Whitney Museum: Quando artistas norte-americanos discutem os problemas e os valores da América

O poder econômico de um país sempre atrai a atenção do mundo para sua produção artística. Assim como já há alguns anos existe um interesse do mercado por obras de árabes e chineses, o mesmo ocorreu com os Estados Unidos ao longo do século 20, desde quando eles passaram a integrar o panteão das potências globais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918; é preciso lembrar que os novos milionários americanos já compravam o melhor da arte europeia a preços exorbitantes na virada do século 19 para o 20). Mas, apesar da importante coleção formada exclusivamente por arte contemporânea do país que segue sendo a maior potência econômica e militar do mundo — nenhuma outra instituição de arte possui tantas obras de Edward Hopper, o pintor que é para os EUA o que Picasso é para a Espanha —, o Whitney foi durante décadas o patinho feio dos Big Four dos grandes museus nova-iorquinos (Metropolitan, MoMA e Guggenheim).

Fundado em 1931 pela escultora, herdeira e colecionadora de arte Gertrude Vanderbilt Whitney, originalmente Ver Mais →

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The Shard, o edifício mais alto de Londres com uma belíssima vista 360º

Fazer xixi num banheiro com parede de vidro, a 240 metros de altura, exposto para os céus e com toda Londres a seus pés é uma experiência que só uma visita ao observatório The View from the Shard pode proporcionar (com 310 metros de altura, o Shard é o arranha-céu mais alto de Londres e o quarto maior da Europa). Numa das regiões mais antigas da cidade (e pertinho do Borough Market, que a gente ama), em Southwark, o starchitect  italiano Renzo Piano (Whitney Museum, Morgan Library, Aeroporto Kansai, The New York Times) imaginou um caco de vidro — “shard” quer dizer caco — na forma de um edifício-pirâmide que abriga: escritórios (do 2 ao 28º andar), bares e restaurantes (do 31º ao 33º), o hotel Shangri-La (do 34º ao 52º, com uma piscina no 52º), apartamentos! (do 53º ao 65º, que custaram entre £ 30.000.000 e £ 50.000.000, ou R$ 300 milhões) e o observatório, Ver Mais →

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The Morgan Library


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Reaberta em 2006, após uma extensa e bem-sucedida reforma e ampliação por Renzo Piano, a Morgan Library & Museum é uma atração imperdível. The Morgan Library & Museum é o resultado da paixão pelo colecionismo – seu hobby  quando não estava controlando a economia mundial – de John Pierpont Morgan, um dos homens mais ricos e poderosos que a América já conheceu. Grande entendido de arte (sabia mais sobre valor e autenticidade que muitos especialistas), J.P. Morgan, como ficou conhecido, além de ter amealhado durante sua vida uma grande quantidade de importantes quadros, tapeçarias, moedas, tecidos, armaduras e objetos decorativos, começou sua jornada no mundo das artes colecionando livros, manuscritos e cartas, que são o destaque e a raison d’être  da Morgan Library.

Para abrigar a coleção cada vez maior e mais importante de livros, Morgan, que morava no número 219 da Madison Avenue  desde os anos 1880, encomendou, em 1902, a construção de uma biblioteca particular no mesmo terreno de sua casa, mas com entrada pela Rua 36. E é nesse prédio, desenhado por Charles McKim e símbolo clássico da arquitetura norte-americana do início do século 20, que Morgan recebia amigos, marchands, parceiros de negócio e intelectuais.

O prédio McKim é um dos grandes destaques do Morgan Library (além do calendário de exposições e atividades sempre superinteressantes). Inteiramente preservada desde os tempos em que Morgan himself  utilizava os salões, o prédio é formado por um hall de entrada de tirar o fôlego (a Rotunda), uma belíssima biblioteca (East Room, com três andares de livros em que não se vê as escadas de acesso – escondidas por trás das prateleiras), o austero escritório de Morgan (West Room) e o aconchegante escritório do bibliotecário (North Room).

Ricamente decorado com madeiras nobres, moisacos belíssimos, mármores, tapeçarias, afrescos e quadros de mestres renascentistas da coleção original de J.P. Morgan, o prédio McKim também abriga a importante coleção de livros (já ia quase me esquecendo deles…) incluindo três Bíblias de Gutenberg (uma à mostra), partituras originais de grandes compositores da música dos séculos 17, 18 e 19, além de centenas de primeiras edições das principais obras da literatura mundial.

Além da casa de Morgan e do prédio McKim, o Morgan Library conta ainda com o Anexo, outro prédio construído em 1928 (cada prédio possui um estilo diferente), quando o filho de J.P., Jack, já tinha transformado a biblioteca em uma instituição cultural (em 1924). Hoje, os três prédios são interligados pela contemporânea obra de ampliação da Morgan Library capitaneada por Renzo Piano, concluída em 2006; elegante, aconchegante e repleta de luz natural.

Abaixo, uma excelente explicação pela Kahn Academy sobre um dos maiores tesouros da coleção Morgan: a capa do Evangelho de Lindau, circa 880, do Império Carolíngio.

Obs.: Não deixe de almoçar no Morgan Dining Room, que era a sala de jantar da Morgan Mansion, e visitar a linda loja da instituição, com uma ótima seleção de livros e objetos


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