Pierre Hermé


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Sem sombra de dúvida, é o mestre par excellence  das sobremesas. Pierre Hermé começou aprendendo a arte de seu métier  com outro mestre dos doces, Gaston Lenôtre, com apenas 14 anos de idade, e aos 20, já era chef-pâtissier  da Fauchon. Aos 31, participou da expansão parisiense do La Durée enquanto ganhava prêmios e publicava livros (já são dez livros lançado sobre o tema, incluindo a bíblia Larousse des Desserts, assinado por Hermé).

O currículo é primoroso, mas não é só. Mesmo aqueles que não conhecem seu passado sentem estar diante de algo divino e inovador ao saborear uma de suas criações. Hermé só tem duas lojas flagships com todas suas criações em Paris, uma em Saint Germain-des-Prèsoutra em Montparnasse, ambas do lado esquerdo do Sena. Os outros nove pontos de venda que só vendem  macarons  e Ver Mais →


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Doces em Paris

Pâtisseries antigas e tradicionais como a Stohrer (1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers  como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Jean-Paul Hévin, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe  (Fauchon, Hédiard) que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial dessa deliciosa arte... E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia e da arte patissière.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar deliciosos macarons  em todos os estabelecimentos citados acima.

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Hédiard


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O abacaxi, fruta típica das Américas e hoje tão comum e apreciado em todo o mundo, já foi uma fruta exótica e hype. Fascinava os europeus de tal maneira que Joséphine Bonaparte, então Imperatriz da França, mandou fazer um vestido todo bordado com desenhos de abacaxis (o que era uma maneira de afirmar seu distanciamento das massas, já que só os muito sofisticados conheciam a fruta; e eu que sou um apaixonado pelo estilo Império, fiquei chocado quando vi tal vestido numa exposição rs ).

A fina estampa parisiense do século 19 só conseguia ter acesso ao abacaxi e outras exóticas iguarias graças a Ferdinand Hédiard, que em 1853, abriu sua primeira mercearia e ficou obcecado em educar os parisienses para esses tipos de alimentos (a Hédiard foi a primeira empresa a importar caviar iraniano para a Europa, por exemplo). Tanto é que ainda hoje, mais de 150 anos depois, a Hédiard continua sendo sinônimo de mercearia de luxo (ou en français: épicerie de luxe ) em todo o mundo, Ver Mais →


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