Hotel de Russie: Renascido na Piazza del Popolo em Roma, a melhor suíte deste palazzo histórico não é a mais cara

Não estranhe o nome da Rússia, em francês, deste hotel em Roma localizado entre duas das mais lindas e icônicas praças da Cidade Eterna: a Piazza del Popolo e a di Spagna (porque o Hotel de Rome, também da rede Rocco Forte, fica em Berlim, olha só). Quando o Hotel de Russie abriu, no fim do século 19, com um nome ainda mais estranho para um hotel romano — Grand Hôtel de Russie et des Îles Britanniques —, ocupando um palazzo  construído em 1818 para a família Torlonia e projetado pelo mesmo arquiteto que redefiniu a Piazza del Popolo, ele era frequentado principalmente por membros da aristocracia e da intelligentsia  russa: pense na princesa Zinaida Yusupova, herdeira da maior fortuna do país (fora a da família imperial) e mãe do príncipe Felix, que matou Rasputin; em Sergei Diaghilev e seus Ballets Russes, junto com Picasso; e em Igor Stravinsky, parceiro de Diaghilev e um dos mais importantes e influentes compositores do século 20, que dá nome ao bar-lounge-com-área-al-fresco  do hotel, que adotou a grafia oficial e não-anglicizada Stravinskij. (Nessa época, a França era referência de sofisticação para a elite russa, que não só era fluente Ver Mais →

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Qual a diferença entre sidra e cidra? E o que a erva-cidreira tem a ver com elas?

Sidra e cidra são coisas completamente diferentes. Sidra-com-s é a bebida alcoólica produzida a partir do suco fermentado da maçã, a Malus domestica (mas não dessa maçã docinha que a gente come, e sim de uma mais bem amarga, ácida e tânica, ou seja, nada  agradável na boca; lembre-se de que são centenas as variedades de maçã no mundo, já que elas têm um DNA mais complexo que o nosso: são 57 mil genes contra os nossos 25 mil…). Já a cidra-com-c é o fruto da cidreira (Citrus medica), um ancestral grande e ácido do limão (Citrus limonum), proveniente do Sudeste Asiático, que tem uma entrecasca (aquela parte branca entre a casca e a polpa) bastante espessa, que é utilizada para fazer compotas (como a polpa da cidra é pequena, ressecada e não tem muito sabor, ela é descartada).

SIDRA, CIDER, CIDRE

Mas a confusão é compreensível, já que tanto em inglês quanto em francês, o nome da bebida é escrito com “c”: hard cider*, em inglês, e cidre, no idioma dos Luíses. Já a fruta Ver Mais →

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Sidra sueca Your Sin chega ao Brasil e é ótima nos drinques de verão #publi

A sidra pode ser seca e espumante como o champagne  e, com teor alcoólico baixo (por volta de 4,5%), tão gelada e refrescante quanto a cerveja (algumas ainda podem ser tomadas com gelo!). Mas, apesar de popular nos países anglófonos, tanto no atual Reino Unido quanto nos países da Commonwealth (antigo Império Britânico, do Canadá à Índia passando pela Austrália), nos Estados Unidos (levada pelos colonizadores ingleses no século 17; era mais fácil cultivar maçãs que cevada na Nova Inglaterra) e no norte da França (nas regiões da Normandia e da Bretanha; os normandos tomam o trono inglês no século 11), ela ainda não é facilmente encontrada no Brasil (detalhe: quando os romanos invadiram a Inglaterra em 55 a.C., eles encontraram um povo que já apreciava essa bebida alcoólica produzida através do suco fermentado de maçã; eles levam a sidra para todo o Império e sua fama ainda ultrapassa as fronteiras de Roma conquistando o paladar dos germânicos).

SIDRA TROPICAL OU BERGMANIANA?

your-sin-1200-2E acaba de chegar ao Brasil (por enquanto só na cidade de São Paulo) a Your Sin, uma sidra sueca produzida com as frutas da região de Österlen, mais conhecida como “Costa da Maçã” (utilizando as variedades Cox Orange e Belle de Bookshop); água puríssima da mina de Ver Mais →

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Whitney Museum: Quando artistas norte-americanos discutem os problemas e os valores da América

O poder econômico de um país sempre atrai a atenção do mundo para sua produção artística. Assim como já há alguns anos existe um interesse do mercado por obras de árabes e chineses, o mesmo ocorreu com os Estados Unidos ao longo do século 20, desde quando eles passaram a integrar o panteão das potências globais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918; é preciso lembrar que os novos milionários americanos já compravam o melhor da arte europeia a preços exorbitantes na virada do século 19 para o 20). Mas, apesar da importante coleção formada exclusivamente por arte contemporânea do país que segue sendo a maior potência econômica e militar do mundo — nenhuma outra instituição de arte possui tantas obras de Edward Hopper, o pintor que é para os EUA o que Picasso é para a Espanha —, o Whitney foi durante décadas o patinho feio dos Big Four dos grandes museus nova-iorquinos (Metropolitan, MoMA e Guggenheim).

Fundado em 1931 pela escultora, herdeira e colecionadora de arte Gertrude Vanderbilt Whitney, originalmente Ver Mais →

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