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Viagens

É nas viagens que vivenciamos, aprendemos e alargamos os horizontes. E é com as viagens que aprendemos a enxergar - e questionar - a nossa cultura e nossas origens. Além dos seus aspectos, digamos, "espirituais", este canal fala de como viajar com informação (o acessório mais importante de qualquer jornada) e conforto. Veja também o canal Guia, com o que há de melhor em oito cidades cosmopolitas do mundo.


Détaxe: O guia definitivo de como fazer tax-free ...

Fazer compras e receber € 120 de volta a cada € 1000 gastos no fim da viagem é sempre uma delícia (dá aquela sensação de que os estragos na fatura do cartão de crédito serão mais amenos). E o melhor é que o processo de se obter a restituição do imposto nunca foi tão fácil na França (várias vezes eu havia deixado de fazer por preguiça das filas, da burocracia). Pois essa é uma das grandes vantagens de se fazer compras na Europa — principalmente nas grandes marcas de roupas, acessórios, joias e relógios —: além dos preços competitivos por se tratar de produção local e ter acesso a coleções completíssimas nas lojas-matrizes em Londres, Paris ou Milão, todos os países da União Europeia (não sei como vai ficar o Reino Unido depois do Brexit) devolvem uma parte do VAT, o Value-Added-Tax  (um imposto sobre consumo que é uma mistura do nosso IPI com o nosso ICMS) para os não residentes na União Europeia em viagens de menos de Ver Mais →

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Seabourn: Dos cruzeiros de luxo, o melhor? #publi

Além do serviço de quarto 24 horas incluso no valor do cruzeiro — que tal caviar & champagne como lanchinho da madrugada? —, um frigobar abastecido com duas garrafas de sua bebida preferida — uísque escocês, americano ou canadense; gin Tanqueray ou Beefeater; vodca Absolut ou Stolichnaya; vinhos — é o que você vai encontrar ao adentrar sua cabine em um dos quatro navios da frota Seabourn (todos novíssimos, o mais “velho” é de 2009). E para os viajantes frequentes de cruzeiros de luxo, a opinião é quase unânime: a companhia norte-americana com sede em Seattle fundada em 1986 entrega um serviço ainda mais exclusivo que outras companhias do mesmo nível {leia aqui os nossos publieditoriais sobre a Silversea, Silversea Galapagos e a Ponant}, fato que é reconhecido pelos rankings  de revistas especializadas como a Travel + Leisure e a Condé Nast Traveler: a Seabourn ocupa o topo do ranking  na categoria cruzeiros em Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Saint-Barthélemy

Hoje estou embarcando para Saint-Barthélemy — mais conhecido como St. Barth ou St. Barts —, uma das ilhas francesas — e talvez a mais sofisticada de todas as ilhas — do Caribe, que tem um dos meus aeroportos-fetiches (uma pista minúscula entre uma colina e o mar)! O nosso hotel? O tradicional Le Guanahani, o maior dos hotéis com uma linda praia particular de “dois lados” (mas com apenas 67 quartos e suítes), que fica dentro de uma das cinco reservas naturais da ilha e que acaba de passar por uma renovação que custou US$ 40 milhões. E você vem comigo, em tempo real, nos stories  e nas fotos postadas no perfil @iwashitashoichi no Instagram.

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O aeroporto Charles de Gaulle em Paris ganha loung...

Há trinta anos, quando os brasileiros viajavam para a Ásia, a opção unânime dos voos — na época, de companhias aéreas incríveis como Varig, JAL, Korean Air — era via Los Angeles (hoje, a Varig não existe mais e a JAL e a Korean não voam mais para o Brasil). Com o fim dos voos dessas empresas, passamos a ir por Nova York ou pela Europa (Londres, Paris ou Frankfurt), mas é impressionante a mudança no comportamento das rotas dos viajantes que as companhias aéreas emirati — com aviões novos, rotas para o mundo inteiro com boas opções de horários, serviço bom e preços bastante competitivos — conseguiram fazer nos últimos dez anos: a grande maioria dos brasileiros hoje viaja para a Ásia ou por Dubai, com a Emirates, ou por Doha, com a Qatar Airways (a Etihad deixou de voar para o Brasil em março de 2017). Mas, a longa e cansativa viagem para Tóquio, Xangai ou Bangkok de, no mínimo, 30 horas entre a porta de casa e a porta do hotel, além da Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Paris

Depois de uma escala na apaixonante ilha da Madeira, hoje começa o grande motivo desta minha viagem: o lançamento da saison culturelle parisienne, a temporada cultural 2017, a convite do Ministério da Cultura francês, com direito a visita às mais importantes exposições do momento (pense em Vermeer no Louvre, Cy Twombly no Pompidou, Balenciaga no Bourdelle, Rodin no Grand Palais); conhecer o novo diretor da Filarmônica de Paris, o britânico Daniel Harding (com direito a ensaio privativo na belíssima sala de concertos projetada por Jean Nouvel); peça na Comédie Française (que eu amo-amo-amo ); e ainda visita a Fontainebleu e Versailles. E você vem comigo, em tempo real, no perfil @iwashitashoichi no Instagram, para dias repletos do melhor da cultura. Et vive la France! 
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QSuites: A nova business da Qatar Airways permite ...

Sempre que viajo de classe executiva, sinto que elas atendem perfeitamente aos viajantes solitários que prezam pela privacidade, mas não a um casal que está viajando de férias ou a um pai ou uma mãe viajando com o filho pequeno (como eu não tenho filhos a coisa que mais me incomoda é quando o assunto é viagem com o namorado: tem coisa pior que passar as 12 ou 15 horas dentro do avião sem conseguir conversar direito com — ou mesmo ver — o outro, sem poder apoiar a cabeça no ombro ou dar as mãos, neste momento em que poltronas se transformam em casulos individuais?). Mas a Qatar Airways, já premiada como a melhor business class  do mundo pela Skytrax em 2016, acaba de lançar a QSuites, uma nova classe executiva que pode ser considerada revolucionária não só para casais em viagens românticas como para famílias inteiras (sem deixar de atender a Ver Mais →

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Nacional Gran Meliá Rio: O aguardado renascimento...

O hotel não está no nosso bairro preferido no Rio de Janeiro — Ipanema — mas alguns fatores fazem do Hotel Nacional Gran Meliá a melhor e mais bem vinda novidade hoteleira de 2016 no Rio de Janeiro (por conta das Olimpíadas, mais de TRINTA hotéis foram inaugurados só nesse ano; um acréscimo de mais de VINTE E CINCO MIL novos quartos de hotéis): 1. a arte (ocupa um edifício histórico e tombado projetado por Oscar Niemeyer, tem jardins assinados por Roberto Burle Marx e obras de importantes artistas brasileiros); 2. as vistas matadoras  (para a praia de São Conrado, para mata atlântica ainda selvagem, para a favela da Rocinha com o Corcovado ao fundo, e para a maior pedra da cidade do Rio de Janeiro — uma montanha monolítica com 844 metros de altura, a Pedra da Gávea); 3. a localização entre o Leblon e a Barra (próximo da favela do Vidigal e da Vista Chinesa, acessíveis de carro, e da estação de metrô São Conrado, a três minutos a pé, que te leva Ver Mais →

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São Paulo do alto: Os bares e restaurantes em roo...

Cidades verticalizadas, com muitos prédios, para nós que estamos ali do chão, são bastante — e esteticamente — opressoras. No nível da rua, o horizonte deixa de existir, o céu é apenas um feixe quando temos tempo de olhar para cima e, talvez por isso, a sensação de se estar acima do mar de prédios seja tão prazerosa. Do alto, a feiura das cidades que se desenvolveram sem planejamento se dilui na grandeza da metrópole, os problemas são invisíveis, as individualidades se dissolvem, temos de volta o céu e o horizonte. E a sensação de grandeza, de poder, é inevitável. E São Paulo — que não tem belezas naturais (e, tirando alguns poucos exemplos, a arquitetura tampouco é seu forte) — parece que finalmente encontrou sua vocação de explorar a vista para o seu panorama urbano. Amando ou odiando essa que é uma das maiores cidades (e a quarta maior área metropolitana) do mundo, quem não se impressiona com a vista para o tapete de prédios ao sobrevoar a região central da cidade? Em São Paulo, tirando os hotéis e alguns Ver Mais →

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Fondazione Prada: Quando uma ex-comunista cria uma...

Durante toda a sua visita, deixe o ingresso no bolso, com acesso fácil, pois ele será pedido em cada um dos 10 pavilhões, de todos os formatos imagináveis, espalhados nos 19 mil metros quadrados (duas vezes maior que o novo Whitney do Renzo Piano em Nova York) que formam a Fondazione Prada, o maior espaço dedicado à arte contemporânea de Milão (incrivelmente, a mais internacional — e rica — das cidades italianas e uma das capitais mundiais da moda e do design  não tinha nada parecido; só o HangarBicocca, da Pirelli, do outro lado da cidade com 15 mil metros quadrados). Fundada em 1993 (a fundação) mas com a sede inaugurada apenas em maio de 2015, ela é resultado do recente interesse por arte da herdeira-que-nunca-quis-ser-estilista  que se tornou um dos maiores nomes da indústria (o grupo Prada — Prada, Miu Miu, Church’s, Car Shoe e Pasticceria Marchesi — tem hoje faturamento anual de mais de € 3,5 bilhões). Mas a resistência de Miuccia Prada de entrar para a moda, assumindo, em 1978, a marca criada por seu avô na Milão de 1913 (assim como o desconforto que ela sente em comprar arte, gesto que ela acha nada nobre) tem Ver Mais →

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Hotel Four Seasons DIFC: Existe uma Dubai elegante...

Elegância raramente rima com grandiosidade (“a elegância não grita, ela sussurra”, li uma vez). E, apesar de refletir a cultura emirati  com ricos veludos e o brilho dos metais dourados e das madeiras laqueadas, o Four Seasons Dubai DIFC não segue a proporção dubaiana, felizmente: é um hotel com apenas oito andares — são mais de 100 quartos, mas a sensação é a de que se está num hotel boutique — no coração deste minúsculo e jovem emirado que, em pouco mais de vinte anos, já tem mais  arranha-céus que Tóquio e Chicago. Por isso, numa cidade onde o céu é — literalmente — o limite, o Four Seasons Dubai DIFC é uma belíssima opção ao extenso cardápio de hotéis de luxo em Dubai, e com ótima relação custo-benefício (praticamente todas redes estão aqui, com um ou até mais hotéis, como é o próprio caso da Four Seasons, que tem um resort  de praia em Jumeirah, e você pode utilizar a estrutura pagando uma taxa por dia de uso).

A localização não poderia ser melhor. Você está no coração do DIFC, o Dubai International Financial Centre, um bairro-jurisdição vizinho ao complexo Burj Khalifa — Dubai Mall (hoje considerado o “centro” de Dubai; e por ser vizinho, o Four Seasons garante ótimas Ver Mais →

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Três restaurantes biô em Paris – aqui, sin...

A oferta não é tão grande quanto em San Francisco ou Berlim, mas Paris, uma das capitais da gastronomia do mundo onde a tradição impera, aderiu à onda que, em francês, eles chamam de “biô” (em francês não se usa o circunflexo; é só para mostrar como eles falam :-): produtos — não só alimentos, mas também tecidos, cosméticos e produtos de limpeza — cujo processo de produção é natural, sem pesticidas, hormônios ou fertilizantes artificiais (ou seja, sem os chamados produits chimiques de synthèse, químicas desenvolvidas para sintetizar substâncias naturais com o objetivo de reduzir custos e aumentar produtividade, essas coisas que vão do agrotóxico ao plástico; e já são mais de 11 milhões de produtos químicos de síntese catalogados). No que se refere aos restaurantes, a denominação bio  indica não só que o estabelecimento possui uma preocupação em utilizar ingredientes locais, sazonais, orgânicos e frescos, mas também se preocupa com o Ver Mais →

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Galápagos: Como conhecer as ilhas que inspiraram ...

Uma viagem que durou cinco anos e passou pelas ilhas Galápagos (e duas vezes pelo Brasil) fez com que um jovem naturalista inglês, bem nascido mas nada brilhante na juventude (tentou a medicina e o sacerdócio, ambos sem sucesso), chegasse, a partir da observação, a uma das ideias mais brilhantes — e revolucionárias — de toda a história: a de que as características dos indivíduos de uma determinada espécie mais bem adaptados ao ambiente passariam para as futuras gerações, moldando o que somos e o percurso da evolução (assim, isso é apenas um dos pontos escrito de uma maneira bem  resumida), respondendo assim a uma das questões fundamentais da ciência, que na época acreditava que as espécies eram imutáveis (sem falar nas profundas  implicações religiosas — que dava ao acaso das mutações genéticas o poder que antes era de Deus — e filosóficas, discutidas até hoje).

E se, de 1831 a 1836 (passando por Galápagos em 1835), Charles Darwin fez a viagem no HMS Beagle, uma embarcação a vela com dois mastros, nada  confortável e numa época quando as pessoas partiam para as viagens sem saber se voltariam vivas (ou se voltariam), hoje é possível conhecer essas que são uma das paisagens mais inóspitas, únicas e protegidas Ver Mais →

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O Uruguai visto através de seu brasão: O sol, a ...

Cada país tem sua bandeira e seu brasão de armas (escudo de armas, em espanhol), com os emblemas e os símbolos representativos da nação. No caso do Uruguai, o brasão que faz referência à balança da justiça, ao forte del Cerro  em Montevideo, à força dos cavalos e à abundância do gado, tudo sob a proteção calorosa do sol, não poderia ser melhor retrato da realidade do país.

A balança da justiça e da igualdade ficou evidente nas ruas. Apesar da riqueza ostentada em Punta del Este, o Uruguai não é um país riquíssimo nem paupérrimo. Vale dizer, não há essa discrepância social que costumeiramente vemos no Brasil. Ouvi o dono de uma das estâncias reclamar do ensino e da saúde pública, mas fui prontamente atendido no hospital de uma pequena cidade, inaugurando a viagem com dois pontos no dedo e Ver Mais →

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Seychelles, ilha La Digue: A praia que é um dos g...

A primeiríssima coisa a fazer ao chegar de balsa (que aqui eles chamam de jetty ) nesta ilha que só recentemente passou a ter carros é alugar sua bicicleta, que será o seu meio de transporte na ilha (há vinte anos, os únicos meios de transporte eram a bicicleta e as charretes puxadas por bois, que existem até hoje, mas que eu não gosto nem de ver por pena dos bois, ali, puxando aqueles turistas debaixo do sol). E a conversa que eu tive com a atendente da locadora de bicicletas reflete bem o espírito de La Digue. “Quanto custa o aluguel?” “150 rupees para um dia todo ou 100  rupees por dia se você alugar mais de um dia.” “Ó, aqui o meu passaporte.” “Ah, não precisa não.”… (Escolho a bicicleta.) “Onde fica o cadeado?” “Não tem não.” “Mas e se alguém levar a bicicleta?” “Você avisa e a gente encontra, não tem problema.” #ComoNãoAmar? La Digue é a ilha mais charmosa e mais low-profile  das Seychelles — das ilhas habitadas é a mais difícil de se chegar — e também abriga a praia que, por si só, vale todo o esforço: a Anse Source d’Argent (foto acima), com seus granitos Ver Mais →

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Seychelles, ilha Praslin: Palmeiras jurássicas co...

É nesta ilha que fica a Anse Lazio, a praia que é considerada uma das mais lindas do mundo. Aqui também está o Vallée de Mai, uma floresta de palmeiras gigantescas — que dão o famoso coco de mer, uns cocos também gigantes —, intacta há milhões de anos, com espécies endêmicas que você não encontra nem nas ilhas vizinhas (a sensação é a de que se está no cenário do filme Jurassic Park ). Mas a não ser que você venha jogar golfe no hotel-resort Constance Lémuria (e apesar de ter um hotel de luxo da rede Raffles), Praslin — fala-se “prálin” ou “pralã” — é perfeita para se passar apenas o dia, pois além da praia e da floresta, não há muito mais o que ver ou fazer. Ou melhor, não tem nada — natureza, praias, atividades — de que você já não irá desfrutar bastante nas outras ilhas.

COMO CHEGAR A PRASLIN?

Segunda maior ilha da República das Seychelles  (entre Mahé, a maior, e Silhouette, a terceira), Praslin tem apenas sete mil habitantes e você pode vir para cá tanto de catamarã (que eles chamam de “jetty” ), de Mahé ou La Digue, quanto de avião, de Mahé, num voo que dura 15 minutos (a Air Seychelles faz 32 voos diários entre as ilhas de Mahé [SEZ] Ver Mais →

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Alitalia: Testamos a Premium Economy da companhia;...

Eu amo o colorido do verde, branco e vermelho da bandeira italiana — da pizza napoletana (manjericão, muçarela branquinha e tomate) — e dos novos uniformes de tripulação {veja clicando aquie dos aviões da Alitalia. Em qual outra companhia aérea você tem um cinto de segurança em couro rosso ? Mas essas mudanças são recentes e começaram quando a Etihad, a companhia aérea do rico emirado de Abu Dhabi {saiba mais sobre as três companhias emirati  que estão dominando o mundo, clicando aqui}, comprou 49% da Alitalia, em 2014, num processo que incluiu uma recapitalização de € 76 BILHÕES (acabando com a dívida que quase faliu a empresa) e um investimento no valor de  560 milhões, sendo que € 400 milhões foram injetados só em 2016. Até então, a Alitalia era considerada uma péssima opção para os viajantes (eu mesmo tinha tido péssimas experiências com a companhia).

Com essa reestruturação, que incluiu novas rotas, novo logo (uma evolução discreta aos olhos leigos), novos aviões, novos lounges  em Roma e Milão, novas pinturas das aeronaves, novos interiores e novo serviço de bordo, em que o conjunto das ações têm o objetivo Ver Mais →

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Seychelles, ilha Silhouette: A ilha do resort Hilt...

Confesso que, ao planejar uma viagem para qualquer praia (ainda mais um destino considerado paradisíaco como as Seychelles), a minha última opção de hospedagem seria uma propriedade dessas grandes cadeias internacionais voltadas para o mercado corporativo, que seguem aquela identidade única estando você em Xangai, em Paris ou no Rio de Janeiro. Mas o que me encantou no Hilton Seychelles Labriz Resort & Spa, além do fato de ele ocupar sozinho a Silhouette Island, a terceira maior ilha das Seychelles, plantation  no século 18 e hoje parque nacional e marítimo, é que na ilha existe um vilarejo com apenas 135 nativos, com escola maternal (no momento sem alunos porque as poucas crianças da ilha — eram cinco em 2015 — prosseguem hoje o ensino fundamental em Mahé), hospital (onde um médico alemão é mantido pelo hotel), capela, centro comunitário; e o mais bonito é que, em vez de escondê-los, o hotel integrou Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Rio de Janeiro

Hoje estamos embarcando para uma viagem rápida para a Cidade Maravilhosa para conhecer dois novos hotéis: o Gran Meliá Rio, no edifício de Oscar Niemeyer com jardins de Burle Marx, obras de grandes artistas brasileiros completamente restaurados, que passou vinte anos abandonado (que um dia foi o Hotel Nacional, onde eu me hospedei algumas vezes quando criança quando meus pais iam jogar golfe no Gávea); e o novíssimo Emiliano Rio que abre amanhã em Copacabana (seremos os primeiros hóspedes), projeto de Arthur Casas, que promete ser o lugar para ver o show dos fogos no Réveillon com sua piscina no topo do edifício. E você vem comigo, em tempo real, no perfil @iwashitashoichi tanto no Instagram quanto no Snapchat. arte-divulgacao-snap-instagram-belmond

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Seychelles, ilha de Mahé: Luxo, natureza e mais d...

Alguns dos melhores e mais paradisíacos hotéis das Seychelles como North, Fregate, Zil Pasyon e Cousine ocupam sozinhos ilhas inteiras. Mas são hotéis-destinos para quem quer ou precisa de muita privacidade: como eles estão a 40 minutos, uma hora de barco das ilhas principais, não é tão fácil ficar indo e vindo. É só em Mahé, a maior de todas as 115 ilhas que formam o país-arquipélago, onde estão o único aeroporto internacional por onde você vai chegar e a capital do país, Victoria, um minúsculo e movimentado bairro com status  de cidade, que você vai conseguir experimentar não só hotéis incríveis com paisagens exuberantes e praias quase privadas que te dão a completa sensação de isolamento (apesar dos 75 mil habitantes da ilha; talvez por causa das muitas montanhas, a sensação nos hotéis aqui é a mesma de se estar numa ilha particular), mas também a vida local, trilhas com vistas excepcionais, restaurantes autênticos que não estão dentro de hotéis e praias para todos os gostos, das frequentadas pelas famílias de seychellois  com vários restaurantes na orla às mais desertas, com direito a belíssimos pores do sol (são 65 praias no total, e mesmo as praias que estão dentro dos hotéis de luxo são acessíveis, já que, por lei, toda praia em Seychelles é pública). Basta você pegar o seu carro para sair e explorar a ilha, pois Mahé concentra o melhor dos dois mundos.

seychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-6A vista de Mahé do monte Copolia, que você acessa através de uma das quatro trilhas que começam na estradinha Sans Souci; é só procurar pela Copolia Trail.

JÁ QUE ESTAMOS FALANDO DOS HOTÉIS EM MAHÉ, ONDE SE HOSPEDAR?

Para os amantes de praia e natureza (para quem Seychelles  é IDEAL) e com orçamento enxuto, viajando sozinho ou com amigos, são muitas as opções de hospedagem simples e acessíveis, nos chamados guest houses  (tipo pousadas familiares) e self-catering houses ou apartments (casas ou apartamentos para os quais você tem de fazer as compras Ver Mais →

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Voyage, voyage: Viaje eternamente e nunca mais vol...

Seja pela melodia, pelo videoclipe em clima noir  ou pela letra cheia de referências — do Saara ao Fuji, passando por sikhs, “tapetes de ventos” e capitais —, Voyage, voyage, lançada pela cantora francesa que se autointitulou Desireless (“Sem Desejo”), nos faz, há exatos 30 anos (a música é de dezembro de 1986), viajar por espaços e tempos físicos e mentais. E foi uma das raríssimas músicas cantadas inteiramente em francês que chegou às listas das mais tocadas em rádios de todo o mundo (não foi diferente aqui no Brasil, quando me lembro de, ainda criança, escutar a música sendo tocada no rádio do carro, enquanto eu via a cidade pela metade na janela do banco de trás). Abaixo, você assiste ao clipe, canta junto e acompanha a versão para o português, feita por mim, em tradução livre-livre-livre. É só clicar no play. {Confira também as músicas francesas do nosso coração — para inspirar a sua próxima viagem a Paris —, clicando aqui}

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Courchevel: A gastronomia savoyarde e duas dicas d...

Courchevel fica na Savoia (em francês, Savoie ), um departamento da região de Auvergne-Rhône-Alpes. Mas a Savoia de hoje era um pedaço do condado-depois-ducado-depois-reino  que pertencia à Casa di Savoia, uma das nobres famílias mais antigas da Europa (com mais de mil anos), e abrangia não só esta região no sudeste da França (chegava até Nice, hoje na Provence), mas também parte da Itália (o Piemonte) e o sudoeste da Suíça (Vittorio Emmanuele II, príncipe da Casa di Savoia e Rei da Sardenha, doou o território para a França em 1860, em gratidão à ajuda de Napoleão III na unificação da Itália, país do qual ele seria o primeiro rei). Por isso a gastronomia savoyarde, essa cozinha simples, rústica e bem calórica (cheia de queijos derretidos, perfeita para alimentar o corpo no inverno ainda mais  rigoroso do alto das montanhas; pense em fondue, em raclette, Ver Mais →

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Maho não receberá mais o 747 da KLM

6889147942_87735bd319_oEra uma das experiências essenciais de todo viajante que ia para a ilha de Sinkt-Maarten-Saint-Martin {veja todas as nossas experiências favoritas da ilha, clicando aqui}, e foi bom enquanto durou. Não tinha nada mais emocionante (ainda mais para amantes da aviação) que assistir, da areia da praia de Maho, ao pouso do icônico Boeing 747 da Ver Mais →

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Seychelles: Como chegar, o preço dos hotéis e do...

Por estar no meio do Oceano Índico, a viagem até as Seychelles, direto, com o tempo dos aeroportos, dura de 25 a 30 horas e custa entre US$ 2 mil e US$ 4 mil a passagem ida e volta, saindo de São Paulo, em classe econômica ou US$ 10 mil em classe executiva. Como é uma viagem longa e cara, o melhor a fazer é aproveitar as companhias aéreas que voam para lá (Emirates, via Dubai; Qatar, via Doha; Turkish, via Istanbul; South African, por Johannesburg) e planejar uma parada no meio do caminho para ficar alguns dias em Dubai ou Istanbul (as companhias aéreas não cobram nada a mais para fazer esse stop, como eles chamam), ou ainda, para quem tiver mais tempo, ir de Air France e fazer Paris – Nairobi (para um sáfari no Quênia) – Seychelles (três experiências completamente diferentes numa mesma viagem), voltando depois de Mahe direto para Paris e de Paris para São Paulo.

Quanto às companhias aéreas é só importante considerar os aviões que farão o voo para Mahé (o voo dura cinco horas se você vier de Dubai, Abu Dhabi ou Doha; oito Ver Mais →

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Seychelles: Praias e florestas únicas, intactas h...

Antes de viajar, você dá um zoom out  no Google Maps e olha aquelas microilhas perdidas no meio do Oceano Índico, que formam o menor país do continente africano. Busca no seu inconsciente as muitas fotos que já viu nas revistas e redes sociais e imagina: as Seychelles são minúsculas, só tem hotel de luxo, praias paradisíacas, e para onde você olhar será um cartão postal. Porque é isso o que acontece com grande parte dos destinos do mundo: todos os textos, todas as fotos são tão cuidadosamente tratados e editados (e nós também fazemos o mesmo quando postamos) que a gente sempre sente aquele estranhamento inicial na primeira hora depois que desce do avião. “Nossa, o aeroporto não é tão bonito”, “tem pobreza”, “como os ônibus são velhos”, “tem uma rodovia de quatro pistas nesta ilha onde eu achava que só tinha ruazinhas de areia!”  Mas é exatamente por isso que as Seychelles entram num lugar especial aqui na Simonde. (A única coisa que Ver Mais →

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Hotéis-Palace: a distinção máxima da hotelaria...

Desde os anos 1960, a França usava um sistema de classificação de hotéis próprio, que ia de zero a “4 estrelas luxo”. Quando resolveu aderir à classificação internacional (de uma a cinco estrelas; era o único país do mundo que não a utilizava, o que confundia a cabeça dos viajantes), o país que inventou o luxo contemporâneo resolveu não só aderir às cinco estrelas mas também criar uma categoria acima dela. E, apesar do nome que evoca séculos de história e tradição, a distinção Palace, dada pela agência de desenvolvimento turístico do país aos hotéis de excelência à la française, tanto da França continental quanto de seus territórios ultramarinos, só foi criada em 2010 com a mudança do sistema de classificação hoteleira. Os primeiros oito hotéis só receberam a distinção em maio de 2011 e, desde então, o título se transformou numa importante ferramenta de comunicação para os hotéis que fazem parte deste seleto clube (além da placa que ostentam na porta). Todos os Ver Mais →

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As viagens mais incríveis de volta ao mundo, por ...

Mr. Fogg, o distinto senhor inglês que dá a volta ao mundo em 80 dias no clássico de Jules Verne, venceu a aposta com seus colegas de clube concluindo a viagem em trem, elefante e navio a vapor. Mas se em 1873 a ideia de circum-navegar o mundo em tão pouco tempo era fantástica (as viagens nessa época duravam meses ou até anos, sem falar nos riscos que eram bem maiores), ainda hoje, apesar de todos os avanços dos meios de transporte, essa é uma experiência para poucos, já que exige tempo e dinheiro. Visitar destinos diferentes numa mesma viagem permite identificar os muitos contrastes entre as cidades, os países, os continentes. E é isso que companhias como Four Seasons, Silversea, Seabourn e Trains & Tours oferecem: viagens — reais — de volta ao mundo em que os trajetos podem ser feitos apenas de avião, apenas de navio, ou na combinação trem + avião.

DE AVIÃO

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Quem disse que o Japão é caro?

Existiu uma época — poucos anos atrás, na verdade — em que uma passagem aérea para o Japão, em classe econômica, não custava menos que US$ 3.000. A distância (quase 30 horas de viagem, considerando o tempo nos aeroportos e de conexão) e o preço só para se chegar lá desencorajavam muita gente. O fato de o Japão também ter a fama de ser um dos países mais caros do mundo — o que é verdade, mas apenas em alguns aspectos, e principalmente para quem mora lá — criou o medo de se viajar para a terra do Sol Nascente e voltar maravilhado, mas falido.

Mas com a chegada das companhias aéreas do deserto, muita coisa mudou. Nesta minha última viagem, em setembro de 2016, o bilhete ida e volta, Guarulhos GRU — Haneda HND, em classe econômica, saiu por US$ 900, já com todas as taxas, parcelados em nove vezes sem juros (!), numa das promoções da Emirates, com a possibilidade de fazer uma Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Veneza e Taormina

Hoje estamos embarcando no Boeing 777-200 da Alitalia (vamos conhecer a Premium Economy da companhia aérea que desde 2004 tem como uma das donas a Etihad) para um dos hotéis mais míticos de Veneza, da Itália e do mundo, o Belmond Hotel Cipriani, que fica na ilha em frente à San Marco, nesta cidade que foi construída com a ascensão dos bárbaros (os romanos fugiam dos ataques sangrentos das tribos) sobre troncos de árvores enfiados na terra enlameada, uma tecnologia única que perdura até hoje. Depois ainda descemos para a Sicilia, esta outra — dentre muitas — Itália, para muitos cannolli, pistachios e frutos do mar. E você vem comigo, nos hotéis mais exclusivos, em tempo real, no perfil @iwashitashoichi tanto no Instagram quanto no Snapchat.

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Hidroavião: a emoção de ver dos céus as obras ...

Se uma das experiências mais legais em Nova York, São Paulo ou Paris é fazer um passeio aéreo para se ter uma perspectiva diferente da cidade (ou situar os lugares num “Google Map mental”), em Dubai essa experiência é ESSENCIAL. Porque aqui as construções são tão grandes que elas não cabem nas fotos. A ilha artifical The Palm, por exemplo, é muito maior do que eu imaginava (e olha que a próxima ilha-palmeira a ficar pronta, a Palm Deira, será oito vezes maior que a The Palm), e o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, mesmo se você estiver a 500 metros dele, só fazendo uma foto panorâmica vertical com o celular para conseguir pegá-lo todo.

E o passeio que a Seawings proporciona é incrível por vários motivos: 1. por que você vai voar num hidroavião (foi minha primeira vez) 2. decolando e aterrissando no Dubai Creek, o histórico riacho de água salgada onde nasceu o emirado, e 3. por que, em 40 minutos Ver Mais →

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Ca’d’Oro 2.0: conquista para o centro ...

O Ca’d’Oro (em dialeto veneziano “Casa de Ouro”), assim como o Hilton da Avenida Ipiranga (hoje fechado), foi um dos grandes hotéis de São Paulo e teve como hóspedes e habitués  presidentes e políticos brasileiros, a realeza europeia, artistas e intelectuais famosos mundialmente (enquanto o Hilton seguia o estilo americano de eficiência, o Ca’d’Oro sempre teve orgulho de sua classe europeia). Inaugurado como um pequeno hotel na Rua Basílio da Gama em 1956, depois de três anos de sucesso com o restaurante de mesmo nome, foi para o quarteirão da Augusta-Avanhandava-Caio-Prado em 1961 e só viria a se tornar o Grand Hotel Ca’d’Oro em 1978, depois de vários edifícios construídos e anexados ao prédio principal, com uma oferta que passou de 200 para 400 quartos, entre suítes presidenciais, suítes para famílias (perfeitas para os executivos que passavam meses com suas esposas e filhos enquanto trabalhavam no Brasil; nessa época, empresas estrangeiras chegavam em Ver Mais →

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Dubai: o emirado do deserto que importa areia

Ao entrar num avião Air France ou American Airlines com destino a Paris ou Nova York, a gente já se sente — por causa da comunicação da companhia e da tripulação quase toda nativa — na França ou nos Estados Unidos, ainda em solo, no Aeroporto de Guarulhos ou no Galeão. Entrar numa aeronave Emirates é totalmente diferente: não existem  tripulantes emiradenses (a grande maioria nem árabe fala), o que é sempre anunciado no speech: “Temos a bordo tripulantes de 37 nacionalidades, falando 53 idiomas” (tô exagerando: geralmente são dez nacionalidades e dez línguas diferentes). O que reflete, tão quanto a Lufthansa ou a JAL, exatamente o que Dubai é hoje: um emirado novo-rico e internacional que se esforça para estar aberto para o mundo — uma estratégia para não depender de uma atividade econômica sem futuro: o preço do barril do petróleo é hoje US$ 50 quando era de quase US$ 150 em 2008 — e criar uma economia baseada no comércio internacional e no turismo, objetivos conquistados com sucesso, já Ver Mais →

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Países desenvolvidos podem ser bem irritantes

Eu sou a pessoa mais calma, paciente e educada do mundo; e, em viagens, sempre tento me adaptar observando as regras de comportamento da cultura local. Mas se tem uma coisa que pode irritar não só a mim, mas a brasileiros — e nativos de outros países considerados “bagunçados” — em geral é essa extrema organização dos países desenvolvidos. A gente adora enaltecer as qualidades dos países onde tudo funciona; onde as pessoas são educadas, os serviços eficientes. Mas essas características influenciam — ou são consequências, sei lá — de um povo sempre certinho demais. E isso irrita. (Eles também se irritam com nossa falta de pontualidade, nossa falta de comprometimento, com nossa tranquilidade e ineficiência; normal… e viva as diferenças culturais :- )

Me lembro uma vez, logo que a Vosges Haut Chocolat abriu no SoHo nova-iorquino e era a sensação do momento. Fui com meu namorado, pedi quase todos os sabores das trufas para provar, e como queríamos dividir cada uma delas para que ambos provássemos, fui Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Dubai, Japão e Seychelles

E começamos mais uma viagem. Se no Oriente Médio, a regra é pechinchar, pedir desconto no Japão é uma ofensa. Se na jovem Dubai, a religião é o islamismo, monoteísta (ainda que mais tolerante por ser uma cidade internacional), no Japão milenar, duas religiões se fundem no dia a dia da população: o xintoísmo e o budismo, voltadas para a natureza e o ser humano. São dois destinos asiáticos com identidades completamente diferentes. E ainda terminamos nossa viagem no que é considerado o paraíso na Terra: as ilhas de Seychelles, no meio do Oceano Índico. E você vem comigo a partir de hoje nesta viagem com uma programação linda, seja pelo Instagram @iwashitashoichi (em fotos e vídeos nos Stories ) ou pelo Snapchat iwashitashoichi. Vem?
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Le Meurice: Localização e gastronomia imbatívei...

Existe uma distância estilística  não muito esperada entre o térreo do Meurice — com seus maravilhosos restaurantes e bar, alguns dos mais belos e elegantes da capital parisiense — e os andares acima, onde estão os quartos.  A sensação é a de que você está em dois hotéis diferentes, apesar de ter sido reaberto no ano 2000 depois de dois anos fechado para reforma. Se os salões deste hotel mítico, inaugurado em 1835 (ou seja, há quase duzentos anos), foram repaginados de forma muito bem sucedida por Philippe Starck, entregando exatamente  o tipo de ambiente e experiência que a gente espera de um hôtel palace, é como se, de alguma forma, o restante do hotel, todo em estilo Louis XVI, já tivesse envelhecido e se tornado datado (apesar de eu amar demais os banheiros inteiros em mármore — veja as fotos abaixo —, como no Four Seasons de Milão, que, na minha opinião, são atemporais…) O problema também  está em pagar € 1100 por noite, que é praticamente Ver Mais →

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GOL Premium Lounge, a nova sala VIP da companhia a...

Apesar da fama, nem todo voo internacional sai do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo {confira nosso guia completo do T3, clicando aqui}, o GRU Airport (eu cometi esse erro na minha viagem para Saint-Martin: meu voo era Copa Airlines, pedi para o carro me deixar no T3 e só chegando lá descobri que tinha de ir para o Terminal 2). De todos os voos internacionais, 20% deles ainda partem do Terminal 2 (que engloba hoje os antigos terminais 1 e 2): Delta, GOL, Copa AirlinesAerolíneas Argentinas são algumas delas (para acessar a lista completa das companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

E a GOL, que partindo de São Paulo voa para 11 aeroportos internacionais em seis países incluindo as cidades de Santiago, Buenos Aires (para Ezeiza e Aeroparque) e Montevidéu (tem também Barbados, Punta Cana, Santa Cruz de la Sierra), acaba de inaugurar sua nova Ver Mais →

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Campos de lavanda na Provence: Tudo o que você pr...

Enquanto eu dirigia sozinho pela estreita D6 (estrada departamental), com os vidros do carro abertos, sentindo o vento e o sol do verão mediterrâneo (essa luz que encantou pintores impressionistas como Cézanne e Van Gogh), escutando as músicas da Tal Benyerzi e vendo — e sentindo o suave aroma (eu achava que ia ser meio enjoativo) — daqueles enormes campos de lavanda no auge da floração, com as montanhas ao fundo, a sensação era a de que eu tinha chegado ao paraíso, a de que eu não estava mais na Terra. Em mais um dos nossos passeios pela Provence, a seguir tudo o que você precisa saber para ter a melhor experiência ao redor desta flor, cujo óleo essencial é usado há milênios na beleza e no bem-estar, e que também é usada na gastronomia (não deixe de provar o sorvete de lavanda, que é companheiro perfeito para enfrentar o calor provençal, o mel, ou ainda o crème brûlée à la lavande  em algum restaurante).

QUANDO VISITAR

provence-campos-de-lavanda-sault-valensole-1200-2-1As flores da lavanda (lavande fine, em francês, mais rara e selvagem, cujo óleo essencial é aproveitado na perfumaria) e do lavandim (lavandin, na foto acima, usado para produtos menos nobres como sabonetes) não florescem na primavera europeia (de 21 de março a 21 de junho), mas sim no começo do verão, mais especificamente nos últimos dias de junho até por volta de 10 de julho. Como a colheita começa por volta da metade do mês (no ano de 2016 começou no dia 15 de julho, mas a data de início depende da meteorologia, da Ver Mais →

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Silversea: navios pequenos e luxuosos em mais de 8...

Voltar para o início dos tempos em Galápagos, sair do porto de San Francisco num cruzeiro de 120 dias para Monte Carlo visitando Havaí, Austrália, Sudeste Asiático, Oriente Médio, Grécia e Itália, ou ainda sair de Londres passando por baixo da Tower Bridge com destino à São Petersburgo, onde você aproveitará a cidade por dois dias inteiros (geralmente os navios só passam algumas horas em cada lugar) são algumas das incríveis experiências que a companhia de cruzeiros de luxo italiana Silversea — da família Lefebvres de Roma, mas com sede em Mônaco — oferece a seus passageiros, com sua frota atual de oito navios pequenos que, ao mesmo tempo que cruzam oceanos com conforto e segurança, navegam e aportam em lugares inviáveis para grandes navios, como, por exemplo, o rio Tâmisa.

São dois os estilos de navios: cinco pertencem à frota clássica — o Cloud foi o primeiro inaugurado em 1994; depois vieram o Wind, o Shadow, o Whisper e o Spirit (vem mais um, o Muse no ano que vem); todos com bandeiras das Bahamas — e os outros três são específicos para expedições nos lugares mais remotos do planeta — com todo Ver Mais →

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Voamos na Premium Economy da Air France: como é e...

Só o fato de você não ter de brigar por espaço para o braço nos apoios entre as poltronas, como acontece nas classes econômicas, já é uma vantagem de voar Premium Economy na Air France, a classe intermediária entre a famigerada-mas-econômica e a executiva. Mas, assim como acontece com as classes Business e La Première, a primeiríssima classe statement  da principal companhia aérea francesa, a gente só consegue ter a experiência completa — check-in  em lindos balcões Sky Priority, opção de selecionar refeições mais rebuscadas para comer a bordo (você faz isso pelo site, acessando sua reserva) — quando volta para casa, nos voos saindo do aeroporto internacional de Paris, o Charles de Gaulle CDG, de onde saem todos os voos para o Brasil. Mas vamos ao que interessa, por ordem de prioridade nas nossas preocupações quando o assunto é viagem de avião.

A POLTRONA PREMIUM ECONOMY

air-france-premium-economy-1200-1Esteticamente, as poltronas da Premium Economy são superiores às da econômica; dão bem uma impressão de classe executiva: as luminárias de leitura individuais, os fones noise-cancelling, o braço mais largo entre as poltronas, o suporte para os pés. Mas essa impressão vem com uma MÁ NOTÍCIA: apesar de a sensação sentado é de ter mais espaço (e tem mesmo), a diferença do ângulo de reclinação da poltrona — esse item tão importante para a qualidade do nosso sono a bordo — é mínima; são apenas cinco graus a mais :- (a Economy reclina 118º e a Premium Economy, 123º; para comparar, a poltrona da Business Ver Mais →

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Passeio imperdível de um dia na Provence: Roussil...

Vilarejos empoleirados (em francês, villages perchés ): é assim que é conhecida a maioria dos vilarejos fortificados típicos da Provence que cresceu no alto das montanhas — e que sempre rendem vistas incríveis da estrada — para se proteger das constantes invasões ao longo dos séculos, principalmente durante a Idade Média e o Renascimento (por causa da Guerra das Religiões no século 16, entre católicos e protestantes). E Gordes e Roussillon, os dois vilarejos medievais e únicos que vamos conhecer hoje, dois “empoleirados” com identidades — e cores — bastante distintas (igualmente surpreendentes, no entanto), já eram habitados durante a época galo-romana (quando a Gália, atual França, foi ocupada pelos romanos no século 1 a.C.), e hoje fazem parte da lista dos Mais Belos Vilarejos da França (Les Plus Beaux Villages de France). E ficam a apenas uma hora de carro de Avignon, nossa cidade-base para a região. Vamos para a primeira parada do dia:

GORDES

gordes-provence-1200-1gordes-provence-1200-2 gordes-provence-1200-3A vista da chegada a Gordes pela Route de Cavaillon, que fica a apenas 38 quilômetros de distância de Avignon, é daquelas que fazem a gente parar o carro em algum canto e sair para contemplar a visão quase fantástica deste vilarejo que cresceu em volta de uma rocha e foi construído de rocha (dizem que são 600 toneladas de pedra por habitante). Mas como a Ver Mais →

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Como saber que o seu iPhone vai funcionar com o ch...

A primeira coisa que faço quando chego a uma cidade no exterior é passar na loja de uma operadora de celular — na própria estação de trem ou aeroporto — e comprar um chip  local para ter acesso ao telefone (ótimo para confirmar as reservas dos restaurantes) e à rede de dados 4G (para usar os aplicativos de viagem, o imprescindível Google Maps ou para postar no Instagram ou no Snapchat). (Tem bancas e quiosques que vendem os SIM cards, mas eu prefiro uma loja que tenha atendentes que entendam sobre o assunto caso haja algum problema; eles mesmo instalam, configuram se necessário, e eu já saio com o telefone funcionando; nas bancas, os caras não entendem nada e só sabem te dar o chip  e pegar o dinheiro).

E a questão é que nem todos aparelhos da Apple estão habilitados para funcionar no mundo todo. Eu tenho um iPhone 6 que comprei “desbloqueado” e que sempre havia funcionado com chips no exterior e fiquei surpreso quando cheguei em Milão em abril deste ano, comprei o chip e ele não funcionou. Achei que era erro do atendente, fui a outra loja e nada. Só depois me lembrei de que eu Ver Mais →

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Avignon: o melhor jeito de chegar, quando ir, onde...

Avignon até tem um pequeno aeroporto, mas dele só chegam e partem voos — não diários — de e para a Inglaterra e Córsega. Assim, o jeito mais fácil e rápido de se chegar à Cidade dos Papas  é pelo TGV (o Train à Grande Vitesse, o trem-bala francês) que faz o trajeto entre a Gare de Lyon, em Paris, e Avignon TGV em apenas 2h40. Mas atenção! Avignon tem duas estações de trem: a Avignon Centre e a Avignon TGV, que fica um pouco mais afastada da cidade e é para lá que deve ser comprada a sua passagem (é importante ter isso em mente também para a hora em que você for fazer a reserva do seu carro!). São mais de dez partidas diárias saindo da Gare de Lyon, entre as 6h e as 20h, e chegue cedo para aproveitar o belo salão do Train Bleu, o imponente café-bar-restaurante belle époque  inaugurado nesta estação de trem no sudeste de Paris em 1901 (só viaje leve pois o Train Bleu fica acima do piso térreo e não tem elevador, tem de subir uma escadaria carregando a mala). Tome Ver Mais →

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Avignon: A cidade-base perfeita para explorar esta...

Avignon, a cidade do vento violento (e acredite, mesmo no verão quando a temperatura chega a 30 graus no meio-dia, o vento que vem do norte, o famigerado mistral, pode ser bem fresco durante a manhã), é o ponto de partida para a nossa viagem pela Provence (fui pronto para me apaixonar de novo por Aix-en-Provence, mas desta vez foi Avignon que ganhou meu coração). Além de ter um hotel pelo qual eu me apaixonei {confira a matéria clicando aqui}, sendo a única opção de hospedagem Simonde na cidade (e dois restaurantes incríveis; você vai conferir nas próximas publicações), a “Cidade dos Papas” que abriga o mais importante festival de artes dramáticas do mundo fica a apenas 2h40 minutos de Paris pelo TGV (o trem rápido, saindo da Gare de Lyon) e é a base perfeita para você visitar dois dos mais belos vilarejos da França (com as paisagens do Lubéron e alguns campos de lavanda de brinde; confira a matéria clicando aqui), os vinhedos do sul do Ródano (uma das regiões vinícolas Ver Mais →

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As padarias parisienses e o não café da manhã

Você leva a sua listinha com as melhores padarias de Paris — a maioria nos arrondissements  mais periféricos —, acorda e, achando que pão rima perfeitamente com café da manhã, em vez de tomá-lo no hotel, vai até um dos endereços premiados para sua primeira refeição do dia, atrás do melhor pão do mundo. O resultado? Decepção. Não por causa dos pães (porque realmente não tem igual), mas por que as boulangeries  em Paris — e quase em todo o mundo, na verdade — em nada  lembram as instituições onipresentes que são as nossas maravilhosas padarias, que fazem e vendem de tudo, até pão. Porque padaria em Paris — a não ser que seja uma boulangerie-pâtisseriesó vende pão. Nada mais. Com raríssimas exceções, não vai ter mesa, cadeira ou balcão para se sentar; não vai ter aquele chapeiro amigo que vai pegar aquele pão delicioso e fazer o sanduíche com os ingredientes e do jeitinho que você gosta; não vai ter suco de todas as frutas preparados na hora; não vai ter café, nem queijo, nem uma manteiguinha; e não vai estar aberta todos os dias, de Ver Mais →

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Como e onde comprar moeda estrangeira; cartão pr...

Dinheiro, passaporte, saúde e, de novo, dinheiro: as coisas ESSENCIAIS de uma viagem. E a primeira lição do câmbio é: a não ser que você tenha comprado na baixa e esteja vendendo na alta, você SEMPRE vai perder dinheiro ao comprar ou vender moeda. Faz parte do custo-turista. As taxas de câmbio variam MUITO entre bancos e corretoras, de uma modalidade para outra (e de um minuto para o outro!), entre o valor oficial e o turismo, o que sempre exige um tempo de pesquisa e o da retirada ou entrega da moeda. Logo, o ideal é fazer o mínimo de operações possível. Compre dólar quando for para os Estados Unidos, libra quando viajar para os países do Reino Unido e euro para a Europa (mesmo se o país não fizer parte da zona do euro — apesar da quase onipresença do euro na nossa lembrança, ainda existem 28 moedas diferentes no continente europeu —, o euro vai ser a melhor moeda para trocar por moeda local, já que eles não aceitam real). Não vá comprar dólar Ver Mais →

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Cruzeiros de luxo: os megaiates franceses da Ponan...

Esqueça a decoração over  ao estilo dos cassinos de Las Vegas, animadores de crianças (e de adultos) em piscinas lotadas, hora para jantar em lugares predeterminados e filas para pegar os tenders — as embarcações que nos levam dos grandes navios aos portos (por causa do tamanho eles não conseguem chegar próximo à terra). O primeiro — e já clássico — veleiro de três mastros da Ponant, única companhia de cruzeiros do mundo a portar a bandeira francesa, lançado ao mar em 1991, tem apenas 32 cabines (para 64 passageiros com o apoio de 32 tripulantes) e consegue aportar nos lugares mais secretos, acessíveis apenas a pequenas embarcações. Seus principais destinos? Os mares calmos do Mediterrâneo e do Caribe.

Mas, depois de quase vinte anos e com o objetivo de criar a embarcação ideal para viagens no mar — com todo o décor  e savoir-faire  francês —, veio o projeto do megaiate Le Boréal, que foi lançado em 2010, agora com capacidade para 264 passageiros (mantendo a Ver Mais →

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A Simonde está em viagem: Paris e Provence

Hoje estou embarcando na Premium Economy do Boeing 777-300 da Air France para a Provence, atrás da luz, dos aromas e das cores que encantaram os pintores impressionistas Van Gogh, Picasso e Cézanne; do lilás dos campos de lavanda, do ocre da argila colorida pelo óxido de ferro, do rosé  típico dos vinhos da região. No roteiro, muito sol, hotéis Relais & Châteaux, cidades com heranças medievais, festival de música lírica e uma escala em Paris num hotel-palácio para as comidinhas, os pães e os doces de sempre. Para acompanhar pílulas da viagem em tempo real (antes de elas se transformarem em matérias completas no Simonde.com.br), é só seguir @iwashitashoichi no Instagram e iwashitashoichi no Snapchat. Alors, tu viens avec moi?

Arte-Divulgacao-Snap-Instagram-Provence-3Fotos: Jerôme Chauvin e Jan Marna

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Saint-Martin: O que fazer e os passeios – e ...

Saint-Martin não é uma ilha pequena: são 35 praias, uma reserva natural e DOIS PAÍSES neste pedaço de terra entre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico que, tendo o turismo como principal atividade econômica, conta com ótima infraestrutura: aeroporto internacional com voos diretos de e para os Estados Unidos e a Europa, ótimos restaurantes, lojas de vinhos excelentes (duty free ) e atividades variadas. Só poderia ter mais opções de bons hotéis: em toda a ilha, só tem um cinco estrelas, o La Samanna {leia a crítica completa do hotel, clicando aqui}. De qualquer forma, dá tranquilamente para passar sete dias sem repetir praia, passeio ou restaurante (e ainda, não conhecer tudo). A seguir, você confere as nossas dicas vividas e aprovadas!

MERCADO DE MARIGOT [Marigot] Sabores, cores e temperos

saint-martin-o-que-fazer-passeios-dicas-1200-1Visitar mercados locais é uma atividade favorita na Simonde. E a primeira parada é este mercado que fica em Marigot (“pântano”, em francês; eram muitos aqui na região), a capital do coletivo ultramarino de Saint-Martin (ou seja, capital da parte francesa), aberto todos os dias, das 7h às 15h. Quase em frente à Gare Maritime, você vai encontrar peixes fresquíssimos (às quartas e sábados), frutas e legumes, temperos, runs de todos os Ver Mais →

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Eurostar, um guia completo (e por que você deve c...

Sair do centro  de Londres e chegar ao centro  de Paris em exatas duas horas e dezesseis minutos, sem ter de se deslocar um monte na ida e na chegada (os aeroportos ficam afastados das cidades); sem ter de lidar com todos os desafios dos aeroportos (segurança, longas caminhadas até o portão, esperar as malas na esteira); sem ter de se preocupar com o peso da mala (nos voos intra-europa a franquia de bagagem é de 1 mala com 23 kg e nos trens você pode levar até duas malas, sem limite de peso, desde que o lado maior não meça mais que 85 centímetros e que você consiga entrar e sair do trem carregando-as); poder levar garrafas de vinho consigo e ainda emitir 80% menos dióxido de carbono na natureza, já fazem com que, há mais de vinte anos, a melhor forma de se viajar entre Londres e Paris seja com o trem de alta velocidade Eurostar (a velocidade máxima de operação é de 320 km/h; o TGV, o trem francês de alta velocidade, é ainda mais rápido, atingindo 380 km/h nas Ver Mais →

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Saint-Martin: A melhor região e os melhores hoté...

Localização — estar próximo das experiências mais interessantes e autênticas, e poder fazer as coisas com o menor deslocamento possível, de forma fácil, se possível, a pé — é o fator MAIS importante na hora de escolher o hotel. Mas em Saint-Martin acontece algo inusitado: tirando a capital Marigot onde fica o Fort Louis, todos  os melhores e mais genuínos restaurantes de Grand Case, muitas belas praias (da badalada Orient Bay à charmosa Pinel, passando pela intocada Petites Cayes) e a Reserva Natural Nacional, tudo fica na parte norte da ilha. O que fazer, então, quando o melhor e único hotel cinco estrelas de toda Saint-Martin / Sint Maarten fica no extremo sudoeste, na direção completamente contrária, fazendo com que você leve um bom tempo de carro para ir e voltar das praias e jantares (no mínimo trinta minutos, sem trânsito, só para ir)? 1. Sendo o Belmond La Samanna um belíssimo hotel com ótima infra-estrutura (incluindo uma Ver Mais →

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Saint-Martin: Belmond La Samanna, hotel numa das m...

Quase na divisa com a parte holandesa, em meio a 55 hectares de muito verde e ocupando praticamente metade da faixa de areia de uma das mais belas praias — e privativas — de Saint-Martin (tudo bem que em algumas partes é meio ruim entrar na água porque em vez de areia, você vai encontrar muitas pedras; é meio difícil e até perigoso andar sobre elas), o hotel resort  Belmond La Samanna é um vilarejo de casinhas brancas coloniais em meio a caminhos arborizados; e o único hotel cinco estrelas de toda a ilha. Tem duas lindas piscinas com serviço de bar (o que é perfeito: dá para pedir um drinque dentro da água; e uma delas é borda infinita pé-na-areia ), concierge, restaurantes com comida deliciosa, serviço de quarto 24 horas, quadras de tênis, academia bem equipada (com aparelhos novos, pesos livres e cardio), aulas de yoga e pilates, business center, spa  (mas não desses a que estamos acostumados; não tem vestiário, não tem sauna, são só salas Ver Mais →

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Saint-Martin: Quando ir, quanto tempo ficar, como ...

Chegar a Saint-Martin faz parte da experiência da viagem. O aeroporto Princess Juliana, na parte holandesa da ilha, é um dos mais famosos do mundo porque sua pista está a 100 metros de uma belíssima e pequena praia, a Maho Beach, frequentada hoje não só por causa da areia branca e água turquesa, mas também por quem quer ver aviões pequenos e enormes — como o Boeing 747 da KLM — passando a poucos metros acima da cabeça.

QUANDO IR

Como a temperatura no Caribe é constante (não faz sentido falar em inverno e verão, já que a temperatura não varia mais que 5 graus Celsius ao longo de todo o ano), quando ir  depende unicamente do estilo de viagem que você pretende ter. A alta temporada de Saint-Martin — cheia, mais cara e com menor probabilidade de chuva — vai de dezembro a março, e é perfeita para aqueles Ver Mais →

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Os belos – e italianíssimos – novos u...

Estou apaixonado pelos novos uniformes da tripulação da Alitalia: os chapéus que fazem referência aos terraços de Cinque Terre na Riviera Italiana; os vestidos vermelhos usados com meia-calça e acessórios verdes e os uniformes verdes usados com meias, sapatos e bolsas bordeaux; as luvas bicolores em couro; as muitas estampas em várias tonalidades de verde e vermelho misturadas, como só os italianos conseguem combinar e fazer dar certo. (Só não gostei do colete double-breasted com estilão de fraques antigos dos comissários masculinos.) E sobre a opinião de muita gente que não considera o uniforme elegante (“onde já se viu meia calça verde?”, escutei), eu penso que o uniforme da tripulação de uma companhia aérea pode, sim, ir além da elegância tradicional e arriscar, ser lúdico, um statement. Pois o que eu posso garantir hoje, depois de ver os funcionários da Alitalia andando pelos aeroportos do mundo, é que eles não passam despercebidos em nenhum lugar. Quer melhor branding ?

Depois de vinte anos usando os mesmos uniformes (lembrando que Mila Schön — em 1969 e 1972 — e Giorgio Armani — em 1991 — já assinaram os uniformes da Alitalia; os últimos eram da Mondrian, uma casa di moda  de Modena, de 1998), a coleção criada pelo estilista baseado em Milão Ettore Bilotta (o mesmo que desenhou os últimos uniformes da Etihad Ver Mais →

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Four Seasons Milano: um óasis monástico na melho...

Um hotel na melhor localização da cinzenta Milão, numa ruazinha estreita e intimista, com um lindo, escondido (assim como todos os cortili  da cidade) e bem cuidado oásis verde, que ocupa o pátio interno do que foi por quase trezentos anos um convento (o Santa Elisabetta funcionou aqui até 1782), faz do Four Seasons Milano um dos mais especiais endereços para você chamar de seu na cidade (outro hotel com jardim de que a gente gosta é o Bulgari, em Brera). Aberto em 1993, depois de seis anos não só de construção e reforma mas também restauração de muitos elementos que foram sendo descobertos durante as obras — como os afrescos, os pilares e as abóbadas originais que estavam escondidos por trás de paredes de tijolos de uma reforma no século 18 (o que fez com que o projeto tivesse de ser inteiramente revisto) —, o Four Seasons combina respeito à história, serviço cortês, excelente e constante, uma elegância simples nos ambientes (uma herança monástica, talvez?; com exceção dos luxuosos banheiros) e integração com as novas tecnologias (tudo bem, faltam tomadas Ver Mais →

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Saint-Martin: A ilha dividida e plural, europeia e...

São quatro os territórios franceses no Caribe: as vizinhas ilhas de Saint-MartinSaint-Barthélemy (Saint-Barth, para os íntimos), a Martinica, e as cinco ilhas que formam a Guadalupe. E, assim como existiam as Antilhas Holandesas, dissolvidas em 2010 (hoje Curaçao, Aruba e Sint Maarten têm status  de país), essas oito ilhas fazem parte das Antilhas Francesas (Antilhas é o nome dado ao conjunto de todas as ilhas do Mar do Caribe: das grandes como Cuba e Haiti / República Dominicana às pequeninas Santa Lúcia e Granada). Mas Saint-Martin tem algo de diferente. Apesar de uma importante guerra entre os países no século 17, parece que não é só na combinação das cores das bandeiras nacionais (até a sequência das cores é igual) e nos negócios que franceses e holandeses se dão bem — a KLM e a Air France, duas companhias aéreas cuja comunicação a gente adora cada vez mais, são hoje uma só empresa, apesar das identidades próprias —, mas também no Ver Mais →

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A Simonde está em viagem: Saint-Martin

Hoje estou embarcando para Saint Martin, esta ilha no Caribe que é dividida entre a França e a Holanda desde 1648 e que tem um dos aeroportos mais famosos do mundo, o Princess Juliana (e eu estarei lá na praia vendo os aviões pousarem e decolarem!). Na foto, a minha casa nos próximos seis dias: o Belmond La Samanna, o único hotel cinco estrelas da parte francesa da ilha (do lado holandês, também só tem um outro hotel cinco estrelas). Se você quiser acompanhar pílulas da viagem, que está com uma programação incrível, em tempo real (antes que elas se transformem em matérias no site da Simonde), é só seguir @iwashitashoichi tanto no Instagram quanto no Snapchat. Até a volta!

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Courchevel: Hôtel des 3 Vallées, hotel design be...

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a decisão do governo francês de construir a estação de esqui de Courchevel {saiba mais sobre a pequena história de Courchevel, clicando aqui}, eles tiveram de construir um prédio para abrigar a equipe que trabalharia no projeto (imagina levar todo o material de construção para uma montanha, a 1850 metros de altitude, quando ainda não havia estradas). E é nessa construção histórica, de 1947, o primeiro edifício de Courchevel, que está o Hôtel des 3 Vallées, um hotel design  de quatro estrelas, charmoso e aconchegante, e muitíssimo bem localizado (você vai estar a dez passos do Génepi, um dos meus restaurantes favoritos, de cozinha típica savoyarde; a 150 metros do Chabichou, restaurante dois macarons  Michelin, e do Pomme de Pin, lugar perfeito para um almoço com vista linda para a cidade e as montanhas; a três minutos a pé da Croisette e das lojas de aluguel de esquis; a cinco minutos do centrinho de Courchevel, com o escritório de Ver Mais →

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Courchevel: A melhor região e como escolher o seu...

A primeira coisa na qual você precisa se atentar antes de definir o hotel é o seu nível de esqui. Quase todos os hotéis e chalés em Courchevel 1850 são ski in ski out  (têm acesso direto às pistas, sem a necessidade de andar ou pegar carro), mas não adianta ser ski in ski out  se você tiver de pegar uma ladeira íngreme — com o risco de perder o controle da velocidade e se espatifar — para chegar à Croisette, o local central onde ficam os instrutores e de onde saem os teleféricos para todas as pistas, de todos os níveis, de Courchevel e dos Três Vales. Por isso, informe-se antes sobre o nível de dificuldade da pista na saída do ski room  do hotel e a distância do hotel até a Croisette (pergunte se eles têm carros disponíveis, ou navettes, que possam te levar pra lá). Se você for iniciante e se hospedar num hotel ao lado de uma pista azul (o segundo nível de dificuldade, depois do verde, que é o mais fácil), com algumas ladeirinhas assustadoras, não tem jeito: vai ser melhor ir andando com suas botas e Ver Mais →

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Courchevel: Preparação completa para o esqui (al...

É imperativo que você contrate um seguro-viagem para eventuais despesas médicas antes de sair do Brasil. Se problemas de saúde podem acontecer a qualquer momento, as chances crescem consideravelmente quando se viaja para praticar um esporte que envolve quedas durante o aprendizado (tem os escorregões no gelo que você pode levar andando pelas ruas também). Mas não se atenha a esses que os cartões de crédito oferecem quando você compra as passagens usando o cartão (apesar de cumprirem com os requisitos do Tratado de Schengen), pois eles só reembolsam as despesas médicas depois que você voltar de viagem (e é toda  uma burocracia, e as despesas que você terá de pagar no hospital não são NADA baratas — ainda mais longe da cidade, no meio da montanha, em euro — e você ainda corre o risco de não ter limite no cartão de crédito para pagar a conta). Por isso, sempre contrate o seguro de alguma empresa especializada em viagens que Ver Mais →

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Courchevel: Quando ir e a melhor maneira de se che...

Chegar a Courchevel exige um pouco de planejamento, e da porta da sua casa até à porta do quarto do seu hotel, seguindo o nosso plano, você vai levar exatamente 24 horas. É claro que estando na Europa, são centenas as possibilidades de se chegar à estação estando em qualquer cidade (em alguns dias da semana tem até Eurostar saindo de Londres St Pancras para Lyon), mas abaixo você encontra a melhor maneira de se chegar a Courchevel partindo do Brasil, tanto em consideração ao orçamento quanto à praticidade.

QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA IR?

A temporada de esqui em Courchevel vai do começo de dezembro a fim de abril (e 95% dos hotéis fecham mesmo antes do fim da temporada, no fim de março ou nos primeiros dias de abril), sendo a altíssima temporada, a mais concorrida (logo, a mais cara), as duas últimas semanas do ano, que incluem Natal e Ano Novo (férias escolares na Europa), a primeira semana de janeiro (a primeira semana do ano é feriado na Rússia, que culmina com o Ver Mais →

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Courchevel: Como uma vila construída no nada se t...

Courchevel é uma estação de esqui nos Alpes franceses, coladinha com a Itália (quase no meio exato  do círculo que formam Lyon, na França, Genebra, na Suíça, e Turim, na Itália), a primeira a ser construída no meio do nada  pelo governo francês (imagina levar água e eletricidade para o meio de uma cadeia de montanhas a 1600 metros de altitude?), depois do fim da Segunda Guerra Mundial (em 1946), aproveitando uma das paisagens mais lindas do país para desenvolver o turismo na região (gerando empregos e fazendo com que os locais não emigrassem; a coisa não estava nada fácil para os franceses depois da Segunda Guerra) e ainda oferecer aos franceses mais uma opção de lazer nas montanhas. Não é um destino de esqui tão antigo quanto Saint Moritz ou Chamonix (St. Mortiz, na Suíça, começou com a prática de esportes de neve em 1871, e Chamonix, perto de Courchevel, nos pés do Mont Blanc — sim, esse que inspirou e fica também no topo da caneta —, em 1924 já havia sediado os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno), mas é dos mais luxuosos e bem Ver Mais →

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A Simonde está em viagem: Courchevel e Milão

Nesta terceira semana de março, a Simonde estará em Courchevel, uma dos destinos de esqui mais antigos e sofisticados do mundo, e Milão, cidade do Scala, e capital mundial do design  e uma das três mais importantes da moda. Se você quiser acompanhar pílulas da viagem, que está com uma programação incrível, em tempo real (antes que elas se transformem em matérias aqui no site), é só seguir @iwashitashoichi tanto no Instagram quanto no Snapchat. Até a volta!

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A rota das tapeçarias na França

O luxo-ostentação como a gente conhece hoje foi criado na França de Luís 14 (rei de 1643 a 1715) e estimulado por seu visionário Ministro das Finanças, Jean-Baptiste Colbert, para quem a França deveria exportar para o mundo o estilo de vida da corte francesa — e, consequentemente, melhorar a balança comercial através do aumento das exportações e, de quebra, a imagem do rei. Assim, Paris se tornou a principal referência de estilo em todas as cortes europeias e em todas as áreas — moda, artes, etiqueta, gastronomia, vinhos, joias, e artes decorativas: floresceram nessa época as manufaturas de cristais (Saint-Louis, Baccarat), porcelanas (Sèvres, Limoges), pratarias (Christofle), rendas (Alençon, Puy), móveis e tapetes (Savonnerie) e tapeçarias (Gobelins, Aubusson e Beauvais).

Apesar de a tapeçaria ter tido grande tradição também em Flandres (atual Bélgica), essa particularidade histórica relacionada ao mercado do luxo — e até hoje um dos alicerces da economia e do soft power franceses — talvez explique por que a França hoje seja o único Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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São Paulo, o melhor bairro e os melhores hotéis ...

São Paulo é a megalópole carente de bons hotéis bem localizados. Não dá para entender por que a maior e mais rica cidade da América do Sul não conseguiu manter hotéis históricos — como o Rio que tem o Copacabana Palace — nem tem hotéis de redes como Mandarin Oriental, Ritz Carlton, Four Seasons, Park Hyatt (diferentemente de nossas vizinhas Buenos Aires e Santiago). Alguns dos melhores hotéis da capital paulista não têm piscina e quando tem são indoor, cobertas (putcha, estamos no Brasil, país de Sol abundante), nem banheiras em quartos cujas diárias custam R$ 3 mil, a não ser que você pague por um quarto superior (nada simpático, né?). Clique aqui e conheça o manifesto Simonde do hotel perfeito

ONDE FICAM AS COISAS LEGAIS DA CIDADE?

Assim como Paris tem aquela linha imaginária que começa na Bastilha e vai até o Arco do Triunfo (mas vai além, até La Défense), passando pelo Marais, Louvre, Place de la Concorde, Champs-Elysées, que concentra grande parte das coisas incríveis da cidade, São Paulo tem um eixo — as avenidas Consolação e Rebouças — que liga o Centro a Pinheiros passando Ver Mais →

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São Paulo vista do alto de um drone

Ver uma cidade pela janela do avião, do helicóptero ou do topo de um edifício bem alto — de preferência sem construções vizinhas — sempre nos dá uma nova perspectiva da paisagem, do entorno, do contexto da cidade. E com os drones, essas levíssimas máquinas voadoras com câmeras fotográficas que conseguem ficar completamente imóveis a até 500 metros de altura, as imagens são ainda mais impressionantes. O perfil Do.Alto tem feito um belíssimo trabalho de fotografar a cidade de São Paulo, literalmente do alto, para mostrar a beleza dos desenhos dos principais pontos da cidade a partir de pontos de vista quase inacessíveis ao nosso olhar.

DRONE NÃO É BRINQUEDO

O engenheiro civil Renan Pissolatti é de Campinas mas, ao trabalhar num projeto em São Paulo, aproveitou sua paixão por fotografia e tecnologia para conhecer a cidade também pelos “olhos” do seu drone, que não pesa nem dois quilos. “Mas drone  não é brinquedo. É um aparelho que pode causar acidentes aéreos, tanto por contato quanto por usar rádio- Ver Mais →

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Admiral’s Club, a sala VIP AA no Terminal 3 ...

A American Airlines disponibiliza dois tipos de salas VIP para os passageiros da companhia aérea e OneWorld: 1. a Flagship, exclusiva para passageiros de primeira classe ou com status  Esmeralda no programa de fidelidade OneWorld, com apenas quatro lounges  em Los Angeles, Chicago, Londres e Nova York, e 2. o Admiral’s Club, que possui mais de 50 lounges  espalhados por aeroportos do mundo e que está passando por uma modernização gigante; e Chicago e São Paulo, no Terminal 3, foram as primeiras cidades a serem contempladas com o novo conceito (mas a sala já existia no Terminal 2; o primeiro Admiral’s Club foi inaugurado em Guarulhos em 1994).

A sala, vizinha aos lounges  da Latam e do Mastercard Black (para chegar lá é só subir a rampa que fica ao lado do Starbuck’s da GRU Avenue em direção ao mezanino), é bem espaçosa — 850 metros quadrados, com capacidade para 262 pessoas — para os até seis voos da companhia que saem de Guarulhos todos os dias em direção aos Estados Unidos, Ver Mais →

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17 coisas que você não sabe sobre Berlim

Todo mundo já ouviu falar várias coisas sobre a poor-but-sexy  Berlim: a malha cicloviária é maravilhosa; é uma cidade multicultural e prafrentex; a cena artística, mais especificamente arte de rua, é uma das mais ricas do mundo; é o paraíso da comida orgânica, das jornadas de trabalho reduzidas, do lifestyle  mais tranquilo, menos consumista. Certo? Mas, completei um ano morando na capital da Alemanha e preparei uma listinha de 17 coisas (legais ou inúteis) que eu observei ao longo desse tempo e você provavelmente não sabe se não conhece bem a Berlinda ou se não morar nessa danadinha. Divirtam-se.

1. As sirenes das ambulâncias são ridiculamente altas. Tipo enlouquecedoramente  altas.

2. Existe um jogo involuntário nos supermercados, que eu chamo de “jogo do empacotamento” e grito “valendo!” por dentro assim que chega a minha vez. O caixa é o seu adversário e você precisa empacotar mais rápido do que ele passa as compras. Depois de Ver Mais →

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Lindo Boeing 787-8 Dreamliner na rota São Paulo &...

Imagine viajar em uma aeronave 60% mais silenciosa, com janelas maiores (mágicas, sem persianas!), com sensores que reduzem a turbulência, pressão da cabine mais “próxima da terra” (de 8.000 para equivalentes a 6.000 pés, o que reduz a fadiga do nosso corpo), que gasta 20% menos combustível (diminuindo seu footprint  ecológico; qualquer voo internacional torra dezenas de milhares de litros de combustível no ar), que oferece mais espaço nos compartimentos para bagagem de mão (igual a menos tensão na econômica) e, principalmente, que consegue entregar mais umidade no ar (o ar dos aviões durante voo é mais seco que o mais seco dos desertos), o que faz com que você não precise pingar lágrimas artificiais nos olhos e soro no nariz, passar toda hora hidratante nos lábios, no rosto, nas mãos e tomar sete litros de água durante suas horas no céu. É essa experiência BEM mais confortável de viagem que oferece o Boeing 787-de-turbina-dentada-Dreamliner (e futuramente também seu primo concorrente de mesma categoria, o Ver Mais →

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Stonehenge, (quase) tudo sobre esse círculo de pedras

Antes de 1900, os visitantes que chegavam a Stonehenge recebiam cinzéis para lascar e levar um pedacinho das pedras mais famosas do mundo para casa. E eu sei que quando a gente chega a coisa que mais  chama a atenção são as pedras, colocadas aqui na mesma época da construção das pirâmides do Egito. Mas primeiro tente observar um círculo muito maior em volta delas, de aproximadamente 100 metros de diâmetro, que é formado por uma discreta valeta (ditch, em inglês) que circunda um montinho de terra (bank). É este trabalho de escavação circular feito — até agora sem explicação — pelo homem neolítico usando chifres de veados que leva o nome de henge, palavra que não tem tradução para o português. E são muitos os henges  espalhados pelo interior da Inglaterra. Mas para os arqueólogos, Stonehenge não é um henge, já que, tecnicamente, um henge é formado por uma “valeta no interior envolto por um monte de terra”; e aqui é o contrário. E por que Ver Mais →

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Stonehenge: informações práticas

Stonehenge está no meio do nada. Há vários tours  de meio ou um dia saindo de Londres e de Bath, mas eles ficam apenas duas curtas  horas em Stonehenge. Parece que é bastante tempo para ver apenas umas trinta pedras, mas acredite, não é. O ônibus vai te deixar na entrada do Visitor Centre e você vai pegar seu audioguide. Aí você vai ter de pegar outro ônibus — com uma filinha antes — que vai te deixar próximo ao círculo de pedras (que está a dois quilômetros da entrada). De olho no relógio, você nem terá tempo de escutar todas as informações do audioguide  e já terá de pegar o ônibus de volta ao Visitor Centre (você não vai querer dar uma de mal educado e se atrasar), quando você tampouco terá tempo de visitar o pequeno mas ótimo museu, quem dirá visitar a loja e comer alguma coisa com tranquilidade. Por isso, o ideal é que você tire o dia para fazer tudo com calma. Por que é muito interessante. Para agendar o dia e o horário e comprar o seu ingresso para Stonehenge pelo site da English Heritage, clique aqui. O ingresso custa £ 14,50 libras por adulto. (Mas veja também abaixo Ver Mais →

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Será o fim das gorjetas em Nova York?

A gorjeta — obrigatória, senão o garçom sai correndo atrás de você na rua — é uma instituição norte-americana (o oposto do Japão, onde gorjeta é insulto). Mas, parece que isso vai começar a mudar a partir do fim de novembro, quando os checks  do The Modern não virão mais com a linha onde você escreveria os 20% de tip. A implementação da taxa Hospitality Included em todos os 13 restaurantes do Union Square Hospitality Group (grupo ao qual pertencem o restaurante do MoMa, o Gramercy Tavern, o Union Square Cafe, entre outros) vai demorar um ano e não quer dizer que a sua conta vai ficar mais barata por causa da ausência da gorjeta, mas sim que os preços dos cardápios ficarão até 35% mais caros. Mas, Danny Meyer, dono do grupo, acredita que, assim como os clientes pagam mais caro para comer alimentos locais e orgânicos, eles vão aceitar pagar mais Ver Mais →

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Checklist definitivo para viagens: o antes

Viajar é um dos grandes prazeres da vida. Mas, também pode ser fonte de uma série de problemas (saúde, tempo, desastres naturais, greves de transporte e companhias aéreas, crimes e roubos, perda de documentos, companheiros de viagem problemáticos). Por isso, cuide daquelas variáveis que estão sob seu controle e viaje de forma organizada e tranquila seguindo a nossa lista definitiva de tarefas pré-viagem.

E vamos começar nossos preparativos com três meses de antecedência:
3 meses antes: PESQUISA DE RESTAURANTES E ATRAÇÕES QUE EXIGEM RESERVAS ANTECIPADAS
— Se você gosta de frequentar os grandes restaurantes de Nova York ou Paris é hora de fazer sua pesquisa e fechar a lista de restaurantes onde você quer comer, e já se informar sobre a política de reservas de cada endereço. Tem restaurantes que abre a agenda com dois meses de antecedência, outros com 28 dias. E, sendo muito concorridos (gente do Ver Mais →

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Hamburgo: Os 15 passeios essenciais

Para já ver o que a cidade tem de mais emblemático, a primeira coisa que você deve fazer ao chegar em Hamburgo (caso você não esteja hospedado no Vier Jahreszeiten) é ir para Jungfernstieg. Desça na estação de metrô (U-Bahn, em alemão) Rathaus, cruze a Rathausmarkt, que é a praça onde fica o Parlamento desta cidade-estado e onde acontece o mercado de Natal (não sem antes admirar sua arquitetura neorenascentista, sua fachada ricamente decorada), centro da Cidade Antiga de Hamburgo, e você já verá do outro lado um canal, com prédios de cinco andares onde ficam as charmosas arcadas do Alsterarkaden. Vire à direita, caminhe até a ponte e você já verá o Binnenalster, que é o lago-irmão do bem maior Alster (ou Aussenalster), e que serve de ligação entre o Alster e o canal que leva para o Rio Elba.rathaus-hamburg-hamburgo-alemanha

JUNGFERNSTIEG

A Jungfernstieg é o nome desta rua-promenade  de comércio elegante (é aqui, de frente para o lago, que fica a Alsterhaus, a loja de departamentos mais sofisticada de Hamburgo), onde no passado os pais traziam suas filhas solteiras (as “jungfern”) para apresentá-las para a sociedade. Foi a primeira rua da Alemanha a ser pavimentada, em 1838. Como na Ver Mais →

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LATAM: a nova marca da Lan e da Tam

A LAN e a TAM anunciaram hoje a nova marca, única, nas cores índigo e coral, que será utilizada a partir de hoje, para o mercado e para o mundo. As mudanças na comunicação das empresas (que passa a ser uma, que será o maior grupo de companhias aéreas da América Latina), nos escritórios, nos sites, nos uniformes, nas aeronaves, começam a partir do primeiro semestre de 2016 e deve demorar três anos para que o processo seja completado. latam-nova-marca-lan-tam-alta

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O café da manhã perfeito

Quando o assunto é café da manhã, não há nada mais incrível NO MUNDO que nossos queridos chapeiros, personagens centrais das padarias paulistanas, essas instituições facilmente encontradas em cada esquina. Junto com gigantesca oferta de ingredientes, eles são rápidos e acessíveis, montam o sanduíche do jeito que a gente quiser (mais ou menos queijo ou manteiga, tomates cortados fininhos, “pode muçarela em vez de queijo prato e peito de peru em vez de presunto?”, eu sempre pregunto), e junto com os sucos e vitaminas (o leite pode ser integral ou desnatado, com ou sem aveia) e o espresso  nosso de cada dia, fazem com que sejamos muito mimados e encontremos bastante dificuldade em ter a mesma atenção em cafés da manhã pelas ruas de cidades como Paris ou Nova York.

Mas é quando o assunto é ambiente e a qualidade — principalmente de pães e café (pois frequentar Paris e Nova York também nos deixa mal acostumados com suas baguettes  de crostas finas e crocantes e som inconfundível durante a mordida e espressi  e latti  tirados Ver Mais →

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Hamburgo: o melhor bairro e os melhores hotéis

O melhor de Hamburgo é que se hospedar em hotéis de luxo como Fairmont ou Park Hyatt custa BEM mais barato que em cidades como Paris, Nova York ou Londres. A diferença no preço entre uma diária no Park Hyatt de Paris para o Park Hyatt de Hamburgo no mês de julho, por exemplo, é de 600 euros (!), sendo que o quarto em Hamburgo oferece o mesmo nível de conforto (não tem todo o ouro dos detalhes do de Paris, é verdade), e é quase 10 metros quadrados maior.

BAIRRO PREFERIDO EM HAMBURGO
Nossa região predileta nesta cidade hanseática são Neustadt / Altstadt (cidade nova / cidade velha) que circundam o lago Binnenalster, o irmão menor do lagão  Alster. Porque é lá que fica o comércio de luxo da cidade; a moderna casa de ópera, a Hamburgische Staatsoper; os restaurantes Haerlin e o Seven Oceans; e é de lá que você tem uma das vistas mais fotogênicas da cidade (além dos jardins e dos edifícios em volta do lago): a do Rathaus, o parlamento desta cidade-estado Ver Mais →

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25hours, o único e hipster hotel em HafenCity

Junto com a carta de boas vindas, o que te espera no quarto, em vez de vinho ou champagne, é uma garrafinha da Astra, a cerveja de Hamburgo, que tem uma âncora como símbolo. O porto e as navegações foram as principais inspirações para a concepção do 25 hours Hotel HafenCity. Nem a vista para o pântano, que fica entre o hotel e o rio Elba, nem a ausência de banheiras nos quartos, academia e room service  tiram o brilho deste hotel hipster-chic  (o décor  é industrial, mas não ocupou um prédio antigo e abandonado, já que foi impecavelmente construído para parecer  industrial). Você vai ter bicicletas (com nomes como Ida, Jette, Hans, Klaus), capas e guarda-chuvas à sua disposição, sem custo, para percorrer a cidade (lembre-se: em Hamburgo pode chover a qualquer hora); vai ter contêiner convertido em sala de reunião onde você pode assistir ao jogo de futebol tomando cerveja; salas de convivência no primeiro andar com iMacs, Atari Ver Mais →

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Hamburgo: Informações práticas

Hamburgo, em um aspecto apenas, é — mais ou menos — como São Paulo. Não é a capital da Alemanha mas, terra natal de Jil Sander, Karl Lagerfeld, Joahnnes Brahms, é sua cidade mais rica, mais sofisticada. Com o status  de cidade-estado (uma das três da Alemanha, junto com Berlim e Bremen) e com apenas dois milhões de habitantes, Hamburgo é segura, organizada e cheia de água e de verde, é uma metrópole cosmopolita ideal para viajantes que buscam cultura, arquitetura, consumo e boa comida (já falei das cervejas e dos bolos?) num ritmo nada frenético, diferente de outras metrópoles europeias — e de São Paulo.

MELHOR ÉPOCA PARA VIAJAR
Muito próxima do oceano e com um rio enorme e vários lagos e canais, some a chuva e você verá que água é o que não falta em Hamburgo. Chove a qualquer hora, o ano todo (pode chover e abrir o Sol 45 vezes no mesmo dia). E água e vento demais simplesmente não combinam com frio, não dá vontade de sair do hotel. Por isso, para aproveitar ao máximo as Ver Mais →

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Miniatur Wunderland

Você vai subir dois andares das escadas de um edifício histórico — um dos armazéns do Speicherstadt — e quando passar da bilheteria (agende o seu horário com antecedência porque você pode pegar fila ou mesmo não conseguir entrar), você vai entrar no sótão de sonhos dos irmãos Gerrit e Frederik Braun. Depois de dez anos e dez milhões de euros, os gêmeos transformaram um projeto desacreditado pela cidade e pelos investidores na atração mais visitada de Hamburgo. E da Alemanha. São 1,6 milhão de visitantes por ano; mais que o Castelo de Neuschwanstein, símbolo da Alemanha, e com mais de 100 anos de idade.

E o clima do Miniatur Wunderland é exatamente esse. O de jovens que criaram um — mega — negócio na garagem (não espere um prédio e ambientes com beleza e organização à la Disney). Mas eles impressionam mesmo é com o trabalho minucioso, aquele que apenas pessoas apaixonadas conseguem realizar, e os números superlativos: em 1300 metros Ver Mais →

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Hamburgo, uma introdução

Diferentemente da católica Munique — uma vez capital de um reino, a Baviera — ou Berlim — capital de outro reino, a Prússia, e hoje da Alemanha —, Hamburgo nunca foi capital de um império, de um reino ou de um país; nunca foi regida por um monarca. Você não encontrará palácios que pertenceram à nobreza. O edifício mais imponente desta Stadtstaat (cidade-estado, uma das três da Alemanha, junto com Berlim e Bremen) com o maior PIB do país (e um dos maiores da Europa) não é nenhuma residência real, mas sim o parlamento, o Rathaus, um símbolo da democracia e da independência experimentada ao longo dos séculos por essa cidade onde a liberdade comercial e as regras do mercado sempre reinaram. Cidade onde o dinheiro — e não a religião ou a nobreza — sempre falou mais alto.

O comércio marítimo moldou o mundo como conhecemos hoje. Diferentemente dos trens (século 19) e dos aviões (século 20), a história do mar como meio de transporte pode ter começado há 45 mil anos (antes de Cristo, já existiam rotas de comércio marítimo no Egito Ver Mais →

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Lucknam Park Hotel & Spa

Sempre sonhei chegar naquelas enormes propriedades aristocráticas em que você precisa andar de carro por uma estrada cercada por árvores frondosas para se chegar à mansão; como nos filmes. Tudo bem que seria mais apropriado usar como meio de transporte um New Phantom, um Rolls Royce dos anos 1920 com chauffeur, mas o táxi comum que nos trouxe de Bath para o Lucknam Park Hotel & Spa, num lindo percurso de 9 quilômetros entre cidade e o hotel, não fez com que meu encanto diminuísse quando os portões da propriedade se abriram e depois de alguns minutos nós avistamos a casa, lá no fundo, emoldurada pelo verde das quatrocentas limeiras e faias plantadas em 1827. E, do momento que chegamos à hora da partida, foi puro encanto.

Se Downtown Abbey  está mais para Cliveden (outro hotel Relais & Châteaux próximo de Heathrow), Lucknam está mais para Jane Austen; que tem tudo a ver com Bath  e é como estar indo a um dos bailes de Pride & Prejudice. A casa, construída ao longo de nove Ver Mais →

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Thermae Bath Spa, um spa superlativo

Não tem o serviço de bar da piscina do Fasano Rio, a paisagem não é natural como nas piscinas infinitas com vistas cinematográficas das praias e ilhas mais lindas do mundo (e fotos e selfies não são permitidas; ai, que vontade que dá…), mas se banhar na piscina do topo do prédio principal do Thermae Bath Spa, em Bath, com vista para a Abadia da cidade (onde foi coroado o primeiro rei da Inglaterra) e para toda a arquitetura georgiana e as colinas que circundam a cidade é uma das experiências mais incríveis e essenciais de uma viagem à Inglaterra. E a água é quente — naturalmente quente —, enriquecida com 43 minerais (naturalmente, já que a água vem das profundezas do solo), e é o único lugar em Bath onde você pode ter a experiência que romanos e nobres ingleses tiveram, ao longo de dois mil anos, nesta cidade que foi fundada e ficou famosa por suas três fontes termais — as únicas hot springs de todo o Reino Unido — cujas águas chegam ao solo a uma Ver Mais →

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Bath: a água de 10.000 anos

Se a maioria das grandes cidades da Europa surgiu em volta das águas frias (na verdade, mais para geladas) de um rio ou do mar, Bath foi fundada não por causa do rio Avon, que cruza a cidade, mas sim por causa das águas quentes que vêm do fundo do solo; mais precisamente, de 2700 a 4300 metros de profundidade. Só nas termas romanas (the Roman Baths ), uma das atrações históricas da cidade, 1 milhão 170 mil litros de água (!), a uma temperatura de 46º C, brotam da terra todos os dias. E em quase três mil anos, vêm oferecendo conforto e prazer — quando não curando, já que os povos antigos acreditavam que essas águas eram medicinais — para gerações e gerações de celtas, romanos, peregrinos medievais, socialites  georgianas e geriatras vitorianos e, hoje, viajantes de todo o mundo.

Mas essa água não “brota” nas profundezas do solo, não é uma água vulcânica. A água quentinha em que você vai se banhar no Thermae Bath Spa tem 10 mil anos de idade. Caiu como chuva no período Neolítico (Idade da Pedra Polida), entrou por uma falha geológica, foi aquecida por rochas subterrâneas e, ninguém sabe como e por quê (por isso que os povos antigos atribuíam o feito à deusa celta Sulis; os romanos a chamaram de Sulis Minerva), sobem por quilômetros — através da pressão — para a superfície da Terra, ainda quente, enriquecida com 43 minerais e grandes concentrações de sódio, cálcio, sulfato, cloreto, bicabornato, magnésio, silício e ferro.

Apesar de existirem outras fontes com água quente na Inglaterra (Matlock, Droitwich), é em Bath que as águas são mais quentes: de todas as três fontes da cidade saem águas a uma temperatura superior a 40 graus Celsius e, por isso, a cidade é considerada, segundo os padrões técnicos, como a única região com fontes termais (hot-hot-hot, acima dos 37º C) do Reino Unido, e uma das mais quentes da Europa.

E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO DE BATH E DE STONEHENGE:
Bath, uma introdução
Bath: a água de 10.000 anos
Bath: Informações Práticas
Thermae Bath Spa, um spa superlativo
Lucknam Hotel Park & Spa
Stonehenge: (quase) tudo sobre esse círculo de pedras
Stonehenge: quando e como visitar

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Bath, uma introdução

Não há melhor jeito continuar sua saga em busca da alma e tradição inglesas que pegar 1h30 de trem a partir da estação Paddington, em Londres, e ir curtir as fontes de água quente — a única do Reino Unido, riquíssima em minerais — desta que é uma das cidades mais sofisticadas, famosa nas artes e na literatura, e com uma das histórias mais fascinantes da Inglaterra. A aristocrática Bath, que é cercada por sete colinas, apesar do complexo de termas romanas que datam do século 1, entrou para o circuito de nobres, ricos e famosos durante o reinado dos quatro Georges, da Casa de Hanover, nos séculos 18 e 19. Por isso sua arquitetura georgiana (mas não qualquer  georgiana; uma georgiana neoclássica bem imponente, com inspirações palladianas), que lhe valeu o posto de único lugar do Reino Unido cuja cidade inteira é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Foi um príncipe bretão leproso, Bladud (ele teria curado sua lepra ao ter contato com a água quente que brotava da terra), que fundou a cidade em 863 a.C. (pelo menos, conta-se a lenda); foi na Abadia de Bath que o primeiro rei oficial  da Inglaterra, o anglo-saxão Ver Mais →

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Bath: informações práticas

Para ir à Bath, primeiro você terá de estar em Londres. Pegando um trem da First Great Western, saindo de Paddington, no centro de Londres, com destino a Bristol, você chega em Bath Spa (o nome da estação; você não vai achar um trem para apenas “Bath”), numa viagem que dura 1h30. (Tem também trens saindo de Waterloo, que são mais baratos porque são mais lentos, param mais e demoram mais para chegar; por volta de 2h30.) Ao chegar em Paddington, fique de olho nos letreiros, já que a plataforma em que o trem irá sair só é definida 20 minutos antes da partida do trem (no entanto, você verá o trem com destino a Bristol já nos letreiros, só que sem o número da plataforma). Se você estiver viajando em primeira classe, ela ocupa os primeiros carros, o que não é um problema, mas, se você estiver viajando em segunda classe, o seu carro por estar lá no fim Ver Mais →

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Chineses desafiam o luxo parisiense

A relação entre o luxo francês e a China não é nova. Luís 14, o Rei Sol, já era apaixonado pelas lacas, sedas e porcelanas chinesas a ponto de construir para si e para a sua amante, a Marquesa de Montespan, o Trianon de Porcelaine, em Versailles. E até recentemente, a relação entre a elite francesa com os chineses ocorria apenas através do consumo de sua cultura, do exótico, com uma imagem extremamente negativa da política e do estilo de vida chinês atual. Mas quando os chineses conseguem se igualar — ou até superar — aos franceses, em sua capital Paris, numa das artes mais caras à sua secular art de vivre: o luxo e a arte de receber, é por que, definitivamente, não dá mais para associarmos essa república socialista às falsificações ou à produção em massa, a custo baixo e sem qualidade. Ou, pelo menos, não apenas. A China parece recuperar o seu papel de dominância, dessa que é uma das civilizações mais antigas do mundo (os primeiros fragmentos da seda que a gente tanto ama datam de 2850 anos antes de Cristo).

Em quatro anos (de 2011 a 2014), Paris recebeu quatro novos hotéis palácio (um seleto grupo de oito propriedades que estão acima dos cinco-estrelas). Os quatro vieram da Ásia. E três, da China (os três de Hong Kong): Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula (o Royal Monceau, da rede Raffles, é de Cingapura; e o Peninsula, por ter aberto há menos de um ano, ainda não tem oficialmente a distinção, mas com um investimento de mais de meio bilhão de dólares e tendo como base suas outras propriedades em Nova York e Chicago, é só uma questão de tempo). E, apesar de o discurso dos três hotéis ser de que “são hotéis franceses”, tanto o Shangri-La quanto o Peninsula possuem belos restaurantes de comida cantonesa.

Os turistas chineses movimentaram US$ 238 bilhões em 2014, ultrapassaram os norte-americanos e alemães tornando-se os turistas que mais gastam em viagens internacionais, e a França é o primeiro destino dos chineses quando eles decidem se aventurar fora da Ásia. O que explica, em parte, a entrada dos grupos asiáticos, que começam a marcar território na Europa, e, por consequência, o fechamento para reforma de grandes hotéis históricos da cidade, como o Crillon e o Ritz (o Plaza Athénée e o Bristol também passaram por recentes reformas); franceses até a alma. Por que se já era difícil concorrer com os chineses nos preços de produtos industrializados, parece que também não será fácil concorrer com eles quando o assunto é receber bem, na cidade que criou e que é sinônima de luxo.

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O hotel perfeito

Esse é o manifesto Simonde de hospedagem. Assim como sou apaixonado por aeroportos (faço questão de levar e buscar amigos e parentes só pra ter o pretexto), amo lobbies de hotel (e filmes que têm eles como cenários: de Morte em Veneza  a Lost in Traslation, passando por Week-End at the Waldorf, Grand Hotel e Uma Linda Mulher). É fascinante, nos lobbies de hotéis com localização central, observar pessoas de diferentes estilos, de todos os cantos do mundo, indo e vindo; homens e mulheres em papos de negócio, madames com seus cachorrinhos de estimação, famílias decidindo com o concierge o programa dos próximos dias, casais apaixonados que só conseguem enxergar um ao outro. Se o hotel tiver restaurante estrelado e bar animado, ainda melhor. Mas, mesmo que o hotel seja incrível, nunca deixo de frequentar os chás, os bares e os restaurantes de outros hotéis; simplesmente porque estão em hotéis. Se hospedar no hotel PERFEITO nem sempre é possível (e muitas vezes, hotéis da mesma categoria de preço entregam experiências bem diferentes), mas fizemos um exercício de imaginar o que um hotel tem de ter para fazer com que a gente se apaixone por ele. Assim, sinta-se livre em nos contar sua opinião e relatar suas experiências.

LOCALIZAÇÃO
Localização, localização, localização. O hotel pode ter a melhor estrutura do universo, mas ele não for o próprio destino — no caso de resorts, quando você já viaja com a intenção de não sair de lá —, não adianta ser incrível, ser desenhado pelo designer  X, se você tiver de gastar quarenta minutos para chegar aos cafés, restaurantes, lojas e atrações culturais mais legais (ou daquelas que você mais gosta); o que é bem fácil de acontecer nos grandes centros urbanos (e você sempre saberá, em cada cidade Simonde, quais são os bairros de que mais gostamos e por quê). Por isso, a região, o bairro, a rua são variáveis Ver Mais →

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EVITE: Cruzeiros em navios cada vez maiores

O embarque é uma ba-gun-ça (principalmente nos portos brasileiros). A decoração é sempre over, numa mistura de parque de diversões, Las Vegas e Emirados Árabes. As piscinas são de água salgada. E são lotadas. E barulhentas. (Ah, tem aqueles que, ANTES do café da manhã, já passam na piscina e deixam suas bolsas sobre as espreguiçadeiras para garantir seu lugar.) Para jantar, o restaurante é fixo, o horário é fixo, a mesa é fixa e se você se atrasar porque decidiu tirar aquele cochilinho de fim da tarde (teu horário de jantar pode estar marcado para às 19h), você NÃO VAI comer comida (vai ter de ir pro restaurante bandejão comer junk food; e lá, até você pegar o arroz e encontrar o feijão, no mesmo balcão mas a 500 metros de distância, sua comida já chegará à mesa fria). O fato de eu não conseguir tirar um cochilo depois de um dia inteiro de Sol e não conseguir jantar Ver Mais →

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Passo a passo: Como tirar o visto americano

Antes de qualquer coisa: primeiro tire o visto, depois compre a passagem e reserve o hotel. Se o seu visto for negado — apesar de que a taxa de brasileiros rejeitados é cada vez menor (hoje em torno de 6%) —, eles não reembolsam nem os US$ 160 (quase R$ 500) que você vai gastar para tirar o visto nem qualquer prejuízo que você tenha por não conseguir realizar a viagem. Os brasileiros gastam TANTO nos Estados Unidos que o sonho dos órgãos de promoção do turismo norte-americanos é acabar com o visto para brasileiros, mas por questões políticas (inclusive do governo brasileiro que não quer que ainda mais brasileiros optem por gastar seu dinheiro lá em vez de aqui, movimentando a economia americana) é bem improvável que isso aconteça. Ver Mais →

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Festival Música em Trancoso

Se há 45 anos Campos do Jordão tem seu impecável festival de música clássica que atrai pessoas para a cidade apenas para aproveitar a programação de Arthur Nestrovski / Marin Alsop num clima de montanha, Trancoso segue a mesma direção, sob as mãos de Sabine Lovatelli, da Mozarteum, com um festival de música à altura, mas que mistura do erudito ao popular, que tem tudo a ver com a Bahia. 

O Festival Música em Trancoso — o MeT —, já em sua quarta edição acontece este ano de 7 a 14 de março (de sábado a sábado), no belo Teatro L’Occitane, que fica no complexo Terravista (tem de ir de carro até lá porque é bem longinho do Quadrado).

Na programação, que conta com nomes importantes da música, como a soprano búlgara Vesselina Kasarova, o tenor argentino Enrique Folger, os maestros Roberto Minczuk, Carlos Moreno e Benoît Fromanger, o música Cesar Camargo Mariano e o sambista Paulinho da Viola, entre outros, cada dia é dedicado a um estilo de música: na abertura, no sábado dia 7, From America to France  faz uma viagem de Gershwin a Saint-Säens; no dia 8, Tango Meets Samba traz Piazzola e Caymmi no mesmo programa. Ainda tem um dia dedicado à bossa nova e outro à ópera. Para conhecer a programação completa, é só clicar aqui.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 100 por noite pelo site ingressorapido (clique aqui, apesar de alguns dias já estarem com ingressos esgotados). Para a comunidade, eles custam R$ 10 (muito legal isso).teatro loccitane musica em trancoso terravistaOs dois teatros, cada um com capacidade para 1000 pessoas, sendo o da direita a céu aberto. :- )
teatro loccitane musica em trancoso terravista
E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO  DE TRANCOSO:
Trancoso: Informações Práticas
Trancoso: O Quadrado
Trancoso: Praias
Trancoso: Hospedagem
Trancoso: Restaurantes
Trancoso: Comidinhas

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Pode levar bebidas alcoólicas no avião?

Em voos internacionais, não tem jeito. Se estiver levando ou trazendo bebidas alcoólicas, tem de despachar dentro da mala (e rezar para que as garrafas — e suas roupas — cheguem intactas no destino). Mas, nos voos dentro do Brasil, você pode levar na bagagem de mão até cinco garrafas de vinho, uísque ou de cerveja (ou qualquer outra bebida com menos de 70% de álcool), desde que cada garrafa não ultrapasse um litro.

Quando você está levando preciosas garrafas para alguém, a última coisa que você quer é lidar com a frustração de não conseguir presentear seu amigo ou anfitrião. Por isso, despachar as garrafas — sabendo como os funcionários das companhias aéreas tratam as nossas malas — pode se tornar uma Ver Mais →

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Raízes ou asas?

raizes-e-asas-2015Nós, da Simonde, nascemos com asas. Seja para voar pelos infinitos universos interiores dos sentimentos, das leituras e das ideias para enxergar o mundo de muitas e das mais diferentes maneiras, seja para voar para outras paisagens, destinos e pessoas neste tão vasto universo. Que 2015 seja um ano de liberdade, de muito vento na cara, de praias, céus e estradas, com saúde, prosperidade e, principalmente, de compaixão para com todas as “imperfeições” — ou apenas diferenças — mundanas, dos outros e das nossas, e MUITA, mas MUITA comida gostosa acompanhada de pessoas queridas, regadas a boas bebidas e papos iluminados. We’re back, baby. 明けましておめでとうございます. Joyeux 2015. 

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Enormes Airbus sendo caças

De cabine “extra larga”, o Airbus A350 foi criado para competir com o Boeing 787, tem capacidade para até 550 passageiros, envergadura (distância entre a ponta de uma asa à outra) de 65 metros e vai começar a voar com a Qatar Airways em janeiro de 2015 (mas a TAM já recebe seus primeiros exemplares também em 2015). O que aconteceria se cinco aviões deste tamanho fizessem manobras inspiradas nas apresentações de caças? Só pra comparação, num caça MIG-31 só cabem DUAS pessoas e sua envergadura é de 13 metros. Assista ao vídeo produzido pela Airbus, mas já pule para o minuto 3’18, que é quando começa a apresentação, com momentos de emoção em 4’10 e 5’15. De arrepiar.

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As companhias aéreas emirati

Enquanto Dubai em apenas trinta anos deixou de ser um deserto e se transformou num destino turístico superlativo (prédio com um quilômetro de altura, ilhas artificiais, pistas de esqui em shopping center), Abu Dhabi sempre foi a irmã mais velha, mais discreta, maior e RYKA. Simplesmente rica: 95% do petróleo e do gás natural existentes nos Emirados Árabes Unidos (a sexta maior reserva do mundo) estão no Emirado de Abu Dhabi, cuja capital é a cidade de Abu Dhabi, e que, por sua vez, é a capital dos Emirados Árabes (seguiu?).

Os Emirados Árabes Unidos são um país fundado em 1970 composto por sete — quase eram nove — emirados soberanos (o Bahrein e o Catar optaram por tornar-se independentes). Cada emirado é governado por uma família real, todos parentes, mas, especialmente os emirados de Abu Dhabi e Dubai são governados por duas famílias mais próximas, que descendem do clã Bani Yas: os Al Nahayan, que reinam Ver Mais →

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Villa GRU

As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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A excelência Varig ainda voa os nossos céus

Era uma manhã movimentada no Aeroporto de Porto Alegre. Entre filas e bocejos, centenas de pessoas embarcavam para os mais diferentes destinos do Brasil, e quem diria, do mundo! O majestoso Salgado Filho ainda parece tímido ao exibir alguns voos que, aos poucos, colocam a capital gaúcha no mapa das rotas internacionais: Lisboa, Lima, Buenos Aires, Miami e Cidade do Panamá, destinos que se misturam nos placares informativos com Santa Maria, Chapecó, Joinville e várias capitais brasileiras incluindo meu destino naquela manhã: Curitiba.

Ao dar uma rápida espiada no pátio das aeronaves, já fica claro que a Gol e a Azul estão disputando a preferência gaudério* por gaudério. Não é difícil encontrar diversos voos para os mesmos destinos nos mesmos horários nas duas companhias. A TAM continua lá, discreta, mas trazendo aeronaves cada vez maiores para o extremo sul do Brasil. Um luxo que Porto Alegre sempre esnobou entre as vizinhas da região: receber aviões maiores e mais Ver Mais →

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Torre Eiffel estreia chão de vidro

Para comemorar os 125 anos de aniversário, la Dame de Fer, o apelido da Torre Eiffel (a pronúncia correta é “effél”, sem pronunciar o “i”), reinaugurou o seu primeiro andar depois de uma reforma de dois anos em seus 5400 metros quadrados. A 57 metros de altura,  além do restaurante 58 Tour Eiffel, que ganhou ares contemporâneos, o andar agora conta com um salão de eventos com 7 metros de pé-direito e novo espaço museográfico. O destaque, no entanto, fica por conta das balaustradas e chão de vidros no vão interno (a parte mais larga do chão de vidro tem 1,85 metro), que têm agradado bastante os turistas na hora de tirarem sua selfies. Saiba TUDO TUDIN sobre a Torre Eiffel, clicando aqui.

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A balaustrada e o piso de vidro, nova atração do primeiro andar da Torre Eiffel, em Paris. Imagens: E. Livinec – SETE

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Shinkansen, 50 anos, nenhum acidente

Lançado em outubro de 1964, o Shinkansen, o trem-bala japonês, comemora, em outubro de 2014, 50 anos, 5,5 bilhões de passageiros transportados e NENHUM acidente fatal. Média de atraso de todas as viagens dos trens em TODA a sua história: menos de um minuto. O primeiro serviço ligava Tóquio à Osaka, quando o Japão ainda não era nada da maravilha que é hoje; mas prometia, e o Shinkansen, a 320 quilômetros por hora, se transformaria num símbolo das transformações do país (os trens de alta velocidade para as massas só entrariam em operação na Europa dez anos depois) e reduziria para três horas a viagem entre as duas cidades (essa era uma região altamente povoada e o Japão não queria depender da importação de petróleo para transportar as pessoas).

Hoje, o Shinkansen liga o Japão do extremo norte de Honshu (ilha maior onde fica Tóquio e Osaka) até o extremo sul de Kyushu (ilha ao Sul, onde fica Kumamoto, a cidade onde meu pai nasceu); só não cobre ainda Hokkaido (linha em construção). Apesar de não haver mais Ver Mais →

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San Marino

San Marino, microestado europeu incrustado na ItáliaJunto com o Vaticano e Mônaco, a Serenissima Repubblica di San Marino é um dos menores países do mundo e fica completamente dentro da Itália (na Emilia Romagna), entre Rimini e Florença, e, fundado em 301, é o mais antigo (micro)Estado soberano e república constitucional do mundo (sua Constituição foi promulgada em 1600). O Castelo de Guaita (foto) no topo da Rocca, um dos três mais altos cumes de San Marino, foi construído no século 11, e tem uma bela vista da região. Pra quem estiver viajando de carro pela Toscana… Imagem: Marcus Puschmann

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Trancoso: Restaurantes

No almoço, você provavelmente estará na praia e vale comer os peixes fresquíssimos muito bem preparados nas nossas barracas preferidas (a grande maioria dos lugares do Quadrado e da parte alta da cidade só abre depois das 17h). A lista a seguir é para o pós-praia, fim de tarde e jantar. ;-) A única recomendação mandatória para jantar é usar repelente de insetos, que todos os restaurantes têm à disposição dos clientes (basta pedir). Quanto ao serviço, não vá esperando muita eficiência para não se estressar, nem na baixa temporada quando os restaurantes estão vazios (menos gente no restaurante NÃO SIGNIFICA serviço mais atencioso). Na alta temporada, é sempre bom ligar à tarde para o restaurante e fazer uma reserva.

EL GORDO: drinques e comidinhas para curtir o pôr do Sol:  Com uma piscina cinematográfica do alto da falésia com uma vista killer, onde fica o restaurante, aproveite o Gordo para um late-lunch ou drinques no fim da tarde (à noite, a gente perde a vista). Ver Mais →

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Trancoso: Comidinhas

ACARAJÉ E TAPIOCA: Pra se sentir na Bahia de verdade, você pode substituir o snack  da tarde por um acarajé ou uma tapioca numa das barracas na entrada do Quadrado. É bom, é barato, é Bahia.

LE MARCHÉ: sanduíches em pães deliciosos e ótima seleção de cervejas e vinhos:  Um pequeno empório super charmoso e recém-inaugurado, o Marché é o lugar para comprar cervejas e vinhos importados ou comer um sanduichinho muitíssimo bem preparado com deliciosos pães numa pequena mesa comunitária. Aqui você encontra picolés Diletto, água San Pellegrino, pasta De Cecco; é praticamente um Emporio Santa Maria num vilarejo de pescadores, com preços bem mais salgados que São Paulo. Rua Itabela, 3. Na baixa temporada, abre de segunda a sábado, das 10h30 às 19h30; na alta, todos os dias, das Ver Mais →

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O Grande Hotel Budapeste

A primeira coisa que chama a atenção no filme são as proporções de tela que o diretor Wes Anderson escolheu para a exibição: 4:3 (ou 1,33:1), a “janela clássica” dos filmes 35 mm para retratar as cenas que se passam nos anos 1930; 1,85:1, usada nos cinemas americanos e ingleses a partir dos anos 1960 para as cenas de 1968; e 2,35:1, a “janela panorâmica” para as cenas que se passam em 1985 (a proporção widescreen padrão que o cinema usa hoje é de 2,39:1 ou 12:5). Apesar da decisão do diretor — que eu respeito —, o que eu queria mesmo, e muito, era ver o lindo The Grand Budapest Hotel numa enorme tela iMax, em 3D, e poder “entrar” no hotel, na cozinha da Mendl, no palácio de Madame Céline Desgoffe-und-Taxis, sentir o cheiro do L’Air de Panache

O filme é a história (sim, diferentemente de outros filmes do diretor esse tem uma história) da amizade que se desenvolve entre o lendário concierge charmosão Gustave H e o novo mensageiro, Zero, que conta para um escritor a vida de Monsieur Gustave durante a época de ouro do Grande Hotel de Nebelsbad na República Alpina Ver Mais →

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Cobranças extras pelo assentos em voos domésticos

Você pode se assustar ao comprar uma passagem pela Gol e, ao tentar marcar seu assento, perceber que eles estão te cobrando R$ 30, por trecho. Mas essa tarifa não se refere ao simples ato de marcar o seu assento, mas sim à compra dos assentos Gol + Conforto, já presente em todos os aviões da companhia que operam voos domésticos (até dezembro, serão todos os aviões da companhia). Nesses assentos, que ocupam de cinco a sete primeiras fileiras dos aviões (dependendo do modelo), os passageiros possuem dez centímetros a mais entre a sua poltrona e a poltrona da frente (de 76 para 86 centímetros de espaço entre fileiras; 10 cm para pernas fazem bastante diferença) com reclinação 50% maior que as outras poltronas.

Apesar de também cobrarem R$ 30 extras, os assentos das saídas de emergência não são Gol + Conforto e não são todos os passageiros que podem ocupá-los, já que você deve estar apto para operar as saídas em caso de emergência (e também você não pode deixar sua bolsa ou mochila embaixo da poltrona da frente).

Nos voos Santos Dumont (SDU) — Congonhas (CGH), Brasília (BSB) — Santos Dumont (SDU), e Vitória (VIX) — Santos Dumont (SDU), existe ainda a possibilidade de se bloquear o assento do meio, o que garante ainda mais conforto durante o voo.

Os assentos Gol + Conforto são gratuitos para clientes Smiles Diamante e Delta Elite, custam a partir de R$ 30 para todos os outros passageiros, e você pode contratar o serviço no momento da compra da passagem, pela Central de Vendas (no telefone 0300 115 2121) — mas por telefone custa R$ 10 a mais — ou no momento no check-in, se houver disponibilidade.

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Nos aviões TAM que fazem voos domésticos, diferentemente das poltronas + Conforto da Gol, todos os assentos e o espaço entre fileiras são iguais, e reclinam igual. A cobrança adicional é feita para os passageiros que quiserem mais espaço para as pernas e apenas nos assentos da primeira fileira de cada aeronave e nas fileiras das saídas de emergência. Mas, com restrições: nas saídas de emergência, por lei, não podem viajar gestantes ou pessoas com crianças de colo. Caso você tenha contratado o serviço e eles tiverem de te reacomodar em outro assento, é feito o reembolso integral do valor pago. Para voos dentro do Brasil, a TAM cobra R$ 30 extras por trecho, pelo site ou pelo telefone, e R$ 40 extras, pessoalmente nas lojas ou no balcão do check-in. Para voos na América do Sul o valor sobe e para a Europa o valor por trecho pode chegar a R$ 300. Você pode conferir a tabela completa clicando aqui (desça a página e clique na aba Valores e Especificações por Trecho).

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Como era voar no Concorde

Foi um retrocesso para a aviação comercial. Eu tinha vinte anos, morava em Londres, ia regularmente para Nova York, e achava que os voos supersônicos existiriam para sempre. E depois de mais de dez anos sem o Concorde, vejo o quão sortudos éramos (a ponto de bater uma nostalgia ao ver as imagens do Concorde voando). Foram apenas doze os aviões (a British Airways com sete e a Air France com cinco) que, por 27 anos, encurtaram as distâncias do mundo; e não há nenhuma previsão ou perspectiva para a próxima década de que exista novamente um voo comercial na velocidade Mach 2 (ou 2.500 km/h, ou ainda, duas vezes a velocidade do som, de 340 metros por segundo).

O voo BA001 saía de Londres, pela British Airways, todos os dias, às 10h30 da manhã. Depois de três horas e meia de voo (a duração de um voo comum para o mesmo trecho é de 7 ou 8 horas), chegava em Nova York, no mesmo dia às 9h. Ou seja, você chegava no mesmo dia, uma hora antes do horário que você tinha saído, porque o Concorde voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, de 1666 km/h. Só a ideia de “voltar no tempo” ou não ter de levantar tão cedo e, ainda assim, chegar descansado e aproveitar o dia todo em uma cidade do outro lado do Atlântico me fascinava. O fato de algumas madames londrinas irem num dia e voltarem no outro — para simplesmente almoçar, acompanhar alguma exposição ou fazer compras — também me intrigava (a US$ 10 mil o preço da passagem ida e volta, nunca tive coragem de fazer isso). Era pra mim o símbolo máximo do que era ser jet-setter. Ou de como o homem era capaz de coisas incríveis e de como a tecnologia transformara o planeta num grande quintal. Havia pessoas que voavam todas as semanas de Concorde na mesma rota. Pessoas se conheciam, amizades se formavam, negócios eram fechados. O Concorde era praticamente um exclusivo clube. 

O avião, com apenas 100 lugares, apesar de compacto (teto baixo, poltronas confortáveis porém nada espaçosas, janelas minúsculas) era inteiro primeira classe. Já no terminal 4 em Heathrow, depois do check-in, todos os passageiros eram encaminhados para o Concorde Room, uma sala onde você tinha acesso ao que havia de melhor em comida (incluindo serviço à la carte ), bebidas (champagnes  safrados) e serviço (todas porcelanas Royal Douton e talheres desenhados por Sir  Terence Conran); e que hoje é o nome dos lounges  da primeira classe da British Airways nos aeroportos de Heathrow, em Londres, e JFK, em Nova York . No avião, o banquete continuava: assim que atingíamos a velocidade Mach 2, iniciava-se o serviço de bordo, com um almoço de três etapas e mais vinhos, champagne, uísque.

A velocidade, o grande diferencial do Concorde (sem deixar de lado o design), era acompanhada por um quadro-relógio instalado na cabine para todos os passageiros verem. Quando o avião atingia 40 mil pés de altitude, ele alcançava Mach 1 (1200 km/h; um Boeing 747, por exemplo, voa a 900 km/h, ou Mach .85); isso em dez minutos de voo. A 60 mil pés de altitude (18 quilômetros acima do nível do mar, uma altura onde as turbulências são inexistentes), quando o barulho dos motores não pudesse mais incomodar o planeta de tão alto, atingia-se a velocidade de cruzeiro: Mach 2, 2500 km/h.

A esta altura, pela janela, olhando pra baixo, via-se a curvatura da Terra; pra cima, um azul escuro, bem diferente do céu claro que vemos nos voos comuns; tocávamos o espaço. Confesso que essa visão me era um pouco perturbadora e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Como o homem conseguira me levar de um lado para outro do mundo, tão alto, tão rápido, e ainda assim, em segurança, sem nenhum arranhão e com meu topete intacto?

No JFK, o serviço primoroso continuava. As malas nem iam para a esteira, já estavam nos aguardando. Ao sair para o desembarque uma fila de carros com motoristas para levar todos os passageiros do Concorde para Manhattan, individualmente.

como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-3O interior super simples e sóbrio do Concorde da British Airways. Imagem: Bartolomeo Gorgoglione do site Planespotters.net.como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-1O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reproduçãocomo-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-2O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reprodução Encontrando um dos bilhetes antigos. Imagem: Shoichi Iwashita

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Anna Wintour boicota o Meurice

Depois que o sultão de Brunei, um dos homens mais ricos do mundo, implementou a sharia* no seu minúsculo estado do sudeste asiático encravado na Malásia (a lei entrou em vigor no dia 1 de maio de 2014), grandes nomes da moda e dos negócios decidiram boicotar alguns dos hotéis mais incríveis de Paris, Londres e Milão (Le Meurice, Plaza Athénée, The Dorchester, Principe di Savoia), que fazem parte da Dorchester Collection, da qual Hassanal Bolkiah, the sultan, é dono. E, depois de François Pinault (dono da Kering, aka Gucci, Balenciaga etc.), Hedi Slimane (diretor criativo da Saint Laurent) e Richard Branson (dono da Virgin), chegou a vez de Anna Wintour e toda a Condé Nast engrossar o coro. Até que o sultão desista da sharia, a toda-poderosa da Vogue America não se hospedará mais — nem ela nem qualquer outro funcionário da editora — em sua demeure parisiense, o Meurice.  * A sharia é lei religiosa islâmica baseada no Alcorão (não há separação entre religião e direito), que prevê pena de morte por apedrejamento para adultério (quase sempre mulheres) e homossexuais, amputações para crimes de roubo e chibatadas.

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Trancoso: Praias

A Praia dos Nativos, a dos Coqueiros e a do Rio Verde são as três principais — e mais centrais — praias de Trancoso, todas as três com as cabanas-barracas-restaurantes, onde você tem estrutura para tomar Sol, sentar-se sob a sombra e almoçar. Escolher a “sua praia” vai depender do estilo de experiência que você quer ter. Para quem quiser curtir a praia ao som de música eletrônica com todo o conforto de cadeiras, mesas, camas, pufes e serviço de bar e comidinhas, na Praia dos Nativos fica a Fly Club (ex-Tostex), sempre com DJ. O clima é de festa durante o dia e, durante a alta temporada, à noite também {fique atento à programação, clicando aqui}. Além da Fly Club, a Praia dos Nativos possui mais outras quatro barracas, uma ao lado da outra.

Eu já prefiro a Praia dos Coqueiros. A areia é mais fina, o mar é tranquilo como em todas as praias de Trancoso (e do Sul da Bahia em geral), e é onde ficam as ótimas Barraca do Jonas e a Cabana da Lúcia do Espelho. Na Cabana da Lúcia do Espelho, eu sempre peço (com antecedência, porque demora), o peixe assado na telha. Os peixes são fresquíssimos, pescados no dia (e comprados dos pescadores ali mesmo na praia), você vai até a cozinha, escolhe e eles preparam e servem com arroz e farofa de banana. Enquanto você espera, aproveite a praia e a cabana, que oferece uma ótima estrutura (sempre te dão uma mesa com guarda-sol e cadeiras, mais duas espreguiçadeiras forradas com palha e almofadas; nada de plástico, tudo de madeira). Só atenção: sempre que pedir drinques, não só aqui mas em toda a Bahia, alerte o garçom par vir com pouco açúcar. Os baianos têm uma tendência a exagerar no dulçor. A Cabana da Lúcia também tem estacionamento próprio. Em vez de parar na entradinha que dá para a Praia dos Coqueiros, siga em frente mais um pouco e vá checando as plaquinhas. Quando vir a placa da Cabana da Lúcia, é só entrar, parar o carro, atravessar o mangue e já sair dentro da barraca.

Apesar de as Praias dos Coqueiros e a dos Nativos serem vizinhas, elas estão separadas pelo Rio Trancoso (só dá pra ir de uma praia a outra a pé pela areia quando a maré está baixa). Assim, saindo de carro do Quadrado, é preciso pegar estradinhas diferentes para chegar aos Coqueiros ou aos Nativos. Mas, caso você já esteja numa das duas praias e quiser ir à outra, não precisa subir de volta ao Quadrado para pegar a estradinha para a outra praia: tem um caminho que liga uma praia à outra. Se você tiver tempo e disposição para explorar praias lindas e mais desertas — mas sem muita da estrutura das cabanas das praias mais centrais — vá visitar a Praia do Espelho (20 km ao Sul de Trancoso) e a Ponta de Itaquena.

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Trancoso: Hospedagem

Na Simonde, a gente não gosta de resorts, sempre isolados do mundo: não se vive cotidianamente a parte histórica, a cidade, as pessoas que vivem ali. Por isso, a gente prefere não se hospedar no Club Med ou no Terravista que são longes do Quadrado e das praias. A melhor opção sempre é se hospedar no Quadrado, já que parar o carro por lá pode ser um problema em épocas concorridas (e os guias da cidade, em bandos, não vão te deixar em paz pra ganhar uma caixinha na hora de estacionar). Mas, sendo a área-a-curtir  em Trancoso não muito extensa (sendo que você vai ter um carro para transitar entre Centro-Quadrado-Praias), nossas hospedagens preferidas seguem abaixo. (CASO você opte por escolher algum outro lugar no Quadrado — o Capim, o Etnia e o Uxua são meio concorridos —, apenas certifique-se de que a pousada tenha acesso a carros pelos fundos do terreno; senão, você terá de carregar as malas na mão até à pousada à la  Ver Mais →

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Trancoso: o Quadrado

Uma das praças mais lindas e charmosas e mágicas e únicas do mundo. O turista comum que anda pelo Quadrado não pode imaginar os jardins, as piscinas e as charmosas construções que ficam escondidas por trás da vegetação e das discretas passagens da praça que, com 320 metros de comprimento e 60 m de largura, nada tem de quadrada. Fundado em 1586 pelos jesuítas que chegaram com os “descobridores” do Brasil para ser uma comunidade em que os índios viveriam em harmonia com Deus e a natureza (harmonia à maneira portuguesa-cristã, claro), a intacta e bem preservada Praça São João (seu nome oficial), com suas casinhas coloridas construídas há mais de quatrocentos anos, é o coração, a alma e o exemplo máximo das contradições de Trancoso: rusticidade máxima e oferta de produtos e serviços com padrão — e preços — de São Paulo. Fica num plateau  sobre uma falésia (principal característica geológica da região) e se você for ao mirante que fica atrás da icônica igrejinha branca de São João Batista (construída em 1650) você terá uma bela vista para os coqueiros, o riozinho Trancoso, o mar e os mangues da Praia dos Nativos. Mas o Quadrado, esta charmosa e ampla praça, sem trânsito de carros, sem iluminação pública, sem asfalto (chinelos ou tênis, sempre; tudo bem que eu já vi paulistanas andando por lá de salto alto), tem hora pra ir: ou você vai no raiar do dia pra ver de camarote o nascer do Sol ou no fim da tarde estendendo até à noite num dos ótimos restaurantes (a maioria dos estabelecimentos permanece fechada durante a manhã e começo da tarde, só um ou dois restaurantes abrem para almoço e a coisa só começa a esquentar mesmo a partir das 16h, 17h). Por isso, em Trancoso, o programa é praia de manhã e Quadrado no finzinho da tarde para a noite.

Link: Trancoso: informações práticas

A Igreja de São João Batista, ícone do Quadrado, iluminada à noite

E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO  DE TRANCOSO:
Trancoso: Informações Práticas
Trancoso: O Quadrado
Trancoso: Praias
Trancoso: Hospedagem
Trancoso: Restaurantes
Trancoso: Comidinhas

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Trancoso: informações práticas

A opção para a maioria das pessoas é ir de avião até Porto Seguro (BPS), onde já vale sair do aeroporto com o seu carro alugado e ir direto visitar a bem preservada e charmosa Cidade Histórica — do ladinho do aeroporto —, onde está o Marco do Descobrimento (uma coluna de mármore trazida pelos portugueses em 1503 que eles usavam para demarcar suas terras), uma das primeiras igrejas cristãs do Brasil (a igrejinha de São João Bendito, construída em 1549 pelos jesuítas) e o primeiro “conjunto habitacional” do nosso país. Da Cidade Histórica, você deverá “descer” para a cidade, em direção ao Sul, onde ficam as balsas que cruzam o Rio Buranhém (as balsas saem de 30 em 30 minutos, o dia todo). Atravessou o rio você já está em Arraial d’Ajuda. De Arraial até Trancoso, são 37 quilômetros de estrada em pista simples. Entre balsa (você sempre acaba esperando um pouquinho) e percurso até Trancoso, calcule 1h45 e de R$ 13 a R$ 20 pela balsa (o preço varia de acordo com a quantidade de passageiros no carro). Se você estiver indo com avião próprio ou helicóptero, você pode aterrissar direto no aeroporto do condomínio Terravista, que fica a 10 km de distância de carro do Centro de Trancoso (de Porto Seguro são 43 km).

TRANSPORTE LÁ
A maior parte das boas pousadas ficam no próprio Quadrado ou próximas a ele. E do Centro/Quadrado para as praias a caminhada é boa… A volta a pé (uma subida em estrada de terra) é ainda mais difícil depois do cansaço do Sol e do mar, da barriga cheia, das caipirinhas. Por isso, para maior liberdade, para poder transitar entre praias próximas e mais distantes, alugue um carro. Existem táxis e mototáxis em Trancoso, mas não é sempre que o celular pega (mesmo marcando com o motorista vocês podem ficar sem conseguir se comunicar caso haja algum imprevisto); não é sempre que eles estão disponíveis (principalmente na alta temporada e nas praias); encontrar um telefone fixo pode ser uma aventura; e à noite e de madrugada tudo fica ainda mais complicado. Mais fácil e simples ter transporte próprio; até pra deixar algumas coisas no carro e pode passar o dia inteiro na rua (prático também caso você tenha de fazer checkout ao meio-dia e queira ainda curtir a praia). Já alugue um carro no aeroporto em Porto Seguro. Ah, os caminhos para se chegar às praias em Trancoso são de terra. Chuva-pós-chuva-com-lama  é tenso. Por isso, é sempre bom ter em mente que, devido à péssima situação das estradinhas (e dos buracos que aparecem do nada na estrada que liga Arraial à Trancoso), o carro pode sofrer uma pequena avaria ou outra, e você vai ter de pagar por isso quando devolver o carro na locadora. E não adianta GPS. Não adianta Google Maps, que não tem nem os nomes das ruas e quando você busca por algum lugar ele mostra um lugar completamente diferente (até no site Booking.com, que puxa as informações do mapa do Google as localizações estão erradas). Só confie no mapa de Trancoso da Simonde — checado e marcado in loco — que você confere na aba Mapa.

QUANDO IR
A não ser que você vá com uma turma com a proposta de curtir as festas e os amigos e encontrar conhecidos como se Trancoso fosse um quintal de São Paulo, evite os meses de dezembro (Réveillon principalmente) e janeiro. A melhor época para se aproveitar a região é março e abril, já baixa temporada, quando a cidade fica tranquila (menos aos fins de semana) e o clima continua bem agradável. Mas, de qualquer forma, como a temperatura (do ar e do mar) ao longo do ano não varia muito e chuvas podem acontecer em qualquer época do ano (não confie no site da Climatempo, mas sim nos pescadores; eles NUNCA erram), qualquer fim de semana ensolarado pode ser uma boa desculpa para descansar, curtir uma praia e boa comida no Sul da Bahia.

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Novidades da aviação no Brasil

A maioria dos passageiros mal sabe se está voando em um Airbus ou um Boeing (e tampouco estão preocupados com isso desde que o avião os leve ao seu destino com segurança). Mas para aqueles que curtem acumular experiências em aviões diferentes, a Lufthansa acaba de colocar na rota Guarulhos – Frankfurt, o Boeing 747-8 (abaixo na foto), o avião comercial mais longo do mundo (o maior é o Airbus A380, que segue impedido de operar em Guarulhos por falta de estrutura; o próprio 747-8 era para ter iniciado suas operações em outubro de 2013 sendo que as negociações iniciaram em 2008… #ShameOnUs). O avião 747-400 que fazia a rota anteriormente foi deslocado para o trajeto Rio – Frankfurt. A Lufthansa é a única companhia a usar o avião no Brasil e se você quiser voar no novo Jumbo em sua próxima viagem à Europa, os voos saem todos os dias de São Paulo às 18h40 chegando em Frankfurt às 11h15 do dia seguinte. A duração do voo é de 11h30.
Lufthansa Foto
TAM AGORA É ONEWORLD, MAS AINDA UM POUCO STAR ALLIANCE
Falando em Lufthansa, que é membro-fundadora da Star Alliance, a TAM anunciou a sua saída da aliança e a entrada na OneWorld — que a LAN ajudou a fundar —  mantendo ainda parceria com 11 das 27 companhias da Star Alliance (os acordos são complexos mas são bons para os passageiros ;-). A OneWorld possui companhias aéreas de peso como: British Airways, JAL, LAN, Malaysia, Qatar, Cathay, Finnair, American Airlines, todas elas entre as 20 melhores companhias aéreas do mundo. Os clientes Fidelidade TAM já conseguem pontuar viagens e trocar pontos por passagens em qualquer companhia da aliança. Para saber tudo sobre o funcionamento da novidade, clique aqui.

JAL PODE VOLTAR OPERAR SÃO PAULO – TÓQUIO (PLEEEASE!)
E no anúncio de lançamento da TAM/OneWorld, que trouxe os presidentes de TODAS as companhias da aliança (com exceção do da Malaysia, por motivos óbvios), o presidente da JAL anunciou que pretende retomar em breve a rota Guarulhos – Tóquio, encerrada em 2001 (e que gerou até um abaixo assinado dos descendentes japoneses no Brasil). Mas, agora, em vez de Los Angeles, a escala será em Nova York.

AIR FRANCE COMEÇA ROTA BRASÍLIA – PARIS 3 X POR SEMANA
Se você mora na região Norte ou Nordeste, não precisa mais descer até o Rio ou São Paulo para sua próxima viagem a Paris. A Air France começou nesta semana a rota Brasília – Paris, operada por um Boeing 777-200, com classes executiva e econômica e econômica premium (com 40% a mais de espaço que na econômica comum). Os voos saem às segundas, quartas e sextas-feiras saindo de Brasília às 22h40 e chegando em Paris às 14h20 do dia seguinte (10h40 de voo). Ver Mais →

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Japão, uma introdução

Terra do Sol Nascente. A cultura japonesa tem uma fixação pelo Sol e por todos os outros elementos da natureza. Na música, na literatura, nas artes — geralmente utilitárias (nas porcelanas, nos kimonos, nos objetos de uso pessoal) e não apenas “plásticas” —, flores, montanhas, rios e ventos são constantes (entre as flores, a mais famosa é a das cerejeiras, em japonês sakura). Mesmo a família imperial, que é a linhagem imperial mais antiga do mundo (começou com Jinmu Tennoo no ano 660 e segue sem interrupções até hoje, apesar de sua influência política ter sido maior ou menos ao longo dos séculos) acredita-se que eles são descendentes da deusa Sol Amaterasu Omikami (uma coisa como Meroveu, no território que viria a se tornar a França, que se dizia descendente do deus do mar, sabe?). Bom, talvez por isso, os japoneses sempre se consideraram uma raça superior a todas as outras até recentemente, quando o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial. Bom, se não fosse pelo Imperador declarando em rede nacional que o Japão tinha perdido a guerra (mesmo em desvantagem, eles tinham plena confiança de que os deuses não os deixariam para trás), talvez nenhum japonês acreditasse. Foi um choque. (A obra Corações Sujos de Fernando de Morais — em livro e em filme — retrata como foi a repercussão desse momento histórico entre os japoneses que haviam imigrado para o Brasil. Quem acreditasse que o Japão havia perdido era assassinado, por ser um “coração sujo”. Foram dezenas de mortos, centenas de feridos e mais de 10 mil japoneses presos no Brasil, depois anistiados). Até então, eles se acreditavam invencíveis. E, pra mim, um dos mistérios do Japão de hoje é tentar entender como um povo tão orgulhoso, que foi tão humilhado pelos americanos há apenas 70 anos pode hoje tê-los como ídolos. Uma das minhas professoras de japonês me disse que os japoneses quando encontram alguém melhor que eles, abaixam a cabeça e passam a venerar os seus senhores. Essa resposta pode ser um começo para tentar entender a dinâmica dos valores dos japoneses que segue uma lógica nem sempre compreensível pra gente.

Outra coisa que me fascina na cultura japonesa é que ao andar pelas ruas e ter contato com os japoneses, a gente se espanta com a delicadeza dos mínimos gestos, com a distância e com sua placidez, mas no seu interior, não há povo mais dramático (desde as peças kabuki  às novelas do dia a dia), mais pervertido (não há limites no sexo, já que o budismo e o xintoísmo não impõem a moralidade cristã na condenação ao sexo) e capaz das maiores atrocidades (vide a guerra com os chineses – incluindo a Batalha de Nanquim – e a relação entre chefes e subordinados nas empresas contemporâneas) do que os descendentes de Amaterasu.

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Cara simplicidade em Nantucket

Os VVRP (very, very rich people ) do nordeste americano (ou seja, os mais ricos da América) se dividem em duas facções quando o assunto é férias: há aqueles que preferem o agito dos Hamptons e tem aqueles que preferem a calma e a simplicidade de NantucketPraias desertas, chão de pedra, casas de telhas de madeira cinzas, bicicletas, vegetação rasteira, amplitude (soooo Ralph Lauren ): assim é Nantucket, uma ilha pertinho de Boston e Nova York, vizinha de Matha’s Vineyard, de apenas 123 quilômetros quadrados, e um dos metros quadrados mais caros do estado de Massachusetts.

Nantucket já atraía os abastados desde o século 18, quando os donos dos navios que caçavam baleias (atrás do seu caro óleo) moravam na ilha (o clássico Moby Dick começa aqui), e continua até os dias de hoje: os ricos dominam o lugar. Em Nantucket, a sensação de privacidade e a de que o turismo de massa não existe compensa a viagem.

O charmoso centro da cidade tem restaurantes – dos informais aos mais importantes; sempre com ingredientes fresquíssimos –, lojinhas, galerias de arte, floriculturas, livrarias e mercadinhos, que nos fazem sentir como se em uma cidade de bonecas. Aproveite para explorar a ilha de bicicleta.

Mas, não pense que as coisas são baratas. Em Nantucket, paga-se caro pela simplicidade.

Serviço

Para chegar lá, você pode tomar um vôo de 45 minutos saindo de Boston pela Cape Air (num aviãozinho pequenino, onde até você tem de informar seu peso, e não vale mentir!) ou então, se estiver de carro (o meio mais fácil de se chegar se você estiver em Nova York; meio contramão ir de avião), uma balsa que sai também de Hyannis para Nantucket.

O melhor hotel da ilha é o The Wauwinet, um hotel Relais & Châteux isolado num dos extremos da ilha com um ótimo restaurante.

Para mais informações sobre a ilha, visite o site nantucket.net.

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Classe executiva: o preço compensa?

Classe executiva é para aqueles que vão trabalhar assim que chegarem ao destino e precisam estar descansados ao sair do avião (para assinar contratos milionários, de preferência), para quem vai fazer uma viagem muito longa e ficar apenas dois dias no destino e voltar (o extremo desconforto na classe econômica em voos acima de 12 horas pode compensar o investimento), para os caçadores de promoção com flexibilidade na agenda e, obviamente, para aqueles que não têm preocupação com orçamento. Para aqueles que não são obesos e têm até 1,80 m de altura, em voos de até doze horas e de FÉRIAS — ainda mais se o voo for noturno, quando um kit soninho (calmante, protetores auriculares, um confortável apoio para pescoço, uma bela máscara para dormir e uma manta de lã ou cashmere) nos oferece o merecido sono — vale pensar com carinho: não valeria mais a pena pagar US$ 800 por mais uma diária no hotel só para descansar + US$ 300 por uma bela massagem ao chegar + US$ 500 num belo jantar gastronômico do que a diferença de US$ 3 mil a US$ 5 mil entre uma passagem coach  e business? 

OS AVIÕES NÃO SÃO IGUAIS
Sem falar no risco que se corre ao comprar uma passagem com descuido (sem pesquisar com muito afinco o avião que irá te transportar) e encontrar um avião antigo, que não passou ainda pela reforma, cuja classe executiva nada  lembra as fotos incríveis usadas nas campanhas das companhias aéreas ou mesmo por que aquela companhia aérea tem uma executiva muito ruim mesmo, mas ainda assim cobra caro por ela. Já passei por isso e é bem frustrante. E atenção: se você comprar uma passagem em classe executiva para voos entre países dentro da Europa como complemento à sua passagem do Brasil, as chances de que você voe em um assento de econômica apenas com o assento do meio bloqueado são bem grandes; o que definitivamente não compensa a diferença de preço ou as milhas gastas para o upgrade. Por isso, uma vez definida a opção, é sempre interessante gastar um tempo pesquisando nos sites especializados.

GASTRONOMIA NAS NUVENS?
Por motivos técnicos e de logística, comida no ar NUNCA será tão boa quanto em terra por melhor  que ela seja preparada, por mais que as companhias digam que um chef  estrelado assina o menu, que eles sirvam caviar e bons vinhos. É comida requentada, né? Além do visual da comida, que nunca está no seu melhor estado, a pressurização da cabine influencia terrivelmente no nosso olfato, que influencia completamente o nosso paladar. Se você quiser saber por que você só sente gosto e não o sabor dos alimentos a 35 mil pés de altitude, não deixe de clicar aqui. Por isso, tome o champagne grande cuvée  ainda em solo.

SALAS VIP
Quem chega hoje com tanta antecedência ao aeroporto a ponto de desfrutar das salas VIP como se deve? A não ser que você faça longas conexões (mesmo assim, algumas horas em um hotel próximo ou no próprio, com uma banheira e uma cama confortável para um cochilo é bem melhor), as salas VIP não valem o quanto custam (com raras exceções, estão sempre lotadas, a comida é sempre RUIM), a não ser que o seu cartão de crédito ou o seu programa de milhagens te ofereça isso como benefício. Sem falar que mesmo tendo acesso a uma sala VIP, você ainda precisa ir andando até o portão de embarque comum a todos os passageiros para embarcar (e os aeroportos estão cada vez maiores, e as coisas cada vez mais longes), tendo de acrescentar a “visita à Sala Vip” como ainda mais uma etapa no já desgastante processo de viajar. Sala VIP só seria VIP mesmo se você saísse dela e entrasse direto no avião, sem escalas.

São Paulo, agosto de 2013. 

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O quarto doublé

Minha irmã foi com marido e filhos visitar amigos em uma cidadezinha do interior japonês. Quando chegaram ao quarto do hotel, percebeu o odor de cigarro do quarto para fumantes e logo desceu para pedir outro. Como não havia nenhum outro quarto não-fumante disponível no momento, saíram para as visitas. Quando voltaram – o funcionário do hotel não falava inglês e eles tampouco estavam se entendendo em japonês -, o recepcionista lhe pediu a chave do quarto e deu uma outra. Ela ainda tentou explicar que precisava retirar suas coisas, sem sucesso. Preocupada com as coisas que estavam no quarto (e com vergonha da bagunça das crianças e de uma calcinha que estava no box  do banheiro), pediu para que seu marido fosse até o quarto antigo esperar o funcionário do hotel chegar para que ele o ajudasse a trazer as coisas; e foi para o quarto novo com as crianças. Quando chegaram ao quarto novo, uma surpresa: todas as suas coisas já estavam lá. Mas o que mais a impressionou é que eles não só trouxeram todos os seus pertences, mas deixaram tudo EXATAMENTE do mesmo jeito, na mesma disposição que estava no quarto anterior; até a calcinha no box do banheiro; até o jeito como a meia estava jogada sobre o tênis; toda a bagunça. É como se eles tivessem entrado exatamente no mesmo quarto, só que dois andares abaixo. Quando meu cunhado voltou para o quarto, ficaram os dois, alguns minutos, pensando sobre o que tinha acabado de acontecer. Um dia depois, minha sobrinha (ainda pequena) perguntou: “Mamãe, quando é que eles vão nos trocar de quarto?”. “Nós já trocamos, minha filha. Só que você não percebeu… Porque você tá no Japão.”

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Compras em viagens

Apesar de sabermos que pesquisar preços pode nos economizar MUITO dinheiro ao longo de um período de tempo, quando se está viajando fica difícil querer levar isso ao pé da letra, já que temos um fator restritivo importante: o tempo (ninguém mais fica meses viajando como era comum algumas décadas atrás). Em marcas globais e livrarias, por exemplo, se você encontrar exatamente aquilo o que você quer, no seu tamanho, compre: quando o seu roteiro inclui várias cidades, é preciso saber que nem todas as lojas, nem todas as livrarias possuem exatamente os mesmos produtos por mais que elas sejam da mesma empresa. Por isso, deixar para comprar no próximo destino é quase sempre uma aposta arriscada. No máximo, faça uma busca usando o celular, que, hoje, é a grande ferramenta para pesquisas in loco. Quando se gosta de um produto, melhor comprar onde estiver. Ou então, perceber depois que aquilo não era realmente tão necessário. ;-)

O melhor mesmo é fazer uma pesquisa ANTES de viajar. Por conta dos impostos, a diferença de preço entre países para os mesmos produtos pode ser grande.

Alguns exemplos:
— Eletrônicos e gadgets no Japão não custam barato (apesar de todo mundo pensar o contrário); o melhor lugar é Nova York ou Miami.
— Produtos Bose, apesar de ela ser uma marca alemã, são mais baratos em Nova York que na própria Alemanha.
— Ralph Lauren, compre em Nova York. Na Europa, o preço do mesmo sweater de cashmere  pode ser até 30% mais caro.
— Já as marcas de luxo francesas, compensa mais comprar na França do que nos Estados Unidos. Além de ser um pouquinho mais barato, você ainda recebe os impostos de volta (tax free, a partir de 10%) quando sai da Europa.
— E é sempre bom lembrar: buy local. Coma queijos e vinhos franceses em Paris (vinhos chilenos na França são caros), compre sabonetes, cosméticos e mimos locais. É sempre mais legal, principalmente, se eles não existirem no Brasil.

Se você tiver alguma dica ou experiência para compartilhar, utilize o box de comentários abaixo! ;-)

São Paulo, 14 de agosto de 2013.

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Soeta: alta gastronomia fora do eixo Rio-São Paulo

Barbara e Pablo se conheceram no El Bulli, eleito o melhor restaurante do mundo em quase todos os anos da década de 2000. Tiveram acesso aos melhores ingredientes; (ao mais famoso mentor, Ferran Adrià); faziam parte da melhor brigada e serviam os melhores clientes: iniciados na gastronomia que estavam dispostos a grandes sacrifícios para experimentar suas criações. Na penúltima temporada do Bulli, em 2009, porém, Barbara convidou Pablo para participar do restaurante de gastronomia contemporânea que pretendia montar no Brasil. Mais especificamente em Vitória, no Espírito Santo. Terra natal de Barbara e da moqueca capixaba.

A atmosfera não poderia ser mais diversa. Pablo aceitou, apesar de não conhecer o país. Nos primeiros seis meses, a frustração foi total. “Nem garçons nem clientes jamais haviam ouvido falar em menu-degustação. Perguntavam o tamanho do menu, e quando ouviam que era de ‘15 pratos’, se assustavam. Hoje, pensando bem, foi realmente uma loucura!”, se diverte o chef Pablo Pavón. Mas, apesar de o restaurante já ter sua clientela cativa, especialmente entre turistas de negócios e artistas que passam pela cidade – o restaurante é presença constante nas colunas sociais capixabas -, ainda é nítida a resistência e a insegurança por parte dos clientes em aceitar algumas criações dos chefs.

O bacalhau talvez seja o caso mais emblemático, considerando que, em Vitória, cidade à beira-mar, as pessoas comem muito peixes e frutos do mar. Talvez, por que o peixe de águas frias seja sempre servido fresco (sem nunca ter passado pelo sal), embalado a vácuo, cozido a 7o graus por cinco minutos, tostado com um maçarico e servido com pele. Ou seja, completamente diferente daquilo a que a maioria das pessoas está habituada. “Muita gente não gosta. Uma senhora me ligou na semana passada e disse que foi o pior bacalhau que ela já comeu na vida”, conta Pablo. Por outro lado, muitos apreciam a maneira como ele é servido e já são mais de 15 criações utilizando Ver Mais →

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A rota do champagne

Além do fascínio que o champagne exerce sobre o mundo, essa bebida cheia de contradições que é a quintessência dos sentidos tem uma história tão fascinante quanto a da região onde nasceu. Região essa que deu o nome a esse vinho branco espumante indispensável em momentos especiais. Reims, Hautvillers e Épernay está a uma horinha de Paris, o que torna obrigatória uma peregrinação etílica e histórica, pelo menos uma vez na vida, pelas grandes maisons  produtoras da bebida, e pela história da realeza francesa.

HISTÓRIA E CULTURA

Champagne-Ardenne. Região árida que fica no nordeste da França, vizinha a leste da Île-de-France (região onde fica Paris), no cruzamento de uma das maiores rotas comerciais da Europa. É uma das mais frias áreas produtoras de vinho do mundo. Foi aqui que ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da história, quando Átila, rei dos hunos, o perigo do Oriente, no ano de 451, reuniu seu exército de 700 mil homens (!) contra seus inimigos – também povos bárbaros – gauleses, visigodos e francos, numa batalha que deixou 200 mil mortos em um dia e corpos despedaçados espalhados pelas colinas de Champagne. Foi também palco de cenas importantes da Guerra dos Cem Anos (protagonizadas pela out-of-this-world  Joana d’Arc), entre a França e a Inglaterra nos séculos 14 e 15. Foi nesse terroir  que foram travadas batalhas das Guerras dos Trinta Anos, da Fronde, das Guerras Napoleônicas, pela sucessão espanhola e os maiores embates da Primeira Guerra Mundial, o período mais sombrio da região. E em cada um desses episódios, as cidades eram saqueadas, vinhedos, queimados. (Isso, sem falar nas guerras entre um feudo e outro, entre cavaleiros sem terra e senhores ambiciosos, desde sempre).

É essa terra cheia de sangue que nos dá o vinho com o qual celebramos a vida. Ver Mais →

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Hautvillers, o berço do champagne

Apesar de exercer um papel importante na indústria do champagne, Reims é uma cidade maior, com sistema de transporte público, bons hotéis, restaurantes, vida noturna. E, justamente por isso, escapar para Hautvillers, onde nasceu o champagne, e Épernay é tão especial.

No alto de uma colina (coteau, em francês) no vale do Marne (onde é plantada a cépage pinot meunier, que junto com a chardonnay  e a pinot noir  formam a tríade de uvas que compõem o champagne ), Hautvillers, que quer dizer “cidade alta”, fica no caminho entre Reims e Épernay. É um vilarejo de ruas pequeninas e curvas, 850 habitantes e lindas vistas para os vinhedos do Marne, ao Sul. (Você pode reservar duas horas para a visita em Hautvillers).

Outra característica charmosa do vilarejo são as mais de 140 placas (que, na verdade, não são “placas”) de ferro que ficam em frente às casas, cada uma indicando ou contando uma história sobre o morador que lá vive ou viveu.

Foi aqui em Hautvillers, praticamente no meio da floresta onde fica hoje o Parc naturel de la Montagne de Reims, que os preceitos da enologia moderna foram fundamentadas por um monge beneditino ultra dedicado chamado Pierre Pérignon. Ver Mais →

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Épernay

Assim como Reims, Épernay (que está a dez minutos de carro de Hautvillers) está cheia de crayères. São mais de 100 quilômetros de caves subterrâneas nesta elegante cidadezinha de 24 mil habitantes que é a sede das grandes maisons de champagne Pol Roger, Perrier-Jouët, Moët & Chandon, entre outras produtoras menores. (E eu adoro a maneira como os cidadãos daqui são chamados: quem nasce em Épernay é “Sparnaciens”.)

A Moët & Chandon é a única grande maison  aberta para visitação (super organizada, profissional e elegante), mas vale uma rápida promenade  pela Avenue de Champagne, começando pela Place de la République, com seus casarões clássicos, incluido a Moët, que, entre vinhos, uísques, rums, conhaques e vodcas, é a maior marca de bebidas do conglomerado de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy).

Dentre as maisons de champagne  que fazem parte da LVMH ainda estão a Dom Pérignon, a Veuve Clicquot, a Krug, a Mercier e a Ruinart. Ou seja, apesar de a maioria dos vinhedos da Champagne não pertencerem às maisons (geralmente cooperativas de plantadores vendem suas uvas às casas de champagne), somando todas as marcas do conglomerado faz com que a LVMH sozinha tenha mais de 2500 hectares de vinhedos na região. Ver Mais →

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Reims, cidade dos reis

Apesar de a região Champagne-Ardenne ter como capital a cidadezinha de Châlons-en-Champagne, é em Reims onde tudo acontece e sempre aconteceu. (E é por Reims que você pode começar sua jornada pela região, antes de ir para Hautvillers e Épernay). Foi aqui em Reims que Clovis, rei dos Francos, no Natal de 496, na Basílica de Saint-Remi (linda, must-visit), foi convertido ao catolicismo, tornando-se o primeiro rei cristão – ou seja, não-“bárbaro” – a governar a Gália, que se tornaria a França. Foi aqui na cidade também, na Catedral de Notre-Dame de Reims (mandatory-visit ), que ocupa o local desde 401 (a construção gótica só começaria em 1211), onde foram coroados 32 reis da França (com exceção de apenas dois), de Henri 1º, em 1027, a Charles 10, em 1825, passando por nove Luíses: de Louis 7 a Louis 16.

A catedral de Notre-Dame de Reims, famosa também pelo anjo sorridente e pelos vitrais de Marc Chagall (um sopro de modernismo em meio ao gótico), foi quase que inteiramente destruída durante a Primeira Guerra Mundial. Sua restauração só foi possível através da generosidade da família “Standard-Oil” norte-americana, Rockefeller. #AmericanosEmReimsParteI

Ao lado da Cathédrale, fica o Palais de Tau, antiga residência dos arcebispos de Reims, hoje um museu considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, onde aconteciam as festas pós-coroação regadas a muito champagne, quando o vinho ainda não tinha uma boa reputação: era tinto, turvo, ruim, se comparado com os vinhos da região que, mais tarde, seria sua principal rival, a Borgonha. Ver Mais →

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Curtinhas dos palácios de Paris

O hotel Royal Monceau (aquele da Demolition Party ) acaba de se tornar o sexto palace  parisiense, entrando para o seleto grupo de hotéis de excelência (de l’excellence à la française, bien sûr ), título concedido pela agência de desenvolvimento turístico, a Atout France. Assim, segue a lista atualizada dos melhores hotéis de Paris: Meurice (Dorchester), Bristol (Oetker), Plaza-Athénée (Dorchester), Park Hyatt Paris-Vendôme (Hyatt), George V (Four Seasons) e, agora, o Royal Monceau (Raffles).

— Já o Plaza-Athénée faz companhia ao ex-palace  Hôtel Ritz e fecha em outubro, para uma reforma de sete meses. As obras têm como objetivo conectar o prédio principal a quatro outros prédios adquiridos pelo hotel para aumentar sua área em 5500 metros quadrados e construir 14 novos quartos e suítes.

São Paulo, julho de 2013.

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