The Brando, Taiti e suas ilhas: Sem bangalôs sobre águas e piscinas infinitas, um dos melhores e mais caros hotéis do mundo é zero-ostentação

Apesar de não figurar nas últimas listas dos melhores do mundo, o resort all-inclusive  The Brando, na Polinésia Francesa, possui todos  os elementos do que se poderia considerar o melhor hotel do mundo (não tem igual, de verdade). Não conheço nenhuma outra propriedade no planeta que fique em um lugar não só paradisíaco — e fácil de chegar, são apenas 10 minutos de voo da ilha do Taiti — mas de natureza tão abundante, preservada e acessível (38 plantas autóctones, 167 espécies de peixes, uma coleção incrível de aves, incluindo os lindos boobies  de bico azul e pés vermelhos que eu achava que só existiam nas Galápagos), com duas ONGs in-house  que atraem pesquisadores do mundo todo; que tenha não só sua própria companhia aérea com três aviões novíssimos (dois Islander BN-2T e um Twin Otter) apenas para os hóspedes, mas também um terminal exclusivo no aeroporto internacional de Fa’a’a em Pape’ete (acho surreal imaginar que pilotos, agentes de segurança e de check-in  façam parte do quadro de funcionários de um hotel); com um restaurante gastronômico com adega estelar assinado pelo chef-duas-estrelas-Michelin Guy Martin, do Grand Véfour de Paris (não só no restaurante gastronômico, foi a melhor comida que Ver Mais →

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Jiquitaia, comida brasileira autoral, saborosa e o melhor preço


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Pelo preço fixo de R$ 79 (entrada + prato principal + sobremesa, no jantar e nos fins de semana; e R$ 49! no almoço durante a semana), o Jiquitaia se consolidou de forma muito bem sucedida com sua fórmula que alia comida autoral com ingredientes brasileiros — bem executada, bem apresentada (só nas sobremesas que o aspecto é mais caseiro, mas não menos saboroso); e ainda dá para ter uma refeição vegetariana completa ou, mais precisamente, ovolactovegetariana —, preço mais-que-honesto e ambiente simples e agradável (e fácil de encontrar, fica numa discreta casinha branca com letreiro — que mais lembra uma empresa de representação comercial — quase em frente ao Athenas, na Antônio Carlos, entre a Augusta e a Frei Caneca). Jiquitaia é nome de um mix  de pimentas da família do tabasco, em pó (fica na mesa, experimente! peça também a pimenta da casa), típica da floresta amazônica, patrimônio dos índios baniwa, que você Ver Mais →


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Marilia Zylbersztajn, incríveis tortas doces onde o açúcar é coadjuvante

Assim como o sal nas receitas, o açúcar em doses elevadas no preparo de sobremesas mata  o sabor dos ingredientes. Mas, talvez por causa da nossa história secular com a cana-de-açúcar e do consumo desde a infância de refrigerantes, leite condensado (brigadeiros!), doce de leite, café com açúcar (no interior, eles cozinham o café com açúcar) e suco de fruta quase sempre com açúcar (fruta já é doce!), brasileiros amam doces bem doces (conheço gente que toma uma lata de leite condensado, assim, vendo televisão). E aí, para aqueles que não são muito fãs de açúcar (eu me incluo já que no Japão, mesmo nos restaurantes japoneses estrelados, a sobremesa pode ser uma porção de batata doce, de feijão azuki  ou mesmo uma omelete, sempre com pouquíssimo açúcar; e chá NUNCA leva açúcar) resta comer sobremesas pela metade ou mesmo, dependendo Ver Mais →

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Fondation Louis Vuitton: A arquitetura eclipsa a arte, mas é um belo passeio ao bosque com a obra de Gehry

A concorrência é fortíssima. A construção é tão escultural que você não conseguirá apreciar a arte na primeira visita; precisará voltar outras vezes quando talvez a arquitetura ficar mais invisível  na sua cabeça. Com a água caindo por uma escada-cascata em direção ao edifício-caravela projetado por Frank Gehry — que deixa as “escamas” de titânio que marcou seus últimos projetos culturais e agora adota velas de vidro (que “escondem” a estrutura) —, é como se a Fondation Louis Vuitton fosse um barco futurista eternamente navegando pelos jardins do maior parque da cidade, “pulmão” de Paris, antigo terrain  de caça dos reis franceses, o Bois de Boulogne.

Um pouco distante do centro da cidade e no meio de uma floresta urbana, a Fondation tem uma localização inusitada, e o chegar lá faz parte da experiência. A cada quinze minutos e custando € 1 (R$ 4), saem navettes elétricas (um miniônibus que não polui) da avenue de Friedland, em frente a uma das saídas da estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile, do Ver Mais →

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Samba

Difícil não se lembrar dos papéis anteriores dos dois protagonistas de Samba: Omar Sy, que, numa continuação de Intouchables (Os Intocáveis) segue no papel de imigrante ilegal em território francês que, fofo que é, conquista os corações gauleses, e Charlotte Gainsbourg, que já na cena em que ela olha o negro alto e forte sem camisa (e também na cena final, na sala de reuniões), simplesmente NÃO DEIXA a gente não se lembrar dela como a ninfomaníaca depressiva que, no filme de Von Trier, protagonizou uma cena explícita de dupla penetração com dois negros — também africanos, também fortes (entre outros atributos) — na cena mais engraçada do filme. Se você conseguir ultrapassar essa barreira de memória recente, o filme dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano (os mesmos de Intouchables) vale por mostrar uma Paris quase turística (tem o Charles de Gaulle — e vários A380 da Air France —, tem La Defénse, a Torre Eiffel, o Canal Saint Martin, os telhados e suas Ver Mais →

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Lafayette Gourmet

Uma geladeira, grande, só com manteigas — Boudier, Échiré, Beillevaire, incluindo um corner  da Bordier em que eles “batem” a manteiga na sua frente (le tapage du beurre) — já seria motivo suficiente para visitar a Lafayette Gourmet, que desde 2014 passou a ocupar o prédio da seção Maison das Galeries Lafayette (numa união bastante inteligente e que é bastante prática para quem ama receber, comida e casa). Acrescente azeites especialíssimos, jamón  Pata Negra, a Bordeauxthèque (lugar imperdível, veja a nossa matéria, clicando aqui), e ainda a possibilidade de provar in loco  as carnes, os queijos, o jamón (cada departamento possui um balcão com 20, 30 cadeiras). No Steak Point, por exemplo, você pode pedir o corte de uma das carnes no açougue (provenientes da Normandia, da Escócia, do Japão), do tamanho que você quiser, e eles grelham na hora, com alguns acompanhamentos, para que você deguste lá mesmo. O mesmo com o jamón Ver Mais →

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Tuju

A arquitetura, a qualidade dos ingredientes e a apresentação dos pratos do Tuju — em belíssimas e variadas cerâmicas — são completamente ofuscadas pela iluminação que não valoriza as cores da comida (principalmente nas mesas ao fundo do salão), e, principalmente, pelo serviço lento, desatencioso e confuso. Você pede o couvert e trazem apenas um micropotinho de manteiga e um de sal para a mesa (de seis pessoas), esquecem entradas, trazem os pratos principais sem tirar os pratos das entradas (e lá se vai chamar alguém pra ajudar enquanto se segura os pratos), trazem pratos de outra mesa, não limpam a mesa (os jogos americanos em papel, que sujam, deixam o aspecto da mesa ainda pior), retiram os pratos colocando o corpo entre as pessoas interferindo na conversa (esse é o problema de se fazer mesas coladas nas paredes quando o garçom precisa por um só lado Ver Mais →

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Saint Laurent, agora, por Bertrand Bonello

Ambos os filmes têm o mesmo tema e foram lançados em 2014. Mas tudo é mais bonito no Saint Laurent de Bertrand Bonello em comparação com o Yves-Saint Laurent de Jalil Lespert: os atores (Gaspard Ulliel!!! — lindo, pelado e em nu frontal —, Louis Garrel!!!, Aymelide Valade!, e mesmo Jérémie Renier, que acompanho desde As Rosas Selvagens, tem seu charme), os enquadramentos, a composição das cenas, os móveis design  do apartamento de Jacques de Bascher (o amante de Yves), a bela fonte que dá forma ao título do filme e que informa os anos em que as cenas se passam (meio à la Tom Ford, preciso dizer).

Como cinema também agrada mais. O Saint Laurent de Bonello, que não teve a aprovação do parceiro-de-toda-a-vida de Yves, Pierre Bergé, mas que teve o apoio de Henri-François Pinault, CEO da Kering, holding de luxo que hoje é dona da marca do estilista que revolucionou a maneira da mulher se vestir, é mais sutil e menos didático (só faz uma alusão à Dior), mais emblemático e menos romantizado que a versão de Lespert, que se Ver Mais →

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Tributo Versace para a Client, por Didio

Gianni Versace era um pioneiro: foi um dos primeiros estilistas que ficou MILIONÁRIO com a moda (sua fortuna sempre gerou rumores); foi um dos primeiros que transformou suas roupas em estilo de vida, criando móveis, roupas de cama, porcelanas, cristais com os melhores fabricantes do planeta; foi um dos primeiros que abriu loja no Brasil, quando as marcas de luxo ainda inexistiam nos Jardins paulistanos.

Eu era apaixonado pelos excessos, pela releitura coloridíssima do barroco e pelo sex appeal de sua moda (na época, diziam que as esposas vestiam Armani, as amantes, vulgares, Versace). Numa era pré-internet, sua paixão pelas artes plásticas e decorativas, sua coleção de arte, sua ousadia nos catálogos e livros fotografados pelos maiores fotógrafos de moda do mundo (ele não se privava de colocar homens nus com TUDO à mostra nos seus catálogos e eu sempre ficava observando Ver Mais →

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Villa GRU

As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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