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Nova York


Qual é a relação entre o Cipriani, o Harry’s ...

Apesar de terem conquistado o mundo, a origem do império Cipriani — e também da rede de hotéis, trens e cruzeiros de luxo Orient-Express, hoje Belmond — é uma só: Veneza e o Harry’s Bar, inaugurado 1931 pelo commendatore  Giuseppe Cipriani. Bar simples, mítico, imperdível — e desde 2011, Patrimônio Histórico Nacional —, onde foram criados o carpaccio  e o bellini  (e que prepara um ótimo Dry Martini servido num copinho de shot, numa proporção super-dry  intitulada Montgomery com azeitonas à parte, e um ainda aconchegante minestrone  que combina perfeitamente com uma Veneza escura e nublada), Giuseppe abriu o Harry’s Bar com o dinheiro que um rico norte-americano, Mr. Harry Pickering, lhe deu quando ele era barman  do muito bem frequentado Hotel Europa (conta a lenda que a família de Pickering cortara sua mesada e foi Giuseppe quem lhe emprestou dinheiro, devolvido anos depois com juros bem generosos: o suficiente para que Cipriani saísse do Europa e abrisse seu próprio bar). E até hoje o Harry’s é administrado pelo Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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Nova York: Restaurantes

É possível comer o mundo em Nova York. E comer bem, muito bem. No caldeirão, considere os seguintes fatos: 1) são mais de 17 mil restaurantes espalhados em 828 quilômetros quadrados; 2) mais da metade da população é formada por imigrantes de 170 países; 3) desde o extraordinário crescimento econômico do século 19, a cidade é uma das mais ricas do planeta (os nova-iorquinos quase não comem em casa e gostam de comer bem em ambientes estilosos); 4) alguns dos mais célebres chefs  do mundo (americanos e estrangeiros) têm suas bandeiras fincadas na ilha: Alain Ducasse, Thomas Keller, Gordon Ramsay, Daniel Boulud, Joël Robuchon, entre muitos outros; e 5) você está na capital mundial do movimento foodie, o que quer dizer: aqui você encontra os melhores e mais diversos ingredientes, sofisticação européia, a inovação americana e a mistura das gastronomias de todo o mundo sob a aprovação do paladar apurado dos nova-iorquinos. Não é à toa que dizem que todo nova-iorquino é um crítico gastronômico.

Por tudo isso, Nova York é uma cidade com grandes restaurantes. Há restaurantes com uma decoração incrível, mas comida nem tanto (ou muito barulhentos); há restaurantes com comida impecável, mas sem um décor empolgante, e também (Gott sei Dank) há os restaurantes que nos entregam TUDO o que a gente quer: uma experiência gastronômica e sensorial inesquecível. Na lista Simonde de Restaurantes em Nova York, focamos nesses restaurantes que tem comida, serviço e ambiente impecáveis. Restaurantes para os quais precisamos fazer reservas, nos vestir para a noite e sair de lá ansiosos para voltar uma próxima vez.

Confira todos os restaurantes que a Simonde indica na Big Apple, clicando em Nova York e, no menu categorias, em Restaurantes.

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The Modern no MoMa

Templo da arte moderna (foi o primeiro museu dedicado à arte moderna e contemporânea e hoje tem um acervo de 150 mil das mais importantes obras desse período) eu não consigo ir à Nova York sem passar pelo MoMA, seja para ver uma das sempre interessantes exposições temporárias, assistir a um filme ou rever obras do acervo permanente. E para quem gosta de comer, o que seria melhor que estar em contato com a melhor arte e ainda poder apreciar uma refeição duas estrelas Michelin no mesmo lugar?

Com uma localização única e especial, contemplando o Jardim de Esculturas Abby Aldrich Rockefeller — que eles, felizmente, mantiveram na construção do novo prédio —, mas com uma entrada extra e separada do museu (o que permite seu funcionamento fora dos horários do MoMA), o The Modern é um restaurante de cozinha e décor  contemporâneos; linhas retas, pé-direito alto e amplos vidros que dão para o jardim onde ficam esculturas de Miró, Matisse, Picasso, Maillol, Giacometti. Por isso, 1. peça pelas mesas próximas ao vidro, por causa da vista e por Ver Mais →

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Será o fim das gorjetas em Nova York?

A gorjeta — obrigatória, senão o garçom sai correndo atrás de você na rua — é uma instituição norte-americana (o oposto do Japão, onde gorjeta é insulto). Mas, parece que isso vai começar a mudar a partir do fim de novembro, quando os checks  do The Modern não virão mais com a linha onde você escreveria os 20% de tip. A implementação da taxa Hospitality Included em todos os 13 restaurantes do Union Square Hospitality Group (grupo ao qual pertencem o restaurante do MoMa, o Gramercy Tavern, o Union Square Cafe, entre outros) vai demorar um ano e não quer dizer que a sua conta vai ficar mais barata por causa da ausência da gorjeta, mas sim que os preços dos cardápios ficarão até 35% mais caros. Mas, Danny Meyer, dono do grupo, acredita que, assim como os clientes pagam mais caro para comer alimentos locais e orgânicos, eles vão aceitar pagar mais Ver Mais →

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Rizzoli Nova York

A Rizzoli, aberta em Nova York em 1964 pelo magnata da comunicação italiano Angelo Rizzoli lui même, era considerada uma das mais bonitas livrarias do mundo, mas foi fechada 2014 para que o prédio da 57th Street  fosse demolido. Mas uma das minhas duas livrarias preferidas da Big Apple reabriu (a outra é a McNally & Jackson, no SoHo; saiba tudo, clicando aqui), agora em Nomad (entre a Eataly e o Nomad), e acredite: é bem provável que a nova e única loja da Rizzoli nos Estados Unidos (eles também têm corners  no Eataly e na Saks) recupere seu título de beleza.

O térreo do edifício do começo do século 19 recebeu a belíssima marcenaria de arcos serlianos, vieiras douradas incrustadas e boiseries  da loja antiga — junto com os icônicos lustres de ferro da 57 — que foi restaurada e veio para o novo endereço, que agora tem 450 Ver Mais →

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McNally & Jackson

Junto com a Rizzoli (que tinha fechado na 57 mas ACABA de reabrir a duas quadras do NoMad), a McNally & Jackson são as minhas duas livrarias prediletas em Manhattan. Enquanto a Rizzoli prima pela seleção de livros de arte, design, fotografia (e também por negociar livros antigos e raros), a McNally (entre o Mercer e o New Museum, e a uma quadra do Balthazar, ou seja, no meio do SoHo) é daqueles lugares que a gente adora amar e frequentar: única, independente, charmosa, com o melhor horário de funcionamento (de segunda a sábado fecha às 22h e aos domingos, às 21h) e do tamanho perfeito (nada mega como a Strand ou Barnes & Noble) para abrigar a excelente seleção de revistas (sim, elas ainda existem e tem uma mais incrível que a outra) e de livros de gastronomia, viagens, literatura e não-ficção. E o mesmo cuidado na curadoria dos títulos, você encontra nos eventos literários, que acontecem toda Ver Mais →

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The Morgan Library

Reaberta em 2006, após uma extensa e bem-sucedida reforma e ampliação por Renzo Piano, a Morgan Library & Museum é uma atração imperdível. The Morgan Library & Museum é o resultado da paixão pelo colecionismo – seu hobby  quando não estava controlando a economia mundial – de John Pierpont Morgan, um dos homens mais ricos e poderosos que a América já conheceu. Grande entendido de arte (sabia mais sobre valor e autenticidade que muitos especialistas), J.P. Morgan, como ficou conhecido, além de ter amealhado durante sua vida uma grande quantidade de importantes quadros, tapeçarias, moedas, tecidos, armaduras e objetos decorativos, começou sua jornada no mundo das artes colecionando livros, manuscritos e cartas, que são o destaque e a raison d’être  da Morgan Library.

Para abrigar a coleção cada vez maior e mais importante de livros, Morgan, que morava no número 219 da Madison Avenue  desde os anos 1880, encomendou, em 1902, a construção de uma biblioteca particular no mesmo terreno de sua casa, mas com entrada pela Rua 36. E é nesse prédio, desenhado por Charles McKim e símbolo clássico da arquitetura norte-americana do início do século 20, que Morgan recebia amigos, marchands, parceiros de negócio e intelectuais.

O prédio McKim é um dos grandes destaques do Morgan Library (além do calendário de exposições e atividades sempre superinteressantes). Inteiramente preservada desde os tempos em que Morgan himself  utilizava os salões, o prédio é formado por um hall de entrada de tirar o fôlego (a Rotunda), uma belíssima biblioteca (East Room, com três andares de livros em que não se vê as escadas de acesso – escondidas por trás das prateleiras), o austero escritório de Morgan (West Room) e o aconchegante escritório do bibliotecário (North Room).

Ricamente decorado com madeiras nobres, moisacos belíssimos, mármores, tapeçarias, afrescos e quadros de mestres renascentistas da coleção original de J.P. Morgan, o prédio McKim também abriga a importante coleção de livros (já ia quase me esquecendo deles…) incluindo três Bíblias de Gutenberg (uma à mostra), partituras originais de grandes compositores da música dos séculos 17, 18 e 19, além de centenas de primeiras edições das principais obras da literatura mundial.

Além da casa de Morgan e do prédio McKim, o Morgan Library conta ainda com o Anexo, outro prédio construído em 1928 (cada prédio possui um estilo diferente), quando o filho de J.P., Jack, já tinha transformado a biblioteca em uma instituição cultural (em 1924). Hoje, os três prédios são interligados pela contemporânea obra de ampliação da Morgan Library capitaneada por Renzo Piano, concluída em 2006; elegante, aconchegante e repleta de luz natural.

Abaixo, uma excelente explicação pela Kahn Academy sobre um dos maiores tesouros da coleção Morgan: a capa do Evangelho de Lindau, circa 880, do Império Carolíngio.

Obs.: Não deixe de almoçar no Morgan Dining Room, que era a sala de jantar da Morgan Mansion, e visitar a linda loja da instituição, com uma ótima seleção de livros e objetos

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Le Bernardin, o três estrelas clássico e sem erros

Dos três macarrons  Michelin em Nova York, o Bernardin (1986) — junto com o Jean-Georges — talvez seja menos emocionante se comparado ao Per Se (2004) ou ao Eleven Madison Park (2006).  Mas de um restaurante que já nasceu clássico há trinta anos (quando foi transferido da Rive Gauche parisiense para a Big Apple), isso não é algo negativo. O Bernardin sempre esteve — e continua — no topo máximo das avaliações do Michelin, do New York Times (há mais de 20 anos consecutivos com quatro estrelas) e, em Nova York,é o restaurante com a maior pontuação no Zagat (na avaliação dos leitores). É um restaurante que está no coração dos nova-iorquinos. (Como diria Cher para suas concorrentes pop mais jovens, “Follow me, bit**es”). Além do elegante salão, que com a reforma completa — e bem-sucedida — em 2011 ganhou um lounge perfeito para drinques antes da refeição, o Bernardin tem na sua especialidade (os melhores) peixes e frutos do mar impecavelmente preparados em sabores familiares, fáceis de gostar (além de sobremesas incríveis). Como dizia o crítico do New York Times, Frank Bruni, “Le Bernadin envelheceu de forma surpreendentemente graciosa, mais Deneuve que Dunaway”. Ver Mais →

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Passo a passo: Como tirar o visto americano

Antes de qualquer coisa: primeiro tire o visto, depois compre a passagem e reserve o hotel. Se o seu visto for negado — apesar de que a taxa de brasileiros rejeitados é cada vez menor (hoje em torno de 6%) —, eles não reembolsam nem os US$ 160 (quase R$ 500) que você vai gastar para tirar o visto nem qualquer prejuízo que você tenha por não conseguir realizar a viagem. Os brasileiros gastam TANTO nos Estados Unidos que o sonho dos órgãos de promoção do turismo norte-americanos é acabar com o visto para brasileiros, mas por questões políticas (inclusive do governo brasileiro que não quer que ainda mais brasileiros optem por gastar seu dinheiro lá em vez de aqui, movimentando a economia americana) é bem improvável que isso aconteça. Ver Mais →

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Cafe Sabarsky, um pedacinho de Viena no Museum Mile

Na Quinta Avenida, no Museum Mile, entre o Metropolitan Museum e o Guggenheim (a três quadras de cada um) está um dos museus mais elegantes e únicos do mundo: a Neue Galerie, com uma coleção focada nas artes e design  alemão e austríaco do início do século 20, que pertence ao herdeiro da Estée Lauder, Ronald Lauder. Dentro da Neue Galerie, e inspirado nos grandes cafés de Viena, está o Cafe Sabarsky, o lugar perfeito para um café da manhã, almoço, chá da tarde com bolo ou early dinner, pré ou pós-peregrinação nos museus.

Com grandes janelas com vista para o Central Park, tudo o que está no cardápio do Cafe Sabarsky – idealizado pelo chef  Kurt Gutenbrunner, também dono do Blaue Gans – é saboroso e bem preparado (o nome vem do marchand  Serge Sabarsky, especialista em arte expressionista alemã e austríaca que teve uma galeria em Nova York e parceiro de Ronald Lauder em sua coleção). Das entradinhas aos spätzle (uma espécie de nhoque alemão), das salsichas aos schnitzels (fatia fina de carne de vitela ou porco à milanesas), dos cafés aos bolos e tortas impecáveis (se tem uma coisa que os germânicos sabem fazer é bolo, nossa). Tudo elegantemente servido (os pretzels  vêm sempre ardendo de quente) apesar de o serviço não ser muito atencioso. Não vá com pressa.

Como não poderia deixar tudo exala Germania do início do século 20: dos pequenos lustres de Josef Hoffmann nas paredes, dos estofados com padronagem de Otto Wagner de 1912, as cadeiras Thonet, à seleção de vinhos e sekt  (vinhos espumantes) alemães e austríacos servidos em taça ou garrafas.

Se for para almoçar ou nos fins de semana, sempre tem uma filinha. Mas ela anda rápido e logo você estará sentado. Aproveite a atmosfera e as comidinhas. E não deixe de visitar a também elegantíssima livraria no interior do edifício.

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The Noguchi Museum

O Noguchi Museum é uma das pérolas de Nova York. Fundado em 1985, em Long Island, Queens (a localização não é central e tem de ir de carro ou táxi), para celebrar a vida e a obra de um dos artistas mais produtivos e influentes do século 20, o espaço é perfeito para fugir da agitação de Manhattan (onde várias de suas obras ocupam alguns dos mais importantes prédios comerciais da ilha) e contemplar esculturas, móveis e objetos, além de um jardim pequeno, tranquilo, mas impecável (que é a minha ideia de paraíso).

O escultor e designer  nipo-americano, que passou sua infância e adolescência viajando e aprendendo seu ofício pelo mundo (entre França, Itália e Japão, se estabelecendo em Nova York), trabalhou com outros grandes artistas de sua época, entre escultores, arquitetos e coreógrafos, onde elaborava o que chamava de ‘escultura do espaço’. Ver Mais →

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The Nomad Restaurant

Quando entrei no Nomad, foi paixão à primeira vista. O hotel-e-restaurante que leva o nome do bairro onde está situado (NOrth of MADison Square Park) é aconchegante e faz a gente se sentir em casa – e no Costes (até saber que a decoração elegante em clima de boudoir – sooo French – era assinada pelo mesmo Jacques Garcia, que também decorou o Costes lá no comecinho dos anos 1990; explicado). Tanto o Costes como o Nomad são hotéis AND restaurantes de único nome. Mas, enquanto o Costes está numa localização incrível em Paris (na Saint-Honoré com a Place Vendôme) e o Nomad meio isolado entre downtown  e uptown, entre o leste e o oeste da ilha, o Nomad ganha de longe em outro quesito: comida. Quem comanda o restaurante é o chef  suíço Daniel Humm, do Eleven Madison Park (a três quadras daqui), um três macarons  Michelin que é um dos melhores restaurantes da cidade.

O cardápio é enxuto do jeito que a gente gosta – alguns snacks, oito opções e de entradas e oito opções de principais – e são temáticos: entre as entradas você tem “alho”, “atum”, “ovo”, “timo de cordeiro”, “foie gras”; entre os principais “cenoura”, “vieiras”, “lagosta”, “pato”. Apenas peça o que você tiver vontade de comer no dia e aproveite; tudo é impecável Ver Mais →

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Eleven Madison Park

Assim como o Gordon Ramsay da Royal Hospital Road  em Londres, o Eleven Madison Park é a quinta-essência gastronômica de Nova York: fica em frente ao Madison Square Park (e no MEIO, entre uptown  e downtown, entre o oeste e o leste de Manhattan); o salão dramático tem pé-direito alto com grandes janelas (bem bonito na hora do almoço com a luz do dia); fica num prédio art-déco que parece ter saído de Gotham City; é fun and entertaining – talvez herança do showbiz  norte-americano -; e o serviço é mais solto, menos formal que em outros restaurantes gastronômicos na cidade (como Per Se, Jean-Georges ou Le Bernardin) mas ainda assim muitíssimo profissional (e como é sempre bom ser atendido por pessoas que entendem muito de comida e bebida).

Quanto à comida, não são todos os pratos que fazem você querer comer novamente (eles perguntam se você tem alguma restrição no início da refeição e preferem fazer surpresa sobre o que será servido no menu-degustação, ou seja, você não tem a menor noção do que será servido no dia). Mas considerando o cozimento perfeito de cada produto utilizando a técnica francesa (nunca comi um pato assado tão incrível na vida: carne macia e pele crocante, que o cozinheiro faz questão de, antes de servir, desfilar com ele ainda na panela pelas mesas do salão), o rigor na escolha e procedência dos ingredientes – Ver Mais →

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Exotique

Os filmes noir de Hollywood das décadas de 1940 e 1950 reinventaram a posição da mulher e da moda feminina na cultura popular. Em 1947, dois anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, Christian Dior, faria uma ode à feminilidade com o seu New Look (nome dado pela redatora-chefe da Harper’s Bazaar norte-americana, Carmel Snow), dando poder às mulheres sobre os homens (mesmo que fosse apenas um statement fashionista). No cinema, femmes fatales como Rita Hayworth, Barbara Stanwyck e Jane Greer usavam roupas reveladoras e joias com o intuito de provocar e seduzir homens passíveis de serem dominados. A lingerie se tornaria mais complexa e interessante, aumentando a temperatura para quando chegasse a hora de se despir. E é nesse contexto que surgiu a Exotique, revista publicada entre 1951 e 1957, por Leonard Burtman, cientista que trabalhou para o governo norte-americano nos anos 1940 que, tornando-se estéril por causa Ver Mais →

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Tiffany’s Blue Book

A hoje joalheira Tiffany começou suas operações como uma elegante papelaria — que também vendia objetos de prata — na Broadway, em 1837 (a rua mais movimentada de Manhattan na época). Em 1840, a casa começaria a comprar joias da coroa francesa e revender para os novos magnatas do lado de cá do Atlântico. Três anos depois, produziu um dos primeiros serviços de venda por catálogo a ser distribuído pelos correios nos Estados Unidos. A edição anual com as criações e seleções de Charles Tiffany e seu cunhado John Young, intitulada Blue Book, logo deixaria de ser um catálogo com produtos de bom gosto para se tornar o nome das coleções anuais apresentando as pedras mais raras e exóticas às quais a casa teve acesso, em belíssimos desenhos, num dos melhores exemplos de alta joalheria do mundo.

Todos os anos, quando do lançamento da coleção Blue Book, trezentas das mais importantes clientes da Tiffany  no mundo são convidadas para um baile de gala em Nova York. Após o baile, são dois dias de private appointments (os primeiros horários são disputadíssimos), quando as clientes vão gastar entre seis (US$ 000.000) e sete dígitos (US$ 0.000.000,00) por qualquer uma das mais de 150 peças que formam a coleção (as peças mais caras custam por volta de US$ 2,500,000.00), sempre criadas em torno de gemas únicas, que Ver Mais →

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Como era voar no Concorde

Foi um retrocesso para a aviação comercial. Eu tinha vinte anos, morava em Londres, ia regularmente para Nova York, e achava que os voos supersônicos existiriam para sempre. E depois de mais de dez anos sem o Concorde, vejo o quão sortudos éramos (a ponto de bater uma nostalgia ao ver as imagens do Concorde voando). Foram apenas doze os aviões (a British Airways com sete e a Air France com cinco) que, por 27 anos, encurtaram as distâncias do mundo; e não há nenhuma previsão ou perspectiva para a próxima década de que exista novamente um voo comercial na velocidade Mach 2 (ou 2.500 km/h, ou ainda, duas vezes a velocidade do som, de 340 metros por segundo).

O voo BA001 saía de Londres, pela British Airways, todos os dias, às 10h30 da manhã. Depois de três horas e meia de voo (a duração de um voo comum para o mesmo trecho é de 7 ou 8 horas), chegava em Nova York, no mesmo dia às 9h. Ou seja, você chegava no mesmo dia, uma hora antes do horário que você tinha saído, porque o Concorde voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, de 1666 km/h. Só a ideia de “voltar no tempo” ou não ter de levantar tão cedo e, ainda assim, chegar descansado e aproveitar o dia todo em uma cidade do outro lado do Atlântico me fascinava. O fato de algumas madames londrinas irem num dia e voltarem no outro — para simplesmente almoçar, acompanhar alguma exposição ou fazer compras — também me intrigava (a US$ 10 mil o preço da passagem ida e volta, nunca tive coragem de fazer isso). Era pra mim o símbolo máximo do que era ser jet-setter. Ou de como o homem era capaz de coisas incríveis e de como a tecnologia transformara o planeta num grande quintal. Havia pessoas que voavam todas as semanas de Concorde na mesma rota. Pessoas se conheciam, amizades se formavam, negócios eram fechados. O Concorde era praticamente um exclusivo clube. 

O avião, com apenas 100 lugares, apesar de compacto (teto baixo, poltronas confortáveis porém nada espaçosas, janelas minúsculas) era inteiro primeira classe. Já no terminal 4 em Heathrow, depois do check-in, todos os passageiros eram encaminhados para o Concorde Room, uma sala onde você tinha acesso ao que havia de melhor em comida (incluindo serviço à la carte ), bebidas (champagnes  safrados) e serviço (todas porcelanas Royal Douton e talheres desenhados por Sir  Terence Conran); e que hoje é o nome dos lounges  da primeira classe da British Airways nos aeroportos de Heathrow, em Londres, e JFK, em Nova York . No avião, o banquete continuava: assim que atingíamos a velocidade Mach 2, iniciava-se o serviço de bordo, com um almoço de três etapas e mais vinhos, champagne, uísque.

A velocidade, o grande diferencial do Concorde (sem deixar de lado o design), era acompanhada por um quadro-relógio instalado na cabine para todos os passageiros verem. Quando o avião atingia 40 mil pés de altitude, ele alcançava Mach 1 (1200 km/h; um Boeing 747, por exemplo, voa a 900 km/h, ou Mach .85); isso em dez minutos de voo. A 60 mil pés de altitude (18 quilômetros acima do nível do mar, uma altura onde as turbulências são inexistentes), quando o barulho dos motores não pudesse mais incomodar o planeta de tão alto, atingia-se a velocidade de cruzeiro: Mach 2, 2500 km/h.

A esta altura, pela janela, olhando pra baixo, via-se a curvatura da Terra; pra cima, um azul escuro, bem diferente do céu claro que vemos nos voos comuns; tocávamos o espaço. Confesso que essa visão me era um pouco perturbadora e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Como o homem conseguira me levar de um lado para outro do mundo, tão alto, tão rápido, e ainda assim, em segurança, sem nenhum arranhão e com meu topete intacto?

No JFK, o serviço primoroso continuava. As malas nem iam para a esteira, já estavam nos aguardando. Ao sair para o desembarque uma fila de carros com motoristas para levar todos os passageiros do Concorde para Manhattan, individualmente.

como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-3O interior super simples e sóbrio do Concorde da British Airways. Imagem: Bartolomeo Gorgoglione do site Planespotters.net.como-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-1O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reproduçãocomo-era-voar-no-concorde-british-airways-air-france-aviao-supersonico-750-2O serviço utilizado no Concorde em foto publicada na Revista Colors #79. Imagem: Reprodução Encontrando um dos bilhetes antigos. Imagem: Shoichi Iwashita

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Rizzoli fecha suas portas em Nova York

Fechamentos tristes e históricos no mundo: a G.Lorenzi fechou definitivamente suas portas na Via Montenapoleone, em Milão (confira o post aqui); o Pastis fechou no Meatpacking, em Nova York; e acabei de ficar sabendo que a Rizzoli da 57th, minha livraria predileta junto com a McNally Jackson, com uma seleção impecável de artes e literatura (além de ser um lugar onde a gente encontrava todos os jornais italianos), fecha suas portas na semana que vem, dia 11 de abril de 2014, depois de mais de vinte anos ocupando o endereço. Assim como o Pastis, eles estão procurando um novo local para reabrir, mas dificilmente vão encontrar prédio tão bonito. A Rizzoli era considerada uma das livrarias mais lindas do mundo. Não muito grande como a El Ateneo em Buenos Aires, a Rizzoli era uma joia cultural numa rua repleta de marcas de luxo, na 57th, entra a 5ª a 6ª Avenidas. Rizzoli_620 Ver Mais →

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High Line

É impressionante a capacidade dos nova-iorquinos de transformarem lugares degradados em hype. E o Meatpacking District – junto com o Brooklyn – foram os últimos bairros revitalizados no melhor sentido possível. Além de todas as lojas sofisticadas (Jeffrey, Vitra, Lars Bolander), os restaurantes (Pastis, Spice Market) e hotéis modernosos (Gansevoort, The Standard – a High Line passa por debaixo do Standard, bem legal -, Soho House), o Meatpacking também tem um jardim suspenso de quase 2 km de comprimento, que ocupa uma antiga e abandonada trilha suspensa de trem (como a Promenade Plantée, em Paris) construída na década de 1930 para evitar os acidentes dos trens nas ruas de Manhattan e que funcionou até 1980. No West Side (sudoeste) da ilha de Manhattan, a High Line começa na Gansevoort e vai até a rua 30 (já no Chelsea), com projetos de Ver Mais →

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McNally dispensa assistentes dos banheiros do Balthazar

_2Uma das experiências mais desagradáveis em alguns restaurantes e hotéis em Nova York e Londres é a presença de um “assistente” no banheiro, geralmente estrangeiros que mal falam o idioma local, para colocar sabonete líquido nas suas mãos e que fica ao seu lado esperando você enxaguá-las para lhe dar os papéis para secá-las – esperando uma gorjeta ao final do ritual. Confesso que já saí do banheiro sem lavar as mãos intimidado por não ter dinheiro (e todos sabem como americanos levam a gorjeta a sério).

Mas o restaurateur  que inventou o downtown nova-iorquino Keith McNally (aka  Balthazar, Pastis, Morandi, Odeon, Schiller’s) decidiu acabar com o cargo de serventes de banheiro de seus restaurantes depois de o colunista do Business Insider, Henry Blodget, escrever uma coluna sobre sua desagradável experiência no banheiro do Balthazar ao ter alguém “a um metro de mim me vendo fazer xixi”.

Apesar de aceitar e concordar com o polêmico colunista de economia (que já foi acusado de fraude pela US Securities and Exchange Commission), McNally não irá demitir os funcionários, mas sim redirecioná-los para outras funções. Ver Mais →

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Nova York, uma introdução

Junto com Paris, Nova York foi e continua sendo uma das cidades mais fotografadas, filmadas, escritas e cantadas do mundo. Símbolo-mor do progresso, terra-mãe dos arranha-céus (em 1902, a cidade já tinha 66 prédios com mais de 25 andares), – das portas pesadas que abrem para fora (ô confusão!) –, da pop art, dos musicais, e de grandes capitalistas que transformaram um país ainda na adolescência na maior potência do mundo (Morgan, Carnegie, Ford, Frick, Rockefeller entre muitos outros), a ilha de Manhattan (ponto de partida para o que viria a ser a megalópole Nova York), apesar de já ter sido capital dos Estados Unidos, continua a ser a cidade mais importante – e mais rica – das Américas.

Nova York também teve seus antagonistas. Gangs  bárbaras dominavam as ruas da ponta Sul da ilha no século 19 (lembra do filme do Scorsese Gangs of New York? O filme é praticamente um documentário); a máfia italiana estava infiltrada em todas as esferas da sociedade até recentemente; e não faltaram corruptos, ladrões, vândalos e todas as sortes de marginais assombrando a cidade por muito tempo, que até meados dos anos 1990 não era nada segura.

Mas hoje “a grande maçã” brilha. A cidade anda mais do que comportada depois da limpeza “física” e “moral” promovida pelo prefeito linha-dura Rudolph Giuliani (que governou até 2002) – puritano e intolerante como Peter Stuyvesant, o primeiro prefeito holandês que a cidade teve no século 17 – e mais interessante do que nunca: lojas e mais lojas, restaurantes estrelados, uma programação cultural infinita (de música erudita a galerias que ditam as regras no mercado internacional de arte), ocupando essa cidade prática e pragmática, onde o planejamento urbano se iniciou há duzentos anos (olha que exemplo) e que tem na ambição, no poder, no status e no sucesso as bases de sua existência.

Foto: @alifewortheating no Instagram

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Neue Galerie

Assim como a Frick Collection e a Morgan Library, a Neue Galerie é o resultado do sonho de um colecionador apaixonado. A única diferença é que Ronald Lauder, herdeiro do império Estée Lauder, aos 80 anos, ainda está vivo. A coleção que forma a Neue Galerie (“Galeria Nova”, em alemão, inspirada na Neue Galerie de Viena) apresenta e retrata, com obras importantes (é o maior acervo dos incríveis Gustav Klimt e Egon Schiele fora de Viena), o dinamismo e o vanguardismo da arte e do design  germânico (principalmente alemão e austríaco) do início do século 20. 

Pense em quadros, esculturas, cartazes e móveis de Klimt, Schiele, Wiener Wersktätte (sem a qual a Bauhaus ou o Art Déco talvez não tivessem existido), Kandinsky, Klee, Bauhaus, Blaue Reiter, Breuer, Ludwig Kirchner, Mies van der Rohe, elegantemente organizados num château  de cinco andares, projetado por Carrère & Hastings (os mesmos arquitetos da New York Public Library), em plena Quinta Avenida. Pense nos artistas nos cafés em Viena; pense nos cabarés em Berlin. Imperdível.

Serge Sabarsky, austríaco de Viena, grande amigo de Ronald Lauder, veio para Nova York em 1939. Em 1950, Herr  Sabarsky começou a colecionar arte e, em 1968, abriu uma galeria na Madison com a 77 especializada na arte expressionista alemã e austríaca. A coleção da Neue Galerie surgiu a partir da amizade de 30 anos dos dois, que compraram o château  em 1994, inaugurando a instituição em 2001. E é aqui que está um dos quadros mais emblemáticos — e com uma das histórias mais fascinantes do mundo da arte (saiba tudo clicando aqui) — de Gustav Klimt: Adele Bloch-Bauer I, de 1907, pela qual Mr. Lauder pagou US$ 135 milhões em junho de 2006. Outro marco é Berliner Strassenszene, do Ernst Ludwig Kirchner, de 1913 (as duas obras estão na galeria aqui no post). A Neue Galerie fica na Quinta Avenida, entre o Metropolitan e o Guggenheim (a três quadras de cada uma das duas instituições) e possui um delicioso café, o Cafe Sabarsky, com deliciosos pratos, sanduíches e ainda mais deliciosas tortas típicas alemãs (só atenção porque os horários da galeria e do Cafe são diferentes), e uma livraria que é um charme só.

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Per se

Conseguir uma reserva é um trabalho hercúleo e é preciso esquecer/abstrair que você está fazendo todo esse esforço (com uma antecedência exata um mês, I must say) para jantar em um shopping center. Nesse contexto, é natural que as expectativas para um jantar no Per Se sejam as mais altas. E o que faz todo esse esforço valer a pena, é que Thomas Keller e sua equipe conseguem entregar uma experiência gastronômica memorável e deliciosa.

Pra mim, junto com Bernardin, o Per Se é o melhor restaurante de Nova York e um dos melhores do mundo. (E, sinceramente, não sei como o guia Michelin pode colocar o Jean-Geoges e o Per Se no mesmo patamar, já que existe um abismo – em todos os sentidos – entre eles).

Dois menus-degustação são servidos na casa: o do chef e o vegetariano (que também é delicioso; como disse o crítico gastronômico do New York Times, Frank Bruni, “fazer lagosta é fácil, mas oferecer salada de batata quando se se cobra US$ 295 pela refeição sem vinhos não é NADA fácil”). Geralmente, nove pratos são servidos em cada menu, além dos amuse-bouches, dos queijos, dos doces que acompanham o café, e dos pratos que o chef  envia para a mesa como cortesia. Uma jornada que pode durar mais de três horas. Se aguentar, só tome o café da manhã no dia; come-se MUITO.

Para aqueles que pedem o Chef’s Tasting Menu, o jantar começa com duas das receitas signature e célebres de Thomas Keller: um tartare de salmão servido como uma pequena bola de sorvete em um cone de gergelim com crème fraîche (pena que só vem um por pessoa…) e um dos pratos mais excitantes que eu já comi, o Oysters and Pearls, uma generosa colherada de caviar iraniano com ostras e sabayon – que parece um sagu – de tapioca. Todos os pratos – esses e os que seguem – vêm em porções minúsculas, na medida certa para surpreender e deixar aquele gostinho de quero mais…

Obs. Nesses grandes restaurantes existe uma grande preocupação com alergia a ingredientes (principalmente nos Estados Unidos onde qualquer motivo pode ser causa de um processo). Assim, como o chef sempre prepara pratos extras (ou até para modificar algum prato incluído no cardápio), o staff sempre pergunta sobre restrições alimentares tanto na reserva quando no início da refeição.

Situado no quarto andar do prédio da Time Warner (onde ficam também o restaurante Masa – vizinho, no mesmo andar –  e o hotel Mandarin Oriental, trinta andares acima) em Columbus Circle, a entrada do Per Se reproduz – estranhamente, por tentar recriar um estilo Provence no meio de um shopping – a entrada do French Laundry, o outro estrelado restaurante do chef  Thomas Keller, em Napa Valley, California, que se transformou em uma Meca atraindo gourmets de todo o mundo.

Mas, ao cruzar a porta de entrada, a gente é envolvido pela sofisticação sóbria do ambiente: o agradável lounge-bar, onde fica adega de vidro e confortáveis sofás e poltronas; os salões — sempre elegantes — com vista para o Central Park e para a estátua de Colombo, que daqui fica na altura dos nossos olhos; arranjos de flores dramáticos; mesas espaçosas (assim como o espaço entre elas) distribuídas em dois níveis (são apenas 16 mesas); o serviço sério e tecnicamente perfeito (a atenção do staff é tanta sobre cada cliente, que eles são treinados a “sentir” o momento de levar a conta até a mesa, sem que o cliente a peça); e principalmente — e mais uma vez —, a cozinha impecável e surpreendente de Thomas Keller.

Dicas: 1) As mesas melhores mesas são as próximas às janelas e as que ficam no segundo nível (nos cantos com sofazinhos arredondados), ideais para comer a dois. 2) Para reservar, anote na agenda e ligue exatamente 30 dias antes da data desejada, às 9h da manhã em ponto em Nova York, quando as atendentes começam a trabalhar. Se já estiver em lista de espera (os telefone ficam sempre ocupadíssimos), não hesite em ligar outras vezes até a data da viagem para tentar conseguir uma mesa. 3) Eu sei que pode parecer cedo, mas não há nada mais lindo do que acompanha o pôr-do-sol no Per Se: reserve para as 17h30 ou 18h. 4) Se a sua reserva for para mais tarde (20h, 21h) chegue antes para tomar um drink no bar e apreciar a vista do Central Park.

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