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Londres


Borough Market, mercado milenar renascido nos anos 1990

Londres é dividida em 33 boroughs  e, traduzindo literalmente, Borough Market seria o “mercado do distrito”  de Southwark, onde está instalado há mil anos, quando Londres só estava do outro lado  do Tâmisa e a única forma de acesso “à City”  era pela London Bridge (não só da cidade de Southwark para Londres, mas como de todo o sul da Inglaterra para lá e para o norte). Mas o que a gente vê deste imperdível mercado — o mais antigo da Swingin’ London — instalado debaixo dos trilhos suspensos do metrô — também o mais antigo, mas do mundo — é bem mais recente. Depois de muitas idas e vindas ao longo de todo esse tempo — proibições, incêndios, a chegada dos supermercados —, foi nos anos 1990, quando duas lojas gastronômicas — a Neal’s Yard Dairy com seus queijos ingleses de origem e a Brindisa com seus jamóns ibéricos — se instalaram nos galpões vazios do local que se iniciou um festival que reunia 50 dos melhores produtores do Reino Unido. O que era esporádico virou fixo, o que acontecia num sábado por mês virou semanal, e, com Ver Mais →

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Princi Londres, o espírito de Milão – com ...

A Princi do SoHo londrino (única filial da rede fora de Milão) segue a mesma identidade da Princi da Piazza XXV Aprile antes da reforma de 2014, assinada pelo arquiteto Claudio Silvestrin (que projetou dezenas de lojas Giorgio Armani pelo mundo e é colaborador da Boffi), e que fez a fama da padaria mais saborosa, contemporânea e elegante da Itália: pedras em tons de bege e cinza não polidas, a disposição dos pães em aberturas retangulares na parede, os totens de pedra para apoio, poltronas de couro, o staff  todo italiano (simpático ou lindo, ou ambos), fornos à mostra, uma fonte de 15 metros de comprimento numa das paredes.

Misto de panetteria, pasticceria, caffè, pizzeria e bar para o aperitivo  tão milanese, o melhor da Princi londrina — além do horário de funcionamento, aberto das 8h à meia-noite de segunda a sábado (perfeito para aquele dia em que você não tem reservas para restaurantes e quer chegar e comer) —, é que você tem a opção do serviço self-service (pagar no balcão, se servir e sentar-se na mesa comunitária, como em Milão), mas também pode ser atendido Ver Mais →

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The Shard, o edifício mais alto de Londres com um...

Fazer xixi num banheiro com parede de vidro, a 240 metros de altura, exposto para os céus e com toda Londres a seus pés é uma experiência que só uma visita ao observatório The View from the Shard pode proporcionar (com 310 metros de altura, o Shard é o arranha-céu mais alto de Londres e o quarto maior da Europa). Numa das regiões mais antigas da cidade (e pertinho do Borough Market, que a gente ama), em Southwark, o starchitect  italiano Renzo Piano (Whitney Museum, Morgan Library, Aeroporto Kansai, The New York Times) imaginou um caco de vidro — “shard” quer dizer caco — na forma de um edifício-pirâmide que abriga: escritórios (do 2 ao 28º andar), bares e restaurantes (do 31º ao 33º), o hotel Shangri-La (do 34º ao 52º, com uma piscina no 52º), apartamentos! (do 53º ao 65º, que custaram entre £ 30.000.000 e £ 50.000.000, ou R$ 300 milhões) e o observatório, Ver Mais →

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The Wolseley, imponência e comidinhas: do English...

Num belíssimo e grandioso edifício art déco  construído em 1921 para ser o showroom  dos carros Wolseley Motors Limited (sim, os carros ficavam estacionados sobre esse magnífico mármore florentino preto e branco), o The Wolseley é um grand–café–brasserie, aberto o dia todo, das 7h da manhã à meia-noite (o que a gente adora), sempre cheio (é bom sempre reservar, mesmo que seja para o dia seguinte às 15h30), numa das melhores localizações de Londres: ao lado do hotel Ritz, a uma quadra da Jermyn Street, da Royal Academy of Arts, da Fortnum & Mason e da Dover Street Market.

Com pé-direito alto, mezanino, teto abobadado, colunas e decoração em preto e dourado com toques de chinoiserie, assinado por um dos mais famosos decoradores birtânicos, o David Collins, o cardápio do Wolseley atende a todos os gostos: você pode tomar um café da manhã típico britânico, com ovos, bacon, salsicha, feijão, tomate, cogumelos e black Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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Wallace Collection, o melhor da arte clássica em ...

Para quem ama arte, artes decorativas e beleza — ou apenas quiser ter a dimensão de como era uma mansão de nobres de séculos passados por dentro —, visitar a Wallace Collection é um dos passeios mais incríveis de Londres (e é gratuito; você só paga pelo audioguide, £ 4). A Hertford House, a construção mais imponente em volta da praça-jardim-privado Manchester Square, abriga uma coleção que levou 200 anos para ser construída e envolveu cinco gerações de uma mesma família — quatro marqueses (Hertford) e um Sir  (Richard Wallace) — que foi doada para o estado inglês e inaugurada ao público em 1900 pelo Prince of Wales da época, HRH The Prince Edward VII. É um sucesso desde então (na quinta temporada de Downton Abbey, os empregados do Conde de Grantham visitam o museu, quando em Londres para o casamento de sua sobrinha, e a história se passa em Ver Mais →

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Abadia de Westminster

Construída no século 11 e reconstruída em estilo gótico no século 13, a Abadia de Westminster não é católica nem protestante, é anglicana (mas foi católica até Henrique 8º, no século 16, romper com o Vaticano). Sua autoridade máxima não é papa, rabino ou pajé, mas uma mulher, Her Majesty The Queen of England, a rainha Elizabeth 2ª, que além de chefe de Estado é também a chefe da Igreja da Inglaterra. É o sítio religioso mais importante não só de Londres, mas do Reino Unido e também dos quinze domínios da Commonwealth (de 53) que ainda reconhecem a monarca britânica como chefe de Estado.

Assim como todos os reis franceses foram coroados na Catedral de Reims desde 1027, todos os reis ingleses foram coroados aqui, nesta abadia em Londres, desde 1066, desde o normando Guilherme, o Conquistador (William the Conqueror, em inglês), que assumiu o trono com a morte de Eduardo, o Confessor. E não vivia só de coroações: a abadia foi e continua sendo palco de casamentos reais (a Rainha Elizabeth 2ª e o Príncipe Philip Ver Mais →

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Wimbledon

A grama é a superfície original do tênis quando esse esporte de raquete com influências francesas surgiu na Inglaterra dos anos 1860. E é sobre ela que ainda se joga em Wimbledon, o mais antigo (a primeira competição aconteceu em 1877), o mais tradicional, o mais rigoroso — e o mais elegantetorneio de tênis dos quatro Grand Slams do nosso calendário (os outros são, por ordem de antiguidade, o US Open, de 1881, em Nova York, sobre quadra dura; Roland Garros, de 1891, em Paris, sobre saibro; e o Open da Austrália, de 1905, jogado em Melbourne, sobre uma quadra sintética dura); e Wimbledon permanece o único torneio que ainda acontece sobre grama. Mas não é qualquer grama (tipo aqueles quadrados de grama que são replantados nos jardins). A grama sagrada, como é chamada por tenistas como Martina Navratilova, John McEnroe, Pete Sampras, Steffi Graf e Roger Federer, 100% Lolium perenne, é, em cada quadra, semeada (são 9 toneladas de sementes usadas a cada ano), germinada, Ver Mais →

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Gordon Ramsay

Ele já expulsou um crítico do Sunday Times  de seu restaurante, já comandou reality-shows  gastronômicos onde a palavra f*** é pronunciada a cada três segundos e já foi processado por seu chef pâtissier  por agressão. Mas, apesar das críticas à sua pessoa, o Gordon Ramsayflagship” em Chelsea (seu império é formado por mais-de-um-restaurante em lugares tão distantes quanto Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Versalhes, Toscana e Doha) é, assim como o Eleven Madison Park em Nova York (que é a quintessência de NY), o restaurante que traduz o espírito inglês na alta gastronomia em Londres (por isso é imperdível; aberto em 1998, até recentemente era o único restaurante na cidade com três macarons  Michelin; hoje, são ele e o Ducasse no Dorchester, mas o Ducasse você deixa para comer em Paris). Instalada numa pacata rua de pequenos prédios de tijolinhos, no térreo de um prédio residencial de três andares, ao chegar, você encontrará apenas o doorman  e uma pequena porta preta. Completamente low-profile e intimista. Ao caminhar pelo corredor estreito e com baixo pé-direito e chegar ao bar no fundo e avistar o salão, a sensação é a de que Ver Mais →

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Daunt Books

Para os viajantes que, antes de qualquer viagem, leem e pesquisam sobre o país a ser visitado, Londres tinha duas ótimas livrarias para abastecer a biblioteca: a The Travel Bookshop  e a Daunt Books. A The Travel  (lindinha, bem editada e que ficou famosa como a livraria de Hugh Grant no filme Notting Hill), infelizmente, fechou em 2011. Mas, ficou a Daunt.

Um dos charmes da Daunt Books é que ela é a cara da Londres do início do século 20, ocupando um prédio ao estilo eduardiano (o período eduardiano sucedeu a Era Vitoriana, de 1901 a 1910, quando Edward VII assumiu o trono) originalmente construído nessa época e, felizmente, assim preservado ao longo do tempo. Ver Mais →

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Londres, o começo

Ao olhar para a civilidade dos londrinos na atualidade (sem que estejam bêbados, claro), é difícil imaginar que as bases de sua cultura (o idioma, o sistema de leis, a religião) não tenham vindo dos civilizados romanos, mas sim dos saxões, um dos povos mais bárbaros, mercenários e assassinos que a nossa história já conheceu.

ROMA FUNDA LONDRES
Londres foi fundada pelos romanos em 44 a.C., quando o Império invadiu a Bretanha e tomou conta da ilha. Durante o reinado expansionista de Trajano (de 98 a 117), o território sob domínio dos romanos chegou até onde é hoje a fronteira da Inglaterra com a Escócia (onde foi construída a muralha de Adriano, que delimitava o extremo norte do Império, cujas ruínas podem ser visitadas até hoje; aliás, a história de Adriano, sucessor de Trajano, merece uma matéria à parte).

No século 2 d.C., Londinium (como Londres era chamada), no seu auge, substitui Colchester como a capital da Bretanha Romana — ou em latim, Britanniatornando-se assim capital provincial mais distante da capital do Império, Roma. Mas, apesar de os bretões (povo Ver Mais →

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Maison Bertaux

A Maison Bertaux é uma instituição, tem o melhor chá da região (feito comme il faut ) e é um dos lugares mais peculiares do SoHo. Fundada há mais de 130 anos (em 1871) e oferecendo o que há de melhor na arte pâtissière  francesa, ela pode ser um pouco desafiadora para os iniciantes (ainda mais quando, algumas vezes, o serviço se mostra beeeem parisiense, if you know what I mean ). Mas, nós damos as dicas:

Chegando à Bertaux, você já vai se deparar com a vitrine repleta com a mais tradicional pâtisserie  francesa, além de bolos, éclairs  e croissants  perfeitos (interior macio, casquinha crocante e sequinha, nenhum vestígio de óleo ou gordura) – escolha difícil…; entre na loja, vá até o balcão que fica atrás da vitrine, faça o seu pedido (tente saber o que irá pedir de antemão para evitar certa “impaciência” do atendente francês), e SÓ AÍ, Ver Mais →

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Londres, uma introdução

Epicentro de grandes movimentos — históricos, econômicos e estilísticos — que abalaram o mundo nos últimos dois mil anos, Londres é imponente, tradicional, mas ao mesmo tempo discreta (o que a torna um pouco inacessível aos iniciantes) e deliciosamente contemporânea.

A mais distante capital provincial do Império Romano — e, séculos depois, dona de seu próprio Império (um quarto do mundo já foi controlado por essa ilha do tamanho do estado de São Paulo) —, Londinium como foi batizada pelos romanos, continua a ser uma cidade global no sentido mais amplo do termo, já que desde sempre conviveu — e convive — com a influência das culturas mais diversas e distantes do planeta.

Terra dos esportes aristocráticos (golfe, tênis, pólo, corridas de cavalo) e do cricket; da alfaiataria (Savile Row, Jermyn Street e Alexander McQueen); do Commonwealth; dos Ver Mais →

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Chá da tarde no Palm Court do Ritz

No lindo, barroco e antiquado Palm Court do Hotel Ritz, no coração de Piccadilly, a gente esperaria encontrar ladies com espartilhos, chapéus grandes e enfeitados, e elaborados vestidos Worth; homens de casaca e cartola; e a fina flor da aristocracia britânica do começo do século 20, quando o hotel foi inaugurado (alguns anos depois de César Ritz ter aberto o hotel de mesmo nome na Place Vendôme). Mas, o que se vê são turistas de outras partes da Inglaterra (que tem o afternoon tea do Ritz como um dos programas obrigatórios quando na cidade) e americanos hospedados no hotel. Turistas e mais turistas. Mas, nem por TUDO isso, a tarde para o chá no Ritz deixa de ser delicioso, chique e agradável.

Com todos os quitutes impecavelmente montados (os insossos sanduíches de pepino de sempre, os de ovo, com mature cheddar e ainda de frango – estes dois últimos deliciosos –; scones com creme e geleia; e pâtisserie), o chá da tarde no Palm Court – assim como em outros tradicionais hotéis na cidade – equivalem a uma boa refeição (se tiver reservas para Ver Mais →

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Como era voar no Concorde

Foi um retrocesso para a aviação comercial. Eu tinha vinte anos, morava em Londres, ia regularmente para Nova York, e achava que os voos supersônicos existiriam para sempre. E depois de mais de dez anos sem o Concorde, vejo o quão sortudos éramos (a ponto de bater uma nostalgia ao ver as imagens do Concorde voando). Foram apenas doze os aviões (a British Airways com sete e a Air France com cinco) que, por 27 anos, encurtaram as distâncias do mundo; e não há nenhuma previsão ou perspectiva para a próxima década de que exista novamente um voo comercial na velocidade Mach 2 (ou 2.500 km/h, ou ainda, duas vezes a velocidade do som, de 340 metros por segundo).

O voo BA001 saía de Londres, pela British Airways, todos os dias, às 10h30 da manhã. Depois de três horas e meia de voo (a duração de um voo comum para o mesmo trecho é de 7 ou 8 horas), chegava em Nova York, no mesmo dia às 9h. Ou seja, você chegava no mesmo dia, uma hora antes do horário que você tinha saído, porque o Concorde voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, de 1666 km/h. Só a ideia de “voltar no tempo” ou não ter de levantar tão cedo e, ainda assim, chegar descansado e aproveitar o dia todo em uma cidade do outro lado do Atlântico me fascinava. O fato de algumas madames londrinas irem num dia e voltarem no outro — para simplesmente almoçar, acompanhar alguma exposição ou fazer compras — também me intrigava (a US$ 10 mil o preço da passagem ida e volta, nunca tive coragem de fazer isso). Era pra mim o símbolo máximo do que era ser jet-setter. Ou de como o homem era capaz de coisas incríveis e de como a tecnologia transformara o planeta num grande quintal. Havia pessoas que voavam todas as semanas de Concorde na mesma rota. Pessoas se conheciam, amizades se formavam, negócios eram fechados. O Concorde era praticamente um exclusivo clube. 

O avião, com apenas 100 lugares, apesar de compacto (teto baixo, poltronas confortáveis porém nada espaçosas, janelas minúsculas) era inteiro primeira classe. Já no terminal 4 em Heathrow, depois do check-in, todos os passageiros eram encaminhados para o Concorde Room, uma sala onde você tinha acesso ao que havia de melhor em comida (incluindo serviço à la carte ), bebidas (champagnes  safrados) e serviço (todas porcelanas Royal Douton e talheres desenhados por Sir  Terence Conran); e que hoje é o nome dos lounges  da primeira classe da British Airways nos aeroportos de Heathrow, em Londres, e JFK, em Nova York . No avião, o banquete continuava: assim que atingíamos a velocidade Mach 2, iniciava-se o serviço de bordo, com um almoço de três etapas e mais vinhos, champagne, uísque.

A velocidade, o grande diferencial do Concorde (sem deixar de lado o design), era acompanhada por um quadro-relógio instalado na cabine para todos os passageiros verem. Quando o avião atingia 40 mil pés de altitude, ele alcançava Mach 1 (1200 km/h; um Boeing 747, por exemplo, voa a 900 km/h, ou Mach .85); isso em dez minutos de voo. A 60 mil pés de altitude (18 quilômetros acima do nível do mar, uma altura onde as turbulências são inexistentes), quando o barulho dos motores não pudesse mais incomodar o planeta de tão alto, atingia-se a velocidade de cruzeiro: Mach 2, 2500 km/h.

A esta altura, pela janela, olhando pra baixo, via-se a curvatura da Terra; pra cima, um azul escuro, bem diferente do céu claro que vemos nos voos comuns; tocávamos o espaço. Confesso que essa visão me era um pouco perturbadora e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Como o homem conseguira me levar de um lado para outro do mundo, tão alto, tão rápido, e ainda assim, em segurança, sem nenhum arranhão e com meu topete intacto?

No JFK, o serviço primoroso continuava. As malas nem iam para a esteira, já estavam nos aguardando. Ao sair para o desembarque uma fila de carros com motoristas para levar todos os passageiros do Concorde para Manhattan, individualmente.

como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-3O interior super simples e sóbrio do Concorde da British Airways. Imagem: Bartolomeo Gorgoglione do site Planespotters.net.como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-1O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reproduçãocomo-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-2O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reprodução Encontrando um dos bilhetes antigos. Imagem: Shoichi Iwashita

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A diferença entre Grã-Bretanha e Reino Unido

“What’s the ‘bloody’ difference between Great-Britain and United Kingdom?”  De uma forma extremamente ‘britânica’ e grosseira, a frase pergunta o que mesmo muitos ingleses não sabem responder. Mas é bem simples. Grã-Bretanha é o nome da ilha maior e os três países que a compõem: Inglaterra (England ), Gales (Wales ) e Escócia (Scotland ). Reino Unido (United Kingdom ) é a Grã-Bretanha mais a Irlanda do Norte, que divide a outra ilha com a Irlanda – que se tornou independente do Reino em 1922 por conflitos religiosos (a Irlanda é católica e o Reino Unido, protestante). Tanto é, que o nome oficial da nação é Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

E não podemos esquecer que o Reino Unido (do tamanho do estado de São Paulo) já chegou a dominar um quarto do planeta no século 15. Os movimentos de independência do início do século 20 foram diminuindo o controle do Império, mas não a sua influência. A maioria das ex-colônias (entre elas Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Índia) aceitou o convite de permanecerem associadas ao Reino Unido, no acordo nomeado Commonwealth ou Comunidade Britânica. Ao fazerem parte do grupo, os países associados desenvolvem sistemas de educação e justiça semelhantes e desfrutam de facilidades em acordos comerciais e investimentos.

E não confunda Grã-Bretanha com a Bretanha (ou Bretagne ), região no norte da França, pertinho da Grã-Bretanha, e que leva esse nome porque os bretões — o povo da Grã-Bretanha — cruzaram o Canal da Mancha e lá se estabeleceram quando ocorreu a invasão dos saxões em sua ilha.

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Londres: Informações Práticas

Londres é a capital da Inglaterra e do Reino Unido (apesar de esse fato nunca ter sido confirmado por lei; e ainda há controvérsias de que a cidade seja capital da Inglaterra, já que o país não possui um governo próprio (para entender a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido, clique aqui) e é a maior cidade e centro de negócios da Europa. A cidade tem quase 8 milhões de habitantes e área metropolitana conta com aproximadamente 13 milhões de pessoas. A moeda é a cara libra esterlina (pound sterling ). O idioma é o inglês com sotaque característico e bem diferente do inglês norte-americano (mesmo falando inglês fluente você pode não ser entendido em algumas situações, principalmente quando o assunto são nomes de ruas…).

MELHOR ÉPOCA PARA VIAJAR
Abril, maio e junho, considerando que:
— São meses com temperatura agradável e menor probabilidade de chuvas (eu disse “probabilidade”; em Londres, as chuvas começam como num passe de mágica). Em junho, tem  Wimbledon e Ascot;
Julho são férias de verão na Europa e férias escolares em grande parte do mundo e a cidade fica insuportavelmente cheia de turistas de todas as partes do mundo, além de ainda mais cara, apesar da temperatura agradável (acima dos 20º C);
— Fim de agosto e setembro, a cidade fica mais tranquila e a temperatura ainda é agradável, mas a probabilidade de chuva é – ainda – maior;
— E o resto é inverno (tira casaco, põe casaco, pessoas menos alegres, chuva, um pouco de neve e mais preguiça para levantar da cama e sair do conforto do quarto do hotel…)

TEMPO DE VÔO
De São Paulo, 12 horas. De Nova York, 7h30. De Paris, 1 hora. Se você for de Paris para Londres de Eurostar, um trem rápido que te deixa no centro de Londres saindo do centro de Paris, o tempo de viagem é de 2h20.

PARA OS GADGETS
As tomadas na Inglaterra são completamente diferentes do resto do mundo. Preste atenção e leve adaptadores — mais de um — para carregar seus gadgets:
Voltagem: 230V
Frequencia: 50Hz
Formato da tomada:

USANDO O TELEFONE
Código telefônico da Inglaterra 44
Código telefônico de Londres (0)20

Para ligar do Brasil para um telefone fixo em Londres, é só discar:
00 + [código da operadora telefônica] + 44 + 20 + número do telefone
No Skype, comece a partir do +44.

Para ligar do Brasil para um telefone celular em Londres:
00 + [código da operadora telefônica] + 44 + código do celular + número do celular
Diferentemente do Brasil, os celulares não possuem o código da cidade.

Para ligar de Londres para um telefone fixo em Londres, é só discar o número, sem o código 020 (só utilizado para ligações de outras cidades inglesas).

Se você tem em sua agenda algum número de telefone antigo da cidade, quando os códigos eram 0171 e 0181, é só substituir esses códigos por (0)20 e acrescentar um 7 à frente do número do telefone.

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Bar Italia

Esse é um dos endereços essenciais de Londres, principalmente para aqueles que aproveitam a noite: o Bar Italia funciona 24 horas por dia. Não espere encontrar conforto (três ou quatro mesinhas na calçada – aquecidas durante o inverno – e um balcão no interior), mas ótimos e tradicionais panini, pizze, tiramisù e espresso.

Fundado em 1949, e em frente ao lendário jazz bar Ronnie Scott’s, o Bar Italia está situado no coração SoHo (bem no bochicho mesmo), e é aqui que senhores italianos vêm tomar seu café (misturando-se com jovens modernosos, drag queens e motards), e a comunidade italiana vem comemorar as vitórias da seleção de futebol de seu país – parando a rua, obviamente.

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Truefitt & Hill

Londres é a capital da elegância masculina. Nem Paris nem Milão, com estilos bem diversos — mas também com alguns bons nomes —, são tão fortes quando o assunto é tradição, estilo (de vida) e comportamento sofisticadamente masculinos. A cidade oferece tudo aquilo que um homem elegante pode precisar, de sapatos e ternos bespoke, bengalas e guarda-chuva, passando por malhas de cashmere e vicunha e barbearias centenárias.

A Truefitt & Hill não é uma barbearia qualquer. Foi fundada em 1805 (e desde então atende à parcela masculina da família real; hoje, com o Royal Warrant  do duque de Edimburgo, marido da rainha), tem uma linha completa de produtos e acessórios de beleza para homens e oferece serviços barba, cabelo e bigode, sendo uma das mais tradicionais barbearias do mundo. Absolutely and elegantly English, of course.

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