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Paris


Hôtel de Crillon, um dos icônicos palaces de Par...

Construído a pedido do rei Louis XV, as janelas e as colunas imponentes do Crillon viram as cabeças do rei Louis XVI e de sua esposa, Marie-Antoinette, rolarem na Place de la Concorde em 1793. Ocupando uma parte dos dois edifícios com fachadas idênticas na Praça da Concórdia (a hoje Place de la Concorde, antigas Place de la Révolution e Place Louis XV; os nomes iam mudando conforme as mudanças políticas), o Crillon, inaugurado como hotel em 1909, é um dos mais antigos e luxuosos do mundo. E depois de quatro anos fechado para reforma (era para ser dois anos inicialmente), um dos hotéis palace  de Paris reabre no dia 5 de julho de 2017, agora sob a bandeira da rede nascida-texana-devenu-honcoguesa Rosewood Hotels  & Resorts (mas o prédio pertence à família real saudita). Ou seja, depois de Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula, o Rosewood será o quarto hôtel palace  parisiense — de onze — Ver Mais →

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Le Cinq: Um restaurante três estrelas onde cada p...

Uma das exigências para que um hotel na França receba a distinção palace  é a gastronomia de exceção {para entender o que é e quais são esses hotéis hors concours, clique aqui}. E, por isso, Paris é a cidade onde alguns dos melhores restaurantes — não só da cidade, mas do mundo — ficam dentro de hotéis. E se Alain Ducasse, que é responsável pelos restaurantes principais de dois desses hotéis — do Plaza Athénée e do Meurice — e os restaurantes dos novos palaces  chineses — Shangri-La, Mandarin, Peninsula — têm caminhado para ambientes mais contemporâneos, o salão do Cinq, restaurante principal do também palace  Four Seasons George V, totalmente renovados nos anos 2010 e que tem como chef  desde 2014, Christian Le Squer (que fez com que, em 2016, o Cinq conquistasse os três macarons  Michelin que ele já tinha no Ledoyen por doze anos), mantém a opulência do décor  palaciano histórico francês que tanto agrada a árabes e orientais em geral (o dono do hotel fundado em 1928 e há vinte anos administrado Ver Mais →

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O aeroporto Charles de Gaulle em Paris ganha loung...

Há trinta anos, quando os brasileiros viajavam para a Ásia, a opção unânime dos voos — na época, de companhias aéreas incríveis como Varig, JAL, Korean Air — era via Los Angeles (hoje, a Varig não existe mais e a JAL e a Korean não voam mais para o Brasil). Com o fim dos voos dessas empresas, passamos a ir por Nova York ou pela Europa (Londres, Paris ou Frankfurt), mas é impressionante a mudança no comportamento das rotas dos viajantes que as companhias aéreas emirati — com aviões novos, rotas para o mundo inteiro com boas opções de horários, serviço bom e preços bastante competitivos — conseguiram fazer nos últimos dez anos: a grande maioria dos brasileiros hoje viaja para a Ásia ou por Dubai, com a Emirates, ou por Doha, com a Qatar Airways (a Etihad deixou de voar para o Brasil em março de 2017). Mas, a longa e cansativa viagem para Tóquio, Xangai ou Bangkok de, no mínimo, 30 horas entre a porta de casa e a porta do hotel, além da Ver Mais →

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Simonde está em viagem: Paris

Depois de uma escala na apaixonante ilha da Madeira, hoje começa o grande motivo desta minha viagem: o lançamento da saison culturelle parisienne, a temporada cultural 2017, a convite do Ministério da Cultura francês, com direito a visita às mais importantes exposições do momento (pense em Vermeer no Louvre, Cy Twombly no Pompidou, Balenciaga no Bourdelle, Rodin no Grand Palais); conhecer o novo diretor da Filarmônica de Paris, o britânico Daniel Harding (com direito a ensaio privativo na belíssima sala de concertos projetada por Jean Nouvel); peça na Comédie Française (que eu amo-amo-amo ); e ainda visita a Fontainebleu e Versailles. E você vem comigo, em tempo real, no perfil @iwashitashoichi no Instagram, para dias repletos do melhor da cultura. Et vive la France! 
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Três restaurantes biô em Paris – aqui, sin...

A oferta não é tão grande quanto em San Francisco ou Berlim, mas Paris, uma das capitais da gastronomia do mundo onde a tradição impera, aderiu à onda que, em francês, eles chamam de “biô” (em francês não se usa o circunflexo; é só para mostrar como eles falam :-): produtos — não só alimentos, mas também tecidos, cosméticos e produtos de limpeza — cujo processo de produção é natural, sem pesticidas, hormônios ou fertilizantes artificiais (ou seja, sem os chamados produits chimiques de synthèse, químicas desenvolvidas para sintetizar substâncias naturais com o objetivo de reduzir custos e aumentar produtividade, essas coisas que vão do agrotóxico ao plástico; e já são mais de 11 milhões de produtos químicos de síntese catalogados). No que se refere aos restaurantes, a denominação bio  indica não só que o estabelecimento possui uma preocupação em utilizar ingredientes locais, sazonais, orgânicos e frescos, mas também se preocupa com o Ver Mais →

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Hotéis-Palace: a distinção máxima da hotelaria...

Desde os anos 1960, a França usava um sistema de classificação de hotéis próprio, que ia de zero a “4 estrelas luxo”. Quando resolveu aderir à classificação internacional (de uma a cinco estrelas; era o único país do mundo que não a utilizava, o que confundia a cabeça dos viajantes), o país que inventou o luxo contemporâneo resolveu não só aderir às cinco estrelas mas também criar uma categoria acima dela. E, apesar do nome que evoca séculos de história e tradição, a distinção Palace, dada pela agência de desenvolvimento turístico do país aos hotéis de excelência à la française, tanto da França continental quanto de seus territórios ultramarinos, só foi criada em 2010 com a mudança do sistema de classificação hoteleira. Os primeiros oito hotéis só receberam a distinção em maio de 2011 e, desde então, o título se transformou numa importante ferramenta de comunicação para os hotéis que fazem parte deste seleto clube (além da placa que ostentam na porta). Todos os Ver Mais →

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Matsuhisa: Comida nipo-peruana no coração do hot...

Sempre que leio que algum chef  de quem gosto está abrindo uma franquia parece uma traição, como se ele tivesse trocando a arte pelo comércio, mais preocupado com o dinheiro que com a qualidade. Mas as boas franquias — aquelas que conseguem manter o padrão — têm um lado bom: para os locais e quem viaja frequentemente e deixa de buscar apenas o que é genuíno e regional, elas permitem experiências familiares em várias partes do mundo. E assim como eu AMO comer os cinnamon rolls  da Cinnabon em Los Angeles ou em Dubai, o Black Cod Saikyoo Yaki 西京焼き (o peixe-carvão-do-pacífico, parente do bacalhau das águas profundas do norte do Oceano Pacífico, de carne adocicada e textura quase amanteigada, marinado no miso  branco, o saikyoo, tradicional de Kyooto, e assado) é desses pratos que nunca será ruim ter por perto, e você o encontra em todos os 32 restaurantes Nobu e oito Matsuhisa espalhados pelo mundo. Apesar de ser um prato tradicional da gastronomia Ver Mais →

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Le Meurice: Localização e gastronomia imbatívei...

Existe uma distância estilística  não muito esperada entre o térreo do Meurice — com seus maravilhosos restaurantes e bar, alguns dos mais belos e elegantes da capital parisiense — e os andares acima, onde estão os quartos.  A sensação é a de que você está em dois hotéis diferentes, apesar de ter sido reaberto no ano 2000 depois de dois anos fechado para reforma. Se os salões deste hotel mítico, inaugurado em 1835 (ou seja, há quase duzentos anos), foram repaginados de forma muito bem sucedida por Philippe Starck, entregando exatamente  o tipo de ambiente e experiência que a gente espera de um hôtel palace, é como se, de alguma forma, o restante do hotel, todo em estilo Louis XVI, já tivesse envelhecido e se tornado datado (apesar de eu amar demais os banheiros inteiros em mármore — veja as fotos abaixo —, como no Four Seasons de Milão, que, na minha opinião, são atemporais…) O problema também  está em pagar € 1100 por noite, que é praticamente Ver Mais →

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Yann Couvreur: alta pâtisserie no bandejão para ...

Nesta pâtisserie  de bairro com preços de Saint-Germain-des-Près, fora do circuito turístico (do lado de lá do Canal Saint Martin, mas felizmente com lugar pra sentar e na boca da saída da estação de metrô Goncourt, dessa linha marrom que a gente nunca pega), você encontra as criações de um jovem chef pâtissier  bretão — e charmosão — que tem tudo para fazer parte do panteão da confeitaria francesa. Apesar da idade, o currículo é extenso e estrelado: Yann Couvreur já assinou a confeitaria de dois palaces  franceses, o Trianon de Versailles e o Park Hyatt de Paris (onde construiu sua reputação), dos hotéis Eden Rock de Saint Barth e o Prince de Galles em Paris, e ainda passou pela cozinha do Carré des Feuillants, o dois macarons  Michelin da Castiglione.

Diferentemente do Christophe Michalak, ex-Plaza Athénée, que também saiu da hotelaria/restauração para carreira solo e está fazendo algo que esteticamente lembra a pop-art  em versão confeitaria, as criações do chef  Yann Couvreur têm forte influência da tradição mas sempre um toque, um frescor contemporâneo: seja nas éclairs  de Ver Mais →

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Voamos na Premium Economy da Air France: como é e...

Só o fato de você não ter de brigar por espaço para o braço nos apoios entre as poltronas, como acontece nas classes econômicas, já é uma vantagem de voar Premium Economy na Air France, a classe intermediária entre a famigerada-mas-econômica e a executiva. Mas, assim como acontece com as classes Business e La Première, a primeiríssima classe statement  da principal companhia aérea francesa, a gente só consegue ter a experiência completa — check-in  em lindos balcões Sky Priority, opção de selecionar refeições mais rebuscadas para comer a bordo (você faz isso pelo site, acessando sua reserva) — quando volta para casa, nos voos saindo do aeroporto internacional de Paris, o Charles de Gaulle CDG, de onde saem todos os voos para o Brasil. Mas vamos ao que interessa, por ordem de prioridade nas nossas preocupações quando o assunto é viagem de avião.

A POLTRONA PREMIUM ECONOMY

air-france-premium-economy-1200-1Esteticamente, as poltronas da Premium Economy são superiores às da econômica; dão bem uma impressão de classe executiva: as luminárias de leitura individuais, os fones noise-cancelling, o braço mais largo entre as poltronas, o suporte para os pés. Mas essa impressão vem com uma MÁ NOTÍCIA: apesar de a sensação sentado é de ter mais espaço (e tem mesmo), a diferença do ângulo de reclinação da poltrona — esse item tão importante para a qualidade do nosso sono a bordo — é mínima; são apenas cinco graus a mais :- (a Economy reclina 118º e a Premium Economy, 123º; para comparar, a poltrona da Business Ver Mais →

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As padarias parisienses e o não café da manhã

Você leva a sua listinha com as melhores padarias de Paris — a maioria nos arrondissements  mais periféricos —, acorda e, achando que pão rima perfeitamente com café da manhã, em vez de tomá-lo no hotel, vai até um dos endereços premiados para sua primeira refeição do dia, atrás do melhor pão do mundo. O resultado? Decepção. Não por causa dos pães (porque realmente não tem igual), mas por que as boulangeries  em Paris — e quase em todo o mundo, na verdade — em nada  lembram as instituições onipresentes que são as nossas maravilhosas padarias, que fazem e vendem de tudo, até pão. Porque padaria em Paris — a não ser que seja uma boulangerie-pâtisseriesó vende pão. Nada mais. Com raríssimas exceções, não vai ter mesa, cadeira ou balcão para se sentar; não vai ter aquele chapeiro amigo que vai pegar aquele pão delicioso e fazer o sanduíche com os ingredientes e do jeitinho que você gosta; não vai ter suco de todas as frutas preparados na hora; não vai ter café, nem queijo, nem uma manteiguinha; e não vai estar aberta todos os dias, de Ver Mais →

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Paris: As músicas francesas do nosso coração

Com já dizia Josephine Baker, a vigorosa dançarina e cantora negra norte-americana que seduziu Paris nos anos 20 (apresentando um show  vestida apenas com – pouquíssimas – plumas): “J’ai deux amours, mon pays et Paris…”  (tenho dois amores, meu país e Paris) Nenhum outro lugar do mundo foi tão retratado em versos, seja na literatura ou na música, quanto a Cidade-Luz. E em Paris, aproveitar a bela paisagem urbana flanando com uma trilha sonora genuinamente française  pode intensificar a experiência e marcar na memória a combinação {paisagem + música} para sempre (além de nos fazer sentir aquela mesma melancolia profunda que está nos genes dos parisienses). Seja pelas ruazinhas de Montmartre acompanhado por Edith Piaf e Yann Tiersen; à beira do Sena no fim da tarde ou pelo Quartier Latin com Charles Aznavour; pelo Louvre, Opéra, Comédie Française e Palais Royal com Ravel; ou pela Saint-Honoré com Vive la Fête, a música Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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Em francês, hôtel pode ser hotel mas não só

A matéria sobre o Museu Rodin causou confusão em alguns leitores por causa da palavra hôtel na frase “o Hôtel Biron do Musée Rodin reabriu…” (e não, não existe um hotel dentro do museu). Esse hôtel, apesar de também querer dizer hotel no sentido que conhecemos (empresa que aluga quartos para hospedagem), tanto em português quanto em francês, aqui tem outro significado: era assim que eram conhecidas as grandes casas de nobres, burgueses e industriais em cidades como Paris ou Bruxelas. Diferentemente do palácio, residência de príncipes de sangue, essas mansões urbanas de vários andares, quase sempre sem jardim, eram chamadas de hôtels particuliers, pertenciam a um único proprietário e eram concebidas para abrigar uma única família. E era comum que essas casas levassem o sobrenome do seu dono, pelos quais até hoje são conhecidas.

Paris ainda possui cerca de 400 hôtels particuliers, mas o número já foi bem maior, perto de 2 mil. E muitas dessas casas espaçosas ricamente decoradas se transformaram em museus, escritórios do governo ou hotéis, como o Hôtel de Gramont e o de Crozat na Place Ver Mais →

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Musée Rodin, o museu com o jardim mais romântico...

Abrigando um dos mais lindos e charmosos jardins de Paris — repleto de obras-primas do escultor francês Auguste Rodin —, o museu dedicado ao artista é um dos passeios mais agradáveis da cidade, seja para apreciar as esculturas em bronze, fazer uma promenade  pelas alamedas e roseiras, ou então, ler um livro saboreando o delicioso brownie  vendido na cafeteria instalada no jardim.

O que muita gente não sabe é que o Hôtel  Biron — o nome do hôtel particulier que o Musée Rodin ocupa — foi projetado por Jean Aubert, o mesmo arquiteto do magnífico Château  de Chantilly, para seu cliente Abraham Peyrenc de Moras, um cabeleireiro que ficou rico com suas estilosas perucas. Considerada uma das mais belas residências da cidade pelos parisienses du jour, a casa foi uma das primeiras mansões da Rive Gauche, a Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores doces de Paris

Assim como você NUNCA vai encontrar em São Paulo restaurantes japoneses tão incríveis quanto em Tóquio, não há cidade no mundo para comer doces, na sua forma mais sofisticada, como Paris: berço desta arte abençoada por Saint-Honoré, o santo protetor dos padeiros e doceiros, que só foi possível existir graças à popularização do açúcar através das lavouras de cana da América Latina. Pâtisseries  antigas e tradicionais com quase 300 anos de idade (!) como a Stohrer (fundada em 1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Carette (1927), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Christophe Michalak, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe (Fauchon, Hédiard), que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial das sobremesas… E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia. No mapa abaixo, procure pelo símbolo do muffin roxinho.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante — que lembra o suspiro — recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar Ver Mais →

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Alain Ducasse au Plaza Athénée

Tirando os bistrots  (Aux Lyonnais, Benoît, Rech) e o restaurante da Torre Eiffel, o Jules Verne, são dois os grandes — e estrelados — restaurantes Alain Ducasse em Paris. Os dois ocupam o térreo de hotéis-palácio (a distinção máxima do luxo na França): o Meurice e o Plaza Athénée, e os dois hotéis pertencem à Dorchester Collection, cujo dono é Hassanal Bolkiah, o sultão de Brunei.

E não há restaurante no mundo com teto mais deslumbrante do que o Alain Ducasse au Plaza Athénée (felizmente eles mantiveram a explosão de cristais, depois de uma reforma completa do hotel que manteve o restaurante fechado por dez meses em 2014). Saíram as toalhas de linho branco sobre as mesas, que ficam descobertas, nuas (uma mudança radicalíssima para um restaurante de alta gastronomia na França); e agora, o prato vem direto sobre o tampo de carvalho (nem um joguinho americano sequer), no design  de Patrick Jouin e Sanjit Manku (os panos só voltam no serviço de café da manhã do hotel, Ver Mais →

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Museu Picasso

Pablo Picasso é daqueles artistas que se dariam muito bem no mundo atual das redes sociais, onipresente que ainda é, mesmo tendo morrido nos “longínquos” anos 1970. É o artista mais prolífico de toda a história da arte. Em seus 78 anos de vida foram quase 150 MIL OBRAS que abasteceram três museus com seu nome, todos em cidades onde viveu, criou e produziu: um em Málaga, onde nasceu (aberto em 2003, com quase 300 obras), um em Barcelona (aberto em 1963, com mais de 4000 obras) e outro em Paris (inaugurado em outubro de 1985, com mais de 5000 obras); sem falar na coleção de 864 obras desse mestre incontestável da arte moderna no Museu Ludwig, em Colônia, e outras milhares de pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas espalhadas nos principais museus de todo o mundo, do Reina Sofía ao MoMA, e em coleções particulares.

O Musée Picasso, que reabriu em 2014 depois de cinco anos em reforma, fica no Hôtel Salé, um dos maiores e mais extravagantes châteaux  parisienses construídos no século 17 (apenas uma  construção da época rivalizaria com a casa do coletor de gabela, o famigerado imposto sobre o sal — daí o nome “salé” —, Pierre Aubert de Fontenay: o château  de Ver Mais →

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Breizh Café Paris

Apesar de serem consumidas há mais de 8 mil anos, em diversas formas, as crêpes  — e as galettes (saiba a diferença entre elas, clicando aqui) — fazem parte da identidade gastronômica da Bretanha, região do Norte que só foi anexada ao Reino de França no século 15. E, com filiais na França e no Japão, engana-se quem pensa que o Breizh Café (“breizh” quer dizer “Bretanha” em bretão), que tem lojas em Saint-Malo e Cancale (ambas à beira mar), em Paris (uma no Marais) e no Japão (dez lojas!), nasceu na região dos crepes. O percurso foi completamente o contrário.

Casado com uma japonesa, o bretão Bertrand Larcher foi morar com sua esposa no Japão em 1995. E foi em Tóquio, em 1996, que abriram a primeira crêperie, lugar que se transformaria no bastião da tradição bretã no país do Sol Nascente. Só onze anos depois, em 2007, e cinco crêperies  no Japão que Bertrand abriria a filial do Breizh Café no coração do Marais, do Ver Mais →

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Fondation Louis Vuitton: A arquitetura eclipsa a a...

A concorrência é fortíssima. A construção é tão escultural que você não conseguirá apreciar a arte na primeira visita; precisará voltar outras vezes quando talvez a arquitetura ficar mais invisível  na sua cabeça. Com a água caindo por uma escada-cascata em direção ao edifício-caravela projetado por Frank Gehry — que deixa as “escamas” de titânio que marcou seus últimos projetos culturais e agora adota velas de vidro (que “escondem” a estrutura) —, é como se a Fondation Louis Vuitton fosse um barco futurista eternamente navegando pelos jardins do maior parque da cidade, “pulmão” de Paris, antigo terrain  de caça dos reis franceses, o Bois de Boulogne.

Um pouco distante do centro da cidade e no meio de uma floresta urbana, a Fondation tem uma localização inusitada, e o chegar lá faz parte da experiência. A cada quinze minutos e custando € 1 (R$ 4), saem navettes elétricas (um miniônibus que não polui) da avenue de Friedland, em frente a uma das saídas da estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile, do Ver Mais →

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Samba

Difícil não se lembrar dos papéis anteriores dos dois protagonistas de Samba: Omar Sy, que, numa continuação de Intouchables (Os Intocáveis) segue no papel de imigrante ilegal em território francês que, fofo que é, conquista os corações gauleses, e Charlotte Gainsbourg, que já na cena em que ela olha o negro alto e forte sem camisa (e também na cena final, na sala de reuniões), simplesmente NÃO DEIXA a gente não se lembrar dela como a ninfomaníaca depressiva que, no filme de Von Trier, protagonizou uma cena explícita de dupla penetração com dois negros — também africanos, também fortes (entre outros atributos) — na cena mais engraçada do filme. Se você conseguir ultrapassar essa barreira de memória recente, o filme dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano (os mesmos de Intouchables) vale por mostrar uma Paris quase turística (tem o Charles de Gaulle — e vários A380 da Air France —, tem La Defénse, a Torre Eiffel, o Canal Saint Martin, os telhados e suas Ver Mais →

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Chineses desafiam o luxo parisiense

A relação entre o luxo francês e a China não é nova. Luís 14, o Rei Sol, já era apaixonado pelas lacas, sedas e porcelanas chinesas a ponto de construir para si e para a sua amante, a Marquesa de Montespan, o Trianon de Porcelaine, em Versailles. E até recentemente, a relação entre a elite francesa com os chineses ocorria apenas através do consumo de sua cultura, do exótico, com uma imagem extremamente negativa da política e do estilo de vida chinês atual. Mas quando os chineses conseguem se igualar — ou até superar — aos franceses, em sua capital Paris, numa das artes mais caras à sua secular art de vivre: o luxo e a arte de receber, é por que, definitivamente, não dá mais para associarmos essa república socialista às falsificações ou à produção em massa, a custo baixo e sem qualidade. Ou, pelo menos, não apenas. A China parece recuperar o seu papel de dominância, dessa que é uma das civilizações mais antigas do mundo (os primeiros fragmentos da seda que a gente tanto ama datam de 2850 anos antes de Cristo).

Em quatro anos (de 2011 a 2014), Paris recebeu quatro novos hotéis palácio (um seleto grupo de oito propriedades que estão acima dos cinco-estrelas). Os quatro vieram da Ásia. E três, da China (os três de Hong Kong): Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula (o Royal Monceau, da rede Raffles, é de Cingapura; e o Peninsula, por ter aberto há menos de um ano, ainda não tem oficialmente a distinção, mas com um investimento de mais de meio bilhão de dólares e tendo como base suas outras propriedades em Nova York e Chicago, é só uma questão de tempo). E, apesar de o discurso dos três hotéis ser de que “são hotéis franceses”, tanto o Shangri-La quanto o Peninsula possuem belos restaurantes de comida cantonesa.

Os turistas chineses movimentaram US$ 238 bilhões em 2014, ultrapassaram os norte-americanos e alemães tornando-se os turistas que mais gastam em viagens internacionais, e a França é o primeiro destino dos chineses quando eles decidem se aventurar fora da Ásia. O que explica, em parte, a entrada dos grupos asiáticos, que começam a marcar território na Europa, e, por consequência, o fechamento para reforma de grandes hotéis históricos da cidade, como o Crillon e o Ritz (o Plaza Athénée e o Bristol também passaram por recentes reformas); franceses até a alma. Por que se já era difícil concorrer com os chineses nos preços de produtos industrializados, parece que também não será fácil concorrer com eles quando o assunto é receber bem, na cidade que criou e que é sinônima de luxo.

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Mandarin Oriental Paris

Não há localização melhor em Paris. E, nisso, o Mandarin Oriental, que apesar de criança já é considerado como um hotel palace  pelo órgão de turismo francês, saiu na frente dos seus rivais orientais (Shangri-La, Peninsula e Royal Monceau). A alguns passos, literalmente, do bar do Costes e do Hemingway (quando o Ritz reabrir), da Colette, do restaurante do Meurice, do chocolate quente do Angelina, das lojas gastronômicas da Madeleine, de todas as joalherias da Place Vendôme e de todas as lojas das marcas mais luxuosas do planeta na própria Saint-Honoré. A 500 metros do Opéra Garnier, da Place de la Concorde, do Musée d’Orsay (cruzando o Jardin des Tuileries, com o Jeu de Paume e o Orangerie no meio do caminho, e o Sena), a 900 metros do Louvre, da Commédie Française, do Palais Royal e do outro lado do rio de Saint Germain-des-Près. Eu poderia enumerar mais 200 nomes de coisas legais que se tem para fazer na região, TUDO A PÉ, sem falar que o hotel Ver Mais →

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Lafayette Gourmet

Uma geladeira, grande, só com manteigas — Boudier, Échiré, Beillevaire, incluindo um corner  da Bordier em que eles “batem” a manteiga na sua frente (le tapage du beurre) — já seria motivo suficiente para visitar a Lafayette Gourmet, que desde 2014 passou a ocupar o prédio da seção Maison das Galeries Lafayette (numa união bastante inteligente e que é bastante prática para quem ama receber, comida e casa). Acrescente azeites especialíssimos, jamón  Pata Negra, a Bordeauxthèque (lugar imperdível, veja a nossa matéria, clicando aqui), e ainda a possibilidade de provar in loco  as carnes, os queijos, o jamón (cada departamento possui um balcão com 20, 30 cadeiras). No Steak Point, por exemplo, você pode pedir o corte de uma das carnes no açougue (provenientes da Normandia, da Escócia, do Japão), do tamanho que você quiser, e eles grelham na hora, com alguns acompanhamentos, para que você deguste lá mesmo. O mesmo com o jamón Ver Mais →

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Pierre Hermé

Sem sombra de dúvida, é o mestre par excellence  das sobremesas. Pierre Hermé começou aprendendo a arte de seu métier  com outro mestre dos doces, Gaston Lenôtre, com apenas 14 anos de idade, e aos 20, já era chef-pâtissier  da Fauchon. Aos 31, participou da expansão parisiense do La Durée enquanto ganhava prêmios e publicava livros (já são dez livros lançado sobre o tema, incluindo a bíblia Larousse des Desserts, assinado por Hermé).

O currículo é primoroso, mas não é só. Mesmo aqueles que não conhecem seu passado sentem estar diante de algo divino e inovador ao saborear uma de suas criações. Hermé só tem duas lojas flagships com todas suas criações em Paris, uma em Saint Germain-des-Prèsoutra em Montparnasse, ambas do lado esquerdo do Sena. Os outros nove pontos de venda que só vendem  macarons  e Ver Mais →

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Boutique Assouline

Claro que você pode encontrar vários títulos da editora Assouline em qualquer boa livraria do mundo (ou pela internet). Mas, caso você queria encontrar absolutamente todos os títulos, sentir um pouco da filosofia que permeia a edição e a criação dos livros, e ainda encontrar edições limitadas – que mais parecem obras de arte, assim como os títulos da Steidl – e produtos criados especialmente para a loja por nomes como Goyard, Olivia Giacobetti e Coach, that’s “the” place.

Situada no coração de Saint-Germain de Près, com uma entradinha bem discreta (muitos passam reto por sua porta), ao lado da Dior e pertinho da igreja, da La Hune, da Louis Vuitton, dos cafés  Deux Magots e de Flore, e praticamente vizinha do elegante salon de thé  e restaurante – para almoço – do La Durée (na esquina da rue Jacob ), na pequena Boutique Assouline você pode encontrar além dos livros sobre moda, design  e estilo de vida (como os ótimos Paris Hotel Stories, French Riviera e Cocktails com receitas de drinks de Amy Sacco, do Bungalow 8), livros-objeto como a luxuosa coleção Veneza (com capa de veludo Ver Mais →

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Torre Eiffel estreia chão de vidro

Para comemorar os 125 anos de aniversário, la Dame de Fer, o apelido da Torre Eiffel (a pronúncia correta é “effél”, sem pronunciar o “i”), reinaugurou o seu primeiro andar depois de uma reforma de dois anos em seus 5400 metros quadrados. A 57 metros de altura,  além do restaurante 58 Tour Eiffel, que ganhou ares contemporâneos, o andar agora conta com um salão de eventos com 7 metros de pé-direito e novo espaço museográfico. O destaque, no entanto, fica por conta das balaustradas e chão de vidros no vão interno (a parte mais larga do chão de vidro tem 1,85 metro), que têm agradado bastante os turistas na hora de tirarem sua selfies. Saiba TUDO TUDIN sobre a Torre Eiffel, clicando aqui.

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A balaustrada e o piso de vidro, nova atração do primeiro andar da Torre Eiffel, em Paris. Imagens: E. Livinec – SETE

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Torre Eiffel

Quanto mais você se aproxima, talvez assim como seria com a Margaret Thatcher, mais a primeira Dame de Fer (a “dama de ferro”) assombra. Numa cidade que conseguiu manter certa homogeneidade estilística ao longo de séculos de diferentes estilos arquitetônicos, a Torre Eiffel é brutal, monstruosa demais para ser bonita. O escritor Guy de Maupassant, que almoçava quase todos os dias no restaurante do primeiro andar da torre, quando perguntado por um jornalista “por quê?”, respondeu: “É o único lugar de Paris onde não a vejo”. Muitos foram os artistas que aderiram ao complô: Paul Verlaine, Émile Zola, Charles Garnier, Charles Gounod, Alexandre Dumas filho, que, em nome da beleza, não podiam aceitar que a cidade de Paris pudesse ceder “à imaginação mercantil de um construtor de máquinas” permitindo que ele profanasse a arquitetura da cidade com uma “torre vertiginosamente ridícula, dominando Paris, como uma chaminé de fábrica”. Hoje, a Ver Mais →

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Manufacture des Gobelins

Numa vila intacta do 13éme arrondissement (com capela, museu, casinhas, ruas de pedra e prédios modernos), o Estado francês mantém vivo um dos símbolos de excelência das artes decorativas francesas, a tapeçaria, sendo a França (apesar das crises) o único Estado NO MUNDO a financiar uma atividade decorativa em nome da tradição. E apesar da longa história de Gobelins — que remonta aos anos de 1440, com o tintureiro Jean Gobelin, famoso por seu vermelho escarlate —, a técnica com que são feitos os tapetes e as tapeçarias permanece intacta: artesãos com iPod nos ouvidos produzem peças que podem levar de dois a 10 anos para serem concluídas, há mais de 400 anos (a técnica, não o iPod).

Na Manufacture des Gobelins, a gente volta aos tempos do rei Henri 4 (Henrique 4), que, em 1601, instalou dois tapeceiros flamengos no local (os artesãos de Flandres eram disputadíssimos pelas cortes europeias), que foram sucedidos por seus filhos, até que, em 1660, Louis 14, o rei absoluto mais esplendoroso e ensolarado de todos os tempos, junto com seu Ministro das Finanças e o criador da indústria de luxo francesa, Jean-Baptiste Colbert, “importam” um holandês com um novo método de tingimento do escarlate (naquela época as cores não eram nada fáceis, imagine só) e assumem Gobelins. Nessa mesma época, Colbert convence o Rei-Sol da importância das artes decorativas como forma Ver Mais →

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Onde jazem os reis de França

Em Reims, cidade da região de Champagne-Ardenne, foram coroados todos os reis da França, de 1027 a 1825 (com exceção de apenas dois). De Henri 1º a Charles 10, passando por todos os Luíses: nove no total, de Luís 7 a Luís 16. Mas, se eles todos foram coroados em Reims, foi no subúrbio de Paris, na Basilique Saint-Denis, que eles foram enterrados. Hoje, todos os ossos dos homens e mulheres mais poderosos da França ao longo de mil anos de monarquia (de Clóvis, o responsável pela derrota dos romanos e pela  introdução do cristianismo na França, a Luís 14, o Rei-Sol-o-Estado-sou-eu, passando por Carlos Magno, o “Pai da Europa”) estão jogados e misturados em duas caixas de pedra. Durante a Revolução Francesa, a turba enlouquecida invadiu a Basílica, saqueou os túmulos e jogou todos os ossos num terreno baldio nas redondezas. E lá eles ficariam, jogados ao relento, por quase 25 anos até a restauração da monarquia em 1817, quando eles foram recolhidos e quando já era impossível identificar que fêmur era de quem. Ver Mais →

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Anna Wintour boicota o Meurice

Depois que o sultão de Brunei, um dos homens mais ricos do mundo, implementou a sharia* no seu minúsculo estado do sudeste asiático encravado na Malásia (a lei entrou em vigor no dia 1 de maio de 2014), grandes nomes da moda e dos negócios decidiram boicotar alguns dos hotéis mais incríveis de Paris, Londres e Milão (Le Meurice, Plaza Athénée, The Dorchester, Principe di Savoia), que fazem parte da Dorchester Collection, da qual Hassanal Bolkiah, the sultan, é dono. E, depois de François Pinault (dono da Kering, aka Gucci, Balenciaga etc.), Hedi Slimane (diretor criativo da Saint Laurent) e Richard Branson (dono da Virgin), chegou a vez de Anna Wintour e toda a Condé Nast engrossar o coro. Até que o sultão desista da sharia, a toda-poderosa da Vogue America não se hospedará mais — nem ela nem qualquer outro funcionário da editora — em sua demeure parisiense, o Meurice.  * A sharia é lei religiosa islâmica baseada no Alcorão (não há separação entre religião e direito), que prevê pena de morte por apedrejamento para adultério (quase sempre mulheres) e homossexuais, amputações para crimes de roubo e chibatadas.

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Por que os atores da Comédie Française usam o no...

Por que a Comédie Française, esta instituição cultural francesa fundada por Luís 14 e Molière em 1680 e que ocupa o mesmo prédio desde 1799, é o único teatro do Estado francês, o único teatro que tem uma companhia permanente de 63 atores contratados exclusivamente, que apresentam uma média de 850 peças por temporada-ano, em três salas (Richelieu, a sala mais bonita, o Vieux-Colombier e o Studio-Théâtre), com um repertório com mais de 3 mil peças de teatro (só as peças de Molière foram encenadas 33.400 vezes, de 1680 a 2009). Assim, quando eles são convidados para atuar em algum filme (e parece que isto está virando uma tendência, já que quase todos os atores da trupe, quando nas telas, concorrem aos prêmios de melhores atores do César), eles são dispensados temporariamente, mas não perdem o vínculo com a Comédie Française. Por isso, no filme Yves Saint Laurent, por exemplo, o protagonista Pierre Niney é sempre apresentado como “Pierre Niney de la Comédie Française”.

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Paris, o começo

Da próxima vez que você vir a Notre-Dame da ponte de l’Archevêché (tem melhor ângulo da igreja?), pense que há aproximadamente 2500 anos foi ali, nessa ilhinha no meio do Sena e no meio da cidade (a Île de la Cité), que nasceu a cidade de Paris, lugar escolhido por um grupo de pescadores celtas da tribo Parisii para se estabelecer. Quinhentos anos depois da ocupação celta (em 55 a.C.) e já com uma população maior, a pequena ilha que ficava na Gália (a França só viria a surgir séculos mais tarde) foi conquistada pelos romanos — assim como toda a Europa e partes da Ásia e da África —, sob a liderança de Júlio Caesar, cujas tropas massacraram os celtas “rebeldes” que tentavam defender sua terra da invasão romana. (E para quem pensa que Vercingétorix é apenas um personagem dos quadrinhos Astérix — que acontece exatamente nessa época —, ele realmente existiu e foi ele quem liderou os insurgentes – até Ver Mais →

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Alain Ducasse, a matriz

Apesar de não resultar em uma refeição empolgante, uma visita à matriz do império Alain Ducasse no mundo vale — para quem leva comida a sério — pela altíssima qualidade dos ingredientes. Do caviar à lagosta, passando pelas vieiras — nunca as tinha comido tão grandes e tão suculentas — ao frango de Bresse (até a carne do peito é úmida e macia, além de ser uma das especialidades do chef gascão), tudo é o melhor e da melhor procedência. E, talvez, seja esse o maior mérito de Ducasse e de seu chef executivo, Christophe Saintagne: o de preparar ingredientes muitíssimo bem selecionados de maneira que se possa sentir seu gosto verdadeiro, no seu melhor estado, sem malabarismos (o que me lembra um pouco o purismo e a sutileza da gastronomia fria japonesa; se o peixe não estiver bom, não há tempero ou cozimento que disfarce a textura ou o sabor). O menu todo — incluindo as sobremesas — cabe em uma única folha; só frente. É o essencial, no sabor e na oferta, Ver Mais →

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La Cave

Fazer compras nas Galeries Lafayette é para os corajosos. São milhares de pessoas por dia (imagine que uma quantidade superior à metade da população da França passeiam pelas Galeries a cada ano; só perde para a Torre Eiffel em número de visitantes). Muita gente, muito grande, muita informação, muito barulho. Mas, a partir de agora, uma visita às Galeries Lafayette é obrigatória. O seu destino, você amante da boa comida e dos bons vinhos, será a Cave du Lafayette Gourmet, seção de vinho das Galeries que tem a maior adega de Bordeauxs do mundo, no primeiro andar do edifício Lafayette Maison et Gourmet, todo dedicado às coisas de casa e à gastronomia (prédio mais tranquilo, que fica atravessando a rua a partir do prédio principal, o Lafayette Coupole).

Dos 450 m² da Cave das Galeries (que também tem grandes Bourgognes, grandes Champagnes), 250 m² são dedicados aos vinhos dessa região que tem um dos terroirs mais famosos do mundo, só possível através de uma parceria inédita com a família Moueix, dona Ver Mais →

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Le Meurice: sai Alléno, assume Ducasse

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À esquerda, Yannick Alléno; à direita, o onipresente, Alain Ducasse. 

A cena gastronômica parisiense ficou mais pobre. É uma pena que, depois de dez anos, o chef-galã Yannick Alléno tenha saído do Meurice; a meu ver, o restaurante mais deslumbrante – em todos os sentidos – de Paris até então (Monsieur  Alléno foi o responsável pela conquista do terceiro macarron  Michelin para o Meurice em 2007). O décor  histórico retocado por Philippe Starck combinava perfeitamente com a criatividade, a beleza e os pratos cheios de sabor do chef  (sem falar nas sobremesas mais impressionantes e deliciosas entre muitos restaurantes três estrelas; e, não, não são todos os grandes restaurantes que têm pratos cheios de sabor).

Desde setembro, assumiu as caçarolas do mítico restaurante no hotel de mesmo nome o chef  mais estrelado do mundo, Alain Ducasse, cuja flagship  era no hotel Plaza Athénée, na Avenue  Montaigne, que, assim como o hotel Meurice, pertence à Dorchester Collection.

O Plaza Athénée fechou para uma reforma e só reabre em junho de 2014 e Alain Ducasse não deve perder o espaço que tem no hotel (a mudança de endereço foi bastante oportuna já que Alain Ducasse ficaria alguns meses sem seu principal restaurante aberto). Resta saber como ele diferenciará, com a reabertura do Plaza, os dois espaços (com personalidades bastante diferentes, a apenas 2 quilômetros de distância, ambos com três macarons  Michelin) para que os comensais tenham vontade de visitar ambos os endereços.

Para quem quiser saborear as criações de Alléno, que passa por uma reinvenção filosófica de sua cozinha (escreveu até um manifesto para a gastronomia contemporânea), só no 1947, restaurante de apenas 25 lugares, no hotel Cheval Blanc, em Courchevel, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH. Ver Mais →

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Doces em Paris

Pâtisseries antigas e tradicionais como a Stohrer (1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers  como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Jean-Paul Hévin, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe  (Fauchon, Hédiard) que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial dessa deliciosa arte... E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia e da arte patissière.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar deliciosos macarons  em todos os estabelecimentos citados acima.

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Livrarias em Paris

Num país onde filósofos são tratados como celebridades e podem ser vistos em debates em praticamente todos os canais de televisão, é natural que as livrarias de sua capital – e consequentemente o mercado editorial como um todo – seja um deleite para os amantes da literatura, da filosofia, das ciências e das artes impressas em papel. Paris tem várias ótimas livrarias: a mítica La Hune, a clássica Galignani, a variada Fnac e para os amantes de livros como objetos de arte – e de desejo – a Boutique Assouline.

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Hédiard

O abacaxi, fruta típica das Américas e hoje tão comum e apreciado em todo o mundo, já foi uma fruta exótica e hype. Fascinava os europeus de tal maneira que Joséphine Bonaparte, então Imperatriz da França, mandou fazer um vestido todo bordado com desenhos de abacaxis (o que era uma maneira de afirmar seu distanciamento das massas, já que só os muito sofisticados conheciam a fruta; e eu que sou um apaixonado pelo estilo Império, fiquei chocado quando vi tal vestido numa exposição rs ).

A fina estampa parisiense do século 19 só conseguia ter acesso ao abacaxi e outras exóticas iguarias graças a Ferdinand Hédiard, que em 1853, abriu sua primeira mercearia e ficou obcecado em educar os parisienses para esses tipos de alimentos (a Hédiard foi a primeira empresa a importar caviar iraniano para a Europa, por exemplo). Tanto é que ainda hoje, mais de 150 anos depois, a Hédiard continua sendo sinônimo de mercearia de luxo (ou en français: épicerie de luxe ) em todo o mundo, Ver Mais →

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L’Arpège

Apesar do décor  simples e intimista, o Arpège é um dos mais caros restaurantes parisienses. Só o Alain Ducasse tem um menu-degustação de mesmo preço (a 360 euros, sem vinhos), com a diferença de que, enquanto no Ducasse flagship  são servidos lagostins, lagostas, vieiras, caviar, frango de Bresse, no restaurante de Alain Passard o menu é praticamente formado por… legumes… legumes a preço de ouro. A não ser por um ou, no máximo, dois pratos de carne ou peixe (dos dez que geralmente formam o menu-degustação – sem contar os amouse-bouches  e as petites surprises ), todos os outros levam apenas vegetais. Para aqueles que não são muito fãs de verduras e pratos coloridos, uma ótima iniciação. O único problema é que dificilmente você encontrará em outro lugar beterrabas, cenouras, tomates, berinjelas tão saborosos (ou ainda: onde mais você comerá cenoura branca?) Ver Mais →

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Sadaharu Aoki

Em qualquer esporte, jogar em país estrangeiro nunca é fácil. Ainda mais quando o país em que se vai jogar tem o melhor time do mundo. No mundo da pâtisserie  foi esse o desafio que o tokyoïte  Sadaharu Aoki encontrou ao desembarcar em Paris, há quase vinte anos, para aprender e se aventurar numa seara em que os franceses são os mestres-fundadores-criadores-artistas. E os melhores.

Mas Aoki-san  conquistou a exigente torcida estrangeira (parisienses sofisticados, mimados e, por isso, exigentes) apesar do “oceano” de diferença entre a cultura confeiteira – e do paladar para doces – de japoneses e ocidentais. A primeira loja aberta em 2001 no 6éme  foi tão bem-sucedida, que uma segunda foi aberta em 2003 (além de um ponto de venda nas Galeries Lafayette, em 2004). E é só depois de sua consolidação parisiense que o chef pâtissier  decide levar suas criações para sua terra natal. Já são três lojas e pontos-de- Ver Mais →

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Cinemas em Paris

Paris, junto com Nova York, é a cidade mais cinéfila do mundo. Mas também foi o berço do cinema. Foi aqui que os irmãos Lumière inventaram o projetor de filmes; foi aqui que o ilusionista Georges Méliès – inspirado depois de assistir à primeira exibição pública dos Lumière – gravou cenas cheias de efeitos especiais usando a novíssima tecnologia; foi aqui que aconteceu a primeira exibição paga de um filme em um cinema, em 1895; foi aqui que a arte de contar histórias através do cinema sofreu a revolução da nouvelle vague, com nomes que viriam a fazer parte da história do cinema.  Essa combinação de fatores faz com que os parisienses cultivem um carinho especial e considerem o cinema como uma verdadeira forma de arte.

Por isso, ir ao cinema em Paris é uma experiência essencial para aqueles que desejam vivenciar o estilo de vida parisiense de ser (aliás, em qualquer lugar do mundo sempre acho interessante ir ao cinema – especialmente em cinemas de bairro –: você dificilmente Ver Mais →

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Le Jules Verne

Se algum dia Alain Ducasse sonhou em pairar beeem acima da concorrência, ou melhor: se sendo o chef  mais estrelado do mundo ele quis ficar mais próximo das estrelas, ele conseguiu. Literalmente. A 115 metros de altura e ocupando parte do segundo andar do maior cartão postal da cidade, a Torre Eiffel (com elevador pequeno e exclusivo, não se preocupe com as massas), o Jules Verne é uma ótima opção para se comer bem, visitar a torre com elegância e ainda ter Paris a seus pés.

Com a vista majestosa (depois da refeição caminhe pelo restaurante para ver a cidade por diferentes ângulos) e o cenário à la Star Trek  (com staff habillé  em Lanvin e direito a porta automática para se chegar aos toilettes ), a sensação é a de que estamos sobrevoando a cidade no restaurante de um Zeppelin do século 21. Ver Mais →

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La Pagode

Fechou em novembro de 2015, por causa de uma briga judicial entre a rede de cinemas Étoile e a dona do edifício, mas a gente ainda tem esperanças de que o Pagode reabra como cinema… Atualmente a fachada e o prédio são cobertos por vegetação, mas onde hoje é o La Pagode já foi o salão de festas do casal M. e Mme. Morin, um dos donos da loja de departamentos Bon Marché – o primeiro grand magasin  de Paris. A construção em si, que data de 1895 (coincidentemente o mesmo ano em que aconteceu a primeira exibição pública de um filme na cidade – e no mundo) e imita um pagode à la orientale  de maneira rica e ornamentada, foi encomendada por M. Morin para presentear sua esposa.  (E não, Morin não comprou o pagode inteiro no Oriente, trouxe todas as peças de navio e as montou, uma a uma, na rue de Babylone ). E tornou-se um cinema quando da separação do casal, no começo dos anos 1930. Ver Mais →

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Curtinhas dos palácios de Paris

O hotel Royal Monceau (aquele da Demolition Party ) acaba de se tornar o sexto palace  parisiense, entrando para o seleto grupo de hotéis de excelência (de l’excellence à la française, bien sûr ), título concedido pela agência de desenvolvimento turístico, a Atout France. Assim, segue a lista atualizada dos melhores hotéis de Paris: Meurice (Dorchester), Bristol (Oetker), Plaza-Athénée (Dorchester), Park Hyatt Paris-Vendôme (Hyatt), George V (Four Seasons) e, agora, o Royal Monceau (Raffles).

— Já o Plaza-Athénée faz companhia ao ex-palace  Hôtel Ritz e fecha em outubro, para uma reforma de sete meses. As obras têm como objetivo conectar o prédio principal a quatro outros prédios adquiridos pelo hotel para aumentar sua área em 5500 metros quadrados e construir 14 novos quartos e suítes.

São Paulo, julho de 2013.

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