Fasano, o único restaurante de luxo de São Paulo

Rua Vittorio Fasano 88

entre as ruas Haddock Lobo e Bela Cintra

Jardins

Metrô Consolação

(Linhas Verde e Amarela)

CEP 01414-020

55 11 / 3062-4000

É preciso reservar para jantar às 20h ou 21h. Mas, se você chegar quiser jantar mais tarde, às 23h, 23h30, o restaurante já está tranquilo. O telefone para reservas é 55 11 / 3062-4000.

Preço aproximado por pessoa sem vinhos: R$ 550, considerando couvert R$ 36 + menu-degustação R$ 390 + água R$ 10 + café R$ 10 + estacionamento R$ 35 + serviço 13% R$ 58 = R$ 539.

Aceita todos os cartões de crédito.

Segunda a quinta:

Jantar, das 19h à 0h30

Sexta e sábado:

Jantar, das 19h à 1h

Domingo:

Fecha

Dress code:

Casual elegante porque está em São Paulo. Dress up para ornar com o ambiente.

80 lugares no salão

Tem também uma sala privativa em que cabem 26 pessoas

Tem o serviço de manobrista do próprio hotel a R$ 20

Chef Luca Gozzani

Desde 1983 na Rua Amauri, 1990 na Haddock Lobo, e 2003 no Hotel Fasano

Site, clique aqui


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Mal sabe o paraíso que espera um desavisado visitante por trás de uma discretíssima porta no lobby  de um hotel, que poderia ser a de um banheiro. O Fasano é o único restaurante de luxo de São Paulo. Garçons de smoking, ingredientes tradicionais sempre disponíveis (caviar, foie gras, cortes nobres de carne, peixes e frutos do mar fresquíssimos), carta de vinhos importante (com preços que fazem do céu o limite), ambiente imponente, mármores, madeiras, pé-direito alto, teto retrátil, piano ao vivo. Mas não é aquele luxo old-style-com-cheiro-de-mofo. É o atendimento impecável mas caloroso, sem afetações; clássico no sentido de atemporal; e elegantemente atual (mantiveram o smoking, mas não usam mais cloches no serviço). O Fasano poderia estar em Nova York, Londres ou Milão e ainda assim seria incrível.

O Fasano (todos os outros estabelecimentos do grupo viriam depois) não é um restaurante de chef como o D.O.M, o Maní ou o Kinoshita; é um restaurante de restaurateur. Seu estilo reflete a identidade tradicional — conservadora até — e a obsessão por qualidade de Rogério Fasano, quarta geração e responsável pelo renascimento da marca que leva o nome de sua família (apesar de estarem no Brasil há mais de 120 anos e sempre terem trabalhado com gastronomia de luxo, nenhum dos negócios do bisavô, do vô e do pai de Rogério passaram para a próxima geração). Foram três experientes chefs  italianos que comandaram sua cozinha ao longo dos últimos 31 anos (Luciano Boseggia, Salvatore Loi e, agora, Luca Gozzani), mas nenhum prato entra no cardápio sem a aprovação de Gero, como Rogério é conhecido. Tanto é que, mesmo com a chegada do Luca (que comandou por cinco anos o Fasano Al Mare, a filial carioca) o menu mantém seus pratos clássicos de anos e anos, tendo sido incorporados ao cardápio apenas algumas criações do chef  toscano e um menu-degustação tendo como protagonistas os frutos do mar (uma provável herança da passagem de Luca pelo Rio).

Se é a sua primeira vez, invista em um dos dois menus-degustação: um dedicado aos peixes, assinado por Luca, que termina com a sua versão do clássico tiramisù (montado na hora com um biscoito crocante; para saber quais são os melhores tiramisù de São Paulo, clique aqui), e o outro com carnes (vitela, linguiça, cordeiro). Peça para o sommelier  harmonizar o menu com vinhos em taça (o Fasano não tem ainda um sistema de wine pairing fechado). Se você já provou os menus, sinta-se livre para passear pelo variado cardápio com entradas, massas, risotti, peixes, carnes e sobremesas, tudo impecavelmente executado, sem deixar de provar os pães, que chegam quentinhos à mesa, e os grissini servidos no couvert.

UM POUCO DA HISTÓRIA
Apesar da excelência em tudo o que fizeram, a trajetório dos Fasano passou por altos e baixos. Vittorio chegou ao Brasil na última década do século 19, vindo de Milão. E, por quase 70 anos, foram cinco empreendimentos gastronômicos, entre eles a Brasserie Paulista e o Jardim de Inverno no Conjunto Nacional, sempre frequentados pela elite financeira, artística e intelectual paulistana. O último Fasano havia sido fechado por Fabrizio, pai-de-Rogério-neto-de-Vittorio, em 1968. Em 1983, com o Gero, a marca renasceu. Mas o primeiro restaurante Fasano pós-renascimento, na Rua Amauri e depois transferido para a Rua Haddock Lobo, apesar da comida sempre excelente, na arquitetura deixava a desejar. O prédio da Haddock era elegantíssimo por dentro com seu chão de mármore preto e branco e todas as paredes em mogno e muito cristal (na minha adolescência não conseguia pensar em bom gosto maior), mas o seu exterior combinaria mais com um manoir  inglês repleto de vastos jardins em volta; não se integrava à rua e ao seu entorno. Era uma fachada de palácio espremida com um pequeno recuo para os carros.

Com a inauguração do Hotel Fasano em 2003, para onde o restaurante foi transferido, o quesito arquitetura foi resolvido. Projetado por Isay Weinfeld, o prédio do hotel que também abriga o restaurante flagship do grupo é um dos melhores exemplos de arquitetura acessível na cidade e atende perfeitamente às necessidades de hospedagem, restauração e estilo dos viajantes contemporâneos. E na selva de pedra que é São Paulo, o Fasano é sempre um porto seguro para uma noite agradável (tem o Baretto ainda do outro lado do andar para esticar depois do jantar) e uma experiência completa. Mas cobra o seu preço por isso.

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shoichi.simonde@gmail.com