas, nuas (uma mudança radicalíssima para um restaurante de alta gastronomia na França); e agora, o prato vem direto sobre o tampo de carvalho (nem um joguinho americano sequer), no design  de Patrick Jouin e Sanjit Manku (os panos só voltam no serviço de café da manhã do hotel, Ver Mais →

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Baby Beef Rubaiyat

O pão de queijo é delicioso, daqueles que você sente a textura do queijo derretido na boca. Com relação ao couvert  (com comidinhas e dez tipos de pães, todos feitos na casa em forno de barro e que passam quentinhos, toda hora), é preciso ter muito autocontrole e saber a hora de parar, pois corre-se o risco de não se conseguir chegar nem ao prato principal (por isso, vá em dois ou quatro e compartilhe os pratos: das entradas às sobremesas, as porções são muito bem servidas). E, apesar de ser considerado por muitos especialistas como o melhor restaurante de carnes de São Paulo (você encontra de picanha a kobe beef ), uma das melhores características do Rubaiyat é que dá também para se ter uma ótima refeição de peixes e frutos do mar; perfeito para quem não come carne bovina ou suína (dá para levar os amigos gringos sem sofrer).

É uma pena que o Rubaiyat original, aberto em 1957 na Vieira de Carvalho, no centrão de São Paulo, não exista mais, diferentemente do Almanara da Basílio da Gama, aberto em 1950, que resistiu à degradação do Centro de São Paulo (e a gente adora). Mas ainda são cinco unidades Rubaiyat no Brasil (São Paulo, Rio e Brasília), uma na Espanha (Madrid), Ver Mais →

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Shin Zushi, dos melhores japoneses, o mais tradicional

Amo a gritaria do Shin Zushi (o pessoal no balcão pede alguma coisa e todas as garçonetes — até as brasileiras — gritam haaaaaai ). Da família Mizumoto (já na segunda geração), com o Ken no balcão e a Miyukisan, sua mãe, no gerenciamento do salão, o restaurante é um japonês tradicional (no atendimento, na decoração, na clientela majoritariamente japonesa) e sem firulas. Meu pai, que é japonês “importado”, não se sente bem em restaurantes como o Jun Sakamoto e o Kinoshita porque só tem brasileiro, os brasileiros só pedem salmão (no Japão, eles não comem o salmão em sushi  e sashimi, só grelhado) e ele fica bravo quando ele fala nihongo  com o garçom e o garçom não entende.

Se for a sua primeira vez na casa, experimente pedir o omakase (menu-degustação em japonês, que custa R$ 280), em que um itamae-san  (uma hierarquia acima do sushiman ) cuida de você início ao fim da refeição. O omakase à la kappo sempre começa com sashimi, e logo em seguida começam a vir pratinhos mais elaborados com peixe cru. Depois, vêm Ver Mais →

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Pomodori

Ontem voltei ao Pomodori, que é-era-não-sei-mais  um dos meus restaurantes favoritos na cidade para conferir a nova decoração e o novo cardápio. Mas, apesar de o ambiente ter ficado exatamente do jeito que a gente gosta (a decoração antiga era um dos pontos desfavoráveis), com muita madeira e — que combina lindamente com — tons escuros de cinza nas paredes e estofados, pagar R$ 200 por pessoa, pedindo couvert, entrada, prato principal, sobremesa e café (sem vinho + R$ 20 de manobrista) e sair com fome de um restaurante não é a minha ideia de jantar perfeito.

Apesar de os pratos continuarem saborosos e muito bem executados pela jovem chef  Tássia Magalhães, que está sempre na cozinha, e o serviço continuar bastante atencioso, do momento em que você liga ao pedido da conta, existe um problema de desequilíbrio nos tamanhos dos pratos servidos no novo Pomodori. No couvert, que custa R$ 16,50 (com Ver Mais →

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Gordon Ramsay

Ele já expulsou um crítico do Sunday Times  de seu restaurante, já comandou reality-shows  gastronômicos onde a palavra f*** é pronunciada a cada três segundos e já foi processado por seu chef pâtissier  por agressão. Mas, apesar das críticas à sua pessoa, o Gordon Ramsayflagship” em Chelsea (seu império é formado por mais-de-um-restaurante em lugares tão distantes quanto Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Versalhes, Toscana e Doha) é, assim como o Eleven Madison Park em Nova York (que é a quintessência de NY), o restaurante que traduz o espírito inglês na alta gastronomia em Londres (por isso é imperdível; aberto em 1998, até recentemente era o único restaurante na cidade com três macarons  Michelin; hoje, são ele e o Ducasse no Dorchester, mas o Ducasse você deixa para comer em Paris). Instalada numa pacata rua de pequenos prédios de tijolinhos, no térreo de um prédio residencial de três andares, ao chegar, você encontrará apenas o doorman  e uma pequena porta preta. Completamente low-profile e intimista. Ao caminhar pelo corredor estreito e com baixo pé-direito e chegar ao bar no fundo e avistar o salão, a sensação é a de que Ver Mais →

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Le Bernardin, o três estrelas clássico e sem erros

Dos três macarrons  Michelin em Nova York, o Bernardin (1986) — junto com o Jean-Georges — talvez seja menos emocionante se comparado ao Per Se (2004) ou ao Eleven Madison Park (2006).  Mas de um restaurante que já nasceu clássico há trinta anos (quando foi transferido da Rive Gauche parisiense para a Big Apple), isso não é algo negativo. O Bernardin sempre esteve — e continua — no topo máximo das avaliações do Michelin, do New York Times (há mais de 20 anos consecutivos com quatro estrelas) e, em Nova York,é o restaurante com a maior pontuação no Zagat (na avaliação dos leitores). É um restaurante que está no coração dos nova-iorquinos. (Como diria Cher para suas concorrentes pop mais jovens, “Follow me, bit**es”). Além do elegante salão, que com a reforma completa — e bem-sucedida — em 2011 ganhou um lounge perfeito para drinques antes da refeição, o Bernardin tem na sua especialidade (os melhores) peixes e frutos do mar impecavelmente preparados em sabores familiares, fáceis de gostar (além de sobremesas incríveis). Como dizia o crítico do New York Times, Frank Bruni, “Le Bernadin envelheceu de forma surpreendentemente graciosa, mais Deneuve que Dunaway”. Ver Mais →

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Byblo’s

Quando em um restaurante de comida étnica — seja italiana, japonesa ou árabe —, ver estrangeiros “de origem” ou descendentes em busca da “comida da família” entre os frequentadores é sempre um sinal muito bem vindo de que o estabelecimento 1. é fiel às tradições e, principalmente, 2. tem comida boa (por isso sempre levo meu pai a restaurantes japoneses; ele tem uma sensibilidade para o sabor e a textura do arroz que eu não tenho). E no Byblo’s, restaurante de comida libanesa situada nesta ruazinha em Campo Belo que, num único quarteirão, possui uma oferta bastante interessante de comidas e doces, eu conheci a Meme, uma senhora que frequenta sozinha o restaurante porque no Byblo’s ela come a comida de sua avó.

Não espere por sofisticação no ambiente ou no atendimento (quando a Nohad, dona e chef, desce de sua cozinha para o salão, você a verá constantemente interferindo no serviço). Mas, Ver Mais →

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Trufas pretas de Norcia no Fasano

Se comer ostra é como comer o “mar”, comer trufa é comer a “terra”. Das trufas pretas, as mais famosas são as do Périgord, região que faz parte da Aquitaine (mesma região de Bordeaux), no sudoeste da França, mas italianissimo como o Fasano é, são as trufas pretas da comuna de Norcia (na Perugia, no centro da Itália) que são servidas durante a curta temporada que acabou de começar e deve durar até o fim de fevereiro.

Diferentemente das trufas brancas, selvagens, que simplesmente surgem na terra, as trufas pretas são cultivadas — através de condições de vegetação (uma floresta, com carvalhos e aveleiras) e solo (calcário) propícios para o seu surgimento — e são colhidas sempre no inverno europeu. E são mais duras que as trufas brancas. No serviço do Fasano e de outros restaurantes, as trufas brancas são raladas em finíssimas fatias; já a trufa preta é ralada como o queijo parmesão, proporcionando efeitos diferentes no prato.

Quando a trufa é apresentada (o maître  deixou eu cheirar a trufa), o aroma é bem sutil. É quando ele começa a ralar e os pedacinhos de trufa começam a tocar o prato quente que é possível começar a sentir os aromas de forma mais intensa. O fato de estarmos acostumados com os óleos e azeites trufados, e as trufas em conserva, que têm aromas mais intensos (muitos aromatizados artificialmente), pode fazer com que esperemos mais do aroma da trufa in natura.

Na boca, os sabores da trufa preta são bem mais sutis e terrosos que os da trufa branca. É como se estivéssemos comendo terra com gosto de quase nada. Por isso, opte por pratos mais delicados como os perfeitos e al dente nhoque de batata e o talharim na manteiga (R$ 350,30, com serviço de 13%) a pratos com ingredientes mais pronunciados como o carpaccio de filé mignon com queijo Grana Padano (os pratos são os mesmos que o Fasano serve com as trufas brancas), para que você consiga sentir mais os aromas e sabores das trufas pretas de Norcia, que estão no panteão dos ingredientes gastronômicos mais raros — e caros — do mundo.

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The Nomad Restaurant

Quando entrei no Nomad, foi paixão à primeira vista. O hotel-e-restaurante que leva o nome do bairro onde está situado (NOrth of MADison Square Park) é aconchegante e faz a gente se sentir em casa – e no Costes (até saber que a decoração elegante em clima de boudoir – sooo French – era assinada pelo mesmo Jacques Garcia, que também decorou o Costes lá no comecinho dos anos 1990; explicado). Tanto o Costes como o Nomad são hotéis AND restaurantes de único nome. Mas, enquanto o Costes está numa localização incrível em Paris (na Saint-Honoré com a Place Vendôme) e o Nomad meio isolado entre downtown  e uptown, entre o leste e o oeste da ilha, o Nomad ganha de longe em outro quesito: comida. Quem comanda o restaurante é o chef  suíço Daniel Humm, do Eleven Madison Park (a três quadras daqui), um três macarons  Michelin que é um dos melhores restaurantes da cidade.

O cardápio é enxuto do jeito que a gente gosta – alguns snacks, oito opções e de entradas e oito opções de principais – e são temáticos: entre as entradas você tem “alho”, “atum”, “ovo”, “timo de cordeiro”, “foie gras”; entre os principais “cenoura”, “vieiras”, “lagosta”, “pato”. Apenas peça o que você tiver vontade de comer no dia e aproveite; tudo é impecável Ver Mais →

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Chou

O Chou é um restaurante de comidinhas simples, bem preparadas com ingredientes frescos, não fotogênicas mas cheias de sabor, em uma charmosa casinha decorada com móveis rústicos e que tem um agradável quintal-jardim — nosso lugar preferido para jantar —, que no inverno ganha aquecedores e mantas, e no verão pernilongos (vá de calça comprida e repelente nos braços). O Chou poderia facilmente estar em Palermo Viejo.

Pra começar, peça o couvert e entradinhas para beliscar (adoro o chevrotin, as lulinhas na chapa com aioli e os lagostins grelhados). De prato principal, selecione a carne — impecavelmente — grelhada que tiver vontade no dia, só NÃO DEIXE de pedir como guarnições o risoni (uma massa no formato de arroz) cremoso com hortelã e pecans (não se preocupe, o sabor do hortelã é bem sutil, quase imperceptível) e as batatas rústicas amassadas com ovo, cebola, mostarda e manjerona Ver Mais →

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Eleven Madison Park

Assim como o Gordon Ramsay da Royal Hospital Road  em Londres, o Eleven Madison Park é a quinta-essência gastronômica de Nova York: fica em frente ao Madison Square Park (e no MEIO, entre uptown  e downtown, entre o oeste e o leste de Manhattan); o salão dramático tem pé-direito alto com grandes janelas (bem bonito na hora do almoço com a luz do dia); fica num prédio art-déco que parece ter saído de Gotham City; é fun and entertaining – talvez herança do showbiz  norte-americano -; e o serviço é mais solto, menos formal que em outros restaurantes gastronômicos na cidade (como Per Se, Jean-Georges ou Le Bernardin) mas ainda assim muitíssimo profissional (e como é sempre bom ser atendido por pessoas que entendem muito de comida e bebida).

Quanto à comida, não são todos os pratos que fazem você querer comer novamente (eles perguntam se você tem alguma restrição no início da refeição e preferem fazer surpresa sobre o que será servido no menu-degustação, ou seja, você não tem a menor noção do que será servido no dia). Mas considerando o cozimento perfeito de cada produto utilizando a técnica francesa (nunca comi um pato assado tão incrível na vida: carne macia e pele crocante, que o cozinheiro faz questão de, antes de servir, desfilar com ele ainda na panela pelas mesas do salão), o rigor na escolha e procedência dos ingredientes – Ver Mais →

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Novos pratos na Trattoria Fasano

Os restaurantes do Grupo Fasano são sempre um porto seguro quando se quer ambiente elegante, comida clássica, bem feita e sem firulas, e bom serviço (infelizmente cada vez mais raro até mesmo em restaurantes caros em São Paulo). Para comemorar o primeiro ano da Trattoria Fasano (saiba tudo clicando aqui), restaurante no Itaim dedicado à cozinha aconchegante do centro e do Sul da Itália, novos pratos entraram no cardápio e experimentamos alguns deles (todos os pratos citados nesta matéria são novos):
trattoria-fasano-carpaccio-de-lula-1DSC01301-1000-1O carpaccio de lula defumada (R$ 52) com delicado molho vinagrete (que não leva cebola, vinagre, pimentão, ingredientes polêmicos para a harmonização com vinhos), lindamente cortado (em corte tradicional de qualquer parte da Itália), em tempos de onipresença de polvo, é leve e combina perfeitamente com o verão que se aproxima. Para acompanhar, o sommelier do Grupo Fasano, Massimo Leoncini, sugeriu um chardonnay da Sicília (Chardonnay La Fuga D.O.C, Donnafugata, de 2011), que, por ser um vinho de região marítima, possui um toque salgado que lembra a maresia, ótimo para acompanhar um ingrediente que vem do mar. Já os arancini alla siciliana (R$ 26), um bolinho frito de risotto com açafrão recheado de carne e ervilha, é pra compartilhar. Com os pãezinhos do couvert e os dois arancini que vêm na porção, dificilmente você terá fome pra qualquer outro prato; controle-se, coma apenas um.
trattoria-fasano-papardelle-ragu-de-pato Pra quem gosta de pato (um amigo que leva gastronomia a sério só come pato “porque os frangos da indústria crescem sem nunca ter pisado no chão, sem falar nos hormônios”), prove o papardelle al ragù d’anatra (R$ 68), saborosíssimo, com muito peito de pato desfiado entre as camadas dessa massa larga e fresca, de forma que não tem como não dar uma garfada sem pegar uma generosa quantidade de pato. (Uma das coisas que mais aprecio nos estabelecimentos Fasano é que os pratos são sempre “confortáveis” de comer). Como a carne do pato tem muito ferro na sua composição — o que a deixa amarga —, para harmonizar, a sugestão é um vinho da uva primitivo (Primitivo di Manduria “Sud” D.O.C – Feudi San Marzano, de 2010, da Puglia), que resulta num vinho levemente adocicado e que equilibra o amargor do pato.

Se você gosta de tomate, o novo menu ainda apresenta os comfort-dishes spaghetti alla chitarra con salsa papa pomodoro e ravioli di mozzarella di bufala al pomodoro e basilico. Pra quem gosta de carne, as novidades são uma tagliata di manzo (finas fatias de filé mignon com rúcula e parmesão) e portafoglio di manzo recheado de queijo taleggio e aspargos.

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O salão da Trattoria Fasano. Imagem: Divulgação

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Tuju

A arquitetura, a qualidade dos ingredientes e a apresentação dos pratos do Tuju — em belíssimas e variadas cerâmicas — são completamente ofuscadas pela iluminação que não valoriza as cores da comida (principalmente nas mesas ao fundo do salão), e, principalmente, pelo serviço lento, desatencioso e confuso. Você pede o couvert e trazem apenas um micropotinho de manteiga e um de sal para a mesa (de seis pessoas), esquecem entradas, trazem os pratos principais sem tirar os pratos das entradas (e lá se vai chamar alguém pra ajudar enquanto se segura os pratos), trazem pratos de outra mesa, não limpam a mesa (os jogos americanos em papel, que sujam, deixam o aspecto da mesa ainda pior), retiram os pratos colocando o corpo entre as pessoas interferindo na conversa (esse é o problema de se fazer mesas coladas nas paredes quando o garçom precisa por um só lado Ver Mais →

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Fasano, o único restaurante de luxo de São Paulo

Mal sabe o paraíso que espera um desavisado visitante por trás de uma discretíssima porta no lobby  de um hotel, que poderia ser a de um banheiro. O Fasano é o único restaurante de luxo de São Paulo. Garçons de smoking, ingredientes tradicionais sempre disponíveis (caviar, foie gras, cortes nobres de carne, peixes e frutos do mar fresquíssimos), carta de vinhos importante (com preços que fazem do céu o limite), ambiente imponente, mármores, madeiras, pé-direito alto, teto retrátil, piano ao vivo. Mas não é aquele luxo old-style-com-cheiro-de-mofo. É o atendimento impecável mas caloroso, sem afetações; clássico no sentido de atemporal; e elegantemente atual (mantiveram o smoking, mas não usam mais cloches no serviço). O Fasano poderia estar em Nova York, Londres ou Milão e ainda assim seria incrível.

O Fasano (todos os outros estabelecimentos do grupo viriam depois) não é um restaurante de chef como o D.O.M, o Maní ou o Kinoshita; é um restaurante de restaurateur. Seu estilo reflete a identidade tradicional — conservadora até — e a obsessão por qualidade de Ver Mais →

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Maní

Eu tinha dificuldade em entender todo o reconhecimento do Maní. Gostava muito dos drinques e dos belisquetes (não deixe de provar o trio de bombons, não dá vontade de parar de comer), amava as sobremesas, mas mesmo sabendo que tudo lá é executado à perfeição, quando chegava na hora de escolher os pratos, lia, lia, e sentia dificuldade de ser seduzido pelas descrições dos pratos no cardápio (e não foram todas as vezes que eu gostei dos pratos que pedi). Até provar o menu-degustação, talvez, a melhor experiência, a mais redonda, que eu tive com menus-degustação em São Paulo.E foi aí que eu entendi por que o Maní é merecidamente considerado um grande restaurante. (E você tem a opção de harmonizar o menu com vinhos, todos eles naturais, ou seja, sem tratamento químico nas videiras ou no vinho, seguindo a proposta orgânica da casa.)

Uma das coisas mais genias e sofisticadas do estilo dos chefs  Daniel Redondo e Helena Rizzo é a releitura contemporânea de pratos tão brasileiros como a feijoada, o açaí, a moqueca. No caso deste último, o peixe é cozido no vapor no ponto impecável (na moqueca tradicional, o peixe é cozido junto com o caldo), acompanhado de uma crocante terrine  de arroz de coco e todo o sabor da moqueca — com o dendê, o tomate e o pimentão —, vem com a leve e perfeita calda, que eles servem à la française. De sobremesa, a releitura do açaí, Ver Mais →

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Temporada de trufas brancas no Fasano

Se o clima for favorável (chuva, solo fresco e úmido, temperatura média de 6 graus), a temporada de caça às trufas brancas na Itália vai de meados de outubro a dezembro. E há mais de vinte anos durante a stagione del tartufo bianco, o restaurante Fasano de São Paulo nos oferece muito bons exemplares das trufas brancas de Alba acompanhadas de receitas simples, mas impecavelmente executadas. Alba é uma cidade medieval cercada por colinas e florestas, situada na região do Piemonte, famosa não só por causa desse raro — e indomável — fungo comestível, mas também por seus Barolos e Barbarescos, que harmonizam perfeitamente com a iguaria (para experimentar a combinação, um dos raros exemplos em que ingredientes e vinhos de uma mesma região formam um par perfeito, basta falar com o sommelier do Fasano ;-).

Neste ano, no cardápio elaborado para deixar brilhar a trufa branca, saem da cozinha do chef  Luca Gozzani sugestões de entradas (a R$ 373, com serviço de 13%) e pratos principais (de R$ 530 a R$ 645). (Só não tem sobremesa com trufa.) Para começar, estão o carpaccio de filé mignon com lascas de Grana Padano e o crostino de pão com ovo. Como pratos principais, tem risoto de parmesão, nhoque de batata na manteiga, ravioloni com ovos e ricota, tartare de carne e as costeletas de cordeiro com risoto.

Da minha experiência no Fasano, só senti um pouco de falta da reverência que outros grandes restaurantes do mundo tem pelo tartufo bianco. No Cracco, um dois macarons Michelin em Milão, a trufa é guardada em uma caixa e é apresentada pelo maître — que te inebria abrindo a caixa na sua frente e liberando toda a potência do aroma da trufa concentrada — antes de fatiá-la sobre o prato. O mesmo no Per Se, um três macarons Michelin em Nova York. Durante a temporada, o chef  Thomas Keller oferece a opção de incluir um prato com o tartufo bianco di Alba (acrescentando US$ 150 ao valor do menu-degustação) e também tem um tratamento especial na hora de apresentar a trufa ao cliente e ralá-la sobre o prato. Afinal de contas, estamos lidando com o “diamante da cozinha”, nas palavras do gastrônomo francês do século 19, Brillat-Savarin.

Uma dica importante: é bom ligar para saber exatamente que dia a trufa chega ao Fasano. Ela é um alimento altamente perecível; perde peso e aroma bem rapidamente (e o aroma é TUDO; e bastam cinco dias para ela deixar de encantar). E pagando tão caro por um prato, você não vai querer comer uma trufa que não esteja no seu auge, né?

SERVIÇO
Para saber tudo sobre o Fasano (endereço, horários de funcionamento, preços), basta clicar aqui.

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O risoto de parmesão com lâminas de trufa branca do Piemonte que comi no restaurante Fasano, em São Paulo.

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Tappo Trattoria

A foto ao lado representa bem a nova fase do Tappo com a chegada do competente jovem chef  italiano-naturalizado-brasileiro — e lindo — Rodolfo de Santis (antes do de Santis, o Tappo não era um restaurante que se sobressaía). Os pratos antigos do pequeno (com apenas 28 lugares, por isso, reservas são fundamentais), aconchegante e bem frequentado restaurante de Benny Novak (conhecido pelo excelente francês Ici Bistrô) ainda estão no cardápio, mas, aos poucos, Rodolfo, que chegou ao Tappo em novembro de 2013, vem incorporando seu estilo (assim como no letreiro ao lado) neste restaurante que se chama “rolha” em italiano e que te faz sentir comendo dentro de um charmoso vagão de trem no palco da Broadway dos anos 1930 (ok, viajei).

Como um belíssimo exemplar de trattoria (“tavernas”, simples estabelecimentos na Itália que servem massas), o Tappo tem massas simples, clássicas e perfeitamente executadas. Pode ser o gnocchi de ricota, espinafre e parmesão, pode ser uma massa (você pode escolher entre penne, spaghetti, rigatoni, fettuccine, linguini, bucatini) al pesto, alla matriciana, alle vongole, alla carbonara (que ficou famoso em São Paulo por ser servido com uma gema crua e que, misturada com a massa, “cozinha” com o seu calor colaborando para a textura perfeita do prato). E tem também o cacio e pepe, receita típica da Roma, que não está no cardápio, mas que você pode pedir como prato ou como uma entradinha (sempre faço isso). O cacio e pepe leva pimenta preta “atiçada” no azeite de oliva quente e Pecorino, um queijo de ovelha típico do Lazio, região onde está Roma, só! #PraQueMais?

Mas também tem extravagâncias que merecem MUITA atenção do nosso paladar e do nosso estômago, como o linguine com lagosta e tomates frescos, o ravioli de camarão com molho de foie gras e espinafre e o riso del pescatore: um arroz com lagosta mais lulas, camarões, vieiras, mexilhões, minipolvos, muito tomate, manjericão; tudo no cozimento exato (e um dos meus pratos favoritos na cidade), ou ainda um nhoque IMPECÁVEL de funghi fresco com trufas negras e pinoli puxado no creme de leite (só de escrever isso, me dá vontade de ir lá comer).

De sobremesa, se você gosta de cannollo siciliano, vá de cannollo (eu não sou muito fã), que tem uma massinha crocante e é recheado com ricota de búfala, pistache, frutas caramelizadas e chocolate belga. Eu prefiro sempre ir de pannacotta com caramelo de vin santo (delicioso, impecável), tiramisù (o meu preferido ainda é o “molinho” servido nos restaurantes do Grupo Fasano, mas esse também é muito bom) ou o suave cheesecake de queijo de cabra com calda de amora.

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Bar da Dona Onça

Acompanhando a linha curva e sensual do edifício mais emblemático de São Paulo, no térreo do Copan (projeto de Oscar Niemeyer,  e ao lado do Edifício Itália), o Bar da Dona Onça é um bar-mais-pra-restaurante que é o bem sucedido fruto do relacionamento entre os chefs  Janaína e Jefferson Rueda (este do excelente Attimo; hoje eles são casados e têm dois filhos). A inspiração da cozinha — assim como no Attimo — é o interior de São Paulo, a cozinha caipira. Frango com quiabo e polenta, picadinho de filé com ovo frito e tartare  de banana, cuscuz de galinha caipira e camarão com chuchu são alguns dos pratos emblemáticos e bastante saborosos (a comida aqui é muito bem temperada).

Pra começar, adoro pedir a deliciosa panelinha de frutos do mar com curry e o couve-flor à milanesa pra comer tudo junto. Depois o ravióli de cebola caramelizada com um creme de queijo da Serra da Canastra (R$ 52) vai bem se dividido para duas pessoas (é a quantidade perfeita para degustá-lo; mais pode se tornar um pouco enjoativo). Pra finalizar, Ver Mais →

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Trancoso: Restaurantes

No almoço, você provavelmente estará na praia e vale comer os peixes fresquíssimos muito bem preparados nas nossas barracas preferidas (a grande maioria dos lugares do Quadrado e da parte alta da cidade só abre depois das 17h). A lista a seguir é para o pós-praia, fim de tarde e jantar. ;-) A única recomendação mandatória para jantar é usar repelente de insetos, que todos os restaurantes têm à disposição dos clientes (basta pedir). Quanto ao serviço, não vá esperando muita eficiência para não se estressar, nem na baixa temporada quando os restaurantes estão vazios (menos gente no restaurante NÃO SIGNIFICA serviço mais atencioso). Na alta temporada, é sempre bom ligar à tarde para o restaurante e fazer uma reserva.

EL GORDO: drinques e comidinhas para curtir o pôr do Sol:  Com uma piscina cinematográfica do alto da falésia com uma vista killer, onde fica o restaurante, aproveite o Gordo para um late-lunch ou drinques no fim da tarde (à noite, a gente perde a vista). Ver Mais →

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Trancoso: Comidinhas

ACARAJÉ E TAPIOCA: Pra se sentir na Bahia de verdade, você pode substituir o snack  da tarde por um acarajé ou uma tapioca numa das barracas na entrada do Quadrado. É bom, é barato, é Bahia.

LE MARCHÉ: sanduíches em pães deliciosos e ótima seleção de cervejas e vinhos:  Um pequeno empório super charmoso e recém-inaugurado, o Marché é o lugar para comprar cervejas e vinhos importados ou comer um sanduichinho muitíssimo bem preparado com deliciosos pães numa pequena mesa comunitária. Aqui você encontra picolés Diletto, água San Pellegrino, pasta De Cecco; é praticamente um Emporio Santa Maria num vilarejo de pescadores, com preços bem mais salgados que São Paulo. Rua Itabela, 3. Na baixa temporada, abre de segunda a sábado, das 10h30 às 19h30; na alta, todos os dias, das Ver Mais →

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Carlota

Num sobradinho que lembra a Provence, numa rua residencial, tranquila, arborizada e escondida em Higienópolis (tem de dar umas voltas para chegar lá, eu só consigo com o Google Maps), o Carlota é daqueles restaurantes que fazem parte da alma cosmopolita e diversa de São Paulo. Com influências diversas — do Nordeste brasileiro à Ásia, passando por França e Itália —, a chef  Carla Pernambuco propõe uma cozinha repleta de sabores e texturas que agradam muito, num ambiente que é perfeito para encontrar amigos ou jantar a dois (à noite, o restaurante à meia-luz fica ainda mais aconchegante — e romântico).

E, apesar de gostar de novidades, existem pratos do Carlota que eu quero que nunca deixem de existir, pois quero poder comê-los para sempre. Camarão empanado (crocante) com risoto de prosciutto di Parma; soufflé de goiabada com calda de Catupiry; ou o bolinho quente e cremoso de banana com gelato de canela são propostas que agradam Ver Mais →

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Alain Ducasse, a matriz

Apesar de não resultar em uma refeição empolgante, uma visita à matriz do império Alain Ducasse no mundo vale — para quem leva comida a sério — pela altíssima qualidade dos ingredientes. Do caviar à lagosta, passando pelas vieiras — nunca as tinha comido tão grandes e tão suculentas — ao frango de Bresse (até a carne do peito é úmida e macia, além de ser uma das especialidades do chef gascão), tudo é o melhor e da melhor procedência. E, talvez, seja esse o maior mérito de Ducasse e de seu chef executivo, Christophe Saintagne: o de preparar ingredientes muitíssimo bem selecionados de maneira que se possa sentir seu gosto verdadeiro, no seu melhor estado, sem malabarismos (o que me lembra um pouco o purismo e a sutileza da gastronomia fria japonesa; se o peixe não estiver bom, não há tempero ou cozimento que disfarce a textura ou o sabor). O menu todo — incluindo as sobremesas — cabe em uma única folha; só frente. É o essencial, no sabor e na oferta, Ver Mais →

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O novo restaurante do Copa

O sisudo Cipriani vai ganhar um restaurante irmão-mais-modernoso para concorrer consigo dentro do hotel Copacabana Palace. No espaço do extinto Bar do Copa, o novo ambiente será um pot-pourri  pan-asiático: o nome Mee, que significa beleza  em coreano, terá no cardápio by Ken Hom (celebrity-chef sino-americano da BBC inglesa), especialidades do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, Vietnã, Camboja, you name it; mais Japão, China e Coreia), chef executivo nissei (o Rafael Hidaka, que vem do Kinoshita) e a Yasmin Yonashiro, uma sommelière  de sake. O projeto do mais novo hotspot da cidade ficou a cargo de Carlos Boeschenstein e ainda vai ter o barman número 1 do Brasil (que venceu a etapa brasileira da Diageo World Class), Paulo Freitas, que já era o barman  do Bar do Copa. O investimento? R$ 3,5 milhões. Abre no dia 17 de fevereiro. Can’t wait.

Além do novo Mee, o Cipriani e o Pérgula, restaurante multiuso (café da manhã, almoço, jantar, brunch e a feijoada imperdível aos sábados) mais informal do hotel, ainda continuam como opções para comidas, comidinhas e drinques.

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Trattoria

A não ser pelos pratos clássicos da Itália central e meridional (Lazio, Campania e Puglia), de trattoria (“taverna” ou estabelecimentos simples que servem massas na Itália), a Trattoria tem pouco. O mais recente empreendimento do Grupo Fasano fica num box  de concreto que lembra um diner  de estrada norte-americano — pé-direito não muito alto, amplo salão, grandes janelas-vitrine, cozinha aparente; elegante, claro, já que é assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, mas poderia estar num deserto do Texas, como a loja da Prada em Marfa by Emlgreen and Dragset. Anexo ao prédio Victor Malzoni, aquele-mais-caro-de-São-Paulo-onde-está-a-sede-do-Google-com-o-vão-gigantesco  da Faria Lima, a atmosfera da Trattoria, com a “caixa de concreto e vidro” anexo a prédio imponente, agradável área externa — cigarro e charuto permitidos — e jardins em volta lembra o Spot Ver Mais →

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EVITE: Restaurante Quattrino

Eu frequentava o Quattrino quando era adolescente, lá nos anos 1990, quando a decoração by  João Armentano (na época, “o” decorador) incluía paredes com grandes rosas vermelhas pintadas sob uma pátina amarelinha. Saía da escola e ia lá almoçar com minha irmã. Ontem, domingo às 22h30, querendo comer uma massa e com a cozinha da maioria dos bons restaurantes já fechada, decidi voltar ao restaurante – que teria nas massas seu principal atrativo – depois de muitos e muitos anos.

Pois é, o Quattrino na Rua Oscar Freire, que já foi um restaurante da moda, hoje é um restaurante medíocre, apesar das celebridades que figuram no menu e na parede de fotos iluminadas em backlight  de gosto duvidoso. As únicas coisas que se salvaram foram as entradas: salada Caprese e salmão defumado com rúcula e palmito (que não têm como dar errado: qualquer pessoa é capaz de cortar um tomate, colocar uma fatia de muçarela de búfala e folhinhas de manjericão, ou comprar um salmão defumado de qualidade, umas folhinhas de rúcula e palmito; coloque na mesa pimenta, sal, azeite extra virgem e balsâmico e você será feliz).

Mas, quando o assunto são as massas aí a coisa pega. E feio. O fettuccine  Taluly estava muito cozido, camarões com gosto de peixaria e duros, e mal se sentia o gosto do limão e do gergelim (e olha que são dois ingredientes poderosos em sabor). O prato conseguia não ter sabor algum. Sem falar na péssima apresentação. Meu amigo pediu o penne  Leonardo (com camarão, alho poró, ao creme) e não conseguiu nem comer metade.

Apesar da localização simpática, a R$ 150 por pessoa sem vinho nem suco nem sobremesa, o Quattrino é um restaurante ao qual não pretendo voltar. Quando o assunto é massa, prefiro ir ao Gero ou ao Tappo, gastar R$ 200, mas ir pra casa contente por ter comido bem.

#ComerMalÉSempreCaro

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Roberta Sudbrack

Roberta Sudbrack é um restaurante difícil, de sensações mistas. Não dá pra não valorizar o seu trabalho de resgate de ingredientes brasileiros pouco admirados pela gastronomia como jiló, quiabo, chuchu, inhame, fruta pão, abóbora, ou a técnica apurada que aplica sobre os ingredientes (o peixe estará no ponto perfeito, a gema caipira virá impecável no prato, o pãozinho é delicioso e vem fumegando de quente, a sobremesa é sempre um dos pontos altos…), ou ainda sua criatividade na combinação dos sabores. Mas, a experiência em geral, pelo preço que se cobra, deixa bastante a desejar.

A começar pelo ambiente. O restaurante fica instalado numa casa bem pouco charmosa numa agitada rua do Jardim Botânico (às vezes, bastante barulhenta); a decoração é rústica (rústica, não rústica-cool) com madeiras de demolição, pedras aparentes, mesas sem Ver Mais →

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Sukiyabashi Jiro Honten

Se eu dividir o preço do almoço pelo tempo que ele durou, posso dizer com tranquilidade que foi o minuto em restaurante mais caro da minha vida (mais precisamente R$ 50 por minuto). O Sukiyabashi Jiro é espetacular. Mas o mais intrigante é que a experiência nos mostra o quão diferentes são os approachs  do que é alta gastronomia no Japão e no Ocidente.

Em um restaurante francês ou contemporâneo em Paris, Nova York ou São Paulo, se você pagar US$ 400 por pessoa num almoço (só o omakase, menu-degustação em japonês, do Jiro custa US$ 300, cash-only), você pode contar com um ambiente acolhedor, serviço elegante e simpático, uma preocupação com detalhes (iluminação, música, design  dos móveis, uniformes dos garçons, talheres, cristais, pratas, porcelanas, linhos, velas, mimos, beleza, you name it) planejado para que você passe confortavelmente três, quatro horas naquele ambiente; e não queira sair nunca mais. Num restaurante japonês cujo master itamae  é Jiro Ono (que foi até tema de um documentário Ver Mais →

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L’Arpège

Apesar do décor  simples e intimista, o Arpège é um dos mais caros restaurantes parisienses. Só o Alain Ducasse tem um menu-degustação de mesmo preço (a 360 euros, sem vinhos), com a diferença de que, enquanto no Ducasse flagship  são servidos lagostins, lagostas, vieiras, caviar, frango de Bresse, no restaurante de Alain Passard o menu é praticamente formado por… legumes… legumes a preço de ouro. A não ser por um ou, no máximo, dois pratos de carne ou peixe (dos dez que geralmente formam o menu-degustação – sem contar os amouse-bouches  e as petites surprises ), todos os outros levam apenas vegetais. Para aqueles que não são muito fãs de verduras e pratos coloridos, uma ótima iniciação. O único problema é que dificilmente você encontrará em outro lugar beterrabas, cenouras, tomates, berinjelas tão saborosos (ou ainda: onde mais você comerá cenoura branca?) Ver Mais →

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Le Jules Verne

Se algum dia Alain Ducasse sonhou em pairar beeem acima da concorrência, ou melhor: se sendo o chef  mais estrelado do mundo ele quis ficar mais próximo das estrelas, ele conseguiu. Literalmente. A 115 metros de altura e ocupando parte do segundo andar do maior cartão postal da cidade, a Torre Eiffel (com elevador pequeno e exclusivo, não se preocupe com as massas), o Jules Verne é uma ótima opção para se comer bem, visitar a torre com elegância e ainda ter Paris a seus pés.

Com a vista majestosa (depois da refeição caminhe pelo restaurante para ver a cidade por diferentes ângulos) e o cenário à la Star Trek  (com staff habillé  em Lanvin e direito a porta automática para se chegar aos toilettes ), a sensação é a de que estamos sobrevoando a cidade no restaurante de um Zeppelin do século 21. Ver Mais →

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Beige

O Beige é um restaurante-experiência que você só encontra em Tóquio. Imagine jantar no prédio da Chanel (com vista para o bairro de Ginza), onde os móveis são assinados por Peter Marino, os garçons vestem Karl Lagerfeld e a comida é de Alain Ducasse. Através de uma parceria única no mundo, Ducasse se inspirou em Mademoiselle  (bege era sua cor favorita) para criar um cardápio francês contemporâneo e enxuto (a gente sempre prefere restaurantes com poucas – e boas – opções) com ingredientes locais, como a carne bovina de Kyushu, vieiras de Nemuro, legumes de Kamakura, porco Meishan de Ibaraki (um porco japonês com a carne bem gordurosa, como o Kobe Beef ), vitela de Hokkaido (da França vêm o foie gras, o frango, de Bresse, e a lagosta, da Bretagne), e você tem duas opções: 1. pode pedir o menu  (au fil de Ver Mais →

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Per se

Conseguir uma reserva é um trabalho hercúleo e é preciso esquecer/abstrair que você está fazendo todo esse esforço (com uma antecedência exata um mês, I must say) para jantar em um shopping center. Nesse contexto, é natural que as expectativas para um jantar no Per Se sejam as mais altas. E o que faz todo esse esforço valer a pena, é que Thomas Keller e sua equipe conseguem entregar uma experiência gastronômica memorável e deliciosa.

Pra mim, junto com Bernardin, o Per Se é o melhor restaurante de Nova York e um dos melhores do mundo. (E, sinceramente, não sei como o guia Michelin pode colocar o Jean-Geoges e o Per Se no mesmo patamar, já que existe um abismo – em todos os sentidos – entre eles).

Dois menus-degustação são servidos na casa: o do chef e o vegetariano (que também é delicioso; como disse o crítico gastronômico do New York Times, Frank Bruni, “fazer lagosta é fácil, mas oferecer salada de batata quando se se cobra US$ 295 pela refeição sem vinhos não é NADA fácil”). Geralmente, nove pratos são servidos em cada menu, além dos amuse-bouches, dos queijos, dos doces que acompanham o café, e dos pratos que o chef  envia para a mesa como cortesia. Uma jornada que pode durar mais de três horas. Se aguentar, só tome o café da manhã no dia; come-se MUITO.

Para aqueles que pedem o Chef’s Tasting Menu, o jantar começa com duas das receitas signature e célebres de Thomas Keller: um tartare de salmão servido como uma pequena bola de sorvete em um cone de gergelim com crème fraîche (pena que só vem um por pessoa…) e um dos pratos mais excitantes que eu já comi, o Oysters and Pearls, uma generosa colherada de caviar iraniano com ostras e sabayon – que parece um sagu – de tapioca. Todos os pratos – esses e os que seguem – vêm em porções minúsculas, na medida certa para surpreender e deixar aquele gostinho de quero mais…

Obs. Nesses grandes restaurantes existe uma grande preocupação com alergia a ingredientes (principalmente nos Estados Unidos onde qualquer motivo pode ser causa de um processo). Assim, como o chef sempre prepara pratos extras (ou até para modificar algum prato incluído no cardápio), o staff sempre pergunta sobre restrições alimentares tanto na reserva quando no início da refeição.

Situado no quarto andar do prédio da Time Warner (onde ficam também o restaurante Masa – vizinho, no mesmo andar –  e o hotel Mandarin Oriental, trinta andares acima) em Columbus Circle, a entrada do Per Se reproduz – estranhamente, por tentar recriar um estilo Provence no meio de um shopping – a entrada do French Laundry, o outro estrelado restaurante do chef  Thomas Keller, em Napa Valley, California, que se transformou em uma Meca atraindo gourmets de todo o mundo.

Mas, ao cruzar a porta de entrada, a gente é envolvido pela sofisticação sóbria do ambiente: o agradável lounge-bar, onde fica adega de vidro e confortáveis sofás e poltronas; os salões — sempre elegantes — com vista para o Central Park e para a estátua de Colombo, que daqui fica na altura dos nossos olhos; arranjos de flores dramáticos; mesas espaçosas (assim como o espaço entre elas) distribuídas em dois níveis (são apenas 16 mesas); o serviço sério e tecnicamente perfeito (a atenção do staff é tanta sobre cada cliente, que eles são treinados a “sentir” o momento de levar a conta até a mesa, sem que o cliente a peça); e principalmente — e mais uma vez —, a cozinha impecável e surpreendente de Thomas Keller.

Dicas: 1) As mesas melhores mesas são as próximas às janelas e as que ficam no segundo nível (nos cantos com sofazinhos arredondados), ideais para comer a dois. 2) Para reservar, anote na agenda e ligue exatamente 30 dias antes da data desejada, às 9h da manhã em ponto em Nova York, quando as atendentes começam a trabalhar. Se já estiver em lista de espera (os telefone ficam sempre ocupadíssimos), não hesite em ligar outras vezes até a data da viagem para tentar conseguir uma mesa. 3) Eu sei que pode parecer cedo, mas não há nada mais lindo do que acompanha o pôr-do-sol no Per Se: reserve para as 17h30 ou 18h. 4) Se a sua reserva for para mais tarde (20h, 21h) chegue antes para tomar um drink no bar e apreciar a vista do Central Park.

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Épice

O Épice fechou definitivamente em janeiro de 2016, mas esse texto ainda vale para entender o estilo de cozinha do chef  Alberto Landgraf. Os R$ 38 por uma caipirinha de vodca, os R$ 85 por um prato de frango, os R$ 35 por uma sobremesa não combinam nada com a decoração espartana do Épice (eu preferia a ambientação anterior). Pelo menos, assim como em restaurantes nos Estados Unidos e no Japão, o fato de eles não cobrarem pela água, que vem em garrafinhas e você pode pedir à vontade, com ou sem gás; e o couvert — com pães deliciosos, delicados e sempre quentinhos, mais azeite, flor de sal e manteiga —, a R$ 15, equilibram um pouco a conta. Ainda assim, premiado que é, o Épice não é restaurante para todos os gostos.

O chef  Alberto Landgraf, que já passou passou pelas cozinhas de dois grandes chefs  ingleses, Gordon Ramsay e Tom Aikens, é meticuloso na escolha dos ingredientes (o contato de todos os fornecedores está listado no site) e consegue resultados bastante precisos, tanto na combinação dos sabores quanto no cozimento perfeito de cada item e na Ver Mais →

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