Baden Baden: Banhos termais – vestido ou nu -, natureza, bolos divinos, música clássica e cassino

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Apesar da distância (uma na Inglaterra, outra na Alemanha), Bath e Baden-Baden levam, em seus respectivos idiomas, “banho”  como nome e possuem histórias bastante parecidas. Ambas as cidades foram fundadas pelos romanos (Bath era Aquae Sulis; Baden-Baden, Aquae Aureliae)  e esquecidas por séculos depois da queda do império; as duas renasceram no século 18 com as visitas de duas nobres que procuravam nas fontes termais a cura de suas doenças, e, por conta disso, se transformaram em destinos aristocráticos que passaram a atrair ricos-e-nobres-e-intelectuais-e-arrivistas  de todas as partes, em busca de bem-estar — e verem e serem vistos). Baden-Baden era o destino número um da alta sociedade nos verões europeus do século 19. Mas se Bath só recentemente começou a recuperar seu status de balneário de águas termais {clique aqui para ver a única terma de Bath, com uma piscina cinematográfica}, em Baden-Baden você vai ter essa experiência em todo o esplendor: são 12 fontes que jorram 540 litros por minuto, de uma água que Ver Mais →

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Meissen: Quando os alemães decifraram a fórmula secreta da porcelana chinesa depois de séculos de paixão pelo “ouro branco”

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Se a cerâmica surgiu no período neolítico em várias partes do mundo quase que simultaneamente — da Amazônia brasileira ao que foi a Tchecoeslováquia, passando pelo Japão do ano 25.000 a.C. —, a porcelana foi um caso único, uma invenção chinesa. E, por séculos desde sua criação (por volta da época de Jesus), a China deteve o savoir-faire  dessa variação de cerâmica que podia ser elegantemente moldada, esmaltada e pintada, e cujo resultado eram utensílios branquíssimos e brilhantes, duros, resistentes e impermeáveis. O “ouro branco” — um belo upgrade  da fosca, terrosa e frágil cerâmica — logo conquistaria o mundo: dos vizinhos coreanos e japoneses, a muçulmanos e europeus, para quem a porcelana era símbolo de poder, bom gosto e status (desde o começo do século 13, todas as casas reais importavam porcelanas da China). E uma vez que eram caríssimas — até para os imperadores chineses, as peças faziam uma longa viagem para chegar Ver Mais →

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Bülow: O único hotel com restaurante estrelado da cidade, entre as regiões que a gente mais ama em Dresden

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Existe uma austeridade nos hotéis de luxo germânicos — seria a herança protestante? — que é bem diferente do que a gente encontra na França, no Japão, nos Estados Unidos; e tem pouco a ver com o que consideramos bom gosto (mas eu acabo gostando por ser o reflexo de uma cultura e, principalmente, porque ela vem sempre acompanhada da eficiência alemã). E, se se hospedar no Taschenbergpalais é estar praticamente dentro dos palácios de Dresden (o hotel ocupa um prédio que foi construído por Augusto, o Forte para a sua amante favorita), se hospedar no Bülow Palais, um hotel independente, de família, associado à Relais & Châteaux, é estar no bairro mais antigo da cidade — a Innere Neustadt, com construções barrocas originais do século 18, entre a bela Albertplatz e o Palácio Japonês, e em frente uma pracinha arborizada onde está a igreja Dreikönigskirche — entre as duas regiões que a gente ama e frequenta: a Altstadt, a região onde ficam Ver Mais →

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Zwinger e Residenzschloss em Dresden: O palácio dos príncipes saxões com uma das mais belas coleções do mundo

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Diferentemente de outros palácios, geralmente isolados, o Palácio Real do que foi de 1356 a 1806 o Eleitorado da Saxônia (um dos estados parte do Sacro Império Romano Germânico) e até 1918 o Reino da Saxônia, não tem quilômetros e quilômetros de jardins com altos muros em sua volta (palácios típicos do século 18), mas está interessantemente integrado ao contexto urbano, bem no centro da cidade de Dresden. E o mais impressionante — além da coleção absurda de joias, roupas, espadas e armaduras tão ricamente decoradas que mais lembram o carnaval que as guerras medievais; o Residenzschloss era um dos mais magníficos e importantes palácios na Europa do século 18 — é que, apesar de todas as reviravoltas da História (pense em feudalismo-monarquia, república, nazismo, Segunda Guerra Mundial, capitalismo, socialismo — Dresden era parte da Alemanha Oriental, subordinada à Moscou), as coleções de Augusto, o Forte, estão quase que inteiramente intactas e reunidas, sendo que as mais importantes peças ocupam hoje EXATAMENTE Ver Mais →

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Dresden: Tudo o que você não pode deixar de visitar, ver e fazer em uma das cidades mais fascinantes da Alemanha

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Pare na praça Neumarkt em frente à estátua de Martinho Lutero e a icônica igreja luterano-barroca Frauenkirche. Observe em volta. A sensação é a de que você está, assim como em tantos destinos da Europa, numa linda cidade com séculos de história (o que é verdade: Dresden foi a capital do eleitorado e do reino saxão e ainda hoje é a capital da Saxônia — Sachsen, em alemão —, apesar de Leipzig ser a maior cidade do estado). Mas o edifício mais antigo — e o único original — desta praça não são  todos esses prédios que aparentam centenas de anos, mas sim o Kulturpalast, um prédio quadradão-modernista-socialista  construído na década de 1960, cuja belíssima nova sala de concertos acaba de ser inaugurada (Dresden tem uma longa ligação com a música clássica: além de possuir uma das orquestras mais antigas do mundo, óperas de grandes compositores como os Richards Wagner e Strauss estrearam aqui). Todo o resto da “Cidade Antiga”, a Altstadt — incluindo a maioria dos lugares citados nesta matéria, e ela, a imponente Frauenkirche — foi completamente destruído durante o bombardeio aliado, mais especificamente de ingleses e americanos, no Ver Mais →

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