Frida & Mina


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Paulistano adora dizer que algo é – geralmente quando ainda é novidade ou quase ninguém conhece – o “melhor” da cidade. Pode ser hambúrguer, risoto, negroni, you name it. A sorveteria Frida & Mina é o novo “melhor sorvete de São Paulo” (ah, a edição Comer & Beber 2013/2014, prêmio da Veja, concedeu o prêmio máximo para a casa, o que aumenta um pouco a histeria).

Na esquina da Joaquim Antunes com a Artur de Azevedo, em Pinheiros, a Frida & Mina é uma charmosa e criativa opção ao boom  de sorveterias que preparam o cremosíssimo gelato italiano (já são oito unidades Bacio di Latte na cidade em apenas dois anos de existência, sem falar na Puro Gusto e na Casa Elli que abriram recentemente nos Jardins, na Cuor di Crema e na Vipiteno, no Itaim, entre algumas outras). O sorvete que eles Ver Mais →


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Como Penso Como

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Ao longo da história brasileira, muitos europeus que aqui chegavam nos chamavam de “macacos”. Para nós, civilização “inferior” e inferiorizada, tudo o que era bom vinha de fora, da terra deles, da Europa. Até que Oswald de Andrade, com seu Manifesto Antropofágico, lançado em 1928, se propôs a repensar a nossa dependência cultural.

Essa relação de amor e ódio-preconceito-vergonha pelo Brasil ainda é um sentimento muito presente em todos nós, brasileiros, — como já dizia Nelson Rodrigues lá nos anos 1950 , “o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem” — o que se reflete na relação que temos com a comida, seja para com os ingredientes locais — só recentemente, as nossas heranças gastronômicas passaram a ser estudadas e valorizadas por grandes chefs — ou, pior, com os vinhos nacionais (esses ainda continuam no limbo da desvalorização e do desconhecimento; quem tem coragem de servir espumante nacional em jantar em casa, apesar da sua Ver Mais →

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Ninfomaníaca Volume II

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Se você assistiu ao Volume I e viu as “cenas do próximo capítulo” nos créditos finais e achou que o filme finalmente aconteceria no Volume II, sinto muito; por você e por mim. Ninfomaníaca Volume II segue denso, infantil, quase bobo em todas as análises cheias de referências eruditas e ordinárias (das fugas de Beethoven a nós de alpinismo, passando pelo Grande Cisma), mas sempre rasas e em associações nem sempre inteligíveis. A diferença é que Joe, a protagonista, que agora é mãe, passa a explorar os limites — os seus e os nossos em ver as cenas — do sexo (ainda que sem prazer), da sexualidade e da moralidade burguesa e hipócrita da sociedade (e a gente não tem uma cena como a Uma Thurman no Volume I que faz valer o filme). Sadomasoquismo (a propósito, essa seria a melhor sequência do filme com Jamie Bell interpretando K), sexo interracial (onde não só a cor da pele é diferente, mas a cultura do sexo e nem existe possibilidade de comunicação), pedofilia, virgindade, assexualidade são dos temas abordados e vividos física ou psicologicamente pelos personagens. E não sei se já estamos anestesiados pelas catarses dos grandes filmes de Lars von Trier (Dançando no Escuro, Dogville) e ele até tenta um desfecho tão inesperado quanto inverossímil, mas para cinco horas e meia de filme no total, Ninfomaníaca nos faz pensar que a provocação e a polêmica são as únicas formas que von Trier tem encontrado para garantir bilheteria para seus últimos filmes. :- \

A única questão que o filme aborda sobre a qual vale a pena refletir é: se Joe fosse um homem, viciado em sexo ou apenas safado, mulherengo, e tomasse as mesmas decisões de vida da personagem no filme, o sofrimento seria o mesmo?

Para ler sobre a minha esperança de um grande filme quando do lançamento do Volume I, clique aqui.

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Trapaça

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Edward Ellington foi o maior compositor de jazz  da história. Negro numa América ainda institucionalmente racista e filho de dois pianistas, o “Duque”, como passou a ser chamado, não foi apenas um gênio musical, foi também um dos homens mais elegantes do século 20. Tinha controle total sobre sua imagem. Na sua fala sempre precisa e agradável, nunca se explicava, só se escondia. A persona que Duke Ellington criou para si e a música Jeep’s Blue — que “salva” várias vezes a vida de Sydney, personagem de Amy Adams — não poderiam ser melhor símbolo para o início do novo filme de David Russel, Trapaça (no original, American Hustler).

Trapaça não é apenas um filme de dois vigaristas que são forçados a colaborar com o FBI quando são pegos. É um filme que trata da luta e das sabotagens — com os outros e consigo — que desenvolvemos para sobreviver neste mundo, que não é para principiantes. Assumir uma nova identidade, criar esquemas ilícitos para ganhar dinheiro à custa da boa fé Ver Mais →

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O Lobo de Wall Street

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Assim como na vida real, não, o bad guy  não se ferra no final. Moralismos à parte (muitos dos familiares dos envolvidos e pessoas prejudicadas pediram boicote ao filme), os valores por trás do modo de vida de Jordan Belfort, o rapaz simples que se tornou milionário em pouco tempo vendendo ações de empresas de fundo de quintal para pessoas humildes e ignorantes prometendo um futuro — não cumprido — de riqueza e prosperidade, são a base do sistema capitalista. Dos operadores de Wall Street às letras do funk-ostentação, na evangelização do dinheiro o importante é tê-lo. E demais é um limite que não existe.

O Lobo de Wall Street, novo filme de Martin Scorsese, quinta parceria entre o diretor e Leonardo diCaprio, é um filme cheio de energia, drogas, dinheiro (milhares de Benjamins  na tela), mulheres nuas, grifes, boy toys, sexo, orgias (no escritório, em casa, em aviões fretados); sem nenhum pudor, assim como os personagens (reais, devemos nos esforçar para lembrar). Muito bem contada (o filme é baseado na autobiografia homônima de Belfort lançada em 2008), não se sente as três horas de filme passarem.

DiCaprio está excepcional e entregue (especialmente nas cenas em que ele discute com Naomi sobre “Venice” e abusa da expressão corporal tentando chegar à sua Lamborghini branca; ah, ele também aparece pelado várias vezes e tem até uma vela vermelha — e acesa — enfiada em suas nádegas, pela Venice); Margot Robbie interpretando sua esposa é belíssima; e ainda contamos com a participação mais que especial — e com frases ótimas — de Joanna Lumley, a eterna socialite-and-addicted  de Absolutely Fabulous. #WeLoveYouForeverPatsy No quesito glamour, também é ótimo ver o figurino de Naomi (a esposa de Belfort no filme, que na vida real se chama Nadine), seguindo a moda grifada da época: os modelos Versace (na época by  Gianni) e o look  camisa de seda e bota da primeira coleção de Tom Ford para Gucci (outono-inverno de 1995).

Nos anos 1990, as pessoas que investiram no mercado de ações através da empresa de Jordan Belfort perderam US$ 250 milhões de suas economias. Em 1998, ele foi indiciado por lavagem de dinheiro e fraude. Pagou uma multa de US$ 110 milhões e cumpriu 22 meses de prisão. Hoje, ele está fora do mercado e é um palestrante motivacional. Continua rico e influenciando um monte de gente com o seu sucesso (e que o filme, já indicado ao Oscar, corrobora). Numa sociedade que tem o dinheiro como objetivo principal de vida, pessoas que conseguem ganhar muito em pouco tempo, mesmo prejudicando milhares de pessoas são sempre respeitadas, não importa o quão repugnantes elas sejam. Ainda mais com suas roupas impecáveis e o discurso sempre afiado e confiante.

TheRealWolfThe Real Wolf: o bonitão Jordan Belfort no auge dos negócios. 

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Ninfomaníaca Volume I

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A partir das cenas dos “próximos capítulos” que passa junto com os créditos finais da primeira parte (o filme tem cinco horas e meia de duração e foi dividido em duas partes, cinco capítulos na primeira, três, na segunda), Nymphomaniac Volume I não passa de uma introdução. Uma introdução profunda, repleta de interessantíssimas metáforas e paralelos sobre o sexo, em suas mais variadas etapas da vida e situações (além de inusitadas, até engraçadas, intervenções de números, gráficos e imagens que mais lembram apresentações em Powerpoint).

Joe é a narradora de sua própria história. Encontrada machucada e desacordada na rua, sob a neve (ainda não sabemos por quê), por um homem mais velho que a acolhe em sua casa, objetos como um anzol, um quadro, um livro, um tocador de fita cassetes ou um garfo de bolos junto com um rugelach (“que é um croissant e nunca deveria ser servido com garfos de bolo”, na opinião de Joe) despertam nela lembranças de sua infância e adolescência, que ela conta, sempre de forma autopunitiva, para Seligman, esse homem cultivado, com nome judeu mas não religioso, pragmático, e para quem a moral não tem muito peso (“If you have wings, why not fly?”).

Apesar de estar escrito no cartaz do filme a frase “Forget About Love”, sexo e amor estão sempre se cruzando, seja quando ela ainda adolescente cria com as amigas uma seita com regras claríssimas para se rebelar contra o amor romântico (só se pode sair uma vez com cada homem) cujo lema é mea vulva maxima vulva, seja quando ela passa a sentir um interesse além do sexual com Jerôme (Shia LaBeouf, que se consolida como o galã mais sexy e atrevido do cinema atual), ou ainda quando seu vício em sexo (em alguns momentos de sua vida ela transa com dez caras diferentes por noite) acaba por influenciar casamentos alheios, gerando problemas que acabam por render uma incrível cena com Mrs. H (interpretada por Uma Thurman).

Para Joe, sexo é prazer físico, é fonte de alívio para situações difíceis, é fuga, faz parte de um jogo de poder e sedução com o sexo oposto, é o preenchimento de um vazio existencial. E, apesar de, para ela (pelo menos até essa parte da história), o sexo ser algo que lhe traga mais angústia que felicidade, em diferentes proporções, não vejo muita diferença no papel que o sexo exerce em nossas vidas no mundo de hoje.

“Perhaps the only difference between me and other people is that I’ve always demanded more from the sunset. More spectacular colors when the sun hit the horizon. That’s perhaps my only sin.”

Aguardando ansiosamente o Volume II.

ShiaLaBeouf_Jerome_Nymphomaniac

Shia LaBeouf como Jerôme

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Um Estranho no Lago

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Atenção: esse texto contém spoilers. Um Estranho no Lago poderia se chamar La “pégation” sur l’herbe, uma alusão ao quadro O Almoço na Relva de Édouard Manet que deu início ao colorido movimento impressionista. Mas, em alguns minutos de filme, a leveza da pegação descompromissada, o naturismo sob a luz do verão e a tranquilidade da água do lago — onde homens gays  passam seus dias a nadar, tomar Sol e passear pelo bosque atrás de sexo casual —, dá lugar à tensão da perigosa atração que Franck (lindinho), o protagonista, passa a sentir por Michel, depois de vê-lo matar por afogamento um garoto com quem saía. Em alguns grupos sociais, é comum que mulheres e homens gays  se apaixonem por homens perigosos, que, muitas vezes, colocam sua vida em risco. Ainda mais quando o homem perigoso é lindo e atraente, como no caso de Michel. E, assim como uma namorada de traficante, Franck passa a ser cúmplice do crime, seja mentindo para o Ver Mais →

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Deliqatê

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Fechou em dezembro de 2015. As chances de você chegar ao Deliqatê com vontade de comer bolo e tomar café e dar de cara com as portas fechadas são grandes. Segunda e terça a casa fecha às 15h45 (?!), nos outros dias da semana 17h45 (?!). Como um lugar tão bonito, agradável, com comidinhas boas — e famoso por seus red velvet, cheesecake, brownie e cookie —, tão bem localizado, e numa cidade como São Paulo, pode fechar tão cedo? Por isso, é bom ter em mente que o Deliqatê é um lugar ótimo e perfeito para tomar café da manhã tardio, entre as nove da manhã e as quatro da tarde. E vá com paciência — sem pressa para atrair a atendente para a mesa, cobrar o seu pedido, voltar o pedido que veio errado — porque o atendimento vai de regular a bem ruim. 

Mas vamos falar das coisas boas do Deliqatê que são o ambiente e o cardápio. A arquitetura moderna-urbana-industrial com um simples mas belo jardim à frente e um agradável quintal com mesas e sofá ao fundo fazem do Deliqatê um lugar ótimo para comer alguma coisa com Ver Mais →

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Trattoria


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A não ser pelos pratos clássicos da Itália central e meridional (Lazio, Campania e Puglia), de trattoria (“taverna” ou estabelecimentos simples que servem massas na Itália), a Trattoria tem pouco. O mais recente empreendimento do Grupo Fasano fica num box  de concreto que lembra um diner  de estrada norte-americano — pé-direito não muito alto, amplo salão, grandes janelas-vitrine, cozinha aparente; elegante, claro, já que é assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, mas poderia estar num deserto do Texas, como a loja da Prada em Marfa by Emlgreen and Dragset. Anexo ao prédio Victor Malzoni, aquele-mais-caro-de-São-Paulo-onde-está-a-sede-do-Google-com-o-vão-gigantesco  da Faria Lima, a atmosfera da Trattoria, com a “caixa de concreto e vidro” anexo a prédio imponente, agradável área externa — cigarro e charuto permitidos — e jardins em volta lembra o Spot Ver Mais →


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Riviera Bar


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Assim como o Spot, o Riviera Bar renasce um clássico por conta de sua história e localização. No fim da avenida-símbolo da cidade, no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação (super acessível pelo metrô), no térreo do Edifício Anchieta (projetado pela MMM Roberto em 1941, o mesmo escritório que projetou o Aeroporto Santos Dumont no Rio), com vista para o grafite dos robôs e monstros amarelos de Rui Amaral no túnel da Paulista, e agora sob o comando dos “reis” da gastronomia e da noite, Alex Atala e Facundo Guerra respectivamente, o Riviera tem uma proposta bem definida, bem adequada ao gosto contemporâneo, qualidade nos comes e bebes e preços muito honestos.

No térreo, o tradicional bar vermelho, apenas com poucos bancos (o lance é beber, petiscar e conversar em pé), ocupa o centro do hall. Acompanhando a curva da original parede de tijolos de vidro – símbolo do lugar – está a cenográfica escada (mulheres, cuidado com as saias) que te leva ao mezanino, espaço bem maior, onde ficam as mesas, outro bar e onde ocorrem os shows  de jazz e MPB de quarta a sábado (quartas e quintas, às 21h30, e sextas e sábados, às 22h e às 23h). A programação, com a curadoria do próprio Facundo, é bem interessante e a acústica do espaço foi um dos principais pontos de atenção do projeto do arquiteto Marcio Kogan, o que faz do Riviera uma opção mais casual — e mais barata —, ao Baretto, mas ainda assim elegante. (A qualidade do som é ótima, mas não espere conseguir conversar enquanto o show está rolando; é bem alto.)

Nas comidinhas e nos drinques, a alma é flashback meets Brasil-gourmet-do-século-21: o sanduíche Royal  (com queijo, rosbife, tomate e picles), herança do antigo Riviera, contrasta com a bruschetta  com queijo de cabra, escarola, cebola roxa e passas; no quesito sobremesas, o creme de papaia com cassis e a vaca preta contrastam com a panna cotta  e morangos frescos; na carta de drinques, o Cuba Libre está lado a lado com o Terra da Garoa (cachaça orgânica envelhecida, mel de laranjeiras, gengibre, hortelã, capim santo, vinagre de cana de açúcar (!) e limão Taiti). Sem falar nos porta-guardanapos bem típicos das nossas padarias e lanchonetes desde sempre. A única coisa que me incomoda é que, à noite, à la  Chez MIS, o mezanino fica muito escuro e não se consegue ver direito a comida.

O Riviera, aberto em 1949 e que fica(va) em frente ao Cine Belas Artes, foi frequentado por intelectuais, estudantes e militantes políticos durante a ditadura militar no Brasil. Seu auge foi nos anos 1960 e 1970, ficava aberto até o último cliente (que nunca saía antes de o dia amanhecer), e muitas discussões, criações e confusões aconteceram por ali. O público que frequenta a casa hoje não poderia ser mais diferente.

De qualquer forma, o mix  localização + ambiente + qualidade (só o serviço ainda que está se ajeitando) + boa música + preço bom faz com que o renascimento do Riviera Bar seja novamente muito bem-vindo à cena paulistana.


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