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Destinos gastronômicos


Cruzeiros fluviais: Quando o foco não é só o na...

Água é vida. Do Cairo a Paris, passando por Manaus, Viena e Moscou, grande parte das cidades milenares do mundo nasceu à beira dos rios. E muitos desses rios vão muito além das fronteiras políticas: além do Reno (cuja nascente está na Suíça, mas desemboca no Mar do Norte, na Holanda) e o Mekong (que começa no Vietnã, passa pelo Camboja e o Laos até chegar à China), o Danúbio, ao longo dos seus quase três mil quilômetros de extensão, cruza dez países na Europa, incluindo mais de 70 cidades e quatro capitais nacionais (Viena, Bratislava, Budapeste e Belgrado). Diferentemente dos cruzeiros marítimos, em que muitos passageiros consideram o navio como destino (e sequer descem durante as paradas), nos cruzeiros fluviais o grande destaque é a programação das cidades. Por isso, espere paisagens diferentes todos os dias (nunca você vai passar o dia todo vendo água por todos os lados), conforto e espaço nas cabines (pense em banheiros de mármore, walk-in Ver Mais →

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Vinícola Guaspari: Visitando, em São Paulo!, um ...

Da mesma maneira que um dia me surpreendi quando conheci o café baiano de Piatã, considerado há anos o melhor do Brasil, foi um choque depois de algumas taças me dar conta de que um dos melhores vinhos brasileiros — brancos e tintos — é um vinho PAULISTA cujos vinhedos estão a duas horas de carro da cidade de São Paulo (!!!), na Serra da Mantiqueira, região conhecida pela produção de café desde o século 19. Por isso hoje é dia de superar o seu preconceito com os vinhos brasileiros; e hora de passar por cima do seu preconceito — que nem existia — com os vinhos paulistas.

Na propriedade de uma família antiga e muito rica que comprou em 2001 duas centenárias — e belíssimas — fazendas de café que somam 800 hectares em Espírito Santo do Pinhal, bem na divisa com Minas Gerais, não foram medidos esforços em conhecimento e tecnologia para a produção de vinhos de variedades francesas como sauvignon blanc, chardonnay, Ver Mais →

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Três restaurantes biô em Paris – aqui, sin...

A oferta não é tão grande quanto em San Francisco ou Berlim, mas Paris, uma das capitais da gastronomia do mundo onde a tradição impera, aderiu à onda que, em francês, eles chamam de “biô” (em francês não se usa o circunflexo; é só para mostrar como eles falam :-): produtos — não só alimentos, mas também tecidos, cosméticos e produtos de limpeza — cujo processo de produção é natural, sem pesticidas, hormônios ou fertilizantes artificiais (ou seja, sem os chamados produits chimiques de synthèse, químicas desenvolvidas para sintetizar substâncias naturais com o objetivo de reduzir custos e aumentar produtividade, essas coisas que vão do agrotóxico ao plástico; e já são mais de 11 milhões de produtos químicos de síntese catalogados). No que se refere aos restaurantes, a denominação bio  indica não só que o estabelecimento possui uma preocupação em utilizar ingredientes locais, sazonais, orgânicos e frescos, mas também se preocupa com o Ver Mais →

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A rota do champagne

Além do fascínio que o champagne exerce sobre o mundo, essa bebida cheia de contradições que é a quintessência dos sentidos tem uma história tão fascinante quanto a da região onde nasceu. Região essa que deu o nome a esse vinho branco espumante indispensável em momentos especiais. Reims, Hautvillers e Épernay está a uma horinha de Paris, o que torna obrigatória uma peregrinação etílica e histórica, pelo menos uma vez na vida, pelas grandes maisons  produtoras da bebida, e pela história da realeza francesa.

HISTÓRIA E CULTURA

Champagne-Ardenne. Região árida que fica no nordeste da França, vizinha a leste da Île-de-France (região onde fica Paris), no cruzamento de uma das maiores rotas comerciais da Europa. É uma das mais frias áreas produtoras de vinho do mundo. Foi aqui que ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da história, quando Átila, rei dos hunos, o perigo do Oriente, no ano de 451, reuniu seu exército de 700 mil homens (!) contra seus inimigos – também povos bárbaros – gauleses, visigodos e francos, numa batalha que deixou 200 mil mortos em um dia e corpos despedaçados espalhados pelas colinas de Champagne. Foi também palco de cenas importantes da Guerra dos Cem Anos (protagonizadas pela out-of-this-world  Joana d’Arc), entre a França e a Inglaterra nos séculos 14 e 15. Foi nesse terroir  que foram travadas batalhas das Guerras dos Trinta Anos, da Fronde, das Guerras Napoleônicas, pela sucessão espanhola e os maiores embates da Primeira Guerra Mundial, o período mais sombrio da região. E em cada um desses episódios, as cidades eram saqueadas, vinhedos, queimados. (Isso, sem falar nas guerras entre um feudo e outro, entre cavaleiros sem terra e senhores ambiciosos, desde sempre).

É essa terra cheia de sangue que nos dá o vinho com o qual celebramos a vida. Ver Mais →

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Hautvillers, o berço do champagne

Apesar de exercer um papel importante na indústria do champagne, Reims é uma cidade maior, com sistema de transporte público, bons hotéis, restaurantes, vida noturna. E, justamente por isso, escapar para Hautvillers, onde nasceu o champagne, e Épernay é tão especial.

No alto de uma colina (coteau, em francês) no vale do Marne (onde é plantada a cépage pinot meunier, que junto com a chardonnay  e a pinot noir  formam a tríade de uvas que compõem o champagne ), Hautvillers, que quer dizer “cidade alta”, fica no caminho entre Reims e Épernay. É um vilarejo de ruas pequeninas e curvas, 850 habitantes e lindas vistas para os vinhedos do Marne, ao Sul. (Você pode reservar duas horas para a visita em Hautvillers).

Outra característica charmosa do vilarejo são as mais de 140 placas (que, na verdade, não são “placas”) de ferro que ficam em frente às casas, cada uma indicando ou contando uma história sobre o morador que lá vive ou viveu.

Foi aqui em Hautvillers, praticamente no meio da floresta onde fica hoje o Parc naturel de la Montagne de Reims, que os preceitos da enologia moderna foram fundamentadas por um monge beneditino ultra dedicado chamado Pierre Pérignon. Ver Mais →

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Épernay

Assim como Reims, Épernay (que está a dez minutos de carro de Hautvillers) está cheia de crayères. São mais de 100 quilômetros de caves subterrâneas nesta elegante cidadezinha de 24 mil habitantes que é a sede das grandes maisons de champagne Pol Roger, Perrier-Jouët, Moët & Chandon, entre outras produtoras menores. (E eu adoro a maneira como os cidadãos daqui são chamados: quem nasce em Épernay é “Sparnaciens”.)

A Moët & Chandon é a única grande maison  aberta para visitação (super organizada, profissional e elegante), mas vale uma rápida promenade  pela Avenue de Champagne, começando pela Place de la République, com seus casarões clássicos, incluido a Moët, que, entre vinhos, uísques, rums, conhaques e vodcas, é a maior marca de bebidas do conglomerado de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy).

Dentre as maisons de champagne  que fazem parte da LVMH ainda estão a Dom Pérignon, a Veuve Clicquot, a Krug, a Mercier e a Ruinart. Ou seja, apesar de a maioria dos vinhedos da Champagne não pertencerem às maisons (geralmente cooperativas de plantadores vendem suas uvas às casas de champagne), somando todas as marcas do conglomerado faz com que a LVMH sozinha tenha mais de 2500 hectares de vinhedos na região. Ver Mais →

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Reims, cidade dos reis

Apesar de a região Champagne-Ardenne ter como capital a cidadezinha de Châlons-en-Champagne, é em Reims onde tudo acontece e sempre aconteceu. (E é por Reims que você pode começar sua jornada pela região, antes de ir para Hautvillers e Épernay). Foi aqui em Reims que Clovis, rei dos Francos, no Natal de 496, na Basílica de Saint-Remi (linda, must-visit), foi convertido ao catolicismo, tornando-se o primeiro rei cristão – ou seja, não-“bárbaro” – a governar a Gália, que se tornaria a França. Foi aqui na cidade também, na Catedral de Notre-Dame de Reims (mandatory-visit ), que ocupa o local desde 401 (a construção gótica só começaria em 1211), onde foram coroados 32 reis da França (com exceção de apenas dois), de Henri 1º, em 1027, a Charles 10, em 1825, passando por nove Luíses: de Louis 7 a Louis 16.

A catedral de Notre-Dame de Reims, famosa também pelo anjo sorridente e pelos vitrais de Marc Chagall (um sopro de modernismo em meio ao gótico), foi quase que inteiramente destruída durante a Primeira Guerra Mundial. Sua restauração só foi possível através da generosidade da família “Standard-Oil” norte-americana, Rockefeller. #AmericanosEmReimsParteI

Ao lado da Cathédrale, fica o Palais de Tau, antiga residência dos arcebispos de Reims, hoje um museu considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, onde aconteciam as festas pós-coroação regadas a muito champagne, quando o vinho ainda não tinha uma boa reputação: era tinto, turvo, ruim, se comparado com os vinhos da região que, mais tarde, seria sua principal rival, a Borgonha. Ver Mais →

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