Por que os atores da Comédie Française usam o nome da companhia de teatro como “sobrenome” quando atuam no cinema?

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Por que a Comédie Française, esta instituição cultural francesa fundada por Luís 14 e Molière em 1680 e que ocupa o mesmo prédio desde 1799, é o único teatro do Estado francês, o único teatro que tem uma companhia permanente de 63 atores contratados exclusivamente, que apresentam uma média de 850 peças por temporada-ano, em três salas (Richelieu, a sala mais bonita, o Vieux-Colombier e o Studio-Théâtre), com um repertório com mais de 3 mil peças de teatro (só as peças de Molière foram encenadas 33.400 vezes, de 1680 a 2009). Assim, quando eles são convidados para atuar em algum filme (e parece que isto está virando uma tendência, já que quase todos os atores da trupe, quando nas telas, concorrem aos prêmios de melhores atores do César), eles são dispensados temporariamente, mas não perdem o vínculo com a Comédie Française. Por isso, no filme Yves Saint Laurent, por exemplo, o protagonista Pierre Niney é sempre apresentado como “Pierre Niney de la Comédie Française”.

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Yves Saint Laurent

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O roteiro — seja pela própria história do estilista seja por histórias próximas — a gente já conhece e se repete, se repete, se repete: talento genial lidando com as grandes pressões do mundo cercado por uma entourage  de colegas talentosos, lindos, ricos, michês e arrivistas, que curtem a vida adoidado (tudo bem, nem todo mundo tem Karl Lagerfeld na sua turma). E como se já não bastassem suas fragilidades, sofre ainda mais com os excessos de aditivos como drogas e álcool. Na narração de Pierre Bergé, companheiro mão firme que viveu por cinquenta anos com Yves Mathieu Saint-Laurent, o filme de Jalil Lespert começa com uma visita de Saint Laurent à sua família em sua Oran natal (Argélia francesa), logo que começa a despontar na carreira (já trabalhando na Maison Dior, onde foi contratado aos 19 anos). Logo em seguida, Pierre Bergé já idoso — e Saint-Laurent morto (ele faleceu em 2008) —, leiloa a belíssima coleção de arte que o casal amealhou ao longo da vida (repleta de obras compradas em pares, para os dois), no leilão da Christie’s que foi o grande destaque de 2009 e arrecadou quase 400 milhões de euros.

Se você não curte moda, vai ser difícil gostar do filme, que é bem a vida do dia a dia, nessa história nada original, super cronológica (a contratação e demissão de Yves da Maison Dior; o lançamento de sua maison haute couture; o vestido Mondrian de 1965; o lançamento do prêt-à-porter), sem grandes clímax, sem grandes emoções, nada nada nada Saint Laurent. Só dá uma animada quando entra a trilha na poderosa voz de Maria Callas, num dos desfiles mais deslumbrantes do mestre, na coleção de alta costura mais cara de sua história, intitulada Les Ballets Russes, do outono-inverno 1976. A cena foi gravada no Westin Hotel, onde o desfile aconteceu originalmente e com as roupas do arquivo da Fundação Yves Saint-Laurent.

O que vale a pena no filme, no entanto, além da moda e do luxo da vida de Saint-Laurent e Bergé, são as atuações dos atores da Comédie Française, Pierre Niney (ainda mais bonito que o Yves original) e Guillaume Galienne.

Agora, a gente aguarda a estreia (prevista para o fim do ano) de Saint Laurent, dirigido por Bertrand Bonello, apoiado pelo todo-poderoso François Henri-Pinault, CEO da Kering, conglomerado que é dono hoje da marca Yves Saint Laurent, que autorizou o uso da logomarca e dos desenhos de Yves e que o Pierre Bergé queria vetar.

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