Virtuoso: A associação de agências de turismo que oferece benefícios exclusivos para viajantes de luxo

Se o luxo é caro porque é exclusivo, raro e único, o que a Virtuoso conseguiu no mundo das viagens de luxo foi justamente conquistar uma escala global que permite oferecer a viajantes sofisticados benefícios exclusivos através de sua rede que conta com 1.000 agências, 12.500 consultores de viagem (bastante comum nos Estados Unidos) — que, juntos, faturaram US$ 23,7 bilhões em 2017 —, e quase 1.700 hotéis, cruzeiros e prestadores de serviço associados, presentes em 50 países. É o crème de la crème do turismo de luxo mundial. Pense em café da manhã para duas pessoas ao longo da estadia, upgrades  de quarto, vouchers  de US$ 150 para serem usados no restaurante ou no spa  do hotel, diárias cortesia, early check-in, traslados e tarifas exclusivas (não tudo junto, no entanto; saiba como encontrar sua agência Virtuoso ao fim da matéria).

Apesar de a tecnologia ter feito com que muitos viajantes fechem suas viagens de forma independente, sem intermediários (seja diretamente pelos sites  e aplicativos de companhias aéreas e hotéis ou através de plataformas como o Booking, o que sempre levanta a discussão sobre a função dos agentes de viagem no século 21), a dinâmica do mercado de viagens de luxo segue ainda baseada na relação de confiança entre viajantes e seus agentes de Ver Mais →

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Chineses desafiam o luxo parisiense

A relação entre o luxo francês e a China não é nova. Luís 14, o Rei Sol, já era apaixonado pelas lacas, sedas e porcelanas chinesas a ponto de construir para si e para a sua amante, a Marquesa de Montespan, o Trianon de Porcelaine, em Versailles. E até recentemente, a relação entre a elite francesa com os chineses ocorria apenas através do consumo de sua cultura, do exótico, com uma imagem extremamente negativa da política e do estilo de vida chinês atual. Mas quando os chineses conseguem se igualar — ou até superar — aos franceses, em sua capital Paris, numa das artes mais caras à sua secular art de vivre: o luxo e a arte de receber, é por que, definitivamente, não dá mais para associarmos essa república socialista às falsificações ou à produção em massa, a custo baixo e sem qualidade. Ou, pelo menos, não apenas. A China parece recuperar o seu papel de dominância, dessa que é uma das civilizações mais antigas do mundo (os primeiros fragmentos da seda que a gente tanto ama datam de 2850 anos antes de Cristo).

Em quatro anos (de 2011 a 2014), Paris recebeu quatro novos hotéis palácio (um seleto grupo de oito propriedades que estão acima dos cinco-estrelas). Os quatro vieram da Ásia. E três, da China (os três de Hong Kong): Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula (o Royal Monceau, da rede Raffles, é de Cingapura; e o Peninsula, por ter aberto há menos de um ano, ainda não tem oficialmente a distinção, mas com um investimento de mais de meio bilhão de dólares e tendo como base suas outras propriedades em Nova York e Chicago, é só uma questão de tempo). E, apesar de o discurso dos três hotéis ser de que “são hotéis franceses”, tanto o Shangri-La quanto o Peninsula possuem belos restaurantes de comida cantonesa.

Os turistas chineses movimentaram US$ 238 bilhões em 2014, ultrapassaram os norte-americanos e alemães tornando-se os turistas que mais gastam em viagens internacionais, e a França é o primeiro destino dos chineses quando eles decidem se aventurar fora da Ásia. O que explica, em parte, a entrada dos grupos asiáticos, que começam a marcar território na Europa, e, por consequência, o fechamento para reforma de grandes hotéis históricos da cidade, como o Crillon e o Ritz (o Plaza Athénée e o Bristol também passaram por recentes reformas); franceses até a alma. Por que se já era difícil concorrer com os chineses nos preços de produtos industrializados, parece que também não será fácil concorrer com eles quando o assunto é receber bem, na cidade que criou e que é sinônima de luxo.

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Hautvillers, o berço do champagne


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Apesar de exercer um papel importante na indústria do champagne, Reims é uma cidade maior, com sistema de transporte público, bons hotéis, restaurantes, vida noturna. E, justamente por isso, escapar para Hautvillers, onde nasceu o champagne, e Épernay é tão especial.

No alto de uma colina (coteau, em francês) no vale do Marne (onde é plantada a cépage pinot meunier, que junto com a chardonnay  e a pinot noir  formam a tríade de uvas que compõem o champagne ), Hautvillers, que quer dizer “cidade alta”, fica no caminho entre Reims e Épernay. É um vilarejo de ruas pequeninas e curvas, 850 habitantes e lindas vistas para os vinhedos do Marne, ao Sul. (Você pode reservar duas horas para a visita em Hautvillers).

Outra característica charmosa do vilarejo são as mais de 140 placas (que, na verdade, não são “placas”) de ferro que ficam em frente às casas, cada uma indicando ou contando uma história sobre o morador que lá vive ou viveu.

Foi aqui em Hautvillers, praticamente no meio da floresta onde fica hoje o Parc naturel de la Montagne de Reims, que os preceitos da enologia moderna foram fundamentadas por um monge beneditino ultra dedicado chamado Pierre Pérignon. Ver Mais →


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