Jiquitaia, comida brasileira autoral, saborosa e o melhor preço


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Pelo preço fixo de R$ 79 (entrada + prato principal + sobremesa, no jantar e nos fins de semana; e R$ 49! no almoço durante a semana), o Jiquitaia se consolidou de forma muito bem sucedida com sua fórmula que alia comida autoral com ingredientes brasileiros — bem executada, bem apresentada (só nas sobremesas que o aspecto é mais caseiro, mas não menos saboroso); e ainda dá para ter uma refeição vegetariana completa ou, mais precisamente, ovolactovegetariana —, preço mais-que-honesto e ambiente simples e agradável (e fácil de encontrar, fica numa discreta casinha branca com letreiro — que mais lembra uma empresa de representação comercial — quase em frente ao Athenas, na Antônio Carlos, entre a Augusta e a Frei Caneca). Jiquitaia é nome de um mix  de pimentas da família do tabasco, em pó (fica na mesa, experimente! peça também a pimenta da casa), típica da floresta amazônica, patrimônio dos índios baniwa, que você Ver Mais →


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Marilia Zylbersztajn, incríveis tortas doces onde o açúcar é coadjuvante

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Assim como o sal nas receitas, o açúcar em doses elevadas no preparo de sobremesas mata  o sabor dos ingredientes. Mas, talvez por causa da nossa história secular com a cana-de-açúcar e do consumo desde a infância de refrigerantes, leite condensado (brigadeiros!), doce de leite, café com açúcar (no interior, eles cozinham o café com açúcar) e suco de fruta quase sempre com açúcar (fruta já é doce!), brasileiros amam doces bem doces (conheço gente que toma uma lata de leite condensado, assim, vendo televisão). E aí, para aqueles que não são muito fãs de açúcar (eu me incluo já que no Japão, mesmo nos restaurantes japoneses estrelados, a sobremesa pode ser uma porção de batata doce, de feijão azuki  ou mesmo uma omelete, sempre com pouquíssimo açúcar; e chá NUNCA leva açúcar) resta comer sobremesas pela metade ou mesmo, dependendo Ver Mais →

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Fondation Louis Vuitton: A arquitetura eclipsa a arte, mas é um belo passeio ao bosque com a obra de Gehry

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A concorrência é fortíssima. A construção é tão escultural que você não conseguirá apreciar a arte na primeira visita; precisará voltar outras vezes quando talvez a arquitetura ficar mais invisível  na sua cabeça. Com a água caindo por uma escada-cascata em direção ao edifício-caravela projetado por Frank Gehry — que deixa as “escamas” de titânio que marcou seus últimos projetos culturais e agora adota velas de vidro (que “escondem” a estrutura) —, é como se a Fondation Louis Vuitton fosse um barco futurista eternamente navegando pelos jardins do maior parque da cidade, “pulmão” de Paris, antigo terrain  de caça dos reis franceses, o Bois de Boulogne.

Um pouco distante do centro da cidade e no meio de uma floresta urbana, a Fondation tem uma localização inusitada, e o chegar lá faz parte da experiência. A cada quinze minutos e custando € 1 (R$ 4), saem navettes elétricas (um miniônibus que não polui) da avenue de Friedland, em frente a uma das saídas da estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile, do Ver Mais →

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Samba

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Difícil não se lembrar dos papéis anteriores dos dois protagonistas de Samba: Omar Sy, que, numa continuação de Intouchables (Os Intocáveis) segue no papel de imigrante ilegal em território francês que, fofo que é, conquista os corações gauleses, e Charlotte Gainsbourg, que já na cena em que ela olha o negro alto e forte sem camisa (e também na cena final, na sala de reuniões), simplesmente NÃO DEIXA a gente não se lembrar dela como a ninfomaníaca depressiva que, no filme de Von Trier, protagonizou uma cena explícita de dupla penetração com dois negros — também africanos, também fortes (entre outros atributos) — na cena mais engraçada do filme. Se você conseguir ultrapassar essa barreira de memória recente, o filme dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano (os mesmos de Intouchables) vale por mostrar uma Paris quase turística (tem o Charles de Gaulle — e vários A380 da Air France —, tem La Defénse, a Torre Eiffel, o Canal Saint Martin, os telhados e suas Ver Mais →

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Lafayette Gourmet

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Uma geladeira, grande, só com manteigas — Boudier, Échiré, Beillevaire, incluindo um corner  da Bordier em que eles “batem” a manteiga na sua frente (le tapage du beurre) — já seria motivo suficiente para visitar a Lafayette Gourmet, que desde 2014 passou a ocupar o prédio da seção Maison das Galeries Lafayette (numa união bastante inteligente e que é bastante prática para quem ama receber, comida e casa). Acrescente azeites especialíssimos, jamón  Pata Negra, a Bordeauxthèque (lugar imperdível, veja a nossa matéria, clicando aqui), e ainda a possibilidade de provar in loco  as carnes, os queijos, o jamón (cada departamento possui um balcão com 20, 30 cadeiras). No Steak Point, por exemplo, você pode pedir o corte de uma das carnes no açougue (provenientes da Normandia, da Escócia, do Japão), do tamanho que você quiser, e eles grelham na hora, com alguns acompanhamentos, para que você deguste lá mesmo. O mesmo com o jamón Ver Mais →

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Tuju

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A arquitetura, a qualidade dos ingredientes e a apresentação dos pratos do Tuju — em belíssimas e variadas cerâmicas — são completamente ofuscadas pela iluminação que não valoriza as cores da comida (principalmente nas mesas ao fundo do salão), e, principalmente, pelo serviço lento, desatencioso e confuso. Você pede o couvert e trazem apenas um micropotinho de manteiga e um de sal para a mesa (de seis pessoas), esquecem entradas, trazem os pratos principais sem tirar os pratos das entradas (e lá se vai chamar alguém pra ajudar enquanto se segura os pratos), trazem pratos de outra mesa, não limpam a mesa (os jogos americanos em papel, que sujam, deixam o aspecto da mesa ainda pior), retiram os pratos colocando o corpo entre as pessoas interferindo na conversa (esse é o problema de se fazer mesas coladas nas paredes quando o garçom precisa por um só lado Ver Mais →

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Saint Laurent, agora, por Bertrand Bonello

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Ambos os filmes têm o mesmo tema e foram lançados em 2014. Mas tudo é mais bonito no Saint Laurent de Bertrand Bonello em comparação com o Yves-Saint Laurent de Jalil Lespert: os atores (Gaspard Ulliel!!! — lindo, pelado e em nu frontal —, Louis Garrel!!!, Aymelide Valade!, e mesmo Jérémie Renier, que acompanho desde As Rosas Selvagens, tem seu charme), os enquadramentos, a composição das cenas, os móveis design  do apartamento de Jacques de Bascher (o amante de Yves), a bela fonte que dá forma ao título do filme e que informa os anos em que as cenas se passam (meio à la Tom Ford, preciso dizer).

Como cinema também agrada mais. O Saint Laurent de Bonello, que não teve a aprovação do parceiro-de-toda-a-vida de Yves, Pierre Bergé, mas que teve o apoio de Henri-François Pinault, CEO da Kering, holding de luxo que hoje é dona da marca do estilista que revolucionou a maneira da mulher se vestir, é mais sutil e menos didático (só faz uma alusão à Dior), mais emblemático e menos romantizado que a versão de Lespert, que se Ver Mais →

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Tributo Versace para a Client, por Didio

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Gianni Versace era um pioneiro: foi um dos primeiros estilistas que ficou MILIONÁRIO com a moda (sua fortuna sempre gerou rumores); foi um dos primeiros que transformou suas roupas em estilo de vida, criando móveis, roupas de cama, porcelanas, cristais com os melhores fabricantes do planeta; foi um dos primeiros que abriu loja no Brasil, quando as marcas de luxo ainda inexistiam nos Jardins paulistanos.

Eu era apaixonado pelos excessos, pela releitura coloridíssima do barroco e pelo sex appeal de sua moda (na época, diziam que as esposas vestiam Armani, as amantes, vulgares, Versace). Numa era pré-internet, sua paixão pelas artes plásticas e decorativas, sua coleção de arte, sua ousadia nos catálogos e livros fotografados pelos maiores fotógrafos de moda do mundo (ele não se privava de colocar homens nus com TUDO à mostra nos seus catálogos e eu sempre ficava observando Ver Mais →

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Villa GRU

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As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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Mandíbula


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As comidinhas do Ramona, os livros da Biblioteca Mário de Andrade, as festas no Grand Metrópole, a cervejinha na praça no Paribar, os drinques-com-vista no Terraço Itália e, agora, o Mandíbula, colocam definitivamente esse quarteirão da Avenida São Luís — e, particularmente a Praça Dom José Gaspar — no nosso mapa. No segundo andar da Galeria Metrópole, o Mandíbula (adoro esse nome) é um espaço que mistura café (sempre filtrado ou na prensa #noespresso), bar (cervejas e drinques) e uma bela coleção de vinis, à venda (com preços que variam de R$ 20 a R$ 300; os discos mais raros levam simpáticos post-its  explicando por que aquele vinil é especial).

No cardápio, cervejas como Heineken e Sol, cervejas artesanais e drinques bem preparados, como o Negroni e duas já famosas versões de gin tônica: uma com Tanqueray e limão siciliano e outra com Hendrick’s e pepino. Pra comer, amendoins, azeitonas e burekas — uma rosquinha de massa folhada típica do Leste Europeu — com várias opções de recheio (batata com cebola, carne com beringela, espinafre com queijo) e servidas num filtro de café de papel. Basta chegar no balcão, abrir uma comanda com o seu nome (que fica no bar) ou pagar direto a cada pedido.

Com DJ ou sem DJ, a trilha sonora rock  é ótima. Dá pra se sentar no bar, em um sofázinho Chesterfield de dois lugares ou numa mesa coletiva que fica no corredor da galeria que dá para um belo terraço com vista para a Avenida São Luís, onde as pessoas fumam. Para ficar perfeito quando as lojas fecham (a Galeria fecha a última portinhola para entrada à meia-noite, mas os clientes podem ficar até altas horas no Mandíbula) a luz forte e branca dos corredores deveria ser diminuída. Mas os sócios já conversaram com o condomínio e não teve jeito. De qualquer forma, o Mandíbula é mais uma opção jovem de se aproveitar o centro da cidade do jeito que a gente gosta.

Parar o carro na região pode ser um problema. Um dos jeitos mais fáceis é deixar o carro com os manobristas do Ramona e atravessar a rua, que é logo em frente.


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