Pan Am Club, vista 360º do skyline no topo do hotel mais icônico de SP

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Parece que São Paulo encontrou uma de suas vocações para a noite: já que não temos praias, paisagens naturais e a nossa arquitetura não é lá essas coisas, exploremos a vista urbana — à noite, os gatos são pardos — e o mar de prédios e luzes, a exemplo do Bar do Edifício Itália, do Skye, de passeios de helicóptero, e do projeto Heineken Up On The Roof, as experiências que fornecem as melhores vistas da monstruosa e gigantesca capital paulistana. E da mesma forma que a gente se encanta e se impressiona com a vista da cidade quando o avião se aproxima de Congonhas, surge o Pan Am, um clube sem programação fixa que leva o nome da empresa norte-americana que foi a maior e uma das mais incríveis companhias aéreas do mundo (a gente amava), que fica no topo do Maksoud Plaza, um hotel que é uma instituição da hotelaria paulistana (a gente segue amando) e que é uma criação do cordobés-criativo-mais-paulistano-que-muitos-de-nós Facundo Guerra Ver Mais →

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Riviera Bar


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Assim como o Spot, o Riviera Bar renasce um clássico por conta de sua história e localização. No fim da avenida-símbolo da cidade, no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação (super acessível pelo metrô), no térreo do Edifício Anchieta (projetado pela MMM Roberto em 1941, o mesmo escritório que projetou o Aeroporto Santos Dumont no Rio), com vista para o grafite dos robôs e monstros amarelos de Rui Amaral no túnel da Paulista, e agora sob o comando dos “reis” da gastronomia e da noite, Alex Atala e Facundo Guerra respectivamente, o Riviera tem uma proposta bem definida, bem adequada ao gosto contemporâneo, qualidade nos comes e bebes e preços muito honestos.

No térreo, o tradicional bar vermelho, apenas com poucos bancos (o lance é beber, petiscar e conversar em pé), ocupa o centro do hall. Acompanhando a curva da original parede de tijolos de vidro – símbolo do lugar – está a cenográfica escada (mulheres, cuidado com as saias) que te leva ao mezanino, espaço bem maior, onde ficam as mesas, outro bar e onde ocorrem os shows  de jazz e MPB de quarta a sábado (quartas e quintas, às 21h30, e sextas e sábados, às 22h e às 23h). A programação, com a curadoria do próprio Facundo, é bem interessante e a acústica do espaço foi um dos principais pontos de atenção do projeto do arquiteto Marcio Kogan, o que faz do Riviera uma opção mais casual — e mais barata —, ao Baretto, mas ainda assim elegante. (A qualidade do som é ótima, mas não espere conseguir conversar enquanto o show está rolando; é bem alto.)

Nas comidinhas e nos drinques, a alma é flashback meets Brasil-gourmet-do-século-21: o sanduíche Royal  (com queijo, rosbife, tomate e picles), herança do antigo Riviera, contrasta com a bruschetta  com queijo de cabra, escarola, cebola roxa e passas; no quesito sobremesas, o creme de papaia com cassis e a vaca preta contrastam com a panna cotta  e morangos frescos; na carta de drinques, o Cuba Libre está lado a lado com o Terra da Garoa (cachaça orgânica envelhecida, mel de laranjeiras, gengibre, hortelã, capim santo, vinagre de cana de açúcar (!) e limão Taiti). Sem falar nos porta-guardanapos bem típicos das nossas padarias e lanchonetes desde sempre. A única coisa que me incomoda é que, à noite, à la  Chez MIS, o mezanino fica muito escuro e não se consegue ver direito a comida.

O Riviera, aberto em 1949 e que fica(va) em frente ao Cine Belas Artes, foi frequentado por intelectuais, estudantes e militantes políticos durante a ditadura militar no Brasil. Seu auge foi nos anos 1960 e 1970, ficava aberto até o último cliente (que nunca saía antes de o dia amanhecer), e muitas discussões, criações e confusões aconteceram por ali. O público que frequenta a casa hoje não poderia ser mais diferente.

De qualquer forma, o mix  localização + ambiente + qualidade (só o serviço ainda que está se ajeitando) + boa música + preço bom faz com que o renascimento do Riviera Bar seja novamente muito bem-vindo à cena paulistana.


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