Montevidéu: O nosso guia da capital do Uruguai; o que fazer, onde comer

Diferentemente de Buenos Aires e apesar de compartilhar o mesmo “mar” de la Plata (que eles chamam de rio, mas nem isso é; leia mais aqui), Montevidéu tem praia; sendo Pocitos a Ipanema uruguaia (não com o mesmo, mas com algum charme). E a rambla, a avenida à beira-mar que muda de nome 17 vezes ao longo de 22 quilômetros, possui amplas calçadas que são parte integral da vida local. Com uma única diferença: em vez da água de coco geladinha, os montevideanos  estarão todos, no frio ou no calor, sozinhos ou mais comumente em grupo, tomando chá de yerba mate  fervente (e é impressionante: da loja da operadora de telefonia aos pedágios nas estradas, você sempre verá o mate e as garrafinhas térmicas sobre as mesas dos funcionários). E esse é o primeiro passeio essencial da viagem: caminhar ou alugar uma bicicleta para percorrer a parte mais charmosa da rambla, entre Pocitos e Punta Carretas (leia mais sobre os bairros abaixo), principalmente no fim da tarde, apreciando as paisagens e o povo uruguaio.

MONTEVIDÉU: TRANQUILIDADE E EXEMPLO DE DEMOCRACIA

A atmosfera da capital do Uruguai, com apenas 1,3 milhão de habitantes, é de segurança e tranquilidade. Sem falar que é bom estar em um país que — apesar da ditadura implantada pelos Estados Unidos entre 1973 e 1985 na Operação Condor — tem sido, desde sua fundação, um bastião da democracia, da laicidade e do respeito aos direitos de Ver Mais →

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Uruguai: O país mais democrático da América Latina (e não é de hoje) que se tornou independente graças a um acordo que nem eles queriam; parte I

Não tinha como esperar precisão na linha reta e imaginária do que a gente conhece como Tratado de Tordesilhas, esse contrato que beirava o absurdo assinado em 1494 que dividia o mundo entre espanhóis e portugueses — com a autorização do papa —, apesar das civilizações com mais de 100 milhões de pessoas que viviam no continente quando da chegada de Colombo em 1492 (a América acabara de ser “descoberta”, os desenhos dos mapas eram tortos e a escala tampouco precisa, e Portugal e Espanha não estavam assim lá muito comprometidos em respeitar muito minuciosamente o acordo que eles mesmos tinham assinado). E é no meio dessa confusão — afinal o Rio da Prata estava ou não do lado português da linha de Tordesilhas? — onde está hoje o Uruguai, esse pequeno país sem montanhas que é um bastião histórico da democracia na América Latina, que só come carne vermelha apesar de rodeado por águas, onde o mate é uma unanimidade e que só queria ser ver livre do império brasileiro e pertencer à Argentina (na época, Provincias Unidas) mas acabou tendo sua independência decretada por um acordo entre Brasil, Argentina e Inglaterra (ingleses, sempre eles) assinado no Rio de Janeiro (!) em 1828.

_Rio_de_la_Plata_BA_7O Río de la Plata — que tecnicamente não tem nada de rio — é um golfo e um estuário (ambiente de transição entre um rio e o mar; nesse caso, conectando os enormes rios Paraná e Uruguai ao Oceano Atlântico), que abriga em suas margens Buenos Aires de Ver Mais →

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