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Tóquio


Quem disse que o Japão é caro?

Existiu uma época — poucos anos atrás, na verdade — em que uma passagem aérea para o Japão, em classe econômica, não custava menos que US$ 3.000. A distância (quase 30 horas de viagem, considerando o tempo nos aeroportos e de conexão) e o preço só para se chegar lá desencorajavam muita gente. O fato de o Japão também ter a fama de ser um dos países mais caros do mundo — o que é verdade, mas apenas em alguns aspectos, e principalmente para quem mora lá — criou o medo de se viajar para a terra do Sol Nascente e voltar maravilhado, mas falido.

Mas com a chegada das companhias aéreas do deserto, muita coisa mudou. Nesta minha última viagem, em setembro de 2016, o bilhete ida e volta, Guarulhos GRU — Haneda HND, em classe econômica, saiu por US$ 900, já com todas as taxas, parcelados em nove vezes sem juros (!), numa das promoções da Emirates, com a possibilidade de fazer uma Ver Mais →

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Saiba como usar os mapas Simonde no celular durant...

Antes quando viajava, sempre organizava a agenda do dia por bairro (dia 10, vou explorar bairro X; dia 11, exploro Z), até perceber que, muitas vezes, um lugar estava AO LADO de outro que já tinha ido, porque estavam nas extremidades de bairros vizinhos (em Paris principalmente, já que o 8º arrondissement  fica ao lado não só do 9º, mas também do 1º; o 3º é vizinho do 4º e também do 10º arrondissement…). E eu ficava com a sensação de “se eu tivesse planejado melhor, poderia ter conhecido esse lugar no mesmo dia; perdi tempo”. Isso se resolveu quando chegou o Google Maps, onde eu podia criar os meus próprios mapas inserir todos os locais que queria visitar com a vantagem de poder visualizar todos eles de forma mais, digamos, orgânica-contextualizada-3D, e não organizados por bairros numa planilha Excel impressa que eu levava para as viagens.

O Google Maps passou por grandes mudanças nos últimos dois anos (perdendo várias features  de que eu gostava e usava na Simonde), mas a boa notícia é que agora você Ver Mais →

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Shinkansen, 50 anos, nenhum acidente

Lançado em outubro de 1964, o Shinkansen, o trem-bala japonês, comemora, em outubro de 2014, 50 anos, 5,5 bilhões de passageiros transportados e NENHUM acidente fatal. Média de atraso de todas as viagens dos trens em TODA a sua história: menos de um minuto. O primeiro serviço ligava Tóquio à Osaka, quando o Japão ainda não era nada da maravilha que é hoje; mas prometia, e o Shinkansen, a 320 quilômetros por hora, se transformaria num símbolo das transformações do país (os trens de alta velocidade para as massas só entrariam em operação na Europa dez anos depois) e reduziria para três horas a viagem entre as duas cidades (essa era uma região altamente povoada e o Japão não queria depender da importação de petróleo para transportar as pessoas).

Hoje, o Shinkansen liga o Japão do extremo norte de Honshu (ilha maior onde fica Tóquio e Osaka) até o extremo sul de Kyushu (ilha ao Sul, onde fica Kumamoto, a cidade onde meu pai nasceu); só não cobre ainda Hokkaido (linha em construção). Apesar de não haver mais Ver Mais →

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Por que ir ao Japão em abril

A floração das cerejeiras em Chidorigafuchi no Palácio Imperial Sakura Yozakura no Maruyama Koen, em Kyoto
Dura apenas uma semana. É aguardado ansiosamente por todos os japoneses, de Kyuushu a Hokkaido. É anunciado pela Agência Meteorológica do Japão e quando começa, só se fala disso em todas as emissoras de TV do país (tá bom, tô exagerando, mas é quase isso). Mas é um dos espetáculos urbanos — e naturais — mais lindos do mundo. E como o Japão é uma ilha comprida, que se estende “verticalmente”, a floração começa no Sul do país e vai “subindo” em direção ao Norte. Em Tóquio, um dos lugares mais procurados para o hanami  é o Parque Ueno (Ueno Koen), que tem quase 9 mil cerejeiras. Em Kyoto, o Maruyama Koen (koen é parque em japonês), que é decorado com lanternas de papel à noite para que os visitantes bebam sake, comam seus bento e celebrem a floração das cerejeiras é o lugar. Esse ano, o hanami  em Kyoto aconteceu de 31 de março a 10 de abril.

Hanami é formado pelos kanji  “flor” e “ver” e pode ser traduzido como “contemplar as flores”. Yozakura (yo para “noite” e zakura para “cerejeira”) é termo que se diz para a contemplação à noite. ;-)

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Japão, uma introdução

Terra do Sol Nascente. A cultura japonesa tem uma fixação pelo Sol e por todos os outros elementos da natureza. Na música, na literatura, nas artes — geralmente utilitárias (nas porcelanas, nos kimonos, nos objetos de uso pessoal) e não apenas “plásticas” —, flores, montanhas, rios e ventos são constantes (entre as flores, a mais famosa é a das cerejeiras, em japonês sakura). Mesmo a família imperial, que é a linhagem imperial mais antiga do mundo (começou com Jinmu Tennoo no ano 660 e segue sem interrupções até hoje, apesar de sua influência política ter sido maior ou menos ao longo dos séculos) acredita-se que eles são descendentes da deusa Sol Amaterasu Omikami (uma coisa como Meroveu, no território que viria a se tornar a França, que se dizia descendente do deus do mar, sabe?). Bom, talvez por isso, os japoneses sempre se consideraram uma raça superior a todas as outras até recentemente, quando o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial. Bom, se não fosse pelo Imperador declarando em rede nacional que o Japão tinha perdido a guerra (mesmo em desvantagem, eles tinham plena confiança de que os deuses não os deixariam para trás), talvez nenhum japonês acreditasse. Foi um choque. (A obra Corações Sujos de Fernando de Morais — em livro e em filme — retrata como foi a repercussão desse momento histórico entre os japoneses que haviam imigrado para o Brasil. Quem acreditasse que o Japão havia perdido era assassinado, por ser um “coração sujo”. Foram dezenas de mortos, centenas de feridos e mais de 10 mil japoneses presos no Brasil, depois anistiados). Até então, eles se acreditavam invencíveis. E, pra mim, um dos mistérios do Japão de hoje é tentar entender como um povo tão orgulhoso, que foi tão humilhado pelos americanos há apenas 70 anos pode hoje tê-los como ídolos. Uma das minhas professoras de japonês me disse que os japoneses quando encontram alguém melhor que eles, abaixam a cabeça e passam a venerar os seus senhores. Essa resposta pode ser um começo para tentar entender a dinâmica dos valores dos japoneses que segue uma lógica nem sempre compreensível pra gente.

Outra coisa que me fascina na cultura japonesa é que ao andar pelas ruas e ter contato com os japoneses, a gente se espanta com a delicadeza dos mínimos gestos, com a distância e com sua placidez, mas no seu interior, não há povo mais dramático (desde as peças kabuki  às novelas do dia a dia), mais pervertido (não há limites no sexo, já que o budismo e o xintoísmo não impõem a moralidade cristã na condenação ao sexo) e capaz das maiores atrocidades (vide a guerra com os chineses – incluindo a Batalha de Nanquim – e a relação entre chefes e subordinados nas empresas contemporâneas) do que os descendentes de Amaterasu.

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Kabuki-za V

Para quem gosta de artes, assistir a uma peça do gênero kabuki no teatro Kabuki-za é uma das experiências mais incríveis do Japão. O kabuki, junto com o no, o bunraku e o buto, é um teatro tradicional japonês que (apesar de – ou justamente por – ser luxuoso, assim como a ópera, era destinado às massas) surgiu no século 18. Todos os atores (homens, já que mulheres até hoje não são permitidas) estudam praticamente a vida inteira para especializar-se em um único tipo de papel (algo impensável para a nossa dramaturgia ocidental). Os tecidos são fabulosos; os gestos, exagerados ou elegantíssimos; a dramaticidade com que atuam é de tirar o fôlego (não se consegue imaginar tamanha “intensidade” ao ver a placidez e a delicadeza dos japoneses nas ruas de Tóquio).

Como é falado em japonês antigo, mesmo que você fale japonês, alugue um tradutor simultâneo (em vários idiomas) para entender as falas. O que é incrível é que pelo próprio fone (que você coloca em apenas um ouvido) você também escuta a peça ao vivo, o que é perfeito, já que a tradução não compromete negativamente a apreciação da peça.

As peças – ou conjunto de peças – têm geralmente 4 horas de duração com vários atos (a programação começa pela manhã e vai até à noite), mas também pode-se comprar ingressso para um único ato, ou em japonês makumi  (só que esses ingressos só dão direito de assitir a peça no último andar do teatro, lá no alto do quarto andar, o que compromete a vista). Se estiver com tempo (eu sei que é raro), compre o bilhete integral em um lugar melhor, porque você não vai se arrepender. Deixe-se levar e ser envolvido pela história. Só não se esqueça de alugar o tradutor, porque sem entender a história, a peça vira um nonsense  total (as histórias – mitológicas, de honra e amor – têm às vezes uma lógica muito própria :-)

O teatro, panteão do kabuki (todos os atores míticos passaram e estão aqui), foi inaugurado originalmente em 1889, mas um incêndio o destruiu em 1921, um terremoto destruiu sua tentativa de reconstrução em 1923, bombas o destruíram durante a Segunda Guerra Mundial em 1945, e sua última “destruição” foi em 2010 para ser reinaugurado em 2013 (por isso Kabukiza “V”: é a quinta “versão” do teatro) com toda a pompa, tradição e tecnologia sob a supervisão do starchitect  Kengo Kuma.

A não ser pelo prédio comercial de 28 andares construído atrás do teatro, as mudanças para o novo Kabuki-za foram mais estruturais que estilísticas. O teatro foi inteiramente destruído e reconstruído com as mesmas dimensões (mudou-se, no entanto, os materiais: todas as vigas que sustentam o teto, antes de madeira, e apesar de parecerem madeira hoje, são de alumínio); a sala de espetáculos possui exatamente as mesmas medidas, mas o fosso do palco está maior e as poltronas agora têm uma tela onde são exibidas informações sobre as peças e legendas; e o prédio do teatro hoje está melhor preparado para abalos sísmicos e, segundo Kuma-san, vai durar mais cem anos.

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Sukiyabashi Jiro Honten

Se eu dividir o preço do almoço pelo tempo que ele durou, posso dizer com tranquilidade que foi o minuto em restaurante mais caro da minha vida (mais precisamente R$ 50 por minuto). O Sukiyabashi Jiro é espetacular. Mas o mais intrigante é que a experiência nos mostra o quão diferentes são os approachs  do que é alta gastronomia no Japão e no Ocidente.

Em um restaurante francês ou contemporâneo em Paris, Nova York ou São Paulo, se você pagar US$ 400 por pessoa num almoço (só o omakase, menu-degustação em japonês, do Jiro custa US$ 300, cash-only), você pode contar com um ambiente acolhedor, serviço elegante e simpático, uma preocupação com detalhes (iluminação, música, design  dos móveis, uniformes dos garçons, talheres, cristais, pratas, porcelanas, linhos, velas, mimos, beleza, you name it) planejado para que você passe confortavelmente três, quatro horas naquele ambiente; e não queira sair nunca mais. Num restaurante japonês cujo master itamae  é Jiro Ono (que foi até tema de um documentário Ver Mais →

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Beige

O Beige é um restaurante-experiência que você só encontra em Tóquio. Imagine jantar no prédio da Chanel (com vista para o bairro de Ginza), onde os móveis são assinados por Peter Marino, os garçons vestem Karl Lagerfeld e a comida é de Alain Ducasse. Através de uma parceria única no mundo, Ducasse se inspirou em Mademoiselle  (bege era sua cor favorita) para criar um cardápio francês contemporâneo e enxuto (a gente sempre prefere restaurantes com poucas – e boas – opções) com ingredientes locais, como a carne bovina de Kyushu, vieiras de Nemuro, legumes de Kamakura, porco Meishan de Ibaraki (um porco japonês com a carne bem gordurosa, como o Kobe Beef ), vitela de Hokkaido (da França vêm o foie gras, o frango, de Bresse, e a lagosta, da Bretagne), e você tem duas opções: 1. pode pedir o menu  (au fil de Ver Mais →

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