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São Paulo


Aizomê: Uma chef por trás de um dos melhores res...

Que o Japão é um país extremamente machista, quem já foi sabe. No teatro kabuki, apenas homens interpretam personagens masculinos e femininos. Nos negócios, praticamente não existem mulheres no topo da hierarquia corporativa (e mais da metade das poucas presidentes de empresa no Japão herdaram o cargo de algum parente). Na política, você tampouco irá encontrá-las. E na gastronomia é a mesma coisa: você nunca verá uma mulher atrás de um balcão de sushi  (ou mesmo trabalhando nas cozinhas dos mais famosos restaurantes do Japão), porque acredita-se que as mãos femininas são mais quentes e menores que a dos homens, o que as tornam inapropriadas para fazer sushi  ou sashimi, que as mulheres são frágeis para o trabalho duro da cozinha, ou ainda, segundo Jiro Ono, do Sukiyabashi Jiro, em Tóquio, “porque o ciclo menstrual afeta o paladar das mulheres”  (e todas as mudanças neste panorama ainda são bem  tímidas). Mas, em São Paulo, a chef  Telma Shiraishi conquistou não só o respeito da comunidade Ver Mais →

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São Paulo do alto: Os bares e restaurantes em roo...

Cidades verticalizadas, com muitos prédios, para nós que estamos ali do chão, são bastante — e esteticamente — opressoras. No nível da rua, o horizonte deixa de existir, o céu é apenas um feixe quando temos tempo de olhar para cima e, talvez por isso, a sensação de se estar acima do mar de prédios seja tão prazerosa. Do alto, a feiura das cidades que se desenvolveram sem planejamento se dilui na grandeza da metrópole, os problemas são invisíveis, as individualidades se dissolvem, temos de volta o céu e o horizonte. E a sensação de grandeza, de poder, é inevitável. E São Paulo — que não tem belezas naturais (e, tirando alguns poucos exemplos, a arquitetura tampouco é seu forte) — parece que finalmente encontrou sua vocação de explorar a vista para o seu panorama urbano. Amando ou odiando essa que é uma das maiores cidades (e a quarta maior área metropolitana) do mundo, quem não se impressiona com a vista para o tapete de prédios ao sobrevoar a região central da cidade? Em São Paulo, tirando os hotéis e alguns Ver Mais →

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Esther Rooftop: Comida de bistrô e terraço com v...

A grande questão seria saber como conseguir se sentar sempre  em uma daquelas três mesas para duas pessoas que ficam coladas no vidro do terraço com vista. Mas não tem jeito, tem de chegar cedo e tentar a sorte, já que no Esther Rooftop, eles não fazem reservas. Mas, mesmo se sentando no salão interno (não deixe de frequentar o espaço para fumantes, no terraço, aberto e com vista), só pela arquitetura e pela história já valeria a viagem: inaugurado em 1938 (!) e ocupando o décimo primeiro e último andar do primeiro edifício moderno-racional-funcional-corbusiano  da cidade de São Paulo — e do Brasil —, projetado pelo arquiteto paulistano Álvaro Vital Brasil, o Edifício Esther (que tem lojas, escritórios e unidades residenciais, onde moraram Di Cavalcanti e Marcelino de Carvalho; tinha até uma boate no subsolo frequentada por intelectuais e Ver Mais →

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Ryo Gastronomia: Comida kaiseki em uma linda casa ...

Em vários dos bons restaurantes japoneses de São Paulo (Shinzushi, Kan, Kinoshita) é possível pedir um omakase, a versão nipônica dos menus-degustação, uma sequência de pratos frios e quentes — do sashimi  ao tempura, passando por outras receitas menos óbvias — que pode levar o nome de kappo  ou kaiseki ryoori  {como a definição dos termos não é muito clara, fiz um vídeo explicando a diferença entre eles, que você confere clicando aqui}. Mas o Ryo Gastronomia, do itamae  Edson Yamashita (ex-Sushi Kan, no Japão; ex-Shinzushi), abre com a proposta de ser um restaurante apenas kaiseki  (as reservas são obrigatórias e não existe a opção à la carte: é preciso pedir uma das três opções de menus-degustação, de sete ou nove etapas, incluindo uma versão vegetariana, à la shojin ryoori, a cozinha vegetariana praticada nos mosteiros budistas) e está instalado no Itaim Bibi numa casa muito bem decorada, que inclui, no primeiro andar, um belíssimo Ver Mais →

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S Simplesmente: Tudo sem glúten, tudo sem carne, ...

Porque como muito fora por causa do trabalho, o lema da minha vida sempre foi comer saudável e correto em casa — zero-carne-zero-sal-zero-açúcar-zero-gordura-pouca-farinha-branca — porque é impossível saber como são preparados os alimentos na maioria dos restaurantes: se vai muita gordura, se os ingredientes e matérias-primas são os melhores (porque eles são mais caros; e nesse mundo obcecado por lucros, o que tem de storytelling-mentira por aí… já saí de padaria que me disse só usar farinha francesa vendo um caminhão descarregar sacos e sacos de farinha Renata… Feio, né?). E se antes essa experiência só era acessível em cidades como San Francisco, Nova York e Berlim, que já possuem uma cultura de alimentação sustentável, ou possível em grandes e caros restaurantes, como o Alain Ducasse e o Arpège em Paris, o Eleven Madison Park em Nova York, o Sukiyabashi Jiro em Tóquio, ou mesmo o Soeta em Vitória, restaurantes Ver Mais →

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Revoluções africanas em mostra de cinema em São...

Mais do que estar in loco  viajando pelo mundo e conhecendo as paisagens, ainda não existe forma mais profunda de se viajar que através da literatura e do cinema, seja pela ficção ou pela realidade. É quando entramos nas casas e nas cabeças dos habitantes, quando conhecemos sua(s) história(s), sua intimidade, seu modo de pensar e sentir. E é por isso que eu estou apaixonado pelo festival de cinema — de recorte único — que estreia nesta sexta, dia 11 de novembro, no Cine Caixa Belas Artes. Com o nome África(s). Cinema e Revolução, os 36 filmes que fazem parte da programação, de diretores europeus e africanos, trazem um panorama sobre o cinema produzido em ex-colônias portuguesas (que não possuíam nem TV local), principalmente Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, durante as revoluções, a independência da metrópole (só conseguida depois de outra revolução, a dos Cravos, que acabaria com a ditadura em Portugal), os processos pós-descolonização Ver Mais →

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Ca’d’Oro 2.0: conquista para o centro ...

O Ca’d’Oro (em dialeto veneziano “Casa de Ouro”), assim como o Hilton da Avenida Ipiranga (hoje fechado), foi um dos grandes hotéis de São Paulo e teve como hóspedes e habitués  presidentes e políticos brasileiros, a realeza europeia, artistas e intelectuais famosos mundialmente (enquanto o Hilton seguia o estilo americano de eficiência, o Ca’d’Oro sempre teve orgulho de sua classe europeia). Inaugurado como um pequeno hotel na Rua Basílio da Gama em 1956, depois de três anos de sucesso com o restaurante de mesmo nome, foi para o quarteirão da Augusta-Avanhandava-Caio-Prado em 1961 e só viria a se tornar o Grand Hotel Ca’d’Oro em 1978, depois de vários edifícios construídos e anexados ao prédio principal, com uma oferta que passou de 200 para 400 quartos, entre suítes presidenciais, suítes para famílias (perfeitas para os executivos que passavam meses com suas esposas e filhos enquanto trabalhavam no Brasil; nessa época, empresas estrangeiras chegavam em Ver Mais →

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Jiquitaia, comida brasileira autoral, saborosa e o...

Pelo preço fixo de R$ 79 (entrada + prato principal + sobremesa, no jantar e nos fins de semana; e R$ 49! no almoço durante a semana), o Jiquitaia se consolidou de forma muito bem sucedida com sua fórmula que alia comida autoral com ingredientes brasileiros — bem executada, bem apresentada (só nas sobremesas que o aspecto é mais caseiro, mas não menos saboroso); e ainda dá para ter uma refeição vegetariana completa ou, mais precisamente, ovolactovegetariana —, preço mais-que-honesto e ambiente simples e agradável (e fácil de encontrar, fica numa discreta casinha branca com letreiro — que mais lembra uma empresa de representação comercial — quase em frente ao Athenas, na Antônio Carlos, entre a Augusta e a Frei Caneca). Jiquitaia é nome de um mix  de pimentas da família do tabasco, em pó (fica na mesa, experimente! peça também a pimenta da casa), típica da floresta amazônica, patrimônio dos índios baniwa, que você Ver Mais →

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GOL Premium Lounge, a nova sala VIP da companhia a...

Apesar da fama, nem todo voo internacional sai do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo {confira nosso guia completo do T3, clicando aqui}, o GRU Airport (eu cometi esse erro na minha viagem para Saint-Martin: meu voo era Copa Airlines, pedi para o carro me deixar no T3 e só chegando lá descobri que tinha de ir para o Terminal 2). De todos os voos internacionais, 20% deles ainda partem do Terminal 2 (que engloba hoje os antigos terminais 1 e 2): Delta, GOL, Copa AirlinesAerolíneas Argentinas são algumas delas (para acessar a lista completa das companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

E a GOL, que partindo de São Paulo voa para 11 aeroportos internacionais em seis países incluindo as cidades de Santiago, Buenos Aires (para Ezeiza e Aeroparque) e Montevidéu (tem também Barbados, Punta Cana, Santa Cruz de la Sierra), acaba de inaugurar sua nova Ver Mais →

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Ritz Jardins, ambiente aconchegante, comidinhas va...

Eu nunca entendi por que quando você compra peito de peru nos supermercados de Nova York, a carne é branca como se fosse o do peito do peru de Natal, assado e fatiado, e aqui no Brasil, o único peito de peru que a gente encontra é esse embutido (como salsicha) e rosa (ou seja, nada natural, e ainda por cima cheio de sódio). Por isso eu adorava a Salada do Chefe do restaurante Ritz — opção perfeita para quem quer uma salada com proteína — que vinha sempre com o peito de peru assado e desfiado na salada, junto com a muçarela de búfala, o tomate, o ovo cozido, a maçã verde, as folhas e as azeitonas. Por um tempo, eles substituíram pelo peito de peru rosa industrializado e, agora, pela falta constante de peito de peru de verdade no mercado, o que completa a Salada do Chefe é um peito de frango marinado, feito na casa…

…Que também é a base de um clássico do serviço de quarto dos hotéis de todo o mundo: o ótimo Club Sandwich, molhadinho e bem montado (dá para comer com as mãos confortavelmente), com pancetta, alface romana, tomate e maionese feita in-da-house. E aí, você pode pedir com um acompanhamento, que pode ser fresh salad, batata Ver Mais →

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As instituições culturais de SP que você precis...

São Paulo, assim como outras importantes cidades do Hemisfério Sul, não tem grandes museus ou uma programação cultural à altura de cidades como Nova York, Paris e Londres. E é provável que muitas das coisas que você veja aqui, você já tenha visto lá fora, e em escala bem menor. Mas, muito foi feito nos últimos vinte e cinco anos para fomentar a cultura na cidade. Desde maiores investimentos para o cinema e teatro, reformas de museus e prédios antigos e a brava tentativa de trazer para o país companhias de dança, orquestras e exposições de todo o mundo (geralmente de artistas com maior apelo popular). E posso dizer que, hoje, nossa programação anual de música e dança é bem boa… A seguir, você confere os lugares que a gente mais ama — e frequenta — em São Paulo.

PINACOTECA DO ESTADO [Centro] Ótimo acervo, a melhor programação ao longo do ano

instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-3-pinacoteca-do-estado instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-4-pinacoteca-do-estadoFundado em 1905 como uma coleção de pinturas para estudantes de arte num edifício imponente de tijolos aparentes em estilo neoclássico italiano (projetado por Ramos de Azevedo, o mesmo arquiteto do Theatro Municipal, do Mercadão, da Casa das Rosas), a Pinacoteca do Estado é o museu mais antigo de São Paulo (outro gigante da arquitetura nacional seria responsável pela bem-sucedida reforma de 1998: Paulo Mendes da Rocha). E o acervo permanente, uma coleção de 9 mil obras — das quais 1000 permanentemente expostas no segundo andar — é uma importante viagem pela arte brasileira dos Ver Mais →

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Humor, glamour, arte e espiritualidade: dicas para...

A Simonde foi convidada para assistir a um espetáculo que faz parte de uma interessantíssima programação promovida pela Embaixada da Austrália e a dois filmes que estrearam em circuito bem reduzido na última quinta-feira, dia 19. Experiências diferentes mas cheias de estética que se transformaram em nossas dicas para este fim de semana na cidade.

TWENTY SIXTEEN, circo contemporâneo cheio de poesia e humor

Twenty-Sixteen-Circus-OzEm sua primeiríssima edição no Brasil, é uma pena que o festival Australia Now, que está com uma programação incrível — de performances  aborígenes a espetáculos de dança e teatro, com o melhor da cultura australiana — não seja uma programação anual. O festival já passou pela Índia, Vietnã e Turquia, e nos próximos anos, são as vezes do Japão e da Alemanha. E a dica para este fim de semana é o espetáculo Twenty Sixteen (ou seja, 2016), da companhia de circo contemporâneo — sem animais! — de Melbourne, Circus Oz, que fica em cartaz no Sesc Vila Mariana até domingo, dia 22 de maio. Misturando números acrobáticos muito criativos com humor, poesia, trilha sonora impecável — ao vivo — e figurinos inusitados, é daqueles programas para todas as idades e que fazem com que você saia leve e feliz depois do espetáculo. E já aviso para quem for assistir: quando você achar que o que eles estão fazendo já está MUITO difícil, eles vão fazer as coisas ficarem ainda pior! :- ) Twenty Sixteen, do Circus Oz, em cartaz no Sesc Vila Mariana, que fica na Rua Pelotas, 141. Sexta-feira, dia 20, às 21h; sábado, dia 21, às 21h; e domingo, dia 22, às 12h e às 18h.

SÃO PAULO EM HI-FI, a pauliceia cheia de glamour dos anos 1970 e 1980

Sao-Paulo-Em-Hi-Fi-Lufe-SteffenA cidade de São Paulo tem a maior população LGBT da América do Sul. E os shows  de travestis em transformistas em boates cujos garçons usavam luvas atraíam muita gente famosa e alta sociedade paulistana na década de 1970. E é essa história de glamour  com o capítulo triste da chegada da AIDS nos anos 1980 que conta São Paulo em Hi-Fi, documentário do diretor Lufe Steffen. Com muitas cenas de shows  e entrevistas com pessoas importantes da cena cultural da época, o filme é IMPERDÍVEL para todos os gays, de todas as idades, e um interessante recorte da cidade de tempos que não voltam mais. Confira a nossa matéria exclusiva sobre filme, clicando aqui. O filme São Paulo em Hi-Fi está em cartaz no Cinesesc, que fica na Rua Augusta, 2075, e será exibido na sexta, dia 20, às 14h, às 16, às 19h30 e às 21h30; no sábado, dia 21, às 14h e às 16h; no domingo, dia 22, às 19h30 e às 21h30; e de segunda, dia 23, a quarta, dia 25, às 14h, às 16h, às 19h30 e às 21h30.

GRUPO SANTA HELENA, Bonadei, Volpi, Rebolo juntos mais uma vez

rebolo-2Formado de maneira espontânea nos anos 1930 nos ateliers  dos artistas Francisco Rebolo e Mario Zanini no Palacete Santa Helena, na Praça da Sé (o edifício foi demolido quando da construção da estação do metrô), o Grupo Santa Helena se transformou no celeiro de alguns dos mais importantes artistas plásticos brasileiros do século 20. E a Proarte — que está mudando um pouco o foco das atividades, de casa de leilões e galeria para um híbrido de galeria e museu, já que grande parte das obras não está à venda — reúne em seu espaço na Gabriel Monteiro da Silva, muitas — e lindas — obras de Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi, Manoel Martins e Mário Zanini. A exposição fica aberta ao público até o dia 10 de junho de 2016, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1644, de segunda a sexta, das 10h às 19h e sábados, das 10h às 16h. E é grátis. Na foto, Natureza Morta, óleo sobre madeira de Francisco Rebolo. Imagem: Reprodução.

ESPAÇO ALÉM, Marina explora espiritualidade do jeitinho brasileiro

Uma das precursoras da performance art, a artista sérvia — parte da ex-Iugoslávia — Marina Abramović, tem como foco atual de seu trabalho a discussão sobre o tempo e a espiritualidade (mas ela continua ainda testando os limites de seu corpo e mente em suas obras). Nessa busca, não haveria melhor país-laboratório que o Brasil e os rituais de tantas religiões, seitas e grupos esotéricos (ela começou a vir para cá em busca de pedras para suas obras nos anos 1970). Filmado no Brasil entre 2012 e 2015 — quando de sua exposição Terra Comunal, no Sesc Pompeia —, o documentário Espaço Além – Marina Abramović no Brasil, de Marco del Fiol, mostra a artista com o médium João de Deus, tomando chá de ayahuasca  e participando de rituais que vão do candomblé a processos xamânicos em Curitiba dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Marina está completamente exposta no filme, tanto física como emocionalmente, e é uma interessante viagem por esse nosso país de tradições tão sincréticas. Confira nossa matéria exclusiva sobre Marina Abramovic, clicando aqui. O filme está Espaço Além está em cartaz no Cinemark do Shopping Iguatemi, no Espaço Itaú de Cinema (Frei Caneca e Pompeia) e no Reserva Cultural. Estreou em 19 de maio de 2016.

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Passeio de lancha na represa: natureza e conforto ...

Se você não tem intimidade com o universo dos velejadores, é bem provável que fique desconfiado ao ser convidado para passar algumas horas na Represa do Guarapiranga, no meio da megalópole que é São Paulo. Mas o passeio de lancha pela represa proposto pela Vivant SP — que acomoda até dez pessoas, perfeito para ir com os amigos ou família — consegue proporcionar momentos de tranquilidade, contato com a natureza, stand up paddle  (em água limpa!), com todo o conforto: a embarcação de 29 pés (9 metros) é novinha, tem capota (hard top, que protege do Sol), ar condicionado, banheiro com pé direito de 1,90 m (e ducha quente), quarto de casal, cozinha completa, TV de 32 polegadas, e tem caixas de som em toda a lancha, inclusive na proa; e ouvir música enquanto se bronzeia ou aprecia a paisagem é sempre mais divertido. Sem falar que, por estar dentro de São Paulo, você vai se sentir no meio do mato e estará com o 4G do celular funcionando (perfeito Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores sorvetes – gelato...

O gelato, sorvete ao estilo italiano, menos gorduroso e de textura extremamente cremosa, quase elástica, chegou timidamente em São Paulo com a inauguração da Gelateria Parmalat na rua Oscar Freire há muitos e muitos anos (mais precisamente em fevereiro de 1996). Depois veio a Vipiteno do chef  Laurent Suaudeau que, além de bons sorvetes, segue preparando incríveis sobremesas com os sabores dos gelati  (até hoje amo o Demoiselle: sorvete de doce de leite, calda de pera, gengibre e telha de amêndoas; receita de chef  de verdade). Mas foi com a inauguração da Bacio di Latte, também na Oscar Freire, que a moda pegou (alguém se lembra das enormes filas na porta?) e se alastrou. Se antes, quando eu viajava para a Itália eu tomava três sorvetes por dia (de ansiedade, porque sabia que não tinha sorvete com aquela textura por aqui), hoje em São Paulo, com a abertura de vários bons estabelecimentos e a proliferação das franquias, Ver Mais →

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Vivianne Wakuda Patissière, confeitaria ocidental...

Os japoneses que vêm à São Paulo e provam das sobremesas da chef pâtissière  Vivianne Wakuda se sentem em casa. Especialista em yogashi 洋菓子 ], que é a versão japonesa da arte confeiteira ocidental (com influência principalmente francesa), em contraponto com o wagashi 和菓子 ], os doces tradicionais japoneses geralmente servidos na cerimônia do chá, Vivianne fica na cozinha do restaurante japonês Aizomê, nos Jardins, onde prepara as sobremesas da casa e atende por encomenda uma clientela cada vez maior de descendentes de japoneses em busca do shuukuriimu  perfeito (シュークリーム, é assim que os japoneses falam choux à la crème, ou ainda numa versão mi-français-half-American: choux cream), mas não só: suas receitas também tem agradado os paulistanos que buscam sobremesas mais leves e com doses mais equilibradas de açúcar. (Que também é a nossa definição de sobremesa perfeita: açúcar Ver Mais →

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Boxes do Instituto Atá no Mercado de Pinheiros: i...

O ótimo do Mercado de Pinheiros, um dos quinze mercados municipais de São Paulo, é que além de servir como ponto de abastecimento para quem mora na região, ele também está acessível para turistas  de outras partes da cidade, já que está a uma quadra da estação de metrô Faria Lima. Ou seja, perfeito para quem quiser provar os excelentes cebiches  e empanadas da Comedoria Gonzales, os dadinhos de tapioca ou o sorvete de rapadura do Mocotó Café (ir à Vila Medeiros, só quando quiser a experiência completa), ou comprar os brasileiríssimos ingredientes de origem que o Instituto Atá, ONG do chef  Alex Atala, junto com várias entidades, traz de inúmeros pequenos produtores Brasil afora, com quatro boxes no Mercado, representado os biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampas. (No mercado, também dá para comprar frutas, legumes, cereais, Ver Mais →

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O guia definitivo do tiramisù em SP, como deve se...

A primeira vez que comi tiramisù  não foi na Itália, mas em Londres. Tinha lido em alguma revista que a princesa Diana adorava a sobremesa do San Lorenzo, uma tradicional osteria  em Knightsbridge, e foi lá que eu me apaixonei. Desde então, essa sobremesa de origens conflitantes se popularizou não só no Brasil, mas em todo o mundo. Uns dizem que essa receita de ingredientes comuns e sabores simples — só leva biscoito, gemas, açúcar, café, queijo mascarpone e chocolate — foi criada no século 17 em Siena, na Toscana, para o grão-duque Cosimo III de Médici. Outros, que nasceu no Vêneto: numa versão da história, para o famoso escritor-conquistador-libertino-colecionador-de-mulheres  Giacomo Casanova. E tem ainda a de que ela teria sido criada para as cortesãs dos bordéis vênetos que precisavam de um alimento rico em energia  para enfrentar as longas noites de trabalho (tiramisù quer dizer “levanta-me!”). Mas tem também os que acham que o tiramisù não é nem toscano nem vêneto, Ver Mais →

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Restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly em...

Com tantas denúncias sobre as origens dos alimentos e os impactos extremamente negativos da pecuária no mundo (ou mesmo por consideração aos animais), existe uma tendência grande nos países desenvolvidos ocidentais de priorizar ingredientes orgânicos e reduzir — ou mesmo abolir — o consumo de carne e outros produtos derivados de animais. Do Burger King, que lançou um sanduíche vegetariano, a grandes restaurantes do mundo que já propõem menus 100% livres de carne (Per Se e Daniel, em Nova York; Lucknam, em Bath; L’Arpège e Alain Ducasse, em Paris; e o DOM em São Paulo), nós também estamos cada vez mais procurando entender os impactos que nossos hábitos de consumo causam no mundo e descobrindo os sabores vegetais (confira as nossas considerações sobre o tema no link  a seguir, Comer carne: é preciso reconsiderar?). Em São Paulo já são muitos os restaurantes vegetarianos, mas nesta lista, você conhece os restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly  que a gente conheceu, gostou, voltou e frequenta. Uma característica comum a todos eles é que mesmo carnívoros não sentirão falta da carne.

APFEL [Jardins] Buffet vegetariano, só almoço, preço fixo

restaurante-apfel-jardins-1200-5restaurante-apfel-jardins-vegetariano-sao-paulo-1200Há 15 anos numa casa simples e aconchegante a uma quadra e meia da Avenida Paulista (e do metrô Consolação), o Apfel Jardins é um restaurante vegetariano com buffet self service  que, assim como outros restaurantes naturais e saudáveis, só abre para almoço e paga-se um valor fixo (R$ 30, de segunda a sexta, R$ 35, nos fins de semana) para comer à Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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Marilia Zylbersztajn, incríveis tortas doces onde...

Assim como o sal nas receitas, o açúcar em doses elevadas no preparo de sobremesas mata  o sabor dos ingredientes. Mas, talvez por causa da nossa história secular com a cana-de-açúcar e do consumo desde a infância de refrigerantes, leite condensado (brigadeiros!), doce de leite, café com açúcar (no interior, eles cozinham o café com açúcar) e suco de fruta quase sempre com açúcar (fruta já é doce!), brasileiros amam doces bem doces (conheço gente que toma uma lata de leite condensado, assim, vendo televisão). E aí, para aqueles que não são muito fãs de açúcar (eu me incluo já que no Japão, mesmo nos restaurantes japoneses estrelados, a sobremesa pode ser uma porção de batata doce, de feijão azuki  ou mesmo uma omelete, sempre com pouquíssimo açúcar; e chá NUNCA leva açúcar) resta comer sobremesas pela metade ou mesmo, dependendo Ver Mais →

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São Paulo, o melhor bairro e os melhores hotéis ...

São Paulo é a megalópole carente de bons hotéis bem localizados. Não dá para entender por que a maior e mais rica cidade da América do Sul não conseguiu manter hotéis históricos — como o Rio que tem o Copacabana Palace — nem tem hotéis de redes como Mandarin Oriental, Ritz Carlton, Four Seasons, Park Hyatt (diferentemente de nossas vizinhas Buenos Aires e Santiago). Alguns dos melhores hotéis da capital paulista não têm piscina e quando tem são indoor, cobertas (putcha, estamos no Brasil, país de Sol abundante), nem banheiras em quartos cujas diárias custam R$ 3 mil, a não ser que você pague por um quarto superior (nada simpático, né?). Clique aqui e conheça o manifesto Simonde do hotel perfeito

ONDE FICAM AS COISAS LEGAIS DA CIDADE?

Assim como Paris tem aquela linha imaginária que começa na Bastilha e vai até o Arco do Triunfo (mas vai além, até La Défense), passando pelo Marais, Louvre, Place de la Concorde, Champs-Elysées, que concentra grande parte das coisas incríveis da cidade, São Paulo tem um eixo — as avenidas Consolação e Rebouças — que liga o Centro a Pinheiros passando Ver Mais →

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Osteria del Pettirosso, um dos melhores italianos de SP

Em tempos de gastronomia midiática que não se cansa de inventar muódas  para chamar a atenção, como é bom “voltar para casa” e comer comida de verdade, tradicional, com ingredientes selecionados, bem executada e sem pretensões (essas que nem sempre dão certo). E as chances de satisfazer o estômago — e a alma — são bem maiores quando se trata de comida italiana: seja com um gelato, uma pizza  ou uma pasta  com molho de tomate fresco.

A Osteria del Pettirosso fica numa casinha despretensiosa (mas com aquele charme displicente-decadente de Roma, cidade natal do chef ) escondida nos Jardins, no fim da Lorena quase esquina com a quase-sempre-engarrafada  Rebouças. E, no melhor estilo osteria (estabelecimentos simples, informais, familiares), com o chef  Marco Renzetti na cozinha e sua esposa Erika comandando o salão, quase tudo é feito artesanalmente na casa: dos pães (do jeito que eu gosto, macios e Ver Mais →

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Isso É Café, fazenda centenária, café moderno

Não temos o melhor café do mundo, mas temos cafés muito bons. E o legal do Brasil — e de São Paulo, um dos estados produtores de bom café no país — é que aqui você pode provar a bebida em estabelecimentos que, eles mesmos, plantam, colhem, selecionam, torram e entregam os grãos ou a bebida na xícara, direto nas suas mãos, sem intermediários. E, dos bons cafés paulistanos, você consegue ter essa experiência no Octavio e no Isso É Café.

Já na quinta geração da família, em uma fazenda centenária em Mococa, interior paulista, a Fazenda Ambiental Fortaleza produz café desde 1850. E em vez de seguir plantando café commodity  em grande quantidade apenas para exportação, os herdeiros da família decidiram trilhar pelo caminho do café orgânico (não toda produção ainda), de forma humana e sustentável, sem deixar ter como objetivo café de altíssima qualidade. E Ver Mais →

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Gelato Boutique, sorvetes exclusivos e premiados

Sorvete de pistache você encontra todos os dias em todas as gelaterias de São Paulo. Mas não  na Gelato Boutique, que só produz o parfum  quando a maestra gelatiere  Marcia Garbin (paulistana que estudou pâtisserie  na França, mas foi premiada na Itália, berço do gelato) consegue comprar o pistache cru, que é torrado e triturado na própria cozinha e, então, usado para bater o sorvete (por causa da dificuldade de encontrar o ingrediente fresco aqui, ela acaba de viajar para a Itália em busca de fornecedores de pistache e avelãs). Nas outras — também boas — sorveterias, é utilizada uma pasta industrializada de pistache (sempre de Bronte, na Sicília, terra vulcânica famosa pelo ingrediente) que é misturada à massa, na máquina, na hora de produzir o gelato. “A pasta pronta 100% pistache é boa, mas não é a mesma coisa. É como comparar o atum em lata, Ver Mais →

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São Paulo vista do alto de um drone

Ver uma cidade pela janela do avião, do helicóptero ou do topo de um edifício bem alto — de preferência sem construções vizinhas — sempre nos dá uma nova perspectiva da paisagem, do entorno, do contexto da cidade. E com os drones, essas levíssimas máquinas voadoras com câmeras fotográficas que conseguem ficar completamente imóveis a até 500 metros de altura, as imagens são ainda mais impressionantes. O perfil Do.Alto tem feito um belíssimo trabalho de fotografar a cidade de São Paulo, literalmente do alto, para mostrar a beleza dos desenhos dos principais pontos da cidade a partir de pontos de vista quase inacessíveis ao nosso olhar.

DRONE NÃO É BRINQUEDO

O engenheiro civil Renan Pissolatti é de Campinas mas, ao trabalhar num projeto em São Paulo, aproveitou sua paixão por fotografia e tecnologia para conhecer a cidade também pelos “olhos” do seu drone, que não pesa nem dois quilos. “Mas drone  não é brinquedo. É um aparelho que pode causar acidentes aéreos, tanto por contato quanto por usar rádio- Ver Mais →

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Viajantes: Renata Scarpa

A filha caçula de Patsy e Francisco, neta de Nicola Scarpa, e irmã de Chiquinho e Fátima, começou a explorar o mundo ainda criança quando viajar era uma experiência acessível para pouquíssimas pessoas; numa época em que não existia classe executiva nem econômica (“era apenas primeira classe e todo mundo se conhecia”) e destinos como Orlando e Dubai ainda não tinham sido inventados. Na primeira entrevista da série Viajantes do canal Gente da Simonde, a gente conhece as histórias (já passou por um acidente de avião junto com a Hebe) e os hábitos de viagem da bela Renata Scarpa, que nos recebeu em sua casa no Jardim Europa.

Simonde: Você começou a viajar muito cedo, né?
Renata Scarpa: É, mas por ser a caçula da família, eu comecei a viajar bem depois dos meus irmãos. Quando eu tinha seis meses de idade, minha mãe foi viajar com eles e passou cinco meses viajando (naquela época as viagens eram longas); e não tinha esse negócio de Miami Ver Mais →

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Admiral’s Club, a sala VIP AA no Terminal 3 ...

A American Airlines disponibiliza dois tipos de salas VIP para os passageiros da companhia aérea e OneWorld: 1. a Flagship, exclusiva para passageiros de primeira classe ou com status  Esmeralda no programa de fidelidade OneWorld, com apenas quatro lounges  em Los Angeles, Chicago, Londres e Nova York, e 2. o Admiral’s Club, que possui mais de 50 lounges  espalhados por aeroportos do mundo e que está passando por uma modernização gigante; e Chicago e São Paulo, no Terminal 3, foram as primeiras cidades a serem contempladas com o novo conceito (mas a sala já existia no Terminal 2; o primeiro Admiral’s Club foi inaugurado em Guarulhos em 1994).

A sala, vizinha aos lounges  da Latam e do Mastercard Black (para chegar lá é só subir a rampa que fica ao lado do Starbuck’s da GRU Avenue em direção ao mezanino), é bem espaçosa — 850 metros quadrados, com capacidade para 262 pessoas — para os até seis voos da companhia que saem de Guarulhos todos os dias em direção aos Estados Unidos, Ver Mais →

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Temporada Umami do chef Shin Koike

Sendo o umami a mais importante característica da cozinha japonesa, o chef nihonjin  Shin Koike (ex-A1, ex-Aizomê — do qual continua sócio — e que acaba de assumir a cozinha do que era seu segundo restaurante, o Sakagura A1) oferece a Temporada Umami, até o dia 6 de novembro (sexta-feira que vem), um menu-degustação apenas servido no jantar que tem por objetivo despertar a nossa sensibilidade para o quinto gosto.

Ao estilo omakase, o menu é composto por cinco etapas: 1. um petisco (vieiras e tomate com parmesão gratinado: como assim?! mas eu consigo responder nesta matéria, é só clicar), 2. um prato combinando três ingredientes e temperos umami (peixe grelhado com miso e konbu; shiitake  refogado com shooyu  e sake; barriga de porco cozida), 3. um prato com sushi e sashimi (obviamente, não é como comer sushi no balcão quando o arroz vem na temperatura e texturas corretas, mas Ver Mais →

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Hotel Tryp, dentro do Terminal 3, em Guarulhos

Quem já foi para a Ásia e teve de fazer conexão depois de 12 horas de voo — para pegar outro voo de mais 10, 11 horas — sabe o quão cansativo é todo o processo, principalmente quando você precisa esperar no aeroporto por 5, 6 horas, sem poder sair ou por que não pode ou por que não dá tempo de ir à cidade e voltar. E é para esses viajantes que, em agosto de 2015, abriu na área restrita do Terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, o hotel Tryp, um quatro estrelas com 80 quartos (o único no hemisfério sul com essa proposta).

QUEM PODE SER HOSPEDAR NO TRYP GRU NO TERMINAL 3?

O público é bem  específico. Como o Terminal 3 é exclusivo para voos internacionais e o hotel fica dentro da área restrita, ou seja, depois do controle de passaportes para quem vai viajar, isso significa que apenas passageiros chegando de outro país e indo para outro país (inter-inter, como eles chamam) podem se hospedar no Tryp; são passageiros que nem retiram suas bagagens despachadas na esteira, vão para o hotel apenas com a bagagem de mão. Para passageiros saindo do Brasil, o hotel só será útil para quem vier de outra Ver Mais →

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Isabela Raposeiras e o café perfeito

O que você acha que é sabor de café deve ser, muito provavelmente, sabor de defeito de café. Foi assim que começou o meu papo com a barista e mestre de torra Isabela Raposeiras na última semana, quando eu disse que tomar café coado — de ótimos grãos — nos melhores cafés de São Paulo me lembrava mais sabor e aroma de chá que café, essa bebida que, apesar de popular, não tem nada de simples. São muitas as informações que precisam ser desmistificadas: uma delas é o conceito de torra clara, média, escura. Confira o papo a seguir.

Shoichi: Quando peço café coado no CoffeeLab e em outros bons cafés da cidade, o aroma, o corpo e o gosto da bebida me lembram mais chá do que café, por isso, tenho preferido pedir os grãos especiais extraídos pelo método aeropress, que me parece mais “café”… Estou me fazendo entender?
Isabela: É preciso tomar cuidado. Quando a gente passa a vida toda tomando café ruim, a gente tende a achar que sabor de café é aquele amargor acentuado que, na verdade, não é uma característica mas sim um defeito do café. E é impressionante o fato de que, no Brasil, as classes mais altas se preocupem em tomar bons vinhos mas ainda não se importem em Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores cafés de São Paulo

São Paulo não seria a maior e mais rica cidade da América do Sul se não fosse por essa bebida nossa cada dia: o café. Foram os lucros com a plantação e exportação dos grãos de café cru para o mundo que financiaram as estradas de ferro, a imigração, a industrialização e a fortuna de muitas famílias.

E assim como os sorvetes {para conferir o nosso guia com os melhores sorvetes da cidade, clique aqui}, enfim, na cidade de São Paulo podemos provar os melhores grãos de café — todos brasileiros; todos 100% arábica: Bourbon ou Catuaí, amarelos ou vermelhos — nos endereços que frequentamos e que figuram nesta lista. Apesar de a maioria deles oferecerem mais de uma opção de grão (geralmente de microlotes), a regra é a mesma: para provar os cafés especiais você terá de pedir pelos métodos coado, aeropress ou prensa francesa, entre outros. Para espresso, a escolha é limitada: só tiram usando o grão do dia ou o blend da casa. Mas cada um dos cafés a seguir — alguns são ótimos lugares para ler ou trabalhar — possui história, cardápio e identidade bem próprios (tirando o Little Coffee Shop, todos têm mesas, cadeiras — alguns, poltronas — e wi-fi ). Confira a nossa seleção e não deixe de conhecê-los e frequentá-los: Ver Mais →

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Baby Beef Rubaiyat

O pão de queijo é delicioso, daqueles que você sente a textura do queijo derretido na boca. Com relação ao couvert  (com comidinhas e dez tipos de pães, todos feitos na casa em forno de barro e que passam quentinhos, toda hora), é preciso ter muito autocontrole e saber a hora de parar, pois corre-se o risco de não se conseguir chegar nem ao prato principal (por isso, vá em dois ou quatro e compartilhe os pratos: das entradas às sobremesas, as porções são muito bem servidas). E, apesar de ser considerado por muitos especialistas como o melhor restaurante de carnes de São Paulo (você encontra de picanha a kobe beef ), uma das melhores características do Rubaiyat é que dá também para se ter uma ótima refeição de peixes e frutos do mar; perfeito para quem não come carne bovina ou suína (dá para levar os amigos gringos sem sofrer).

É uma pena que o Rubaiyat original, aberto em 1957 na Vieira de Carvalho, no centrão de São Paulo, não exista mais, diferentemente do Almanara da Basílio da Gama, aberto em 1950, que resistiu à degradação do Centro de São Paulo (e a gente adora). Mas ainda são cinco unidades Rubaiyat no Brasil (São Paulo, Rio e Brasília), uma na Espanha (Madrid), Ver Mais →

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Cozinha francesa (com vinhos!) em food park neste ...

O Piknik é o food park  que a gente adora: wi-fi, ótima localização (a 500 metros da Estação Faria Lima do metrô), ambiente agradável e confortável (banheiros usáveis, pias para lavar as mãos, mesas e cadeiras de madeira, toldos para proteger do Sol ou da chuva, cheio de plantas) e uma ótima seleção de comidinhas de food trucks  espalhados pelos dois mil metros quadrados do espaço, que tem entradas pela Avenida Rebouças e pela Rua Henrique Monteiro. E até domingo, dia 20 de setembro, o Piknik Faria Lima recebe a terceira edição do Apéritif à la française, evento organizado pelo Ministério da Agricultura e da Agroindústria da França e marcas francesas em várias cidades do mundo como Tóquio, Montréal, Copenhague, Nova York, Hong Kong e Dubai, com o objetivo — fácil — de encantar os terráqueos com os sabores, o savoir-faire  e o art de vivre à la française.

Além dos food trucks  que já ocupam o local desde a sua abertura, o Apéritif  traz para o Piknik nomes deliciosos e pratos tradicionalmente franceses: o Le Vin, que está fazendo um ótimo arroz de pato (R$ 26) servido em prato de plástico duro e transparente (você não Ver Mais →

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Frigobar Speakeasy: Um bar secreto que faz voltar ...

Não tem fachada nem nome na porta, que não é nada bonita. Você toca a campainha, fala uma senha, entra meio que sem conseguir ver quem está te recebendo, é levado por um corredor sinistro escada abaixo até um porão no subsolo de um bar onde você vai entrar por u… o resto é surpresa. A questão é: se os donos queriam imprimir no Frigobar a atmosfera de um speakeasy, de um blind pig, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam bebidas alcoólicas durante a Prohibition Era nos Estados Unidos (de 1920 a 1933), eles conseguiram.

Já não sendo o Frigobar um bar comum, o funcionamento é restrito e complexo: só abre às sextas e sábados, você só pode reservar para até quatro pessoas, precisa pagar o ingresso antecipadamente (não pode alterar a data ou número de pessoas depois do pagamento), a senha (pessoal e intransferível) só vai chegar no seu email  no dia da sua reserva, que deverá Ver Mais →

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Coffee Lab, café levado a sério

Assim como o Suplicy e o Octavio Café, o Coffee Lab é uma central do café: um lugar onde se torra, se mói e se extrai — através de vários métodos: espresso, coado, aeropress — o melhor dos grãos na forma desse líquido preto que a gente ama. Mas, vai além: é uma escola de baristas (todos os atendentes o são e conseguem esclarecer suas dúvidas) e é único lugar de São Paulo que, além de degustar, te convida a aprender mais sobre café. São doze rituais, custando entre R$ 11 e R$ 13, em que você pode comparar, lado a lado, um café desses que a gente compra no supermercado (que eles chamam de café terror  cujo pote tem uma caveira desenhada) e um café de qualidade especial; o mesmo café preparado nos métodos coado e espresso; e até o impacto de moagens diferentes no mesmo café coado. Vale a pena quando você tiver tempo e disposição.

A sensação é a de que você está na copa da casa de alguém. Hipster  que é (atendentes vestidos com uniformes de mecânico e lenços coloridos na cabeça; mesas e cadeiras de formatos, tamanhos e alturas diferentes; cardápios em pastas suspensas de plástico Ver Mais →

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Marie-Madeleine, autênticos croissants e viennoiseries

Acho muito coisa de paulistano dizer que um lugar tem “o melhor  sorvete”, “o melhor macaron”, “o melhor café”,  que algo é “de comer de joelhos” (e quase nunca é). Mas no caso da Marie-Madeleine (apesar de estarmos a anos-luz da oferta de bons pães, viennoiseries  e doces da Cidade-Luz), posso afirmar que, sim, eles fazem O MELHOR CROISSANT de São Paulo. Se os croissants  da Julice e do Le Vin ficam melhor quando são aquecidos, o croissant  da Marie-Madeleine pode ser comido frio, puro, ou melhor, acompanhado de uma bela manteiga. Sem medo de ser feliz. Aparência, textura e sabor perfeitos.

Mas as delícias não param por aí. Além dos pães, feitos artesanalmente, sem fermento químico, como baguette, pain sur levain, ciabatta, focaccia, você tem ótimos doces e viennoiseries (prove tudo: o pain au chocolat, o croissant de amêndoas, o palmier, o delicioso e lindo — por fora e por dentro — chausson aux pommes, uma massa folhada recheada com compota de maçã e baunilha, um dos meus preferidos). Eles produzem uma variedade grande de pães mas nem sempre tudo está à disposição, principalmente, nas Ver Mais →

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Padoca do Maní

Com apenas 24 lugares sentados, simplesmente NÃO VÁ nos finais de semana, a não ser que você não  acorde com fome e não  se importe em ficar esperando uma hora por uma mesa, em pé, na calçada, sem lista de espera (e quando conseguir se sentar, ainda ter um menu mais restrito). Durante a semana, se você quiser tomar café de manhã, de manhã  (quando os restaurantes da Joaquim Antunes ainda estão fechados para almoço e seus manobristas ainda não estão trabalhando), também vai ter sérios problemas para parar o carro: não tem serviço de manobrista, não tem estacionamento na região, a estação de metrô mais próxima é a Fradique Coutinho (a 700 metros), é proibido parar o carro na movimentada rua e, nas ruas adjacentes, as vagas são concorridas (você vai precisar dar voltas e mais voltas). Parar o carro é um motivo de estresse já na chegada (e Ver Mais →

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Música, cerveja e comidinhas no Manioca

A chef  gaúcha Helena Rizzo, do Maní, vai cozinhar, neste próximo domingo, um menu com pratos de inspiração chinesa a pedido do cantor capixaba Silva, que se apresenta no mesmo dia que o cantor paulistano — que também canta em inglês — Thiago Pethit. Tudo regado à cerveja de origem mexicana Sol (mas hoje também fabricada no Brasil). #ILoveSaoPaulo

Em clima de fim de tarde de domingo com amigos (são apenas 200 lugares), com música brasileira, comidinhas, cerveja e michelada  (a cerveza preparada  com molhos inglês e de pimenta, chilli, suco de limão e sal) e num cenário que a gente adora, o Manioca (ali, de paredes coladas com o Maní), a segunda edição do Sol Sunday Sessions acontece neste domingo, dia 26 de julho, das 16h às 22h, com o show  do Pethit às 18h e o do Silva às 19h. Antes, depois e entre os Ver Mais →

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Shin Zushi, dos melhores japoneses, o mais tradicional

Amo a gritaria do Shin Zushi (o pessoal no balcão pede alguma coisa e todas as garçonetes — até as brasileiras — gritam haaaaaai ). Da família Mizumoto (já na segunda geração), com o Ken no balcão e a Miyukisan, sua mãe, no gerenciamento do salão, o restaurante é um japonês tradicional (no atendimento, na decoração, na clientela majoritariamente japonesa) e sem firulas. Meu pai, que é japonês “importado”, não se sente bem em restaurantes como o Jun Sakamoto e o Kinoshita porque só tem brasileiro, os brasileiros só pedem salmão (no Japão, eles não comem o salmão em sushi  e sashimi, só grelhado) e ele fica bravo quando ele fala nihongo  com o garçom e o garçom não entende.

Se for a sua primeira vez na casa, experimente pedir o omakase (menu-degustação em japonês, que custa R$ 280), em que um itamae-san  (uma hierarquia acima do sushiman ) cuida de você início ao fim da refeição. O omakase à la kappo sempre começa com sashimi, e logo em seguida começam a vir pratinhos mais elaborados com peixe cru. Depois, vêm Ver Mais →

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Pomodori

Ontem voltei ao Pomodori, que é-era-não-sei-mais  um dos meus restaurantes favoritos na cidade para conferir a nova decoração e o novo cardápio. Mas, apesar de o ambiente ter ficado exatamente do jeito que a gente gosta (a decoração antiga era um dos pontos desfavoráveis), com muita madeira e — que combina lindamente com — tons escuros de cinza nas paredes e estofados, pagar R$ 200 por pessoa, pedindo couvert, entrada, prato principal, sobremesa e café (sem vinho + R$ 20 de manobrista) e sair com fome de um restaurante não é a minha ideia de jantar perfeito.

Apesar de os pratos continuarem saborosos e muito bem executados pela jovem chef  Tássia Magalhães, que está sempre na cozinha, e o serviço continuar bastante atencioso, do momento em que você liga ao pedido da conta, existe um problema de desequilíbrio nos tamanhos dos pratos servidos no novo Pomodori. No couvert, que custa R$ 16,50 (com Ver Mais →

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Joca Pontes no Dalva e Dito

O Dalva e Dito Convida tem sido, nos últimos dois anos, uma excelente oportunidade de conhecer a cozinha de chefs  de outras regiões do Brasil sem precisar pegar o avião. Já vieram para cá os irmãos Castanho, de Belém (tenho vontade de ir pra Belém só pra jantar no restaurante deles, o Remanso do Bosque), a Manu Buffara, de Curitiba, a Ana Bueno, de Paraty. Em comum, todos eles trazem na mala, além de ingredientes locais, a excitação de cozinhar em São Paulo a convite do chef  Alex Atala.

É A HORA DO RECIFE
O convidado da vez, do restaurante Ponta Nova, de Recife, é o chef  Joca Pontes, que serve, até a noite de sexta-feira, dia 28 de maio, um menu-degustação de cinco etapas (que provamos hoje), repleto de sabores tradicionais do Nordeste como o croquete de macaxeira (mandioca) com vatapá de jerimum (abóbora) e vinagrete de cenoura sobre um filézinho Ver Mais →

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Café des Fleurs

Nada mais delicioso que um papo de fim de tarde com um bom bolo com café ou chá. O Café des Fleurs, que fica numa rua tranquila e arborizada do Campo Belo, é daqueles lugares pequenos e charmosos com uma boa curadoria de produtos. O café pode ser o já conhecido Illy ou o Orfeu (um mineirin bastante premiado, mais forte que o Illy), os chás são da Tee Geschwendner e os bolos são a melhor parte: altos, molhadinhos e bem recheados. E, apesar de o cardápio ser extenso (com sanduíches, omeletes, crepes), fique apenas com os doces e as bebidinhas (eles não têm cozinha, os sanduíches são muito mal preparados, gordurosos, quase sem recheio). Apenas não deixe de provar os deliciosos bolos de frutas vermelhas e o de bem casado. Montado na hora, outro destaque do cardápio são as mil-folhas, que podem receber um ou dois dos três recheios oferecidos: creme, doce de leite e Nutella. O recheio é farto, as folhas sequinhas e crocantes e, diferentemente da maioria dos mil-folhas Ver Mais →

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Quem morou no Museu do Ipiranga?

Ao visitar palácios históricos, é quase automático tentar imaginar a vida daqueles que ali habitavam: a vida nos corredores, nos aposentos, nos jardins, o que vestiam, o que falavam. Uma vez passeando pelo Museu Paulista, conhecido pelos paulistanos como Museu do Ipiranga (quando ele ainda estava aberto e operante), parei por alguns segundos e fiquei pensando: “ok, Dom Pedro I deu o grito da Independência logo ali, mas todos os membros da família imperial e os governantes da República sempre habitaram o Rio de Janeiro, nunca São Paulo”. O que fazia aquele palácio imponente do século 19 — quando São Paulo tinha apenas 70 mil habitantes — no bairro do Ipiranga?

Ninguém NUNCA morou no edifício eclético-neo-renascentista que abriga o Museu Paulista. O edifício com ares de palácio, desde o início, fora construído como um monumento para Ver Mais →

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Pan Am Club, vista 360º do skyline no topo do hot...

Parece que São Paulo encontrou uma de suas vocações para a noite: já que não temos praias, paisagens naturais e a nossa arquitetura não é lá essas coisas, exploremos a vista urbana — à noite, os gatos são pardos — e o mar de prédios e luzes, a exemplo do Bar do Edifício Itália, do Skye, de passeios de helicóptero, e do projeto Heineken Up On The Roof, as experiências que fornecem as melhores vistas da monstruosa e gigantesca capital paulistana. E da mesma forma que a gente se encanta e se impressiona com a vista da cidade quando o avião se aproxima de Congonhas, surge o Pan Am, um clube sem programação fixa que leva o nome da empresa norte-americana que foi a maior e uma das mais incríveis companhias aéreas do mundo (a gente amava), que fica no topo do Maksoud Plaza, um hotel que é uma instituição da hotelaria paulistana (a gente segue amando) e que é uma criação do cordobés-criativo-mais-paulistano-que-muitos-de-nós Facundo Guerra Ver Mais →

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Byblo’s

Quando em um restaurante de comida étnica — seja italiana, japonesa ou árabe —, ver estrangeiros “de origem” ou descendentes em busca da “comida da família” entre os frequentadores é sempre um sinal muito bem vindo de que o estabelecimento 1. é fiel às tradições e, principalmente, 2. tem comida boa (por isso sempre levo meu pai a restaurantes japoneses; ele tem uma sensibilidade para o sabor e a textura do arroz que eu não tenho). E no Byblo’s, restaurante de comida libanesa situada nesta ruazinha em Campo Belo que, num único quarteirão, possui uma oferta bastante interessante de comidas e doces, eu conheci a Meme, uma senhora que frequenta sozinha o restaurante porque no Byblo’s ela come a comida de sua avó.

Não espere por sofisticação no ambiente ou no atendimento (quando a Nohad, dona e chef, desce de sua cozinha para o salão, você a verá constantemente interferindo no serviço). Mas, Ver Mais →

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Trufas pretas de Norcia no Fasano

Se comer ostra é como comer o “mar”, comer trufa é comer a “terra”. Das trufas pretas, as mais famosas são as do Périgord, região que faz parte da Aquitaine (mesma região de Bordeaux), no sudoeste da França, mas italianissimo como o Fasano é, são as trufas pretas da comuna de Norcia (na Perugia, no centro da Itália) que são servidas durante a curta temporada que acabou de começar e deve durar até o fim de fevereiro.

Diferentemente das trufas brancas, selvagens, que simplesmente surgem na terra, as trufas pretas são cultivadas — através de condições de vegetação (uma floresta, com carvalhos e aveleiras) e solo (calcário) propícios para o seu surgimento — e são colhidas sempre no inverno europeu. E são mais duras que as trufas brancas. No serviço do Fasano e de outros restaurantes, as trufas brancas são raladas em finíssimas fatias; já a trufa preta é ralada como o queijo parmesão, proporcionando efeitos diferentes no prato.

Quando a trufa é apresentada (o maître  deixou eu cheirar a trufa), o aroma é bem sutil. É quando ele começa a ralar e os pedacinhos de trufa começam a tocar o prato quente que é possível começar a sentir os aromas de forma mais intensa. O fato de estarmos acostumados com os óleos e azeites trufados, e as trufas em conserva, que têm aromas mais intensos (muitos aromatizados artificialmente), pode fazer com que esperemos mais do aroma da trufa in natura.

Na boca, os sabores da trufa preta são bem mais sutis e terrosos que os da trufa branca. É como se estivéssemos comendo terra com gosto de quase nada. Por isso, opte por pratos mais delicados como os perfeitos e al dente nhoque de batata e o talharim na manteiga (R$ 350,30, com serviço de 13%) a pratos com ingredientes mais pronunciados como o carpaccio de filé mignon com queijo Grana Padano (os pratos são os mesmos que o Fasano serve com as trufas brancas), para que você consiga sentir mais os aromas e sabores das trufas pretas de Norcia, que estão no panteão dos ingredientes gastronômicos mais raros — e caros — do mundo.

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Chou

O Chou é um restaurante de comidinhas simples, bem preparadas com ingredientes frescos, não fotogênicas mas cheias de sabor, em uma charmosa casinha decorada com móveis rústicos e que tem um agradável quintal-jardim — nosso lugar preferido para jantar —, que no inverno ganha aquecedores e mantas, e no verão pernilongos (vá de calça comprida e repelente nos braços). O Chou poderia facilmente estar em Palermo Viejo.

Pra começar, peça o couvert e entradinhas para beliscar (adoro o chevrotin, as lulinhas na chapa com aioli e os lagostins grelhados). De prato principal, selecione a carne — impecavelmente — grelhada que tiver vontade no dia, só NÃO DEIXE de pedir como guarnições o risoni (uma massa no formato de arroz) cremoso com hortelã e pecans (não se preocupe, o sabor do hortelã é bem sutil, quase imperceptível) e as batatas rústicas amassadas com ovo, cebola, mostarda e manjerona Ver Mais →

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Veloso, coxinhas e caipirinhas incríveis

É como voltar no tempo. Um boteco num tranquilo largo da Vila Mariana, com ruas de paralelepípedo, ao lado do reservatório de água do bairro construído nos anos 1910 (em processo de tombamento), luz amarelada, pertinho da agitada Rua Vergueiro, que só perde a tranquilidade quando o Bar Veloso abre e começa a aglomeração. Gente que lota o bar, gente que bebe de pé na área demarcada na calçada (servida pelos garçons), gente na calçada da rua Conceição Veloso que espera uma hora por uma mesa ou um lugar no balcão. O nome do bar inaugurado em 2005 e que já é um clássico da cidade não tem nada a ver com o nome da rua — uma coincidência —, mas sim em sua inspiração: o Bar Veloso, da Ipanema dos anos 1960, frequentado por Tom Jobim e Vinicius de Moraes (no Leblon tem também um bar com mesmo nome que homenageia o mesmo Veloso).

Por isso, chegue cedo (o bar fecha cedo por estar numa região residencial), sem pressa, porque a espera vale a pena. As mais de quinze receitas de caipirinhas, servidas em copos altos, são excepcionais. Todos os ingredientes se equilibram em precisas medidas, de Ver Mais →

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Festa Heineken de verão volta no topo do Martinelli

O Heineken Up On The Roof, vulgo #HUOTR no Instagram, que ocupou o topo do Edifício Planalto em janeiro de 2014, foi uma das festas mais concorridas da cidade. Era impossível de ir com vários amigos, já que pra conseguir entrar na lista era preciso preencher um cadastro na página oficial do evento no Facebook e a concorrência era enorme: São Paulo INTEIRA queria participar da festa.

A concorrência este ano será ainda mais feroz, mas vamos ter de tentar. Se a edição anterior já tinha sido incrível, ocupando um prédio que é uma das joias arquitetônicas da cidade (mas desconhecida do grande público), como vai ser agora que a festa vai ocupar, a partir do dia 18 de janeiro, sempre às sextas, sábados e domingos, O TOPO DO MARTINELLI, a Casa do Comendador, que fica num dos edifícios mais emblemáticos, o Ver Mais →

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Novos pratos na Trattoria Fasano

Os restaurantes do Grupo Fasano são sempre um porto seguro quando se quer ambiente elegante, comida clássica, bem feita e sem firulas, e bom serviço (infelizmente cada vez mais raro até mesmo em restaurantes caros em São Paulo). Para comemorar o primeiro ano da Trattoria Fasano (saiba tudo clicando aqui), restaurante no Itaim dedicado à cozinha aconchegante do centro e do Sul da Itália, novos pratos entraram no cardápio e experimentamos alguns deles (todos os pratos citados nesta matéria são novos):
trattoria-fasano-carpaccio-de-lula-1DSC01301-1000-1O carpaccio de lula defumada (R$ 52) com delicado molho vinagrete (que não leva cebola, vinagre, pimentão, ingredientes polêmicos para a harmonização com vinhos), lindamente cortado (em corte tradicional de qualquer parte da Itália), em tempos de onipresença de polvo, é leve e combina perfeitamente com o verão que se aproxima. Para acompanhar, o sommelier do Grupo Fasano, Massimo Leoncini, sugeriu um chardonnay da Sicília (Chardonnay La Fuga D.O.C, Donnafugata, de 2011), que, por ser um vinho de região marítima, possui um toque salgado que lembra a maresia, ótimo para acompanhar um ingrediente que vem do mar. Já os arancini alla siciliana (R$ 26), um bolinho frito de risotto com açafrão recheado de carne e ervilha, é pra compartilhar. Com os pãezinhos do couvert e os dois arancini que vêm na porção, dificilmente você terá fome pra qualquer outro prato; controle-se, coma apenas um.
trattoria-fasano-papardelle-ragu-de-pato Pra quem gosta de pato (um amigo que leva gastronomia a sério só come pato “porque os frangos da indústria crescem sem nunca ter pisado no chão, sem falar nos hormônios”), prove o papardelle al ragù d’anatra (R$ 68), saborosíssimo, com muito peito de pato desfiado entre as camadas dessa massa larga e fresca, de forma que não tem como não dar uma garfada sem pegar uma generosa quantidade de pato. (Uma das coisas que mais aprecio nos estabelecimentos Fasano é que os pratos são sempre “confortáveis” de comer). Como a carne do pato tem muito ferro na sua composição — o que a deixa amarga —, para harmonizar, a sugestão é um vinho da uva primitivo (Primitivo di Manduria “Sud” D.O.C – Feudi San Marzano, de 2010, da Puglia), que resulta num vinho levemente adocicado e que equilibra o amargor do pato.

Se você gosta de tomate, o novo menu ainda apresenta os comfort-dishes spaghetti alla chitarra con salsa papa pomodoro e ravioli di mozzarella di bufala al pomodoro e basilico. Pra quem gosta de carne, as novidades são uma tagliata di manzo (finas fatias de filé mignon com rúcula e parmesão) e portafoglio di manzo recheado de queijo taleggio e aspargos.

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O salão da Trattoria Fasano. Imagem: Divulgação

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Tuju

A arquitetura, a qualidade dos ingredientes e a apresentação dos pratos do Tuju — em belíssimas e variadas cerâmicas — são completamente ofuscadas pela iluminação que não valoriza as cores da comida (principalmente nas mesas ao fundo do salão), e, principalmente, pelo serviço lento, desatencioso e confuso. Você pede o couvert e trazem apenas um micropotinho de manteiga e um de sal para a mesa (de seis pessoas), esquecem entradas, trazem os pratos principais sem tirar os pratos das entradas (e lá se vai chamar alguém pra ajudar enquanto se segura os pratos), trazem pratos de outra mesa, não limpam a mesa (os jogos americanos em papel, que sujam, deixam o aspecto da mesa ainda pior), retiram os pratos colocando o corpo entre as pessoas interferindo na conversa (esse é o problema de se fazer mesas coladas nas paredes quando o garçom precisa por um só lado Ver Mais →

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Sala São Paulo

Assim como o Orsay, museu parisiense dedicado ao Impressionismo, a Sala São Paulo ocupa uma estação de trem, a Júlio Prestes, que era a estação central da Estrada de Ferro Sorocabana, por onde safras de algodão e café do interior paulista chegavam à capital até os anos 1920. A única diferença com relação ao Orsay, no entanto, é que a Júlio Prestes ainda segue operando como uma estação da CPTM, o que torna a Sala ainda mais especial: essa dupla-ocupação do edifício neoclássico — do auge da música erudita ao transporte popular, dos notas puras da música ao barulho dos trens nos trilhos — aconteceu na década de 1990, quando o jardim interno da estação se converteu na mais incrível sala para concertos (construída exclusivamente para esse fim) da América Latina, que hoje é a sede da OSESP, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e também do Cultura Ver Mais →

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Z Deli

São 16 lugares, apenas seis em cadeiras, o resto em bancos em três pequenos balcões. Antes, não tinha banheiro. Depois da reforma de 2014, a gente consegue usar o banheiro dos funcionários no fundo da cozinha, pelo menos. O Z Deli não é pequeno, é micro (por isso, só vá durante a semana em horários alternativos — ou muito tarde ou muito cedo, se não quiser ficar esperando por um bom tempo). Mas, essa característica junto com as comidinhas saborosas e bem montadas é o que faz do Z Deli especial.

O cardápio, total New York, é enxuto (duas opções de salada, duas de sobremesa, 10 opções principais, o que a gente sempre gosta) e 80% das opções são de carne vermelha: hambúrguer, pastrami, roast beef, cordeiro. Frango só na salada Caesar. Pra quem não come carne bovina (eu) a opção fica sendo o ótimo Lox and Bagel: generosas fatias de salmão defumado, tomate, cebola e cream cheese. O bagel  vem quentinho, e o sanduíche é bem montado e saboroso. Mas o que atrai mesmo as pessoas para o Z Deli são os hambúrgueres, sempre fresquíssimos (são produzidos diariamente) e que são montados com ingredientes como jalapeños, pickles, cebola roxa, camembert  e foie gras. (Tanto é que no Prêmio Veja Comer & Beber 2013, a casa levou o 2º lugar na categoria Hambúrguer Gourmet e não na Sanduíche).

Pra acompanhar tem as Fat Fries, batatas fritas com casca acompanhadas de alho e alecrim. Apesar de muito bem temperadas, a maioria vem murcha com exceção dos palitos com casca (só esses que eu como). De sobremesa, vale pedir o delicioso and monster cheesecake, cremosíssimo e enorme. Dá pra dividir entre duas ou três pessoas. E você pode escolher a calda de frutas vermelhas ou morango azedo.

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Villa GRU

As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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Fasano, o único restaurante de luxo de São Paulo

Mal sabe o paraíso que espera um desavisado visitante por trás de uma discretíssima porta no lobby  de um hotel, que poderia ser a de um banheiro. O Fasano é o único restaurante de luxo de São Paulo. Garçons de smoking, ingredientes tradicionais sempre disponíveis (caviar, foie gras, cortes nobres de carne, peixes e frutos do mar fresquíssimos), carta de vinhos importante (com preços que fazem do céu o limite), ambiente imponente, mármores, madeiras, pé-direito alto, teto retrátil, piano ao vivo. Mas não é aquele luxo old-style-com-cheiro-de-mofo. É o atendimento impecável mas caloroso, sem afetações; clássico no sentido de atemporal; e elegantemente atual (mantiveram o smoking, mas não usam mais cloches no serviço). O Fasano poderia estar em Nova York, Londres ou Milão e ainda assim seria incrível.

O Fasano (todos os outros estabelecimentos do grupo viriam depois) não é um restaurante de chef como o D.O.M, o Maní ou o Kinoshita; é um restaurante de restaurateur. Seu estilo reflete a identidade tradicional — conservadora até — e a obsessão por qualidade de Ver Mais →

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Cuordicrema

Uma sorveteria para adultos. Com menos gordura (os sorvetes mais gordurosos – com 9,5% de gordura – são os que levam chocolate, mas sorbetti  como pera – fantástico -, acerola, banana, abacaxi e laranja, cenoura e beterraba são 0%), muito menos açúcar que os dos concorrentes como Bacio di Latte e Casa Elli (na minha opinião, os mais doces, incluindo os sorbetti e granite; doçura que chega a atrapalhar o sabor das frutas), e oferecendo sabores como chocolate Satongo com sal rosa do Himalaia (o Satongo é um blend  de chocolate 72% da Callebaut com cacau de São Tomé, da Tanzânia e de Gana); Crema Fiorentina, uma receita da Florença do século 16 que leva creme de leite fresco, mel, cascas de laranja e limão, baunilha e pedacinhos de maçã e canela; ou do limão que vem do Lago di Garda, azedinho, com raspinhas da casca e um toque amargo no final (como se estivéssemos tomando um suco da fruta in natura), a Cuordicrema (assim mesmo, escreve-se tudo junto) tende a agradar paladares mais educados, mais maduros. (Sem falar no Amaretto, o meu sorvete preferido de todos os tempos. São 89 receitas, 18 sabores Ver Mais →

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Mandíbula

As comidinhas do Ramona, os livros da Biblioteca Mário de Andrade, as festas no Grand Metrópole, a cervejinha na praça no Paribar, os drinques-com-vista no Terraço Itália e, agora, o Mandíbula, colocam definitivamente esse quarteirão da Avenida São Luís — e, particularmente a Praça Dom José Gaspar — no nosso mapa. No segundo andar da Galeria Metrópole, o Mandíbula (adoro esse nome) é um espaço que mistura café (sempre filtrado ou na prensa #noespresso), bar (cervejas e drinques) e uma bela coleção de vinis, à venda (com preços que variam de R$ 20 a R$ 300; os discos mais raros levam simpáticos post-its  explicando por que aquele vinil é especial).

No cardápio, cervejas como Heineken e Sol, cervejas artesanais e drinques bem preparados, como o Negroni e duas já famosas versões de gin tônica: uma com Tanqueray e limão siciliano e outra com Hendrick’s e pepino. Pra comer, amendoins, azeitonas e burekas — uma rosquinha de massa folhada típica do Leste Europeu — com várias opções de recheio (batata com cebola, carne com beringela, espinafre com queijo) e servidas num filtro de café de papel. Basta chegar no balcão, abrir uma comanda com o seu nome (que fica no bar) ou pagar direto a cada pedido.

Com DJ ou sem DJ, a trilha sonora rock  é ótima. Dá pra se sentar no bar, em um sofázinho Chesterfield de dois lugares ou numa mesa coletiva que fica no corredor da galeria que dá para um belo terraço com vista para a Avenida São Luís, onde as pessoas fumam. Para ficar perfeito quando as lojas fecham (a Galeria fecha a última portinhola para entrada à meia-noite, mas os clientes podem ficar até altas horas no Mandíbula) a luz forte e branca dos corredores deveria ser diminuída. Mas os sócios já conversaram com o condomínio e não teve jeito. De qualquer forma, o Mandíbula é mais uma opção jovem de se aproveitar o centro da cidade do jeito que a gente gosta.

Parar o carro na região pode ser um problema. Um dos jeitos mais fáceis é deixar o carro com os manobristas do Ramona e atravessar a rua, que é logo em frente.

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Frida & Mina

Paulistano adora dizer que algo é – geralmente quando ainda é novidade ou quase ninguém conhece – o “melhor” da cidade. Pode ser hambúrguer, risoto, negroni, you name it. A sorveteria Frida & Mina é o novo “melhor sorvete de São Paulo” (ah, a edição Comer & Beber 2013/2014, prêmio da Veja, concedeu o prêmio máximo para a casa, o que aumenta um pouco a histeria).

Na esquina da Joaquim Antunes com a Artur de Azevedo, em Pinheiros, a Frida & Mina é uma charmosa e criativa opção ao boom  de sorveterias que preparam o cremosíssimo gelato italiano (já são oito unidades Bacio di Latte na cidade em apenas dois anos de existência, sem falar na Puro Gusto e na Casa Elli que abriram recentemente nos Jardins, na Cuor di Crema e na Vipiteno, no Itaim, entre algumas outras). O sorvete que eles Ver Mais →

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Como Penso Como

Ao longo da história brasileira, muitos europeus que aqui chegavam nos chamavam de “macacos”. Para nós, civilização “inferior” e inferiorizada, tudo o que era bom vinha de fora, da terra deles, da Europa. Até que Oswald de Andrade, com seu Manifesto Antropofágico, lançado em 1928, se propôs a repensar a nossa dependência cultural.

Essa relação de amor e ódio-preconceito-vergonha pelo Brasil ainda é um sentimento muito presente em todos nós, brasileiros, — como já dizia Nelson Rodrigues lá nos anos 1950 , “o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem” — o que se reflete na relação que temos com a comida, seja para com os ingredientes locais — só recentemente, as nossas heranças gastronômicas passaram a ser estudadas e valorizadas por grandes chefs — ou, pior, com os vinhos nacionais (esses ainda continuam no limbo da desvalorização e do desconhecimento; quem tem coragem de servir espumante nacional em jantar em casa, apesar da sua Ver Mais →

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Laselva Congonhas

Para quem ama revistas, entrar hoje na Laselva de Congonhas — que já foi uma das mais completas revistarias da cidade — dá um pouco de tristeza. O espaço dedicado aos periódicos é cada vez menor, pois foram substituídos por livros best-sellers  de auto-ajuda emocional e profissional, chocolates, salgadinhos. Mas, essa foi a primeira loja da Laselva, fundada em 1947 e sua localização não poderia ser mais especial e privilegiada: o saguão futurista e aeroespacial do Aeroporto de Congonhas, um dos locais mais charmosos da cidade.

E para os insones como eu, ela fica aberta 24 horas, assim como o ótimo estacionamento do aeroporto. Mas, depois da meia-noite, dá pra parar o carro bem na curva em frente ao saguão, porque está tudo vazio e é permitido estacionar. ;-)

O café do saguão também fica aberto 24 horas*, o que faz uma visita à Laselva Congonhas um ótimo programa para os paulistanos que já querem ler o jornal do dia seguinte tomando um café no saguão vazio, apreciando os painéis e a arquitetura do nosso belo aeroporto.

* O café só fecha por volta de trinta minutos entre 1h e 1h30 da manhã, quando estão fazendo a mudança de dia no sistema. Ver Mais →

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Maní

Eu tinha dificuldade em entender todo o reconhecimento do Maní. Gostava muito dos drinques e dos belisquetes (não deixe de provar o trio de bombons, não dá vontade de parar de comer), amava as sobremesas, mas mesmo sabendo que tudo lá é executado à perfeição, quando chegava na hora de escolher os pratos, lia, lia, e sentia dificuldade de ser seduzido pelas descrições dos pratos no cardápio (e não foram todas as vezes que eu gostei dos pratos que pedi). Até provar o menu-degustação, talvez, a melhor experiência, a mais redonda, que eu tive com menus-degustação em São Paulo.E foi aí que eu entendi por que o Maní é merecidamente considerado um grande restaurante. (E você tem a opção de harmonizar o menu com vinhos, todos eles naturais, ou seja, sem tratamento químico nas videiras ou no vinho, seguindo a proposta orgânica da casa.)

Uma das coisas mais genias e sofisticadas do estilo dos chefs  Daniel Redondo e Helena Rizzo é a releitura contemporânea de pratos tão brasileiros como a feijoada, o açaí, a moqueca. No caso deste último, o peixe é cozido no vapor no ponto impecável (na moqueca tradicional, o peixe é cozido junto com o caldo), acompanhado de uma crocante terrine  de arroz de coco e todo o sabor da moqueca — com o dendê, o tomate e o pimentão —, vem com a leve e perfeita calda, que eles servem à la française. De sobremesa, a releitura do açaí, Ver Mais →

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Temporada de trufas brancas no Fasano

Se o clima for favorável (chuva, solo fresco e úmido, temperatura média de 6 graus), a temporada de caça às trufas brancas na Itália vai de meados de outubro a dezembro. E há mais de vinte anos durante a stagione del tartufo bianco, o restaurante Fasano de São Paulo nos oferece muito bons exemplares das trufas brancas de Alba acompanhadas de receitas simples, mas impecavelmente executadas. Alba é uma cidade medieval cercada por colinas e florestas, situada na região do Piemonte, famosa não só por causa desse raro — e indomável — fungo comestível, mas também por seus Barolos e Barbarescos, que harmonizam perfeitamente com a iguaria (para experimentar a combinação, um dos raros exemplos em que ingredientes e vinhos de uma mesma região formam um par perfeito, basta falar com o sommelier do Fasano ;-).

Neste ano, no cardápio elaborado para deixar brilhar a trufa branca, saem da cozinha do chef  Luca Gozzani sugestões de entradas (a R$ 373, com serviço de 13%) e pratos principais (de R$ 530 a R$ 645). (Só não tem sobremesa com trufa.) Para começar, estão o carpaccio de filé mignon com lascas de Grana Padano e o crostino de pão com ovo. Como pratos principais, tem risoto de parmesão, nhoque de batata na manteiga, ravioloni com ovos e ricota, tartare de carne e as costeletas de cordeiro com risoto.

Da minha experiência no Fasano, só senti um pouco de falta da reverência que outros grandes restaurantes do mundo tem pelo tartufo bianco. No Cracco, um dois macarons Michelin em Milão, a trufa é guardada em uma caixa e é apresentada pelo maître — que te inebria abrindo a caixa na sua frente e liberando toda a potência do aroma da trufa concentrada — antes de fatiá-la sobre o prato. O mesmo no Per Se, um três macarons Michelin em Nova York. Durante a temporada, o chef  Thomas Keller oferece a opção de incluir um prato com o tartufo bianco di Alba (acrescentando US$ 150 ao valor do menu-degustação) e também tem um tratamento especial na hora de apresentar a trufa ao cliente e ralá-la sobre o prato. Afinal de contas, estamos lidando com o “diamante da cozinha”, nas palavras do gastrônomo francês do século 19, Brillat-Savarin.

Uma dica importante: é bom ligar para saber exatamente que dia a trufa chega ao Fasano. Ela é um alimento altamente perecível; perde peso e aroma bem rapidamente (e o aroma é TUDO; e bastam cinco dias para ela deixar de encantar). E pagando tão caro por um prato, você não vai querer comer uma trufa que não esteja no seu auge, né?

SERVIÇO
Para saber tudo sobre o Fasano (endereço, horários de funcionamento, preços), basta clicar aqui.

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O risoto de parmesão com lâminas de trufa branca do Piemonte que comi no restaurante Fasano, em São Paulo.

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Tappo Trattoria

A foto ao lado representa bem a nova fase do Tappo com a chegada do competente jovem chef  italiano-naturalizado-brasileiro — e lindo — Rodolfo de Santis (antes do de Santis, o Tappo não era um restaurante que se sobressaía). Os pratos antigos do pequeno (com apenas 28 lugares, por isso, reservas são fundamentais), aconchegante e bem frequentado restaurante de Benny Novak (conhecido pelo excelente francês Ici Bistrô) ainda estão no cardápio, mas, aos poucos, Rodolfo, que chegou ao Tappo em novembro de 2013, vem incorporando seu estilo (assim como no letreiro ao lado) neste restaurante que se chama “rolha” em italiano e que te faz sentir comendo dentro de um charmoso vagão de trem no palco da Broadway dos anos 1930 (ok, viajei).

Como um belíssimo exemplar de trattoria (“tavernas”, simples estabelecimentos na Itália que servem massas), o Tappo tem massas simples, clássicas e perfeitamente executadas. Pode ser o gnocchi de ricota, espinafre e parmesão, pode ser uma massa (você pode escolher entre penne, spaghetti, rigatoni, fettuccine, linguini, bucatini) al pesto, alla matriciana, alle vongole, alla carbonara (que ficou famoso em São Paulo por ser servido com uma gema crua e que, misturada com a massa, “cozinha” com o seu calor colaborando para a textura perfeita do prato). E tem também o cacio e pepe, receita típica da Roma, que não está no cardápio, mas que você pode pedir como prato ou como uma entradinha (sempre faço isso). O cacio e pepe leva pimenta preta “atiçada” no azeite de oliva quente e Pecorino, um queijo de ovelha típico do Lazio, região onde está Roma, só! #PraQueMais?

Mas também tem extravagâncias que merecem MUITA atenção do nosso paladar e do nosso estômago, como o linguine com lagosta e tomates frescos, o ravioli de camarão com molho de foie gras e espinafre e o riso del pescatore: um arroz com lagosta mais lulas, camarões, vieiras, mexilhões, minipolvos, muito tomate, manjericão; tudo no cozimento exato (e um dos meus pratos favoritos na cidade), ou ainda um nhoque IMPECÁVEL de funghi fresco com trufas negras e pinoli puxado no creme de leite (só de escrever isso, me dá vontade de ir lá comer).

De sobremesa, se você gosta de cannollo siciliano, vá de cannollo (eu não sou muito fã), que tem uma massinha crocante e é recheado com ricota de búfala, pistache, frutas caramelizadas e chocolate belga. Eu prefiro sempre ir de pannacotta com caramelo de vin santo (delicioso, impecável), tiramisù (o meu preferido ainda é o “molinho” servido nos restaurantes do Grupo Fasano, mas esse também é muito bom) ou o suave cheesecake de queijo de cabra com calda de amora.

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Bar da Dona Onça

Acompanhando a linha curva e sensual do edifício mais emblemático de São Paulo, no térreo do Copan (projeto de Oscar Niemeyer,  e ao lado do Edifício Itália), o Bar da Dona Onça é um bar-mais-pra-restaurante que é o bem sucedido fruto do relacionamento entre os chefs  Janaína e Jefferson Rueda (este do excelente Attimo; hoje eles são casados e têm dois filhos). A inspiração da cozinha — assim como no Attimo — é o interior de São Paulo, a cozinha caipira. Frango com quiabo e polenta, picadinho de filé com ovo frito e tartare  de banana, cuscuz de galinha caipira e camarão com chuchu são alguns dos pratos emblemáticos e bastante saborosos (a comida aqui é muito bem temperada).

Pra começar, adoro pedir a deliciosa panelinha de frutos do mar com curry e o couve-flor à milanesa pra comer tudo junto. Depois o ravióli de cebola caramelizada com um creme de queijo da Serra da Canastra (R$ 52) vai bem se dividido para duas pessoas (é a quantidade perfeita para degustá-lo; mais pode se tornar um pouco enjoativo). Pra finalizar, Ver Mais →

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Casa do Estevão, Paraisópolis

Uma casa que não tem sequer uma parede reta, um chão que não seja torto. Uma casa que não tem telhado, mas sim um jardim suspenso no teto — sem chão (veja na galeria de fotos) — e que, ainda assim, não tem o seu interior molhado quando chove. Uma casa que é construída no dia a dia, todos os dias por seu Estevão, até hoje, há 29 anos, em Paraisópolis, a segunda maior comunidade da cidade de São Paulo (a primeira é Heliópolis), ali, ao lado dos casarões do Morumbi. E, por motivos de segurança, é aconselhável ir até lá acompanhado de um guia.

Seu Estevão é jardineiro em um condomínio de luxo no Jardim Paulistano, e a sua casa — um castelinho mágico que lembra uma casa de árvore grandiosa — é formada por diversos arcos — centenas deles — de arame e cimento com objetos incrustados (pedras, pratos de porcelana, azulejos quebrados, celulares antigos, escovas de dentes, brinquedos, Ver Mais →

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Pé no Parque

O Pé no Parque está a 800 m do Portão 6 do Ibirapuera (o portão ao lado da Praça do Porquinho; dá super pra ir de bike, que você pode parar na entrada) e, tirando as cadeiras de madeira não muito confortáveis e o banheiro (sempre com um cheirinho e uma pia com aparência não muito higiênica), oferece pratos bem servidos, saudáveis e MUITO baratos para o padrão São Paulo (e tem wi-fi); o que é perfeito para ir após o parque (ou a qualquer hora, já que abre todos os dias das 11h da manhã à meia-noite).

O frango Korin (orgânico) grelhado (com dois pedações de peito) com dois acompanhamentos à escolher (eu sempre peço arroz integral com cenoura e purê de mandioquinha) sai, com serviço, por R$ 32 (R$ 26, se for com frango comum). E é super bem preparado, saboroso e eu nunca consigo comer tudo. Considerando que, no Ritz, o frango grelhado com legumes custa R$ 50 e na Frutaria São Ver Mais →

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Bella Paulista, a padaria 24 horas que a gente que...

A Bella Paulista é a padaria que todos nós gostaríamos de ter ao lado de casa. A comida é cara e ruim. Mas os sanduíches, os sucos e a torta de frango (deliciosa, não consigo pensar em uma melhor e ainda tem a torta inteira pra levar pra casa) são AS comidinhas — SÓ essas (os doces*, apesar de aparentemente gostosos, não valem as calorias, as sopas do buffet  também não valem nada a pena) — que você deve considerar em sua ida à barulhenta e sempre lotada padaria 24 horas  (com as mais diferentes tribos dependendo do horário que você for) que a gente ama na Paulista (para ser perfeita só precisava ter wi-fi; não sei por quê, mas o sinal de 4G não é muito bom lá dentro; talvez sejam as muitas antenas na região). As outras opções 24 horas, o Fran’s Café da Haddock Lobo (juste à côté) não tem NADA de bom (nem os doces que eles devem comprar prontos) e a Galeria dos Pães é pequena, bagunçada (tem até cartaz divulgando gado) e não raro escuto histórias de gente que passou mal ao comer lá (este que vos escreve incluso).

O staff  é simpático, embora quase sempre seja difícil atrair sua atenção, mas é uma padaria com um layout  bem pensado, bem localizada, e que tem várias opções saudáveis de comidinhas. Dá pra pedir os sanduíches com pão integral (tanto de forma quanto francês); quando você pede peito de peru e queijo branco, o recheio é farto (é horrível quando você quer garantir sua dose de proteína em outros lugares e o sanduíche vem com DUAS fatias fininhas de peito de peru), tem açaí, tem aveia para colocar na vitamina (que você pode pedir com leite desnatado), e uma gostosa bebida proteica zero-açúcar-zero-gordura (Choco Protein); coisas de que eu sinto falta quando eu vou a outras padarias.

Em dias de não preocupação com calorias, a minha sugestão é o sanduíche Moema (presunto, queijo prato, ovo, bacon, alface, tomate e maionese da casa) adaptado ao meu gosto: em vez de presunto, peito de peru (eles adicionam R$ 5 na conta); em vez de queijo prato, queijo muçarela; e numa ciabata. Sério, é muito bom e dá pra duas pessoas porque é bem grande.

Só tem um detalhe: apesar de ser 24 horas, a Bella Paulista fecha todas as segundas, entre a 1h da manhã e as 5h da manhã, para uma limpeza geral.

* Se você quiser um doce, pode ir de brownie, pedido no balcão dos pães. O que está no cardápio das sobremesas (R$ 23), servido com sorvete, vem com muita calda de chocolate e acaba ficando extremamente doce. 

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Temakeria e Cia.

Temakeria e Cia. já tem várias filiais na cidade, mas tenho costume de ir às unidades da Oscar Freire (Jardins) e a da Joaquim Floriano (Itaim), esta última com ótimo horário de funcionamento de quarta a sábado, chegando a fechar às 5h da manhã de quinta a sábado, ótimo para comer algo leve e saudável pós-baladinha (leve = no hot rolls). É daqueles lugares populares que oferece qualidade na comida (o nori — que é a alga — e o arroz estão sempre bons) e consistência (não há diferença entre as unidades, os dias e quem os prepara). Os únicos problemas são o serviço nas mesas, principalmente quando a casa está cheia (demora e erros nos pedidos são frequentes; são três salões, e quanto mais longe do balcão pior é o serviço, que pode chegar a ser péssimo) e os banheiros nada limpos. Para serviço de fast food (a comida japonesa fria é fast food  “na veia”, e bem mais saudável que hambúrgueres, fritas etc.), sempre sente-se no balcão porque você já pede para quem vai Ver Mais →

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Cine Caixa Belas Artes reabre

É com muita alegria que a gente anuncia aqui que está de volta a antiga dobradinha Cine Belas Artes e Riviera — que teve seu auge nas décadas de 1960 e 1970 — na esquina da Avenida Paulista com a Consolação. O Cine Belas Artes fechou em março de 2011. Em janeiro de 2014 foi anunciada a reabertura do cinema (saiba como foi o processo, clicando aqui), que seria em maio. E no sábado, dia 19 de julho de 2014, dois meses após a previsão, finalmente o cinema dedicado a filmes de artes reabre como Cine Caixa Belas Artes, com seis salas, todas com projeção digital e três delas com projetores de película 35 mm  (#ComoNãoAmar?).

E a programação do fim de semana de reabertura está recheada de clássicos como Morte em Veneza (grande filme de Luchino Visconti), Quanto Mais Quente Melhor (de Billy Wilder com Marilyn Monroe), Morangos Silvestres (de Ingmar Bergman), La Notte (de Michelangelo Antonioni com Marcello Mastroiani, Jeanne Moreau e Monica Vitti), entre outros.

No sábado, às 15h30, duas faixas da Rua da Consolação serão fechadas para a cerimônia de devolução do cinema à cidade. Às 16h30, abre a bilheteria (não estão sendo vendidos ingressos pela internet  para esse fim de semana; só presencialmente). Neste fim de semana, estarão em operação  três salas (Portinari, Niemeyer e Aleijadinho), três filmes diferentes em cada um delas, tanto no sábado como no domingo. E as primeiras sessões começam às 17h. Para ver a programação completa, clique aqui.

No dia 15 de agosto, volta o Noitão, maratona de filmes que começa à meia-noite e vai até às 6h da manhã — com direito a café da manhã para os corujas —, que acontecerá todas as terceiras sextas-feiras de cada mês.

O Cine Caixa Belas Artes fica na Rua da Consolação, 2423, quase esquina com a Paulista, ao lado do metrô Consolação (linhas verde e amarela), e o telefone é 55 11 /2894-5781. O site é o caixabelasartes.com.br

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Cobranças extras pelo assentos em voos domésticos

Você pode se assustar ao comprar uma passagem pela Gol e, ao tentar marcar seu assento, perceber que eles estão te cobrando R$ 30, por trecho. Mas essa tarifa não se refere ao simples ato de marcar o seu assento, mas sim à compra dos assentos Gol + Conforto, já presente em todos os aviões da companhia que operam voos domésticos (até dezembro, serão todos os aviões da companhia). Nesses assentos, que ocupam de cinco a sete primeiras fileiras dos aviões (dependendo do modelo), os passageiros possuem dez centímetros a mais entre a sua poltrona e a poltrona da frente (de 76 para 86 centímetros de espaço entre fileiras; 10 cm para pernas fazem bastante diferença) com reclinação 50% maior que as outras poltronas.

Apesar de também cobrarem R$ 30 extras, os assentos das saídas de emergência não são Gol + Conforto e não são todos os passageiros que podem ocupá-los, já que você deve estar apto para operar as saídas em caso de emergência (e também você não pode deixar sua bolsa ou mochila embaixo da poltrona da frente).

Nos voos Santos Dumont (SDU) — Congonhas (CGH), Brasília (BSB) — Santos Dumont (SDU), e Vitória (VIX) — Santos Dumont (SDU), existe ainda a possibilidade de se bloquear o assento do meio, o que garante ainda mais conforto durante o voo.

Os assentos Gol + Conforto são gratuitos para clientes Smiles Diamante e Delta Elite, custam a partir de R$ 30 para todos os outros passageiros, e você pode contratar o serviço no momento da compra da passagem, pela Central de Vendas (no telefone 0300 115 2121) — mas por telefone custa R$ 10 a mais — ou no momento no check-in, se houver disponibilidade.

TAM
Nos aviões TAM que fazem voos domésticos, diferentemente das poltronas + Conforto da Gol, todos os assentos e o espaço entre fileiras são iguais, e reclinam igual. A cobrança adicional é feita para os passageiros que quiserem mais espaço para as pernas e apenas nos assentos da primeira fileira de cada aeronave e nas fileiras das saídas de emergência. Mas, com restrições: nas saídas de emergência, por lei, não podem viajar gestantes ou pessoas com crianças de colo. Caso você tenha contratado o serviço e eles tiverem de te reacomodar em outro assento, é feito o reembolso integral do valor pago. Para voos dentro do Brasil, a TAM cobra R$ 30 extras por trecho, pelo site ou pelo telefone, e R$ 40 extras, pessoalmente nas lojas ou no balcão do check-in. Para voos na América do Sul o valor sobe e para a Europa o valor por trecho pode chegar a R$ 300. Você pode conferir a tabela completa clicando aqui (desça a página e clique na aba Valores e Especificações por Trecho).

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Terminal 3 GRU: O nosso guia

Eu nutro um profundo amor pelos Terminais 1 e 2, inaugurados em 1991, que desde 2016 se uniram e se transformaram no novo Terminal 2. Mas 23 anos depois, e praticamente uma revolução  nos hábitos e na frequência com que o mundo — brasileiros inclusos — viaja, precisávamos de um aeroporto internacional que atendesse nossas necessidades atuais. E veio o Terminal 3, exclusivo para voos internacionais.

RESTAURAÇÃO
Ainda não foi dessa vez que eu consegui comer bem em Guarulhos {jantei no Olive Garden um dia, uma comida medíocre, leia minha experiência clicando aqui; no Red Lobster, em outro dia, foi igual; dos mesmos donos do Olive Garden, fiquei sabendo), mas o Ráscal, com sua comida mediterrânea e ingredientes frescos, nos salva da comida péssima-e-cara que sempre foi a realidade do nosso aeroporto internacional. Por isso, a dica é: vá pelos brasileiros (para comidinhas, abaixo, também!). O Ráscal está no mezanino (um andar abaixo do andar de embarque), com amplo salão e uma simpática área express. (Uma ótima pedida nos dias em que se tem tempo é sair com algumas horas de antecedência de casa e comer MUITÍSSIMO BEM e tomar uma bela cachaça no Mocotó antes de ir para GRU, que abre de segunda a sexta das 12h às 23h — esquecendo, claro, sábados e domingos já que a espera por uma mesa leva horas: do Mocotó para GRU, sem trânsito, dá 20 minutos, tanto pela Dutra quanto pela Ayrton Senna). Ah, só não ouse querer fazer uma refeição nos estabelecimentos do píer de embarque: tudo parece que foi esquentado no micro-ondas.

COMIDINHAS
No mezanino (que é o andar que interliga o Terminal 2 e o Terminal 3, um andar abaixo da área de embarque), seguimos com os brazucas: tem o Suplicy, com seus ótimos café e capuccini (e até uma salada de frutas com mel e granola para um lanchinho mais saudável); o Rei do Mate, para a deliciosa Bomba (suco de açaí e mate — peça sem xarope de guaraná e com o mate sem açúcar porque senão fica muito doce); e, se for pra abusar um pouco da dieta, sempre valem os pretzel da Mr. Pretzel, mesmo que seja só quentinho e com sal grosso… No piso superior, ao lado do check-in E, fica o Piola, aberto 24 horas (com duas unidades no T3, uma na área externa e outra na área restrita, depois da segurança, mas esse fecha às 22h), que segue o mesmo padrão das outras filiais na cidade, com panini, pizze, massas, mas sem a carta completa de drinques. Na linha saudável-qualidade-express, tem um Viena. E a grande maioria dos estabelecimentos funciona das 7h às 23h Na área restrita, opções não faltam: Tostex na altura do portão 33, Starbucks em frente à loja do Duty Free, Viena CaféPiola e Casa do Pão de Queijo.

BEBIDINHAS
Para cerveja, tem um bar-todo-verde da Heineken meio escondido atrás da rampa que leva às salas VIP. Para drinques coloridos à la  beira da piscina no Caribe (tequilas, Bacardi, frutas decorando os copos), tem o Margaritaville. Para a melhor vista do aeroporto (para a pista de pouso e decolagem dos aviões, claro), vá até o fim do píer no On The Rocks, ao lado do portão de embarque número 41. 

SALAS VIP
Todas as salas VIP são acessíveis subindo ou pela cenográfica rampa circular ou pelo elevador que ficam na GRU Avenue (leia abaixo, em Compras) ao lado do Starbucks. Lá em cima estão o lounge da Star Alliance, as salas do próprio aeroporto (a Executive Lounge, para passageiros da classe executiva e outra menor para passageiros da primeira classe), a sala da Latam (a maior de todas, com 1800 metros quadrados), a sala do cartão de crédito Mastercard Black e o belo Admiral’s Club, a sala VIP da American Airlines {leia nossa matéria exclusiva, clicando aqui}, que tem metade do tamanho da sala da Latam, mas opera apenas seis voos por dia (tende a estar sempre tranquila). Como a Latam e a American pertencem à OneWorld, podemos dizer que os passageiros que voam em qualquer uma das companhias da aliança (não só as três, mas também Qatar, Iberia, British) estão muito bem servidos de lounges em GRU. 

TROCAR DINHEIRO
Vá para os terminais 1 e 2, onde tem várias empresas de câmbio e você consegue cotar com uma e com outra, negociar e conseguir o melhor preço pelo seu dinheirinho. No terminal 3, o monopólio é do Safra; eles estão na área externa no piso de embarque, no piso de desembarque, na área restrita, everywhere.

QUAIS CIAS ESTÃO NO TERMINAL 3
O Terminal 3, inaugurado no dia 11 de maio de 2014, começou suas operações com três companhias. Hoje 80% dos voos internacionais, inclusive de companhias aéreas brasileiras como a Latam, saem daqui; os outros 20% continuam saindo do Terminal 2 (por exemplo, os voos da Copa Airlines, Aerolíneas Argentinas e Ethiopian saem do Terminal 2 e não do 3, por isso, atenção antes de parar o carro no estacionamento errado; para conferir a lista de todas as companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

ELEVADORES
Meu Deus, um caos: nos elevadores, os quais você PRECISA pegar para ir ao andar de embarque caso venha do estacionamento ou dos outros terminais, cabem apenas DOIS carrinhos com, no máximo, três pessoas esmagadas. O que acontece? Fila pra sair de um andar e chegar três metros acima com suas malas nos horários de pico.

CAFÉ
Na área externa do piso superior, a dica é tomar um café na Casa Bauducco (tem mesinhas, ambiente aconchegante e a trilha sonora é ótima) e comer um pedaço de panetone (vende pedaços individuais, deliciosos, molhadinhos). No mezanino, um piso abaixo, tem a Kopenhagen e um muito bem-vindo Café Suplicy. Já na área restrita (após o controle de passaportes), tem o Café do Ponto, café Nespresso no 365 Deli (que tem cara de saudável, mas não é).

DOCES
Na área externa do piso superior, além da Casa Bauducco, tem a Mr.Cheeney com seus cookies diversos e a Kopenhagen no mezanino para chocolates. Mas, você pode também pedir sobremesas no Piola (serve tiramisù) e comer sentadinho, tomando um café. No quesito sorvetes na área restrita, se antes havia a Venchi e a Bacio di Latte, agora não tem mais nenhuma das duas. Tome um frapuccino no Starbucks, se quiser algo gelado.

OPÇÕES DE ESTACIONAMENTO, INCLUINDO DIÁRIAS
Se você for viajar por alguma companhia que sai do Terminal 3, acostume-se a ir direto para o estacionamento exclusivo do novo terminal, o Edifício Garagem, uma linda e enorme caixa cinza (informe-se sobre as companhias antes de sair de casa pra não parar, como de costume, no estacionamento dos Terminais 1 e 2 e ter de ir andando até lá). Só o fato de parar o carro num belo e bem projetado estacionamento e ir com suas malas e carrinho em chão sem buracos, sem rampas e sem chegar ao aeroporto molhado num dia de chuva já faz toda a diferença (mas, claro que o estacionamento aqui é mais caro que os dos terminais 1 e 2). O sete andares do novo estacionamento tem tudo o que há de mais moderno: chão lisinho (como em Congonhas), luzes verdes e vermelhas que indicam se a vaga está livre ou ocupada fáceis de identificar quando se está procurando por uma vaga (como no JK Iguatemi) e caminho coberto do carro até o terminal onde você fará o check-in. Para usar o valet, basta pagar R$ 20 extras sobre a conta do estacionamento. Caso você queira deixar o carro no aeroporto enquanto faz uma viagem de alguns dias, existem vários estacionamentos próximos ao aeroporto, que possuem serviço de vans que levam e te buscam 24 horas por dia (basta ligar para eles quando você estiver com as malas já na área de desembarque), cujos valores são bem mais em conta que os do cobrado pelo estacionamento do aeroporto. Testamos recentemente o serviço do UltraPark GRU, que é o mais próximo do aeroporto. A localização é meio escondida (tem de usar o Waze para conseguir chegar lá), a localização não é das mais bonitas (apesar de o estacionamento em si ser seguro), mas a diária numa vaga coberta — nestas vagas você pode levar a chave do carro com você — custa R$ 21,90 (R$ 15,90 numa vaga descoberta), contra de R$ 45 a R$ 55 cobrados por dia pelo carro deixado em GRU (acima de sete diárias, você ainda ganha uma lavagem como cortesia). Só compensa deixar o carro no aeroporto, se sua viagem for acima de 20 dias, pois o preço numa vaga coberta na área premium  do Terminal 2 ou no edifício-garagem do Terminal 3, de 20 a 30 dias, é de R$ 400, o que sairia por dia de R$ 13,50 a R$ 20. Para acessar o site da UltraPark, é só clicar aqui

HOTEL DE LUXO
O terminal 3 possui o único hotel DENTRO da área restrita de um terminal internacional do hemisfério sul (assim um passageiro em longa conexão vindo dos Estados Unidos com destino à Argentina não precisa se preocupar com vistos já que não passará pela imigração). O hotel Tryp fica um piso abaixo do píer de embarque e você confere tudo sobre o hotel, clicando aqui. Ainda será inaugurado outro hotel, com 350 quartos, que ficará ao lado do edifício-garagem do Terminal 3. Mas a construção deste outro hotel ainda nem começou…

DAR UMA DORMIDINHA
Se você estiver em uma conexão internacional, você tem o Tryp. Se não, não tem nada no Terminal 3. Vá para o Fast Sleep no térreo do Terminal 2 (que fica na área externa, acessível para qualquer pessoa) para tomar uma ducha e tirar um cochilo, enquanto o hotel na área pública não fica pronto.

COMPRAS
O destaque do Terminal 3 no que se refere às compras isentas de impostos é a GRU Avenue, um boulevard com uma praça central (cuja rampa leva às salas VIP), que tem lojas de marcas (lojas mesmo, não quiosques ou corners) como Salvatore Ferragamo, Burberry, GAP, Tory Burch, Coach, MAC, todas administradas pela Dufry. Apesar de as lojas pertencerem todas à Dufry elas são decoradas com a identidade de marca de cada uma. Já na área de desembarque, você vai encontrar a maior loja Dufry do mundo, com 4.500 metros quadrados. (A Dufry é a empresa que administra o Duty Free Shopping em todos os aeroportos do Brasil.)

JORNAIS E REVISTAS
Na área pública, no mezanino pertinho do Ráscal, a opção é a SuperNews. Na área restrita e aberta 24 horas (o que é ótimo também para comprar aqueles nuts que vão salvar você da fome num voo longo se estiver voando em econômica) tem a Hudson News, chegando ao píer onde ficam as salas de embarque. 

SONY DSCO novo Terminal 3, projetado pelo Grupo Typsa Engecorps. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCOs balcões de check-in. São 108 no total. Imagem: Shoichi IwashitaA Casa Bauducco, ao lado do check-in E, com café e panetone. :- ) Imagem: Shoichi Iwashita O Piola, que fica ao lado da Casa Bauducco, com sanduíches, pizza, caipiroska e vinho. Imagem: Shoichi Iwashita Portão que dá acesso a área restrita para passageiros… Imagem: Shoichi Iwashita ... Com nova tecnologia. Imagem: Shoichi Iwashita A GRU Avenue, um boulevard duty free com lojas como Salvatore Ferragamo, Luxury Watches, Burberry, Coach, Fnac etc. Da rampa acessa-se as salas VIP. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCVista da rampa para a loja da Dufry e o Starbucks. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCA entrada da Executive Lounge, sala para viajantes de classe executiva operada pela GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCNo caminho está a Hudson News para abastecer a sacola de jornais e revistas. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCSaindo da GRU Avenue pega-se essa esteira para o Píer, onde ficam os portões de embarque. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO Píer, que tem 20 pontes de embarque (fingers). Imagem: Shoichi Iwashita Bar On The Rocks no Terminal 3 do Aeroporto de GuarulhosNo fim do píer de embarque do Terminal 3 fica o bar On The Rocks, com a melhor vista para a pista de pouso e decolagem. Imagem: Shoichi Iwashita
SONY DSCA ENORME área de restituição de bagagem. São sete os carrosséis. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCTem algo a declarar? Amei a cor e o portão. Imagem: Shoichi Iwashita O acesso ao edifício-garagem. Imagem: Shoichi Iwashita O belo estacionamento. Imagem: Shoichi Iwashita

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EVITE: Olive Garden em GRU

Eu nunca tinha ouvido falar no Olive Garden até a notícia da inauguração da franquia norte-americana no novo Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, quando comecei a ouvir discussões sobre a “popularização” da marca entre amigos (whatever that means) e ver uma euforia nos sites  que informavam sobre a abertura do restaurante italiano no aeroporto (o restaurante é extremamente popular entre brasileiros que visitam a Flórida, parece). Assim, quando da minha visita ao novo Terminal 3 fiz questão de comer lá.

Comida que parece pré-processada, tempero exagerado (será que é para mascarar a falta de qualidade da matéria-prima?; a salada eu só consegui comer com o pão ao mesmo tempo de tão forte o molho), massa tão cozida que já vem toda despedaçada no prato, pedaços de frango e camarões que pareciam borracha (congelados?), molho PESADO (em caixa alta), sem falar na minha amiga, que pediu o Steak Gorgonzola-Alfredo (medalhões de filet mignon com fettuccine ao molho Alfredo) e não conseguiu comer a carne de tão passada — ela tinha pedido ao ponto — quando a atendente disse: “Ai, eles sempre erram”.

Tirando os pãezinhos saborosos e quentinhos (a bruschetta de tomate também é boa, mas isso até eu faço), a comida do Olive Garden parece comida pronta de supermecado aquecida no microondas, a R$ 140 para duas pessoas, sem vinhos, sem sobremesa. Enquanto isso, esperamos ansiosamente a abertura do Ráscal, que será no mezanino do Terminal 3. Porque será a única opção de jantar nos Terminais 3, 2, 1 e 4.

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O meu prato: uma massa de camarão e frango ao molho carbonara.

 

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Vom Fass

O logo e a fachada lembram uma lavanderia. Mas aí, quando você olha para o interior da loja, o que se vê são dezenas de filtros de barro — que parecem ser filtros de água, daqueles tão típicos do interior do Brasil. O nome germânico tampouco nos remete ao comércio de óleos e azeites, tão associado no nosso inconsciente ao calor dos povos mediterrâneos ao longo dos últimos 2500 anos. Mas uma vez ultrapassada a porta de entrada, a Vom Fass é loja obrigatória para chefs — profissionais ou amadores — e gourmets.

O grande diferencial da loja é a experiência. Ao ser recebido por uma das simpaticíssimas vendedoras (quem nos atendeu foi a Fátima), deixe-se levar pela viagem gustativa proposta por elas: muitos azeites, óleos, vinagres — aromatizados ou não, e elas dão ótimas sugestões de harmonização com saladas, queijos e até chás (!) —, sem falar nos licores, nos brandies, nas grappe, nos whiskies.

E o sistema de venda é perfeito também para aqueles que não cozinham muito em casa: você prova, decide o que quer, escolhe uma garrafinha de vidro (de vários tamanhos e formatos, que será cobrada à parte; por isso, traga a garrafinha de volta numa nova compra para que apenas o óleo seja cobrado), eles enchem a quantidade que você quiser. Uma vez fechada, a vendedora escreve com uma caneta especial no vidro o conteúdo do frasco. Apesar de eles não encorajarem, também dá pra fazer misturas: o azeite saborizado de laranja com o vinagre balsâmico de maçã fica uma delícia, tanto para acompanhar saladas quanto queijos. E NÃO DEIXE de levar um pouco do vinagre balsâmico Modena Di Famiglia (R$ 45,90 por 100 ml), intenso, cremoso; prazer puro.

Confira no site a enorme gama de produtos que a Vom Fass oferece.

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Carlota

Num sobradinho que lembra a Provence, numa rua residencial, tranquila, arborizada e escondida em Higienópolis (tem de dar umas voltas para chegar lá, eu só consigo com o Google Maps), o Carlota é daqueles restaurantes que fazem parte da alma cosmopolita e diversa de São Paulo. Com influências diversas — do Nordeste brasileiro à Ásia, passando por França e Itália —, a chef  Carla Pernambuco propõe uma cozinha repleta de sabores e texturas que agradam muito, num ambiente que é perfeito para encontrar amigos ou jantar a dois (à noite, o restaurante à meia-luz fica ainda mais aconchegante — e romântico).

E, apesar de gostar de novidades, existem pratos do Carlota que eu quero que nunca deixem de existir, pois quero poder comê-los para sempre. Camarão empanado (crocante) com risoto de prosciutto di Parma; soufflé de goiabada com calda de Catupiry; ou o bolinho quente e cremoso de banana com gelato de canela são propostas que agradam Ver Mais →

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PicNic

Mesas, ar condicionado, comidinhas frescas e saudáveis (incluindo frutas e saladas), tomadas, wi-fi, espresso. O que a gente pode querer mais? O PicNic, no lado centro da Rua Augusta, a dois quarteirões da Paulista, é uma ótima opção às padarias, lanchonetes e cafés da região para os always-connected-workaholic-urban-dwellers como nós.

O ambiente pode lembrar demais as salinhas para crianças de livrarias e academias, com seus troncos estilizados de madeira ou o enorme painel que lembra as ilustrações dos livros didáticos infantis antigos. Mas, se o ambiente poderia ser mais sóbrio ou mais aconchegante com luz e cores menos vibrantes, o PicNic entrega o “conteúdo” que a gente quer: um ambiente bem pensado para comprar algo rápido, saudável e saboroso, e levar pra comer na rua, em casa ou na mesa do trabalho, ou então, para comprar e sentar-se enquanto se conversa, Ver Mais →

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Il quadrilatero del gelato nos Jardins

Acho que já podemos dizer que temos, assim como Milão tem seu Quadrilatero d’Oro com todo o comércio de luxo concentrado em algumas poucas ruas, o Quadrilatero del Gelato nos Jardins. Na Oscar Freire próxima à Peixoto Gomide, temos a Bacio di Latte. Na mesma Oscar, na esquina com a Padre João Manuel, temos a PuroGusto, que fica a 50 metros da DriDri, também na Padre João subindo para a Lorena, onde fica a nova loja da Cuordicrema ao lado do supermercado Santa Luzia. Subindo mais uma rua, na Alameda Tietê quase esquina com a Augusta, tem ainda a Casa Elli. Só sorvete bom. O difícil é escolher onde comer. Confira no mapa da Simonde de São Paulo, abaixo:

Ver SaoPaulo_Simonde num mapa maior

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EVITE: The View

O The View, como o próprio nome já diz, vende sua vista do skyline  de São Paulo. Por isso, e talvez pelo piano-bar, é frequentado por muitos casais apaixonados. Mas, a vista nem é tão incrível assim… A não ser que, no terraço, você se sente num balcão com cadeiras altas próximas aos vidros (conforto zero), você não terá quase vista nenhuma. A decoração tampouco agrada: os móveis são bem de hotéis para viajantes de negócio, as mesas no terraço são grandes o suficiente para não deixar as pessoas próximas umas às outras, e a iluminação, que deveria criar uma “atmosfera” deixando o ambiente aconchegante e romântico (e olha que luz faz milagres em projetos quando a noite cai), só consegue iluminar mesmo.

Se quiser vista da cidade, com comidinhas, drinques e conforto, vá para o deck do Skye ou, então, para o bar do Terraço Italia, esse sim, com uma vista incrível da cidade e ambiente clássico, aconchegante e confortável projetado por Jorge Elias.

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São Paulo em Hi-Fi

Festas nababescas. Em 1976, Wilza Carla chegou à Festa da Broadway na Medieval vestida de odalisca sobre uma elefoa. Repito: a atriz Wilza Carla, vestida de odalisca, desceu a Rua Augusta — não de carro ou ônibus ou carruagem ou cavalo, mas — em cima de um ELEFANTE para chegar a uma festa. Darby Daniel, fantasiado de Branca de Neve, era carregado por sete anões dentro de um caixão de vidro enquanto um príncipe sobre um cavalo branco o aguardava na porta da boate. Já Kaká di Polly não precisava de grandes eventos para suas chegadas triunfais. Num carro conversível tomando champagne, jogando seu casaco de pele branco sobre uma poça de água para pisar no chão e não molhar seu sapato ou dentro do baú de um caminhão da Granero vestida de borboleta, o importante era chamar a atenção. Não havia limites para os excessos, estamos na era Disco. E era assim que as bichas chegavam à boate. Bicha poderosa era aquela que parava tudo.

Muito mudou na noite gay  de lá pra cá. Na Medieval, garçons usavam luvas e candelabros decoravam as mesas. Foi a primeira grande boate gay de São Paulo, inaugurada em 1971. Os shows, inspirados nos cabarés parisienses e na Broadway, atraía a alta sociedade paulistana e gente famosa. Diferentemente dos shows do Lido e do Moulin Rouge, as estrelas do palco da Medieval não eram mulheres, mas travestis e transformistas. No Village, os copos eram de cristal e o café da manhã era servido, às 6h da manhã, em bandejas de prata. Os gays se vestiam pra sair à noite: camisas, relógios e sapatos que “deslizavam” na pista eram o look du jour. Tudo acontecia no Centro da cidade. E numa era pré-internet, essas casas tinham um significado muito maior na vida de gays e lésbicas: eram local de identificação, de socialização, de segurança e, principalmente, de liberdade (O Brasil estava sob a ditadura e sair à noite para um lugar abertamente gay era um gesto muito mais transgressor do que hoje: prisões arbitrárias de gays eram comuns; transformistas não podiam andar com perucas na rua para não serem presas, tinham de carregá-las na mão).

Da Medieval à Corintho, inaugurada em 1985, o filme São Paulo em Hi-Fi, do cineasta Lufe Steffen, é um emocionante testemunho da noite ou, mesmo, da vida gay paulistana das décadas de 1960 a 1980, período que foi marcado por fases tão distintas como o glamour, o exagero e a liberação sexual (personificadas em figuras como Ney Matogrosso, Dzi Croquettes, David Bowie), até a chegada da AIDS no fim dos anos 1980 que marginalizou a comunidade gay de uma maneira muito triste e cruel. “Só os gays tinham, só os gays transmitiam”, em um dos depoimentos do filme. O preconceito ressurgiria em nível máximo.

Tudo estava começando: além da primeira boate (na década de 1960 não existia boate gay em São Paulo, olha só) foi nesta época que surgiram os primeiros grupos organizados para discutir os direitos gays; foi também quando o Celso Curi começou sua Coluna do Meio (no jornal Última Hora, sem pseudônimo, o que lhe rendeu um processo do Ministério Público por “união de seres anormais” por causa do seu Correio Elegante, em que gays  mandavam cartas para conhecerem outros gays); quando surgiu o jornal O Lampião da Esquina, um jornal tabloide assumidamente homossexual, que era distribuído do Amapá ao Rio Grande do Sul...

Outro ponto interessante do filme é ver a imagem dos entrevistados hoje e nas fotos antigas, novinhos, se divertindo, quando vivemos em uma época em que — não apenas no mundo gay — a juventude, o corpo, a imagem são os principais valores que cultivamos. “Éramos jovens, sabíamos dançar, nos vestíamos bem e achávamos que não morreríamos nunca”, nas palavras do jornalista Mario Mendes.

São muitas as cenas de shows da época e fotos dos acervos dos personagens que deram seus depoimentos. Além de um importante registro histórico da comunidade LGBT paulistana, São Paulo em Hi-Fi é um interessante recorte da história da cidade. De uma época em que o glamour, o sonho e a fantasia, pelo menos no mundo gay, eram realidade.

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Deliqatê

Fechou em dezembro de 2015. As chances de você chegar ao Deliqatê com vontade de comer bolo e tomar café e dar de cara com as portas fechadas são grandes. Segunda e terça a casa fecha às 15h45 (?!), nos outros dias da semana 17h45 (?!). Como um lugar tão bonito, agradável, com comidinhas boas — e famoso por seus red velvet, cheesecake, brownie e cookie —, tão bem localizado, e numa cidade como São Paulo, pode fechar tão cedo? Por isso, é bom ter em mente que o Deliqatê é um lugar ótimo e perfeito para tomar café da manhã tardio, entre as nove da manhã e as quatro da tarde. E vá com paciência — sem pressa para atrair a atendente para a mesa, cobrar o seu pedido, voltar o pedido que veio errado — porque o atendimento vai de regular a bem ruim. 

Mas vamos falar das coisas boas do Deliqatê que são o ambiente e o cardápio. A arquitetura moderna-urbana-industrial com um simples mas belo jardim à frente e um agradável quintal com mesas e sofá ao fundo fazem do Deliqatê um lugar ótimo para comer alguma coisa com Ver Mais →

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Passo a passo: Como renovar sua CNH

Como renovar a carteira de motorista rápido, barato e sem stress em São Paulo. Quando a sua carteira de habilitação (CNH) estiver próximo de vencer, é provável que você já receba em casa folhetos de empresas que prestam serviços de renovação. Esse ano, eu também recebi uma carta do Detran informando os procedimentos e eu decidi renovar minha carteira sem nenhum intermediário. E, para a minha surpresa, o prédio do Detran.SP Armênia, na Avenida do Estado, 900 (próximo ao Metrô Armênia) é limpo, organizado e ágil. Ver Mais →

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Trattoria

A não ser pelos pratos clássicos da Itália central e meridional (Lazio, Campania e Puglia), de trattoria (“taverna” ou estabelecimentos simples que servem massas na Itália), a Trattoria tem pouco. O mais recente empreendimento do Grupo Fasano fica num box  de concreto que lembra um diner  de estrada norte-americano — pé-direito não muito alto, amplo salão, grandes janelas-vitrine, cozinha aparente; elegante, claro, já que é assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, mas poderia estar num deserto do Texas, como a loja da Prada em Marfa by Emlgreen and Dragset. Anexo ao prédio Victor Malzoni, aquele-mais-caro-de-São-Paulo-onde-está-a-sede-do-Google-com-o-vão-gigantesco  da Faria Lima, a atmosfera da Trattoria, com a “caixa de concreto e vidro” anexo a prédio imponente, agradável área externa — cigarro e charuto permitidos — e jardins em volta lembra o Spot Ver Mais →

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Bacio di Latte

Sorvete igual ao italiano não há. Numa era quando São Paulo ainda não tinha a Gelateria Parmalat, a Vipiteno ou a Bacio di Latte, me lembro de, na Itália, tomar dois, três gelati  por dia só pra aproveitar ao máximo a cremosidade e o superlativo sabor dos sorvetes. E da abertura da Bacio di Latte, na Oscar Freire, em 2011, para as sete filiais existentes! – e bem sucedidas – em dois anos, só mostra o quão carentes, nós, paulistanos, éramos de um bom gelato.

Os sorvetes são feitos diariamente, utilizando leite fresco, açúcar orgânico e os melhores ingredientes (a avelã Trilobata vem de Langhe, no Piemonte; o pistache vem de Bronte, na Sicília; as frutas estão sempre no seu melhor estado; sem falar nas diversas – e incríveis – opções de chocolate de origem – 13 opções! tudo bem, nem sempre todas disponíveis no mesmo dia, ao mesmo tempo) e você Ver Mais →

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Por mais hortas e menos farmácias

Por uma ocupação mais inteligente dos terrenos nas cidades. Chegar em uma linda e organizada horta orgânica com mais de 100 variedades de verduras, ervas e legumes utilizando transporte público (metrô e um ônibus) numa megalópole de concreto como São Paulo. O destino é São Mateus, na Zona Leste da cidade, uma das 21 hortas comunitárias do projeto Cidades Sem Fome, que ocupa terrenos públicos e privados, geralmente abandonados ou baldios, para produzir alimentos, abastecer os habitantes dos bairros (que sorte a deles) e gerar renda para as famílias que sobrevivem da atividade. Apesar de a prática ser cada vez mais comum em grandes cidades de países como Canadá e Suécia, por aqui, caminhamos a passos bem lentos.

Saindo do metrô Carrão e pegando o ônibus Terminal São Mateus, descemos num ponto em uma grande avenida comercial. A pergunta que vem à mente é: onde poderia haver uma horta por aqui? (Imaginava um lugar mais pobre, bucólico; sempre aquela ideia romântica da exótica pobreza quando se fala de periferia.) E basta andar meio quarteirão para encontramos o portão da horta. Em frente, outro terreno tem uma barraquinha na calçada, onde vendem-se berinjelas, alface e outros verdes.

O terreno é estreito e comprido. Grandes torres de energia cortam o terreno, da Eletropaulo, que tem um contrato de comodato com o projeto com cessão de vinte anos. Antes da ocupação do terreno pelo Cidades Sem Fome, o terreno baldio era espaço para usuários de drogas. Seu Genival – apelidado de seu Genial por um casal que fazia parte do grupo – nos recebe e já começa a apresentar sua produção. Como não se usa nenhum agrotóxico, planta-se arruda e flores nas laterais dos corredores para espantar, atrair e distrair os insetos (os insetos não apreciam o cheiro da arruda e são seduzidas pelas flores). Simples, inteligente, funciona. Como a sabedoria de seu Genival.

Como o objetivo do projeto é geração de renda para as famílias (mais de uma família ocupa o mesmo terreno), o foco da produção são alimentos que possuem um ciclo curto, do plantio à venda. Por isso, frutas não são plantadas (possuem um ciclo maior: uma jabuticabeira, por exemplo, do momento que se planta a semente só começa a dar frutos depois de 30 anos); apenas ervas, folhas e legumes. E diferentemente do que eu imaginava (“ah, são os agrotóxicos que deixam as coisas bonitas e apetitosas”), nunca vi folhas de hortelã, alfaces, manjericão, almeirão, cenouras tão bonitas e saborosas (provamos tudo num brunch  preparado pelo chef  Raphael Despirite utilizando só ingredientes da horta).

Ter um planeta com recursos finitos e conseguir alimentar 7 bilhões de pessoas – still counting – é um dos maiores desafios do século 21 (e seguramente dos próximos). Segundo um estudo de 2007, daqui a 15 anos, 80% da população mundial estará vivendo em cidades. As grandes empresas alimentícias – e de agrotóxicos – tomarão conta do campo, “expulsando” os pequenos agricultores (a política de financiamento público favorece os grandes latifúndios). Apesar de mais presente em outras áreas metropolitanas dos países desenvolvidos, todas essas iniciativas ainda são tímidas (falta estrutura, falta incentivo do governo, principalmente no Brasil), mas vale conhecer, divulgar e refletir sempre sobre como vamos fazer para alimentar todo mundo com saúde e de forma sustentável.

E se você tiver um restaurante e quiser comprar a produção da horta do seu Genival, basta ligar para 11 2735-4842 e agendar uma conversa com o Hans Dieter Temp, o idealizador do Cidades Sem Fome.

Para saber mais:
O site do Cidades Sem Fome é: cidadessemfome.org.br.

O Mesa Para Todos, que foi o nome da experiência de visita à horta, é um projeto do artista plástico Todd Lester, criador do Lanchonete.org (que celebra a onipresença dos balcões de lanchonete e seu papel no centro de São Paulo), foi organizada em parceria com o Mesa & Cadeira e fez parte da Bienal de Arquitetura.

* O título deste post foi inspirado numa reflexão da chef Neka Mena Barreto, quando no ponto de ônibus para voltar para o metrô Carrão, observou a quantidade de farmácias que existiam na avenida em que estávamos.  Ver Mais →

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EVITE: Restaurante Quattrino

Eu frequentava o Quattrino quando era adolescente, lá nos anos 1990, quando a decoração by  João Armentano (na época, “o” decorador) incluía paredes com grandes rosas vermelhas pintadas sob uma pátina amarelinha. Saía da escola e ia lá almoçar com minha irmã. Ontem, domingo às 22h30, querendo comer uma massa e com a cozinha da maioria dos bons restaurantes já fechada, decidi voltar ao restaurante – que teria nas massas seu principal atrativo – depois de muitos e muitos anos.

Pois é, o Quattrino na Rua Oscar Freire, que já foi um restaurante da moda, hoje é um restaurante medíocre, apesar das celebridades que figuram no menu e na parede de fotos iluminadas em backlight  de gosto duvidoso. As únicas coisas que se salvaram foram as entradas: salada Caprese e salmão defumado com rúcula e palmito (que não têm como dar errado: qualquer pessoa é capaz de cortar um tomate, colocar uma fatia de muçarela de búfala e folhinhas de manjericão, ou comprar um salmão defumado de qualidade, umas folhinhas de rúcula e palmito; coloque na mesa pimenta, sal, azeite extra virgem e balsâmico e você será feliz).

Mas, quando o assunto são as massas aí a coisa pega. E feio. O fettuccine  Taluly estava muito cozido, camarões com gosto de peixaria e duros, e mal se sentia o gosto do limão e do gergelim (e olha que são dois ingredientes poderosos em sabor). O prato conseguia não ter sabor algum. Sem falar na péssima apresentação. Meu amigo pediu o penne  Leonardo (com camarão, alho poró, ao creme) e não conseguiu nem comer metade.

Apesar da localização simpática, a R$ 150 por pessoa sem vinho nem suco nem sobremesa, o Quattrino é um restaurante ao qual não pretendo voltar. Quando o assunto é massa, prefiro ir ao Gero ou ao Tappo, gastar R$ 200, mas ir pra casa contente por ter comido bem.

#ComerMalÉSempreCaro

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Baretto

Inicialmente na rua Amauri e depois transferido para o hotel Fasano quando de sua inauguração, o Baretto é daqueles bares de hotéis com ambiente sofisticado, ótimos drinks  e boa música que a gente só encontra em Nova York (como o incrível Bemelmans no hotel Carlyle). Intimista (mesmo quando apresenta shows  de cantores famosos como Ney Matogrosso, Vanessa da Mata, Marina Lima, Bebel Gilberto), elegantemente sóbrio e masculino (confortáveis cadeiras e sofás de couro alcaparra com almofadas, iluminação aconchegante, garçons de smoking), civilizado (sem muvucas de qualquer natureza, tão comuns na noite paulistana, e por isso atraindo um público acima dos 30) e saboroso (você pode provar alguns pratos – incluindo massas e risotti – e sobremesas que vêm da cozinha do Fasano, tomar drinks  muito bem preparados – da caipirinha com pinga ao equilibrado Cosmopolitan com Grey Goose ou o dry martini  com gim Hendrick’s – e ainda, ótimos champagnes, whiskies  e vinhos), o Baretto é perfeito para encontrar amigos, Ver Mais →

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A nova configuração dos Jardins

Fechou a Haägen-Dasz e abriu a Kopenhagen. Saiu Giorgio Armani e no lugar chegou Ricardo Almeida. Fecharam Cartier, Ferragamo e Dior e chega a Riachuelo no começo de 2014. Esse é o novo desenho de marcas presentes nos Jardins, em São Paulo: saem as marcas de alto luxo – que estão todas em shoppings como o Cidade Jardim, Iguatemi e JK Iguatemi, e que só voltam para a região com a inauguração do Cidade Jardim Shops no Hotel Fasano em 2015 – e chegam marcas de apelo mais pop. Das marcas de moda internacionais haut de gamme, só permanecem Louis Vuitton, Gianni Versace e Roberto Cavalli Ver Mais →

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Riviera Bar

Assim como o Spot, o Riviera Bar renasce um clássico por conta de sua história e localização. No fim da avenida-símbolo da cidade, no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação (super acessível pelo metrô), no térreo do Edifício Anchieta (projetado pela MMM Roberto em 1941, o mesmo escritório que projetou o Aeroporto Santos Dumont no Rio), com vista para o grafite dos robôs e monstros amarelos de Rui Amaral no túnel da Paulista, e agora sob o comando dos “reis” da gastronomia e da noite, Alex Atala e Facundo Guerra respectivamente, o Riviera tem uma proposta bem definida, bem adequada ao gosto contemporâneo, qualidade nos comes e bebes e preços muito honestos.

No térreo, o tradicional bar vermelho, apenas com poucos bancos (o lance é beber, petiscar e conversar em pé), ocupa o centro do hall. Acompanhando a curva da original parede de tijolos de vidro – símbolo do lugar – está a cenográfica escada (mulheres, cuidado com as saias) que te leva ao mezanino, espaço bem maior, onde ficam as mesas, outro bar e onde ocorrem os shows  de jazz e MPB de quarta a sábado (quartas e quintas, às 21h30, e sextas e sábados, às 22h e às 23h). A programação, com a curadoria do próprio Facundo, é bem interessante e a acústica do espaço foi um dos principais pontos de atenção do projeto do arquiteto Marcio Kogan, o que faz do Riviera uma opção mais casual — e mais barata —, ao Baretto, mas ainda assim elegante. (A qualidade do som é ótima, mas não espere conseguir conversar enquanto o show está rolando; é bem alto.)

Nas comidinhas e nos drinques, a alma é flashback meets Brasil-gourmet-do-século-21: o sanduíche Royal  (com queijo, rosbife, tomate e picles), herança do antigo Riviera, contrasta com a bruschetta  com queijo de cabra, escarola, cebola roxa e passas; no quesito sobremesas, o creme de papaia com cassis e a vaca preta contrastam com a panna cotta  e morangos frescos; na carta de drinques, o Cuba Libre está lado a lado com o Terra da Garoa (cachaça orgânica envelhecida, mel de laranjeiras, gengibre, hortelã, capim santo, vinagre de cana de açúcar (!) e limão Taiti). Sem falar nos porta-guardanapos bem típicos das nossas padarias e lanchonetes desde sempre. A única coisa que me incomoda é que, à noite, à la  Chez MIS, o mezanino fica muito escuro e não se consegue ver direito a comida.

O Riviera, aberto em 1949 e que fica(va) em frente ao Cine Belas Artes, foi frequentado por intelectuais, estudantes e militantes políticos durante a ditadura militar no Brasil. Seu auge foi nos anos 1960 e 1970, ficava aberto até o último cliente (que nunca saía antes de o dia amanhecer), e muitas discussões, criações e confusões aconteceram por ali. O público que frequenta a casa hoje não poderia ser mais diferente.

De qualquer forma, o mix  localização + ambiente + qualidade (só o serviço ainda que está se ajeitando) + boa música + preço bom faz com que o renascimento do Riviera Bar seja novamente muito bem-vindo à cena paulistana.

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Frutaria São Paulo

Apesar do ambiente casa-de-sucos-à-beira-da-praia, a Frutaria São Paulo tem preços de restaurantes de cidade grande. Mas, a proximidade do Parque do Ibirapuera faz do lugar a parada perfeita para uma agradável refeição, açaí ou suco pós-atividade física no parque. Com um cardápio repleto de opções saudáveis (frango orgânico, arroz integral, quinoa, verdes, e muitas, muitas frutas), os pratos são saborosos e bem preparados. Minha única restrição é sobre a maneira como eles montam os pratos; tudo sempre vem separado e um pouco difícil de comer.

E acontece também com o açaí: na tigela, só vem o açaí (que você pode escolher entre o comum e o premium, o “tipo A”, com o menos guaraná). Se você pedir os acompanhamentos (eu sempre peço, por exemplo, banana, leite em pó e paçoca), eles vêm todos em tigelinhas separadas. Aí, preciso pedir uma tigela maior, pra misturar tudo e comer do jeito que gosto. E aí vem a questão do sabor e do valor do conjunto. Você vai pagar R$ 19,00 pelo açaí A médio com 400 ml, R$ 3,50 por um pouco de leite em pó, mais R$ 3,50 pela banana fatiada, mais R$ 3,50 pela paçoca, o que deixa o açaí caro e você acaba não comendo todos os acompanhamentos porque a quantidade dos complementos que vêm para um açaí pequeno, de 300 ml, é a mesma que para um grande, de 500 ml. Por isso, o ideal é que duas ou três pessoas peçam açaí e se compartilhe os caros complementos.

Mas, se gastar R$ 100 por pessoa numa refeição pós-parque numa “frutaria” não é problema, a Frutaria São Paulo é uma opção, digamos, sofisticada para a sua proposta: as comidinhas são saborosas, os sucos e os smoothies são deliciosos, o lugar é agradável e você pode estacionar sua bicicleta na entrada.

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Banca Europa

A dica rua  de revistarias 24 horas da Simonde é a Banca Europa, no coração do Jardim Europa, na esquina da Avenida Europa com a Rua Groelândia. Banca tradicional (daquelas de aço e pré-fabricadas comuns em todo o Brasil) e com mais de 40 anos de existência, a quantidade de títulos nacionais e importados é tão grande que é difícil “navegar” pelas revistas. Nas prateleiras, não espere ver as capas; é preciso ler o título na lombada e ir puxando uma a uma.

Mas esse é o forte da Banca Europa: a variedade de bons títulos. Das Vogue (Italia, Paris, America, Brasil), Vanity Fair, Love, Tate Etc., Pop, Interni, Beaux Arts, entre inúmeras revistas semanais, de moda, decoração, arquitetura, viagens, literatura e política. São 5 mil revistas para folhear.

E é fácil estacionar: na esquina, em frente à banca, fica um recuo da calçada que acaba servindo de estacionamento.

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Sexo explícito ou condomínios de luxo?

“O que é mais pornográfico? Sexo explícito ou condomínios de luxo?” Questionamento do novo projeto de documentário do Gustavo Vinagre, “Nova Dubai”, sobre os recentes empreendimentos imobiliários em São José dos Campos, onde o cineasta cresceu. Penso isso toda vez que passo pela Marginal Pinheiros e vejo o complexo “de luxo” Cidade Jardim. ‪#‎AgressãoArquitetônica‬‪ #‎ArquiteturaExcludente‬ ‪#‎Bunker Ver Mais →

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Cine Caixa Belas Artes abre em maio

O mais legal da cerimônia de anúncio ontem (28 de janeiro) foi ver que, se não fosse a mobilização dos ativistas do Movimento Cine Belas Artes, o cinema teria sido apenas mais um espaço emblemático da cidade fechado para dar lugar a uma igreja ou a uma loja (bem mais lucrativos que um cinema que se dedica a filmes não blockbusters). A galera incomodou BASTANTE todos os atores do processo durante esse tempo, promovendo a abertura do processo de tombamento, CPI, audiências, abaixo-assinados. Mas, depois de três anos (fechou em março de 2011), o Cine Caixa Belas Artes reabre em maio. Além da parceria com o Riviera (o Sturm já está conversando com o Facundo), o cinema vai ter ingressos 20% mais baratos que os cinemas da Paulista (pipoca e doces também mais baratos), meia entrada para todos os trabalhadores às segundas-feiras, acesso das escolas públicas ao cinema (com custos de transporte e alimentação garantidos pelo programador), além de ter uma sala só dedicada aos filmes brasileiros, que têm conseguido financiamento para produção mas não têm onde exibir os filmes, olha só. E voltam os “noitões”, com exibição de filmes durante toda a madrugada nos fins de semana com direito a café da manhã no final. No mais, os “valores de fundação” do Cine Ritz (primeiro nome do Belas Artes), aberto em 1943, seguem os mesmos: “Espetáculo, polêmica e cultura”, cinema que provoca debate e reflexão. Tem como não amar?

São Paulo, 29 de janeiro de 2014. 

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Festa com vista, por-do-Sol e cerveja no centrão de SP

De hoje, sexta-feira, dia 24 de janeiro, até o fim do mês de fevereiro, acontece no topo do Edifício Planalto o Heineken Up On The Roof, um projeto que une música curada por Facundo Guerra, bebidinhas (Heineken, claro) e vista incrível da cidade. Só de sexta a domingo, as festas de hoje e domingo já estão esgotadas, já que o terraço do prédio desenhado por João Artacho — nos seus projetos, os salões de festa sempre ficam no topo do prédio com vista para a cidade #DemocraticGenius #CoberturasPraQuê? — tem capacidade para apenas 120 pessoas. Mas, sempre às segundas-feiras, abrem as listas para os eventos do fim de semana seguinte. Tudo pela página do evento no Facebook, que você acessa clicando aqui (Em Listas, você inclui seu nome, e em Eventos, você confere a programação durante todo o período do Up On The Roof).

Para quem for à festa, a entrada do edifício é na esquina da Maria Paula com a Santo Amaro, rua onde fica o serviço de manobristas (entre na Santo Amaro à direita e faça um retorninho proibido para deixar o carro com eles), que cobra R$ 25 pagos antecipadamente. O segurança fica na entrada do edifício com a lista dos convidados. O prédio é residencial (é bem legal pegar o elevador com os moradores), só tem um elevador (não muito rápido) que leva ao vigésimo quinto andar do edifício; portanto, paciência, caso houver filas (e todo mundo sempre chega no mesmo horário). São dois andares, ambos com terraço, pistinha de dança e bar. E uma vista ótima da cidade.
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Heineken Up On The Roof
De 24 de janeiro a 28 de fevereiro
O Edifício Planalto fica na Rua Maria Paula 279, esquina com a rua Santo Amaro, na República
Sexta-feira: das 16h às 22h
Sábados e domingos: das 14h às 22h
Aceita cartões de crédito e débito e tem serviço de manobrista

CobogosOs cobogós do salão de festas no topo do Edifício Planalto

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Épice

O Épice fechou definitivamente em janeiro de 2016, mas esse texto ainda vale para entender o estilo de cozinha do chef  Alberto Landgraf. Os R$ 38 por uma caipirinha de vodca, os R$ 85 por um prato de frango, os R$ 35 por uma sobremesa não combinam nada com a decoração espartana do Épice (eu preferia a ambientação anterior). Pelo menos, assim como em restaurantes nos Estados Unidos e no Japão, o fato de eles não cobrarem pela água, que vem em garrafinhas e você pode pedir à vontade, com ou sem gás; e o couvert — com pães deliciosos, delicados e sempre quentinhos, mais azeite, flor de sal e manteiga —, a R$ 15, equilibram um pouco a conta. Ainda assim, premiado que é, o Épice não é restaurante para todos os gostos.

O chef  Alberto Landgraf, que já passou passou pelas cozinhas de dois grandes chefs  ingleses, Gordon Ramsay e Tom Aikens, é meticuloso na escolha dos ingredientes (o contato de todos os fornecedores está listado no site) e consegue resultados bastante precisos, tanto na combinação dos sabores quanto no cozimento perfeito de cada item e na Ver Mais →

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