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Hotéis, O mundo dos


Guanahani: O hotel mais completo de Saint-Barth (c...

Nenhum outro hotel em Saint-Barth possui DUAS praias privativas (entre as mais belas da ilha, partes de uma reserva natural), duas piscinas para os hóspedes (sem contar todas as outras privativas que fazem parte das villas  mais caras), dois restaurantes, spa  Clarins com piscina mais tranquila e direito a animal de estimação (o Oscar, uma iguana de 1,5 metro de comprimento), quadras de tênis, e 67 quartos e villas  decorados na mais bela cartela de cores da ilha — e talvez do Caribe (turquesa, amarelo, laranja, marinho e lavanda, sem falar das icônicas toalhas de praia em amarelo e branco e do belíssimo projeto de comunicação visual; tive de trazer toda a papelaria do quarto na mala). E, atendendo aos diversos estilos de viagem — a dois, família com filhos (eles têm programas para crianças o ano todo, com exceção dos meses de setembro e outubro, quando o hotel fecha), entre amigos e/ou fitness-addicts  (além da academia com vista para o mar e toda a estrutura para esportes de praia, tem ainda aulas de yoga com professor gato  pelas manhãs, ou no spa  ou no deck sobre o mar da Baía de Marigot), o Guanahani é, sem dúvida, o hotel mais completo de Saint-Barth.

A NATUREZA E AS PAISAGENS COMPENSAM A DISTÂNCIA

O Guanahani, junto com o Eden Rock, é um dos hotéis originais de Saint-Barth, mas acaba de passar por uma reforma que custou US$ 40 milhões. Inaugurado em 1986 {saiba mais sobre a história da ilha, clicando aqui} e, diferentemente do hotel que hoje pertence à Oetker Collection (o Guanahani segue sendo um hotel independente), ele está localizado no nordeste da ilha, do lado oposto ao da capital Gustavia, o que pode ser um problema Ver Mais →

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Qual é a relação entre o Cipriani, o Harry’s ...

Apesar de terem conquistado o mundo, a origem do império Cipriani — e também da rede de hotéis, trens e cruzeiros de luxo Orient-Express, hoje Belmond — é uma só: Veneza e o Harry’s Bar, inaugurado 1931 pelo commendatore  Giuseppe Cipriani. Bar simples, mítico, imperdível — e desde 2011, Patrimônio Histórico Nacional —, onde foram criados o carpaccio  e o bellini  (e que prepara um ótimo Dry Martini servido num copinho de shot, numa proporção super-dry  intitulada Montgomery com azeitonas à parte, e um ainda aconchegante minestrone  que combina perfeitamente com uma Veneza escura e nublada), Giuseppe abriu o Harry’s Bar com o dinheiro que um rico norte-americano, Mr. Harry Pickering, lhe deu quando ele era barman  do muito bem frequentado Hotel Europa (conta a lenda que a família de Pickering cortara sua mesada e foi Giuseppe quem lhe emprestou dinheiro, devolvido anos depois com juros bem generosos: o suficiente para que Cipriani saísse do Europa e abrisse seu próprio bar). E até hoje o Harry’s é administrado pelo Ver Mais →

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Cipriani: Dos hotéis míticos do mundo, o mais co...

Depois de me hospedar no Cipriani em Veneza e no Brenners Park em Baden Baden, eu definitivamente vou precisar criar uma categoria hotéis-míticos-e-com-alma-que-sobreviveram-bem-ao-tempo. Distante na medida certa da confusão claustrofóbica das hordas de turistas em Veneza, o Cipriani é praticamente um oásis que ocupa a ponta da ilha de Giudecca, que dá de frente para San Marco (jantar no terraço de um dos restaurantes do hotel, o  Cip’s Club, com vista para tout Venise  é uma experiência imperdível até para quem não está hospedado, e ainda tem uma das melhores tartes tatin  que já comi na vida; você vê nas fotos no fim da matéria). Mas não só: qual hotel do mundo possui funcionários — há décadas trabalhando lá — que são personagens tão míticos quanto o Cipriani? (O barman  Walter Bolzonella é amigo de várias figuras de Hollywood incluindo o ator George Clooney; e na cidade que abriga alguns dos eventos de arte mais importantes do mundo, as Bienais de Arte e Arquitetura e o Festival de Cinema, espere sempre encontrar Ver Mais →

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Hôtel de Crillon, um dos icônicos palaces de Par...

Construído a pedido do rei Louis XV, as janelas e as colunas imponentes do Crillon viram as cabeças do rei Louis XVI e de sua esposa, Marie-Antoinette, rolarem na Place de la Concorde em 1793. Ocupando uma parte dos dois edifícios com fachadas idênticas na Praça da Concórdia (a hoje Place de la Concorde, antigas Place de la Révolution e Place Louis XV; os nomes iam mudando conforme as mudanças políticas), o Crillon, inaugurado como hotel em 1909, é um dos mais antigos e luxuosos do mundo. E depois de quatro anos fechado para reforma (era para ser dois anos inicialmente), um dos hotéis palace  de Paris reabre no dia 5 de julho de 2017, agora sob a bandeira da rede nascida-texana-devenu-honcoguesa Rosewood Hotels  & Resorts (mas o prédio pertence à família real saudita). Ou seja, depois de Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula, o Rosewood será o quarto hôtel palace  parisiense — de onze — Ver Mais →

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Nacional Gran Meliá Rio: O aguardado renascimento...

O hotel não está no nosso bairro preferido no Rio de Janeiro — Ipanema — mas alguns fatores fazem do Hotel Nacional Gran Meliá a melhor e mais bem vinda novidade hoteleira de 2016 no Rio de Janeiro (por conta das Olimpíadas, mais de TRINTA hotéis foram inaugurados só nesse ano; um acréscimo de mais de VINTE E CINCO MIL novos quartos de hotéis): 1. a arte (ocupa um edifício histórico e tombado projetado por Oscar Niemeyer, tem jardins assinados por Roberto Burle Marx e obras de importantes artistas brasileiros); 2. as vistas matadoras  (para a praia de São Conrado, para mata atlântica ainda selvagem, para a favela da Rocinha com o Corcovado ao fundo, e para a maior pedra da cidade do Rio de Janeiro — uma montanha monolítica com 844 metros de altura, a Pedra da Gávea); 3. a localização entre o Leblon e a Barra (próximo da favela do Vidigal e da Vista Chinesa, acessíveis de carro, e da estação de metrô São Conrado, a três minutos a pé, que te leva Ver Mais →

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Hotéis-Palace: a distinção máxima da hotelaria...

Desde os anos 1960, a França usava um sistema de classificação de hotéis próprio, que ia de zero a “4 estrelas luxo”. Quando resolveu aderir à classificação internacional (de uma a cinco estrelas; era o único país do mundo que não a utilizava, o que confundia a cabeça dos viajantes), o país que inventou o luxo contemporâneo resolveu não só aderir às cinco estrelas mas também criar uma categoria acima dela. E, apesar do nome que evoca séculos de história e tradição, a distinção Palace, dada pela agência de desenvolvimento turístico do país aos hotéis de excelência à la française, tanto da França continental quanto de seus territórios ultramarinos, só foi criada em 2010 com a mudança do sistema de classificação hoteleira. Os primeiros oito hotéis só receberam a distinção em maio de 2011 e, desde então, o título se transformou numa importante ferramenta de comunicação para os hotéis que fazem parte deste seleto clube (além da placa que ostentam na porta). Todos os Ver Mais →

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Ca’d’Oro 2.0: conquista para o centro ...

O Ca’d’Oro (em dialeto veneziano “Casa de Ouro”), assim como o Hilton da Avenida Ipiranga (hoje fechado), foi um dos grandes hotéis de São Paulo e teve como hóspedes e habitués  presidentes e políticos brasileiros, a realeza europeia, artistas e intelectuais famosos mundialmente (enquanto o Hilton seguia o estilo americano de eficiência, o Ca’d’Oro sempre teve orgulho de sua classe europeia). Inaugurado como um pequeno hotel na Rua Basílio da Gama em 1956, depois de três anos de sucesso com o restaurante de mesmo nome, foi para o quarteirão da Augusta-Avanhandava-Caio-Prado em 1961 e só viria a se tornar o Grand Hotel Ca’d’Oro em 1978, depois de vários edifícios construídos e anexados ao prédio principal, com uma oferta que passou de 200 para 400 quartos, entre suítes presidenciais, suítes para famílias (perfeitas para os executivos que passavam meses com suas esposas e filhos enquanto trabalhavam no Brasil; nessa época, empresas estrangeiras chegavam em Ver Mais →

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Le Meurice: Localização e gastronomia imbatívei...

Existe uma distância estilística  não muito esperada entre o térreo do Meurice — com seus maravilhosos restaurantes e bar, alguns dos mais belos e elegantes da capital parisiense — e os andares acima, onde estão os quartos.  A sensação é a de que você está em dois hotéis diferentes, apesar de ter sido reaberto no ano 2000 depois de dois anos fechado para reforma. Se os salões deste hotel mítico, inaugurado em 1835 (ou seja, há quase duzentos anos), foram repaginados de forma muito bem sucedida por Philippe Starck, entregando exatamente  o tipo de ambiente e experiência que a gente espera de um hôtel palace, é como se, de alguma forma, o restante do hotel, todo em estilo Louis XVI, já tivesse envelhecido e se tornado datado (apesar de eu amar demais os banheiros inteiros em mármore — veja as fotos abaixo —, como no Four Seasons de Milão, que, na minha opinião, são atemporais…) O problema também  está em pagar € 1100 por noite, que é praticamente Ver Mais →

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São Paulo, o melhor bairro e os melhores hotéis ...

São Paulo é a megalópole carente de bons hotéis bem localizados. Não dá para entender por que a maior e mais rica cidade da América do Sul não conseguiu manter hotéis históricos — como o Rio que tem o Copacabana Palace — nem tem hotéis de redes como Mandarin Oriental, Ritz Carlton, Four Seasons, Park Hyatt (diferentemente de nossas vizinhas Buenos Aires e Santiago). Alguns dos melhores hotéis da capital paulista não têm piscina e quando tem são indoor, cobertas (putcha, estamos no Brasil, país de Sol abundante), nem banheiras em quartos cujas diárias custam R$ 3 mil, a não ser que você pague por um quarto superior (nada simpático, né?). Clique aqui e conheça o manifesto Simonde do hotel perfeito

ONDE FICAM AS COISAS LEGAIS DA CIDADE?

Assim como Paris tem aquela linha imaginária que começa na Bastilha e vai até o Arco do Triunfo (mas vai além, até La Défense), passando pelo Marais, Louvre, Place de la Concorde, Champs-Elysées, que concentra grande parte das coisas incríveis da cidade, São Paulo tem um eixo — as avenidas Consolação e Rebouças — que liga o Centro a Pinheiros passando Ver Mais →

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Chineses desafiam o luxo parisiense

A relação entre o luxo francês e a China não é nova. Luís 14, o Rei Sol, já era apaixonado pelas lacas, sedas e porcelanas chinesas a ponto de construir para si e para a sua amante, a Marquesa de Montespan, o Trianon de Porcelaine, em Versailles. E até recentemente, a relação entre a elite francesa com os chineses ocorria apenas através do consumo de sua cultura, do exótico, com uma imagem extremamente negativa da política e do estilo de vida chinês atual. Mas quando os chineses conseguem se igualar — ou até superar — aos franceses, em sua capital Paris, numa das artes mais caras à sua secular art de vivre: o luxo e a arte de receber, é por que, definitivamente, não dá mais para associarmos essa república socialista às falsificações ou à produção em massa, a custo baixo e sem qualidade. Ou, pelo menos, não apenas. A China parece recuperar o seu papel de dominância, dessa que é uma das civilizações mais antigas do mundo (os primeiros fragmentos da seda que a gente tanto ama datam de 2850 anos antes de Cristo).

Em quatro anos (de 2011 a 2014), Paris recebeu quatro novos hotéis palácio (um seleto grupo de oito propriedades que estão acima dos cinco-estrelas). Os quatro vieram da Ásia. E três, da China (os três de Hong Kong): Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula (o Royal Monceau, da rede Raffles, é de Cingapura; e o Peninsula, por ter aberto há menos de um ano, ainda não tem oficialmente a distinção, mas com um investimento de mais de meio bilhão de dólares e tendo como base suas outras propriedades em Nova York e Chicago, é só uma questão de tempo). E, apesar de o discurso dos três hotéis ser de que “são hotéis franceses”, tanto o Shangri-La quanto o Peninsula possuem belos restaurantes de comida cantonesa.

Os turistas chineses movimentaram US$ 238 bilhões em 2014, ultrapassaram os norte-americanos e alemães tornando-se os turistas que mais gastam em viagens internacionais, e a França é o primeiro destino dos chineses quando eles decidem se aventurar fora da Ásia. O que explica, em parte, a entrada dos grupos asiáticos, que começam a marcar território na Europa, e, por consequência, o fechamento para reforma de grandes hotéis históricos da cidade, como o Crillon e o Ritz (o Plaza Athénée e o Bristol também passaram por recentes reformas); franceses até a alma. Por que se já era difícil concorrer com os chineses nos preços de produtos industrializados, parece que também não será fácil concorrer com eles quando o assunto é receber bem, na cidade que criou e que é sinônima de luxo.

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O Manifesto Simonde do Hotel Perfeito

Esse é o manifesto Simonde de hospedagem. Assim como sou apaixonado por aeroportos (faço questão de levar e buscar amigos e parentes só pra ter o pretexto), amo lobbies de hotel (e filmes que têm eles como cenários: de Morte em Veneza  a Lost in Traslation, passando por Week-End at the Waldorf, Grand Hotel e Uma Linda Mulher). É fascinante, nos lobbies de hotéis com localização central, observar pessoas de diferentes estilos, de todos os cantos do mundo, indo e vindo; homens e mulheres em papos de negócio, madames com seus cachorrinhos de estimação, famílias decidindo com o concierge o programa dos próximos dias, casais apaixonados que só conseguem enxergar um ao outro. Se o hotel tiver restaurante estrelado e bar animado, ainda melhor. Mas, mesmo que o hotel seja incrível, nunca deixo de frequentar os chás, os bares e os restaurantes de outros hotéis; simplesmente porque estão em hotéis. Se hospedar no hotel PERFEITO nem sempre é possível (e muitas vezes, hotéis da mesma categoria de preço entregam experiências bem diferentes), mas fizemos um exercício de imaginar o que um hotel tem de ter para fazer com que a gente se apaixone por ele. Assim, sinta-se livre em nos contar sua opinião e relatar suas experiências.

LOCALIZAÇÃO

Localização, localização, localização. O hotel pode ter a melhor estrutura do universo, mas ele não for o próprio destino — no caso de resorts, quando você já viaja com a intenção de não sair de lá —, não adianta ser incrível, ser desenhado pelo designer  X, se você tiver de gastar quarenta minutos para chegar aos cafés, restaurantes, lojas e atrações culturais mais legais (ou daquelas que você mais gosta); o que é bem fácil de acontecer nos grandes centros urbanos (e você sempre saberá, em cada cidade Simonde, quais são os bairros de que mais gostamos e por quê). Por isso, a região, o bairro, a rua são variáveis Ver Mais →

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Villa GRU

As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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O Grande Hotel Budapeste

A primeira coisa que chama a atenção no filme são as proporções de tela que o diretor Wes Anderson escolheu para a exibição: 4:3 (ou 1,33:1), a “janela clássica” dos filmes 35 mm para retratar as cenas que se passam nos anos 1930; 1,85:1, usada nos cinemas americanos e ingleses a partir dos anos 1960 para as cenas de 1968; e 2,35:1, a “janela panorâmica” para as cenas que se passam em 1985 (a proporção widescreen padrão que o cinema usa hoje é de 2,39:1 ou 12:5). Apesar da decisão do diretor — que eu respeito —, o que eu queria mesmo, e muito, era ver o lindo The Grand Budapest Hotel numa enorme tela iMax, em 3D, e poder “entrar” no hotel, na cozinha da Mendl, no palácio de Madame Céline Desgoffe-und-Taxis, sentir o cheiro do L’Air de Panache

O filme é a história (sim, diferentemente de outros filmes do diretor esse tem uma história) da amizade que se desenvolve entre o lendário concierge charmosão Gustave H e o novo mensageiro, Zero, que conta para um escritor a vida de Monsieur Gustave durante a época de ouro do Grande Hotel de Nebelsbad na República Alpina Ver Mais →

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Anna Wintour boicota o Meurice

Depois que o sultão de Brunei, um dos homens mais ricos do mundo, implementou a sharia* no seu minúsculo estado do sudeste asiático encravado na Malásia (a lei entrou em vigor no dia 1 de maio de 2014), grandes nomes da moda e dos negócios decidiram boicotar alguns dos hotéis mais incríveis de Paris, Londres e Milão (Le Meurice, Plaza Athénée, The Dorchester, Principe di Savoia), que fazem parte da Dorchester Collection, da qual Hassanal Bolkiah, the sultan, é dono. E, depois de François Pinault (dono da Kering, aka Gucci, Balenciaga etc.), Hedi Slimane (diretor criativo da Saint Laurent) e Richard Branson (dono da Virgin), chegou a vez de Anna Wintour e toda a Condé Nast engrossar o coro. Até que o sultão desista da sharia, a toda-poderosa da Vogue America não se hospedará mais — nem ela nem qualquer outro funcionário da editora — em sua demeure parisiense, o Meurice.  * A sharia é lei religiosa islâmica baseada no Alcorão (não há separação entre religião e direito), que prevê pena de morte por apedrejamento para adultério (quase sempre mulheres) e homossexuais, amputações para crimes de roubo e chibatadas.

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O quarto doublé

Minha irmã foi com marido e filhos visitar amigos em uma cidadezinha do interior japonês. Quando chegaram ao quarto do hotel, percebeu o odor de cigarro do quarto para fumantes e logo desceu para pedir outro. Como não havia nenhum outro quarto não-fumante disponível no momento, saíram para as visitas. Quando voltaram – o funcionário do hotel não falava inglês e eles tampouco estavam se entendendo em japonês -, o recepcionista lhe pediu a chave do quarto e deu uma outra. Ela ainda tentou explicar que precisava retirar suas coisas, sem sucesso. Preocupada com as coisas que estavam no quarto (e com vergonha da bagunça das crianças e de uma calcinha que estava no box  do banheiro), pediu para que seu marido fosse até o quarto antigo esperar o funcionário do hotel chegar para que ele o ajudasse a trazer as coisas; e foi para o quarto novo com as crianças. Quando chegaram ao quarto novo, uma surpresa: todas as suas coisas já estavam lá. Mas o que mais a impressionou é que eles não só trouxeram todos os seus pertences, mas deixaram tudo EXATAMENTE do mesmo jeito, na mesma disposição que estava no quarto anterior; até a calcinha no box do banheiro; até o jeito como a meia estava jogada sobre o tênis; toda a bagunça. É como se eles tivessem entrado exatamente no mesmo quarto, só que dois andares abaixo. Quando meu cunhado voltou para o quarto, ficaram os dois, alguns minutos, pensando sobre o que tinha acabado de acontecer. Um dia depois, minha sobrinha (ainda pequena) perguntou: “Mamãe, quando é que eles vão nos trocar de quarto?”. “Nós já trocamos, minha filha. Só que você não percebeu… Porque você tá no Japão.”

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Curtinhas dos palácios de Paris

O hotel Royal Monceau (aquele da Demolition Party ) acaba de se tornar o sexto palace  parisiense, entrando para o seleto grupo de hotéis de excelência (de l’excellence à la française, bien sûr ), título concedido pela agência de desenvolvimento turístico, a Atout France. Assim, segue a lista atualizada dos melhores hotéis de Paris: Meurice (Dorchester), Bristol (Oetker), Plaza-Athénée (Dorchester), Park Hyatt Paris-Vendôme (Hyatt), George V (Four Seasons) e, agora, o Royal Monceau (Raffles).

— Já o Plaza-Athénée faz companhia ao ex-palace  Hôtel Ritz e fecha em outubro, para uma reforma de sete meses. As obras têm como objetivo conectar o prédio principal a quatro outros prédios adquiridos pelo hotel para aumentar sua área em 5500 metros quadrados e construir 14 novos quartos e suítes.

São Paulo, julho de 2013.

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