A ditadura do siga-de-volta

Quero a liberdade de seguir quem eu quiser  porque os posts das pessoas que escolho seguir são interessantes para mim. Quero ter a liberdade de segui-las pelo tempo que eu quiser, sem ter de ficar explicando — para ela — por que deixei de segui-la, se um dia eu me cansar de acordar TODOS OS DIAS vendo uma selfie  com frase de motivação ou as taças de champagne com o seu cartão de embarque nas salas VIP dos aeroportos do mundo em fotos sem qualquer legenda…  O que não vai mudar em NADA o meu sentimento e nossa amizade, preciso dizer. (Eu mesmo me canso da repetição que é a vida, de postar as mesmas coisas, imagina para quem está vendo…) Vir perguntar para o amigo — ou pior, conhecido — POR QUE ele deixou de seguir ou por que ainda não está “me seguindo” — ou pior-pior!, expor isso nas redes sociais — é de uma imensa indelicadezadeselegância e falta de educação (qual o objetivo, constranger?). Ninguém  é obrigado a gostar das coisas que a gente posta, mesmo as pessoas com quem a Ver Mais →

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Não respondi o whatsapp; nada pessoal

Mesmo se o dia tivesse 80 horas, ainda assim seria impossível ver todas as atualizações, comentários, conversas e matérias compartilhadas pelos amigos e pessoas que seguimos nas timelines  do Facebook, do Instagram e do Twitter (e as mensagens inbox  e direct ); além de responder todos os e-mails de trabalho (prioridade), ler todos os links  interessantes das newsletters; ver todos os novos vídeos dos canais que a gente assina no Youtube, os snaps  do Snapchat (tem gente que parece não conseguir mais viver sem compartilhar cada minuto do dia) e acompanhar todas as mensagens banais, vazias, esdrúxulas dos cada vez mais numerosos grupos no Whatsapp (não participo nem dos grupos da família). Isso por que ainda tem as centenas de jornais, revistas, sites, blogs  e portais, canais e programas de televisão e séries favoritos.

VIVEMOS NA ERA DA DISTRAÇÃO

A acessibilidade é uma das principais características do nosso tempo. Temos acesso a informações de qualquer parte do mundo e de qualquer pessoa. Acompanhamos diariamente a intimidade, as conquistas e as viagens não só dos perfis das pessoas que Ver Mais →

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Como saber quem compra seguidores no Instagram

No mundo digital, você é quantos seguidores você tem. Profissionalmente, o valor de uma mídia está diretamente ligado à audiência, à taxa de engajamento do público nas redes sociais (quantos likes, comentários, compartilhamentos, usuários únicos, tempo de permanência no site). O problema dos nossos dias é quando não só o seu valor profissional é medido por essas métricas de audiência (um conceito que deveria permanecer apenas  no âmbito empresarial), mas também o seu valor social. Aí, você tem um panelão. Nele, estão a ansiedade de ser popular (e com a democratização do acesso às redes sociais, todo mundo acha que pode ser famoso); a competição velada — mas acirrada — entre perfis parecidos, ou mesmo entre amigos (uma vez soube de um caso surreal envolvendo duas mulheres ricas  competindo por seguidores em uma pequena cidade do interior do Rio de Janeiro); a apropriação das marcas desses novos “canais de comunicação” (pessoas físicas que acabam por se transformar em jurídica graças à sua capacidade de atrair atenção); a fragilidade da tecnologia e da própria natureza dos números (números sempre  podem ser forjados, que o digam as empresas de auditoria); e empresas obscuras que se aproveitam do contexto para ganhar dinheiro. O Ver Mais →

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Likes get you high?

Em 2014, eu tive dates com três caras que tinham mais de “10 k” (em inglês, um k equivale a “000”), ou seja, que tinham mais de 10 mil seguidores no Instagram. Até então (até 2013), o Instagram pra mim era uma rede social em que a gente postava fotos de que a gente gostava, sem nenhum compromisso de agradar a um venerável público. Mas tudo mudou. E confesso que escutar frases como “meus fãs gostam de ver fotos minhas”, “se uma foto tiver menos de 500 likes, eu deleto porque queima meu filme”, “meu ex-namorado não sabia administrar minha popularidade” — ditas sem NENHUM constrangimento —; a preocupação com o conteúdo — escolha do cenário, do figurino, dos acessórios, editar a foto com inúmeros aplicativos para melhorar a aparência —; e o hábito de postar em dias e horários específicos para “otimizar o número de likes e comentários” (ou não postar fotos demais com o mesmo objetivo; “floodar a timeline” é como isso se chama); e o pudor zero em fazer Ver Mais →

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Amor, eu te quero mas sai daqui.

Pessoa que sei que está sofrendo mas está postando foto “feliz” na balada, com copo de champagne na mão, amigos lindos, com o único objetivo de atingir UMA pessoa: o ex – que também está sofrendo e acha que o outro não está nem aí pra ele. Corta. Namorado que se relaciona mais com seus followers  no Instagram — porque está sempre sensualizando, mostrando o quanto é desejado pela sua beleza — que com seu companheiro. Corta. Pessoa para quem os “amigos” — sempre muitos; dezenas deles — e a “balada e as balas” é um estilo de vida, sinônimo de alegria, satisfação e “sucesso”, mas vai pra sauna buscar o amor. Corta. Menino lindo, gostoso e inteligente procurando a batida perfeita e o outro perfeito e que, aos 30 e poucos anos, nunca namorou ninguém. Sei lá, acho que o exibicionismo das redes sociais, esse narcisismo constante e estimulado do “ideal” da vida e das relações, só faz distanciar as pessoas do que elas mais querem. E eu nem assisti Her ainda. Ver Mais →

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É muito “amor” nas redes sociais

Pessoas que postam foto com amigo legendando “amigo que eu tanto amo” — mal conhece — ou “saudades” — mentira — só por que saiu bem na foto. E o amigo nem tanto. Nas redes sociais, o único amor que existe é o amor a si mesmo.

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