Pan Am Club, vista 360º do skyline no topo do hotel mais icônico de SP

Alameda Campinas 150

quase esquina com a São Carlos do Pinhal

Paulista / Consolação

Metrô Trianon - Masp

(Linha Verde)

O Pan Am não tem programação fixa, só festas e eventos fechados, alguns abertos com vendas dew ingressos.

À noite, tem manobrista a R$ 30

Desde 2015

Site, clique aqui

Parece que São Paulo encontrou uma de suas vocações para a noite: já que não temos praias, paisagens naturais e a nossa arquitetura não é lá essas coisas, exploremos a vista urbana — à noite, os gatos são pardos — e o mar de prédios e luzes, a exemplo do Bar do Edifício Itália, do Skye, de passeios de helicóptero, e do projeto Heineken Up On The Roof, as experiências que fornecem as melhores vistas da monstruosa e gigantesca capital paulistana. E da mesma forma que a gente se encanta e se impressiona com a vista da cidade quando o avião se aproxima de Congonhas, surge o Pan Am, um clube sem programação fixa que leva o nome da empresa norte-americana que foi a maior e uma das mais incríveis companhias aéreas do mundo (a gente amava), que fica no topo do Maksoud Plaza, um hotel que é uma instituição da hotelaria paulistana (a gente segue amando) e que é uma criação do cordobés-criativo-mais-paulistano-que-muitos-de-nós Facundo Guerra (cujas casas — Riviera, Cine Joia, Z Carniceria — a gente ama). O Pan Am já é um dos empreendimentos mais incríveis da cidade pois nos oferece exatamente isso: ambiente, drinques, clima de avião e uma vista matadora — a única 360º — da cidade.

CHEGANDO AO CLUBE
A entrada para o clube se dá na descidinha da Alameda Campinas, com serviço próprio de manobristas (a R$ 30) no primeiro subsolo (não é possível acessar o Pan Am pelo lobby do hotel no térreo). Dos quatro elevadores panorâmicos que dão para o amplo pátio interno do hotel, um funciona exclusivamente para o clube, de forma que a privacidade e a segurança dos hóspedes sejam preservadas (sempre tem aquele que exagera na bebida e pode incomodar algum hóspede). Durante a subida no elevador, aproveite para observar as maiores obras de arte expostas no átrio: dois enormes painéis da artista plástica Maria Bonomi (Arrozal de Bengüet, em que ela reproduz no concreto os sulcos da matriz em madeira), nas laterais dos segundo e terceiro andares; e a escultura de aço inoxidável de Yutaka Toyota, com mais de trinta metros de comprimento, pendurada no teto.

O CLUBE
O Pan Am tem uma capacidade máxima para 250 pessoas, o elevador não é muito grande e possui o maquinário original de quando o hotel foi fundado, em 1979 (ou seja, não é dos mais rápidos). E uma vez que apenas um deles fica em operação, chegue cedo na festa, de preferência na hora em que a festa começa, porque a fila que se forma na porta não é longa, mas é bem demorada. Chegando no último andar, você caminhará por um longo corredor de luz azul, cheio de portas e com caixas que reproduzem sons que nos remetem a aviões e viagens. Ao final do corredor e passando pelo luminoso da Pan Am, você ainda terá de subir dois lances de escada para chegar lá. Aí, é só relaxar, pedir um drinque em um dos dois bares (os barmen vestidos de pilotos é um dos charmes da casa), dançar e apreciar a vista: da pista com os vidros que mostram a cidade e refletem ao mesmo tempo os neons coloridos, e do fumódromo — um andar acima — que fica num cercadinho não muito grande no próprio heliponto do hotel. A proximidade com as antenas da Paulista deixam a vista ainda mais bonita.

A FESTA 747
A Pan Am foi a primeira companhia aérea do mundo a operar o Jumbo, o Boeing 747. E esse é nome da festa, com um público majoritariamente gay masculino, de Bob Yang, Cacá Ribeiro e Beto Cintra, que acontece no clube uma vez por mês, às quintas-feiras. A entrada custa R$ 75 na lista e, na porta, R$ 100. Para saber quando vai acontecer a próxima edição do evento, visite a fan page da 747 no Facebook, clicando aqui.

APROVEITE PARA HOSPEDAR-SE NO MAKSOUD
Ir a uma festa no Pan Am e se hospedar no hotel que é uma instituição paulistana (e que a gente ama porque é como voltar nos anos 1980, com todas as suas características arquitetônicas e decorativas originais felizmente preservadas: os metais dourados, o concreto, as cadeiras vintage de couro caramelo, carpetes, elevadores panorâmicos internos) é uma possibilidade já que o Maksoud Plaza oferece uma diária de R$ 330 para os frequentadores do Pan Am (a tarifa original é de R$ 550). O valor, para duas pessoas, inclui o excelente café da manhã do hotel (se você quiser ver o nascer do Sol lá do Pan Am, basta descer e já tomar café, serviço que se inicia às 6h) e acesso à internet. Os quartos são espaçosos, confortáveis-mas-não-luxuosos, e 100% eficazes na filtragem da luz e do barulho da cidade (a uma quadra da Avenida Paulista, são demandas absolutamente necessárias principalmente pra quem quiser dormir depois de uma noitada). Os únicos pontos fracos do hotel é que o Maksoud não tem uma academia de verdade (só algumas esteiras, bicicletas e pouquíssimos aparelhos) ao lado da única piscina, pequena, coberta e aquecida; e a comida é bastante cara e nada boa (com serviço de 10%, você vai pagar R$ 44 por um club sandwich cheio de pão mas com quase nada de peito de peru, uma sujeirinha de alface e bacon, mas acompanhado por batatas fritas). Por isso, aproveite do hotel a ótima localização — e o café da manhã incluso na diária — e aproveite da localização todos os bons cafés e restaurantes. Fora do hotel.

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shoichi.simonde@gmail.com