José Ignacio: Um vilarejo minúsculo à beira-mar com hotéis de luxo que você não encontra nem em Montevideo

Esqueça os coqueiros e suas águas de coco geladinhas das praias tropicais e os pinheiros parasol  e os rosés  do Mediterrâneo. Tomar clericot  ou chá mate — amargo, quente e com um canudo de prata — junto al mar  ou nas ramblas; encontrar fogareiros nas areias dos hotéis de praia que não possuem nem muros ou qualquer cerca de proteção; estar integrado à cultura gaucha  e às paisagens dos pampas (esse bioma único do sul da América Latina); e aproveitar um curto mas animadíssimo verão (sem falar nos vinhos e nas empanadas) fazem da costa atlântica do Uruguai um destino balneário nada usual — e também o mais austral —, mas difícil de resistir.

Diferentemente da herança espanhola-festeira-até-altas-horas  e das aspirações miamísticas  de Punta del Este, José Ignacio é um vilarejo bucólico e bourgeois-bohème  a 40 km da punta — a del Este, que serve como marco divisório entre o Río de la Plata e o Oceano Atlântico —, tem apenas 290 habitantes e quase nada de história (ah, e a festa aqui tem Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Estancia Vik, José Ignacio: Um hotel-galeria em meio às paisagens bucólicas dos pampas (perfeito para desconectar), mas pertinho da praia

O Estancia Vik é um hotel solar (e, por isso, é uma pena que ele feche durante o inverno, mesmo com o rigor do frio na região; deve ser incrível se desconectar do mundo aqui no frio). É onde você vai poder experimentar a versão ultrachic  do estilo de vida dos pampas  (pense em tomar mate, andar a cavalo — caballos criollos —, observar pássaros), rodeado do melhor da arte uruguaia aplicada. E, apesar de estar a apenas dez minutos de carro da praia e dos paradores  de José Ignacio (com a possibilidade de utilizar as piscinas cinematográficas e os restaurantes tanto do Playa quanto do Bahia Vik, o que torna a estadia aqui ainda mais sedutora), tão vastas são as paisagens e o horizonte (sem nenhuma construção ou vestígio humano à vista, no máximo, bois e cavalos soltos, livres, pastando…) que a sensação é a de que a casa desta estancia  de 1350 hectares é o centro do mundo; de que se está isolado, no meio do nada. (Mas tenha carro para ir e vir, e aproveitar tudo Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Montevidéu: O nosso guia da capital do Uruguai; o que fazer, onde comer

Diferentemente de Buenos Aires e apesar de compartilhar o mesmo “mar” de la Plata (que eles chamam de rio, mas nem isso é; leia mais aqui), Montevidéu tem praia; sendo Pocitos a Ipanema uruguaia (não com o mesmo, mas com algum charme). E a rambla, a avenida à beira-mar que muda de nome 17 vezes ao longo de 22 quilômetros, possui amplas calçadas que são parte integral da vida local. Com uma única diferença: em vez da água de coco geladinha, os montevideanos  estarão todos, no frio ou no calor, sozinhos ou mais comumente em grupo, tomando chá de yerba mate  fervente (e é impressionante: da loja da operadora de telefonia aos pedágios nas estradas, você sempre verá o mate e as garrafinhas térmicas sobre as mesas dos funcionários). E esse é o primeiro passeio essencial da viagem: caminhar ou alugar uma bicicleta para percorrer a parte mais charmosa da rambla, entre Pocitos e Punta Carretas (leia mais sobre os bairros abaixo), principalmente no fim da tarde, apreciando as paisagens e o povo uruguaio.

MONTEVIDÉU: TRANQUILIDADE E EXEMPLO DE DEMOCRACIA

A atmosfera da capital do Uruguai, com apenas 1,3 milhão de habitantes, é de segurança e tranquilidade. Sem falar que é bom estar em um país que — apesar da ditadura implantada pelos Estados Unidos entre 1973 e 1985 na Operação Condor — tem sido, desde sua fundação, um bastião da democracia, da laicidade e do respeito aos direitos de Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


Uruguai: O país mais democrático da América Latina (e não é de hoje) que se tornou independente graças a um acordo que nem eles queriam; parte I

Não tinha como esperar precisão na linha reta e imaginária do que a gente conhece como Tratado de Tordesilhas, esse contrato que beirava o absurdo assinado em 1494 que dividia o mundo entre espanhóis e portugueses — com a autorização do papa —, apesar das civilizações com mais de 100 milhões de pessoas que viviam no continente quando da chegada de Colombo em 1492 (a América acabara de ser “descoberta”, os desenhos dos mapas eram tortos e a escala tampouco precisa, e Portugal e Espanha não estavam assim lá muito comprometidos em respeitar muito minuciosamente o acordo que eles mesmos tinham assinado). E é no meio dessa confusão — afinal o Rio da Prata estava ou não do lado português da linha de Tordesilhas? — onde está hoje o Uruguai, esse pequeno país sem montanhas que é um bastião histórico da democracia na América Latina, que só come carne vermelha apesar de rodeado por águas, onde o mate é uma unanimidade e que só queria ser ver livre do império brasileiro e pertencer à Argentina (na época, Provincias Unidas) mas acabou tendo sua independência decretada por um acordo entre Brasil, Argentina e Inglaterra (ingleses, sempre eles) assinado no Rio de Janeiro (!) em 1828.

_Rio_de_la_Plata_BA_7O Río de la Plata — que tecnicamente não tem nada de rio — é um golfo e um estuário (ambiente de transição entre um rio e o mar; nesse caso, conectando os enormes rios Paraná e Uruguai ao Oceano Atlântico), que abriga em suas margens Buenos Aires de Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


O Uruguai visto através de seu brasão: O sol, a justiça, o Fuerte del Cerro, o cavalo e a vaca

Cada país tem sua bandeira e seu brasão de armas (escudo de armas, em espanhol), com os emblemas e os símbolos representativos da nação. No caso do Uruguai, o brasão que faz referência à balança da justiça, ao forte del Cerro  em Montevideo, à força dos cavalos e à abundância do gado, tudo sob a proteção calorosa do sol, não poderia ser melhor retrato da realidade do país.

A balança da justiça e da igualdade ficou evidente nas ruas. Apesar da riqueza ostentada em Punta del Este, o Uruguai não é um país riquíssimo nem paupérrimo. Vale dizer, não há essa discrepância social que costumeiramente vemos no Brasil. Ouvi o dono de uma das estâncias reclamar do ensino e da saúde pública, mas fui prontamente atendido no hospital de uma pequena cidade, inaugurando a viagem com dois pontos no dedo e Ver Mais →

VEJA MAIS


shoichi.simonde@gmail.com


SIGA A SIMONDE

Interaktiv