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Doces | Sobremesas


Cannolo: O doce fálico e recheado inventado nos h...

“Leave the gun, take the cannoli”. Esta frase, dita por Clemenza ao seu capanga quando ele acaba de matar o motorista traidor de Vito Corleone no primeiro filme da trilogia O Poderoso Chefão, retrata bem como uma sobremesa pode representar uma origem (não se esqueça de que a máfia também é uma invenção siciliana). E o cannolo — “cannoli” é o plural — é delicadeza pura. Massa fina e crocante (com vinho branco seco entre os ingredientes da massa) em formato de tubo e recheada — na hora, nas melhores pasticcerie — por um leve creme de ricota de ovelha misturada com pedacinhos de frutas cristalizadas (receita original) ou gotas de chocolate (inventada em Messina), o cannolo, junto com a cassata (outra sobremesa de influência árabe), conquistou o mundo, mas é símbolo da Sicília, esta que é a maior das ilhas do Mar Mediterrâneo.

ESPOSAS ÁRABES ENTEDIADAS LEVAM A RECEITA PARA OS CONVENTOS

Suas origens remontam à Roma Antiga com Cícero — “tubus farinarius dulcissimo edulio ex lacte fartus”. Mas é quando a ilha é ocupada pelos muçulmanos (a Sicília seria um emirado por quase duzentos anos, entre os séculos 9 e 11; mas ainda no século 13, os muçulmanos eram maioria na ilha) que as muitas mulheres do emir, para passar o tempo no Ver Mais →

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Kouign-Amann, a deliciosa versão caramelizada do ...

Kouign-amann. Primeira coisa: a pronúncia desta viennoiserie  de nome bretão — idioma mais próximo do celta que do francês — é kwinamân (e para aqueles doidos por idiomas que queiram saber como se escreve o plural — tipo, eu — , é kouignoù-amann :- ). É uma versão caramelizada do croissant  com generosa dose de açúcar e MUITA manteiga (30% do que você estiver comendo é manteiga; outros 30% é açúcar; o que sobra é massa) originária da Bretanha, região do norte da França, famosa pela flor de sal, pela ótima manteiga (dois ingredientes do kouign-amann) e por suas crêpes  e galettes  {para saber a diferença entre crêpe e galette, clique aqui}.

A diferença entre o croissant  e o kouign-amann  é que o croissant  leva leite e manteiga na massa. No kouign-amann  vão apenas farinha, fermento, sal e água, e a manteiga vai Ver Mais →

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Yann Couvreur: alta pâtisserie no bandejão para ...

Nesta pâtisserie  de bairro com preços de Saint-Germain-des-Près, fora do circuito turístico (do lado de lá do Canal Saint Martin, mas felizmente com lugar pra sentar e na boca da saída da estação de metrô Goncourt, dessa linha marrom que a gente nunca pega), você encontra as criações de um jovem chef pâtissier  bretão — e charmosão — que tem tudo para fazer parte do panteão da confeitaria francesa. Apesar da idade, o currículo é extenso e estrelado: Yann Couvreur já assinou a confeitaria de dois palaces  franceses, o Trianon de Versailles e o Park Hyatt de Paris (onde construiu sua reputação), dos hotéis Eden Rock de Saint Barth e o Prince de Galles em Paris, e ainda passou pela cozinha do Carré des Feuillants, o dois macarons  Michelin da Castiglione.

Diferentemente do Christophe Michalak, ex-Plaza Athénée, que também saiu da hotelaria/restauração para carreira solo e está fazendo algo que esteticamente lembra a pop-art  em versão confeitaria, as criações do chef  Yann Couvreur têm forte influência da tradição mas sempre um toque, um frescor contemporâneo: seja nas éclairs  de Ver Mais →

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Pasticceria Marchesi, tradição centenária em co...

São duas experiências completamente  diferentes. Na tradicionalíssima Pasticceria Marchesi da Corso Magenta, fundada em 1824, já na quinta geração da mesma família e desde sempre uma das melhores confeitarias da cidade, volta-se no tempo com suas vitrines, balcões e paredes de madeira e mármore originais de quase duzentos anos de idade. E a experiência é bem milanese : você vai ao balcão da padaria/confeitaria de um lado ou ao balcão do café e drinques do outro, faz seu pedido, come e bebe em pé e passa no caixa — no meio, entre os dois balcões — parar acertar as contas (ainda pode pegar uma fatia do excelente e crocante panettone  na caixa de acrílico ao lado do caixa para levar e comer na rua). Mas, em 2014, a Prada comprou a Marchesi — seguindo os passos da LVMH que hoje é dona de outra tradicional e centenária confeitaria milanesa, a Cova e, aproveitando o fechamento da G. Lorenzi no número nove da Via Montenapoleone (quase em frente Ver Mais →

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Qual a diferença entre o sorvete artesanal e o in...

Se uma das qualidades mais apreciadas num bom gelato  é a textura cremosa, cremosidade por cremosidade, o sorvete do McDonald’s é cremoso, oras. Alimento de ingredientes simples (no sorvete só vão fruta, água ou leite, açúcar e ar – saiba abaixo por que o ar é essencial para que ele seja incrível), mas de execução complexa (são muitas as variáveis que dependem de cada ingrediente utilizado e para se chegar a uma receita bem sucedida são necessários vários cálculos matemáticos), pode-se dizer que a diferença entre um sorvete produzido em escala industrial e o sorvete artesanal está não só no resultado, mas no do-que-e-como  ele é feito. Em vez de usar preparados mantidos em estoque por meses e essências, corantes e aromatizantes artificiais, o sabor, a cor e o cheiro dos sorvetes artesanais vêm apenas  dos ingredientes, sempre naturais, frescos e no seu melhor estado (se é café, ele deve ter sido torrado o mais próximo possível da data de utilização e Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores sorvetes – gelato...

O gelato, sorvete ao estilo italiano, menos gorduroso e de textura extremamente cremosa, quase elástica, chegou timidamente em São Paulo com a inauguração da Gelateria Parmalat na rua Oscar Freire há muitos e muitos anos (mais precisamente em fevereiro de 1996). Depois veio a Vipiteno do chef  Laurent Suaudeau que, além de bons sorvetes, segue preparando incríveis sobremesas com os sabores dos gelati  (até hoje amo o Demoiselle: sorvete de doce de leite, calda de pera, gengibre e telha de amêndoas; receita de chef  de verdade). Mas foi com a inauguração da Bacio di Latte, também na Oscar Freire, que a moda pegou (alguém se lembra das enormes filas na porta?) e se alastrou. Se antes, quando eu viajava para a Itália eu tomava três sorvetes por dia (de ansiedade, porque sabia que não tinha sorvete com aquela textura por aqui), hoje em São Paulo, com a abertura de vários bons estabelecimentos e a proliferação das franquias, Ver Mais →

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O guia definitivo do tiramisù em SP, como deve se...

A primeira vez que comi tiramisù  não foi na Itália, mas em Londres. Tinha lido em alguma revista que a princesa Diana adorava a sobremesa do San Lorenzo, uma tradicional osteria  em Knightsbridge, e foi lá que eu me apaixonei. Desde então, essa sobremesa de origens conflitantes se popularizou não só no Brasil, mas em todo o mundo. Uns dizem que essa receita de ingredientes comuns e sabores simples — só leva biscoito, gemas, açúcar, café, queijo mascarpone e chocolate — foi criada no século 17 em Siena, na Toscana, para o grão-duque Cosimo III de Médici. Outros, que nasceu no Vêneto: numa versão da história, para o famoso escritor-conquistador-libertino-colecionador-de-mulheres  Giacomo Casanova. E tem ainda a de que ela teria sido criada para as cortesãs dos bordéis vênetos que precisavam de um alimento rico em energia  para enfrentar as longas noites de trabalho (tiramisù quer dizer “levanta-me!”). Mas tem também os que acham que o tiramisù não é nem toscano nem vêneto, Ver Mais →

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Marilia Zylbersztajn, incríveis tortas doces onde...

Assim como o sal nas receitas, o açúcar em doses elevadas no preparo de sobremesas mata  o sabor dos ingredientes. Mas, talvez por causa da nossa história secular com a cana-de-açúcar e do consumo desde a infância de refrigerantes, leite condensado (brigadeiros!), doce de leite, café com açúcar (no interior, eles cozinham o café com açúcar) e suco de fruta quase sempre com açúcar (fruta já é doce!), brasileiros amam doces bem doces (conheço gente que toma uma lata de leite condensado, assim, vendo televisão). E aí, para aqueles que não são muito fãs de açúcar (eu me incluo já que no Japão, mesmo nos restaurantes japoneses estrelados, a sobremesa pode ser uma porção de batata doce, de feijão azuki  ou mesmo uma omelete, sempre com pouquíssimo açúcar; e chá NUNCA leva açúcar) resta comer sobremesas pela metade ou mesmo, dependendo Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores doces de Paris

Assim como você NUNCA vai encontrar em São Paulo restaurantes japoneses tão incríveis quanto em Tóquio, não há cidade no mundo para comer doces, na sua forma mais sofisticada, como Paris: berço desta arte abençoada por Saint-Honoré, o santo protetor dos padeiros e doceiros, que só foi possível existir graças à popularização do açúcar através das lavouras de cana da América Latina. Pâtisseries  antigas e tradicionais com quase 300 anos de idade (!) como a Stohrer (fundada em 1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Carette (1927), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Christophe Michalak, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe (Fauchon, Hédiard), que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial das sobremesas… E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia. No mapa abaixo, procure pelo símbolo do muffin roxinho.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante — que lembra o suspiro — recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar Ver Mais →

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Crepes e galettes: qual a diferença?

Em português, crepe é masculino. Em francês, é la crêpe. Galette, como a palavra não existe em português, vamos no francês mesmo, no feminino: la galette. Essas panquecas de massa fina (diferentes das pancakes  americanas), leve e de fácil preparo, cuja receita tem mais de 8 mil anos, podem ser feitas com dois tipos de farinha: de trigo (o branco, clássico) e de trigo sarraceno (escuro, o soba  japonês), uma espécie de trigo de origem asiática que chegou à França com as Cruzadas, na Idade Média.

Na França, os crepes e as galettes  são pratos típicos da Bretagne, região do Noroeste do país, onde eles são consumidos desde o século 13. São também a refeição típica da Chandeleur (Candelária; “candela” é luz), também conhecida como a festa dos crepes, uma festa católica que celebra a apresentação do bebê Cristo (que era “a Luz”) ao templo e que é comemorada todo dia 2 de fevereiro Ver Mais →

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Pierre Hermé

Sem sombra de dúvida, é o mestre par excellence  das sobremesas. Pierre Hermé começou aprendendo a arte de seu métier  com outro mestre dos doces, Gaston Lenôtre, com apenas 14 anos de idade, e aos 20, já era chef-pâtissier  da Fauchon. Aos 31, participou da expansão parisiense do La Durée enquanto ganhava prêmios e publicava livros (já são dez livros lançado sobre o tema, incluindo a bíblia Larousse des Desserts, assinado por Hermé).

O currículo é primoroso, mas não é só. Mesmo aqueles que não conhecem seu passado sentem estar diante de algo divino e inovador ao saborear uma de suas criações. Hermé só tem duas lojas flagships com todas suas criações em Paris, uma em Saint Germain-des-Prèsoutra em Montparnasse, ambas do lado esquerdo do Sena. Os outros nove pontos de venda que só vendem  macarons  e Ver Mais →

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Canelé, tradição bordalesa

Um pequeno bolo doce, altinho e com sulcos rasos e côncavos. Casquinha escura caramelizada e crocante, e interior cremoso, molhadinho. O cheiro de baunilha toma conta do interior das pâtisseries bordelaises, região onde os canelés  nasceram (os macarons  também vêm de Bordeaux, apesar dos boatos de que eles foram inventados na Veneza renascentista e levados para a França ainda no século 16). Farinha, ovos, leite, açúcar, baunilha, rum e cera de abelha para untar as forminhas de cobre. Apesar da simplicidade da receita, os chefs pâtissiers de Bordeaux são fanáticos ao defenderem a textura perfeita do canelé, a ponto de a maioria deles fazer parte da Confrérie du Canelé de Bordeaux, uma associação de confeiteiros dedicada à tradição e ao preparo correto da receita.

QUANDO E COMO COMER
Os canelés, desde que fresquinhos ou recém-saídos do forno (morninho é “A” temperatura ideal), combinam com qualquer hora do dia. Acompanha muito bem o café pela manhã (aliás, acompanha MUITO BEM o café), o chá pela tarde, o champagne  durante o almoço ou jantar ou uma taça de um vinho licoroso num domingo à tarde. Pode ser a sobremesa ou parte dela. Mas é importante que ele seja consumido até três horas depois de sair do forno. Quanto mais fresquinho, melhor.

ONDE COMER CANELÉ  EM SÃO PAULO
As duas fornadas saem diariamente às 8h da manhã e sem um horário definido à tarde. Mas lá pelas 17h, dificilmente você encontrará um canelé vivo para saciar sua vontade na matriz da Marie Madeleine, na Vila Nova Conceição, uma das melhores pâtisseries  da cidade. Programe-se. E coma. A Marie Madeleine fica na Rua Afonso Bráz, 511. Abre de terça a sábado das 8h às 19h. Domingos e feriados, das 8h às 16h. Fecha às segundas. O telefone é 55 11 / 2387-0019.

A HISTÓRIA DO CANELÉ
Em Limoges (cidade francesa famosa pela porcelana), no século 17, havia um pãozinho feito com farinha e gemas de ovo, que era vendido também em Bordeaux como “canaulé” e, apesar de não parecer NADA com o canelé atual, se tornou tão popular que artesãos da região se especializaram em produzi-lo. Em 1663, os “canauliers”, como eram conhecidos esses artesãos, registraram uma corporação de ofício no Parlamento de Bordeaux para produzir os canaulés. Mas como eles não faziam parte da Corporação de Confeitaria, eles não podiam usar leite e açúcar. Uma guerra começa entre os canauliers e os chefs da Corporação de Confeitaria. Até que, em 1755, Versalhes dá a autorização para os canauliers poderem incluir leite e açúcar em sua massa. Assim como acontecia com as corporações de outras atividades, foi criada uma forma controlar a concorrência entre as lojas na região: apenas oito poderiam existir. Mas ninguém respeitava a regra: em 1785, havia 39 canauliers em Bordeaux. A Revolução Francesa acaba com as corporações (#LiberalismoDjá) e durante o século 19, os canauliers  misteriosamente desaparecem da lista de artesãos em Bordeaux. Apenas do começo do século 20, um chef  resgata a receita e decide incluir baunilha e rum. Em 1985, é criada a Irmandade do Canelé de Bordeaux, o bolinho se torna uma marca coletiva registrada no Instituto de Propriedade Industrial da França. Em 1995, já seriam 800 estabelecimentos que serviam canelés na Aquitaine (a região onde está a Gironde) e 600 só na Gironde (um dos cinco departamentos da Aquitaine, da qual a cidade de Bordeaux é a capital).

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Por que o chocolate belga é o melhor do mundo?

Um holandês (van Houtten), um suíço (Lindt) e um belga (Neuhaus) inventaram o chocolate. Na Europa. Foram suas descobertas a partir do século 19 que fizeram com que as amêndoas do cacau originário da nossa Amazônia se transformassem no chocolate que conhecemos — e amamos — hoje. Apesar de nunca ter havido um único pé de cacau dez graus acima da linha do Equador (assim como a borracha, ele só cresce na região mais quente e úmida do planeta), as técnicas aprimoradas ao longo de 100 anos — e muito marketing  também — por hoje grandes indústrias-referência como a belga Barry Callebaut fazem com que o chocolate produzido no país com latitude a 50 graus Norte seja considerado o melhor do mundo. Os belgas se apropriaram do chocolate porque o fazem bem (as etapas realizadas nas fazendas de cacau da América Latina e da África — colheita, fermentação, secagem — são responsáveis por apenas 50% do sabor e do aroma do chocolate). A produção de um chocolat belge d’excellence exige alto nível de técnica, rigor e competência. E na gastronomia — assim como em outras áreas da vida Ver Mais →

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Doces em Paris

Pâtisseries antigas e tradicionais como a Stohrer (1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers  como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Jean-Paul Hévin, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe  (Fauchon, Hédiard) que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial dessa deliciosa arte... E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia e da arte patissière.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar deliciosos macarons  em todos os estabelecimentos citados acima.

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