Comer carne: é preciso reconsiderar?

Você tem um filhote de cachorro que você ama. Chego na sua casa com um cordeiro de seis meses de idade, o filhotinho de uma ovelha (o da foto ao lado), que é tão mamífero, fofo e brincalhão quanto seu melhor amigo. Mas a sua missão é matá-lo. Vamos preparar um delicioso carré  de cordeiro assado com crosta de ervas. E assim como o seu cachorro, o cordeiro tem seu instinto de integridade e não quer sentir dor, não quer ser machucado, não quer morrer. Como matar um animal saudável sem machucá-lo? Será preciso lidar com seu sofrimento, talvez seus gritos (se a morte não for instantânea), sua dor e desespero (ele vai se debater), sua fraqueza, até que ele morra. Você terá de cortá-lo, administrar o sangue farto e ainda quente, retirar suas vísceras, esquartejá-lo, separar os cortes bons  de sua carne. E a morte fede. A cena é a de um crime; a de um assassinato terrível e moralmente condenável se você seguisse os mesmos procedimentos com um colega humano (ou mesmo com um cachorro). E a pergunta que fica é: qual seria o nosso prazer em comer o prato depois disso? (Ainda mais hoje, com essa vida higienizada que levamos, quando amamos os animais e a natureza, mas terceirizamos o trabalho sujo?) Teríamos coragem de matar para comer? Enquanto isso, seu cachorro está brincando no jardim, dormindo em uma casinha aconchegante, e, diante de qualquer problema de saúde, você o levará urgentemente ao veterinário e gastará o que for necessário para que ele permaneça saudável Ver Mais →

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Uma vida vale mais que outra?

É engraçada a “hierarquização” do valor da vida que existe entre nós, seres humanos. Achamos que a nossa vida vale mais que a de um cachorro; que a de um cachorro vale mais que a de uma vaca (porque essa é uma delícia, não é mesmo?); que a de uma vaca vale mais que a de um frango; que a vida de uma ave vale mais que a de um rato, que vale mais que a de uma mosca; e que as baratas… Bem, essas não merecem viver de jeito nenhum.

timthumb (1)A arte crítica de Paul Kuczynski

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