Ryo Gastronomia: Um dos melhores restaurantes – não só japoneses – de São Paulo

Em vários dos bons restaurantes japoneses de São Paulo (Shinzushi, Kan, Kinoshita) é possível pedir um omakase, a versão nipônica do menu-degustação, uma sequência de pratos frios e quentes — do sashimi  ao tempura, passando por outras receitas menos óbvias — que pode levar o nome de kappo  ou kaiseki ryoori  {como a definição dos termos não é muito clara, fiz um vídeo explicando a diferença entre eles, que você confere clicando aqui}. Mas o Ryo Gastronomia, do itamae  Edson Yamashita (ex-Sushi Kan, no Japão; ex-Shinzushi), é um restaurante que, apesar de ter opções à la carte (só nas mesas, não no balcão), tem como grande diferencial ser essencialmente kaiseki; conceito materializado através de quatro opções de menus-degustação. No balcão, de frente para o itamae, a única opção é a experiência mais especial, o omakase do chef, R$ 350 por pessoa. Já Ver Mais →

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Awasi Iguazu: Nível de exclusividade, gastronomia e serviço sem precedentes em sua visita às Cataratas do Iguaçu

Para o viajante acostumado com o melhor, é quase sempre um desafio explorar algumas das paisagens naturais mais exuberantes do mundo, seja pela dificuldade de acesso, pela falta de fornecedores confiáveis (principalmente no quesito segurança), ou ainda, pela quantidade de turistas disputando espaço para selfies, o que sempre tira um pouco da beleza da paisagem. E, quando o assunto são as Cataratas do Iguaçu (ou Iguazu, em espanhol, já que estaremos do lado argentino do parque nacional), o mais espetacular conjunto de cataratas da Terra, é impossível pensar em forma mais perfeita de viver o destino — muito além das quedas d’água, preciso dizer — depois de se hospedar no Awasi Iguazú, um Relais & Château no meio da selva, da Mata Atlântica em seu estado original (restam apenas 5% desse bioma; todo o resto foi destruído por nós). {Veja todas Ver Mais →

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O Banquete: Um retrato indigesto do cinismo e da perversidade que pode permear as relações humanas, no novo filme de Daniela Thomas

Na minha juventude fui apaixonado pelos filmes do diretor francês François Ozon que se passavam inteiramente em um único ambiente, como Gouttes d’Eau Sur Pierres Brûlantes (de 1999) e Huit Femmes (de 2001, com um elenco formado pelo panteão das atrizes francesas; pense em Fanny Ardant, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart e Cathérine Deneuve juntas). A relação entre os sempre poucos personagens “presos” naquele cenário do lado de lá da tela, e nós, de cá, na caixa escura do cinema, por uma, duas horas, possui aquele capacidade mágica de nos transformar em moscas voyeurs  quase oniscientes sobre a realidade e as emoções daqueles que compõem a narrativa. Um exercício desafiador para o diretor, o roteirista, o fotógrafo… Mas bem interessante para nós, espectadores.

Se os filmes do Ozon beiravam o kitsch, o novo filme de Daniela Thomas, O Banquete, é, como Clarice Lispector se referia à vida, um “soco no estômago”. O choro de Nora (em atuação primorosa de Drica Morais) que abre o filme, diante de sua mesa de jantar elegantemente montada, vazia, aguardando os convidados da noite, é como um Ver Mais →

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Organic.Festival Trancoso: Quando chefs locais se unem para conscientizar consumidores, viajantes e produtores

É triste dizer isso. Mas o fato de você estar nos destinos mais sofisticados e paradisíacos do mundo, em lugares onde o grande atrativo é a natureza intocada, não quer dizer necessariamente que você terá acesso a alimentos naturais, saudáveis e livres de agrotóxicos. Em La Digue, uma ilha minúscula no meio do Oceano Índico, famosa por ter uma das praias mais lindas do mundo (é tão inóspita que só tem quatro carros em toda a ilha), na volta da estradinha que leva para a Grand Anse, parei na casa de um local que preparava sucos e pedi um de abacaxi, manga e banana. E levei um susto quando ele, depois de fatiar a banana e colocar no liquidificador, tirou da geladeira uma caixinha de suco industrializado de “frutas tropicais” — daqueles cheios de açúcar. Paguei, agradeci, saí com o suco de volta para a bicicleta (mas não tomei). Mais impressionado fiquei quando soube que quase a totalidade da comida das ilhas — das frutas até os peixes! — vêm de Dubai, a cinco horas de voo Ver Mais →

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José Ignacio: Um vilarejo minúsculo à beira-mar com hotéis de luxo que você não encontra nem em Montevideo

Esqueça os coqueiros e suas águas de coco geladinhas das praias tropicais e os pinheiros parasol  e os rosés  do Mediterrâneo. Tomar clericot  ou chá mate — amargo, quente e com um canudo de prata — junto al mar  ou nas ramblas; encontrar fogareiros nas areias dos hotéis de praia que não possuem nem muros ou qualquer cerca de proteção; estar integrado à cultura gaucha  e às paisagens dos pampas (esse bioma único do sul da América Latina); e aproveitar um curto mas animadíssimo verão (sem falar nos vinhos e nas empanadas) fazem da costa atlântica do Uruguai um destino balneário nada usual — e também o mais austral —, mas difícil de resistir.

Diferentemente da herança espanhola-festeira-até-altas-horas  e das aspirações miamísticas  de Punta del Este, José Ignacio é um vilarejo bucólico e bourgeois-bohème  a 40 km da punta — a del Este, que serve como marco divisório entre o Río de la Plata e o Oceano Atlântico —, tem apenas 290 habitantes e quase nada de história (ah, e a festa aqui tem Ver Mais →

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Estancia Vik, José Ignacio: Um hotel-galeria em meio às paisagens bucólicas dos pampas (perfeito para desconectar), mas pertinho da praia

O Estancia Vik é um hotel solar (e, por isso, é uma pena que ele feche durante o inverno, mesmo com o rigor do frio na região; deve ser incrível se desconectar do mundo aqui no frio). É onde você vai poder experimentar a versão ultrachic  do estilo de vida dos pampas  (pense em tomar mate, andar a cavalo — caballos criollos —, observar pássaros), rodeado do melhor da arte uruguaia aplicada. E, apesar de estar a apenas dez minutos de carro da praia e dos paradores  de José Ignacio (com a possibilidade de utilizar as piscinas cinematográficas e os restaurantes tanto do Playa quanto do Bahia Vik, o que torna a estadia aqui ainda mais sedutora), tão vastas são as paisagens e o horizonte (sem nenhuma construção ou vestígio humano à vista, no máximo, bois e cavalos soltos, livres, pastando…) que a sensação é a de que a casa desta estancia  de 1350 hectares é o centro do mundo; de que se está isolado, no meio do nada. (Mas tenha carro para ir e vir, e aproveitar tudo Ver Mais →

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