Padoca do Maní: Café da manhã o dia todo, e pães e bolos e sucos e comidinhas do jeito que a gente gosta

Com apenas 24 lugares sentados, é bem prudente evitar os fins de semana pela manhã, a não ser que você não  acorde com fome e não  se importe em ficar esperando trinta minutos ou uma hora por uma mesa, em pé, na calçada, sem lista de espera. Durante a semana, para tomar café da manhã de manhã  (quando os restaurantes da Joaquim Antunes ainda estão fechados para almoço e os manobristas ainda não estão trabalhando), também vai ter problema para parar o carro: a Padoca do Maní não tem serviço de manobrista, não tem estacionamento próximo, a estação de metrô mais próxima é a Fradique Coutinho (a 700 metros), é proibido parar o carro na movimentada rua e, nas ruas adjacentes, as vagas são concorridas (você vai precisar dar voltas e mais voltas). Parar o carro é um motivo de estresse já na chegada (e com fome, a irritação aumenta ainda mais). Por isso, o melhor jeito de chegar à Padoca do Maní é de táxi ou Uber. {Conheça o manifesto Simonde do café da manhã perfeito, clicando aqui.}

Mas uma vez lá, durante a semana e com uma mesa, é só se deixar apaixonar pelo ambiente, pelas comidinhas expostas no pequeno salão — bolos, salgados e pães, tudo feito na casa — e pelo café da manhã (ou da tarde) mais charmoso de São Paulo. No cardápio, Ver Mais →

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Maní

Eu tinha dificuldade em entender todo o reconhecimento do Maní. Gostava muito dos drinques e dos belisquetes (não deixe de provar o trio de bombons, não dá vontade de parar de comer), amava as sobremesas, mas mesmo sabendo que tudo lá é executado à perfeição, quando chegava na hora de escolher os pratos, lia, lia, e sentia dificuldade de ser seduzido pelas descrições dos pratos no cardápio (e não foram todas as vezes que eu gostei dos pratos que pedi). Até provar o menu-degustação, talvez, a melhor experiência, a mais redonda, que eu tive com menus-degustação em São Paulo.E foi aí que eu entendi por que o Maní é merecidamente considerado um grande restaurante. (E você tem a opção de harmonizar o menu com vinhos, todos eles naturais, ou seja, sem tratamento químico nas videiras ou no vinho, seguindo a proposta orgânica da casa.)

Uma das coisas mais genias e sofisticadas do estilo dos chefs  Daniel Redondo e Helena Rizzo é a releitura contemporânea de pratos tão brasileiros como a feijoada, o açaí, a moqueca. No caso deste último, o peixe é cozido no vapor no ponto impecável (na moqueca tradicional, o peixe é cozido junto com o caldo), acompanhado de uma crocante terrine  de arroz de coco e todo o sabor da moqueca — com o dendê, o tomate e o pimentão —, vem com a leve e perfeita calda, que eles servem à la française. De sobremesa, a releitura do açaí, Ver Mais →

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