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Aviões | Cias. aéreas


QSuites: A nova business da Qatar Airways permite ...

Sempre que viajo de classe executiva, sinto que elas atendem perfeitamente aos viajantes solitários que prezam pela privacidade, mas não a um casal que está viajando de férias ou a um pai ou uma mãe viajando com o filho pequeno (como eu não tenho filhos a coisa que mais me incomoda é quando o assunto é viagem com o namorado: tem coisa pior que passar as 12 ou 15 horas dentro do avião sem conseguir conversar direito com — ou mesmo ver — o outro, sem poder apoiar a cabeça no ombro ou dar as mãos, neste momento em que poltronas se transformam em casulos individuais?). Mas a Qatar Airways, já premiada como a melhor business class  do mundo pela Skytrax em 2016, acaba de lançar a QSuites, uma nova classe executiva que pode ser considerada revolucionária não só para casais em viagens românticas como para famílias inteiras (sem deixar de atender a Ver Mais →

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Alitalia: Testamos a Premium Economy da companhia;...

Eu amo o colorido do verde, branco e vermelho da bandeira italiana — da pizza napoletana (manjericão, muçarela branquinha e tomate) — e dos novos uniformes de tripulação {veja clicando aquie dos aviões da Alitalia. Em qual outra companhia aérea você tem um cinto de segurança em couro rosso ? Mas essas mudanças são recentes e começaram quando a Etihad, a companhia aérea do rico emirado de Abu Dhabi {saiba mais sobre as três companhias emirati  que estão dominando o mundo, clicando aqui}, comprou 49% da Alitalia, em 2014, num processo que incluiu uma recapitalização de € 76 BILHÕES (acabando com a dívida que quase faliu a empresa) e um investimento no valor de  560 milhões, sendo que € 400 milhões foram injetados só em 2016. Até então, a Alitalia era considerada uma péssima opção para os viajantes (eu mesmo tinha tido péssimas experiências com a companhia).

Com essa reestruturação, que incluiu novas rotas, novo logo (uma evolução discreta aos olhos leigos), novos aviões, novos lounges  em Roma e Milão, novas pinturas das aeronaves, novos interiores e novo serviço de bordo, em que o conjunto das ações têm o objetivo Ver Mais →

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Maho não receberá mais o 747 da KLM

6889147942_87735bd319_oEra uma das experiências essenciais de todo viajante que ia para a ilha de Sinkt-Maarten-Saint-Martin {veja todas as nossas experiências favoritas da ilha, clicando aqui}, e foi bom enquanto durou. Não tinha nada mais emocionante (ainda mais para amantes da aviação) que assistir, da areia da praia de Maho, ao pouso do icônico Boeing 747 da Ver Mais →

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As viagens mais incríveis de volta ao mundo, por ...

Mr. Fogg, o distinto senhor inglês que dá a volta ao mundo em 80 dias no clássico de Jules Verne, venceu a aposta com seus colegas de clube concluindo a viagem em trem, elefante e navio a vapor. Mas se em 1873 a ideia de circum-navegar o mundo em tão pouco tempo era fantástica (as viagens nessa época duravam meses ou até anos, sem falar nos riscos que eram bem maiores), ainda hoje, apesar de todos os avanços dos meios de transporte, essa é uma experiência para poucos, já que exige tempo e dinheiro. Visitar destinos diferentes numa mesma viagem permite identificar os muitos contrastes entre as cidades, os países, os continentes. E é isso que companhias como Four Seasons, Silversea, Seabourn e Trains & Tours oferecem: viagens — reais — de volta ao mundo em que os trajetos podem ser feitos apenas de avião, apenas de navio, ou na combinação trem + avião.

DE AVIÃO

volta-ao-mundo-passagem-aviao-four-seasons-private-jet-navio-silversea-seabourn-trem-trains-tours-1200-1 volta-ao-mundo-passagem-aviao-four-seasons-private-jet-navio-silversea-seabourn-trem-trains-tours-1200-12 volta-ao-mundo-passagem-aviao-four-seasons-private-jet-navio-silversea-seabourn-trem-trains-tours-1200-2A rede canadense que possui 98 hotéis nos principais destinos do mundo (e cada Four Seasons é sempre uma das melhores e mais elegantes opções de hospedagem) possui um Boeing 757, todo primeira classe (poltronas em couro flat-bed, chef  e concierge  a bordo, Dom Pérignon à vontade), com o qual ela oferece três roteiros temáticos por ano de volta ao mundo, com duração de 18 a 23 dias (passando na maioria das vezes quatro dias Ver Mais →

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GOL Premium Lounge, a nova sala VIP da companhia a...

Apesar da fama, nem todo voo internacional sai do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo {confira nosso guia completo do T3, clicando aqui}, o GRU Airport (eu cometi esse erro na minha viagem para Saint-Martin: meu voo era Copa Airlines, pedi para o carro me deixar no T3 e só chegando lá descobri que tinha de ir para o Terminal 2). De todos os voos internacionais, 20% deles ainda partem do Terminal 2 (que engloba hoje os antigos terminais 1 e 2): Delta, GOL, Copa AirlinesAerolíneas Argentinas são algumas delas (para acessar a lista completa das companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

E a GOL, que partindo de São Paulo voa para 11 aeroportos internacionais em seis países incluindo as cidades de Santiago, Buenos Aires (para Ezeiza e Aeroparque) e Montevidéu (tem também Barbados, Punta Cana, Santa Cruz de la Sierra), acaba de inaugurar sua nova Ver Mais →

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Voamos na Premium Economy da Air France: como é e...

Só o fato de você não ter de brigar por espaço para o braço nos apoios entre as poltronas, como acontece nas classes econômicas, já é uma vantagem de voar Premium Economy na Air France, a classe intermediária entre a famigerada-mas-econômica e a executiva. Mas, assim como acontece com as classes Business e La Première, a primeiríssima classe statement  da principal companhia aérea francesa, a gente só consegue ter a experiência completa — check-in  em lindos balcões Sky Priority, opção de selecionar refeições mais rebuscadas para comer a bordo (você faz isso pelo site, acessando sua reserva) — quando volta para casa, nos voos saindo do aeroporto internacional de Paris, o Charles de Gaulle CDG, de onde saem todos os voos para o Brasil. Mas vamos ao que interessa, por ordem de prioridade nas nossas preocupações quando o assunto é viagem de avião.

A POLTRONA PREMIUM ECONOMY

air-france-premium-economy-1200-1Esteticamente, as poltronas da Premium Economy são superiores às da econômica; dão bem uma impressão de classe executiva: as luminárias de leitura individuais, os fones noise-cancelling, o braço mais largo entre as poltronas, o suporte para os pés. Mas essa impressão vem com uma MÁ NOTÍCIA: apesar de a sensação sentado é de ter mais espaço (e tem mesmo), a diferença do ângulo de reclinação da poltrona — esse item tão importante para a qualidade do nosso sono a bordo — é mínima; são apenas cinco graus a mais :- (a Economy reclina 118º e a Premium Economy, 123º; para comparar, a poltrona da Business Ver Mais →

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Os belos – e italianíssimos – novos u...

Estou apaixonado pelos novos uniformes da tripulação da Alitalia: os chapéus que fazem referência aos terraços de Cinque Terre na Riviera Italiana; os vestidos vermelhos usados com meia-calça e acessórios verdes e os uniformes verdes usados com meias, sapatos e bolsas bordeaux; as luvas bicolores em couro; as muitas estampas em várias tonalidades de verde e vermelho misturadas, como só os italianos conseguem combinar e fazer dar certo. (Só não gostei do colete double-breasted com estilão de fraques antigos dos comissários masculinos.) E sobre a opinião de muita gente que não considera o uniforme elegante (“onde já se viu meia calça verde?”, escutei), eu penso que o uniforme da tripulação de uma companhia aérea pode, sim, ir além da elegância tradicional e arriscar, ser lúdico, um statement. Pois o que eu posso garantir hoje, depois de ver os funcionários da Alitalia andando pelos aeroportos do mundo, é que eles não passam despercebidos em nenhum lugar. Quer melhor branding ?

Depois de vinte anos usando os mesmos uniformes (lembrando que Mila Schön — em 1969 e 1972 — e Giorgio Armani — em 1991 — já assinaram os uniformes da Alitalia; os últimos eram da Mondrian, uma casa di moda  de Modena, de 1998), a coleção criada pelo estilista baseado em Milão Ettore Bilotta (o mesmo que desenhou os últimos uniformes da Etihad Ver Mais →

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Admiral’s Club, a sala VIP AA no Terminal 3 ...

A American Airlines disponibiliza dois tipos de salas VIP para os passageiros da companhia aérea e OneWorld: 1. a Flagship, exclusiva para passageiros de primeira classe ou com status  Esmeralda no programa de fidelidade OneWorld, com apenas quatro lounges  em Los Angeles, Chicago, Londres e Nova York, e 2. o Admiral’s Club, que possui mais de 50 lounges  espalhados por aeroportos do mundo e que está passando por uma modernização gigante; e Chicago e São Paulo, no Terminal 3, foram as primeiras cidades a serem contempladas com o novo conceito (mas a sala já existia no Terminal 2; o primeiro Admiral’s Club foi inaugurado em Guarulhos em 1994).

A sala, vizinha aos lounges  da Latam e do Mastercard Black (para chegar lá é só subir a rampa que fica ao lado do Starbuck’s da GRU Avenue em direção ao mezanino), é bem espaçosa — 850 metros quadrados, com capacidade para 262 pessoas — para os até seis voos da companhia que saem de Guarulhos todos os dias em direção aos Estados Unidos, Ver Mais →

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Lindo Boeing 787-8 Dreamliner na rota São Paulo &...

Imagine viajar em uma aeronave 60% mais silenciosa, com janelas maiores (mágicas, sem persianas!), com sensores que reduzem a turbulência, pressão da cabine mais “próxima da terra” (de 8.000 para equivalentes a 6.000 pés, o que reduz a fadiga do nosso corpo), que gasta 20% menos combustível (diminuindo seu footprint  ecológico; qualquer voo internacional torra dezenas de milhares de litros de combustível no ar), que oferece mais espaço nos compartimentos para bagagem de mão (igual a menos tensão na econômica) e, principalmente, que consegue entregar mais umidade no ar (o ar dos aviões durante voo é mais seco que o mais seco dos desertos), o que faz com que você não precise pingar lágrimas artificiais nos olhos e soro no nariz, passar toda hora hidratante nos lábios, no rosto, nas mãos e tomar sete litros de água durante suas horas no céu. É essa experiência BEM mais confortável de viagem que oferece o Boeing 787-de-turbina-dentada-Dreamliner (e futuramente também seu primo concorrente de mesma categoria, o Ver Mais →

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LATAM: a nova marca da Lan e da Tam

A LAN e a TAM anunciaram hoje a nova marca, única, nas cores índigo e coral, que será utilizada a partir de hoje, para o mercado e para o mundo. As mudanças na comunicação das empresas (que passa a ser uma, que será o maior grupo de companhias aéreas da América Latina), nos escritórios, nos sites, nos uniformes, nas aeronaves, começam a partir do primeiro semestre de 2016 e deve demorar três anos para que o processo seja completado. latam-nova-marca-lan-tam-alta

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Enormes Airbus sendo caças

De cabine “extra larga”, o Airbus A350 foi criado para competir com o Boeing 787, tem capacidade para até 550 passageiros, envergadura (distância entre a ponta de uma asa à outra) de 65 metros e vai começar a voar com a Qatar Airways em janeiro de 2015 (mas a TAM já recebe seus primeiros exemplares também em 2015). O que aconteceria se cinco aviões deste tamanho fizessem manobras inspiradas nas apresentações de caças? Só pra comparação, num caça MIG-31 só cabem DUAS pessoas e sua envergadura é de 13 metros. Assista ao vídeo produzido pela Airbus, mas já pule para o minuto 3’18, que é quando começa a apresentação, com momentos de emoção em 4’10 e 5’15. De arrepiar.

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As companhias aéreas emirati

Enquanto Dubai em apenas trinta anos deixou de ser um deserto e se transformou num destino turístico superlativo (prédio com um quilômetro de altura, ilhas artificiais, pistas de esqui em shopping center), Abu Dhabi sempre foi a irmã mais velha, mais discreta, maior e RYKA. Simplesmente rica: 95% do petróleo e do gás natural existentes nos Emirados Árabes Unidos (a sexta maior reserva do mundo) estão no Emirado de Abu Dhabi, cuja capital é a cidade de Abu Dhabi, e que, por sua vez, é a capital dos Emirados Árabes (seguiu?).

Os Emirados Árabes Unidos são um país fundado em 1970 composto por sete — quase eram nove — emirados soberanos (o Bahrein e o Catar optaram por tornar-se independentes). Cada emirado é governado por uma família real, todos parentes, mas, especialmente os emirados de Abu Dhabi e Dubai são governados por duas famílias mais próximas, que descendem do clã Bani Yas: os Al Nahayan, que reinam Ver Mais →

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A excelência Varig ainda voa os nossos céus

Era uma manhã movimentada no Aeroporto de Porto Alegre. Entre filas e bocejos, centenas de pessoas embarcavam para os mais diferentes destinos do Brasil, e quem diria, do mundo! O majestoso Salgado Filho ainda parece tímido ao exibir alguns voos que, aos poucos, colocam a capital gaúcha no mapa das rotas internacionais: Lisboa, Lima, Buenos Aires, Miami e Cidade do Panamá, destinos que se misturam nos placares informativos com Santa Maria, Chapecó, Joinville e várias capitais brasileiras incluindo meu destino naquela manhã: Curitiba.

Ao dar uma rápida espiada no pátio das aeronaves, já fica claro que a Gol e a Azul estão disputando a preferência gaudério* por gaudério. Não é difícil encontrar diversos voos para os mesmos destinos nos mesmos horários nas duas companhias. A TAM continua lá, discreta, mas trazendo aeronaves cada vez maiores para o extremo sul do Brasil. Um luxo que Porto Alegre sempre esnobou entre as vizinhas da região: receber aviões maiores e mais Ver Mais →

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Cobranças extras pelo assentos em voos domésticos

Você pode se assustar ao comprar uma passagem pela Gol e, ao tentar marcar seu assento, perceber que eles estão te cobrando R$ 30, por trecho. Mas essa tarifa não se refere ao simples ato de marcar o seu assento, mas sim à compra dos assentos Gol + Conforto, já presente em todos os aviões da companhia que operam voos domésticos (até dezembro, serão todos os aviões da companhia). Nesses assentos, que ocupam de cinco a sete primeiras fileiras dos aviões (dependendo do modelo), os passageiros possuem dez centímetros a mais entre a sua poltrona e a poltrona da frente (de 76 para 86 centímetros de espaço entre fileiras; 10 cm para pernas fazem bastante diferença) com reclinação 50% maior que as outras poltronas.

Apesar de também cobrarem R$ 30 extras, os assentos das saídas de emergência não são Gol + Conforto e não são todos os passageiros que podem ocupá-los, já que você deve estar apto para operar as saídas em caso de emergência (e também você não pode deixar sua bolsa ou mochila embaixo da poltrona da frente).

Nos voos Santos Dumont (SDU) — Congonhas (CGH), Brasília (BSB) — Santos Dumont (SDU), e Vitória (VIX) — Santos Dumont (SDU), existe ainda a possibilidade de se bloquear o assento do meio, o que garante ainda mais conforto durante o voo.

Os assentos Gol + Conforto são gratuitos para clientes Smiles Diamante e Delta Elite, custam a partir de R$ 30 para todos os outros passageiros, e você pode contratar o serviço no momento da compra da passagem, pela Central de Vendas (no telefone 0300 115 2121) — mas por telefone custa R$ 10 a mais — ou no momento no check-in, se houver disponibilidade.

TAM
Nos aviões TAM que fazem voos domésticos, diferentemente das poltronas + Conforto da Gol, todos os assentos e o espaço entre fileiras são iguais, e reclinam igual. A cobrança adicional é feita para os passageiros que quiserem mais espaço para as pernas e apenas nos assentos da primeira fileira de cada aeronave e nas fileiras das saídas de emergência. Mas, com restrições: nas saídas de emergência, por lei, não podem viajar gestantes ou pessoas com crianças de colo. Caso você tenha contratado o serviço e eles tiverem de te reacomodar em outro assento, é feito o reembolso integral do valor pago. Para voos dentro do Brasil, a TAM cobra R$ 30 extras por trecho, pelo site ou pelo telefone, e R$ 40 extras, pessoalmente nas lojas ou no balcão do check-in. Para voos na América do Sul o valor sobe e para a Europa o valor por trecho pode chegar a R$ 300. Você pode conferir a tabela completa clicando aqui (desça a página e clique na aba Valores e Especificações por Trecho).

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Como era voar no Concorde

Foi um retrocesso para a aviação comercial. Eu tinha vinte anos, morava em Londres, ia regularmente para Nova York, e achava que os voos supersônicos existiriam para sempre. E depois de mais de dez anos sem o Concorde, vejo o quão sortudos éramos (a ponto de bater uma nostalgia ao ver as imagens do Concorde voando). Foram apenas doze os aviões (a British Airways com sete e a Air France com cinco) que, por 27 anos, encurtaram as distâncias do mundo; e não há nenhuma previsão ou perspectiva para a próxima década de que exista novamente um voo comercial na velocidade Mach 2 (ou 2.500 km/h, ou ainda, duas vezes a velocidade do som, de 340 metros por segundo).

O voo BA001 saía de Londres, pela British Airways, todos os dias, às 10h30 da manhã. Depois de três horas e meia de voo (a duração de um voo comum para o mesmo trecho é de 7 ou 8 horas), chegava em Nova York, no mesmo dia às 9h. Ou seja, você chegava no mesmo dia, uma hora antes do horário que você tinha saído, porque o Concorde voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, de 1666 km/h. Só a ideia de “voltar no tempo” ou não ter de levantar tão cedo e, ainda assim, chegar descansado e aproveitar o dia todo em uma cidade do outro lado do Atlântico me fascinava. O fato de algumas madames londrinas irem num dia e voltarem no outro — para simplesmente almoçar, acompanhar alguma exposição ou fazer compras — também me intrigava (a US$ 10 mil o preço da passagem ida e volta, nunca tive coragem de fazer isso). Era pra mim o símbolo máximo do que era ser jet-setter. Ou de como o homem era capaz de coisas incríveis e de como a tecnologia transformara o planeta num grande quintal. Havia pessoas que voavam todas as semanas de Concorde na mesma rota. Pessoas se conheciam, amizades se formavam, negócios eram fechados. O Concorde era praticamente um exclusivo clube. 

O avião, com apenas 100 lugares, apesar de compacto (teto baixo, poltronas confortáveis porém nada espaçosas, janelas minúsculas) era inteiro primeira classe. Já no terminal 4 em Heathrow, depois do check-in, todos os passageiros eram encaminhados para o Concorde Room, uma sala onde você tinha acesso ao que havia de melhor em comida (incluindo serviço à la carte ), bebidas (champagnes  safrados) e serviço (todas porcelanas Royal Douton e talheres desenhados por Sir  Terence Conran); e que hoje é o nome dos lounges  da primeira classe da British Airways nos aeroportos de Heathrow, em Londres, e JFK, em Nova York . No avião, o banquete continuava: assim que atingíamos a velocidade Mach 2, iniciava-se o serviço de bordo, com um almoço de três etapas e mais vinhos, champagne, uísque.

A velocidade, o grande diferencial do Concorde (sem deixar de lado o design), era acompanhada por um quadro-relógio instalado na cabine para todos os passageiros verem. Quando o avião atingia 40 mil pés de altitude, ele alcançava Mach 1 (1200 km/h; um Boeing 747, por exemplo, voa a 900 km/h, ou Mach .85); isso em dez minutos de voo. A 60 mil pés de altitude (18 quilômetros acima do nível do mar, uma altura onde as turbulências são inexistentes), quando o barulho dos motores não pudesse mais incomodar o planeta de tão alto, atingia-se a velocidade de cruzeiro: Mach 2, 2500 km/h.

A esta altura, pela janela, olhando pra baixo, via-se a curvatura da Terra; pra cima, um azul escuro, bem diferente do céu claro que vemos nos voos comuns; tocávamos o espaço. Confesso que essa visão me era um pouco perturbadora e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Como o homem conseguira me levar de um lado para outro do mundo, tão alto, tão rápido, e ainda assim, em segurança, sem nenhum arranhão e com meu topete intacto?

No JFK, o serviço primoroso continuava. As malas nem iam para a esteira, já estavam nos aguardando. Ao sair para o desembarque uma fila de carros com motoristas para levar todos os passageiros do Concorde para Manhattan, individualmente.

como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-3O interior super simples e sóbrio do Concorde da British Airways. Imagem: Bartolomeo Gorgoglione do site Planespotters.net.como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-1O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reproduçãocomo-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-2O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reprodução Encontrando um dos bilhetes antigos. Imagem: Shoichi Iwashita

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Novidades da aviação no Brasil

A maioria dos passageiros mal sabe se está voando em um Airbus ou um Boeing (e tampouco estão preocupados com isso desde que o avião os leve ao seu destino com segurança). Mas para aqueles que curtem acumular experiências em aviões diferentes, a Lufthansa acaba de colocar na rota Guarulhos – Frankfurt, o Boeing 747-8 (abaixo na foto), o avião comercial mais longo do mundo (o maior é o Airbus A380, que segue impedido de operar em Guarulhos por falta de estrutura; o próprio 747-8 era para ter iniciado suas operações em outubro de 2013 sendo que as negociações iniciaram em 2008… #ShameOnUs). O avião 747-400 que fazia a rota anteriormente foi deslocado para o trajeto Rio – Frankfurt. A Lufthansa é a única companhia a usar o avião no Brasil e se você quiser voar no novo Jumbo em sua próxima viagem à Europa, os voos saem todos os dias de São Paulo às 18h40 chegando em Frankfurt às 11h15 do dia seguinte. A duração do voo é de 11h30.
Lufthansa Foto
TAM AGORA É ONEWORLD, MAS AINDA UM POUCO STAR ALLIANCE
Falando em Lufthansa, que é membro-fundadora da Star Alliance, a TAM anunciou a sua saída da aliança e a entrada na OneWorld — que a LAN ajudou a fundar —  mantendo ainda parceria com 11 das 27 companhias da Star Alliance (os acordos são complexos mas são bons para os passageiros ;-). A OneWorld possui companhias aéreas de peso como: British Airways, JAL, LAN, Malaysia, Qatar, Cathay, Finnair, American Airlines, todas elas entre as 20 melhores companhias aéreas do mundo. Os clientes Fidelidade TAM já conseguem pontuar viagens e trocar pontos por passagens em qualquer companhia da aliança. Para saber tudo sobre o funcionamento da novidade, clique aqui.

JAL PODE VOLTAR OPERAR SÃO PAULO – TÓQUIO (PLEEEASE!)
E no anúncio de lançamento da TAM/OneWorld, que trouxe os presidentes de TODAS as companhias da aliança (com exceção do da Malaysia, por motivos óbvios), o presidente da JAL anunciou que pretende retomar em breve a rota Guarulhos – Tóquio, encerrada em 2001 (e que gerou até um abaixo assinado dos descendentes japoneses no Brasil). Mas, agora, em vez de Los Angeles, a escala será em Nova York.

AIR FRANCE COMEÇA ROTA BRASÍLIA – PARIS 3 X POR SEMANA
Se você mora na região Norte ou Nordeste, não precisa mais descer até o Rio ou São Paulo para sua próxima viagem a Paris. A Air France começou nesta semana a rota Brasília – Paris, operada por um Boeing 777-200, com classes executiva e econômica e econômica premium (com 40% a mais de espaço que na econômica comum). Os voos saem às segundas, quartas e sextas-feiras saindo de Brasília às 22h40 e chegando em Paris às 14h20 do dia seguinte (10h40 de voo). Ver Mais →

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Virgin America apresenta novo e incríve...

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Classe executiva: o preço compensa?

Classe executiva é para aqueles que vão trabalhar assim que chegarem ao destino e precisam estar descansados ao sair do avião (para assinar contratos milionários, de preferência), para quem vai fazer uma viagem muito longa e ficar apenas dois dias no destino e voltar (o extremo desconforto na classe econômica em voos acima de 12 horas pode compensar o investimento), para os caçadores de promoção com flexibilidade na agenda e, obviamente, para aqueles que não têm preocupação com orçamento. Para aqueles que não são obesos e têm até 1,80 m de altura, em voos de até doze horas e de FÉRIAS — ainda mais se o voo for noturno, quando um kit soninho (calmante, protetores auriculares, um confortável apoio para pescoço, uma bela máscara para dormir e uma manta de lã ou cashmere) nos oferece o merecido sono — vale pensar com carinho: não valeria mais a pena pagar US$ 800 por mais uma diária no hotel só para descansar + US$ 300 por uma bela massagem ao chegar + US$ 500 num belo jantar gastronômico do que a diferença de US$ 3 mil a US$ 5 mil entre uma passagem coach  e business? 

OS AVIÕES NÃO SÃO IGUAIS
Sem falar no risco que se corre ao comprar uma passagem com descuido (sem pesquisar com muito afinco o avião que irá te transportar) e encontrar um avião antigo, que não passou ainda pela reforma, cuja classe executiva nada  lembra as fotos incríveis usadas nas campanhas das companhias aéreas ou mesmo por que aquela companhia aérea tem uma executiva muito ruim mesmo, mas ainda assim cobra caro por ela. Já passei por isso e é bem frustrante. E atenção: se você comprar uma passagem em classe executiva para voos entre países dentro da Europa como complemento à sua passagem do Brasil, as chances de que você voe em um assento de econômica apenas com o assento do meio bloqueado são bem grandes; o que definitivamente não compensa a diferença de preço ou as milhas gastas para o upgrade. Por isso, uma vez definida a opção, é sempre interessante gastar um tempo pesquisando nos sites especializados.

GASTRONOMIA NAS NUVENS?
Por motivos técnicos e de logística, comida no ar NUNCA será tão boa quanto em terra por melhor  que ela seja preparada, por mais que as companhias digam que um chef  estrelado assina o menu, que eles sirvam caviar e bons vinhos. É comida requentada, né? Além do visual da comida, que nunca está no seu melhor estado, a pressurização da cabine influencia terrivelmente no nosso olfato, que influencia completamente o nosso paladar. Se você quiser saber por que você só sente gosto e não o sabor dos alimentos a 35 mil pés de altitude, não deixe de clicar aqui. Por isso, tome o champagne grande cuvée  ainda em solo.

SALAS VIP
Quem chega hoje com tanta antecedência ao aeroporto a ponto de desfrutar das salas VIP como se deve? A não ser que você faça longas conexões (mesmo assim, algumas horas em um hotel próximo ou no próprio, com uma banheira e uma cama confortável para um cochilo é bem melhor), as salas VIP não valem o quanto custam (com raras exceções, estão sempre lotadas, a comida é sempre RUIM), a não ser que o seu cartão de crédito ou o seu programa de milhagens te ofereça isso como benefício. Sem falar que mesmo tendo acesso a uma sala VIP, você ainda precisa ir andando até o portão de embarque comum a todos os passageiros para embarcar (e os aeroportos estão cada vez maiores, e as coisas cada vez mais longes), tendo de acrescentar a “visita à Sala Vip” como ainda mais uma etapa no já desgastante processo de viajar. Sala VIP só seria VIP mesmo se você saísse dela e entrasse direto no avião, sem escalas.

São Paulo, agosto de 2013. 

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