Maní

Eu tinha dificuldade em entender todo o reconhecimento do Maní. Gostava muito dos drinques e dos belisquetes (não deixe de provar o trio de bombons, não dá vontade de parar de comer), amava as sobremesas, mas mesmo sabendo que tudo lá é executado à perfeição, quando chegava na hora de escolher os pratos, lia, lia, e sentia dificuldade de ser seduzido pelas descrições dos pratos no cardápio (e não foram todas as vezes que eu gostei dos pratos que pedi). Até provar o menu-degustação, talvez, a melhor experiência, a mais redonda, que eu tive com menus-degustação em São Paulo.E foi aí que eu entendi por que o Maní é merecidamente considerado um grande restaurante. (E você tem a opção de harmonizar o menu com vinhos, todos eles naturais, ou seja, sem tratamento químico nas videiras ou no vinho, seguindo a proposta orgânica da casa.)

Uma das coisas mais genias e sofisticadas do estilo dos chefs  Daniel Redondo e Helena Rizzo é a releitura contemporânea de pratos tão brasileiros como a feijoada, o açaí, a moqueca. No caso deste último, o peixe é cozido no vapor no ponto impecável (na moqueca tradicional, o peixe é cozido junto com o caldo), acompanhado de uma crocante terrine  de arroz de coco e todo o sabor da moqueca — com o dendê, o tomate e o pimentão —, vem com a leve e perfeita calda, que eles servem à la française. De sobremesa, a releitura do açaí, Ver Mais →

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