About Shoichi Iwashita

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Posts by Shoichi Iwashita:

Açaí: O superalimento que só é saudável de verdade se comido em casa; conheça as marcas orgânicas e onde comer

Apesar de deixar a boca, a língua e os dentes pretos (e ainda manchar a roupa lindamente), o açaí — puro — é um superalimento. Mas, infelizmente, de 9,9 entre 10 lugares, a gente só encontra a polpa da fruta com xarope de guaraná, que faz com que o que era para ser saudável se transforme em uma bomba de glicose — e calorias. E, por isso, é cada vez mais difícil comer açaí na rua. Porque se para comer em casa já é possível comprar açaí orgânico, extraído de forma sustentável, proveniente de comércio justo e sem açúcar, glucose de milho, corantes, estabilizantes, aromatizantes, emulsificantes, o mesmo não acontece com os muitos lugares que se vendem como “naturais” (tem lugar, como o Pé no Parque, que compra o açaí com xarope de guaraná e ainda coloca mais  xarope na hora de bater para servir o suco ou a tigela). O que a gente quer? Apenas o melhor do fruto dessa palmeira amazônica (não só na parte brasileira) consumida desde os tempos pré-colombianos: as propriedades que previnem contra o câncer e ajudam a reduzir o Ver Mais →

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Uruguai: O país mais democrático da América Latina (e não é de hoje) que se tornou independente graças a um acordo que nem eles queriam; parte I

Não tinha como esperar precisão na linha reta e imaginária do que a gente conhece como Tratado de Tordesilhas, esse contrato que beirava o absurdo assinado em 1494 que dividia o mundo entre espanhóis e portugueses — com a autorização do papa —, apesar das civilizações com mais de 100 milhões de pessoas que viviam no continente quando da chegada de Colombo em 1492 (a América acabara de ser “descoberta”, os desenhos dos mapas eram tortos e a escala tampouco precisa, e Portugal e Espanha não estavam assim lá muito comprometidos em respeitar muito minuciosamente o acordo que eles mesmos tinham assinado). E é no meio dessa confusão — afinal o Rio da Prata estava ou não do lado português da linha de Tordesilhas? — onde está hoje o Uruguai, esse pequeno país sem montanhas que é um bastião histórico da democracia na América Latina, que só come carne vermelha apesar de rodeado por águas, onde o mate é uma unanimidade e que só queria ser ver livre do império brasileiro e pertencer à Argentina (na época, Provincias Unidas) mas acabou tendo sua independência decretada por um acordo entre Brasil, Argentina e Inglaterra (ingleses, sempre eles) assinado no Rio de Janeiro (!) em 1828.

_Rio_de_la_Plata_BA_7O Río de la Plata — que tecnicamente não tem nada de rio — é um golfo e um estuário (ambiente de transição entre um rio e o mar; nesse caso, conectando os enormes rios Paraná e Uruguai ao Oceano Atlântico), que abriga em suas margens Buenos Aires de Ver Mais →

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Campos de lavanda na Provence: Tudo o que você precisa saber para chegar até os mais lindos

Enquanto eu dirigia com os vidros do carro abertos pela estreita estrada departamental D6, sentindo o vento e o sol do verão mediterrâneo (essa luz que encantou pintores impressionistas como Cézanne e Van Gogh), escutando as músicas da Tal Benyerzi, vendo e sentindo o suave aroma (eu achava que ia ser meio enjoativo) daqueles enormes campos de lavanda, no auge da floração, com as montanhas ao fundo, a sensação era a de que eu tinha chegado ao paraíso, a de que eu não estava mais na Terra. Em mais um dos nossos passeios pela Provence, a seguir tudo o que você precisa saber para ter a melhor experiência ao redor desta flor, cujo óleo essencial é usado há milênios na beleza e no bem-estar, e que também é usada na gastronomia (não deixe de provar o sorvete de lavanda, companheiro perfeito para enfrentar o calor provençal, o mel, ou ainda o crème brûlée à la lavande  em algum restaurante).

O AUGE DA FLORAÇÃO DOS CAMPOS DE LAVANDA SÓ ACONTECE UMA VEZ POR ANO; QUANDO VISITAR

provence-campos-de-lavanda-sault-valensole-1200-2-1As flores da lavanda (lavande fine, em francês, mais rara e selvagem, cujo óleo essencial é aproveitado na perfumaria) e do lavandim (lavandin, na foto acima, usado para produtos menos nobres como sabonetes) não florescem na primavera (de 21 de março a 21 de junho), mas sim no começo do verão europeu, mais especificamente nos últimos dias de junho até por volta de 10 de julho. Como a colheita começa por volta da metade do mês (no ano de 2016 começou no dia 15 de julho, mas a data de início depende da meteorologia, da Ver Mais →

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Jun Sakamoto: Um dos melhores e mais cerimoniosos sushi de São Paulo (mas que serve salmão chileno de cativeiro)

O endereço é um só — uma casinha na rua Lisboa quase esquina com a Rebouças, sem nome e com o portão fechado, ou seja, praticamente invisível — e, apesar de contar com apenas 36 lugares, é como se fossem dois restaurantes em um. No primeiro, a experiência mais exclusiva: apenas de segunda a sexta (apesar de o restaurante também abrir aos sábados), oito pessoas ocupam parte do balcão, para começar a jantar, juntas, às 20h, provando exatamente o mesmo omakase  (menu-degustação) de 16 etapas, formado principalmente por sushi, dois ou três pratos quentes e uma sobremesa (atenção: reservas são obrigatórias, mesmo que você chegue e o balcão esteja vazio). E são elas — e apenas elas — que serão atendidas pelo itamae  Jun Sakamoto, o precursor da alta gastronomia japonesa no Brasil, quando decidiu seguir voo solo com a abertura desse mesmo restaurante em 2000, depois de passar por restaurantes japoneses em São Paulo (Yayoi, Komazushi, Nagayama, Flying Sushi), Rio de Janeiro (Sushi Leblon) e Nova York (Shinbashi). Já no segundo- Ver Mais →

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Gastronomia: Um dos grandes diferenciais dos cruzeiros de luxo #publi

Minha grande decepção com cruzeiros em navios grandes foi a comida sempre bem mediana, quando não medíocre (não é tão ruim quanto comida de avião, no entanto). E como raramente conseguimos jantar em terra, quando chega o quarto ou o quinto dia, vai batendo aquele desespero e vontade de comer comida de verdade.  Nos cardápios de sobremesa, por exemplo, tanto o cheesecake  de manga com coco como o parfait  de chocolate têm o mesmo sabor de um creme gorduroso (e eu desafio você a identificar os sabores da manga e do coco citados na descrição). Com relação às pizzas, que nos salvam muitas vezes da fome quando você perde o jantar porque o horário é fixo — e são eles que decidem que horas, em qual mesa e até em quais cadeiras você vai jantar, e pode ser que você não consiga jantar um único dia com familiares e amigos —, apesar de boas e das quatro ou cinco opções de sabores, só se sente o sabor da massa com molho de tomate e uma sujeira de queijo. Sem falar no serviço impessoal e na falta de opções saudáveis. Já nos navios menores e megaiates luxo, a história é completamente  diferente: até por conta da menor quantidade de passageiros (no máximo 600 por navio, contra 4.000, 5.000 dos navios maiores), além da liberdade de se poder jantar a qualquer hora e sem lugares marcados, companhias Ver Mais →

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Rangiroa, Taiti e suas ilhas: Baleias, golfinhos e tubarões, o único vinho da Polinésia e o melhor snorkelling da vida

Paraíso dos mergulhadores e segundo maior atol do planeta — com uma lagoa de mais de 1000 quilômetros quadrados (o suficiente para comportar a ilha do Taiti inteira) —, Rangiroa faz parte do arquipélago de Tuamotu, o maior arquipélago de atóis do mundo e um dos cinco que formam a Polinésia Francesa. E não há melhor e mais belo lugar para aprender o que é um atol e como nascem essas formações fascinantes. Mas explico. As ilhas (no caso as vulcânicas; acho que só as Seychelles têm formação granítica) são resultado do acúmulo de lava no leito dos oceanos, de milhares de erupções dos vulcões no fundo do mar. Com o tempo, corais vão formando recifes ao redor das ilhas. Mas no caso dos atóis, as ilhas sofrem erosão, “afundam” (mas não muito), deixando lagoas rasas e apenas os recifes visíveis-sobre-a-água, que acabam por formar um círculo de pequenas ilhas, ou motu  em taitiano (que são responsáveis por aquele azul turquesa impressionante: são os elementos decorrentes da erosão lenta também dos exoesqueletos dos corais que fazem com que a cor da água das lagoas dos atóis tenha essa cor). São mais de 250 motu Ver Mais →

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Considerações sobre o papel do turismo de luxo – incluindo os viajantes – por um mundo mais sustentável

Quatro BILHÕES de passageiros foram transportados pelas companhias aéreas em 2017 (sem contar as viagens por terra e por mar). E a projeção é que esse número aumente em 5,6% em 2018 (o que é um grande problema para o planeta, saiba por que mais abaixo). E a pergunta é: como  qualquer coisa de genuíno pode sobreviver em Reykjavik, a pequena capital da Islândia com 122 mil habitantes, quando em dez anos a cidade passou a receber 2,5 milhões de turistas por ano (eram 450 mil em 2007)? Pedaços de paraíso na Terra como a ilha filipina de Boracay e também seis das mais populares ilhas da Tailândia (de Koh Samui a Koh Khai Nai) acabam de banir turistas por alguns meses, apesar de o turismo representar praticamente 20% do PIB nacional. E tem mais: nos últimos dois anos, Milão criou uma lei proibindo paus de selfie, Florença lançou uma cartilha de bons modos para turistas mal educados, e em Barcelona, Amsterdam e Veneza assistimos Ver Mais →

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The Spa do Renaissance: Com produtos orgânicos e a uma quadra da Paulista, tem tudo para muitas horas de saúde e bem-estar

Além da questão do uso de água no processo de fabricação, da crueldade com os animais e do descarte de lixos tóxicos que destroem a natureza, estamos todos os dias sendo envenenados, fora e dentro de casa, com a poluição do ar, os agrotóxicos nos alimentos, os parabenos nos cosméticos (de aparentemente  indefesos shampoos a hidratantes), os derivados de petróleo nos produtos de limpeza, os remédios… Ter um jantar saboroso em um restaurante cujos ingredientes utilizados estão cheios de hormônios e agrotóxicos — são mais baratos, né? — sempre tira um pouco o brilho do jantar. E, conforme aumenta a nossa consciência sobre assunto, o mesmo acontece quando o assunto é beleza. Quais são os cremes e óleos que spas e clínicas de estéticas aplicam; produtos que nós, relaxados, quase nunca vemos?

E, a uma quadra da Avenida Paulista e do metrô Consolação, o The Spa, o espaço de beleza e bem-estar renovado do hotel Renaissance — para nós da Simonde, o hotel mais bem localizado da cidade; saiba por que clicando aqui —, vem com essa proposta. Além de só utilizar produtos naturais e livres de testes em animais nos tratamentos, eles Ver Mais →

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Hotel de Russie: Renascido na Piazza del Popolo em Roma, a melhor suíte deste palazzo histórico não é a mais cara

Não estranhe o nome da Rússia, em francês, deste hotel em Roma localizado entre duas das mais lindas e icônicas praças da Cidade Eterna: a Piazza del Popolo e a di Spagna (porque o Hotel de Rome, também da rede Rocco Forte, fica em Berlim, olha só). Quando o Hotel de Russie abriu, no fim do século 19, com um nome ainda mais estranho para um hotel romano — Grand Hôtel de Russie et des Îles Britanniques —, ocupando um palazzo  construído em 1818 para a família Torlonia e projetado pelo mesmo arquiteto que redefiniu a Piazza del Popolo, ele era frequentado principalmente por membros da aristocracia e da intelligentsia  russa: pense na princesa Zinaida Yusupova, herdeira da maior fortuna do país (fora a da família imperial) e mãe do príncipe Felix, que matou Rasputin; em Sergei Diaghilev e seus Ballets Russes, junto com Picasso; e em Igor Stravinsky, parceiro de Diaghilev e um dos mais importantes e influentes compositores do século 20, que dá nome ao bar-lounge-com-área-al-fresco  do hotel, que adotou a grafia oficial e não-anglicizada Stravinskij. (Nessa época, a França era referência de sofisticação para a elite russa, que não só era fluente Ver Mais →

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Qual a diferença entre sidra e cidra? E o que a erva-cidreira tem a ver com elas?

Sidra e cidra são coisas completamente diferentes. Sidra-com-s é a bebida alcoólica produzida a partir do suco fermentado da maçã, a Malus domestica (mas não dessa maçã docinha que a gente come, e sim de uma mais bem amarga, ácida e tânica, ou seja, nada  agradável na boca; lembre-se de que são centenas as variedades de maçã no mundo, já que elas têm um DNA mais complexo que o nosso: são 57 mil genes contra os nossos 25 mil…). Já a cidra-com-c é o fruto da cidreira (Citrus medica), um ancestral grande e ácido do limão (Citrus limonum), proveniente do Sudeste Asiático, que tem uma entrecasca (aquela parte branca entre a casca e a polpa) bastante espessa, que é utilizada para fazer compotas (como a polpa da cidra é pequena, ressecada e não tem muito sabor, ela é descartada).

SIDRA, CIDER, CIDRE

Mas a confusão é compreensível, já que tanto em inglês quanto em francês, o nome da bebida é escrito com “c”: hard cider*, em inglês, e cidre, no idioma dos Luíses. Já a fruta Ver Mais →

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