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Destinos de verão


Taormina: A cidade siciliana com paisagens improv...

Assim como o cannolo  e a retórica, a máfia foi inventada na Sicília. A maior ilha do Mediterrâneo, a “bola chutada pela bota” que é a península itálica, a Sicília pagou um preço alto por sua localização estratégica no Mar Mediterrâneo, nos quase dois mil anos em que a região foi considerada o centro do mundo. E quando perdeu a importância, na transição entre o feudalismo e uma tentativa de Estado moderno (a Sicília desde o Império Romano foi totalmente desflorestada para ser o celeiro da Itália continental graças ao seu solo vulcânico, logo, rico), a ilha viu o surgimento da Cosa Nostra, não só uma instituição criminosa que ultrapassou continentes, mas também uma organização social cujas origens explicam muito a história, a geografia, a alma — e o atraso — dessa ilha. Mas as “famílias” (a famiglia, nem sempre consanguínea, é a unidade básica da máfia) nunca estiveram presentes no nordeste siciliano, onde fica Taormina, apesar de sua presença influente até hoje no lado oeste, onde estão Palermo e Corleone. Talvez por isso, apesar de ter atraído viajantes das Ver Mais →

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Saint-Barth: O melhor jeito de chegar, quando ir, ...

Chegar não é muito fácil. Espremida entre uma colina e o mar (a linda Baía de Saint-Jean, uma das principais praias da ilha), a pista de pouso do aeroporto de Saint-Barth [SBH] tem apenas 650 metros de comprimento (veja foto abaixo; para efeitos de comparação, um Boeing 737-300 precisa de 2000 metros de pista para pousar; um Boeing 777, de 2700 metros de pista…). Ou seja, só aviões bem pequenos com capacidade para, no máximo, dez passageiros conseguem pousar aqui. E sendo quase toda a pequena ilha de Saint-Barthélemy uma reserva natural, não existe a menor possibilidade de se aumentar o porto de Gustavia (os grandes iates ficam todos no mar, fora da marina, e os grandes navios não têm permissão para aportar) ou de se aumentar a pista de pouso — que não tem como ser expandida, por conta das barreiras naturais — ou construir um novo aeroporto, o que torna o turismo de massa uma realidade improvável neste pedaço de primeiro mundo no Caribe.

DO BRASIL PARA SAINT-BARTH: DUAS ESCALAS, NO MÍNIMO

A opção mais rápida — e mais fácil para quem não tem visto americano — é ir de Copa Airlines com escala de apenas 45 minutos no Panamá (em 11 horas você estará pousando no Princess Juliana, em Sint-Maarten, a ilha vizinha mais próxima de Saint-Barth). Mas, apesar de a Copa oferecer uma classe executiva (não muito boa), eu acho desconfortável fazer um voo de sete horas, Guarulhos-Panamá, num Boeing 737, que é narrow-body  (só tem um corredor e é o avião com que a Gol, que Ver Mais →

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Dá mesmo para comprar day-use para passar o dia n...

Ela está fechada no momento para uma reforma e só reabre em setembro para as comemorações do aniversário de dez anos da abertura do hotel (os quartos também começam a passar por atualizações necessárias começando pela tecnologia; aguarde mais informações em breve :-). E desde 2007 o hotel Fasano Rio tem a piscina-com-vista  mais cobiçada não só do Rio de Janeiro, mas uma das mais do mundo (o Emiliano Rio, inaugurado no fim de 2016, bem que poderia conquistar o posto — também com uma bela piscina no topo do hotel, com vista para o Pão de Açúcar e borda infinita; confira a nossa crítica do hotel clicando aqui —, mas em Copacabana infelizmente não tem pôr do sol…). No entanto, diferentemente de outros hotéis no Rio, o Fasano — assim como o Emiliano — não oferece o serviço de day-use, que é a prática de se pagar um valor para se usar a estrutura de piscina ou praia de um hotel (e que sempre é uma ótima oportunidade de se Ver Mais →

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Saint-Barth: A ilha branca e bilionária do Caribe...

Três horas e meia de voo e apenas uma hora de diferença de fuso horário separam o rigoroso inverno nova-iorquino de fevereiro do verão-o-ano-todo de Saint-Barthélémy, essa ilhota de vegetação árida — e de praias menos bonitas que as das ilhas vizinhas, preciso dizer —, que se transformou no porto seguro de algumas das pessoas mais ricas e famosas do mundo (seguidas dos alpinistas sociais), onde o turismo de massa não tem vez (nem as grandes redes de hotéis de luxo estão aqui). São Bartolomeu — assim como Saint-Tropez vira para os franceses, que adoram diminutivos, “Saint-Trop”, Saint-Barthélémy é “Saint-Barth”, ou ainda, em inglês, “St. Barts” — não só é território francês mas praticamente a extensão da Côte d’Azur no Caribe (não raro você vai encontrar os mesmo superiates aportados em Cap d’Antibes em junho e aqui durante o inverno no hemisfério norte). Porque se chegar à França metropolitana — Paris, depois Marseille — para começar a viagem pela Riviera Francesa é se deparar com gente de todas as cores, roupas, etnias, línguas e culturas, basta sair da cidade mais antiga do país Ver Mais →

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Cruzeiros fluviais: Quando o foco não é só o na...

Água é vida. Do Cairo a Paris, passando por Manaus, Viena e Moscou, grande parte das cidades milenares do mundo nasceu à beira dos rios. E muitos desses rios vão muito além das fronteiras políticas: além do Reno (cuja nascente está na Suíça, mas desemboca no Mar do Norte, na Holanda) e o Mekong (que começa no Vietnã, passa pelo Camboja e o Laos até chegar à China), o Danúbio, ao longo dos seus quase três mil quilômetros de extensão, cruza dez países na Europa, incluindo mais de 70 cidades e quatro capitais nacionais (Viena, Bratislava, Budapeste e Belgrado). Diferentemente dos cruzeiros marítimos, em que muitos passageiros consideram o navio como destino (e sequer descem durante as paradas), nos cruzeiros fluviais o grande destaque é a programação das cidades. Por isso, espere paisagens diferentes todos os dias (nunca você vai passar o dia todo vendo água por todos os lados), conforto e espaço nas cabines (pense em banheiros de mármore, walk-in Ver Mais →

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O guia definitivo para dirigir na França: Pode be...

A tentação é grande de alugar um carrão  conversível para percorrer as estradinhas cenográficas e ensolaradas da região da Provence e Côte d’Azur com aquela liberdade que só o dirigir permite para fazer as coisas no seu tempo, explorar as paisagens, ir e voltar na hora que quiser. Mas acredite, se você quiser dirigir pelas áreas medievais, tantos os vilarejos quanto as regiões antigas e centrais das cidades, alugue um carro pequeno. Ainda assim é inevitável a apreensão em muitas ruelas, tão estreitas que nos fazem duvidar de que o carro possa passar por ali, tão curvas que se torna impossível vislumbrar uma saída (e com capacidade para receber 0,8 da largura de um carro, reze para não ter ninguém vindo na direção contrária; isso quando elas não estão à beira de enormes precipícios).

dirigir-franca-provence-cote-d-azur-aluguel-de-carros-pedagio-combustivel-estradas-mais-bonitas-1000-7Nos vilarejos, as ruazinhas – sem calçadas – podem ser ainda mais estreitas que essa. Imagem: Shoichi Iwashita

PRECISO MESMO DE UM GPS NO CARRO? S-I-M!

dirigir-franca-provence-cote-d-azur-aluguel-de-carros-pedagio-combustivel-estradas-mais-bonitas-1000-3Mesmo que você esteja com acesso a internet pelo celular através de um SIM card  local e conseguindo usar o Waze ou o Google Maps, sempre alugue o carro com GPS, pois no meio da viagem quando você estiver para pegar aquela outra estrada à direita, pode ser que aconteça de o sinal do celular desaparecer, o Maps não atualizar e, aí, adeus chegar ao Ver Mais →

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Campos de lavanda na Provence: Tudo o que você pr...

Enquanto eu dirigia sozinho pela estreita D6 (estrada departamental), com os vidros do carro abertos, sentindo o vento e o sol do verão mediterrâneo (essa luz que encantou pintores impressionistas como Cézanne e Van Gogh), escutando as músicas da Tal Benyerzi e vendo — e sentindo o suave aroma (eu achava que ia ser meio enjoativo) — daqueles enormes campos de lavanda no auge da floração, com as montanhas ao fundo, a sensação era a de que eu tinha chegado ao paraíso, a de que eu não estava mais na Terra. Em mais um dos nossos passeios pela Provence, a seguir tudo o que você precisa saber para ter a melhor experiência ao redor desta flor, cujo óleo essencial é usado há milênios na beleza e no bem-estar, e que também é usada na gastronomia (não deixe de provar o sorvete de lavanda, que é companheiro perfeito para enfrentar o calor provençal, o mel, ou ainda o crème brûlée à la lavande  em algum restaurante).

QUANDO VISITAR

provence-campos-de-lavanda-sault-valensole-1200-2-1As flores da lavanda (lavande fine, em francês, mais rara e selvagem, cujo óleo essencial é aproveitado na perfumaria) e do lavandim (lavandin, na foto acima, usado para produtos menos nobres como sabonetes) não florescem na primavera europeia (de 21 de março a 21 de junho), mas sim no começo do verão, mais especificamente nos últimos dias de junho até por volta de 10 de julho. Como a colheita começa por volta da metade do mês (no ano de 2016 começou no dia 15 de julho, mas a data de início depende da meteorologia, da Ver Mais →

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Cipriani: Dos hotéis míticos do mundo, o mais co...

Depois de me hospedar no Cipriani em Veneza e no Brenners Park em Baden Baden, eu definitivamente vou precisar criar uma categoria hotéis-míticos-e-com-alma-que-sobreviveram-bem-ao-tempo. Distante na medida certa da confusão claustrofóbica das hordas de turistas em Veneza, o Cipriani é praticamente um oásis que ocupa a ponta da ilha de Giudecca, que dá de frente para San Marco (jantar no terraço de um dos restaurantes do hotel, o  Cip’s Club, com vista para tout Venise  é uma experiência imperdível até para quem não está hospedado, e ainda tem uma das melhores tartes tatin  que já comi na vida; você vê nas fotos no fim da matéria). Mas não só: qual hotel do mundo possui funcionários — há décadas trabalhando lá — que são personagens tão míticos quanto o Cipriani? (O barman  Walter Bolzonella é amigo de várias figuras de Hollywood incluindo o ator George Clooney; e na cidade que abriga alguns dos eventos de arte mais importantes do mundo, as Bienais de Arte e Arquitetura e o Festival de Cinema, espere sempre encontrar Ver Mais →

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Aix-en-Provence: Mercados a céu aberto, arquitetu...

Diferentemente de outras cidades na ensolarada Provence, como Arles ou Nîmes, e apesar de também ter sido fundada pelos romanos com o nome de Aquae Sextiae (por conta das águas termais que até hoje brotam em algumas de suas inúmeras fontes), em Aix-en-Provence você não encontrará ruínas romanas; está tudo enterrado. Mas, ainda assim, la ville aux mille fontaines  (a cidade das mil fontes, como se referia à Aix Jean Cocteau); dos muitos e coloridos mercados nas praças medievais (de flores, de frutas e legumes, de peixes, de artesanato — tem todos os dias — e a Provence é considerada “a horta da França”); e também sede de uma das minhas companhias de dança preferidas (o Angelin Preljocaj, que ocupa o Pavillon Noir, edifício contemporâneo de concreto e vidro assinado por Rudy Ricciotti, o mesmo do MUCEM de Marseille) e de um dos festivais de ópera mais importantes do mundo (o Festival d’Aix-en-Provence, tipo, imperdível), Aix é uma das cidades mais famosas e queridas — e foi das mais importantes — não só do condado independente da Provence, de que era a capital (a Provence só é anexada à França no século 15, em 1481), mas também do hexágono que ajudou a formar (“l’Héxagone” — essa figura geométrica de cinco pontas e seis lados — é um dos apelidos da França).

HOTÉIS DE CHARME DISTANTES DO CENTRO; AFINAL, ONDE FICAR?

aix-en-provence-franca-france-o-que-fazer-dicas-como-chegar-1100-46Mas apesar de sua história como principal cidade da região por muitos séculos, de sua ligação com a arte (o pintor pós-impressionista Paul Cézanne, conterrâneo do escritor Émile Zola, nasceu e morreu aqui), e de sua arquitetura (são centenas de hôtels particuliers  no coração da cidade, rivalizando em número com Paris, apesar de sempre ter tido Ver Mais →

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Seabourn: Dos cruzeiros de luxo, o melhor? #publi

Além do serviço de quarto 24 horas incluso no valor do cruzeiro — que tal caviar & champagne como lanchinho da madrugada? —, um frigobar abastecido com duas garrafas de sua bebida preferida — uísque escocês, americano ou canadense; gin Tanqueray ou Beefeater; vodca Absolut ou Stolichnaya; vinhos — é o que você vai encontrar ao adentrar sua cabine em um dos quatro navios da frota Seabourn (todos novíssimos, o mais “velho” é de 2009). E para os viajantes frequentes de cruzeiros de luxo, a opinião é quase unânime: a companhia norte-americana com sede em Seattle fundada em 1986 entrega um serviço ainda mais exclusivo que outras companhias do mesmo nível {leia aqui os nossos publieditoriais sobre a Silversea, Silversea Galapagos e a Ponant}, fato que é reconhecido pelos rankings  de revistas especializadas como a Travel + Leisure e a Condé Nast Traveler: a Seabourn ocupa o topo do ranking  na categoria cruzeiros em Ver Mais →

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Hotel Four Seasons DIFC: Existe uma Dubai elegante...

Elegância raramente rima com grandiosidade (“a elegância não grita, ela sussurra”, li uma vez). E, apesar de refletir a cultura emirati  com ricos veludos e o brilho dos metais dourados e das madeiras laqueadas, o Four Seasons Dubai DIFC não segue a proporção dubaiana, felizmente: é um hotel com apenas oito andares — são mais de 100 quartos, mas a sensação é a de que se está num hotel boutique — no coração deste minúsculo e jovem emirado que, em pouco mais de vinte anos, já tem mais  arranha-céus que Tóquio e Chicago. Por isso, numa cidade onde o céu é — literalmente — o limite, o Four Seasons Dubai DIFC é uma belíssima opção ao extenso cardápio de hotéis de luxo em Dubai, e com ótima relação custo-benefício (praticamente todas redes estão aqui, com um ou até mais hotéis, como é o próprio caso da Four Seasons, que tem um resort  de praia em Jumeirah, e você pode utilizar a estrutura pagando uma taxa por dia de uso).

A localização não poderia ser melhor. Você está no coração do DIFC, o Dubai International Financial Centre, um bairro-jurisdição vizinho ao complexo Burj Khalifa — Dubai Mall (hoje considerado o “centro” de Dubai; e por ser vizinho, o Four Seasons garante ótimas Ver Mais →

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Galápagos: Como conhecer as ilhas que inspiraram ...

Uma viagem que durou cinco anos e passou pelas ilhas Galápagos (e duas vezes pelo Brasil) fez com que um jovem naturalista inglês, bem nascido mas nada brilhante na juventude (tentou a medicina e o sacerdócio, ambos sem sucesso), chegasse, a partir da observação, a uma das ideias mais brilhantes — e revolucionárias — de toda a história: a de que as características dos indivíduos de uma determinada espécie mais bem adaptados ao ambiente passariam para as futuras gerações, moldando o que somos e o percurso da evolução (assim, isso é apenas um dos pontos escrito de uma maneira bem  resumida), respondendo assim a uma das questões fundamentais da ciência, que na época acreditava que as espécies eram imutáveis (sem falar nas profundas  implicações religiosas — que dava ao acaso das mutações genéticas o poder que antes era de Deus — e filosóficas, discutidas até hoje).

E se, de 1831 a 1836 (passando por Galápagos em 1835), Charles Darwin fez a viagem no HMS Beagle, uma embarcação a vela com dois mastros, nada  confortável e numa época quando as pessoas partiam para as viagens sem saber se voltariam vivas (ou se voltariam), hoje é possível conhecer essas que são uma das paisagens mais inóspitas, únicas e protegidas Ver Mais →

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Seychelles, ilha La Digue: A praia que é um dos g...

A primeiríssima coisa a fazer ao chegar de balsa (que aqui eles chamam de jetty ) nesta ilha que só recentemente passou a ter carros é alugar sua bicicleta, que será o seu meio de transporte na ilha (há vinte anos, os únicos meios de transporte eram a bicicleta e as charretes puxadas por bois, que existem até hoje, mas que eu não gosto nem de ver por pena dos bois, ali, puxando aqueles turistas debaixo do sol). E a conversa que eu tive com a atendente da locadora de bicicletas reflete bem o espírito de La Digue. “Quanto custa o aluguel?” “150 rupees para um dia todo ou 100  rupees por dia se você alugar mais de um dia.” “Ó, aqui o meu passaporte.” “Ah, não precisa não.”… (Escolho a bicicleta.) “Onde fica o cadeado?” “Não tem não.” “Mas e se alguém levar a bicicleta?” “Você avisa e a gente encontra, não tem problema.” #ComoNãoAmar? La Digue é a ilha mais charmosa e mais low-profile  das Seychelles — das ilhas habitadas é a mais difícil de se chegar — e também abriga a praia que, por si só, vale todo o esforço: a Anse Source d’Argent (foto acima), com seus granitos Ver Mais →

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Seychelles, ilha Praslin: Palmeiras jurássicas co...

É nesta ilha que fica a Anse Lazio, a praia que é considerada uma das mais lindas do mundo. Aqui também está o Vallée de Mai, uma floresta de palmeiras gigantescas — que dão o famoso coco de mer, uns cocos também gigantes —, intacta há milhões de anos, com espécies endêmicas que você não encontra nem nas ilhas vizinhas (a sensação é a de que se está no cenário do filme Jurassic Park ). Mas a não ser que você venha jogar golfe no hotel-resort Constance Lémuria (e apesar de ter um hotel de luxo da rede Raffles), Praslin — fala-se “prálin” ou “pralã” — é perfeita para se passar apenas o dia, pois além da praia e da floresta, não há muito mais o que ver ou fazer. Ou melhor, não tem nada — natureza, praias, atividades — de que você já não irá desfrutar bastante nas outras ilhas.

COMO CHEGAR A PRASLIN?

Segunda maior ilha da República das Seychelles  (entre Mahé, a maior, e Silhouette, a terceira), Praslin tem apenas sete mil habitantes e você pode vir para cá tanto de catamarã (que eles chamam de “jetty” ), de Mahé ou La Digue, quanto de avião, de Mahé, num voo que dura 15 minutos (a Air Seychelles faz 32 voos diários entre as ilhas de Mahé [SEZ] Ver Mais →

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Seychelles, ilha Silhouette: A ilha do resort Hilt...

Confesso que, ao planejar uma viagem para qualquer praia (ainda mais um destino considerado paradisíaco como as Seychelles), a minha última opção de hospedagem seria uma propriedade dessas grandes cadeias internacionais voltadas para o mercado corporativo, que seguem aquela identidade única estando você em Xangai, em Paris ou no Rio de Janeiro. Mas o que me encantou no Hilton Seychelles Labriz Resort & Spa, além do fato de ele ocupar sozinho a Silhouette Island, a terceira maior ilha das Seychelles, plantation  no século 18 e hoje parque nacional e marítimo, é que na ilha existe um vilarejo com apenas 135 nativos, com escola maternal (no momento sem alunos porque as poucas crianças da ilha — eram cinco em 2015 — prosseguem hoje o ensino fundamental em Mahé), hospital (onde um médico alemão é mantido pelo hotel), capela, centro comunitário; e o mais bonito é que, em vez de escondê-los, o hotel integrou Ver Mais →

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Seychelles, ilha de Mahé: Luxo, natureza e mais d...

Alguns dos melhores e mais paradisíacos hotéis das Seychelles como North, Fregate, Zil Pasyon e Cousine ocupam sozinhos ilhas inteiras. Mas são hotéis-destinos para quem quer ou precisa de muita privacidade: como eles estão a 40 minutos, uma hora de barco das ilhas principais, não é tão fácil ficar indo e vindo. É só em Mahé, a maior de todas as 115 ilhas que formam o país-arquipélago, onde estão o único aeroporto internacional por onde você vai chegar e a capital do país, Victoria, um minúsculo e movimentado bairro com status  de cidade, que você vai conseguir experimentar não só hotéis incríveis com paisagens exuberantes e praias quase privadas que te dão a completa sensação de isolamento (apesar dos 75 mil habitantes da ilha; talvez por causa das muitas montanhas, a sensação nos hotéis aqui é a mesma de se estar numa ilha particular), mas também a vida local, trilhas com vistas excepcionais, restaurantes autênticos que não estão dentro de hotéis e praias para todos os gostos, das frequentadas pelas famílias de seychellois  com vários restaurantes na orla às mais desertas, com direito a belíssimos pores do sol (são 65 praias no total, e mesmo as praias que estão dentro dos hotéis de luxo são acessíveis, já que, por lei, toda praia em Seychelles é pública). Basta você pegar o seu carro para sair e explorar a ilha, pois Mahé concentra o melhor dos dois mundos.

seychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-6A vista de Mahé do monte Copolia, que você acessa através de uma das quatro trilhas que começam na estradinha Sans Souci; é só procurar pela Copolia Trail.

JÁ QUE ESTAMOS FALANDO DOS HOTÉIS EM MAHÉ, ONDE SE HOSPEDAR?

Para os amantes de praia e natureza (para quem Seychelles  é IDEAL) e com orçamento enxuto, viajando sozinho ou com amigos, são muitas as opções de hospedagem simples e acessíveis, nos chamados guest houses  (tipo pousadas familiares) e self-catering houses ou apartments (casas ou apartamentos para os quais você tem de fazer as compras Ver Mais →

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Maho não receberá mais o 747 da KLM

6889147942_87735bd319_oEra uma das experiências essenciais de todo viajante que ia para a ilha de Sinkt-Maarten-Saint-Martin {veja todas as nossas experiências favoritas da ilha, clicando aqui}, e foi bom enquanto durou. Não tinha nada mais emocionante (ainda mais para amantes da aviação) que assistir, da areia da praia de Maho, ao pouso do icônico Boeing 747 da Ver Mais →

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Por estar no meio do Oceano Índico, a viagem até as Seychelles, direto, com o tempo dos aeroportos, dura de 25 a 30 horas e custa entre US$ 2 mil e US$ 4 mil a passagem ida e volta, saindo de São Paulo, em classe econômica ou US$ 10 mil em classe executiva. Como é uma viagem longa e cara, o melhor a fazer é aproveitar as companhias aéreas que voam para lá (Emirates, via Dubai; Qatar, via Doha; Turkish, via Istanbul; South African, por Johannesburg) e planejar uma parada no meio do caminho para ficar alguns dias em Dubai ou Istanbul (as companhias aéreas não cobram nada a mais para fazer esse stop, como eles chamam), ou ainda, para quem tiver mais tempo, ir de Air France e fazer Paris – Nairobi (para um sáfari no Quênia) – Seychelles (três experiências completamente diferentes numa mesma viagem), voltando depois de Mahe direto para Paris e de Paris para São Paulo.

Quanto às companhias aéreas é só importante considerar os aviões que farão o voo para Mahé (o voo dura cinco horas se você vier de Dubai, Abu Dhabi ou Doha; oito Ver Mais →

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Seychelles: Praias e florestas únicas, intactas h...

Antes de viajar, você dá um zoom out  no Google Maps e olha aquelas microilhas perdidas no meio do Oceano Índico, que formam o menor país do continente africano. Busca no seu inconsciente as muitas fotos que já viu nas revistas e redes sociais e imagina: as Seychelles são minúsculas, só tem hotel de luxo, praias paradisíacas, e para onde você olhar será um cartão postal. Porque é isso o que acontece com grande parte dos destinos do mundo: todos os textos, todas as fotos são tão cuidadosamente tratados e editados (e nós também fazemos o mesmo quando postamos) que a gente sempre sente aquele estranhamento inicial na primeira hora depois que desce do avião. “Nossa, o aeroporto não é tão bonito”, “tem pobreza”, “como os ônibus são velhos”, “tem uma rodovia de quatro pistas nesta ilha onde eu achava que só tinha ruazinhas de areia!”  Mas é exatamente por isso que as Seychelles entram num lugar especial aqui na Simonde. (A única coisa que Ver Mais →

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Se uma das experiências mais legais em Nova York, São Paulo ou Paris é fazer um passeio aéreo para se ter uma perspectiva diferente da cidade (ou situar os lugares num “Google Map mental”), em Dubai essa experiência é ESSENCIAL. Porque aqui as construções são tão grandes que elas não cabem nas fotos. A ilha artifical The Palm, por exemplo, é muito maior do que eu imaginava (e olha que a próxima ilha-palmeira a ficar pronta, a Palm Deira, será oito vezes maior que a The Palm), e o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, mesmo se você estiver a 500 metros dele, só fazendo uma foto panorâmica vertical com o celular para conseguir pegá-lo todo.

E o passeio que a Seawings proporciona é incrível por vários motivos: 1. por que você vai voar num hidroavião (foi minha primeira vez) 2. decolando e aterrissando no Dubai Creek, o histórico riacho de água salgada onde nasceu o emirado, e 3. por que, em 40 minutos Ver Mais →

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Ao entrar num avião Air France ou American Airlines com destino a Paris ou Nova York, a gente já se sente — por causa da comunicação da companhia e da tripulação quase toda nativa — na França ou nos Estados Unidos, ainda em solo, no Aeroporto de Guarulhos ou no Galeão. Entrar numa aeronave Emirates é totalmente diferente: não existem  tripulantes emiradenses (a grande maioria nem árabe fala), o que é sempre anunciado no speech: “Temos a bordo tripulantes de 37 nacionalidades, falando 53 idiomas” (tô exagerando: geralmente são dez nacionalidades e dez línguas diferentes). O que reflete, tão quanto a Lufthansa ou a JAL, exatamente o que Dubai é hoje: um emirado novo-rico e internacional que se esforça para estar aberto para o mundo — uma estratégia para não depender de uma atividade econômica sem futuro: o preço do barril do petróleo é hoje US$ 50 quando era de quase US$ 150 em 2008 — e criar uma economia baseada no comércio internacional e no turismo, objetivos conquistados com sucesso, já Ver Mais →

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Voltar para o início dos tempos em Galápagos, sair do porto de San Francisco num cruzeiro de 120 dias para Monte Carlo visitando Havaí, Austrália, Sudeste Asiático, Oriente Médio, Grécia e Itália, ou ainda sair de Londres passando por baixo da Tower Bridge com destino à São Petersburgo, onde você aproveitará a cidade por dois dias inteiros (geralmente os navios só passam algumas horas em cada lugar) são algumas das incríveis experiências que a companhia de cruzeiros de luxo italiana Silversea — da família Lefebvres de Roma, mas com sede em Mônaco — oferece a seus passageiros, com sua frota atual de oito navios pequenos que, ao mesmo tempo que cruzam oceanos com conforto e segurança, navegam e aportam em lugares inviáveis para grandes navios, como, por exemplo, o rio Tâmisa.

São dois os estilos de navios: cinco pertencem à frota clássica — o Cloud foi o primeiro inaugurado em 1994; depois vieram o Wind, o Shadow, o Whisper e o Spirit (vem mais um, o Muse no ano que vem); todos com bandeiras das Bahamas — e os outros três são específicos para expedições nos lugares mais remotos do planeta — com todo Ver Mais →

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Vilarejos empoleirados (em francês, villages perchés ): é assim que é conhecida a maioria dos vilarejos fortificados típicos da Provence que cresceu no alto das montanhas — e que sempre rendem vistas incríveis da estrada — para se proteger das constantes invasões ao longo dos séculos, principalmente durante a Idade Média e o Renascimento (por causa da Guerra das Religiões no século 16, entre católicos e protestantes). E Gordes e Roussillon, os dois vilarejos medievais e únicos que vamos conhecer hoje, dois “empoleirados” com identidades — e cores — bastante distintas (igualmente surpreendentes, no entanto), já eram habitados durante a época galo-romana (quando a Gália, atual França, foi ocupada pelos romanos no século 1 a.C.), e hoje fazem parte da lista dos Mais Belos Vilarejos da França (Les Plus Beaux Villages de France). E ficam a apenas uma hora de carro de Avignon, nossa cidade-base para a região. Vamos para a primeira parada do dia:

GORDES

gordes-provence-1200-1gordes-provence-1200-2 gordes-provence-1200-3A vista da chegada a Gordes pela Route de Cavaillon, que fica a apenas 38 quilômetros de distância de Avignon, é daquelas que fazem a gente parar o carro em algum canto e sair para contemplar a visão quase fantástica deste vilarejo que cresceu em volta de uma rocha e foi construído de rocha (dizem que são 600 toneladas de pedra por habitante). Mas como a Ver Mais →

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Avignon até tem um pequeno aeroporto, mas dele só chegam e partem voos — não diários — de e para a Inglaterra e Córsega. Assim, o jeito mais fácil e rápido de se chegar à Cidade dos Papas  é pelo TGV (o Train à Grande Vitesse, o trem-bala francês) que faz o trajeto entre a Gare de Lyon, em Paris, e Avignon TGV em apenas 2h40. Mas atenção! Avignon tem duas estações de trem: a Avignon Centre e a Avignon TGV, que fica um pouco mais afastada da cidade e é para lá que deve ser comprada a sua passagem (é importante ter isso em mente também para a hora em que você for fazer a reserva do seu carro!). São mais de dez partidas diárias saindo da Gare de Lyon, entre as 6h e as 20h, e chegue cedo para aproveitar o belo salão do Train Bleu, o imponente café-bar-restaurante belle époque  inaugurado nesta estação de trem no sudeste de Paris em 1901 (só viaje leve pois o Train Bleu fica acima do piso térreo e não tem elevador, tem de subir uma escadaria carregando a mala). Tome Ver Mais →

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Avignon, a cidade do vento violento (e acredite, mesmo no verão quando a temperatura chega a 30 graus no meio-dia, o vento que vem do norte, o famigerado mistral, pode ser bem fresco durante a manhã), é o ponto de partida para a nossa viagem pela Provence (fui pronto para me apaixonar de novo por Aix-en-Provence, mas desta vez foi Avignon que ganhou meu coração). Além de ter um hotel pelo qual eu me apaixonei {confira a matéria clicando aqui}, sendo a única opção de hospedagem Simonde na cidade (e dois restaurantes incríveis; você vai conferir nas próximas publicações), a “Cidade dos Papas” que abriga o mais importante festival de artes dramáticas do mundo fica a apenas 2h40 minutos de Paris pelo TGV (o trem rápido, saindo da Gare de Lyon) e é a base perfeita para você visitar dois dos mais belos vilarejos da França (com as paisagens do Lubéron e alguns campos de lavanda de brinde; confira a matéria clicando aqui), os vinhedos do sul do Ródano (uma das regiões vinícolas Ver Mais →

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Cruzeiros de luxo: os megaiates franceses da Ponan...

Esqueça a decoração over  ao estilo dos cassinos de Las Vegas, animadores de crianças (e de adultos) em piscinas lotadas, hora para jantar em lugares predeterminados e filas para pegar os tenders — as embarcações que nos levam dos grandes navios aos portos (por causa do tamanho eles não conseguem chegar próximo à terra). O primeiro — e já clássico — veleiro de três mastros da Ponant, única companhia de cruzeiros do mundo a portar a bandeira francesa, lançado ao mar em 1991, tem apenas 32 cabines (para 64 passageiros com o apoio de 32 tripulantes) e consegue aportar nos lugares mais secretos, acessíveis apenas a pequenas embarcações. Seus principais destinos? Os mares calmos do Mediterrâneo e do Caribe.

Mas, depois de quase vinte anos e com o objetivo de criar a embarcação ideal para viagens no mar — com todo o décor  e savoir-faire  francês —, veio o projeto do megaiate Le Boréal, que foi lançado em 2010, agora com capacidade para 264 passageiros (mantendo a Ver Mais →

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Saint-Martin: O que fazer e os passeios – e ...

Saint-Martin não é uma ilha pequena: são 35 praias, uma reserva natural e DOIS PAÍSES neste pedaço de terra entre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico que, tendo o turismo como principal atividade econômica, conta com ótima infraestrutura: aeroporto internacional com voos diretos de e para os Estados Unidos e a Europa, ótimos restaurantes, lojas de vinhos excelentes (duty free ) e atividades variadas. Só poderia ter mais opções de bons hotéis: em toda a ilha, só tem um cinco estrelas, o La Samanna {leia a crítica completa do hotel, clicando aqui}. De qualquer forma, dá tranquilamente para passar sete dias sem repetir praia, passeio ou restaurante (e ainda, não conhecer tudo). A seguir, você confere as nossas dicas vividas e aprovadas!

MERCADO DE MARIGOT [Marigot] Sabores, cores e temperos

saint-martin-o-que-fazer-passeios-dicas-1200-1Visitar mercados locais é uma atividade favorita na Simonde. E a primeira parada é este mercado que fica em Marigot (“pântano”, em francês; eram muitos aqui na região), a capital do coletivo ultramarino de Saint-Martin (ou seja, capital da parte francesa), aberto todos os dias, das 7h às 15h. Quase em frente à Gare Maritime, você vai encontrar peixes fresquíssimos (às quartas e sábados), frutas e legumes, temperos, runs de todos os Ver Mais →

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Saint-Martin: A melhor região e os melhores hoté...

Localização — estar próximo das experiências mais interessantes e autênticas, e poder fazer as coisas com o menor deslocamento possível, de forma fácil, se possível, a pé — é o fator MAIS importante na hora de escolher o hotel. Mas em Saint-Martin acontece algo inusitado: tirando a capital Marigot onde fica o Fort Louis, todos  os melhores e mais genuínos restaurantes de Grand Case, muitas belas praias (da badalada Orient Bay à charmosa Pinel, passando pela intocada Petites Cayes) e a Reserva Natural Nacional, tudo fica na parte norte da ilha. O que fazer, então, quando o melhor e único hotel cinco estrelas de toda Saint-Martin / Sint Maarten fica no extremo sudoeste, na direção completamente contrária, fazendo com que você leve um bom tempo de carro para ir e voltar das praias e jantares (no mínimo trinta minutos, sem trânsito, só para ir)? 1. Sendo o Belmond La Samanna um belíssimo hotel com ótima infra-estrutura (incluindo uma Ver Mais →

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Saint-Martin: Belmond La Samanna, hotel numa das m...

Quase na divisa com a parte holandesa, em meio a 55 hectares de muito verde e ocupando praticamente metade da faixa de areia de uma das mais belas praias — e privativas — de Saint-Martin (tudo bem que em algumas partes é meio ruim entrar na água porque em vez de areia, você vai encontrar muitas pedras; é meio difícil e até perigoso andar sobre elas), o hotel resort  Belmond La Samanna é um vilarejo de casinhas brancas coloniais em meio a caminhos arborizados; e o único hotel cinco estrelas de toda a ilha. Tem duas lindas piscinas com serviço de bar (o que é perfeito: dá para pedir um drinque dentro da água; e uma delas é borda infinita pé-na-areia ), concierge, restaurantes com comida deliciosa, serviço de quarto 24 horas, quadras de tênis, academia bem equipada (com aparelhos novos, pesos livres e cardio), aulas de yoga e pilates, business center, spa  (mas não desses a que estamos acostumados; não tem vestiário, não tem sauna, são só salas Ver Mais →

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Saint-Martin: Quando ir, quanto tempo ficar, como ...

Chegar a Saint-Martin faz parte da experiência da viagem. O aeroporto Princess Juliana, na parte holandesa da ilha, é um dos mais famosos do mundo porque sua pista está a 100 metros de uma belíssima e pequena praia, a Maho Beach, frequentada hoje não só por causa da areia branca e água turquesa, mas também por quem quer ver aviões pequenos e enormes — como o Boeing 747 da KLM — passando a poucos metros acima da cabeça.

QUANDO IR

Como a temperatura no Caribe é constante (não faz sentido falar em inverno e verão, já que a temperatura não varia mais que 5 graus Celsius ao longo de todo o ano), quando ir  depende unicamente do estilo de viagem que você pretende ter. A alta temporada de Saint-Martin — cheia, mais cara e com menor probabilidade de chuva — vai de dezembro a março, e é perfeita para aqueles Ver Mais →

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Saint-Martin: A ilha dividida e plural, europeia e...

São quatro os territórios franceses no Caribe: as vizinhas ilhas de Saint-MartinSaint-Barthélemy (Saint-Barth, para os íntimos), a Martinica, e as cinco ilhas que formam a Guadalupe. E, assim como existiam as Antilhas Holandesas, dissolvidas em 2010 (hoje Curaçao, Aruba e Sint Maarten têm status  de país), essas oito ilhas fazem parte das Antilhas Francesas (Antilhas é o nome dado ao conjunto de todas as ilhas do Mar do Caribe: das grandes como Cuba e Haiti / República Dominicana às pequeninas Santa Lúcia e Granada). Mas Saint-Martin tem algo de diferente. Apesar de uma importante guerra entre os países no século 17, parece que não é só na combinação das cores das bandeiras nacionais (até a sequência das cores é igual) e nos negócios que franceses e holandeses se dão bem — a KLM e a Air France, duas companhias aéreas cuja comunicação a gente adora cada vez mais, são hoje uma só empresa, apesar das identidades próprias —, mas também no Ver Mais →

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Lucknam Park Hotel & Spa

Sempre sonhei chegar naquelas enormes propriedades aristocráticas em que você precisa andar de carro por uma estrada cercada por árvores frondosas para se chegar à mansão; como nos filmes. Tudo bem que seria mais apropriado usar como meio de transporte um New Phantom, um Rolls Royce dos anos 1920 com chauffeur, mas o táxi comum que nos trouxe de Bath para o Lucknam Park Hotel & Spa, num lindo percurso de 9 quilômetros entre cidade e o hotel, não fez com que meu encanto diminuísse quando os portões da propriedade se abriram e depois de alguns minutos nós avistamos a casa, lá no fundo, emoldurada pelo verde das quatrocentas limeiras e faias plantadas em 1827. E, do momento que chegamos à hora da partida, foi puro encanto.

Se Downtown Abbey  está mais para Cliveden (outro hotel Relais & Châteaux próximo de Heathrow), Lucknam está mais para Jane Austen; que tem tudo a ver com Bath  e é como estar indo a um dos bailes de Pride & Prejudice. A casa, construída ao longo de nove Ver Mais →

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Bath: a água de 10.000 anos

Se a maioria das grandes cidades da Europa surgiu em volta das águas frias (na verdade, mais para geladas) de um rio ou do mar, Bath foi fundada não por causa do rio Avon, que cruza a cidade, mas sim por causa das águas quentes que vêm do fundo do solo; mais precisamente, de 2700 a 4300 metros de profundidade. Só nas termas romanas (the Roman Baths ), uma das atrações históricas da cidade, 1 milhão 170 mil litros de água (!), a uma temperatura de 46º C, brotam da terra todos os dias. E em quase três mil anos, vêm oferecendo conforto e prazer — quando não curando, já que os povos antigos acreditavam que essas águas eram medicinais — para gerações e gerações de celtas, romanos, peregrinos medievais, socialites  georgianas e geriatras vitorianos e, hoje, viajantes de todo o mundo.

Mas essa água não “brota” nas profundezas do solo, não é uma água vulcânica. A água quentinha em que você vai se banhar no Thermae Bath Spa tem 10 mil anos de idade. Caiu como chuva no período Neolítico (Idade da Pedra Polida), entrou por uma falha geológica, foi aquecida por rochas subterrâneas e, ninguém sabe como e por quê (por isso que os povos antigos atribuíam o feito à deusa celta Sulis; os romanos a chamaram de Sulis Minerva), sobem por quilômetros — através da pressão — para a superfície da Terra, ainda quente, enriquecida com 43 minerais e grandes concentrações de sódio, cálcio, sulfato, cloreto, bicabornato, magnésio, silício e ferro.

Apesar de existirem outras fontes com água quente na Inglaterra (Matlock, Droitwich), é em Bath que as águas são mais quentes: de todas as três fontes da cidade saem águas a uma temperatura superior a 40 graus Celsius e, por isso, a cidade é considerada, segundo os padrões técnicos, como a única região com fontes termais (hot-hot-hot, acima dos 37º C) do Reino Unido, e uma das mais quentes da Europa.

E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO DE BATH E DE STONEHENGE:
Bath, uma introdução
Bath: a água de 10.000 anos
Bath: Informações Práticas
Thermae Bath Spa, um spa superlativo
Lucknam Hotel Park & Spa
Stonehenge: (quase) tudo sobre esse círculo de pedras
Stonehenge: quando e como visitar

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Bath, uma introdução

Não há melhor jeito continuar sua saga em busca da alma e tradição inglesas que pegar 1h30 de trem a partir da estação Paddington, em Londres, e ir curtir as fontes de água quente — a única do Reino Unido, riquíssima em minerais — desta que é uma das cidades mais sofisticadas, famosa nas artes e na literatura, e com uma das histórias mais fascinantes da Inglaterra. A aristocrática Bath, que é cercada por sete colinas, apesar do complexo de termas romanas que datam do século 1, entrou para o circuito de nobres, ricos e famosos durante o reinado dos quatro Georges, da Casa de Hanover, nos séculos 18 e 19. Por isso sua arquitetura georgiana (mas não qualquer  georgiana; uma georgiana neoclássica bem imponente, com inspirações palladianas), que lhe valeu o posto de único lugar do Reino Unido cuja cidade inteira é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Foi um príncipe bretão leproso, Bladud (ele teria curado sua lepra ao ter contato com a água quente que brotava da terra), que fundou a cidade em 863 a.C. (pelo menos, conta-se a lenda); foi na Abadia de Bath que o primeiro rei oficial  da Inglaterra, o anglo-saxão Ver Mais →

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Bath: informações práticas

Para ir à Bath, primeiro você terá de estar em Londres. Pegando um trem da First Great Western, saindo de Paddington, no centro de Londres, com destino a Bristol, você chega em Bath Spa (o nome da estação; você não vai achar um trem para apenas “Bath”), numa viagem que dura 1h30. (Tem também trens saindo de Waterloo, que são mais baratos porque são mais lentos, param mais e demoram mais para chegar; por volta de 2h30.) Ao chegar em Paddington, fique de olho nos letreiros, já que a plataforma em que o trem irá sair só é definida 20 minutos antes da partida do trem (no entanto, você verá o trem com destino a Bristol já nos letreiros, só que sem o número da plataforma). Se você estiver viajando em primeira classe, ela ocupa os primeiros carros, o que não é um problema, mas, se você estiver viajando em segunda classe, o seu carro por estar lá no fim Ver Mais →

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EVITE: Cruzeiros em navios cada vez maiores

O embarque é uma ba-gun-ça (principalmente nos portos brasileiros). A decoração é sempre over, numa mistura de parque de diversões, Las Vegas e Emirados Árabes. As piscinas são de água salgada. E são lotadas. E barulhentas. (Ah, tem aqueles que, ANTES do café da manhã, já passam na piscina e deixam suas bolsas sobre as espreguiçadeiras para garantir seu lugar.) Para jantar, o restaurante é fixo, o horário é fixo, a mesa é fixa e se você se atrasar porque decidiu tirar aquele cochilinho de fim da tarde (teu horário de jantar pode estar marcado para às 19h), você NÃO VAI comer comida (vai ter de ir pro restaurante bandejão comer junk food; e lá, até você pegar o arroz e encontrar o feijão, no mesmo balcão mas a 500 metros de distância, sua comida já chegará à mesa fria). O fato de eu não conseguir tirar um cochilo depois de um dia inteiro de Sol e não conseguir jantar Ver Mais →

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Festival Música em Trancoso

Se há 45 anos Campos do Jordão tem seu impecável festival de música clássica que atrai pessoas para a cidade apenas para aproveitar a programação de Arthur Nestrovski / Marin Alsop num clima de montanha, Trancoso segue a mesma direção, sob as mãos de Sabine Lovatelli, da Mozarteum, com um festival de música à altura, mas que mistura do erudito ao popular, que tem tudo a ver com a Bahia. 

O Festival Música em Trancoso — o MeT —, já em sua quarta edição acontece este ano de 7 a 14 de março (de sábado a sábado), no belo Teatro L’Occitane, que fica no complexo Terravista (tem de ir de carro até lá porque é bem longinho do Quadrado).

Na programação, que conta com nomes importantes da música, como a soprano búlgara Vesselina Kasarova, o tenor argentino Enrique Folger, os maestros Roberto Minczuk, Carlos Moreno e Benoît Fromanger, o música Cesar Camargo Mariano e o sambista Paulinho da Viola, entre outros, cada dia é dedicado a um estilo de música: na abertura, no sábado dia 7, From America to France  faz uma viagem de Gershwin a Saint-Säens; no dia 8, Tango Meets Samba traz Piazzola e Caymmi no mesmo programa. Ainda tem um dia dedicado à bossa nova e outro à ópera. Para conhecer a programação completa, é só clicar aqui.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 100 por noite pelo site ingressorapido (clique aqui, apesar de alguns dias já estarem com ingressos esgotados). Para a comunidade, eles custam R$ 10 (muito legal isso).teatro loccitane musica em trancoso terravistaOs dois teatros, cada um com capacidade para 1000 pessoas, sendo o da direita a céu aberto. :- )
teatro loccitane musica em trancoso terravista
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Trancoso: Informações Práticas
Trancoso: O Quadrado
Trancoso: Praias
Trancoso: Hospedagem
Trancoso: Restaurantes
Trancoso: Comidinhas

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Trancoso: Restaurantes

No almoço, você provavelmente estará na praia e vale comer os peixes fresquíssimos muito bem preparados nas nossas barracas preferidas (a grande maioria dos lugares do Quadrado e da parte alta da cidade só abre depois das 17h). A lista a seguir é para o pós-praia, fim de tarde e jantar. ;-) A única recomendação mandatória para jantar é usar repelente de insetos, que todos os restaurantes têm à disposição dos clientes (basta pedir). Quanto ao serviço, não vá esperando muita eficiência para não se estressar, nem na baixa temporada quando os restaurantes estão vazios (menos gente no restaurante NÃO SIGNIFICA serviço mais atencioso). Na alta temporada, é sempre bom ligar à tarde para o restaurante e fazer uma reserva.

EL GORDO: drinques e comidinhas para curtir o pôr do Sol:  Com uma piscina cinematográfica do alto da falésia com uma vista killer, onde fica o restaurante, aproveite o Gordo para um late-lunch ou drinques no fim da tarde (à noite, a gente perde a vista). Ver Mais →

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Trancoso: Comidinhas

ACARAJÉ E TAPIOCA: Pra se sentir na Bahia de verdade, você pode substituir o snack  da tarde por um acarajé ou uma tapioca numa das barracas na entrada do Quadrado. É bom, é barato, é Bahia.

LE MARCHÉ: sanduíches em pães deliciosos e ótima seleção de cervejas e vinhos:  Um pequeno empório super charmoso e recém-inaugurado, o Marché é o lugar para comprar cervejas e vinhos importados ou comer um sanduichinho muitíssimo bem preparado com deliciosos pães numa pequena mesa comunitária. Aqui você encontra picolés Diletto, água San Pellegrino, pasta De Cecco; é praticamente um Emporio Santa Maria num vilarejo de pescadores, com preços bem mais salgados que São Paulo. Rua Itabela, 3. Na baixa temporada, abre de segunda a sábado, das 10h30 às 19h30; na alta, todos os dias, das Ver Mais →

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Trancoso: Praias

A Praia dos Nativos, a dos Coqueiros e a do Rio Verde são as três principais — e mais centrais — praias de Trancoso, todas as três com as cabanas-barracas-restaurantes, onde você tem estrutura para tomar Sol, sentar-se sob a sombra e almoçar. Escolher a “sua praia” vai depender do estilo de experiência que você quer ter. Para quem quiser curtir a praia ao som de música eletrônica com todo o conforto de cadeiras, mesas, camas, pufes e serviço de bar e comidinhas, na Praia dos Nativos fica a Fly Club (ex-Tostex), sempre com DJ. O clima é de festa durante o dia e, durante a alta temporada, à noite também {fique atento à programação, clicando aqui}. Além da Fly Club, a Praia dos Nativos possui mais outras quatro barracas, uma ao lado da outra.

Eu já prefiro a Praia dos Coqueiros. A areia é mais fina, o mar é tranquilo como em todas as praias de Trancoso (e do Sul da Bahia em geral), e é onde ficam as ótimas Barraca do Jonas e a Cabana da Lúcia do Espelho. Na Cabana da Lúcia do Espelho, eu sempre peço (com antecedência, porque demora), o peixe assado na telha. Os peixes são fresquíssimos, pescados no dia (e comprados dos pescadores ali mesmo na praia), você vai até a cozinha, escolhe e eles preparam e servem com arroz e farofa de banana. Enquanto você espera, aproveite a praia e a cabana, que oferece uma ótima estrutura (sempre te dão uma mesa com guarda-sol e cadeiras, mais duas espreguiçadeiras forradas com palha e almofadas; nada de plástico, tudo de madeira). Só atenção: sempre que pedir drinques, não só aqui mas em toda a Bahia, alerte o garçom par vir com pouco açúcar. Os baianos têm uma tendência a exagerar no dulçor. A Cabana da Lúcia também tem estacionamento próprio. Em vez de parar na entradinha que dá para a Praia dos Coqueiros, siga em frente mais um pouco e vá checando as plaquinhas. Quando vir a placa da Cabana da Lúcia, é só entrar, parar o carro, atravessar o mangue e já sair dentro da barraca.

Apesar de as Praias dos Coqueiros e a dos Nativos serem vizinhas, elas estão separadas pelo Rio Trancoso (só dá pra ir de uma praia a outra a pé pela areia quando a maré está baixa). Assim, saindo de carro do Quadrado, é preciso pegar estradinhas diferentes para chegar aos Coqueiros ou aos Nativos. Mas, caso você já esteja numa das duas praias e quiser ir à outra, não precisa subir de volta ao Quadrado para pegar a estradinha para a outra praia: tem um caminho que liga uma praia à outra. Se você tiver tempo e disposição para explorar praias lindas e mais desertas — mas sem muita da estrutura das cabanas das praias mais centrais — vá visitar a Praia do Espelho (20 km ao Sul de Trancoso) e a Ponta de Itaquena.

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Trancoso: Hospedagem
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Trancoso: Hospedagem

Na Simonde, a gente não gosta de resorts, sempre isolados do mundo: não se vive cotidianamente a parte histórica, a cidade, as pessoas que vivem ali. Por isso, a gente prefere não se hospedar no Club Med ou no Terravista que são longes do Quadrado e das praias. A melhor opção sempre é se hospedar no Quadrado, já que parar o carro por lá pode ser um problema em épocas concorridas (e os guias da cidade, em bandos, não vão te deixar em paz pra ganhar uma caixinha na hora de estacionar). Mas, sendo a área-a-curtir  em Trancoso não muito extensa (sendo que você vai ter um carro para transitar entre Centro-Quadrado-Praias), nossas hospedagens preferidas seguem abaixo. (CASO você opte por escolher algum outro lugar no Quadrado — o Capim, o Etnia e o Uxua são meio concorridos —, apenas certifique-se de que a pousada tenha acesso a carros pelos fundos do terreno; senão, você terá de carregar as malas na mão até à pousada à la  Ver Mais →

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Trancoso: o Quadrado

Uma das praças mais lindas e charmosas e mágicas e únicas do mundo. O turista comum que anda pelo Quadrado não pode imaginar os jardins, as piscinas e as charmosas construções que ficam escondidas por trás da vegetação e das discretas passagens da praça que, com 320 metros de comprimento e 60 m de largura, nada tem de quadrada. Fundado em 1586 pelos jesuítas que chegaram com os “descobridores” do Brasil para ser uma comunidade em que os índios viveriam em harmonia com Deus e a natureza (harmonia à maneira portuguesa-cristã, claro), a intacta e bem preservada Praça São João (seu nome oficial), com suas casinhas coloridas construídas há mais de quatrocentos anos, é o coração, a alma e o exemplo máximo das contradições de Trancoso: rusticidade máxima e oferta de produtos e serviços com padrão — e preços — de São Paulo. Fica num plateau  sobre uma falésia (principal característica geológica da região) e se você for ao mirante que fica atrás da icônica igrejinha branca de São João Batista (construída em 1650) você terá uma bela vista para os coqueiros, o riozinho Trancoso, o mar e os mangues da Praia dos Nativos. Mas o Quadrado, esta charmosa e ampla praça, sem trânsito de carros, sem iluminação pública, sem asfalto (chinelos ou tênis, sempre; tudo bem que eu já vi paulistanas andando por lá de salto alto), tem hora pra ir: ou você vai no raiar do dia pra ver de camarote o nascer do Sol ou no fim da tarde estendendo até à noite num dos ótimos restaurantes (a maioria dos estabelecimentos permanece fechada durante a manhã e começo da tarde, só um ou dois restaurantes abrem para almoço e a coisa só começa a esquentar mesmo a partir das 16h, 17h). Por isso, em Trancoso, o programa é praia de manhã e Quadrado no finzinho da tarde para a noite.

Link: Trancoso: informações práticas

A Igreja de São João Batista, ícone do Quadrado, iluminada à noite

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Trancoso: informações práticas

A opção para a maioria das pessoas é ir de avião até Porto Seguro (BPS), onde já vale sair do aeroporto com o seu carro alugado e ir direto visitar a bem preservada e charmosa Cidade Histórica — do ladinho do aeroporto —, onde está o Marco do Descobrimento (uma coluna de mármore trazida pelos portugueses em 1503 que eles usavam para demarcar suas terras), uma das primeiras igrejas cristãs do Brasil (a igrejinha de São João Bendito, construída em 1549 pelos jesuítas) e o primeiro “conjunto habitacional” do nosso país. Da Cidade Histórica, você deverá “descer” para a cidade, em direção ao Sul, onde ficam as balsas que cruzam o Rio Buranhém (as balsas saem de 30 em 30 minutos, o dia todo). Atravessou o rio você já está em Arraial d’Ajuda. De Arraial até Trancoso, são 37 quilômetros de estrada em pista simples. Entre balsa (você sempre acaba esperando um pouquinho) e percurso até Trancoso, calcule 1h45 e de R$ 13 a R$ 20 pela balsa (o preço varia de acordo com a quantidade de passageiros no carro). Se você estiver indo com avião próprio ou helicóptero, você pode aterrissar direto no aeroporto do condomínio Terravista, que fica a 10 km de distância de carro do Centro de Trancoso (de Porto Seguro são 43 km).

TRANSPORTE LÁ
A maior parte das boas pousadas ficam no próprio Quadrado ou próximas a ele. E do Centro/Quadrado para as praias a caminhada é boa… A volta a pé (uma subida em estrada de terra) é ainda mais difícil depois do cansaço do Sol e do mar, da barriga cheia, das caipirinhas. Por isso, para maior liberdade, para poder transitar entre praias próximas e mais distantes, alugue um carro. Existem táxis e mototáxis em Trancoso, mas não é sempre que o celular pega (mesmo marcando com o motorista vocês podem ficar sem conseguir se comunicar caso haja algum imprevisto); não é sempre que eles estão disponíveis (principalmente na alta temporada e nas praias); encontrar um telefone fixo pode ser uma aventura; e à noite e de madrugada tudo fica ainda mais complicado. Mais fácil e simples ter transporte próprio; até pra deixar algumas coisas no carro e pode passar o dia inteiro na rua (prático também caso você tenha de fazer checkout ao meio-dia e queira ainda curtir a praia). Já alugue um carro no aeroporto em Porto Seguro. Ah, os caminhos para se chegar às praias em Trancoso são de terra. Chuva-pós-chuva-com-lama  é tenso. Por isso, é sempre bom ter em mente que, devido à péssima situação das estradinhas (e dos buracos que aparecem do nada na estrada que liga Arraial à Trancoso), o carro pode sofrer uma pequena avaria ou outra, e você vai ter de pagar por isso quando devolver o carro na locadora. E não adianta GPS. Não adianta Google Maps, que não tem nem os nomes das ruas e quando você busca por algum lugar ele mostra um lugar completamente diferente (até no site Booking.com, que puxa as informações do mapa do Google as localizações estão erradas). Só confie no mapa de Trancoso da Simonde — checado e marcado in loco — que você confere na aba Mapa.

QUANDO IR
A não ser que você vá com uma turma com a proposta de curtir as festas e os amigos e encontrar conhecidos como se Trancoso fosse um quintal de São Paulo, evite os meses de dezembro (Réveillon principalmente) e janeiro. A melhor época para se aproveitar a região é março e abril, já baixa temporada, quando a cidade fica tranquila (menos aos fins de semana) e o clima continua bem agradável. Mas, de qualquer forma, como a temperatura (do ar e do mar) ao longo do ano não varia muito e chuvas podem acontecer em qualquer época do ano (não confie no site da Climatempo, mas sim nos pescadores; eles NUNCA erram), qualquer fim de semana ensolarado pode ser uma boa desculpa para descansar, curtir uma praia e boa comida no Sul da Bahia.

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Cara simplicidade em Nantucket

Os VVRP (very, very rich people ) do nordeste americano (ou seja, os mais ricos da América) se dividem em duas facções quando o assunto é férias: há aqueles que preferem o agito dos Hamptons e tem aqueles que preferem a calma e a simplicidade de NantucketPraias desertas, chão de pedra, casas de telhas de madeira cinzas, bicicletas, vegetação rasteira, amplitude (soooo Ralph Lauren ): assim é Nantucket, uma ilha pertinho de Boston e Nova York, vizinha de Matha’s Vineyard, de apenas 123 quilômetros quadrados, e um dos metros quadrados mais caros do estado de Massachusetts.

Nantucket já atraía os abastados desde o século 18, quando os donos dos navios que caçavam baleias (atrás do seu caro óleo) moravam na ilha (o clássico Moby Dick começa aqui), e continua até os dias de hoje: os ricos dominam o lugar. Em Nantucket, a sensação de privacidade e a de que o turismo de massa não existe compensa a viagem.

O charmoso centro da cidade tem restaurantes – dos informais aos mais importantes; sempre com ingredientes fresquíssimos –, lojinhas, galerias de arte, floriculturas, livrarias e mercadinhos, que nos fazem sentir como se em uma cidade de bonecas. Aproveite para explorar a ilha de bicicleta.

Mas, não pense que as coisas são baratas. Em Nantucket, paga-se caro pela simplicidade.

Serviço

Para chegar lá, você pode tomar um vôo de 45 minutos saindo de Boston pela Cape Air (num aviãozinho pequenino, onde até você tem de informar seu peso, e não vale mentir!) ou então, se estiver de carro (o meio mais fácil de se chegar se você estiver em Nova York; meio contramão ir de avião), uma balsa que sai também de Hyannis para Nantucket.

O melhor hotel da ilha é o The Wauwinet, um hotel Relais & Châteux isolado num dos extremos da ilha com um ótimo restaurante.

Para mais informações sobre a ilha, visite o site nantucket.net.

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A rota do champagne

Além do fascínio que o champagne exerce sobre o mundo, essa bebida cheia de contradições que é a quintessência dos sentidos tem uma história tão fascinante quanto a da região onde nasceu. Região essa que deu o nome a esse vinho branco espumante indispensável em momentos especiais. Reims, Hautvillers e Épernay está a uma horinha de Paris, o que torna obrigatória uma peregrinação etílica e histórica, pelo menos uma vez na vida, pelas grandes maisons  produtoras da bebida, e pela história da realeza francesa.

HISTÓRIA E CULTURA

Champagne-Ardenne. Região árida que fica no nordeste da França, vizinha a leste da Île-de-France (região onde fica Paris), no cruzamento de uma das maiores rotas comerciais da Europa. É uma das mais frias áreas produtoras de vinho do mundo. Foi aqui que ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da história, quando Átila, rei dos hunos, o perigo do Oriente, no ano de 451, reuniu seu exército de 700 mil homens (!) contra seus inimigos – também povos bárbaros – gauleses, visigodos e francos, numa batalha que deixou 200 mil mortos em um dia e corpos despedaçados espalhados pelas colinas de Champagne. Foi também palco de cenas importantes da Guerra dos Cem Anos (protagonizadas pela out-of-this-world  Joana d’Arc), entre a França e a Inglaterra nos séculos 14 e 15. Foi nesse terroir  que foram travadas batalhas das Guerras dos Trinta Anos, da Fronde, das Guerras Napoleônicas, pela sucessão espanhola e os maiores embates da Primeira Guerra Mundial, o período mais sombrio da região. E em cada um desses episódios, as cidades eram saqueadas, vinhedos, queimados. (Isso, sem falar nas guerras entre um feudo e outro, entre cavaleiros sem terra e senhores ambiciosos, desde sempre).

É essa terra cheia de sangue que nos dá o vinho com o qual celebramos a vida. Ver Mais →

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Hautvillers, o berço do champagne

Apesar de exercer um papel importante na indústria do champagne, Reims é uma cidade maior, com sistema de transporte público, bons hotéis, restaurantes, vida noturna. E, justamente por isso, escapar para Hautvillers, onde nasceu o champagne, e Épernay é tão especial.

No alto de uma colina (coteau, em francês) no vale do Marne (onde é plantada a cépage pinot meunier, que junto com a chardonnay  e a pinot noir  formam a tríade de uvas que compõem o champagne ), Hautvillers, que quer dizer “cidade alta”, fica no caminho entre Reims e Épernay. É um vilarejo de ruas pequeninas e curvas, 850 habitantes e lindas vistas para os vinhedos do Marne, ao Sul. (Você pode reservar duas horas para a visita em Hautvillers).

Outra característica charmosa do vilarejo são as mais de 140 placas (que, na verdade, não são “placas”) de ferro que ficam em frente às casas, cada uma indicando ou contando uma história sobre o morador que lá vive ou viveu.

Foi aqui em Hautvillers, praticamente no meio da floresta onde fica hoje o Parc naturel de la Montagne de Reims, que os preceitos da enologia moderna foram fundamentadas por um monge beneditino ultra dedicado chamado Pierre Pérignon. Ver Mais →

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Épernay

Assim como Reims, Épernay (que está a dez minutos de carro de Hautvillers) está cheia de crayères. São mais de 100 quilômetros de caves subterrâneas nesta elegante cidadezinha de 24 mil habitantes que é a sede das grandes maisons de champagne Pol Roger, Perrier-Jouët, Moët & Chandon, entre outras produtoras menores. (E eu adoro a maneira como os cidadãos daqui são chamados: quem nasce em Épernay é “Sparnaciens”.)

A Moët & Chandon é a única grande maison  aberta para visitação (super organizada, profissional e elegante), mas vale uma rápida promenade  pela Avenue de Champagne, começando pela Place de la République, com seus casarões clássicos, incluido a Moët, que, entre vinhos, uísques, rums, conhaques e vodcas, é a maior marca de bebidas do conglomerado de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy).

Dentre as maisons de champagne  que fazem parte da LVMH ainda estão a Dom Pérignon, a Veuve Clicquot, a Krug, a Mercier e a Ruinart. Ou seja, apesar de a maioria dos vinhedos da Champagne não pertencerem às maisons (geralmente cooperativas de plantadores vendem suas uvas às casas de champagne), somando todas as marcas do conglomerado faz com que a LVMH sozinha tenha mais de 2500 hectares de vinhedos na região. Ver Mais →

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Reims, cidade dos reis

Apesar de a região Champagne-Ardenne ter como capital a cidadezinha de Châlons-en-Champagne, é em Reims onde tudo acontece e sempre aconteceu. (E é por Reims que você pode começar sua jornada pela região, antes de ir para Hautvillers e Épernay). Foi aqui em Reims que Clovis, rei dos Francos, no Natal de 496, na Basílica de Saint-Remi (linda, must-visit), foi convertido ao catolicismo, tornando-se o primeiro rei cristão – ou seja, não-“bárbaro” – a governar a Gália, que se tornaria a França. Foi aqui na cidade também, na Catedral de Notre-Dame de Reims (mandatory-visit ), que ocupa o local desde 401 (a construção gótica só começaria em 1211), onde foram coroados 32 reis da França (com exceção de apenas dois), de Henri 1º, em 1027, a Charles 10, em 1825, passando por nove Luíses: de Louis 7 a Louis 16.

A catedral de Notre-Dame de Reims, famosa também pelo anjo sorridente e pelos vitrais de Marc Chagall (um sopro de modernismo em meio ao gótico), foi quase que inteiramente destruída durante a Primeira Guerra Mundial. Sua restauração só foi possível através da generosidade da família “Standard-Oil” norte-americana, Rockefeller. #AmericanosEmReimsParteI

Ao lado da Cathédrale, fica o Palais de Tau, antiga residência dos arcebispos de Reims, hoje um museu considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, onde aconteciam as festas pós-coroação regadas a muito champagne, quando o vinho ainda não tinha uma boa reputação: era tinto, turvo, ruim, se comparado com os vinhos da região que, mais tarde, seria sua principal rival, a Borgonha. Ver Mais →

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