Etiqueta em restaurantes japoneses: O guia definitivo do shooyu

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O shooyu [しょうゆ、ou em kanji  醬油] é o já famoso molho de soja fermentada criado na China há mais de vinte e dois séculos, de uma cor e brilho que nos lembra a laca e sabor complexo e intenso (#umami em sua máxima potência), presente na gastronomia da maioria dos países asiáticos. Com a proliferação dos restaurantes japoneses pelo mundo, os ocidentais já aprenderam a comer de hashi (e deixam os japoneses impressionados), mas, em compensação, quando o assunto é o uso do shooyu

USE O SHOOYU  COM MODERAÇÃO, SEMPRE

— Coloque pouco shooyu  no recipiente para o molho, não o encha; e vá se servindo conforme for comendo. O ideal é que, terminada a refeição, não sobre uma gota sequer no pratinho.
— O Japão é um país que, assim como outros países que passaram por racionamento de comida durante as guerras, abomina o desperdício. O shooyu  é um alimento que leva Ver Mais →

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Teatro Kabuki, luxo e drama para o povo há 400 anos

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“O povão gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual.” Essa frase do maranhense que fez história no carnaval carioca, Joãosinho Trinta, não poderia descrever melhor a diferença entre os teatros clássicos japoneses, o no e o kabuki. Enquanto o no — que vem praticamente inalterado desde o século 14 — é sóbrio, filosófico, sutil e sempre serviu de entretenimento para a aristocracia (a família imperial, os shogun — os governantes de facto  do Japão do século 12 ao século 19 — e os daimyo, os senhores feudais), o kabuki conquistou o demi-monde  de Edo (atual Tóquio) e entretém as massas desde o século 17 com suas narrativas mega dramáticas e cenários, maquiagens e figurinos exuberantes e coloridíssimos (tem até bate-cabelo com enormes perucas — uma vermelha e a outra branquíssima — entre leão pai e leão filho, uma das cenas clássicas) deste teatro em que apenas homens tocam, cantam e interpretam os papéis masculinos e Ver Mais →

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Japão, uma introdução

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Terra do Sol Nascente. A cultura japonesa tem uma fixação pelo Sol e por todos os outros elementos da natureza. Na música, na literatura, nas artes — geralmente utilitárias (nas porcelanas, nos kimonos, nos objetos de uso pessoal) e não apenas “plásticas” —, flores, montanhas, rios e ventos são constantes (entre as flores, a mais famosa é a das cerejeiras, em japonês sakura). Mesmo a família imperial, cujo símbolo é o crisântemo (kiku), que é a linhagem imperial mais antiga do mundo (começou com Jinmu Tennoo no ano 660 e segue sem interrupções até hoje, apesar de sua influência política ter sido maior ou menos ao longo dos séculos), acredita-se que eles são descendentes da deusa Sol Amaterasu Omikami (uma coisa como Meroveu, no território que viria a se tornar a França, que se dizia descendente do deus do mar, sabe?). Bom, talvez por isso, os japoneses sempre se consideraram uma raça superior a todas as outras até muito recentemente, quando o Japão perde a Segunda Guerra Mundial. E se não fosse pelo Imperador declarando em rede nacional que o Japão tinha perdido a guerra (mesmo em desvantagem, eles tinham plena confiança de que os deuses não os deixariam para trás), talvez nenhum japonês acreditasse. Foi um choque. (A obra Corações Sujos de Fernando de Morais — em livro e em filme — retrata como foi a repercussão desse momento histórico entre os japoneses que haviam imigrado para o Brasil. Quem acreditasse que o Japão havia perdido era assassinado, por ser um “coração sujo”. Foram dezenas de mortos, centenas de feridos e mais de 10 mil japoneses presos no Brasil, depois anistiados). Até então, eles se acreditavam invencíveis. E, pra mim, um dos mistérios do Japão de hoje é tentar entender como um povo tão orgulhoso, que foi tão humilhado pelos americanos há apenas 70 anos pode hoje tê-los como ídolos. Uma das minhas professoras de japonês me disse que os japoneses quando encontram alguém melhor que eles, abaixam a cabeça e passam a venerar os seus senhores. Essa resposta pode ser um começo para tentar entender a dinâmica dos valores dos japoneses que segue uma lógica nem sempre compreensível pra gente.

Outra coisa que me fascina na cultura japonesa é que ao andar pelas ruas e ter contato com os japoneses, a gente se espanta com a delicadeza dos mínimos gestos, com a distância e com sua placidez, mas no seu interior, não há povo mais dramático (desde as peças kabuki  às novelas do dia a dia), mais pervertido (não há limites no sexo, já que o budismo e o xintoísmo não impõem a moralidade cristã na condenação ao sexo) e capaz das maiores atrocidades (vide a guerra com os chineses – incluindo a Batalha de Nanquim – e a relação entre chefes e subordinados nas empresas contemporâneas) do que os descendentes de Amaterasu.

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