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Lorenzi1908Teatro ColónPer SeThomas KellerBar Italia1805Estilo HomemTruefitt & HillAgenda 2014Alberto LandgrafÉpice

Guia

O Guia é uma agenda de oito destinos urbanos que a gente ama, além de dicas de outras cidades pelo mundo. Aqui você encontra cultura, gastronomia e consumo, com a possibilidade de filtrar os resultados de acordo com o bairro, estilo de experiência, características, preços e horários de funcionamento.


Dresden: Tudo o que você não pode deixar de visi...

Pare na praça Neumarkt em frente à estátua de Martinho Lutero e a icônica igreja luterano-barroca Frauenkirche. Observe em volta. A sensação é a de que você está, assim como em tantos destinos da Europa, numa linda cidade com séculos de história (o que é verdade: Dresden foi a capital do eleitorado e do reino saxão e ainda hoje é a capital da Saxônia — Sachsen, em alemão —, apesar de Leipzig ser a maior cidade do estado). Mas o edifício mais antigo — e o único original — desta praça não são  todos esses prédios que aparentam centenas de anos, mas sim o Kulturpalast, um prédio quadradão-modernista-socialista  construído na década de 1960, cuja belíssima nova sala de concertos acaba de ser inaugurada (Dresden tem uma longa ligação com a música clássica: além de possuir uma das orquestras mais antigas do mundo, óperas de grandes compositores como os Richards Wagner e Strauss estrearam aqui). Todo o resto da “Cidade Antiga”, a Altstadt — incluindo a maioria dos lugares citados nesta matéria, e ela, a imponente Frauenkirche — foi completamente destruído durante o bombardeio aliado, mais especificamente de ingleses e americanos, no Ver Mais →

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Paris para quem fala francês: Um roteiro além do...

Não é preciso falar qualquer idioma perfeitamente para apreciar grande parte das experiências nas viagens: as paisagens, a arquitetura, a gastronomia, os concertos, espetáculos de dança, as exposições (a maioria dos museus tem placas e legendas versadas para o inglês), as vitrines. Mas para se aprofundar na cultura local e absorver a visão de mundo dos nativos (quase sempre muito diferente da nossa, e essa é uma das partes mais enriquecedoras das viagens), seja lendo os artigos de opinião dos jornais sobre os assuntos do momento, os debates na televisão (e na França, é o que você mais vai ver ao ligar a TV), assistir às peças dos dramaturgos que fizeram a história do país e ler o livros que não foram traduzidos para o inglês — e ainda mais raramente para o português —, a fluência no idioma é essencial. E não há governo que invista tanto em cultura quanto o governo francês (talvez até por entender que esse é um dos grandes atrativos que nos faz voltar para a França tantas Ver Mais →

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Ryo Gastronomia: Um dos melhores restaurantes R...

Em vários dos bons restaurantes japoneses de São Paulo (Shinzushi, Kan, Kinoshita) é possível pedir um omakase, a versão nipônica dos menus-degustação, uma sequência de pratos frios e quentes — do sashimi  ao tempura, passando por outras receitas menos óbvias — que pode levar o nome de kappo  ou kaiseki ryoori  {como a definição dos termos não é muito clara, fiz um vídeo explicando a diferença entre eles, que você confere clicando aqui}. Mas o Ryo Gastronomia, do itamae  Edson Yamashita (ex-Sushi Kan, no Japão; ex-Shinzushi), é um restaurante apenas kaiseki  (as reservas são obrigatórias e não existe a opção de jantar à la carte: é preciso pedir uma das três opções de menus-degustação, de cinco a nove etapas, incluindo uma versão vegetariana, à la shojin ryoori, a cozinha vegetariana praticada nos mosteiros budistas) e está instalado no Itaim Bibi numa casa muito bem decorada, que inclui, no primeiro andar, um belíssimo Ver Mais →

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Vista Café: A ótima comida do Jiquitaia agora em...

Basta cruzar a ponte Ciccillo Matarazzo — passando por cima da linda Avenida 23 de maio, uma das artérias de São Paulo, que liga a região norte à região sul sem semáforos — para sair do Parque do Ibirapuera e chegar ao imponente edifício modernista projetado por Oscar Niemeyer, que hoje abriga a coleção do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP) e abrigará em breve um dos rooftops  mais incríveis da cidade {para conhecer a nossa lista de bares e restaurantes preferidos no topo de prédios com vista para o skyline  de São Paulo, clique aqui}. E se antes era DESOLADORA a situação da cafeteria do MAC (duas máquinas, uma para salgadinhos e refrigerantes, outra para café; só junk food  e café ruim), a boa notícia é que o Vista Café, inaugurado esta semana no mezanino do edifício com um enorme terraço cheio de sol, já é um dos nossos lugares prediletos na cidade (é só uma pena que todas as tomadas ficam muito, muito distantes das mesas; você precisa trazer Ver Mais →

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Guanahani: O hotel mais completo de Saint-Barth (c...

Nenhum outro hotel em Saint-Barth possui DUAS praias privativas (entre as mais belas da ilha, partes de uma reserva natural), duas piscinas para os hóspedes (sem contar todas as outras privativas que fazem parte das villas  mais caras), dois restaurantes, spa  Clarins com piscina mais tranquila e direito a animal de estimação (o Oscar, uma iguana de 1,5 metro de comprimento), quadras de tênis, e 67 quartos e villas  decorados na mais bela cartela de cores da ilha — e talvez do Caribe (turquesa, amarelo, laranja, marinho e lavanda, sem falar das icônicas toalhas de praia em amarelo e branco e do belíssimo projeto de comunicação visual; tive de trazer toda a papelaria do quarto na mala). E, atendendo aos diversos estilos de viagem — a dois, família com filhos (eles têm programas para crianças o ano todo, com exceção dos meses de setembro e outubro, quando o hotel fecha), entre amigos e/ou fitness-addicts  (além da academia com vista para o mar e toda a estrutura para esportes de praia, tem ainda aulas de yoga com professor gato  pelas manhãs, ou no spa  ou no deck sobre o mar da Baía de Marigot), o Guanahani é, sem dúvida, o hotel mais completo de Saint-Barth.

A NATUREZA E AS PAISAGENS COMPENSAM A DISTÂNCIA

O Guanahani, junto com o Eden Rock, é um dos hotéis originais de Saint-Barth, mas acaba de passar por uma reforma que custou US$ 40 milhões. Inaugurado em 1986 {saiba mais sobre a história da ilha, clicando aqui} e, diferentemente do hotel que hoje pertence à Oetker Collection (o Guanahani segue sendo um hotel independente), ele está localizado no nordeste da ilha, do lado oposto ao da capital Gustavia, o que pode ser um problema Ver Mais →

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Taormina: A cidade siciliana com paisagens improv...

Assim como o cannolo  e a retórica, a máfia foi inventada na Sicília. A maior ilha do Mediterrâneo, a “bola chutada pela bota” que é a península itálica, a Sicília pagou um preço alto por sua localização estratégica no Mar Mediterrâneo, nos quase dois mil anos em que a região foi considerada o centro do mundo. E quando perdeu a importância, na transição entre o feudalismo e uma tentativa de Estado moderno (a Sicília desde o Império Romano foi totalmente desflorestada para ser o celeiro da Itália continental graças ao seu solo vulcânico, logo, rico), a ilha viu o surgimento da Cosa Nostra, não só uma instituição criminosa que ultrapassou continentes, mas também uma organização social cujas origens explicam muito a história, a geografia, a alma — e o atraso — dessa ilha. Mas as “famílias” (a famiglia, nem sempre consanguínea, é a unidade básica da máfia) nunca estiveram presentes no nordeste siciliano, onde fica Taormina, apesar de sua presença influente até hoje no lado oeste, onde estão Palermo e Corleone. Talvez por isso, apesar de ter atraído viajantes das Ver Mais →

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Saint-Barth: O melhor jeito de chegar, quando ir, ...

Chegar não é muito fácil. Espremida entre uma colina e o mar (a linda Baía de Saint-Jean, uma das principais praias da ilha), a pista de pouso do aeroporto de Saint-Barth [SBH] tem apenas 650 metros de comprimento (veja foto abaixo; para efeitos de comparação, um Boeing 737-300 precisa de 2000 metros de pista para pousar; um Boeing 777, de 2700 metros de pista…). Ou seja, só aviões bem pequenos com capacidade para, no máximo, dez passageiros conseguem pousar aqui. E sendo quase toda a pequena ilha de Saint-Barthélemy uma reserva natural, não existe a menor possibilidade de se aumentar o porto de Gustavia (os grandes iates ficam todos no mar, fora da marina, e os grandes navios não têm permissão para aportar) ou de se aumentar a pista de pouso — que não tem como ser expandida, por conta das barreiras naturais — ou construir um novo aeroporto, o que torna o turismo de massa uma realidade improvável neste pedaço de primeiro mundo no Caribe.

DO BRASIL PARA SAINT-BARTH: DUAS ESCALAS, NO MÍNIMO

A opção mais rápida — e mais fácil para quem não tem visto americano — é ir de Copa Airlines com escala de apenas 45 minutos no Panamá (em 11 horas você estará pousando no Princess Juliana, em Sint-Maarten, a ilha vizinha mais próxima de Saint-Barth). Mas, apesar de a Copa oferecer uma classe executiva (não muito boa), eu acho desconfortável fazer um voo de sete horas, Guarulhos-Panamá, num Boeing 737, que é narrow-body  (só tem um corredor e é o avião com que a Gol, que Ver Mais →

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Dá mesmo para comprar day-use para passar o dia n...

Ela está fechada no momento para uma reforma e só reabre no fim de agosto para as comemorações do aniversário de dez anos da abertura do hotel (os quartos também começam a passar por atualizações necessárias começando pela tecnologia; aguarde mais informações em breve :-). E desde 2007 o hotel Fasano Rio tem a piscina-com-vista  mais cobiçada não só do Rio de Janeiro, mas uma das mais do mundo (o Emiliano Rio, inaugurado no fim de 2016, bem que poderia conquistar o posto — também com uma bela piscina no topo do hotel, com vista para o Pão de Açúcar e borda infinita; confira a nossa crítica do hotel clicando aqui —, mas em Copacabana infelizmente não tem pôr do sol…). No entanto, diferentemente de outros hotéis no Rio, o Fasano — assim como o Emiliano — não oferece o serviço de day-use, que é a prática de se pagar um valor para se usar a estrutura de piscina ou praia de um hotel (e que sempre é uma ótima oportunidade de se Ver Mais →

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Saint-Barth: A ilha branca e bilionária do Caribe...

Três horas e meia de voo e apenas uma hora de diferença de fuso horário separam o rigoroso inverno nova-iorquino de fevereiro do verão-o-ano-todo de Saint-Barthélémy, essa ilhota de vegetação árida — e de praias menos bonitas que as das ilhas vizinhas, preciso dizer —, que se transformou no porto seguro de algumas das pessoas mais ricas e famosas do mundo (seguidas dos alpinistas sociais), onde o turismo de massa não tem vez (nem as grandes redes de hotéis de luxo estão aqui). São Bartolomeu — assim como Saint-Tropez vira para os franceses, que adoram diminutivos, “Saint-Trop”, Saint-Barthélémy é “Saint-Barth”, ou ainda, em inglês, “St. Barts” — não só é território francês mas praticamente a extensão da Côte d’Azur no Caribe (não raro você vai encontrar os mesmo superiates aportados em Cap d’Antibes em junho e aqui durante o inverno no hemisfério norte). Porque se chegar à França metropolitana — Paris, depois Marseille — para começar a viagem pela Riviera Francesa é se deparar com gente de todas as cores, roupas, etnias, línguas e culturas, basta sair da cidade mais antiga do país Ver Mais →

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O guia definitivo para dirigir na França: Pode be...

A tentação é grande de alugar um carrão  conversível para percorrer as estradinhas cenográficas e ensolaradas da região da Provence e Côte d’Azur com aquela liberdade que só o dirigir permite para fazer as coisas no seu tempo, explorar as paisagens, ir e voltar na hora que quiser. Mas acredite, se você quiser dirigir pelas áreas medievais, tantos os vilarejos quanto as regiões antigas e centrais das cidades, alugue um carro pequeno. Ainda assim é inevitável a apreensão em muitas ruelas, tão estreitas que nos fazem duvidar de que o carro possa passar por ali, tão curvas que se torna impossível vislumbrar uma saída (e com capacidade para receber 0,8 da largura de um carro, reze para não ter ninguém vindo na direção contrária; isso quando elas não estão à beira de enormes precipícios).

dirigir-franca-provence-cote-d-azur-aluguel-de-carros-pedagio-combustivel-estradas-mais-bonitas-1000-7Nos vilarejos, as ruazinhas – sem calçadas – podem ser ainda mais estreitas que essa. Imagem: Shoichi Iwashita

PRECISO MESMO DE UM GPS NO CARRO? S-I-M!

dirigir-franca-provence-cote-d-azur-aluguel-de-carros-pedagio-combustivel-estradas-mais-bonitas-1000-3Mesmo que você esteja com acesso a internet pelo celular através de um SIM card  local e conseguindo usar o Waze ou o Google Maps, sempre alugue o carro com GPS, pois no meio da viagem quando você estiver para pegar aquela outra estrada à direita, pode ser que aconteça de o sinal do celular desaparecer, o Maps não atualizar e, aí, adeus chegar ao Ver Mais →

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Cipriani: Dos hotéis míticos do mundo, o mais co...

Depois de me hospedar no Cipriani em Veneza e no Brenners Park em Baden Baden, eu definitivamente vou precisar criar uma categoria hotéis-míticos-e-com-alma-que-sobreviveram-bem-ao-tempo. Distante na medida certa da confusão claustrofóbica das hordas de turistas em Veneza, o Cipriani é praticamente um oásis que ocupa a ponta da ilha de Giudecca, que dá de frente para San Marco (jantar no terraço de um dos restaurantes do hotel, o  Cip’s Club, com vista para tout Venise  é uma experiência imperdível até para quem não está hospedado, e ainda tem uma das melhores tartes tatin  que já comi na vida; você vê nas fotos no fim da matéria). Mas não só: qual hotel do mundo possui funcionários — há décadas trabalhando lá — que são personagens tão míticos quanto o Cipriani? (O barman  Walter Bolzonella é amigo de várias figuras de Hollywood incluindo o ator George Clooney; e na cidade que abriga alguns dos eventos de arte mais importantes do mundo, as Bienais de Arte e Arquitetura e o Festival de Cinema, espere sempre encontrar Ver Mais →

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Vinícola Guaspari: Visitando, em São Paulo!, um ...

Da mesma maneira que um dia me surpreendi quando conheci o café baiano de Piatã, considerado há anos o melhor do Brasil, foi um choque depois de algumas taças me dar conta de que um dos melhores vinhos brasileiros — brancos e tintos — é um vinho PAULISTA cujos vinhedos estão a duas horas de carro da cidade de São Paulo (!!!), na Serra da Mantiqueira, região conhecida pela produção de café desde o século 19. Por isso hoje é dia de superar o seu preconceito com os vinhos brasileiros; e hora de passar por cima do seu preconceito — que nem existia — com os vinhos paulistas.

Na propriedade de uma família antiga e muito rica que comprou em 2001 duas centenárias — e belíssimas — fazendas de café que somam 800 hectares em Espírito Santo do Pinhal, bem na divisa com Minas Gerais, não foram medidos esforços em conhecimento e tecnologia para a produção de vinhos de variedades francesas como sauvignon blanc, chardonnay, Ver Mais →

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Hôtel de Crillon, um dos icônicos palaces de Par...

Construído a pedido do rei Louis XV, as janelas e as colunas imponentes do Crillon viram as cabeças do rei Louis XVI e de sua esposa, Marie-Antoinette, rolarem na Place de la Concorde em 1793. Ocupando uma parte dos dois edifícios com fachadas idênticas na Praça da Concórdia (a hoje Place de la Concorde, antigas Place de la Révolution e Place Louis XV; os nomes iam mudando conforme as mudanças políticas), o Crillon, inaugurado como hotel em 1909, é um dos mais antigos e luxuosos do mundo. E depois de quatro anos fechado para reforma (era para ser dois anos inicialmente), um dos hotéis palace  de Paris reabre no dia 5 de julho de 2017, agora sob a bandeira da rede nascida-texana-devenu-honcoguesa Rosewood Hotels  & Resorts (mas o prédio pertence à família real saudita). Ou seja, depois de Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula, o Rosewood será o quarto hôtel palace  parisiense — de onze — Ver Mais →

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Aix-en-Provence: Mercados a céu aberto, arquitetu...

Diferentemente de outras cidades na ensolarada Provence, como Arles ou Nîmes, e apesar de também ter sido fundada pelos romanos com o nome de Aquae Sextiae (por conta das águas termais que até hoje brotam em algumas de suas inúmeras fontes), em Aix-en-Provence você não encontrará ruínas romanas; está tudo enterrado. Mas, ainda assim, la ville aux mille fontaines  (a cidade das mil fontes, como se referia à Aix Jean Cocteau); dos muitos e coloridos mercados nas praças medievais (de flores, de frutas e legumes, de peixes, de artesanato — tem todos os dias — e a Provence é considerada “a horta da França”); e também sede de uma das minhas companhias de dança preferidas (o Angelin Preljocaj, que ocupa o Pavillon Noir, edifício contemporâneo de concreto e vidro assinado por Rudy Ricciotti, o mesmo do MUCEM de Marseille) e de um dos festivais de ópera mais importantes do mundo (o Festival d’Aix-en-Provence, tipo, imperdível), Aix é uma das cidades mais famosas e queridas — e foi das mais importantes — não só do condado independente da Provence, de que era a capital (a Provence só é anexada à França no século 15, em 1481), mas também do hexágono que ajudou a formar (“l’Héxagone” — essa figura geométrica de cinco pontas e seis lados — é um dos apelidos da França).

HOTÉIS DE CHARME DISTANTES DO CENTRO; AFINAL, ONDE FICAR?

aix-en-provence-franca-france-o-que-fazer-dicas-como-chegar-1100-46Mas apesar de sua história como principal cidade da região por muitos séculos, de sua ligação com a arte (o pintor pós-impressionista Paul Cézanne, conterrâneo do escritor Émile Zola, nasceu e morreu aqui), e de sua arquitetura (são centenas de hôtels particuliers  no coração da cidade, rivalizando em número com Paris, apesar de sempre ter tido Ver Mais →

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T Fondaco Dei Tedeschi: Vista de tirar o fôlego d...

Nas viagens, prefiro sempre passar meu tempo em museus, restaurantes e cafés (acompanhado de livros, revistas, jornais, computador e celular) que em lojas. Mas na cidade que construiu sua glória sendo a ligação comercial entre o Ocidente e o Oriente entre os séculos 13 e 16, talvez faça sentido escrever sobre uma loja que resgata essa herança. Ainda mais 1. se essa loja ocupar uma antiga e gigantesca residência-depósito de um rico mercador de origem alemã construída no século 13 — a maior construção de Veneza com sete mil metros quadrados —  cujo volume de mercadorias representava metade dos impostos faturados pela Sereníssima República de Veneza (por razões de segurança, os comerciantes tinham de armazenar suas mercadorias debaixo de seus olhos); 2. se esse edifício quadradão do ladinho da Rialto no Gran Canale — dá para chegar de barco! — tiver sido redesenhado pelo arquiteto holandês Rem Koolhas, com participação especial de Philippe Starck Ver Mais →

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Le Cinq: Um restaurante três estrelas onde cada p...

Uma das exigências para que um hotel na França receba a distinção palace  é a gastronomia de exceção {para entender o que é e quais são esses hotéis hors concours, clique aqui}. E, por isso, Paris é a cidade onde alguns dos melhores restaurantes — não só da cidade, mas do mundo — ficam dentro de hotéis. E se Alain Ducasse, que é responsável pelos restaurantes principais de dois desses hotéis — do Plaza Athénée e do Meurice — e os restaurantes dos novos palaces  chineses — Shangri-La, Mandarin, Peninsula — têm caminhado para ambientes mais contemporâneos, o salão do Cinq, restaurante principal do também palace  Four Seasons George V, totalmente renovados nos anos 2010 e que tem como chef  desde 2014, Christian Le Squer (que fez com que, em 2016, o Cinq conquistasse os três macarons  Michelin que ele já tinha no Ledoyen por doze anos), mantém a opulência do décor  palaciano histórico francês que tanto agrada a árabes e orientais em geral (o dono do hotel fundado em 1928 e há vinte anos administrado Ver Mais →

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Cha Cha: Um Charlô à la Nova York, aberto o dia ...

Os paulistanos na faixa dos 40 anos de idade lembram-se do Charlô Whately não só como o nome por trás do Bistrô Charlô, o bom e longevo restaurante na Barão de Capanema nos Jardins, mas também do homem bem nascido e de olhos azuis que acabara de voltar de Paris e começou a vender sob encomenda incríveis patês à la française  e que se tornou o banqueteiro de algumas das festas mais elegantes de São Paulo. E o Cha Cha, delicatessen  que abriu a uma quadra da parte mais corporativa da Faria Lima (estrategicamente a 150 metros dos escritórios de Google, Yahoo, Facebook e Instagram), não poderia ser mais diferente do que o Charlô representa no nosso imaginário. Menos Paris, mais Nova York; menos pompa, mais praticidade (e uma delicatessen, no sentido americano da palavra, com preço de restaurante; por isso, vá pelo almoço executivo a R$ 62 + serviço de 10%, com saladinha Ver Mais →

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O aeroporto Charles de Gaulle em Paris ganha loung...

Há trinta anos, quando os brasileiros viajavam para a Ásia, a opção unânime dos voos — na época, de companhias aéreas incríveis como Varig, JAL, Korean Air — era via Los Angeles (hoje, a Varig não existe mais e a JAL e a Korean não voam mais para o Brasil). Com o fim dos voos dessas empresas, passamos a ir por Nova York ou pela Europa (Londres, Paris ou Frankfurt), mas é impressionante a mudança no comportamento das rotas dos viajantes que as companhias aéreas emirati — com aviões novos, rotas para o mundo inteiro com boas opções de horários, serviço bom e preços bastante competitivos — conseguiram fazer nos últimos dez anos: a grande maioria dos brasileiros hoje viaja para a Ásia ou por Dubai, com a Emirates, ou por Doha, com a Qatar Airways (a Etihad deixou de voar para o Brasil em março de 2017). Mas, a longa e cansativa viagem para Tóquio, Xangai ou Bangkok de, no mínimo, 30 horas entre a porta de casa e a porta do hotel, além da Ver Mais →

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Que o Japão é um país extremamente machista, quem já foi sabe. No teatro kabuki, apenas homens interpretam personagens masculinos e femininos. Nos negócios, praticamente não existem mulheres no topo da hierarquia corporativa (e mais da metade das poucas presidentes de empresa no Japão herdaram o cargo de algum parente). Na política, você tampouco irá encontrá-las. E na gastronomia é a mesma coisa: você nunca verá uma mulher atrás de um balcão de sushi  (ou mesmo trabalhando nas cozinhas dos mais famosos restaurantes do Japão), porque acredita-se que as mãos femininas são mais quentes e menores que a dos homens, o que as tornam inapropriadas para fazer sushi  ou sashimi, que as mulheres são frágeis para o trabalho duro da cozinha, ou ainda, segundo Jiro Ono, do Sukiyabashi Jiro, em Tóquio, “porque o ciclo menstrual afeta o paladar das mulheres”  (e todas as mudanças neste panorama ainda são bem  tímidas). Mas, em São Paulo, a chef  Telma Shiraishi conquistou não só o respeito da comunidade Ver Mais →

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O hotel não está no nosso bairro preferido no Rio de Janeiro — Ipanema — mas alguns fatores fazem do Hotel Nacional Gran Meliá a melhor e mais bem vinda novidade hoteleira de 2016 no Rio de Janeiro (por conta das Olimpíadas, mais de TRINTA hotéis foram inaugurados só nesse ano; um acréscimo de mais de VINTE E CINCO MIL novos quartos de hotéis): 1. a arte (ocupa um edifício histórico e tombado projetado por Oscar Niemeyer, tem jardins assinados por Roberto Burle Marx e obras de importantes artistas brasileiros); 2. as vistas matadoras  (para a praia de São Conrado, para mata atlântica ainda selvagem, para a favela da Rocinha com o Corcovado ao fundo, e para a maior pedra da cidade do Rio de Janeiro — uma montanha monolítica com 844 metros de altura, a Pedra da Gávea); 3. a localização entre o Leblon e a Barra (próximo da favela do Vidigal e da Vista Chinesa, acessíveis de carro, e da estação de metrô São Conrado, a três minutos a pé, que te leva Ver Mais →

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Cidades verticalizadas, com muitos prédios, para nós que estamos ali do chão, são bastante — e esteticamente — opressoras. No nível da rua, o horizonte deixa de existir, o céu é apenas um feixe quando temos tempo de olhar para cima e, talvez por isso, a sensação de se estar acima do mar de prédios seja tão prazerosa. Do alto, a feiura das cidades que se desenvolveram sem planejamento se dilui na grandeza da metrópole, os problemas são invisíveis, as individualidades se dissolvem, temos de volta o céu e o horizonte. E a sensação de grandeza, de poder, é inevitável. E São Paulo — que não tem belezas naturais (e, tirando alguns poucos exemplos, a arquitetura tampouco é seu forte) — parece que finalmente encontrou sua vocação de explorar a vista para o seu panorama urbano. Amando ou odiando essa que é uma das maiores cidades (e a quarta maior área metropolitana) do mundo, quem não se impressiona com a vista para o tapete de prédios ao sobrevoar a região central da cidade? Em São Paulo, tirando os hotéis e alguns Ver Mais →

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Esther Rooftop: Comida de bistrô e terraço com v...

A grande questão seria saber como conseguir se sentar sempre  em uma daquelas três mesas para duas pessoas que ficam coladas no vidro do terraço com vista. Mas não tem jeito, tem de chegar cedo e tentar a sorte, já que no Esther Rooftop, eles não fazem reservas. Mas, mesmo se sentando no salão interno (não deixe de frequentar o espaço para fumantes, no terraço, aberto e com vista), só pela arquitetura e pela história já valeria a viagem: inaugurado em 1938 (!) e ocupando o décimo primeiro e último andar do primeiro edifício moderno-racional-funcional-corbusiano  da cidade de São Paulo — e do Brasil —, projetado pelo arquiteto paulistano Álvaro Vital Brasil, o Edifício Esther (que tem lojas, escritórios e unidades residenciais, onde moraram Di Cavalcanti e Marcelino de Carvalho; tinha até uma boate no subsolo frequentada por intelectuais e Ver Mais →

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Fondazione Prada: Quando uma ex-comunista cria uma...

Durante toda a sua visita, deixe o ingresso no bolso, com acesso fácil, pois ele será pedido em cada um dos 10 pavilhões, de todos os formatos imagináveis, espalhados nos 19 mil metros quadrados (duas vezes maior que o novo Whitney do Renzo Piano em Nova York) que formam a Fondazione Prada, o maior espaço dedicado à arte contemporânea de Milão (incrivelmente, a mais internacional — e rica — das cidades italianas e uma das capitais mundiais da moda e do design  não tinha nada parecido; só o HangarBicocca, da Pirelli, do outro lado da cidade com 15 mil metros quadrados). Fundada em 1993 (a fundação) mas com a sede inaugurada apenas em maio de 2015, ela é resultado do recente interesse por arte da herdeira-que-nunca-quis-ser-estilista  que se tornou um dos maiores nomes da indústria (o grupo Prada — Prada, Miu Miu, Church’s, Car Shoe e Pasticceria Marchesi — tem hoje faturamento anual de mais de € 3,5 bilhões). Mas a resistência de Miuccia Prada de entrar para a moda, assumindo, em 1978, a marca criada por seu avô na Milão de 1913 (assim como o desconforto que ela sente em comprar arte, gesto que ela acha nada nobre) tem Ver Mais →

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Hotel Four Seasons DIFC: Existe uma Dubai elegante...

Elegância raramente rima com grandiosidade (“a elegância não grita, ela sussurra”, li uma vez). E, apesar de refletir a cultura emirati  com ricos veludos e o brilho dos metais dourados e das madeiras laqueadas, o Four Seasons Dubai DIFC não segue a proporção dubaiana, felizmente: é um hotel com apenas oito andares — são mais de 100 quartos, mas a sensação é a de que se está num hotel boutique — no coração deste minúsculo e jovem emirado que, em pouco mais de vinte anos, já tem mais  arranha-céus que Tóquio e Chicago. Por isso, numa cidade onde o céu é — literalmente — o limite, o Four Seasons Dubai DIFC é uma belíssima opção ao extenso cardápio de hotéis de luxo em Dubai, e com ótima relação custo-benefício (praticamente todas redes estão aqui, com um ou até mais hotéis, como é o próprio caso da Four Seasons, que tem um resort  de praia em Jumeirah, e você pode utilizar a estrutura pagando uma taxa por dia de uso).

A localização não poderia ser melhor. Você está no coração do DIFC, o Dubai International Financial Centre, um bairro-jurisdição vizinho ao complexo Burj Khalifa — Dubai Mall (hoje considerado o “centro” de Dubai; e por ser vizinho, o Four Seasons garante ótimas Ver Mais →

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Três restaurantes biô em Paris – aqui, sin...

A oferta não é tão grande quanto em San Francisco ou Berlim, mas Paris, uma das capitais da gastronomia do mundo onde a tradição impera, aderiu à onda que, em francês, eles chamam de “biô” (em francês não se usa o circunflexo; é só para mostrar como eles falam :-): produtos — não só alimentos, mas também tecidos, cosméticos e produtos de limpeza — cujo processo de produção é natural, sem pesticidas, hormônios ou fertilizantes artificiais (ou seja, sem os chamados produits chimiques de synthèse, químicas desenvolvidas para sintetizar substâncias naturais com o objetivo de reduzir custos e aumentar produtividade, essas coisas que vão do agrotóxico ao plástico; e já são mais de 11 milhões de produtos químicos de síntese catalogados). No que se refere aos restaurantes, a denominação bio  indica não só que o estabelecimento possui uma preocupação em utilizar ingredientes locais, sazonais, orgânicos e frescos, mas também se preocupa com o Ver Mais →

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O Uruguai visto através de seu brasão: O sol, a ...

Cada país tem sua bandeira e seu brasão de armas (escudo de armas, em espanhol), com os emblemas e os símbolos representativos da nação. No caso do Uruguai, o brasão que faz referência à balança da justiça, ao forte del Cerro  em Montevideo, à força dos cavalos e à abundância do gado, tudo sob a proteção calorosa do sol, não poderia ser melhor retrato da realidade do país.

A balança da justiça e da igualdade ficou evidente nas ruas. Apesar da riqueza ostentada em Punta del Este, o Uruguai não é um país riquíssimo nem paupérrimo. Vale dizer, não há essa discrepância social que costumeiramente vemos no Brasil. Ouvi o dono de uma das estâncias reclamar do ensino e da saúde pública, mas fui prontamente atendido no hospital de uma pequena cidade, inaugurando a viagem com dois pontos no dedo e Ver Mais →

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Seychelles, ilha La Digue: A praia que é um dos g...

A primeiríssima coisa a fazer ao chegar de balsa (que aqui eles chamam de jetty ) nesta ilha que só recentemente passou a ter carros é alugar sua bicicleta, que será o seu meio de transporte na ilha (há vinte anos, os únicos meios de transporte eram a bicicleta e as charretes puxadas por bois, que existem até hoje, mas que eu não gosto nem de ver por pena dos bois, ali, puxando aqueles turistas debaixo do sol). E a conversa que eu tive com a atendente da locadora de bicicletas reflete bem o espírito de La Digue. “Quanto custa o aluguel?” “150 rupees para um dia todo ou 100  rupees por dia se você alugar mais de um dia.” “Ó, aqui o meu passaporte.” “Ah, não precisa não.”… (Escolho a bicicleta.) “Onde fica o cadeado?” “Não tem não.” “Mas e se alguém levar a bicicleta?” “Você avisa e a gente encontra, não tem problema.” #ComoNãoAmar? La Digue é a ilha mais charmosa e mais low-profile  das Seychelles — das ilhas habitadas é a mais difícil de se chegar — e também abriga a praia que, por si só, vale todo o esforço: a Anse Source d’Argent (foto acima), com seus granitos Ver Mais →

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Seychelles, ilha Praslin: Palmeiras jurássicas co...

É nesta ilha que fica a Anse Lazio, a praia que é considerada uma das mais lindas do mundo. Aqui também está o Vallée de Mai, uma floresta de palmeiras gigantescas — que dão o famoso coco de mer, uns cocos também gigantes —, intacta há milhões de anos, com espécies endêmicas que você não encontra nem nas ilhas vizinhas (a sensação é a de que se está no cenário do filme Jurassic Park ). Mas a não ser que você venha jogar golfe no hotel-resort Constance Lémuria (e apesar de ter um hotel de luxo da rede Raffles), Praslin — fala-se “prálin” ou “pralã” — é perfeita para se passar apenas o dia, pois além da praia e da floresta, não há muito mais o que ver ou fazer. Ou melhor, não tem nada — natureza, praias, atividades — de que você já não irá desfrutar bastante nas outras ilhas.

COMO CHEGAR A PRASLIN?

Segunda maior ilha da República das Seychelles  (entre Mahé, a maior, e Silhouette, a terceira), Praslin tem apenas sete mil habitantes e você pode vir para cá tanto de catamarã (que eles chamam de “jetty” ), de Mahé ou La Digue, quanto de avião, de Mahé, num voo que dura 15 minutos (a Air Seychelles faz 32 voos diários entre as ilhas de Mahé [SEZ] Ver Mais →

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Seychelles, ilha Silhouette: A ilha do resort Hilt...

Confesso que, ao planejar uma viagem para qualquer praia (ainda mais um destino considerado paradisíaco como as Seychelles), a minha última opção de hospedagem seria uma propriedade dessas grandes cadeias internacionais voltadas para o mercado corporativo, que seguem aquela identidade única estando você em Xangai, em Paris ou no Rio de Janeiro. Mas o que me encantou no Hilton Seychelles Labriz Resort & Spa, além do fato de ele ocupar sozinho a Silhouette Island, a terceira maior ilha das Seychelles, plantation  no século 18 e hoje parque nacional e marítimo, é que na ilha existe um vilarejo com apenas 135 nativos, com escola maternal (no momento sem alunos porque as poucas crianças da ilha — eram cinco em 2015 — prosseguem hoje o ensino fundamental em Mahé), hospital (onde um médico alemão é mantido pelo hotel), capela, centro comunitário; e o mais bonito é que, em vez de escondê-los, o hotel integrou Ver Mais →

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Emiliano Rio: A melhor e mais elegante forma de as...

É só uma grande pena que o hotel Emiliano Rio — que ocupa o terreno do antigo Consulado da Áustria (uma casa não tombada, das poucas que restavam de frente para o mar na Avenida Atlântica, totalmente demolida para a construção do hotel), quase já em Ipanema — não tenha dois andarzinhos  a mais para oferecer uma vista 360º de toda Copacabana, de qualquer lugar do último andar, onde ficam a piscina em L com borda infinita, o deck e o bar, de uso exclusivo dos hóspedes. De qualquer forma, mesmo estando no meio de dois prédios mais altos (o que faz com que se tenha parede dos dois lados), a vista de tirar o fôlego do 12º e último andar, do Pão de Açúcar ao Forte de Copacabana, já faz com que o segundo Emiliano (o primeiro, inaugurado em 2001, é em São Paulo), seja indubitavelmente o melhor e mais elegante lugar para assistir não só ao nascer do sol (não se vê o pôr do sol em Copacabana, apenas em Ipanema) mas também aos fogos de artifício — e todos os Ver Mais →

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Vero: Em Ipanema, um dos precursores do gelato ita...

Sempre reclamava de que não havia sorvete decente nem em São Paulo nem no Rio (costumava ir à Gelateria Parmalat  e à Vipiteno, recém-abertas no fim dos anos 2000). Até que, passeando por Ipanema (ainda não existia a Bacio di Latte  em SP), conheci Vero Gelato Italiano, uma das primeiras gelaterie veramente artiginiale  do Brasil, e me apaixonei (ao longo dos cinco anos que conheço a sorveteria, o dono está sempre lá e não tem filiais, do jeito que a gente gosta, pois são indícios que garantem qualidade). Assim, além da Mil Frutas, o Rio tem mais uma deliciosa — mas mais cremosa — opção de sorvetes sem corantes, conservantes, estabilizantes, espessantes e gordura hidrogenada (ingredientes que compõem todos os sorvetes industrializados, incluindo os da também carioca e tradicionalíssima Itália ).

Inaugurada no nosso lugar preferido de Ipanema junto com o verão, em 21 de dezembro de 2010, a Vero muda o cardápio de sorvetes todos os dias, de acordo com os ingredientes da estação. Mas compensa com a qualidade, a textura e o sabor de ingredientes como o pistache (feito a partir de uma pasta de pistache da Sicília; a produção em Bronte, o Ver Mais →

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S Simplesmente: Tudo sem glúten, tudo sem carne, ...

Porque como muito fora por causa do trabalho, o lema da minha vida sempre foi comer saudável e correto em casa — zero-carne-zero-sal-zero-açúcar-zero-gordura-pouca-farinha-branca — porque é impossível saber como são preparados os alimentos na maioria dos restaurantes: se vai muita gordura, se os ingredientes e matérias-primas são os melhores (porque eles são mais caros; e nesse mundo obcecado por lucros, o que tem de storytelling-mentira por aí… já saí de padaria que me disse só usar farinha francesa vendo um caminhão descarregar sacos e sacos de farinha Renata… Feio, né?). E se antes essa experiência só era acessível em cidades como San Francisco, Nova York e Berlim, que já possuem uma cultura de alimentação sustentável, ou possível em grandes e caros restaurantes, como o Alain Ducasse e o Arpège em Paris, o Eleven Madison Park em Nova York, o Sukiyabashi Jiro em Tóquio, ou mesmo o Soeta em Vitória, restaurantes Ver Mais →

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Seychelles, ilha de Mahé: Luxo, natureza e mais d...

Alguns dos melhores e mais paradisíacos hotéis das Seychelles como North, Fregate, Zil Pasyon e Cousine ocupam sozinhos ilhas inteiras. Mas são hotéis-destinos para quem quer ou precisa de muita privacidade: como eles estão a 40 minutos, uma hora de barco das ilhas principais, não é tão fácil ficar indo e vindo. É só em Mahé, a maior de todas as 115 ilhas que formam o país-arquipélago, onde estão o único aeroporto internacional por onde você vai chegar e a capital do país, Victoria, um minúsculo e movimentado bairro com status  de cidade, que você vai conseguir experimentar não só hotéis incríveis com paisagens exuberantes e praias quase privadas que te dão a completa sensação de isolamento (apesar dos 75 mil habitantes da ilha; talvez por causa das muitas montanhas, a sensação nos hotéis aqui é a mesma de se estar numa ilha particular), mas também a vida local, trilhas com vistas excepcionais, restaurantes autênticos que não estão dentro de hotéis e praias para todos os gostos, das frequentadas pelas famílias de seychellois  com vários restaurantes na orla às mais desertas, com direito a belíssimos pores do sol (são 65 praias no total, e mesmo as praias que estão dentro dos hotéis de luxo são acessíveis, já que, por lei, toda praia em Seychelles é pública). Basta você pegar o seu carro para sair e explorar a ilha, pois Mahé concentra o melhor dos dois mundos.

seychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-6A vista de Mahé do monte Copolia, que você acessa através de uma das quatro trilhas que começam na estradinha Sans Souci; é só procurar pela Copolia Trail.

JÁ QUE ESTAMOS FALANDO DOS HOTÉIS EM MAHÉ, ONDE SE HOSPEDAR?

Para os amantes de praia e natureza (para quem Seychelles  é IDEAL) e com orçamento enxuto, viajando sozinho ou com amigos, são muitas as opções de hospedagem simples e acessíveis, nos chamados guest houses  (tipo pousadas familiares) e self-catering houses ou apartments (casas ou apartamentos para os quais você tem de fazer as compras Ver Mais →

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Courchevel: A gastronomia savoyarde e duas dicas d...

Courchevel fica na Savoia (em francês, Savoie ), um departamento da região de Auvergne-Rhône-Alpes. Mas a Savoia de hoje era um pedaço do condado-depois-ducado-depois-reino  que pertencia à Casa di Savoia, uma das nobres famílias mais antigas da Europa (com mais de mil anos), e abrangia não só esta região no sudeste da França (chegava até Nice, hoje na Provence), mas também parte da Itália (o Piemonte) e o sudoeste da Suíça (Vittorio Emmanuele II, príncipe da Casa di Savoia e Rei da Sardenha, doou o território para a França em 1860, em gratidão à ajuda de Napoleão III na unificação da Itália, país do qual ele seria o primeiro rei). Por isso a gastronomia savoyarde, essa cozinha simples, rústica e bem calórica (cheia de queijos derretidos, perfeita para alimentar o corpo no inverno ainda mais  rigoroso do alto das montanhas; pense em fondue, em raclette, Ver Mais →

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Maho não receberá mais o 747 da KLM

6889147942_87735bd319_oEra uma das experiências essenciais de todo viajante que ia para a ilha de Sinkt-Maarten-Saint-Martin {veja todas as nossas experiências favoritas da ilha, clicando aqui}, e foi bom enquanto durou. Não tinha nada mais emocionante (ainda mais para amantes da aviação) que assistir, da areia da praia de Maho, ao pouso do icônico Boeing 747 da Ver Mais →

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Seychelles: Como chegar, o preço dos hotéis e do...

Por estar no meio do Oceano Índico, a viagem até as Seychelles, direto, com o tempo dos aeroportos, dura de 25 a 30 horas e custa entre US$ 2 mil e US$ 4 mil a passagem ida e volta, saindo de São Paulo, em classe econômica ou US$ 10 mil em classe executiva. Como é uma viagem longa e cara, o melhor a fazer é aproveitar as companhias aéreas que voam para lá (Emirates, via Dubai; Qatar, via Doha; Turkish, via Istanbul; South African, por Johannesburg) e planejar uma parada no meio do caminho para ficar alguns dias em Dubai ou Istanbul (as companhias aéreas não cobram nada a mais para fazer esse stop, como eles chamam), ou ainda, para quem tiver mais tempo, ir de Air France e fazer Paris – Nairobi (para um sáfari no Quênia) – Seychelles (três experiências completamente diferentes numa mesma viagem), voltando depois de Mahe direto para Paris e de Paris para São Paulo.

Quanto às companhias aéreas é só importante considerar os aviões que farão o voo para Mahé (o voo dura cinco horas se você vier de Dubai, Abu Dhabi ou Doha; oito Ver Mais →

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Seychelles: Praias e florestas únicas, intactas h...

Antes de viajar, você dá um zoom out  no Google Maps e olha aquelas microilhas perdidas no meio do Oceano Índico, que formam o menor país do continente africano. Busca no seu inconsciente as muitas fotos que já viu nas revistas e redes sociais e imagina: as Seychelles são minúsculas, só tem hotel de luxo, praias paradisíacas, e para onde você olhar será um cartão postal. Porque é isso o que acontece com grande parte dos destinos do mundo: todos os textos, todas as fotos são tão cuidadosamente tratados e editados (e nós também fazemos o mesmo quando postamos) que a gente sempre sente aquele estranhamento inicial na primeira hora depois que desce do avião. “Nossa, o aeroporto não é tão bonito”, “tem pobreza”, “como os ônibus são velhos”, “tem uma rodovia de quatro pistas nesta ilha onde eu achava que só tinha ruazinhas de areia!”  Mas é exatamente por isso que as Seychelles entram num lugar especial aqui na Simonde. (A única coisa que Ver Mais →

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Fundação Eva Klabin: Um micro British Museum num...

Passeando pela Lagoa, a pé ou de carro, ninguém  pode imaginar que por trás das paredes de uma discreta casa em estilo normando existem 50 séculos de arte, com mais de 2 mil peças, incluindo obras de Botticelli, Ghiberti, Rembrandt, Gainsborough, Reynolds, Pissarro. Eva Klabin, junto com sua irmã Ema (descendentes de lituanos de ascendência judaica), é a nossa Frick-Morgan dos trópicos. Colecionadora das clássicas, juntou obras que vão do Egito antigo e do mundo greco-romano a Lasar Segall, passando por importantes exemplares da arte renascentista. É impressionante. (Sem falar que Eva já usava Goyard bem antes de a marca ter seu revival  no século 21: é numa caixa de chapéu para viagens da maison  que ficam os protetores para sapatos que devemos calçar para andar pela casa-museu ;-).

Destaque para a coleção de prataria judaica (única no Brasil) e inglesa, a moldura de lareira gótica da sala e a boiserie (também gótica) na sala de jantar trazida da França.

Milionária e esteta, Mme. Klabin dormia durante o dia e recebia muitos amigos e personalidades em sua casa – sempre depois da meia-noite: do amigo e paisagista Roberto Burle Marx, que planejou o charmoso jardim da casa, a ilustres como Juscelino Ver Mais →

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Hotéis-Palace: a distinção máxima da hotelaria...

Desde os anos 1960, a França usava um sistema de classificação de hotéis próprio, que ia de zero a “4 estrelas luxo”. Quando resolveu aderir à classificação internacional (de uma a cinco estrelas; era o único país do mundo que não a utilizava, o que confundia a cabeça dos viajantes), o país que inventou o luxo contemporâneo resolveu não só aderir às cinco estrelas mas também criar uma categoria acima dela. E, apesar do nome que evoca séculos de história e tradição, a distinção Palace, dada pela agência de desenvolvimento turístico do país aos hotéis de excelência à la française, tanto da França continental quanto de seus territórios ultramarinos, só foi criada em 2010 com a mudança do sistema de classificação hoteleira. Os primeiros oito hotéis só receberam a distinção em maio de 2011 e, desde então, o título se transformou numa importante ferramenta de comunicação para os hotéis que fazem parte deste seleto clube (além da placa que ostentam na porta). Todos os Ver Mais →

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Quem disse que o Japão é caro?

Existiu uma época — poucos anos atrás, na verdade — em que uma passagem aérea para o Japão, em classe econômica, não custava menos que US$ 3.000. A distância (quase 30 horas de viagem, considerando o tempo nos aeroportos e de conexão) e o preço só para se chegar lá desencorajavam muita gente. O fato de o Japão também ter a fama de ser um dos países mais caros do mundo — o que é verdade, mas apenas em alguns aspectos, e principalmente para quem mora lá — criou o medo de se viajar para a terra do Sol Nascente e voltar maravilhado, mas falido.

Mas com a chegada das companhias aéreas do deserto, muita coisa mudou. Nesta minha última viagem, em setembro de 2016, o bilhete ida e volta, Guarulhos GRU — Haneda HND, em classe econômica, saiu por US$ 900, já com todas as taxas, parcelados em nove vezes sem juros (!), numa das promoções da Emirates, com a possibilidade de fazer uma Ver Mais →

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Hidroavião: a emoção de ver dos céus as obras ...

Se uma das experiências mais legais em Nova York, São Paulo ou Paris é fazer um passeio aéreo para se ter uma perspectiva diferente da cidade (ou situar os lugares num “Google Map mental”), em Dubai essa experiência é ESSENCIAL. Porque aqui as construções são tão grandes que elas não cabem nas fotos. A ilha artifical The Palm, por exemplo, é muito maior do que eu imaginava (e olha que a próxima ilha-palmeira a ficar pronta, a Palm Deira, será oito vezes maior que a The Palm), e o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, mesmo se você estiver a 500 metros dele, só fazendo uma foto panorâmica vertical com o celular para conseguir pegá-lo todo.

E o passeio que a Seawings proporciona é incrível por vários motivos: 1. por que você vai voar num hidroavião (foi minha primeira vez) 2. decolando e aterrissando no Dubai Creek, o histórico riacho de água salgada onde nasceu o emirado, e 3. por que, em 40 minutos Ver Mais →

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Ca’d’Oro 2.0: conquista para o centro ...

O Ca’d’Oro (em dialeto veneziano “Casa de Ouro”), assim como o Hilton da Avenida Ipiranga (hoje fechado), foi um dos grandes hotéis de São Paulo e teve como hóspedes e habitués  presidentes e políticos brasileiros, a realeza europeia, artistas e intelectuais famosos mundialmente (enquanto o Hilton seguia o estilo americano de eficiência, o Ca’d’Oro sempre teve orgulho de sua classe europeia). Inaugurado como um pequeno hotel na Rua Basílio da Gama em 1956, depois de três anos de sucesso com o restaurante de mesmo nome, foi para o quarteirão da Augusta-Avanhandava-Caio-Prado em 1961 e só viria a se tornar o Grand Hotel Ca’d’Oro em 1978, depois de vários edifícios construídos e anexados ao prédio principal, com uma oferta que passou de 200 para 400 quartos, entre suítes presidenciais, suítes para famílias (perfeitas para os executivos que passavam meses com suas esposas e filhos enquanto trabalhavam no Brasil; nessa época, empresas estrangeiras chegavam em Ver Mais →

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Matsuhisa: Comida nipo-peruana no coração do hot...

Sempre que leio que algum chef  de quem gosto está abrindo uma franquia parece uma traição, como se ele tivesse trocando a arte pelo comércio, mais preocupado com o dinheiro que com a qualidade. Mas as boas franquias — aquelas que conseguem manter o padrão — têm um lado bom: para os locais e quem viaja frequentemente e deixa de buscar apenas o que é genuíno e regional, elas permitem experiências familiares em várias partes do mundo. E assim como eu AMO comer os cinnamon rolls  da Cinnabon em Los Angeles ou em Dubai, o Black Cod Saikyoo Yaki 西京焼き (o peixe-carvão-do-pacífico, parente do bacalhau das águas profundas do norte do Oceano Pacífico, de carne adocicada e textura quase amanteigada, marinado no miso  branco, o saikyoo, tradicional de Kyooto, e assado) é desses pratos que nunca será ruim ter por perto, e você o encontra em todos os 32 restaurantes Nobu e oito Matsuhisa espalhados pelo mundo. Apesar de ser um prato tradicional da gastronomia Ver Mais →

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Dubai: o emirado do deserto que importa areia

Ao entrar num avião Air France ou American Airlines com destino a Paris ou Nova York, a gente já se sente — por causa da comunicação da companhia e da tripulação quase toda nativa — na França ou nos Estados Unidos, ainda em solo, no Aeroporto de Guarulhos ou no Galeão. Entrar numa aeronave Emirates é totalmente diferente: não existem  tripulantes emiradenses (a grande maioria nem árabe fala), o que é sempre anunciado no speech: “Temos a bordo tripulantes de 37 nacionalidades, falando 53 idiomas” (tô exagerando: geralmente são dez nacionalidades e dez línguas diferentes). O que reflete, tão quanto a Lufthansa ou a JAL, exatamente o que Dubai é hoje: um emirado novo-rico e internacional que se esforça para estar aberto para o mundo — uma estratégia para não depender de uma atividade econômica sem futuro: o preço do barril do petróleo é hoje US$ 50 quando era de quase US$ 150 em 2008 — e criar uma economia baseada no comércio internacional e no turismo, objetivos conquistados com sucesso, já Ver Mais →

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Existe uma distância estilística  não muito esperada entre o térreo do Meurice — com seus maravilhosos restaurantes e bar, alguns dos mais belos e elegantes da capital parisiense — e os andares acima, onde estão os quartos.  A sensação é a de que você está em dois hotéis diferentes, apesar de ter sido reaberto no ano 2000 depois de dois anos fechado para reforma. Se os salões deste hotel mítico, inaugurado em 1835 (ou seja, há quase duzentos anos), foram repaginados de forma muito bem sucedida por Philippe Starck, entregando exatamente  o tipo de ambiente e experiência que a gente espera de um hôtel palace, é como se, de alguma forma, o restante do hotel, todo em estilo Louis XVI, já tivesse envelhecido e se tornado datado (apesar de eu amar demais os banheiros inteiros em mármore — veja as fotos abaixo —, como no Four Seasons de Milão, que, na minha opinião, são atemporais…) O problema também  está em pagar € 1100 por noite, que é praticamente Ver Mais →

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Pelo preço fixo de R$ 79 (entrada + prato principal + sobremesa, no jantar e nos fins de semana; e R$ 49! no almoço durante a semana), o Jiquitaia se consolidou de forma muito bem sucedida com sua fórmula que alia comida autoral com ingredientes brasileiros — bem executada, bem apresentada (só nas sobremesas que o aspecto é mais caseiro, mas não menos saboroso); e ainda dá para ter uma refeição vegetariana completa ou, mais precisamente, ovolactovegetariana —, preço mais-que-honesto e ambiente simples e agradável (e fácil de encontrar, fica numa discreta casinha branca com letreiro — que mais lembra uma empresa de representação comercial — quase em frente ao Athenas, na Antônio Carlos, entre a Augusta e a Frei Caneca). Jiquitaia é nome de um mix  de pimentas da família do tabasco, em pó (fica na mesa, experimente! peça também a pimenta da casa), típica da floresta amazônica, patrimônio dos índios baniwa, que você Ver Mais →

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Apesar da fama, nem todo voo internacional sai do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo {confira nosso guia completo do T3, clicando aqui}, o GRU Airport (eu cometi esse erro na minha viagem para Saint-Martin: meu voo era Copa Airlines, pedi para o carro me deixar no T3 e só chegando lá descobri que tinha de ir para o Terminal 2). De todos os voos internacionais, 20% deles ainda partem do Terminal 2 (que engloba hoje os antigos terminais 1 e 2): Delta, GOL, Copa AirlinesAerolíneas Argentinas são algumas delas (para acessar a lista completa das companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

E a GOL, que partindo de São Paulo voa para 11 aeroportos internacionais em seis países incluindo as cidades de Santiago, Buenos Aires (para Ezeiza e Aeroparque) e Montevidéu (tem também Barbados, Punta Cana, Santa Cruz de la Sierra), acaba de inaugurar sua nova Ver Mais →

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Milão: As três igrejas imperdíveis além do Duomo

Duomo, a Catedral de Milão, é indiscutivelmente uma das mais belas igrejas do mundo. Mas a capital da Lombardia tem outras três igrejas, bem próximas umas das outras (elas formam um triângulo na Corso Magenta), com estilos e histórias bem diferentes e que valem muito a visita, seja por sua arte, por sua história ou pelo seu significado na vida da cidade (e ainda dá para dar uma passada na centenária Pasticceria Marchesi {para saber sobre as diferentes experiências nas duas lojas, clique aqui} ou na Biffi para um espresso  com panettone  depois ou entre as visitas). E são essas igrejas que eu convido você a conhecer hoje. Só é sempre bom lembrar que esses são lugares sagrados e, por mais que você seja ateu ou não-católico, é preciso respeitar as regras desses espaços (vale o mesmo para visitar sinagogas, mesquitas, templos xintoístas…). No dia da visita, homens não devem estar de bermudas, mas sim calças compridas; e mulheres devem estar com roupas que cubram os ombros e os joelhos. Se não for permitido tirar fotos, não tire, respeite. Ah, e não se paga nada para entrar nas igrejas.

SAN MAURIZIO AL MONASTERO MAGGIORE

igrejas-de-milao-a-visitar-dicas-o-que-fazer-em-milao-san-maurizio-al-monastero-maggiore-sant-ambrogio-santa-maria-delle-grazie-1200-1 igrejas-de-milao-a-visitar-dicas-o-que-fazer-em-milao-san-maurizio-al-monastero-maggiore-sant-ambrogio-santa-maria-delle-grazie-1200-2Quase ao lado da Pasticceria Marchesi original na Corso Magenta, é bem fácil passar batido em frente a esta igreja de fachada simples que esconde em seu interior quatro mil metros quadrados de afrescos renascentistas suntuosos ao estilo leonardesco, pintados principalemnte por Bernardino Luini (e outros artistas de seu atelier, incluindo seus filhos), um dos principais discípulos de Leonardo da Vinci no cinquecento  (século 16), recentemente restaurados (você também verá afrescos pintados pelo artista veneziano e mestre de Ver Mais →

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Yann Couvreur: alta pâtisserie no bandejão para ...

Nesta pâtisserie  de bairro com preços de Saint-Germain-des-Près, fora do circuito turístico (do lado de lá do Canal Saint Martin, mas felizmente com lugar pra sentar e na boca da saída da estação de metrô Goncourt, dessa linha marrom que a gente nunca pega), você encontra as criações de um jovem chef pâtissier  bretão — e charmosão — que tem tudo para fazer parte do panteão da confeitaria francesa. Apesar da idade, o currículo é extenso e estrelado: Yann Couvreur já assinou a confeitaria de dois palaces  franceses, o Trianon de Versailles e o Park Hyatt de Paris (onde construiu sua reputação), dos hotéis Eden Rock de Saint Barth e o Prince de Galles em Paris, e ainda passou pela cozinha do Carré des Feuillants, o dois macarons  Michelin da Castiglione.

Diferentemente do Christophe Michalak, ex-Plaza Athénée, que também saiu da hotelaria/restauração para carreira solo e está fazendo algo que esteticamente lembra a pop-art  em versão confeitaria, as criações do chef  Yann Couvreur têm forte influência da tradição mas sempre um toque, um frescor contemporâneo: seja nas éclairs  de Ver Mais →

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Ritz Jardins, ambiente aconchegante, comidinhas va...

Eu nunca entendi por que quando você compra peito de peru nos supermercados de Nova York, a carne é branca como se fosse o do peito do peru de Natal, assado e fatiado, e aqui no Brasil, o único peito de peru que a gente encontra é esse embutido (como salsicha) e rosa (ou seja, nada natural, e ainda por cima cheio de sódio). Por isso eu adorava a Salada do Chefe do restaurante Ritz — opção perfeita para quem quer uma salada com proteína — que vinha sempre com o peito de peru assado e desfiado na salada, junto com a muçarela de búfala, o tomate, o ovo cozido, a maçã verde, as folhas e as azeitonas. Por um tempo, eles substituíram pelo peito de peru rosa industrializado e, agora, pela falta constante de peito de peru de verdade no mercado, o que completa a Salada do Chefe é um peito de frango marinado, feito na casa…

…Que também é a base de um clássico do serviço de quarto dos hotéis de todo o mundo: o ótimo Club Sandwich, molhadinho e bem montado (dá para comer com as mãos confortavelmente), com pancetta, alface romana, tomate e maionese feita in-da-house. E aí, você pode pedir com um acompanhamento, que pode ser fresh salad, batata Ver Mais →

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As padarias parisienses e o não café da manhã

Você leva a sua listinha com as melhores padarias de Paris — a maioria nos arrondissements  mais periféricos —, acorda e, achando que pão rima perfeitamente com café da manhã, em vez de tomá-lo no hotel, vai até um dos endereços premiados para sua primeira refeição do dia, atrás do melhor pão do mundo. O resultado? Decepção. Não por causa dos pães (porque realmente não tem igual), mas por que as boulangeries  em Paris — e quase em todo o mundo, na verdade — em nada  lembram as instituições onipresentes que são as nossas maravilhosas padarias, que fazem e vendem de tudo, até pão. Porque padaria em Paris — a não ser que seja uma boulangerie-pâtisseriesó vende pão. Nada mais. Com raríssimas exceções, não vai ter mesa, cadeira ou balcão para se sentar; não vai ter aquele chapeiro amigo que vai pegar aquele pão delicioso e fazer o sanduíche com os ingredientes e do jeitinho que você gosta; não vai ter suco de todas as frutas preparados na hora; não vai ter café, nem queijo, nem uma manteiguinha; e não vai estar aberta todos os dias, de Ver Mais →

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Saint-Martin: O que fazer e os passeios – e ...

Saint-Martin não é uma ilha pequena: são 35 praias, uma reserva natural e DOIS PAÍSES neste pedaço de terra entre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico que, tendo o turismo como principal atividade econômica, conta com ótima infraestrutura: aeroporto internacional com voos diretos de e para os Estados Unidos e a Europa, ótimos restaurantes, lojas de vinhos excelentes (duty free ) e atividades variadas. Só poderia ter mais opções de bons hotéis: em toda a ilha, só tem um cinco estrelas, o La Samanna {leia a crítica completa do hotel, clicando aqui}. De qualquer forma, dá tranquilamente para passar sete dias sem repetir praia, passeio ou restaurante (e ainda, não conhecer tudo). A seguir, você confere as nossas dicas vividas e aprovadas!

MERCADO DE MARIGOT [Marigot] Sabores, cores e temperos

saint-martin-o-que-fazer-passeios-dicas-1200-1Visitar mercados locais é uma atividade favorita na Simonde. E a primeira parada é este mercado que fica em Marigot (“pântano”, em francês; eram muitos aqui na região), a capital do coletivo ultramarino de Saint-Martin (ou seja, capital da parte francesa), aberto todos os dias, das 7h às 15h. Quase em frente à Gare Maritime, você vai encontrar peixes fresquíssimos (às quartas e sábados), frutas e legumes, temperos, runs de todos os Ver Mais →

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As instituições culturais de SP que você precis...

São Paulo, assim como outras importantes cidades do Hemisfério Sul, não tem grandes museus ou uma programação cultural à altura de cidades como Nova York, Paris e Londres. E é provável que muitas das coisas que você veja aqui, você já tenha visto lá fora, e em escala bem menor. Mas, muito foi feito nos últimos vinte e cinco anos para fomentar a cultura na cidade. Desde maiores investimentos para o cinema e teatro, reformas de museus e prédios antigos e a brava tentativa de trazer para o país companhias de dança, orquestras e exposições de todo o mundo (geralmente de artistas com maior apelo popular). E posso dizer que, hoje, nossa programação anual de música e dança é bem boa… A seguir, você confere os lugares que a gente mais ama — e frequenta — em São Paulo.

PINACOTECA DO ESTADO [Centro] Ótimo acervo, a melhor programação ao longo do ano

instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-3-pinacoteca-do-estado instituicoes-culturais-museus-sao-paulo-sp-1200-4-pinacoteca-do-estadoFundado em 1905 como uma coleção de pinturas para estudantes de arte num edifício imponente de tijolos aparentes em estilo neoclássico italiano (projetado por Ramos de Azevedo, o mesmo arquiteto do Theatro Municipal, do Mercadão, da Casa das Rosas), a Pinacoteca do Estado é o museu mais antigo de São Paulo (outro gigante da arquitetura nacional seria responsável pela bem-sucedida reforma de 1998: Paulo Mendes da Rocha). E o acervo permanente, uma coleção de 9 mil obras — das quais 1000 permanentemente expostas no segundo andar — é uma importante viagem pela arte brasileira dos Ver Mais →

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Eurostar, um guia completo (e por que você deve c...

Sair do centro  de Londres e chegar ao centro  de Paris em exatas duas horas e dezesseis minutos, sem ter de se deslocar um monte na ida e na chegada (os aeroportos ficam afastados das cidades); sem ter de lidar com todos os desafios dos aeroportos (segurança, longas caminhadas até o portão, esperar as malas na esteira); sem ter de se preocupar com o peso da mala (nos voos intra-europa a franquia de bagagem é de 1 mala com 23 kg e nos trens você pode levar até duas malas, sem limite de peso, desde que o lado maior não meça mais que 85 centímetros e que você consiga entrar e sair do trem carregando-as); poder levar garrafas de vinho consigo e ainda emitir 80% menos dióxido de carbono na natureza, já fazem com que, há mais de vinte anos, a melhor forma de se viajar entre Londres e Paris seja com o trem de alta velocidade Eurostar (a velocidade máxima de operação é de 320 km/h; o TGV, o trem francês de alta velocidade, é ainda mais rápido, atingindo 380 km/h nas Ver Mais →

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Borough Market, mercado milenar renascido nos anos 1990

Londres é dividida em 33 boroughs  e, traduzindo literalmente, Borough Market seria o “mercado do distrito”  de Southwark, onde está instalado há mil anos, quando Londres só estava do outro lado  do Tâmisa e a única forma de acesso “à City”  era pela London Bridge (não só da cidade de Southwark para Londres, mas como de todo o sul da Inglaterra para lá e para o norte). Mas o que a gente vê deste imperdível mercado — o mais antigo da Swingin’ London — instalado debaixo dos trilhos suspensos do metrô — também o mais antigo, mas do mundo — é bem mais recente. Depois de muitas idas e vindas ao longo de todo esse tempo — proibições, incêndios, a chegada dos supermercados —, foi nos anos 1990, quando duas lojas gastronômicas — a Neal’s Yard Dairy com seus queijos ingleses de origem e a Brindisa com seus jamóns ibéricos — se instalaram nos galpões vazios do local que se iniciou um festival que reunia 50 dos melhores produtores do Reino Unido. O que era esporádico virou fixo, o que acontecia num sábado por mês virou semanal, e, com Ver Mais →

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Pasticceria Marchesi, tradição centenária em co...

São duas experiências completamente  diferentes. Na tradicionalíssima Pasticceria Marchesi da Corso Magenta, fundada em 1824, já na quinta geração da mesma família e desde sempre uma das melhores confeitarias da cidade, volta-se no tempo com suas vitrines, balcões e paredes de madeira e mármore originais de quase duzentos anos de idade. E a experiência é bem milanese : você vai ao balcão da padaria/confeitaria de um lado ou ao balcão do café e drinques do outro, faz seu pedido, come e bebe em pé e passa no caixa — no meio, entre os dois balcões — parar acertar as contas (ainda pode pegar uma fatia do excelente e crocante panettone  na caixa de acrílico ao lado do caixa para levar e comer na rua). Mas, em 2014, a Prada comprou a Marchesi — seguindo os passos da LVMH que hoje é dona de outra tradicional e centenária confeitaria milanesa, a Cova e, aproveitando o fechamento da G. Lorenzi no número nove da Via Montenapoleone (quase em frente Ver Mais →

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Saint-Martin: A melhor região e os melhores hoté...

Localização — estar próximo das experiências mais interessantes e autênticas, e poder fazer as coisas com o menor deslocamento possível, de forma fácil, se possível, a pé — é o fator MAIS importante na hora de escolher o hotel. Mas em Saint-Martin acontece algo inusitado: tirando a capital Marigot onde fica o Fort Louis, todos  os melhores e mais genuínos restaurantes de Grand Case, muitas belas praias (da badalada Orient Bay à charmosa Pinel, passando pela intocada Petites Cayes) e a Reserva Natural Nacional, tudo fica na parte norte da ilha. O que fazer, então, quando o melhor e único hotel cinco estrelas de toda Saint-Martin / Sint Maarten fica no extremo sudoeste, na direção completamente contrária, fazendo com que você leve um bom tempo de carro para ir e voltar das praias e jantares (no mínimo trinta minutos, sem trânsito, só para ir)? 1. Sendo o Belmond La Samanna um belíssimo hotel com ótima infra-estrutura (incluindo uma Ver Mais →

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Saint-Martin: Belmond La Samanna, hotel numa das m...

Quase na divisa com a parte holandesa, em meio a 55 hectares de muito verde e ocupando praticamente metade da faixa de areia de uma das mais belas praias — e privativas — de Saint-Martin (tudo bem que em algumas partes é meio ruim entrar na água porque em vez de areia, você vai encontrar muitas pedras; é meio difícil e até perigoso andar sobre elas), o hotel resort  Belmond La Samanna é um vilarejo de casinhas brancas coloniais em meio a caminhos arborizados; e o único hotel cinco estrelas de toda a ilha. Tem duas lindas piscinas com serviço de bar (o que é perfeito: dá para pedir um drinque dentro da água; e uma delas é borda infinita pé-na-areia ), concierge, restaurantes com comida deliciosa, serviço de quarto 24 horas, quadras de tênis, academia bem equipada (com aparelhos novos, pesos livres e cardio), aulas de yoga e pilates, business center, spa  (mas não desses a que estamos acostumados; não tem vestiário, não tem sauna, são só salas Ver Mais →

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Saint-Martin: Quando ir, quanto tempo ficar, como ...

Chegar a Saint-Martin faz parte da experiência da viagem. O aeroporto Princess Juliana, na parte holandesa da ilha, é um dos mais famosos do mundo porque sua pista está a 100 metros de uma belíssima e pequena praia, a Maho Beach, frequentada hoje não só por causa da areia branca e água turquesa, mas também por quem quer ver aviões pequenos e enormes — como o Boeing 747 da KLM — passando a poucos metros acima da cabeça.

QUANDO IR

Como a temperatura no Caribe é constante (não faz sentido falar em inverno e verão, já que a temperatura não varia mais que 5 graus Celsius ao longo de todo o ano), quando ir  depende unicamente do estilo de viagem que você pretende ter. A alta temporada de Saint-Martin — cheia, mais cara e com menor probabilidade de chuva — vai de dezembro a março, e é perfeita para aqueles Ver Mais →

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Four Seasons Milano: um óasis monástico na melho...

Um hotel na melhor localização da cinzenta Milão, numa ruazinha estreita e intimista, com um lindo, escondido (assim como todos os cortili  da cidade) e bem cuidado oásis verde, que ocupa o pátio interno do que foi por quase trezentos anos um convento (o Santa Elisabetta funcionou aqui até 1782), faz do Four Seasons Milano um dos mais especiais endereços para você chamar de seu na cidade (outro hotel com jardim de que a gente gosta é o Bulgari, em Brera). Aberto em 1993, depois de seis anos não só de construção e reforma mas também restauração de muitos elementos que foram sendo descobertos durante as obras — como os afrescos, os pilares e as abóbadas originais que estavam escondidos por trás de paredes de tijolos de uma reforma no século 18 (o que fez com que o projeto tivesse de ser inteiramente revisto) —, o Four Seasons combina respeito à história, serviço cortês, excelente e constante, uma elegância simples nos ambientes (uma herança monástica, talvez?; com exceção dos luxuosos banheiros) e integração com as novas tecnologias (tudo bem, faltam tomadas Ver Mais →

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Courchevel: Hôtel des 3 Vallées, hotel design be...

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a decisão do governo francês de construir a estação de esqui de Courchevel {saiba mais sobre a pequena história de Courchevel, clicando aqui}, eles tiveram de construir um prédio para abrigar a equipe que trabalharia no projeto (imagina levar todo o material de construção para uma montanha, a 1850 metros de altitude, quando ainda não havia estradas). E é nessa construção histórica, de 1947, o primeiro edifício de Courchevel, que está o Hôtel des 3 Vallées, um hotel design  de quatro estrelas, charmoso e aconchegante, e muitíssimo bem localizado (você vai estar a dez passos do Génepi, um dos meus restaurantes favoritos, de cozinha típica savoyarde; a 150 metros do Chabichou, restaurante dois macarons  Michelin, e do Pomme de Pin, lugar perfeito para um almoço com vista linda para a cidade e as montanhas; a três minutos a pé da Croisette e das lojas de aluguel de esquis; a cinco minutos do centrinho de Courchevel, com o escritório de Ver Mais →

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Courchevel: A melhor região e como escolher o seu...

A primeira coisa na qual você precisa se atentar antes de definir o hotel é o seu nível de esqui. Quase todos os hotéis e chalés em Courchevel 1850 são ski in ski out  (têm acesso direto às pistas, sem a necessidade de andar ou pegar carro), mas não adianta ser ski in ski out  se você tiver de pegar uma ladeira íngreme — com o risco de perder o controle da velocidade e se espatifar — para chegar à Croisette, o local central onde ficam os instrutores e de onde saem os teleféricos para todas as pistas, de todos os níveis, de Courchevel e dos Três Vales. Por isso, informe-se antes sobre o nível de dificuldade da pista na saída do ski room  do hotel e a distância do hotel até a Croisette (pergunte se eles têm carros disponíveis, ou navettes, que possam te levar pra lá). Se você for iniciante e se hospedar num hotel ao lado de uma pista azul (o segundo nível de dificuldade, depois do verde, que é o mais fácil), com algumas ladeirinhas assustadoras, não tem jeito: vai ser melhor ir andando com suas botas e Ver Mais →

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Passeio de lancha na represa: natureza e conforto ...

Se você não tem intimidade com o universo dos velejadores, é bem provável que fique desconfiado ao ser convidado para passar algumas horas na Represa do Guarapiranga, no meio da megalópole que é São Paulo. Mas o passeio de lancha pela represa proposto pela Vivant SP — que acomoda até dez pessoas, perfeito para ir com os amigos ou família — consegue proporcionar momentos de tranquilidade, contato com a natureza, stand up paddle  (em água limpa!), com todo o conforto: a embarcação de 29 pés (9 metros) é novinha, tem capota (hard top, que protege do Sol), ar condicionado, banheiro com pé direito de 1,90 m (e ducha quente), quarto de casal, cozinha completa, TV de 32 polegadas, e tem caixas de som em toda a lancha, inclusive na proa; e ouvir música enquanto se bronzeia ou aprecia a paisagem é sempre mais divertido. Sem falar que, por estar dentro de São Paulo, você vai se sentir no meio do mato e estará com o 4G do celular funcionando (perfeito Ver Mais →

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Paris: As músicas francesas do nosso coração

Com já dizia Josephine Baker, a vigorosa dançarina e cantora negra norte-americana que seduziu Paris nos anos 20 (apresentando um show  vestida apenas com – pouquíssimas – plumas): “J’ai deux amours, mon pays et Paris…”  (tenho dois amores, meu país e Paris) Nenhum outro lugar do mundo foi tão retratado em versos, seja na literatura ou na música, quanto a Cidade-Luz. E em Paris, aproveitar a bela paisagem urbana flanando com uma trilha sonora genuinamente française  pode intensificar a experiência e marcar na memória a combinação {paisagem + música} para sempre (além de nos fazer sentir aquela mesma melancolia profunda que está nos genes dos parisienses). Seja pelas ruazinhas de Montmartre acompanhado por Edith Piaf e Yann Tiersen; à beira do Sena no fim da tarde ou pelo Quartier Latin com Charles Aznavour; pelo Louvre, Opéra, Comédie Française e Palais Royal com Ravel; ou pela Saint-Honoré com Vive la Fête, a música Ver Mais →

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Princi Londres, o espírito de Milão – com ...

A Princi do SoHo londrino (única filial da rede fora de Milão) segue a mesma identidade da Princi da Piazza XXV Aprile antes da reforma de 2014, assinada pelo arquiteto Claudio Silvestrin (que projetou dezenas de lojas Giorgio Armani pelo mundo e é colaborador da Boffi), e que fez a fama da padaria mais saborosa, contemporânea e elegante da Itália: pedras em tons de bege e cinza não polidas, a disposição dos pães em aberturas retangulares na parede, os totens de pedra para apoio, poltronas de couro, o staff  todo italiano (simpático ou lindo, ou ambos), fornos à mostra, uma fonte de 15 metros de comprimento numa das paredes.

Misto de panetteria, pasticceria, caffè, pizzeria e bar para o aperitivo  tão milanese, o melhor da Princi londrina — além do horário de funcionamento, aberto das 8h à meia-noite de segunda a sábado (perfeito para aquele dia em que você não tem reservas para restaurantes e quer chegar e comer) —, é que você tem a opção do serviço self-service (pagar no balcão, se servir e sentar-se na mesa comunitária, como em Milão), mas também pode ser atendido Ver Mais →

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Armani Hotel Milano: Experiência milanesa autêntica

Giorgio Armani nasceu em Piacenza, cidade a uma hora ao sul de Milão, mas foi na capital da Lombardia que começou sua carreira como vitrinista da loja de departamentos Rinascente (ao lado da Duomo) e se transformou no mais bem sucedido — e rico — estilista não só da Itália mas do mundo (em segundo lugar, vem Ralph Lauren). E se a colaboração entre nomes da moda e a hotelaria não é nova (de quartos assinados por marcas e estilistas — como as suítes Dior e Tiffany no St. Regis, em Nova York, à suíte Diane von Furstenberg no Claridge’s, em Londres — aos hotéis Bulgari, Versace, Moschino e Ferragamo, com a rede de hotéis da família, a Lungarno Collection), hospedar-se no Armani Hotel, em Milão, uma das capitais mundiais da moda e do design  (Giorgio Armani além de criar roupas e acessóris também possui sua linha Casa, com móveis, tecidos, cristais, porcelanas, luminárias), e onde o estilista construiu sua história, não poderia ser maior reflexo da alma Ver Mais →

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Princi XXV Aprile, padaria chic num dos lugares ma...

Na recém-revitalizada e gastronômica Piazza XXV Aprile (piazza venticinque aprile ), onde ficam de forma simétrica o arco neoclássico Porta Garibaldi e a Eataly de Milão (a praça ficou anos em reforma para a construção de um estacionamento subterrâneo), e também a alguns passos da 10 Corso Como (loja que a gente ama), está a Princi, a padaria elegante e italianíssima, com cinco lojas em Milão e uma no SoHo londrino, que todo mundo gostaria de ter como vizinho de casa (assim como a praça, a Princi da Piazza também foi repaginada em 2014 e ganhou mesas, cadeiras e poltronas; antes só se podia comer em pé apoiado no balcão). O serviço segue self  (sem atendimento na mesa) e sem frescuras (a pizza a trancio, em pedaço, que vem quadrada é cortada com uma tesoura e servida num prato de papel com garfinho plástico). Ao entrar, você vai ver o balcão de drinques e de café — onde você pode tomar seu aperitivo  ou espresso  em pé mesmo — e seguindo em frente vai se deparar Ver Mais →

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Courchevel: Preparação completa para o esqui (al...

É imperativo que você contrate um seguro-viagem para eventuais despesas médicas antes de sair do Brasil. Se problemas de saúde podem acontecer a qualquer momento, as chances crescem consideravelmente quando se viaja para praticar um esporte que envolve quedas durante o aprendizado (tem os escorregões no gelo que você pode levar andando pelas ruas também). Mas não se atenha a esses que os cartões de crédito oferecem quando você compra as passagens usando o cartão (apesar de cumprirem com os requisitos do Tratado de Schengen), pois eles só reembolsam as despesas médicas depois que você voltar de viagem (e é toda  uma burocracia, e as despesas que você terá de pagar no hospital não são NADA baratas — ainda mais longe da cidade, no meio da montanha, em euro — e você ainda corre o risco de não ter limite no cartão de crédito para pagar a conta). Por isso, sempre contrate o seguro de alguma empresa especializada em viagens que Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores sorvetes – gelato...

O gelato, sorvete ao estilo italiano, menos gorduroso e de textura extremamente cremosa, quase elástica, chegou timidamente em São Paulo com a inauguração da Gelateria Parmalat na rua Oscar Freire há muitos e muitos anos (mais precisamente em fevereiro de 1996). Depois veio a Vipiteno do chef  Laurent Suaudeau que, além de bons sorvetes, segue preparando incríveis sobremesas com os sabores dos gelati  (até hoje amo o Demoiselle: sorvete de doce de leite, calda de pera, gengibre e telha de amêndoas; receita de chef  de verdade). Mas foi com a inauguração da Bacio di Latte, também na Oscar Freire, que a moda pegou (alguém se lembra das enormes filas na porta?) e se alastrou. Se antes, quando eu viajava para a Itália eu tomava três sorvetes por dia (de ansiedade, porque sabia que não tinha sorvete com aquela textura por aqui), hoje em São Paulo, com a abertura de vários bons estabelecimentos e a proliferação das franquias, Ver Mais →

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Armani/Ristorante Milano: Um macaron Michelin, com...

Enquanto para ser bem sucedido na moda, gerar desejo é um dos maiores desafios para o sucesso, na restauração e na hotelaria são muitas  outras complexas variáveis envolvidas para atingir o mesmo resultado. Apesar do sólido sucesso de Giorgio Armani no mundo da moda, dos perfumes e do design  (já são 40 anos de uma carreira sem igual de tão bem sucedida), foi com desconfiança que muita gente recebeu a notícia da abertura do hotel e restaurante do estilista em Milão (cidade com tradições hoteleira e gastronômica bastante consolidadas, e um público internacional bastante exigente). Seria apenas uma aventura com prazo de validade definido (como o Gold do Dolce & Gabanna, que já fechou)?; Com filiais em Nova York e Tóquio, o restaurante seria apenas mais um lugar da moda, para ver e ser visto? Mas, depois de cinco anos de sua abertura e algumas correções ao longo do caminho, não dá para não dizer que o restaurante é um sucesso. E uma delícia. A vista panorâmica do ristorante, que fica no sétimo e penúltimo andar do Ver Mais →

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Pinacoteca di Brera, o museu mais importante ̵...

Napoleão Bonaparte não era tão alto (media 1,68) nem forte. Mas no pátio da Pinacoteca di Brera é a escultura do general-exterminador-de-monarquias que se coroou rei da França E  rei da Itália — e que colocou medo em TODOS os reis e rainhas da Europa — que você verá: alto, forte e pelado, representado pelo artista italiano Antonio Canova como Marte, o Pacificador, segurando Nike (a deusa grega da vitória) sobre um globo na mão direita e um longo bastão na mão esquerda.

É graças a Napoleão que a Pinacoteca di Brera é o museu mais incrível não só Milão mas um dos mais incríveis da Itália (se você tiver de decidir por apenas um programa cultural na cidade, simplesmente não hesite). Quando ele tomou poder das várias regiões (a Itália ainda não era um país, não era unificada), ele mandou fechar todas as ordens religiosas da Península que via pela frente e ordenou que TODAS as obras confiscadas Ver Mais →

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Vivianne Wakuda Patissière, confeitaria ocidental...

Os japoneses que vêm à São Paulo e provam das sobremesas da chef pâtissière  Vivianne Wakuda se sentem em casa. Especialista em yogashi 洋菓子 ], que é a versão japonesa da arte confeiteira ocidental (com influência principalmente francesa), em contraponto com o wagashi 和菓子 ], os doces tradicionais japoneses geralmente servidos na cerimônia do chá, Vivianne fica na cozinha do restaurante japonês Aizomê, nos Jardins, onde prepara as sobremesas da casa e atende por encomenda uma clientela cada vez maior de descendentes de japoneses em busca do shuukuriimu  perfeito (シュークリーム, é assim que os japoneses falam choux à la crème, ou ainda numa versão mi-français-half-American: choux cream), mas não só: suas receitas também tem agradado os paulistanos que buscam sobremesas mais leves e com doses mais equilibradas de açúcar. (Que também é a nossa definição de sobremesa perfeita: açúcar Ver Mais →

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O vinhedo de Leonardo da Vinci, um belíssimo pass...

A vigna  que dá nome ao lugar não passa de uns cotocos de caules de uva no fundo do jardim, que fica mais exuberante nos meses mais quentes (ainda, já que o vinhedo de Leonardo abriu faz pouco, durante a Expo 2015). Mas ela é o pretexto para um mergulho — inimaginável visto da fachada, assim como quase tudo em Milão — na história de Ludovico Sforza, Leonardo da Vinci, da família Atellani, de Ettore Conti e Piero Portaluppi. Uma viagem charmosa e imperdível para a Milão dos séculos 15 ao 20, bem em frente à Igreja Santa Maria delle Grazie, com a cúpula de Donato Bramante e em cujo refeitório está A Última Ceia, uma das obras-primas do maestro  renascentista. (E dá pra fazer tudo numa visita só, sem se cansar ;- )

Para se chegar ao pequeno vinhedo (hoje, por que originalmente tinha mais de 8 mil metros quadrados) que Leonardo da Vinci ganhou de Ludovico il Moro  Sforza enquanto pintava a Última Ceia (Da Vinci veio para a corte de Milão de Florença convidado pelo letrado e esclarecido duque em 1482 e vinha de uma família de vinicultores da Toscana), você precisará entrar pela Casa degli Atellani, a casa da família que foi uma das mais importantes Ver Mais →

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The Shard, o edifício mais alto de Londres com um...

Fazer xixi num banheiro com parede de vidro, a 240 metros de altura, exposto para os céus e com toda Londres a seus pés é uma experiência que só uma visita ao observatório The View from the Shard pode proporcionar (com 310 metros de altura, o Shard é o arranha-céu mais alto de Londres e o quarto maior da Europa). Numa das regiões mais antigas da cidade (e pertinho do Borough Market, que a gente ama), em Southwark, o starchitect  italiano Renzo Piano (Whitney Museum, Morgan Library, Aeroporto Kansai, The New York Times) imaginou um caco de vidro — “shard” quer dizer caco — na forma de um edifício-pirâmide que abriga: escritórios (do 2 ao 28º andar), bares e restaurantes (do 31º ao 33º), o hotel Shangri-La (do 34º ao 52º, com uma piscina no 52º), apartamentos! (do 53º ao 65º, que custaram entre £ 30.000.000 e £ 50.000.000, ou R$ 300 milhões) e o observatório, Ver Mais →

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Boxes do Instituto Atá no Mercado de Pinheiros: i...

O ótimo do Mercado de Pinheiros, um dos quinze mercados municipais de São Paulo, é que além de servir como ponto de abastecimento para quem mora na região, ele também está acessível para turistas  de outras partes da cidade, já que está a uma quadra da estação de metrô Faria Lima. Ou seja, perfeito para quem quiser provar os excelentes cebiches  e empanadas da Comedoria Gonzales, os dadinhos de tapioca ou o sorvete de rapadura do Mocotó Café (ir à Vila Medeiros, só quando quiser a experiência completa), ou comprar os brasileiríssimos ingredientes de origem que o Instituto Atá, ONG do chef  Alex Atala, junto com várias entidades, traz de inúmeros pequenos produtores Brasil afora, com quatro boxes no Mercado, representado os biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampas. (No mercado, também dá para comprar frutas, legumes, cereais, Ver Mais →

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A primeira vez que comi tiramisù  não foi na Itália, mas em Londres. Tinha lido em alguma revista que a princesa Diana adorava a sobremesa do San Lorenzo, uma tradicional osteria  em Knightsbridge, e foi lá que eu me apaixonei. Desde então, essa sobremesa de origens conflitantes se popularizou não só no Brasil, mas em todo o mundo. Uns dizem que essa receita de ingredientes comuns e sabores simples — só leva biscoito, gemas, açúcar, café, queijo mascarpone e chocolate — foi criada no século 17 em Siena, na Toscana, para o grão-duque Cosimo III de Médici. Outros, que nasceu no Vêneto: numa versão da história, para o famoso escritor-conquistador-libertino-colecionador-de-mulheres  Giacomo Casanova. E tem ainda a de que ela teria sido criada para as cortesãs dos bordéis vênetos que precisavam de um alimento rico em energia  para enfrentar as longas noites de trabalho (tiramisù quer dizer “levanta-me!”). Mas tem também os que acham que o tiramisù não é nem toscano nem vêneto, Ver Mais →

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The Wolseley, imponência e comidinhas: do English...

Num belíssimo e grandioso edifício art déco  construído em 1921 para ser o showroom  dos carros Wolseley Motors Limited (sim, os carros ficavam estacionados sobre esse magnífico mármore florentino preto e branco), o The Wolseley é um grand–café–brasserie, aberto o dia todo, das 7h da manhã à meia-noite (o que a gente adora), sempre cheio (é bom sempre reservar, mesmo que seja para o dia seguinte às 15h30), numa das melhores localizações de Londres: ao lado do hotel Ritz, a uma quadra da Jermyn Street, da Royal Academy of Arts, da Fortnum & Mason e da Dover Street Market.

Com pé-direito alto, mezanino, teto abobadado, colunas e decoração em preto e dourado com toques de chinoiserie, assinado por um dos mais famosos decoradores birtânicos, o David Collins, o cardápio do Wolseley atende a todos os gostos: você pode tomar um café da manhã típico britânico, com ovos, bacon, salsicha, feijão, tomate, cogumelos e black Ver Mais →

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Restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly em...

Com tantas denúncias sobre as origens dos alimentos e os impactos extremamente negativos da pecuária no mundo (ou mesmo por consideração aos animais), existe uma tendência grande nos países desenvolvidos ocidentais de priorizar ingredientes orgânicos e reduzir — ou mesmo abolir — o consumo de carne e outros produtos derivados de animais. Do Burger King, que lançou um sanduíche vegetariano, a grandes restaurantes do mundo que já propõem menus 100% livres de carne (Per Se e Daniel, em Nova York; Lucknam, em Bath; L’Arpège e Alain Ducasse, em Paris; e o DOM em São Paulo), nós também estamos cada vez mais procurando entender os impactos que nossos hábitos de consumo causam no mundo e descobrindo os sabores vegetais (confira as nossas considerações sobre o tema no link  a seguir, Comer carne: é preciso reconsiderar?). Em São Paulo já são muitos os restaurantes vegetarianos, mas nesta lista, você conhece os restaurantes vegetarianos e vegetarian-friendly  que a gente conheceu, gostou, voltou e frequenta. Uma característica comum a todos eles é que mesmo carnívoros não sentirão falta da carne.

APFEL [Jardins] Buffet vegetariano, só almoço, preço fixo

restaurante-apfel-jardins-1200-5restaurante-apfel-jardins-vegetariano-sao-paulo-1200Há 15 anos numa casa simples e aconchegante a uma quadra e meia da Avenida Paulista (e do metrô Consolação), o Apfel Jardins é um restaurante vegetariano com buffet self service  que, assim como outros restaurantes naturais e saudáveis, só abre para almoço e paga-se um valor fixo (R$ 30, de segunda a sexta, R$ 35, nos fins de semana) para comer à Ver Mais →

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Marilia Zylbersztajn, incríveis tortas doces onde...

Assim como o sal nas receitas, o açúcar em doses elevadas no preparo de sobremesas mata  o sabor dos ingredientes. Mas, talvez por causa da nossa história secular com a cana-de-açúcar e do consumo desde a infância de refrigerantes, leite condensado (brigadeiros!), doce de leite, café com açúcar (no interior, eles cozinham o café com açúcar) e suco de fruta quase sempre com açúcar (fruta já é doce!), brasileiros amam doces bem doces (conheço gente que toma uma lata de leite condensado, assim, vendo televisão). E aí, para aqueles que não são muito fãs de açúcar (eu me incluo já que no Japão, mesmo nos restaurantes japoneses estrelados, a sobremesa pode ser uma porção de batata doce, de feijão azuki  ou mesmo uma omelete, sempre com pouquíssimo açúcar; e chá NUNCA leva açúcar) resta comer sobremesas pela metade ou mesmo, dependendo Ver Mais →

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São Paulo, o melhor bairro e os melhores hotéis ...

São Paulo é a megalópole carente de bons hotéis bem localizados. Não dá para entender por que a maior e mais rica cidade da América do Sul não conseguiu manter hotéis históricos — como o Rio que tem o Copacabana Palace — nem tem hotéis de redes como Mandarin Oriental, Ritz Carlton, Four Seasons, Park Hyatt (diferentemente de nossas vizinhas Buenos Aires e Santiago). Alguns dos melhores hotéis da capital paulista não têm piscina e quando tem são indoor, cobertas (putcha, estamos no Brasil, país de Sol abundante), nem banheiras em quartos cujas diárias custam R$ 3 mil, a não ser que você pague por um quarto superior (nada simpático, né?). Clique aqui e conheça o manifesto Simonde do hotel perfeito

ONDE FICAM AS COISAS LEGAIS DA CIDADE?

Assim como Paris tem aquela linha imaginária que começa na Bastilha e vai até o Arco do Triunfo (mas vai além, até La Défense), passando pelo Marais, Louvre, Place de la Concorde, Champs-Elysées, que concentra grande parte das coisas incríveis da cidade, São Paulo tem um eixo — as avenidas Consolação e Rebouças — que liga o Centro a Pinheiros passando Ver Mais →

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Wallace Collection, o melhor da arte clássica em ...

Para quem ama arte, artes decorativas e beleza — ou apenas quiser ter a dimensão de como era uma mansão de nobres de séculos passados por dentro —, visitar a Wallace Collection é um dos passeios mais incríveis de Londres (e é gratuito; você só paga pelo audioguide, £ 4). A Hertford House, a construção mais imponente em volta da praça-jardim-privado Manchester Square, abriga uma coleção que levou 200 anos para ser construída e envolveu cinco gerações de uma mesma família — quatro marqueses (Hertford) e um Sir  (Richard Wallace) — que foi doada para o estado inglês e inaugurada ao público em 1900 pelo Prince of Wales da época, HRH The Prince Edward VII. É um sucesso desde então (na quinta temporada de Downton Abbey, os empregados do Conde de Grantham visitam o museu, quando em Londres para o casamento de sua sobrinha, e a história se passa em Ver Mais →

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Osteria del Pettirosso, um dos melhores italianos de SP

Em tempos de gastronomia midiática que não se cansa de inventar muódas  para chamar a atenção, como é bom “voltar para casa” e comer comida de verdade, tradicional, com ingredientes selecionados, bem executada e sem pretensões (essas que nem sempre dão certo). E as chances de satisfazer o estômago — e a alma — são bem maiores quando se trata de comida italiana: seja com um gelato, uma pizza  ou uma pasta  com molho de tomate fresco.

A Osteria del Pettirosso fica numa casinha despretensiosa (mas com aquele charme displicente-decadente de Roma, cidade natal do chef ) escondida nos Jardins, no fim da Lorena quase esquina com a quase-sempre-engarrafada  Rebouças. E, no melhor estilo osteria (estabelecimentos simples, informais, familiares), com o chef  Marco Renzetti na cozinha e sua esposa Erika comandando o salão, quase tudo é feito artesanalmente na casa: dos pães (do jeito que eu gosto, macios e Ver Mais →

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Isso É Café, fazenda centenária, café moderno

Não temos o melhor café do mundo, mas temos cafés muito bons. E o legal do Brasil — e de São Paulo, um dos estados produtores de bom café no país — é que aqui você pode provar a bebida em estabelecimentos que, eles mesmos, plantam, colhem, selecionam, torram e entregam os grãos ou a bebida na xícara, direto nas suas mãos, sem intermediários. E, dos bons cafés paulistanos, você consegue ter essa experiência no Octavio e no Isso É Café. {para ver o nosso Guia Definitivo dos Melhores Cafés de São Paulo, clique aqui}.

Já na quinta geração da família, em uma fazenda centenária em Mococa, interior paulista, a Fazenda Ambiental Fortaleza produz café desde 1850. E em vez de seguir plantando café commodity  em grande quantidade apenas para exportação, os herdeiros da família decidiram trilhar pelo caminho do café orgânico (não toda produção ainda), de forma humana e sustentável, sem deixar ter como objetivo café de altíssima qualidade. E Ver Mais →

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Gelato Boutique, sorvetes exclusivos e premiados

Sorvete de pistache você encontra todos os dias em todas as gelaterias de São Paulo. Mas não  na Gelato Boutique, que só produz o parfum  quando a maestra gelatiere  Marcia Garbin (paulistana que estudou pâtisserie  na França, mas foi premiada na Itália, berço do gelato) consegue comprar o pistache cru, que é torrado e triturado na própria cozinha e, então, usado para bater o sorvete (por causa da dificuldade de encontrar o ingrediente fresco aqui, ela acaba de viajar para a Itália em busca de fornecedores de pistache e avelãs). Nas outras — também boas — sorveterias, é utilizada uma pasta industrializada de pistache (sempre de Bronte, na Sicília, terra vulcânica famosa pelo ingrediente) que é misturada à massa, na máquina, na hora de produzir o gelato. “A pasta pronta 100% pistache é boa, mas não é a mesma coisa. É como comparar o atum em lata, Ver Mais →

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Em francês, hôtel pode ser hotel mas não só

A matéria sobre o Museu Rodin causou confusão em alguns leitores por causa da palavra hôtel na frase “o Hôtel Biron do Musée Rodin reabriu…” (e não, não existe um hotel dentro do museu). Esse hôtel, apesar de também querer dizer hotel no sentido que conhecemos (empresa que aluga quartos para hospedagem), tanto em português quanto em francês, aqui tem outro significado: era assim que eram conhecidas as grandes casas de nobres, burgueses e industriais em cidades como Paris ou Bruxelas. Diferentemente do palácio, residência de príncipes de sangue, essas mansões urbanas de vários andares, quase sempre sem jardim, eram chamadas de hôtels particuliers, pertenciam a um único proprietário e eram concebidas para abrigar uma única família. E era comum que essas casas levassem o sobrenome do seu dono, pelos quais até hoje são conhecidas.

Paris ainda possui cerca de 400 hôtels particuliers, mas o número já foi bem maior, perto de 2 mil. E muitas dessas casas espaçosas ricamente decoradas se transformaram em museus, escritórios do governo ou hotéis, como o Hôtel de Gramont e o de Crozat na Place Ver Mais →

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São Paulo vista do alto de um drone

Ver uma cidade pela janela do avião, do helicóptero ou do topo de um edifício bem alto — de preferência sem construções vizinhas — sempre nos dá uma nova perspectiva da paisagem, do entorno, do contexto da cidade. E com os drones, essas levíssimas máquinas voadoras com câmeras fotográficas que conseguem ficar completamente imóveis a até 500 metros de altura, as imagens são ainda mais impressionantes. O perfil Do.Alto tem feito um belíssimo trabalho de fotografar a cidade de São Paulo, literalmente do alto, para mostrar a beleza dos desenhos dos principais pontos da cidade a partir de pontos de vista quase inacessíveis ao nosso olhar.

DRONE NÃO É BRINQUEDO

O engenheiro civil Renan Pissolatti é de Campinas mas, ao trabalhar num projeto em São Paulo, aproveitou sua paixão por fotografia e tecnologia para conhecer a cidade também pelos “olhos” do seu drone, que não pesa nem dois quilos. “Mas drone  não é brinquedo. É um aparelho que pode causar acidentes aéreos, tanto por contato quanto por usar rádio- Ver Mais →

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Musée Rodin, o museu com o jardim mais romântico...

Abrigando um dos mais lindos e charmosos jardins de Paris — repleto de obras-primas do escultor francês Auguste Rodin —, o museu dedicado ao artista é um dos passeios mais agradáveis da cidade, seja para apreciar as esculturas em bronze, fazer uma promenade  pelas alamedas e roseiras, ou então, ler um livro saboreando o delicioso brownie  vendido na cafeteria instalada no jardim.

O que muita gente não sabe é que o Hôtel  Biron — o nome do hôtel particulier que o Musée Rodin ocupa — foi projetado por Jean Aubert, o mesmo arquiteto do magnífico Château  de Chantilly, para seu cliente Abraham Peyrenc de Moras, um cabeleireiro que ficou rico com suas estilosas perucas. Considerada uma das mais belas residências da cidade pelos parisienses du jour, a casa foi uma das primeiras mansões da Rive Gauche, a Ver Mais →

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Admiral’s Club, a sala VIP AA no Terminal 3 ...

A American Airlines disponibiliza dois tipos de salas VIP para os passageiros da companhia aérea e OneWorld: 1. a Flagship, exclusiva para passageiros de primeira classe ou com status  Esmeralda no programa de fidelidade OneWorld, com apenas quatro lounges  em Los Angeles, Chicago, Londres e Nova York, e 2. o Admiral’s Club, que possui mais de 50 lounges  espalhados por aeroportos do mundo e que está passando por uma modernização gigante; e Chicago e São Paulo, no Terminal 3, foram as primeiras cidades a serem contempladas com o novo conceito (mas a sala já existia no Terminal 2; o primeiro Admiral’s Club foi inaugurado em Guarulhos em 1994).

A sala, vizinha aos lounges  da Latam e do Mastercard Black (para chegar lá é só subir a rampa que fica ao lado do Starbuck’s da GRU Avenue em direção ao mezanino), é bem espaçosa — 850 metros quadrados, com capacidade para 262 pessoas — para os até seis voos da companhia que saem de Guarulhos todos os dias em direção aos Estados Unidos, Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores doces de Paris

Assim como você NUNCA vai encontrar em São Paulo restaurantes japoneses tão incríveis quanto em Tóquio, não há cidade no mundo para comer doces, na sua forma mais sofisticada, como Paris: berço desta arte abençoada por Saint-Honoré, o santo protetor dos padeiros e doceiros, que só foi possível existir graças à popularização do açúcar através das lavouras de cana da América Latina. Pâtisseries  antigas e tradicionais com quase 300 anos de idade (!) como a Stohrer (fundada em 1730), Debauve & Gallais (1800), Dalloyau (1802), Boissier (1827), La Durée (1862), Carette (1927), Lenôtre (1947) e La Maison du Chocolat (1977), a infinita criatividade dos novos chefs pâtissiers como Pierre Hermé, Sadaharu Aoki e Christophe Michalak, e ainda as casas de café e chá (Verlet, Mariage Frères) e as épiceries de luxe (Fauchon, Hédiard), que também oferecem ótimos e bem confeccionados doces, fazem de Paris a capital mundial das sobremesas… E todos esses consagrados nomes acabam sendo prazerosas e interativas atrações turísticas na cidade-luz para os amantes da gastronomia. No mapa abaixo, procure pelo símbolo do muffin roxinho.

Uma das unanimidades e um dos símbolos dessa arte em Paris é o macaron, um doce que teve sua origem provavelmente em Veneza, à base de farinha de amêndoas, que consiste em duas partes de uma massa leve e crocante — que lembra o suspiro — recheadas com creme, e pode ser feita nos sabores mais variados: de baunilha (o do La Durée é o meu preferido) a trufas brancas e azeite balsâmico, que o Pierre Hermé oferece quando na temporada. Você poderá encontrar Ver Mais →

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Abadia de Westminster

Construída no século 11 e reconstruída em estilo gótico no século 13, a Abadia de Westminster não é católica nem protestante, é anglicana (mas foi católica até Henrique 8º, no século 16, romper com o Vaticano). Sua autoridade máxima não é papa, rabino ou pajé, mas uma mulher, Her Majesty The Queen of England, a rainha Elizabeth 2ª, que além de chefe de Estado é também a chefe da Igreja da Inglaterra. É o sítio religioso mais importante não só de Londres, mas do Reino Unido e também dos quinze domínios da Commonwealth (de 53) que ainda reconhecem a monarca britânica como chefe de Estado.

Assim como todos os reis franceses foram coroados na Catedral de Reims desde 1027, todos os reis ingleses foram coroados aqui, nesta abadia em Londres, desde 1066, desde o normando Guilherme, o Conquistador (William the Conqueror, em inglês), que assumiu o trono com a morte de Eduardo, o Confessor. E não vivia só de coroações: a abadia foi e continua sendo palco de casamentos reais (a Rainha Elizabeth 2ª e o Príncipe Philip Ver Mais →

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Temporada Umami do chef Shin Koike

Sendo o umami a mais importante característica da cozinha japonesa, o chef nihonjin  Shin Koike (ex-A1, ex-Aizomê — do qual continua sócio — e que acaba de assumir a cozinha do que era seu segundo restaurante, o Sakagura A1) oferece a Temporada Umami, até o dia 6 de novembro (sexta-feira que vem), um menu-degustação apenas servido no jantar que tem por objetivo despertar a nossa sensibilidade para o quinto gosto.

Ao estilo omakase, o menu é composto por cinco etapas: 1. um petisco (vieiras e tomate com parmesão gratinado: como assim?! mas eu consigo responder nesta matéria, é só clicar), 2. um prato combinando três ingredientes e temperos umami (peixe grelhado com miso e konbu; shiitake  refogado com shooyu  e sake; barriga de porco cozida), 3. um prato com sushi e sashimi (obviamente, não é como comer sushi no balcão quando o arroz vem na temperatura e texturas corretas, mas Ver Mais →

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Hotel Tryp, dentro do Terminal 3, em Guarulhos

Quem já foi para a Ásia e teve de fazer conexão depois de 12 horas de voo — para pegar outro voo de mais 10, 11 horas — sabe o quão cansativo é todo o processo, principalmente quando você precisa esperar no aeroporto por 5, 6 horas, sem poder sair ou por que não pode ou por que não dá tempo de ir à cidade e voltar. E é para esses viajantes que, em agosto de 2015, abriu na área restrita do Terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, o hotel Tryp, um quatro estrelas com 80 quartos (o único no hemisfério sul com essa proposta).

QUEM PODE SER HOSPEDAR NO TRYP GRU NO TERMINAL 3?

O público é bem  específico. Como o Terminal 3 é exclusivo para voos internacionais e o hotel fica dentro da área restrita, ou seja, depois do controle de passaportes para quem vai viajar, isso significa que apenas passageiros chegando de outro país e indo para outro país (inter-inter, como eles chamam) podem se hospedar no Tryp; são passageiros que nem retiram suas bagagens despachadas na esteira, vão para o hotel apenas com a bagagem de mão. Para passageiros saindo do Brasil, o hotel só será útil para quem vier de outra Ver Mais →

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Nova York: Restaurantes

É possível comer o mundo em Nova York. E comer bem, muito bem. No caldeirão, considere os seguintes fatos: 1) são mais de 17 mil restaurantes espalhados em 828 quilômetros quadrados; 2) mais da metade da população é formada por imigrantes de 170 países; 3) desde o extraordinário crescimento econômico do século 19, a cidade é uma das mais ricas do planeta (os nova-iorquinos quase não comem em casa e gostam de comer bem em ambientes estilosos); 4) alguns dos mais célebres chefs  do mundo (americanos e estrangeiros) têm suas bandeiras fincadas na ilha: Alain Ducasse, Thomas Keller, Gordon Ramsay, Daniel Boulud, Joël Robuchon, entre muitos outros; e 5) você está na capital mundial do movimento foodie, o que quer dizer: aqui você encontra os melhores e mais diversos ingredientes, sofisticação européia, a inovação americana e a mistura das gastronomias de todo o mundo sob a aprovação do paladar apurado dos nova-iorquinos. Não é à toa que dizem que todo nova-iorquino é um crítico gastronômico.

Por tudo isso, Nova York é uma cidade com grandes restaurantes. Há restaurantes com uma decoração incrível, mas comida nem tanto (ou muito barulhentos); há restaurantes com comida impecável, mas sem um décor empolgante, e também (Gott sei Dank) há os restaurantes que nos entregam TUDO o que a gente quer: uma experiência gastronômica e sensorial inesquecível. Na lista Simonde de Restaurantes em Nova York, focamos nesses restaurantes que tem comida, serviço e ambiente impecáveis. Restaurantes para os quais precisamos fazer reservas, nos vestir para a noite e sair de lá ansiosos para voltar uma próxima vez.

Confira todos os restaurantes que a Simonde indica na Big Apple, clicando em Nova York e, no menu categorias, em Restaurantes.

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The Modern no MoMa

Templo da arte moderna (foi o primeiro museu dedicado à arte moderna e contemporânea e hoje tem um acervo de 150 mil das mais importantes obras desse período) eu não consigo ir à Nova York sem passar pelo MoMA, seja para ver uma das sempre interessantes exposições temporárias, assistir a um filme ou rever obras do acervo permanente. E para quem gosta de comer, o que seria melhor que estar em contato com a melhor arte e ainda poder apreciar uma refeição duas estrelas Michelin no mesmo lugar?

Com uma localização única e especial, contemplando o Jardim de Esculturas Abby Aldrich Rockefeller — que eles, felizmente, mantiveram na construção do novo prédio —, mas com uma entrada extra e separada do museu (o que permite seu funcionamento fora dos horários do MoMA), o The Modern é um restaurante de cozinha e décor  contemporâneos; linhas retas, pé-direito alto e amplos vidros que dão para o jardim onde ficam esculturas de Miró, Matisse, Picasso, Maillol, Giacometti. Por isso, 1. peça pelas mesas próximas ao vidro, por causa da vista e por Ver Mais →

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Alain Ducasse au Plaza Athénée

Tirando os bistrots  (Aux Lyonnais, Benoît, Rech) e o restaurante da Torre Eiffel, o Jules Verne, são dois os grandes — e estrelados — restaurantes Alain Ducasse em Paris. Os dois ocupam o térreo de hotéis-palácio (a distinção máxima do luxo na França): o Meurice e o Plaza Athénée, e os dois hotéis pertencem à Dorchester Collection, cujo dono é Hassanal Bolkiah, o sultão de Brunei.

E não há restaurante no mundo com teto mais deslumbrante do que o Alain Ducasse au Plaza Athénée (felizmente eles mantiveram a explosão de cristais, depois de uma reforma completa do hotel que manteve o restaurante fechado por dez meses em 2014). Saíram as toalhas de linho branco sobre as mesas, que ficam descobertas, nuas (uma mudança radicalíssima para um restaurante de alta gastronomia na França); e agora, o prato vem direto sobre o tampo de carvalho (nem um joguinho americano sequer), no design  de Patrick Jouin e Sanjit Manku (os panos só voltam no serviço de café da manhã do hotel, Ver Mais →

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O guia definitivo dos melhores cafés de São Paulo

São Paulo não seria a maior e mais rica cidade da América do Sul se não fosse por essa bebida nossa cada dia: o café. Foram os lucros com a plantação e exportação dos grãos de café cru para o mundo que financiaram as estradas de ferro, a imigração, a industrialização e a fortuna de muitas famílias.

E assim como os sorvetes {para conferir o nosso guia com os melhores sorvetes da cidade, clique aqui}, enfim, na cidade de São Paulo podemos provar os melhores grãos de café — todos brasileiros; todos 100% arábica: Bourbon ou Catuaí, amarelos ou vermelhos — nos endereços que frequentamos e que figuram nesta lista. Apesar de a maioria deles oferecerem mais de uma opção de grão (geralmente de microlotes), a regra é a mesma: para provar os cafés especiais você terá de pedir pelos métodos coado, aeropress ou prensa francesa, entre outros. Para espresso, a escolha é limitada: só tiram usando o grão do dia ou o blend da casa. Mas cada um dos cafés a seguir — alguns são ótimos lugares para ler ou trabalhar — possui história, cardápio e identidade bem próprios (tirando o Little Coffee Shop, todos têm mesas, cadeiras — alguns, poltronas — e wi-fi ). Confira a nossa seleção e não deixe de conhecê-los e frequentá-los: Ver Mais →

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Baby Beef Rubaiyat

O pão de queijo é delicioso, daqueles que você sente a textura do queijo derretido na boca. Com relação ao couvert  (com comidinhas e dez tipos de pães, todos feitos na casa em forno de barro e que passam quentinhos, toda hora), é preciso ter muito autocontrole e saber a hora de parar, pois corre-se o risco de não se conseguir chegar nem ao prato principal (por isso, vá em dois ou quatro e compartilhe os pratos: das entradas às sobremesas, as porções são muito bem servidas). E, apesar de ser considerado por muitos especialistas como o melhor restaurante de carnes de São Paulo (você encontra de picanha a kobe beef ), uma das melhores características do Rubaiyat é que dá também para se ter uma ótima refeição de peixes e frutos do mar; perfeito para quem não come carne bovina ou suína (dá para levar os amigos gringos sem sofrer).

É uma pena que o Rubaiyat original, aberto em 1957 na Vieira de Carvalho, no centrão de São Paulo, não exista mais, diferentemente do Almanara da Basílio da Gama, aberto em 1950, que resistiu à degradação do Centro de São Paulo (e a gente adora). Mas ainda são cinco unidades Rubaiyat no Brasil (São Paulo, Rio e Brasília), uma na Espanha (Madrid), Ver Mais →

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Cozinha francesa (com vinhos!) em food park neste ...

O Piknik é o food park  que a gente adora: wi-fi, ótima localização (a 500 metros da Estação Faria Lima do metrô), ambiente agradável e confortável (banheiros usáveis, pias para lavar as mãos, mesas e cadeiras de madeira, toldos para proteger do Sol ou da chuva, cheio de plantas) e uma ótima seleção de comidinhas de food trucks  espalhados pelos dois mil metros quadrados do espaço, que tem entradas pela Avenida Rebouças e pela Rua Henrique Monteiro. E até domingo, dia 20 de setembro, o Piknik Faria Lima recebe a terceira edição do Apéritif à la française, evento organizado pelo Ministério da Agricultura e da Agroindústria da França e marcas francesas em várias cidades do mundo como Tóquio, Montréal, Copenhague, Nova York, Hong Kong e Dubai, com o objetivo — fácil — de encantar os terráqueos com os sabores, o savoir-faire  e o art de vivre à la française.

Além dos food trucks  que já ocupam o local desde a sua abertura, o Apéritif  traz para o Piknik nomes deliciosos e pratos tradicionalmente franceses: o Le Vin, que está fazendo um ótimo arroz de pato (R$ 26) servido em prato de plástico duro e transparente (você não Ver Mais →

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Frigobar Speakeasy: Um bar secreto que faz voltar ...

Não tem fachada nem nome na porta, que não é nada bonita. Você toca a campainha, fala uma senha, entra meio que sem conseguir ver quem está te recebendo, é levado por um corredor sinistro escada abaixo até um porão no subsolo de um bar onde você vai entrar por u… o resto é surpresa. A questão é: se os donos queriam imprimir no Frigobar a atmosfera de um speakeasy, de um blind pig, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam bebidas alcoólicas durante a Prohibition Era nos Estados Unidos (de 1920 a 1933), eles conseguiram.

Já não sendo o Frigobar um bar comum, o funcionamento é restrito e complexo: só abre às sextas e sábados, você só pode reservar para até quatro pessoas, precisa pagar o ingresso antecipadamente (não pode alterar a data ou número de pessoas depois do pagamento), a senha (pessoal e intransferível) só vai chegar no seu email  no dia da sua reserva, que deverá Ver Mais →

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Coffee Lab, café levado a sério

Assim como o Suplicy e o Octavio Café, o Coffee Lab é uma central do café: um lugar onde se torra, se mói e se extrai — através de vários métodos: espresso, coado, aeropress — o melhor dos grãos na forma desse líquido preto que a gente ama. Mas, vai além: é uma escola de baristas (todos os atendentes o são e conseguem esclarecer suas dúvidas) e é único lugar de São Paulo que, além de degustar, te convida a aprender mais sobre café. São doze rituais, custando entre R$ 11 e R$ 13, em que você pode comparar, lado a lado, um café desses que a gente compra no supermercado (que eles chamam de café terror  cujo pote tem uma caveira desenhada) e um café de qualidade especial; o mesmo café preparado nos métodos coado e espresso; e até o impacto de moagens diferentes no mesmo café coado. Vale a pena quando você tiver tempo e disposição.

A sensação é a de que você está na copa da casa de alguém. Hipster  que é (atendentes vestidos com uniformes de mecânico e lenços coloridos na cabeça; mesas e cadeiras de formatos, tamanhos e alturas diferentes; cardápios em pastas suspensas de plástico Ver Mais →

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Museu Picasso

Pablo Picasso é daqueles artistas que se dariam muito bem no mundo atual das redes sociais, onipresente que ainda é, mesmo tendo morrido nos “longínquos” anos 1970. É o artista mais prolífico de toda a história da arte. Em seus 78 anos de vida foram quase 150 MIL OBRAS que abasteceram três museus com seu nome, todos em cidades onde viveu, criou e produziu: um em Málaga, onde nasceu (aberto em 2003, com quase 300 obras), um em Barcelona (aberto em 1963, com mais de 4000 obras) e outro em Paris (inaugurado em outubro de 1985, com mais de 5000 obras); sem falar na coleção de 864 obras desse mestre incontestável da arte moderna no Museu Ludwig, em Colônia, e outras milhares de pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas espalhadas nos principais museus de todo o mundo, do Reina Sofía ao MoMA, e em coleções particulares.

O Musée Picasso, que reabriu em 2014 depois de cinco anos em reforma, fica no Hôtel Salé, um dos maiores e mais extravagantes châteaux  parisienses construídos no século 17 (apenas uma  construção da época rivalizaria com a casa do coletor de gabela, o famigerado imposto sobre o sal — daí o nome “salé” —, Pierre Aubert de Fontenay: o château  de Ver Mais →

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Breizh Café Paris

Apesar de serem consumidas há mais de 8 mil anos, em diversas formas, as crêpes  — e as galettes (saiba a diferença entre elas, clicando aqui) — fazem parte da identidade gastronômica da Bretanha, região do Norte que só foi anexada ao Reino de França no século 15. E, com filiais na França e no Japão, engana-se quem pensa que o Breizh Café (“breizh” quer dizer “Bretanha” em bretão), que tem lojas em Saint-Malo e Cancale (ambas à beira mar), em Paris (uma no Marais) e no Japão (dez lojas!), nasceu na região dos crepes. O percurso foi completamente o contrário.

Casado com uma japonesa, o bretão Bertrand Larcher foi morar com sua esposa no Japão em 1995. E foi em Tóquio, em 1996, que abriram a primeira crêperie, lugar que se transformaria no bastião da tradição bretã no país do Sol Nascente. Só onze anos depois, em 2007, e cinco crêperies  no Japão que Bertrand abriria a filial do Breizh Café no coração do Marais, do Ver Mais →

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Rizzoli Nova York

A Rizzoli, aberta em Nova York em 1964 pelo magnata da comunicação italiano Angelo Rizzoli lui même, era considerada uma das mais bonitas livrarias do mundo, mas foi fechada 2014 para que o prédio da 57th Street  fosse demolido. Mas uma das minhas duas livrarias preferidas da Big Apple reabriu (a outra é a McNally & Jackson, no SoHo; saiba tudo, clicando aqui), agora em Nomad (entre a Eataly e o Nomad), e acredite: é bem provável que a nova e única loja da Rizzoli nos Estados Unidos (eles também têm corners  no Eataly e na Saks) recupere seu título de beleza.

O térreo do edifício do começo do século 19 recebeu a belíssima marcenaria de arcos serlianos, vieiras douradas incrustadas e boiseries  da loja antiga — junto com os icônicos lustres de ferro da 57 — que foi restaurada e veio para o novo endereço, que agora tem 450 Ver Mais →

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McNally & Jackson

Junto com a Rizzoli (que tinha fechado na 57 mas ACABA de reabrir a duas quadras do NoMad), a McNally & Jackson são as minhas duas livrarias prediletas em Manhattan. Enquanto a Rizzoli prima pela seleção de livros de arte, design, fotografia (e também por negociar livros antigos e raros), a McNally (entre o Mercer e o New Museum, e a uma quadra do Balthazar, ou seja, no meio do SoHo) é daqueles lugares que a gente adora amar e frequentar: única, independente, charmosa, com o melhor horário de funcionamento (de segunda a sábado fecha às 22h e aos domingos, às 21h) e do tamanho perfeito (nada mega como a Strand ou Barnes & Noble) para abrigar a excelente seleção de revistas (sim, elas ainda existem e tem uma mais incrível que a outra) e de livros de gastronomia, viagens, literatura e não-ficção. E o mesmo cuidado na curadoria dos títulos, você encontra nos eventos literários, que acontecem toda Ver Mais →

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Hamburgo: Os 15 passeios essenciais

Para já ver o que a cidade tem de mais emblemático, a primeira coisa que você deve fazer ao chegar em Hamburgo (caso você não esteja hospedado no Vier Jahreszeiten) é ir para Jungfernstieg. Desça na estação de metrô (U-Bahn, em alemão) Rathaus, cruze a Rathausmarkt, que é a praça onde fica o Parlamento desta cidade-estado e onde acontece o mercado de Natal (não sem antes admirar sua arquitetura neorenascentista, sua fachada ricamente decorada), centro da Cidade Antiga de Hamburgo, e você já verá do outro lado um canal, com prédios de cinco andares onde ficam as charmosas arcadas do Alsterarkaden. Vire à direita, caminhe até a ponte e você já verá o Binnenalster, que é o lago-irmão do bem maior Alster (ou Aussenalster), e que serve de ligação entre o Alster e o canal que leva para o Rio Elba.rathaus-hamburg-hamburgo-alemanha

JUNGFERNSTIEG

A Jungfernstieg é o nome desta rua-promenade  de comércio elegante (é aqui, de frente para o lago, que fica a Alsterhaus, a loja de departamentos mais sofisticada de Hamburgo), onde no passado os pais traziam suas filhas solteiras (as “jungfern”) para apresentá-las para a sociedade. Foi a primeira rua da Alemanha a ser pavimentada, em 1838. Como na Ver Mais →

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Marie-Madeleine, autênticos croissants e viennoiseries

Acho muito coisa de paulistano dizer que um lugar tem “o melhor  sorvete”, “o melhor macaron”, “o melhor café”,  que algo é “de comer de joelhos” (e quase nunca é). Mas no caso da Marie-Madeleine (apesar de estarmos a anos-luz da oferta de bons pães, viennoiseries  e doces da Cidade-Luz), posso afirmar que, sim, eles fazem O MELHOR CROISSANT de São Paulo. Se os croissants  da Julice e do Le Vin ficam melhor quando são aquecidos, o croissant  da Marie-Madeleine pode ser comido frio, puro, ou melhor, acompanhado de uma bela manteiga. Sem medo de ser feliz. Aparência, textura e sabor perfeitos.

Mas as delícias não param por aí. Além dos pães, feitos artesanalmente, sem fermento químico, como baguette, pain sur levain, ciabatta, focaccia, você tem ótimos doces e viennoiseries (prove tudo: o pain au chocolat, o croissant de amêndoas, o palmier, o delicioso e lindo — por fora e por dentro — chausson aux pommes, uma massa folhada recheada com compota de maçã e baunilha, um dos meus preferidos). Eles produzem uma variedade grande de pães mas nem sempre tudo está à disposição, principalmente, nas Ver Mais →

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Padoca do Maní

Com apenas 24 lugares sentados, simplesmente NÃO VÁ nos finais de semana, a não ser que você não  acorde com fome e não  se importe em ficar esperando uma hora por uma mesa, em pé, na calçada, sem lista de espera (e quando conseguir se sentar, ainda ter um menu mais restrito). Durante a semana, se você quiser tomar café de manhã, de manhã  (quando os restaurantes da Joaquim Antunes ainda estão fechados para almoço e seus manobristas ainda não estão trabalhando), também vai ter sérios problemas para parar o carro: não tem serviço de manobrista, não tem estacionamento na região, a estação de metrô mais próxima é a Fradique Coutinho (a 700 metros), é proibido parar o carro na movimentada rua e, nas ruas adjacentes, as vagas são concorridas (você vai precisar dar voltas e mais voltas). Parar o carro é um motivo de estresse já na chegada (e Ver Mais →

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O café da manhã perfeito

Quando o assunto é café da manhã, não há nada mais incrível NO MUNDO que nossos queridos chapeiros, personagens centrais das padarias paulistanas, essas instituições facilmente encontradas em cada esquina. Junto com gigantesca oferta de ingredientes, eles são rápidos e acessíveis, montam o sanduíche do jeito que a gente quiser (mais ou menos queijo ou manteiga, tomates cortados fininhos, “pode muçarela em vez de queijo prato e peito de peru em vez de presunto?”, eu sempre pregunto), e junto com os sucos e vitaminas (o leite pode ser integral ou desnatado, com ou sem aveia) e o espresso  nosso de cada dia, fazem com que sejamos muito mimados e encontremos bastante dificuldade em ter a mesma atenção em cafés da manhã pelas ruas de cidades como Paris ou Nova York.

Mas é quando o assunto é ambiente e a qualidade — principalmente de pães e café (pois frequentar Paris e Nova York também nos deixa mal acostumados com suas baguettes  de crostas finas e crocantes e som inconfundível durante a mordida e espressi  e latti  tirados Ver Mais →

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Hamburgo: o melhor bairro e os melhores hotéis

O melhor de Hamburgo é que se hospedar em hotéis de luxo como Fairmont ou Park Hyatt custa BEM mais barato que em cidades como Paris, Nova York ou Londres. A diferença no preço entre uma diária no Park Hyatt de Paris para o Park Hyatt de Hamburgo no mês de julho, por exemplo, é de 600 euros (!), sendo que o quarto em Hamburgo oferece o mesmo nível de conforto (não tem todo o ouro dos detalhes do de Paris, é verdade), e é quase 10 metros quadrados maior.

BAIRRO PREFERIDO EM HAMBURGO
Nossa região predileta nesta cidade hanseática são Neustadt / Altstadt (cidade nova / cidade velha) que circundam o lago Binnenalster, o irmão menor do lagão  Alster. Porque é lá que fica o comércio de luxo da cidade; a moderna casa de ópera, a Hamburgische Staatsoper; os restaurantes Haerlin e o Seven Oceans; e é de lá que você tem uma das vistas mais fotogênicas da cidade (além dos jardins e dos edifícios em volta do lago): a do Rathaus, o parlamento desta cidade-estado Ver Mais →

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Música, cerveja e comidinhas no Manioca

A chef  gaúcha Helena Rizzo, do Maní, vai cozinhar, neste próximo domingo, um menu com pratos de inspiração chinesa a pedido do cantor capixaba Silva, que se apresenta no mesmo dia que o cantor paulistano — que também canta em inglês — Thiago Pethit. Tudo regado à cerveja de origem mexicana Sol (mas hoje também fabricada no Brasil). #ILoveSaoPaulo

Em clima de fim de tarde de domingo com amigos (são apenas 200 lugares), com música brasileira, comidinhas, cerveja e michelada  (a cerveza preparada  com molhos inglês e de pimenta, chilli, suco de limão e sal) e num cenário que a gente adora, o Manioca (ali, de paredes coladas com o Maní), a segunda edição do Sol Sunday Sessions acontece neste domingo, dia 26 de julho, das 16h às 22h, com o show  do Pethit às 18h e o do Silva às 19h. Antes, depois e entre os Ver Mais →

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Shin Zushi, dos melhores japoneses, o mais tradicional

Amo a gritaria do Shin Zushi (o pessoal no balcão pede alguma coisa e todas as garçonetes — até as brasileiras — gritam haaaaaai ). Da família Mizumoto (já na segunda geração), com o Ken no balcão e a Miyukisan, sua mãe, no gerenciamento do salão, o restaurante é um japonês tradicional (no atendimento, na decoração, na clientela majoritariamente japonesa) e sem firulas. Meu pai, que é japonês “importado”, não se sente bem em restaurantes como o Jun Sakamoto e o Kinoshita porque só tem brasileiro, os brasileiros só pedem salmão (no Japão, eles não comem o salmão em sushi  e sashimi, só grelhado) e ele fica bravo quando ele fala nihongo  com o garçom e o garçom não entende.

Se for a sua primeira vez na casa, experimente pedir o omakase (menu-degustação em japonês, que custa R$ 280), em que um itamae-san  (uma hierarquia acima do sushiman ) cuida de você início ao fim da refeição. O omakase à la kappo sempre começa com sashimi, e logo em seguida começam a vir pratinhos mais elaborados com peixe cru. Depois, vêm Ver Mais →

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Fondation Louis Vuitton: A arquitetura eclipsa a a...

A concorrência é fortíssima. A construção é tão escultural que você não conseguirá apreciar a arte na primeira visita; precisará voltar outras vezes quando talvez a arquitetura ficar mais invisível  na sua cabeça. Com a água caindo por uma escada-cascata em direção ao edifício-caravela projetado por Frank Gehry — que deixa as “escamas” de titânio que marcou seus últimos projetos culturais e agora adota velas de vidro (que “escondem” a estrutura) —, é como se a Fondation Louis Vuitton fosse um barco futurista eternamente navegando pelos jardins do maior parque da cidade, “pulmão” de Paris, antigo terrain  de caça dos reis franceses, o Bois de Boulogne.

Um pouco distante do centro da cidade e no meio de uma floresta urbana, a Fondation tem uma localização inusitada, e o chegar lá faz parte da experiência. A cada quinze minutos e custando € 1 (R$ 4), saem navettes elétricas (um miniônibus que não polui) da avenue de Friedland, em frente a uma das saídas da estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile, do Ver Mais →

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Samba

Difícil não se lembrar dos papéis anteriores dos dois protagonistas de Samba: Omar Sy, que, numa continuação de Intouchables (Os Intocáveis) segue no papel de imigrante ilegal em território francês que, fofo que é, conquista os corações gauleses, e Charlotte Gainsbourg, que já na cena em que ela olha o negro alto e forte sem camisa (e também na cena final, na sala de reuniões), simplesmente NÃO DEIXA a gente não se lembrar dela como a ninfomaníaca depressiva que, no filme de Von Trier, protagonizou uma cena explícita de dupla penetração com dois negros — também africanos, também fortes (entre outros atributos) — na cena mais engraçada do filme. Se você conseguir ultrapassar essa barreira de memória recente, o filme dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano (os mesmos de Intouchables) vale por mostrar uma Paris quase turística (tem o Charles de Gaulle — e vários A380 da Air France —, tem La Defénse, a Torre Eiffel, o Canal Saint Martin, os telhados e suas Ver Mais →

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25hours, o único e hipster hotel em HafenCity

Junto com a carta de boas vindas, o que te espera no quarto, em vez de vinho ou champagne, é uma garrafinha da Astra, a cerveja de Hamburgo, que tem uma âncora como símbolo. O porto e as navegações foram as principais inspirações para a concepção do 25 hours Hotel HafenCity. Nem a vista para o pântano, que fica entre o hotel e o rio Elba, nem a ausência de banheiras nos quartos, academia e room service  tiram o brilho deste hotel hipster-chic  (o décor  é industrial, mas não ocupou um prédio antigo e abandonado, já que foi impecavelmente construído para parecer  industrial). Você vai ter bicicletas (com nomes como Ida, Jette, Hans, Klaus), capas e guarda-chuvas à sua disposição, sem custo, para percorrer a cidade (lembre-se: em Hamburgo pode chover a qualquer hora); vai ter contêiner convertido em sala de reunião onde você pode assistir ao jogo de futebol tomando cerveja; salas de convivência no primeiro andar com iMacs, Atari Ver Mais →

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Hamburgo: Informações práticas

Hamburgo, em um aspecto apenas, é — mais ou menos — como São Paulo. Não é a capital da Alemanha mas, terra natal de Jil Sander, Karl Lagerfeld, Joahnnes Brahms, é sua cidade mais rica, mais sofisticada. Com o status  de cidade-estado (uma das três da Alemanha, junto com Berlim e Bremen) e com apenas dois milhões de habitantes, Hamburgo é segura, organizada e cheia de água e de verde, é uma metrópole cosmopolita ideal para viajantes que buscam cultura, arquitetura, consumo e boa comida (já falei das cervejas e dos bolos?) num ritmo nada frenético, diferente de outras metrópoles europeias — e de São Paulo.

MELHOR ÉPOCA PARA VIAJAR
Muito próxima do oceano e com um rio enorme e vários lagos e canais, some a chuva e você verá que água é o que não falta em Hamburgo. Chove a qualquer hora, o ano todo (pode chover e abrir o Sol 45 vezes no mesmo dia). E água e vento demais simplesmente não combinam com frio, não dá vontade de sair do hotel. Por isso, para aproveitar ao máximo as Ver Mais →

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Wimbledon

A grama é a superfície original do tênis quando esse esporte de raquete com influências francesas surgiu na Inglaterra dos anos 1860. E é sobre ela que ainda se joga em Wimbledon, o mais antigo (a primeira competição aconteceu em 1877), o mais tradicional, o mais rigoroso — e o mais elegantetorneio de tênis dos quatro Grand Slams do nosso calendário (os outros são, por ordem de antiguidade, o US Open, de 1881, em Nova York, sobre quadra dura; Roland Garros, de 1891, em Paris, sobre saibro; e o Open da Austrália, de 1905, jogado em Melbourne, sobre uma quadra sintética dura); e Wimbledon permanece o único torneio que ainda acontece sobre grama. Mas não é qualquer grama (tipo aqueles quadrados de grama que são replantados nos jardins). A grama sagrada, como é chamada por tenistas como Martina Navratilova, John McEnroe, Pete Sampras, Steffi Graf e Roger Federer, 100% Lolium perenne, é, em cada quadra, semeada (são 9 toneladas de sementes usadas a cada ano), germinada, Ver Mais →

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Miniatur Wunderland: O mundo em miniatura na atra...

Você vai subir dois andares das escadas de um edifício histórico — um dos armazéns do Speicherstadt — e quando passar da bilheteria (agende o seu horário com antecedência porque você pode pegar fila ou mesmo não conseguir entrar), você vai entrar no sótão de sonhos dos irmãos Gerrit e Frederik Braun. Depois de dez anos e dez milhões de euros, os gêmeos transformaram um projeto desacreditado pela cidade e pelos investidores na atração mais visitada de Hamburgo. E da Alemanha. São 1,6 milhão de visitantes por ano; mais que o Castelo de Neuschwanstein, símbolo da Alemanha, e com mais de 100 anos de idade.

E o clima do Miniatur Wunderland é exatamente esse. O de jovens que criaram um — mega — negócio na garagem (não espere um prédio e ambientes com beleza e organização à la Disney). Mas eles impressionam mesmo é com o trabalho minucioso, aquele que apenas pessoas apaixonadas conseguem realizar, e os números superlativos: em 1300 metros Ver Mais →

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Hamburgo, uma introdução

Diferentemente da católica Munique — uma vez capital de um reino, a Baviera — ou Berlim — capital de outro reino, a Prússia, e hoje da Alemanha —, Hamburgo nunca foi capital de um império, de um reino ou de um país; nunca foi regida por um monarca. Você não encontrará palácios que pertenceram à nobreza. O edifício mais imponente desta Stadtstaat (cidade-estado, uma das três da Alemanha, junto com Berlim e Bremen) com o maior PIB do país (e um dos maiores da Europa) não é nenhuma residência real, mas sim o parlamento, o Rathaus, um símbolo da democracia e da independência experimentada ao longo dos séculos por essa cidade onde a liberdade comercial e as regras do mercado sempre reinaram. Cidade onde o dinheiro — e não a religião ou a nobreza — sempre falou mais alto.

O comércio marítimo moldou o mundo como conhecemos hoje. Diferentemente dos trens (século 19) e dos aviões (século 20), a história do mar como meio de transporte pode ter começado há 45 mil anos (antes de Cristo, já existiam rotas de comércio marítimo no Egito Ver Mais →

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Pomodori

Ontem voltei ao Pomodori, que é-era-não-sei-mais  um dos meus restaurantes favoritos na cidade para conferir a nova decoração e o novo cardápio. Mas, apesar de o ambiente ter ficado exatamente do jeito que a gente gosta (a decoração antiga era um dos pontos desfavoráveis), com muita madeira e — que combina lindamente com — tons escuros de cinza nas paredes e estofados, pagar R$ 200 por pessoa, pedindo couvert, entrada, prato principal, sobremesa e café (sem vinho + R$ 20 de manobrista) e sair com fome de um restaurante não é a minha ideia de jantar perfeito.

Apesar de os pratos continuarem saborosos e muito bem executados pela jovem chef  Tássia Magalhães, que está sempre na cozinha, e o serviço continuar bastante atencioso, do momento em que você liga ao pedido da conta, existe um problema de desequilíbrio nos tamanhos dos pratos servidos no novo Pomodori. No couvert, que custa R$ 16,50 (com Ver Mais →

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Lucknam Park Hotel & Spa

Sempre sonhei chegar naquelas enormes propriedades aristocráticas em que você precisa andar de carro por uma estrada cercada por árvores frondosas para se chegar à mansão; como nos filmes. Tudo bem que seria mais apropriado usar como meio de transporte um New Phantom, um Rolls Royce dos anos 1920 com chauffeur, mas o táxi comum que nos trouxe de Bath para o Lucknam Park Hotel & Spa, num lindo percurso de 9 quilômetros entre cidade e o hotel, não fez com que meu encanto diminuísse quando os portões da propriedade se abriram e depois de alguns minutos nós avistamos a casa, lá no fundo, emoldurada pelo verde das quatrocentas limeiras e faias plantadas em 1827. E, do momento que chegamos à hora da partida, foi puro encanto.

Se Downtown Abbey  está mais para Cliveden (outro hotel Relais & Châteaux próximo de Heathrow), Lucknam está mais para Jane Austen; que tem tudo a ver com Bath  e é como estar indo a um dos bailes de Pride & Prejudice. A casa, construída ao longo de nove Ver Mais →

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Thermae Bath Spa, um spa superlativo

Não tem o serviço de bar da piscina do Fasano Rio, a paisagem não é natural como nas piscinas infinitas com vistas cinematográficas das praias e ilhas mais lindas do mundo (e fotos e selfies não são permitidas; ai, que vontade que dá…), mas se banhar na piscina do topo do prédio principal do Thermae Bath Spa, em Bath, com vista para a Abadia da cidade (onde foi coroado o primeiro rei da Inglaterra) e para toda a arquitetura georgiana e as colinas que circundam a cidade é uma das experiências mais incríveis e essenciais de uma viagem à Inglaterra. E a água é quente — naturalmente quente —, enriquecida com 43 minerais (naturalmente, já que a água vem das profundezas do solo), e é o único lugar em Bath onde você pode ter a experiência que romanos e nobres ingleses tiveram, ao longo de dois mil anos, nesta cidade que foi fundada e ficou famosa por suas três fontes termais — as únicas hot springs de todo o Reino Unido — cujas águas chegam ao solo a uma Ver Mais →

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Bath: a água de 10.000 anos

Se a maioria das grandes cidades da Europa surgiu em volta das águas frias (na verdade, mais para geladas) de um rio ou do mar, Bath foi fundada não por causa do rio Avon, que cruza a cidade, mas sim por causa das águas quentes que vêm do fundo do solo; mais precisamente, de 2700 a 4300 metros de profundidade. Só nas termas romanas (the Roman Baths ), uma das atrações históricas da cidade, 1 milhão 170 mil litros de água (!), a uma temperatura de 46º C, brotam da terra todos os dias. E em quase três mil anos, vêm oferecendo conforto e prazer — quando não curando, já que os povos antigos acreditavam que essas águas eram medicinais — para gerações e gerações de celtas, romanos, peregrinos medievais, socialites  georgianas e geriatras vitorianos e, hoje, viajantes de todo o mundo.

Mas essa água não “brota” nas profundezas do solo, não é uma água vulcânica. A água quentinha em que você vai se banhar no Thermae Bath Spa tem 10 mil anos de idade. Caiu como chuva no período Neolítico (Idade da Pedra Polida), entrou por uma falha geológica, foi aquecida por rochas subterrâneas e, ninguém sabe como e por quê (por isso que os povos antigos atribuíam o feito à deusa celta Sulis; os romanos a chamaram de Sulis Minerva), sobem por quilômetros — através da pressão — para a superfície da Terra, ainda quente, enriquecida com 43 minerais e grandes concentrações de sódio, cálcio, sulfato, cloreto, bicabornato, magnésio, silício e ferro.

Apesar de existirem outras fontes com água quente na Inglaterra (Matlock, Droitwich), é em Bath que as águas são mais quentes: de todas as três fontes da cidade saem águas a uma temperatura superior a 40 graus Celsius e, por isso, a cidade é considerada, segundo os padrões técnicos, como a única região com fontes termais (hot-hot-hot, acima dos 37º C) do Reino Unido, e uma das mais quentes da Europa.

E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO DE BATH E DE STONEHENGE:
Bath, uma introdução
Bath: a água de 10.000 anos
Bath: Informações Práticas
Thermae Bath Spa, um spa superlativo
Lucknam Hotel Park & Spa
Stonehenge: (quase) tudo sobre esse círculo de pedras
Stonehenge: quando e como visitar

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Bath, uma introdução

Não há melhor jeito continuar sua saga em busca da alma e tradição inglesas que pegar 1h30 de trem a partir da estação Paddington, em Londres, e ir curtir as fontes de água quente — a única do Reino Unido, riquíssima em minerais — desta que é uma das cidades mais sofisticadas, famosa nas artes e na literatura, e com uma das histórias mais fascinantes da Inglaterra. A aristocrática Bath, que é cercada por sete colinas, apesar do complexo de termas romanas que datam do século 1, entrou para o circuito de nobres, ricos e famosos durante o reinado dos quatro Georges, da Casa de Hanover, nos séculos 18 e 19. Por isso sua arquitetura georgiana (mas não qualquer  georgiana; uma georgiana neoclássica bem imponente, com inspirações palladianas), que lhe valeu o posto de único lugar do Reino Unido cuja cidade inteira é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Foi um príncipe bretão leproso, Bladud (ele teria curado sua lepra ao ter contato com a água quente que brotava da terra), que fundou a cidade em 863 a.C. (pelo menos, conta-se a lenda); foi na Abadia de Bath que o primeiro rei oficial  da Inglaterra, o anglo-saxão Ver Mais →

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Bath: informações práticas

Para ir à Bath, primeiro você terá de estar em Londres. Pegando um trem da First Great Western, saindo de Paddington, no centro de Londres, com destino a Bristol, você chega em Bath Spa (o nome da estação; você não vai achar um trem para apenas “Bath”), numa viagem que dura 1h30. (Tem também trens saindo de Waterloo, que são mais baratos porque são mais lentos, param mais e demoram mais para chegar; por volta de 2h30.) Ao chegar em Paddington, fique de olho nos letreiros, já que a plataforma em que o trem irá sair só é definida 20 minutos antes da partida do trem (no entanto, você verá o trem com destino a Bristol já nos letreiros, só que sem o número da plataforma). Se você estiver viajando em primeira classe, ela ocupa os primeiros carros, o que não é um problema, mas, se você estiver viajando em segunda classe, o seu carro por estar lá no fim Ver Mais →

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Chineses desafiam o luxo parisiense

A relação entre o luxo francês e a China não é nova. Luís 14, o Rei Sol, já era apaixonado pelas lacas, sedas e porcelanas chinesas a ponto de construir para si e para a sua amante, a Marquesa de Montespan, o Trianon de Porcelaine, em Versailles. E até recentemente, a relação entre a elite francesa com os chineses ocorria apenas através do consumo de sua cultura, do exótico, com uma imagem extremamente negativa da política e do estilo de vida chinês atual. Mas quando os chineses conseguem se igualar — ou até superar — aos franceses, em sua capital Paris, numa das artes mais caras à sua secular art de vivre: o luxo e a arte de receber, é por que, definitivamente, não dá mais para associarmos essa república socialista às falsificações ou à produção em massa, a custo baixo e sem qualidade. Ou, pelo menos, não apenas. A China parece recuperar o seu papel de dominância, dessa que é uma das civilizações mais antigas do mundo (os primeiros fragmentos da seda que a gente tanto ama datam de 2850 anos antes de Cristo).

Em quatro anos (de 2011 a 2014), Paris recebeu quatro novos hotéis palácio (um seleto grupo de oito propriedades que estão acima dos cinco-estrelas). Os quatro vieram da Ásia. E três, da China (os três de Hong Kong): Mandarin Oriental, Shangri-La e Peninsula (o Royal Monceau, da rede Raffles, é de Cingapura; e o Peninsula, por ter aberto há menos de um ano, ainda não tem oficialmente a distinção, mas com um investimento de mais de meio bilhão de dólares e tendo como base suas outras propriedades em Nova York e Chicago, é só uma questão de tempo). E, apesar de o discurso dos três hotéis ser de que “são hotéis franceses”, tanto o Shangri-La quanto o Peninsula possuem belos restaurantes de comida cantonesa.

Os turistas chineses movimentaram US$ 238 bilhões em 2014, ultrapassaram os norte-americanos e alemães tornando-se os turistas que mais gastam em viagens internacionais, e a França é o primeiro destino dos chineses quando eles decidem se aventurar fora da Ásia. O que explica, em parte, a entrada dos grupos asiáticos, que começam a marcar território na Europa, e, por consequência, o fechamento para reforma de grandes hotéis históricos da cidade, como o Crillon e o Ritz (o Plaza Athénée e o Bristol também passaram por recentes reformas); franceses até a alma. Por que se já era difícil concorrer com os chineses nos preços de produtos industrializados, parece que também não será fácil concorrer com eles quando o assunto é receber bem, na cidade que criou e que é sinônima de luxo.

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Mandarin Oriental Paris

Não há localização melhor em Paris. E, nisso, o Mandarin Oriental, que apesar de criança já é considerado como um hotel palace  pelo órgão de turismo francês, saiu na frente dos seus rivais orientais (Shangri-La, Peninsula e Royal Monceau). A alguns passos, literalmente, do bar do Costes e do Hemingway (quando o Ritz reabrir), da Colette, do restaurante do Meurice, do chocolate quente do Angelina, das lojas gastronômicas da Madeleine, de todas as joalherias da Place Vendôme e de todas as lojas das marcas mais luxuosas do planeta na própria Saint-Honoré. A 500 metros do Opéra Garnier, da Place de la Concorde, do Musée d’Orsay (cruzando o Jardin des Tuileries, com o Jeu de Paume e o Orangerie no meio do caminho, e o Sena), a 900 metros do Louvre, da Commédie Française, do Palais Royal e do outro lado do rio de Saint Germain-des-Près. Eu poderia enumerar mais 200 nomes de coisas legais que se tem para fazer na região, TUDO A PÉ, sem falar que o hotel Ver Mais →

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Lafayette Gourmet

Uma geladeira, grande, só com manteigas — Boudier, Échiré, Beillevaire, incluindo um corner  da Bordier em que eles “batem” a manteiga na sua frente (le tapage du beurre) — já seria motivo suficiente para visitar a Lafayette Gourmet, que desde 2014 passou a ocupar o prédio da seção Maison das Galeries Lafayette (numa união bastante inteligente e que é bastante prática para quem ama receber, comida e casa). Acrescente azeites especialíssimos, jamón  Pata Negra, a Bordeauxthèque (lugar imperdível, veja a nossa matéria, clicando aqui), e ainda a possibilidade de provar in loco  as carnes, os queijos, o jamón (cada departamento possui um balcão com 20, 30 cadeiras). No Steak Point, por exemplo, você pode pedir o corte de uma das carnes no açougue (provenientes da Normandia, da Escócia, do Japão), do tamanho que você quiser, e eles grelham na hora, com alguns acompanhamentos, para que você deguste lá mesmo. O mesmo com o jamón Ver Mais →

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Pierre Hermé

Sem sombra de dúvida, é o mestre par excellence  das sobremesas. Pierre Hermé começou aprendendo a arte de seu métier  com outro mestre dos doces, Gaston Lenôtre, com apenas 14 anos de idade, e aos 20, já era chef-pâtissier  da Fauchon. Aos 31, participou da expansão parisiense do La Durée enquanto ganhava prêmios e publicava livros (já são dez livros lançado sobre o tema, incluindo a bíblia Larousse des Desserts, assinado por Hermé).

O currículo é primoroso, mas não é só. Mesmo aqueles que não conhecem seu passado sentem estar diante de algo divino e inovador ao saborear uma de suas criações. Hermé só tem duas lojas flagships com todas suas criações em Paris, uma em Saint Germain-des-Prèsoutra em Montparnasse, ambas do lado esquerdo do Sena. Os outros nove pontos de venda que só vendem  macarons  e Ver Mais →

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O Manifesto Simonde do Hotel Perfeito

Esse é o manifesto Simonde de hospedagem. Assim como sou apaixonado por aeroportos (faço questão de levar e buscar amigos e parentes só pra ter o pretexto), amo lobbies de hotel (e filmes que têm eles como cenários: de Morte em Veneza  a Lost in Traslation, passando por Week-End at the Waldorf, Grand Hotel e Uma Linda Mulher). É fascinante, nos lobbies de hotéis com localização central, observar pessoas de diferentes estilos, de todos os cantos do mundo, indo e vindo; homens e mulheres em papos de negócio, madames com seus cachorrinhos de estimação, famílias decidindo com o concierge o programa dos próximos dias, casais apaixonados que só conseguem enxergar um ao outro. Se o hotel tiver restaurante estrelado e bar animado, ainda melhor. Mas, mesmo que o hotel seja incrível, nunca deixo de frequentar os chás, os bares e os restaurantes de outros hotéis; simplesmente porque estão em hotéis. Se hospedar no hotel PERFEITO nem sempre é possível (e muitas vezes, hotéis da mesma categoria de preço entregam experiências bem diferentes), mas fizemos um exercício de imaginar o que um hotel tem de ter para fazer com que a gente se apaixone por ele. Assim, sinta-se livre em nos contar sua opinião e relatar suas experiências.

LOCALIZAÇÃO

Localização, localização, localização. O hotel pode ter a melhor estrutura do universo, mas ele não for o próprio destino — no caso de resorts, quando você já viaja com a intenção de não sair de lá —, não adianta ser incrível, ser desenhado pelo designer  X, se você tiver de gastar quarenta minutos para chegar aos cafés, restaurantes, lojas e atrações culturais mais legais (ou daquelas que você mais gosta); o que é bem fácil de acontecer nos grandes centros urbanos (e você sempre saberá, em cada cidade Simonde, quais são os bairros de que mais gostamos e por quê). Por isso, a região, o bairro, a rua são variáveis Ver Mais →

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Boutique Assouline

Claro que você pode encontrar vários títulos da editora Assouline em qualquer boa livraria do mundo (ou pela internet). Mas, caso você queria encontrar absolutamente todos os títulos, sentir um pouco da filosofia que permeia a edição e a criação dos livros, e ainda encontrar edições limitadas – que mais parecem obras de arte, assim como os títulos da Steidl – e produtos criados especialmente para a loja por nomes como Goyard, Olivia Giacobetti e Coach, that’s “the” place.

Situada no coração de Saint-Germain de Près, com uma entradinha bem discreta (muitos passam reto por sua porta), ao lado da Dior e pertinho da igreja, da La Hune, da Louis Vuitton, dos cafés  Deux Magots e de Flore, e praticamente vizinha do elegante salon de thé  e restaurante – para almoço – do La Durée (na esquina da rue Jacob ), na pequena Boutique Assouline você pode encontrar além dos livros sobre moda, design  e estilo de vida (como os ótimos Paris Hotel Stories, French Riviera e Cocktails com receitas de drinks de Amy Sacco, do Bungalow 8), livros-objeto como a luxuosa coleção Veneza (com capa de veludo Ver Mais →

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Gordon Ramsay

Ele já expulsou um crítico do Sunday Times  de seu restaurante, já comandou reality-shows  gastronômicos onde a palavra f*** é pronunciada a cada três segundos e já foi processado por seu chef pâtissier  por agressão. Mas, apesar das críticas à sua pessoa, o Gordon Ramsayflagship” em Chelsea (seu império é formado por mais-de-um-restaurante em lugares tão distantes quanto Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Versalhes, Toscana e Doha) é, assim como o Eleven Madison Park em Nova York (que é a quintessência de NY), o restaurante que traduz o espírito inglês na alta gastronomia em Londres (por isso é imperdível; aberto em 1998, até recentemente era o único restaurante na cidade com três macarons  Michelin; hoje, são ele e o Ducasse no Dorchester, mas o Ducasse você deixa para comer em Paris). Instalada numa pacata rua de pequenos prédios de tijolinhos, no térreo de um prédio residencial de três andares, ao chegar, você encontrará apenas o doorman  e uma pequena porta preta. Completamente low-profile e intimista. Ao caminhar pelo corredor estreito e com baixo pé-direito e chegar ao bar no fundo e avistar o salão, a sensação é a de que Ver Mais →

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Daunt Books

Para os viajantes que, antes de qualquer viagem, leem e pesquisam sobre o país a ser visitado, Londres tinha duas ótimas livrarias para abastecer a biblioteca: a The Travel Bookshop  e a Daunt Books. A The Travel  (lindinha, bem editada e que ficou famosa como a livraria de Hugh Grant no filme Notting Hill), infelizmente, fechou em 2011. Mas, ficou a Daunt.

Um dos charmes da Daunt Books é que ela é a cara da Londres do início do século 20, ocupando um prédio ao estilo eduardiano (o período eduardiano sucedeu a Era Vitoriana, de 1901 a 1910, quando Edward VII assumiu o trono) originalmente construído nessa época e, felizmente, assim preservado ao longo do tempo. Ver Mais →

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Londres, o começo

Ao olhar para a civilidade dos londrinos na atualidade (sem que estejam bêbados, claro), é difícil imaginar que as bases de sua cultura (o idioma, o sistema de leis, a religião) não tenham vindo dos civilizados romanos, mas sim dos saxões, um dos povos mais bárbaros, mercenários e assassinos que a nossa história já conheceu.

ROMA FUNDA LONDRES
Londres foi fundada pelos romanos em 44 a.C., quando o Império invadiu a Bretanha e tomou conta da ilha. Durante o reinado expansionista de Trajano (de 98 a 117), o território sob domínio dos romanos chegou até onde é hoje a fronteira da Inglaterra com a Escócia (onde foi construída a muralha de Adriano, que delimitava o extremo norte do Império, cujas ruínas podem ser visitadas até hoje; aliás, a história de Adriano, sucessor de Trajano, merece uma matéria à parte).

No século 2 d.C., Londinium (como Londres era chamada), no seu auge, substitui Colchester como a capital da Bretanha Romana — ou em latim, Britanniatornando-se assim capital provincial mais distante da capital do Império, Roma. Mas, apesar de os bretões (povo Ver Mais →

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Maison Bertaux

A Maison Bertaux é uma instituição, tem o melhor chá da região (feito comme il faut ) e é um dos lugares mais peculiares do SoHo. Fundada há mais de 130 anos (em 1871) e oferecendo o que há de melhor na arte pâtissière  francesa, ela pode ser um pouco desafiadora para os iniciantes (ainda mais quando, algumas vezes, o serviço se mostra beeeem parisiense, if you know what I mean ). Mas, nós damos as dicas:

Chegando à Bertaux, você já vai se deparar com a vitrine repleta com a mais tradicional pâtisserie  francesa, além de bolos, éclairs  e croissants  perfeitos (interior macio, casquinha crocante e sequinha, nenhum vestígio de óleo ou gordura) – escolha difícil…; entre na loja, vá até o balcão que fica atrás da vitrine, faça o seu pedido (tente saber o que irá pedir de antemão para evitar certa “impaciência” do atendente francês), e SÓ AÍ, Ver Mais →

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Londres, uma introdução

Epicentro de grandes movimentos — históricos, econômicos e estilísticos — que abalaram o mundo nos últimos dois mil anos, Londres é imponente, tradicional, mas ao mesmo tempo discreta (o que a torna um pouco inacessível aos iniciantes) e deliciosamente contemporânea.

A mais distante capital provincial do Império Romano — e, séculos depois, dona de seu próprio Império (um quarto do mundo já foi controlado por essa ilha do tamanho do estado de São Paulo) —, Londinium como foi batizada pelos romanos, continua a ser uma cidade global no sentido mais amplo do termo, já que desde sempre conviveu — e convive — com a influência das culturas mais diversas e distantes do planeta.

Terra dos esportes aristocráticos (golfe, tênis, pólo, corridas de cavalo) e do cricket; da alfaiataria (Savile Row, Jermyn Street e Alexander McQueen); do Commonwealth; dos Ver Mais →

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Café des Fleurs

Nada mais delicioso que um papo de fim de tarde com um bom bolo com café ou chá. O Café des Fleurs, que fica numa rua tranquila e arborizada do Campo Belo, é daqueles lugares pequenos e charmosos com uma boa curadoria de produtos. O café pode ser o já conhecido Illy ou o Orfeu (um mineirin bastante premiado, mais forte que o Illy), os chás são da Tee Geschwendner e os bolos são a melhor parte: altos, molhadinhos e bem recheados. E, apesar de o cardápio ser extenso (com sanduíches, omeletes, crepes), fique apenas com os doces e as bebidinhas (eles não têm cozinha, os sanduíches são muito mal preparados, gordurosos, quase sem recheio). Apenas não deixe de provar os deliciosos bolos de frutas vermelhas e o de bem casado. Montado na hora, outro destaque do cardápio são as mil-folhas, que podem receber um ou dois dos três recheios oferecidos: creme, doce de leite e Nutella. O recheio é farto, as folhas sequinhas e crocantes e, diferentemente da maioria dos mil-folhas Ver Mais →

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Bulgari Milano

O legal do hotel Bulgari de Milão é que, assim como o Costes em Paris, ele sobreviveu bem àquele período inicial de buzz — ambos já não são mais novidades — e segue ainda sendo frequentado por viajantes sofisticados quando querem um endereço na cidade e pelos locais para tomar um drink (os fins de tarde no jardim são famosos), um chá ou fazer reuniões de negócios curtindo a atmosfera contemporânea e verde do hotel (muitos outros hotéis de luxo pequenos são privés demais para o nosso gosto). O Bulgari se destaca ainda mais na cena hoteleira milanesa quando o Four Seasons e o Principe di Savoia, dois grandes hotéis sempre sinônimos de luxo, ficam para trás com quartos de decoração datada e cobrando preços semelhantes (a competição fica ainda mais acirrada com a chegada do Mandarin Oriental em julho de 2015).

O selo, que leva a marca da centenária empresa famosa por suas joias (hoje parte do Grupo LVMH) e já tem três filiais (Milão, Londres e Bali), é administrado pela Marriott (sendo o Bulgari e o Ritz-Carlton os selos mais sofisticados do grupo). Tem ótima localização (fica Ver Mais →

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Quem morou no Museu do Ipiranga?

Ao visitar palácios históricos, é quase automático tentar imaginar a vida daqueles que ali habitavam: a vida nos corredores, nos aposentos, nos jardins, o que vestiam, o que falavam. Uma vez passeando pelo Museu Paulista, conhecido pelos paulistanos como Museu do Ipiranga (quando ele ainda estava aberto e operante), parei por alguns segundos e fiquei pensando: “ok, Dom Pedro I deu o grito da Independência logo ali, mas todos os membros da família imperial e os governantes da República sempre habitaram o Rio de Janeiro, nunca São Paulo”. O que fazia aquele palácio imponente do século 19 — quando São Paulo tinha apenas 70 mil habitantes — no bairro do Ipiranga?

Ninguém NUNCA morou no edifício eclético-neo-renascentista que abriga o Museu Paulista. O edifício com ares de palácio, desde o início, fora construído como um monumento para Ver Mais →

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Chá da tarde no Palm Court do Ritz

No lindo, barroco e antiquado Palm Court do Hotel Ritz, no coração de Piccadilly, a gente esperaria encontrar ladies com espartilhos, chapéus grandes e enfeitados, e elaborados vestidos Worth; homens de casaca e cartola; e a fina flor da aristocracia britânica do começo do século 20, quando o hotel foi inaugurado (alguns anos depois de César Ritz ter aberto o hotel de mesmo nome na Place Vendôme). Mas, o que se vê são turistas de outras partes da Inglaterra (que tem o afternoon tea do Ritz como um dos programas obrigatórios quando na cidade) e americanos hospedados no hotel. Turistas e mais turistas. Mas, nem por TUDO isso, a tarde para o chá no Ritz deixa de ser delicioso, chique e agradável.

Com todos os quitutes impecavelmente montados (os insossos sanduíches de pepino de sempre, os de ovo, com mature cheddar e ainda de frango – estes dois últimos deliciosos –; scones com creme e geleia; e pâtisserie), o chá da tarde no Palm Court – assim como em outros tradicionais hotéis na cidade – equivalem a uma boa refeição (se tiver reservas para Ver Mais →

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The Morgan Library

Reaberta em 2006, após uma extensa e bem-sucedida reforma e ampliação por Renzo Piano, a Morgan Library & Museum é uma atração imperdível. The Morgan Library & Museum é o resultado da paixão pelo colecionismo – seu hobby  quando não estava controlando a economia mundial – de John Pierpont Morgan, um dos homens mais ricos e poderosos que a América já conheceu. Grande entendido de arte (sabia mais sobre valor e autenticidade que muitos especialistas), J.P. Morgan, como ficou conhecido, além de ter amealhado durante sua vida uma grande quantidade de importantes quadros, tapeçarias, moedas, tecidos, armaduras e objetos decorativos, começou sua jornada no mundo das artes colecionando livros, manuscritos e cartas, que são o destaque e a raison d’être  da Morgan Library.

Para abrigar a coleção cada vez maior e mais importante de livros, Morgan, que morava no número 219 da Madison Avenue  desde os anos 1880, encomendou, em 1902, a construção de uma biblioteca particular no mesmo terreno de sua casa, mas com entrada pela Rua 36. E é nesse prédio, desenhado por Charles McKim e símbolo clássico da arquitetura norte-americana do início do século 20, que Morgan recebia amigos, marchands, parceiros de negócio e intelectuais.

O prédio McKim é um dos grandes destaques do Morgan Library (além do calendário de exposições e atividades sempre superinteressantes). Inteiramente preservada desde os tempos em que Morgan himself  utilizava os salões, o prédio é formado por um hall de entrada de tirar o fôlego (a Rotunda), uma belíssima biblioteca (East Room, com três andares de livros em que não se vê as escadas de acesso – escondidas por trás das prateleiras), o austero escritório de Morgan (West Room) e o aconchegante escritório do bibliotecário (North Room).

Ricamente decorado com madeiras nobres, moisacos belíssimos, mármores, tapeçarias, afrescos e quadros de mestres renascentistas da coleção original de J.P. Morgan, o prédio McKim também abriga a importante coleção de livros (já ia quase me esquecendo deles…) incluindo três Bíblias de Gutenberg (uma à mostra), partituras originais de grandes compositores da música dos séculos 17, 18 e 19, além de centenas de primeiras edições das principais obras da literatura mundial.

Além da casa de Morgan e do prédio McKim, o Morgan Library conta ainda com o Anexo, outro prédio construído em 1928 (cada prédio possui um estilo diferente), quando o filho de J.P., Jack, já tinha transformado a biblioteca em uma instituição cultural (em 1924). Hoje, os três prédios são interligados pela contemporânea obra de ampliação da Morgan Library capitaneada por Renzo Piano, concluída em 2006; elegante, aconchegante e repleta de luz natural.

Abaixo, uma excelente explicação pela Kahn Academy sobre um dos maiores tesouros da coleção Morgan: a capa do Evangelho de Lindau, circa 880, do Império Carolíngio.

Obs.: Não deixe de almoçar no Morgan Dining Room, que era a sala de jantar da Morgan Mansion, e visitar a linda loja da instituição, com uma ótima seleção de livros e objetos

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Pan Am Club, vista 360º do skyline no topo do hot...

Parece que São Paulo encontrou uma de suas vocações para a noite: já que não temos praias, paisagens naturais e a nossa arquitetura não é lá essas coisas, exploremos a vista urbana — à noite, os gatos são pardos — e o mar de prédios e luzes, a exemplo do Bar do Edifício Itália, do Skye, de passeios de helicóptero, e do projeto Heineken Up On The Roof, as experiências que fornecem as melhores vistas da monstruosa e gigantesca capital paulistana. E da mesma forma que a gente se encanta e se impressiona com a vista da cidade quando o avião se aproxima de Congonhas, surge o Pan Am, um clube sem programação fixa que leva o nome da empresa norte-americana que foi a maior e uma das mais incríveis companhias aéreas do mundo (a gente amava), que fica no topo do Maksoud Plaza, um hotel que é uma instituição da hotelaria paulistana (a gente segue amando) e que é uma criação do cordobés-criativo-mais-paulistano-que-muitos-de-nós Facundo Guerra Ver Mais →

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Sobrevivendo de táxi em Buenos Aires

Num programa de TV a cabo sobre Buenos Aires, um jornalista munido de câmeras escondidas e notas de 50 pesos pega um táxi. Mas antes de embarcar, tira fotos dos números de série da cédula. Na hora de pagar a conta de 90 pesos, o tachero (taxista, em lunfardo, dialeto portenho) recebe a nota e começa um escândalo dizendo que o jornalista lhe passou uma nota falsa. Mas diante das “provas”, é obrigado a admitir que havia trocado as notas. Encenado ou não (confira o vídeo no Facebook, clicando aqui), o pior desse vídeo é saber que essa é uma realidade corrente em Buenos Aires. Por isso, siga esses passos para reduzir seu stress  com os famigerados tacheros:

— Sempre preste BASTANTE ATENÇÃO quando estiver pagando um taxista. Conte as notas lentamente e em voz alta na frente dele, peça para ele conferir também. Assim, você evita Ver Mais →

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Le Bernardin, o três estrelas clássico e sem erros

Dos três macarrons  Michelin em Nova York, o Bernardin (1986) — junto com o Jean-Georges — talvez seja menos emocionante se comparado ao Per Se (2004) ou ao Eleven Madison Park (2006).  Mas de um restaurante que já nasceu clássico há trinta anos (quando foi transferido da Rive Gauche parisiense para a Big Apple), isso não é algo negativo. O Bernardin sempre esteve — e continua — no topo máximo das avaliações do Michelin, do New York Times (há mais de 20 anos consecutivos com quatro estrelas) e, em Nova York,é o restaurante com a maior pontuação no Zagat (na avaliação dos leitores). É um restaurante que está no coração dos nova-iorquinos. (Como diria Cher para suas concorrentes pop mais jovens, “Follow me, bit**es”). Além do elegante salão, que com a reforma completa — e bem-sucedida — em 2011 ganhou um lounge perfeito para drinques antes da refeição, o Bernardin tem na sua especialidade (os melhores) peixes e frutos do mar impecavelmente preparados em sabores familiares, fáceis de gostar (além de sobremesas incríveis). Como dizia o crítico do New York Times, Frank Bruni, “Le Bernadin envelheceu de forma surpreendentemente graciosa, mais Deneuve que Dunaway”. Ver Mais →

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Byblo’s

Quando em um restaurante de comida étnica — seja italiana, japonesa ou árabe —, ver estrangeiros “de origem” ou descendentes em busca da “comida da família” entre os frequentadores é sempre um sinal muito bem vindo de que o estabelecimento 1. é fiel às tradições e, principalmente, 2. tem comida boa (por isso sempre levo meu pai a restaurantes japoneses; ele tem uma sensibilidade para o sabor e a textura do arroz que eu não tenho). E no Byblo’s, restaurante de comida libanesa situada nesta ruazinha em Campo Belo que, num único quarteirão, possui uma oferta bastante interessante de comidas e doces, eu conheci a Meme, uma senhora que frequenta sozinha o restaurante porque no Byblo’s ela come a comida de sua avó.

Não espere por sofisticação no ambiente ou no atendimento (quando a Nohad, dona e chef, desce de sua cozinha para o salão, você a verá constantemente interferindo no serviço). Mas, Ver Mais →

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Festival Música em Trancoso

Se há 45 anos Campos do Jordão tem seu impecável festival de música clássica que atrai pessoas para a cidade apenas para aproveitar a programação de Arthur Nestrovski / Marin Alsop num clima de montanha, Trancoso segue a mesma direção, sob as mãos de Sabine Lovatelli, da Mozarteum, com um festival de música à altura, mas que mistura do erudito ao popular, que tem tudo a ver com a Bahia. 

O Festival Música em Trancoso — o MeT —, já em sua quarta edição acontece este ano de 7 a 14 de março (de sábado a sábado), no belo Teatro L’Occitane, que fica no complexo Terravista (tem de ir de carro até lá porque é bem longinho do Quadrado).

Na programação, que conta com nomes importantes da música, como a soprano búlgara Vesselina Kasarova, o tenor argentino Enrique Folger, os maestros Roberto Minczuk, Carlos Moreno e Benoît Fromanger, o música Cesar Camargo Mariano e o sambista Paulinho da Viola, entre outros, cada dia é dedicado a um estilo de música: na abertura, no sábado dia 7, From America to France  faz uma viagem de Gershwin a Saint-Säens; no dia 8, Tango Meets Samba traz Piazzola e Caymmi no mesmo programa. Ainda tem um dia dedicado à bossa nova e outro à ópera. Para conhecer a programação completa, é só clicar aqui.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 100 por noite pelo site ingressorapido (clique aqui, apesar de alguns dias já estarem com ingressos esgotados). Para a comunidade, eles custam R$ 10 (muito legal isso).teatro loccitane musica em trancoso terravistaOs dois teatros, cada um com capacidade para 1000 pessoas, sendo o da direita a céu aberto. :- )
teatro loccitane musica em trancoso terravista
E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO  DE TRANCOSO:
Trancoso: Informações Práticas
Trancoso: O Quadrado
Trancoso: Praias
Trancoso: Hospedagem
Trancoso: Restaurantes
Trancoso: Comidinhas

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Buenos Aires, uma introdução

buenos-aires-640Buenos Aires é daquelas cidades que combinam elementos irresistivelmente charmosos: agitada cena cultural, pessoas bonitas, tango (clássico e contemporâneo), bons restaurantes, jogos de polo (os atletas argentinos estão entre os melhores do mundo) e a arquitetura dos tempos áureos muito bem preservada e aproveitada no cotidiano portenho. Além dessas características — que fazem parte da cidade há décadas —, Buenos Aires ainda passa por grandes e bem-vindas transformações em bairros como Puerto Madero (numa surpreendente reurbanização com o melhor do design mundial) e Palermo Viejo (com seus bares, restaurantes e lojas hip), apesar de todos os problemas políticos e econômicos.

Muito influenciada pela Europa, numa mistura hispano-ítalo-francesa, Bs.As. (como eles escrevem abreviadamente o nome da cidade) mantém sua herança viva, seja no hábito dos argentinos de frequentar cafés lendo seus jornais, na arquitetura francesa belle époque das mansões aristocráticas em Recoleta ou nas baladas noturnas que começam às 2 h e vai até a hora que Deus quiser.

O melhor de tudo isso é que Buenos Aires está a menos de duas horas de viagem de São Paulo, o que torna a cidade um destino perfeito para qualquer fim de semana.

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El Ateneo Grand Splendid

A Ateneo Gran Splendid é uma livraria única. Ocupa um edifício que já foi um híbrido de teatro, cabaré, cinema (um dos primeiros cinemas de Buenos Aires a exibirem filmes sonorizados) e estúdio para as gravações de Carlos Gardel, o maior representante do tango argentino. No térreo de um edifício residencial, o Grand Splendid era “uma catedral das artes cênicas”, como diria seu idealizador austríaco, Max Glücksmann, que a fundou em 1919.

Considerada a maior livraria da América Latina, a Grand Splendid possui mais de 120 mil títulos de livros, 10 mil CDs, o que a torna um ótimo lugar para encontrar TODOS os livros de seus autores espanhóis e latino-americanos preferidos em seu idioma original. Possui também grande quantidade e bons Ver Mais →

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Buenos Aires, um pouco de história

As primeiras famílias espanholas chegaram à região do Rio da Prata em 1536 (antes, o território era habitado por índios nada amigáveis; os primeiros navegadores que chegaram lá foram assassinados e comidos!), onde ficaram pouco tempo, graças à falta de alimentos e aos índios hostis. Buenos Aires só seria fundada em 1580, mas permaneceu esquecida pelos espanhóis por mais de 200 anos por causa da escassez de metais preciosos na região.

Quando a região descobre seu potencial econômico — as imensas estâncias para a criação de gado nos Pampas e o porto de Buenos Aires entra na rota do comércio internacional —, a Espanha decide criar o Vice-Reino do Rio da Prata e declara, em 1776, Buenos Aires como sua capital (tirando os argentinos Ver Mais →

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Museu da República: Onde Getúlio se matou, é um...

A  simplicidade do banheiro e quarto presidenciais em contraponto com a belíssima e bem preservada opulência da decoração — toda importada, da escada aos mármores — do Palácio do Catete chama a atenção. Foi no quarto singelo do terceiro andar que o presidente Getúlio Vargas — o décimo terceiro presidente a ocupar o palácio neoclássico famoso por suas sete águias de bronze no topo do prédio que foi sede do Governo Federal de 1897 a 1960 — se matou com um tiro no coração, vestido com o pijama listrado bordado com suas iniciais, hoje em exposição ainda com a mancha de sangue, e com direito à arma e a bala que ele usou para sair “da vida para entrar na História”.

Além do suicídio de Getúlio em 1954, muitos outros fatos importantes aconteceram neste palácio-urbano-com-a-porta-para-a-rua que hoje dá de frente para a estação de metrô do Catete: a morte do presidente Afonso Pena em 1909, a assinatura da declaração de guerra Ver Mais →

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Trufas pretas de Norcia no Fasano

Se comer ostra é como comer o “mar”, comer trufa é comer a “terra”. Das trufas pretas, as mais famosas são as do Périgord, região que faz parte da Aquitaine (mesma região de Bordeaux), no sudoeste da França, mas italianissimo como o Fasano é, são as trufas pretas da comuna de Norcia (na Perugia, no centro da Itália) que são servidas durante a curta temporada que acabou de começar e deve durar até o fim de fevereiro.

Diferentemente das trufas brancas, selvagens, que simplesmente surgem na terra, as trufas pretas são cultivadas — através de condições de vegetação (uma floresta, com carvalhos e aveleiras) e solo (calcário) propícios para o seu surgimento — e são colhidas sempre no inverno europeu. E são mais duras que as trufas brancas. No serviço do Fasano e de outros restaurantes, as trufas brancas são raladas em finíssimas fatias; já a trufa preta é ralada como o queijo parmesão, proporcionando efeitos diferentes no prato.

Quando a trufa é apresentada (o maître  deixou eu cheirar a trufa), o aroma é bem sutil. É quando ele começa a ralar e os pedacinhos de trufa começam a tocar o prato quente que é possível começar a sentir os aromas de forma mais intensa. O fato de estarmos acostumados com os óleos e azeites trufados, e as trufas em conserva, que têm aromas mais intensos (muitos aromatizados artificialmente), pode fazer com que esperemos mais do aroma da trufa in natura.

Na boca, os sabores da trufa preta são bem mais sutis e terrosos que os da trufa branca. É como se estivéssemos comendo terra com gosto de quase nada. Por isso, opte por pratos mais delicados como os perfeitos e al dente nhoque de batata e o talharim na manteiga (R$ 350,30, com serviço de 13%) a pratos com ingredientes mais pronunciados como o carpaccio de filé mignon com queijo Grana Padano (os pratos são os mesmos que o Fasano serve com as trufas brancas), para que você consiga sentir mais os aromas e sabores das trufas pretas de Norcia, que estão no panteão dos ingredientes gastronômicos mais raros — e caros — do mundo.

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Cafe Sabarsky, um pedacinho de Viena no Museum Mile

Na Quinta Avenida, no Museum Mile, entre o Metropolitan Museum e o Guggenheim (a três quadras de cada um) está um dos museus mais elegantes e únicos do mundo: a Neue Galerie, com uma coleção focada nas artes e design  alemão e austríaco do início do século 20, que pertence ao herdeiro da Estée Lauder, Ronald Lauder. Dentro da Neue Galerie, e inspirado nos grandes cafés de Viena, está o Cafe Sabarsky, o lugar perfeito para um café da manhã, almoço, chá da tarde com bolo ou early dinner, pré ou pós-peregrinação nos museus.

Com grandes janelas com vista para o Central Park, tudo o que está no cardápio do Cafe Sabarsky – idealizado pelo chef  Kurt Gutenbrunner, também dono do Blaue Gans – é saboroso e bem preparado (o nome vem do marchand  Serge Sabarsky, especialista em arte expressionista alemã e austríaca que teve uma galeria em Nova York e parceiro de Ronald Lauder em sua coleção). Das entradinhas aos spätzle (uma espécie de nhoque alemão), das salsichas aos schnitzels (fatia fina de carne de vitela ou porco à milanesas), dos cafés aos bolos e tortas impecáveis (se tem uma coisa que os germânicos sabem fazer é bolo, nossa). Tudo elegantemente servido (os pretzels  vêm sempre ardendo de quente) apesar de o serviço não ser muito atencioso. Não vá com pressa.

Como não poderia deixar tudo exala Germania do início do século 20: dos pequenos lustres de Josef Hoffmann nas paredes, dos estofados com padronagem de Otto Wagner de 1912, as cadeiras Thonet, à seleção de vinhos e sekt  (vinhos espumantes) alemães e austríacos servidos em taça ou garrafas.

Se for para almoçar ou nos fins de semana, sempre tem uma filinha. Mas ela anda rápido e logo você estará sentado. Aproveite a atmosfera e as comidinhas. E não deixe de visitar a também elegantíssima livraria no interior do edifício.

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The Noguchi Museum

O Noguchi Museum é uma das pérolas de Nova York. Fundado em 1985, em Long Island, Queens (a localização não é central e tem de ir de carro ou táxi), para celebrar a vida e a obra de um dos artistas mais produtivos e influentes do século 20, o espaço é perfeito para fugir da agitação de Manhattan (onde várias de suas obras ocupam alguns dos mais importantes prédios comerciais da ilha) e contemplar esculturas, móveis e objetos, além de um jardim pequeno, tranquilo, mas impecável (que é a minha ideia de paraíso).

O escultor e designer  nipo-americano, que passou sua infância e adolescência viajando e aprendendo seu ofício pelo mundo (entre França, Itália e Japão, se estabelecendo em Nova York), trabalhou com outros grandes artistas de sua época, entre escultores, arquitetos e coreógrafos, onde elaborava o que chamava de ‘escultura do espaço’. Ver Mais →

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The Nomad Restaurant

Quando entrei no Nomad, foi paixão à primeira vista. O hotel-e-restaurante que leva o nome do bairro onde está situado (NOrth of MADison Square Park) é aconchegante e faz a gente se sentir em casa – e no Costes (até saber que a decoração elegante em clima de boudoir – sooo French – era assinada pelo mesmo Jacques Garcia, que também decorou o Costes lá no comecinho dos anos 1990; explicado). Tanto o Costes como o Nomad são hotéis AND restaurantes de único nome. Mas, enquanto o Costes está numa localização incrível em Paris (na Saint-Honoré com a Place Vendôme) e o Nomad meio isolado entre downtown  e uptown, entre o leste e o oeste da ilha, o Nomad ganha de longe em outro quesito: comida. Quem comanda o restaurante é o chef  suíço Daniel Humm, do Eleven Madison Park (a três quadras daqui), um três macarons  Michelin que é um dos melhores restaurantes da cidade.

O cardápio é enxuto do jeito que a gente gosta – alguns snacks, oito opções e de entradas e oito opções de principais – e são temáticos: entre as entradas você tem “alho”, “atum”, “ovo”, “timo de cordeiro”, “foie gras”; entre os principais “cenoura”, “vieiras”, “lagosta”, “pato”. Apenas peça o que você tiver vontade de comer no dia e aproveite; tudo é impecável Ver Mais →

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Chou

O Chou é um restaurante de comidinhas simples, bem preparadas com ingredientes frescos, não fotogênicas mas cheias de sabor, em uma charmosa casinha decorada com móveis rústicos e que tem um agradável quintal-jardim — nosso lugar preferido para jantar —, que no inverno ganha aquecedores e mantas, e no verão pernilongos (vá de calça comprida e repelente nos braços). O Chou poderia facilmente estar em Palermo Viejo.

Pra começar, peça o couvert e entradinhas para beliscar (adoro o chevrotin, as lulinhas na chapa com aioli e os lagostins grelhados). De prato principal, selecione a carne — impecavelmente — grelhada que tiver vontade no dia, só NÃO DEIXE de pedir como guarnições o risoni (uma massa no formato de arroz) cremoso com hortelã e pecans (não se preocupe, o sabor do hortelã é bem sutil, quase imperceptível) e as batatas rústicas amassadas com ovo, cebola, mostarda e manjerona Ver Mais →

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Veloso, coxinhas e caipirinhas incríveis

É como voltar no tempo. Um boteco num tranquilo largo da Vila Mariana, com ruas de paralelepípedo, ao lado do reservatório de água do bairro construído nos anos 1910 (em processo de tombamento), luz amarelada, pertinho da agitada Rua Vergueiro, que só perde a tranquilidade quando o Bar Veloso abre e começa a aglomeração. Gente que lota o bar, gente que bebe de pé na área demarcada na calçada (servida pelos garçons), gente na calçada da rua Conceição Veloso que espera uma hora por uma mesa ou um lugar no balcão. O nome do bar inaugurado em 2005 e que já é um clássico da cidade não tem nada a ver com o nome da rua — uma coincidência —, mas sim em sua inspiração: o Bar Veloso, da Ipanema dos anos 1960, frequentado por Tom Jobim e Vinicius de Moraes (no Leblon tem também um bar com mesmo nome que homenageia o mesmo Veloso).

Por isso, chegue cedo (o bar fecha cedo por estar numa região residencial), sem pressa, porque a espera vale a pena. As mais de quinze receitas de caipirinhas, servidas em copos altos, são excepcionais. Todos os ingredientes se equilibram em precisas medidas, de Ver Mais →

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Festa Heineken de verão volta no topo do Martinelli

O Heineken Up On The Roof, vulgo #HUOTR no Instagram, que ocupou o topo do Edifício Planalto em janeiro de 2014, foi uma das festas mais concorridas da cidade. Era impossível de ir com vários amigos, já que pra conseguir entrar na lista era preciso preencher um cadastro na página oficial do evento no Facebook e a concorrência era enorme: São Paulo INTEIRA queria participar da festa.

A concorrência este ano será ainda mais feroz, mas vamos ter de tentar. Se a edição anterior já tinha sido incrível, ocupando um prédio que é uma das joias arquitetônicas da cidade (mas desconhecida do grande público), como vai ser agora que a festa vai ocupar, a partir do dia 18 de janeiro, sempre às sextas, sábados e domingos, O TOPO DO MARTINELLI, a Casa do Comendador, que fica num dos edifícios mais emblemáticos, o Ver Mais →

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Eleven Madison Park

Assim como o Gordon Ramsay da Royal Hospital Road  em Londres, o Eleven Madison Park é a quinta-essência gastronômica de Nova York: fica em frente ao Madison Square Park (e no MEIO, entre uptown  e downtown, entre o oeste e o leste de Manhattan); o salão dramático tem pé-direito alto com grandes janelas (bem bonito na hora do almoço com a luz do dia); fica num prédio art-déco que parece ter saído de Gotham City; é fun and entertaining – talvez herança do showbiz  norte-americano -; e o serviço é mais solto, menos formal que em outros restaurantes gastronômicos na cidade (como Per Se, Jean-Georges ou Le Bernardin) mas ainda assim muitíssimo profissional (e como é sempre bom ser atendido por pessoas que entendem muito de comida e bebida).

Quanto à comida, não são todos os pratos que fazem você querer comer novamente (eles perguntam se você tem alguma restrição no início da refeição e preferem fazer surpresa sobre o que será servido no menu-degustação, ou seja, você não tem a menor noção do que será servido no dia). Mas considerando o cozimento perfeito de cada produto utilizando a técnica francesa (nunca comi um pato assado tão incrível na vida: carne macia e pele crocante, que o cozinheiro faz questão de, antes de servir, desfilar com ele ainda na panela pelas mesas do salão), o rigor na escolha e procedência dos ingredientes – Ver Mais →

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Novos pratos na Trattoria Fasano

Os restaurantes do Grupo Fasano são sempre um porto seguro quando se quer ambiente elegante, comida clássica, bem feita e sem firulas, e bom serviço (infelizmente cada vez mais raro até mesmo em restaurantes caros em São Paulo). Para comemorar o primeiro ano da Trattoria Fasano (saiba tudo clicando aqui), restaurante no Itaim dedicado à cozinha aconchegante do centro e do Sul da Itália, novos pratos entraram no cardápio e experimentamos alguns deles (todos os pratos citados nesta matéria são novos):
trattoria-fasano-carpaccio-de-lula-1DSC01301-1000-1O carpaccio de lula defumada (R$ 52) com delicado molho vinagrete (que não leva cebola, vinagre, pimentão, ingredientes polêmicos para a harmonização com vinhos), lindamente cortado (em corte tradicional de qualquer parte da Itália), em tempos de onipresença de polvo, é leve e combina perfeitamente com o verão que se aproxima. Para acompanhar, o sommelier do Grupo Fasano, Massimo Leoncini, sugeriu um chardonnay da Sicília (Chardonnay La Fuga D.O.C, Donnafugata, de 2011), que, por ser um vinho de região marítima, possui um toque salgado que lembra a maresia, ótimo para acompanhar um ingrediente que vem do mar. Já os arancini alla siciliana (R$ 26), um bolinho frito de risotto com açafrão recheado de carne e ervilha, é pra compartilhar. Com os pãezinhos do couvert e os dois arancini que vêm na porção, dificilmente você terá fome pra qualquer outro prato; controle-se, coma apenas um.
trattoria-fasano-papardelle-ragu-de-pato Pra quem gosta de pato (um amigo que leva gastronomia a sério só come pato “porque os frangos da indústria crescem sem nunca ter pisado no chão, sem falar nos hormônios”), prove o papardelle al ragù d’anatra (R$ 68), saborosíssimo, com muito peito de pato desfiado entre as camadas dessa massa larga e fresca, de forma que não tem como não dar uma garfada sem pegar uma generosa quantidade de pato. (Uma das coisas que mais aprecio nos estabelecimentos Fasano é que os pratos são sempre “confortáveis” de comer). Como a carne do pato tem muito ferro na sua composição — o que a deixa amarga —, para harmonizar, a sugestão é um vinho da uva primitivo (Primitivo di Manduria “Sud” D.O.C – Feudi San Marzano, de 2010, da Puglia), que resulta num vinho levemente adocicado e que equilibra o amargor do pato.

Se você gosta de tomate, o novo menu ainda apresenta os comfort-dishes spaghetti alla chitarra con salsa papa pomodoro e ravioli di mozzarella di bufala al pomodoro e basilico. Pra quem gosta de carne, as novidades são uma tagliata di manzo (finas fatias de filé mignon com rúcula e parmesão) e portafoglio di manzo recheado de queijo taleggio e aspargos.

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O salão da Trattoria Fasano. Imagem: Divulgação

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Tuju

A arquitetura, a qualidade dos ingredientes e a apresentação dos pratos do Tuju — em belíssimas e variadas cerâmicas — são completamente ofuscadas pela iluminação que não valoriza as cores da comida (principalmente nas mesas ao fundo do salão), e, principalmente, pelo serviço lento, desatencioso e confuso. Você pede o couvert e trazem apenas um micropotinho de manteiga e um de sal para a mesa (de seis pessoas), esquecem entradas, trazem os pratos principais sem tirar os pratos das entradas (e lá se vai chamar alguém pra ajudar enquanto se segura os pratos), trazem pratos de outra mesa, não limpam a mesa (os jogos americanos em papel, que sujam, deixam o aspecto da mesa ainda pior), retiram os pratos colocando o corpo entre as pessoas interferindo na conversa (esse é o problema de se fazer mesas coladas nas paredes quando o garçom precisa por um só lado Ver Mais →

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Sala São Paulo

Assim como o Orsay, museu parisiense dedicado ao Impressionismo, a Sala São Paulo ocupa uma estação de trem, a Júlio Prestes, que era a estação central da Estrada de Ferro Sorocabana, por onde safras de algodão e café do interior paulista chegavam à capital até os anos 1920. A única diferença com relação ao Orsay, no entanto, é que a Júlio Prestes ainda segue operando como uma estação da CPTM, o que torna a Sala ainda mais especial: essa dupla-ocupação do edifício neoclássico — do auge da música erudita ao transporte popular, dos notas puras da música ao barulho dos trens nos trilhos — aconteceu na década de 1990, quando o jardim interno da estação se converteu na mais incrível sala para concertos (construída exclusivamente para esse fim) da América Latina, que hoje é a sede da OSESP, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e também do Cultura Ver Mais →

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A diferença entre portenhos e bonaerenses

Assim como ocorre com São Paulo e com o Rio de Janeiro (as cidade e os Estados, homônimos), na Argentina, existem a Província de Buenos Aires e a Cidade de Buenos Aires. Mas, diferentemente do que ocorre com São Paulo e Rio (São Paulo é capital de São Paulo, Rio é capital do Rio), a cidade de Buenos Aires NÃO FAZ parte da Província de Buenos Aires. Isso porque a Cidade de Buenos Aires, assim como nossa Brasília, é um distrito federal, logo, é autônoma (o nosso Distrito Federal também: apesar de estar “dentro” do estado de Goiás, também não pertence ao estado, e é tão autônomo que conta até com um governador próprio mas não tem prefeito).

O problema é que a área metropolitana que envolve a cidade de Buenos Aires, que é a capital da Argentina mas NÃO É a capital da Província de Buenos Aires (que é La Plata, a 56 km de Buenos Aires), é muito maior que a cidade. Uma pessoa pode nascer na mesma área metropolitana e não ser portenho, mas sim bonaerense. E a regra é essa: quem nasce no restrito espaço da Ciudad Autónoma de Buenos Aires é portenho (“a pessoa do porto”), quem nasce fora dela, mas ainda dentro da região metropolitana e na Provínicia de Buenos Aires, é bonaerense. Só não chame um portenho de bonaerense, é quase um insulto.

Outra curiosidade: enquanto no Brasil os gaúchos têm orgulho do seu Estado e a palavra gaúcho tem uma conotação positiva, para os portenhos, gaúcho (afinal de contas, os gaúchos estão presentes nos pampas brasileiro, uruguaio e argentino) é sinônimo de gente simples e ignorante.

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Z Deli

São 16 lugares, apenas seis em cadeiras, o resto em bancos em três pequenos balcões. Antes, não tinha banheiro. Depois da reforma de 2014, a gente consegue usar o banheiro dos funcionários no fundo da cozinha, pelo menos. O Z Deli não é pequeno, é micro (por isso, só vá durante a semana em horários alternativos — ou muito tarde ou muito cedo, se não quiser ficar esperando por um bom tempo). Mas, essa característica junto com as comidinhas saborosas e bem montadas é o que faz do Z Deli especial.

O cardápio, total New York, é enxuto (duas opções de salada, duas de sobremesa, 10 opções principais, o que a gente sempre gosta) e 80% das opções são de carne vermelha: hambúrguer, pastrami, roast beef, cordeiro. Frango só na salada Caesar. Pra quem não come carne bovina (eu) a opção fica sendo o ótimo Lox and Bagel: generosas fatias de salmão defumado, tomate, cebola e cream cheese. O bagel  vem quentinho, e o sanduíche é bem montado e saboroso. Mas o que atrai mesmo as pessoas para o Z Deli são os hambúrgueres, sempre fresquíssimos (são produzidos diariamente) e que são montados com ingredientes como jalapeños, pickles, cebola roxa, camembert  e foie gras. (Tanto é que no Prêmio Veja Comer & Beber 2013, a casa levou o 2º lugar na categoria Hambúrguer Gourmet e não na Sanduíche).

Pra acompanhar tem as Fat Fries, batatas fritas com casca acompanhadas de alho e alecrim. Apesar de muito bem temperadas, a maioria vem murcha com exceção dos palitos com casca (só esses que eu como). De sobremesa, vale pedir o delicioso and monster cheesecake, cremosíssimo e enorme. Dá pra dividir entre duas ou três pessoas. E você pode escolher a calda de frutas vermelhas ou morango azedo.

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Villa GRU

As salas “VIP” dos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio estão cada vez mais lotadas (com todas parcerias, cartões de crédito, promoções), são antigas e/ou datadas, oferecem serviços limitados e apenas quem está viajando em business ou first têm acesso a elas. Inspirado no serviço de outros aeroportos do mundo, o GRU Airport — novo nome do Aeroporto Internacional de São Paulo — oferece agora a qualquer viajante que esteja voando para fora do Brasil (ou em conexão internacional) o Villa GRU: “a” sala VIP. A entrada fica na área de embarque bem no comecinho do Terminal 2 (veja fotos na galeria abaixo). Você sai do carro, tem suas malas levadas até a Ilha GRU (o nome da recepção) e uma pessoa encarregada pelo atendimento irá cuidar de tudo: fazer seu checkin — em qualquer companhia aérea, em qualquer classe, da econômica à primeira — e despachar suas bagagens, enquanto você toma um café, come uns belisquetes ou relaxa em uma elegante Ver Mais →

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Fasano, o único restaurante de luxo de São Paulo

Mal sabe o paraíso que espera um desavisado visitante por trás de uma discretíssima porta no lobby  de um hotel, que poderia ser a de um banheiro. O Fasano é o único restaurante de luxo de São Paulo. Garçons de smoking, ingredientes tradicionais sempre disponíveis (caviar, foie gras, cortes nobres de carne, peixes e frutos do mar fresquíssimos), carta de vinhos importante (com preços que fazem do céu o limite), ambiente imponente, mármores, madeiras, pé-direito alto, teto retrátil, piano ao vivo. Mas não é aquele luxo old-style-com-cheiro-de-mofo. É o atendimento impecável mas caloroso, sem afetações; clássico no sentido de atemporal; e elegantemente atual (mantiveram o smoking, mas não usam mais cloches no serviço). O Fasano poderia estar em Nova York, Londres ou Milão e ainda assim seria incrível.

O Fasano (todos os outros estabelecimentos do grupo viriam depois) não é um restaurante de chef como o D.O.M, o Maní ou o Kinoshita; é um restaurante de restaurateur. Seu estilo reflete a identidade tradicional — conservadora até — e a obsessão por qualidade de Ver Mais →

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Cuordicrema

Uma sorveteria para adultos. Com menos gordura (os sorvetes mais gordurosos – com 9,5% de gordura – são os que levam chocolate, mas sorbetti  como pera – fantástico -, acerola, banana, abacaxi e laranja, cenoura e beterraba são 0%), muito menos açúcar que os dos concorrentes como Bacio di Latte e Casa Elli (na minha opinião, os mais doces, incluindo os sorbetti e granite; doçura que chega a atrapalhar o sabor das frutas), e oferecendo sabores como chocolate Satongo com sal rosa do Himalaia (o Satongo é um blend  de chocolate 72% da Callebaut com cacau de São Tomé, da Tanzânia e de Gana); Crema Fiorentina, uma receita da Florença do século 16 que leva creme de leite fresco, mel, cascas de laranja e limão, baunilha e pedacinhos de maçã e canela; ou do limão que vem do Lago di Garda, azedinho, com raspinhas da casca e um toque amargo no final (como se estivéssemos tomando um suco da fruta in natura), a Cuordicrema (assim mesmo, escreve-se tudo junto) tende a agradar paladares mais educados, mais maduros. (Sem falar no Amaretto, o meu sorvete preferido de todos os tempos. São 89 receitas, 18 sabores Ver Mais →

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Mandíbula

As comidinhas do Ramona, os livros da Biblioteca Mário de Andrade, as festas no Grand Metrópole, a cervejinha na praça no Paribar, os drinques-com-vista no Terraço Itália e, agora, o Mandíbula, colocam definitivamente esse quarteirão da Avenida São Luís — e, particularmente a Praça Dom José Gaspar — no nosso mapa. No segundo andar da Galeria Metrópole, o Mandíbula (adoro esse nome) é um espaço que mistura café (sempre filtrado ou na prensa #noespresso), bar (cervejas e drinques) e uma bela coleção de vinis, à venda (com preços que variam de R$ 20 a R$ 300; os discos mais raros levam simpáticos post-its  explicando por que aquele vinil é especial).

No cardápio, cervejas como Heineken e Sol, cervejas artesanais e drinques bem preparados, como o Negroni e duas já famosas versões de gin tônica: uma com Tanqueray e limão siciliano e outra com Hendrick’s e pepino. Pra comer, amendoins, azeitonas e burekas — uma rosquinha de massa folhada típica do Leste Europeu — com várias opções de recheio (batata com cebola, carne com beringela, espinafre com queijo) e servidas num filtro de café de papel. Basta chegar no balcão, abrir uma comanda com o seu nome (que fica no bar) ou pagar direto a cada pedido.

Com DJ ou sem DJ, a trilha sonora rock  é ótima. Dá pra se sentar no bar, em um sofázinho Chesterfield de dois lugares ou numa mesa coletiva que fica no corredor da galeria que dá para um belo terraço com vista para a Avenida São Luís, onde as pessoas fumam. Para ficar perfeito quando as lojas fecham (a Galeria fecha a última portinhola para entrada à meia-noite, mas os clientes podem ficar até altas horas no Mandíbula) a luz forte e branca dos corredores deveria ser diminuída. Mas os sócios já conversaram com o condomínio e não teve jeito. De qualquer forma, o Mandíbula é mais uma opção jovem de se aproveitar o centro da cidade do jeito que a gente gosta.

Parar o carro na região pode ser um problema. Um dos jeitos mais fáceis é deixar o carro com os manobristas do Ramona e atravessar a rua, que é logo em frente.

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Frida & Mina

Paulistano adora dizer que algo é – geralmente quando ainda é novidade ou quase ninguém conhece – o “melhor” da cidade. Pode ser hambúrguer, risoto, negroni, you name it. A sorveteria Frida & Mina é o novo “melhor sorvete de São Paulo” (ah, a edição Comer & Beber 2013/2014, prêmio da Veja, concedeu o prêmio máximo para a casa, o que aumenta um pouco a histeria).

Na esquina da Joaquim Antunes com a Artur de Azevedo, em Pinheiros, a Frida & Mina é uma charmosa e criativa opção ao boom  de sorveterias que preparam o cremosíssimo gelato italiano (já são oito unidades Bacio di Latte na cidade em apenas dois anos de existência, sem falar na Puro Gusto e na Casa Elli que abriram recentemente nos Jardins, na Cuor di Crema e na Vipiteno, no Itaim, entre algumas outras). O sorvete que eles Ver Mais →

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Laselva Congonhas

Para quem ama revistas, entrar hoje na Laselva de Congonhas — que já foi uma das mais completas revistarias da cidade — dá um pouco de tristeza. O espaço dedicado aos periódicos é cada vez menor, pois foram substituídos por livros best-sellers  de auto-ajuda emocional e profissional, chocolates, salgadinhos. Mas, essa foi a primeira loja da Laselva, fundada em 1947 e sua localização não poderia ser mais especial e privilegiada: o saguão futurista e aeroespacial do Aeroporto de Congonhas, um dos locais mais charmosos da cidade.

E para os insones como eu, ela fica aberta 24 horas, assim como o ótimo estacionamento do aeroporto. Mas, depois da meia-noite, dá pra parar o carro bem na curva em frente ao saguão, porque está tudo vazio e é permitido estacionar. ;-)

O café do saguão também fica aberto 24 horas*, o que faz uma visita à Laselva Congonhas um ótimo programa para os paulistanos que já querem ler o jornal do dia seguinte tomando um café no saguão vazio, apreciando os painéis e a arquitetura do nosso belo aeroporto.

* O café só fecha por volta de trinta minutos entre 1h e 1h30 da manhã, quando estão fazendo a mudança de dia no sistema. Ver Mais →

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Maní

Eu tinha dificuldade em entender todo o reconhecimento do Maní. Gostava muito dos drinques e dos belisquetes (não deixe de provar o trio de bombons, não dá vontade de parar de comer), amava as sobremesas, mas mesmo sabendo que tudo lá é executado à perfeição, quando chegava na hora de escolher os pratos, lia, lia, e sentia dificuldade de ser seduzido pelas descrições dos pratos no cardápio (e não foram todas as vezes que eu gostei dos pratos que pedi). Até provar o menu-degustação, talvez, a melhor experiência, a mais redonda, que eu tive com menus-degustação em São Paulo.E foi aí que eu entendi por que o Maní é merecidamente considerado um grande restaurante. (E você tem a opção de harmonizar o menu com vinhos, todos eles naturais, ou seja, sem tratamento químico nas videiras ou no vinho, seguindo a proposta orgânica da casa.)

Uma das coisas mais genias e sofisticadas do estilo dos chefs  Daniel Redondo e Helena Rizzo é a releitura contemporânea de pratos tão brasileiros como a feijoada, o açaí, a moqueca. No caso deste último, o peixe é cozido no vapor no ponto impecável (na moqueca tradicional, o peixe é cozido junto com o caldo), acompanhado de uma crocante terrine  de arroz de coco e todo o sabor da moqueca — com o dendê, o tomate e o pimentão —, vem com a leve e perfeita calda, que eles servem à la française. De sobremesa, a releitura do açaí, Ver Mais →

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Torre Eiffel

Quanto mais você se aproxima, talvez assim como seria com a Margaret Thatcher, mais a primeira Dame de Fer (a “dama de ferro”) assombra. Numa cidade que conseguiu manter certa homogeneidade estilística ao longo de séculos de diferentes estilos arquitetônicos, a Torre Eiffel é brutal, monstruosa demais para ser bonita. O escritor Guy de Maupassant, que almoçava quase todos os dias no restaurante do primeiro andar da torre, quando perguntado por um jornalista “por quê?”, respondeu: “É o único lugar de Paris onde não a vejo”. Muitos foram os artistas que aderiram ao complô: Paul Verlaine, Émile Zola, Charles Garnier, Charles Gounod, Alexandre Dumas filho, que, em nome da beleza, não podiam aceitar que a cidade de Paris pudesse ceder “à imaginação mercantil de um construtor de máquinas” permitindo que ele profanasse a arquitetura da cidade com uma “torre vertiginosamente ridícula, dominando Paris, como uma chaminé de fábrica”. Hoje, a Ver Mais →

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Temporada de trufas brancas no Fasano

Se o clima for favorável (chuva, solo fresco e úmido, temperatura média de 6 graus), a temporada de caça às trufas brancas na Itália vai de meados de outubro a dezembro. E há mais de vinte anos durante a stagione del tartufo bianco, o restaurante Fasano de São Paulo nos oferece muito bons exemplares das trufas brancas de Alba acompanhadas de receitas simples, mas impecavelmente executadas. Alba é uma cidade medieval cercada por colinas e florestas, situada na região do Piemonte, famosa não só por causa desse raro — e indomável — fungo comestível, mas também por seus Barolos e Barbarescos, que harmonizam perfeitamente com a iguaria (para experimentar a combinação, um dos raros exemplos em que ingredientes e vinhos de uma mesma região formam um par perfeito, basta falar com o sommelier do Fasano ;-).

Neste ano, no cardápio elaborado para deixar brilhar a trufa branca, saem da cozinha do chef  Luca Gozzani sugestões de entradas (a R$ 373, com serviço de 13%) e pratos principais (de R$ 530 a R$ 645). (Só não tem sobremesa com trufa.) Para começar, estão o carpaccio de filé mignon com lascas de Grana Padano e o crostino de pão com ovo. Como pratos principais, tem risoto de parmesão, nhoque de batata na manteiga, ravioloni com ovos e ricota, tartare de carne e as costeletas de cordeiro com risoto.

Da minha experiência no Fasano, só senti um pouco de falta da reverência que outros grandes restaurantes do mundo tem pelo tartufo bianco. No Cracco, um dois macarons Michelin em Milão, a trufa é guardada em uma caixa e é apresentada pelo maître — que te inebria abrindo a caixa na sua frente e liberando toda a potência do aroma da trufa concentrada — antes de fatiá-la sobre o prato. O mesmo no Per Se, um três macarons Michelin em Nova York. Durante a temporada, o chef  Thomas Keller oferece a opção de incluir um prato com o tartufo bianco di Alba (acrescentando US$ 150 ao valor do menu-degustação) e também tem um tratamento especial na hora de apresentar a trufa ao cliente e ralá-la sobre o prato. Afinal de contas, estamos lidando com o “diamante da cozinha”, nas palavras do gastrônomo francês do século 19, Brillat-Savarin.

Uma dica importante: é bom ligar para saber exatamente que dia a trufa chega ao Fasano. Ela é um alimento altamente perecível; perde peso e aroma bem rapidamente (e o aroma é TUDO; e bastam cinco dias para ela deixar de encantar). E pagando tão caro por um prato, você não vai querer comer uma trufa que não esteja no seu auge, né?

SERVIÇO
Para saber tudo sobre o Fasano (endereço, horários de funcionamento, preços), basta clicar aqui.

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O risoto de parmesão com lâminas de trufa branca do Piemonte que comi no restaurante Fasano, em São Paulo.

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Tappo Trattoria

A foto ao lado representa bem a nova fase do Tappo com a chegada do competente jovem chef  italiano-naturalizado-brasileiro — e lindo — Rodolfo de Santis (antes do de Santis, o Tappo não era um restaurante que se sobressaía). Os pratos antigos do pequeno (com apenas 28 lugares, por isso, reservas são fundamentais), aconchegante e bem frequentado restaurante de Benny Novak (conhecido pelo excelente francês Ici Bistrô) ainda estão no cardápio, mas, aos poucos, Rodolfo, que chegou ao Tappo em novembro de 2013, vem incorporando seu estilo (assim como no letreiro ao lado) neste restaurante que se chama “rolha” em italiano e que te faz sentir comendo dentro de um charmoso vagão de trem no palco da Broadway dos anos 1930 (ok, viajei).

Como um belíssimo exemplar de trattoria (“tavernas”, simples estabelecimentos na Itália que servem massas), o Tappo tem massas simples, clássicas e perfeitamente executadas. Pode ser o gnocchi de ricota, espinafre e parmesão, pode ser uma massa (você pode escolher entre penne, spaghetti, rigatoni, fettuccine, linguini, bucatini) al pesto, alla matriciana, alle vongole, alla carbonara (que ficou famoso em São Paulo por ser servido com uma gema crua e que, misturada com a massa, “cozinha” com o seu calor colaborando para a textura perfeita do prato). E tem também o cacio e pepe, receita típica da Roma, que não está no cardápio, mas que você pode pedir como prato ou como uma entradinha (sempre faço isso). O cacio e pepe leva pimenta preta “atiçada” no azeite de oliva quente e Pecorino, um queijo de ovelha típico do Lazio, região onde está Roma, só! #PraQueMais?

Mas também tem extravagâncias que merecem MUITA atenção do nosso paladar e do nosso estômago, como o linguine com lagosta e tomates frescos, o ravioli de camarão com molho de foie gras e espinafre e o riso del pescatore: um arroz com lagosta mais lulas, camarões, vieiras, mexilhões, minipolvos, muito tomate, manjericão; tudo no cozimento exato (e um dos meus pratos favoritos na cidade), ou ainda um nhoque IMPECÁVEL de funghi fresco com trufas negras e pinoli puxado no creme de leite (só de escrever isso, me dá vontade de ir lá comer).

De sobremesa, se você gosta de cannollo siciliano, vá de cannollo (eu não sou muito fã), que tem uma massinha crocante e é recheado com ricota de búfala, pistache, frutas caramelizadas e chocolate belga. Eu prefiro sempre ir de pannacotta com caramelo de vin santo (delicioso, impecável), tiramisù (o meu preferido ainda é o “molinho” servido nos restaurantes do Grupo Fasano, mas esse também é muito bom) ou o suave cheesecake de queijo de cabra com calda de amora.

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Manufacture des Gobelins

Numa vila intacta do 13éme arrondissement (com capela, museu, casinhas, ruas de pedra e prédios modernos), o Estado francês mantém vivo um dos símbolos de excelência das artes decorativas francesas, a tapeçaria, sendo a França (apesar das crises) o único Estado NO MUNDO a financiar uma atividade decorativa em nome da tradição. E apesar da longa história de Gobelins — que remonta aos anos de 1440, com o tintureiro Jean Gobelin, famoso por seu vermelho escarlate —, a técnica com que são feitos os tapetes e as tapeçarias permanece intacta: artesãos com iPod nos ouvidos produzem peças que podem levar de dois a 10 anos para serem concluídas, há mais de 400 anos (a técnica, não o iPod).

Na Manufacture des Gobelins, a gente volta aos tempos do rei Henri 4 (Henrique 4), que, em 1601, instalou dois tapeceiros flamengos no local (os artesãos de Flandres eram disputadíssimos pelas cortes europeias), que foram sucedidos por seus filhos, até que, em 1660, Louis 14, o rei absoluto mais esplendoroso e ensolarado de todos os tempos, junto com seu Ministro das Finanças e o criador da indústria de luxo francesa, Jean-Baptiste Colbert, “importam” um holandês com um novo método de tingimento do escarlate (naquela época as cores não eram nada fáceis, imagine só) e assumem Gobelins. Nessa mesma época, Colbert convence o Rei-Sol da importância das artes decorativas como forma Ver Mais →

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Shinkansen, 50 anos, nenhum acidente

Lançado em outubro de 1964, o Shinkansen, o trem-bala japonês, comemora, em outubro de 2014, 50 anos, 5,5 bilhões de passageiros transportados e NENHUM acidente fatal. Média de atraso de todas as viagens dos trens em TODA a sua história: menos de um minuto. O primeiro serviço ligava Tóquio à Osaka, quando o Japão ainda não era nada da maravilha que é hoje; mas prometia, e o Shinkansen, a 320 quilômetros por hora, se transformaria num símbolo das transformações do país (os trens de alta velocidade para as massas só entrariam em operação na Europa dez anos depois) e reduziria para três horas a viagem entre as duas cidades (essa era uma região altamente povoada e o Japão não queria depender da importação de petróleo para transportar as pessoas).

Hoje, o Shinkansen liga o Japão do extremo norte de Honshu (ilha maior onde fica Tóquio e Osaka) até o extremo sul de Kyushu (ilha ao Sul, onde fica Kumamoto, a cidade onde meu pai nasceu); só não cobre ainda Hokkaido (linha em construção). Apesar de não haver mais Ver Mais →

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Bar da Dona Onça

Acompanhando a linha curva e sensual do edifício mais emblemático de São Paulo, no térreo do Copan (projeto de Oscar Niemeyer,  e ao lado do Edifício Itália), o Bar da Dona Onça é um bar-mais-pra-restaurante que é o bem sucedido fruto do relacionamento entre os chefs  Janaína e Jefferson Rueda (este do excelente Attimo; hoje eles são casados e têm dois filhos). A inspiração da cozinha — assim como no Attimo — é o interior de São Paulo, a cozinha caipira. Frango com quiabo e polenta, picadinho de filé com ovo frito e tartare  de banana, cuscuz de galinha caipira e camarão com chuchu são alguns dos pratos emblemáticos e bastante saborosos (a comida aqui é muito bem temperada).

Pra começar, adoro pedir a deliciosa panelinha de frutos do mar com curry e o couve-flor à milanesa pra comer tudo junto. Depois o ravióli de cebola caramelizada com um creme de queijo da Serra da Canastra (R$ 52) vai bem se dividido para duas pessoas (é a quantidade perfeita para degustá-lo; mais pode se tornar um pouco enjoativo). Pra finalizar, Ver Mais →

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Casa do Estevão, Paraisópolis

Uma casa que não tem sequer uma parede reta, um chão que não seja torto. Uma casa que não tem telhado, mas sim um jardim suspenso no teto — sem chão (veja na galeria de fotos) — e que, ainda assim, não tem o seu interior molhado quando chove. Uma casa que é construída no dia a dia, todos os dias por seu Estevão, até hoje, há 29 anos, em Paraisópolis, a segunda maior comunidade da cidade de São Paulo (a primeira é Heliópolis), ali, ao lado dos casarões do Morumbi. E, por motivos de segurança, é aconselhável ir até lá acompanhado de um guia.

Seu Estevão é jardineiro em um condomínio de luxo no Jardim Paulistano, e a sua casa — um castelinho mágico que lembra uma casa de árvore grandiosa — é formada por diversos arcos — centenas deles — de arame e cimento com objetos incrustados (pedras, pratos de porcelana, azulejos quebrados, celulares antigos, escovas de dentes, brinquedos, Ver Mais →

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Pé no Parque

O Pé no Parque está a 800 m do Portão 6 do Ibirapuera (o portão ao lado da Praça do Porquinho; dá super pra ir de bike, que você pode parar na entrada) e, tirando as cadeiras de madeira não muito confortáveis e o banheiro (sempre com um cheirinho e uma pia com aparência não muito higiênica), oferece pratos bem servidos, saudáveis e MUITO baratos para o padrão São Paulo (e tem wi-fi); o que é perfeito para ir após o parque (ou a qualquer hora, já que abre todos os dias das 11h da manhã à meia-noite).

O frango Korin (orgânico) grelhado (com dois pedações de peito) com dois acompanhamentos à escolher (eu sempre peço arroz integral com cenoura e purê de mandioquinha) sai, com serviço, por R$ 32 (R$ 26, se for com frango comum). E é super bem preparado, saboroso e eu nunca consigo comer tudo. Considerando que, no Ritz, o frango grelhado com legumes custa R$ 50 e na Frutaria São Ver Mais →

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Trancoso: Restaurantes

No almoço, você provavelmente estará na praia e vale comer os peixes fresquíssimos muito bem preparados nas nossas barracas preferidas (a grande maioria dos lugares do Quadrado e da parte alta da cidade só abre depois das 17h). A lista a seguir é para o pós-praia, fim de tarde e jantar. ;-) A única recomendação mandatória para jantar é usar repelente de insetos, que todos os restaurantes têm à disposição dos clientes (basta pedir). Quanto ao serviço, não vá esperando muita eficiência para não se estressar, nem na baixa temporada quando os restaurantes estão vazios (menos gente no restaurante NÃO SIGNIFICA serviço mais atencioso). Na alta temporada, é sempre bom ligar à tarde para o restaurante e fazer uma reserva.

EL GORDO: drinques e comidinhas para curtir o pôr do Sol:  Com uma piscina cinematográfica do alto da falésia com uma vista killer, onde fica o restaurante, aproveite o Gordo para um late-lunch ou drinques no fim da tarde (à noite, a gente perde a vista). Ver Mais →

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Trancoso: Comidinhas

ACARAJÉ E TAPIOCA: Pra se sentir na Bahia de verdade, você pode substituir o snack  da tarde por um acarajé ou uma tapioca numa das barracas na entrada do Quadrado. É bom, é barato, é Bahia.

THE COFFEE BAR: Bem no começo do Quadrado, o pequeno e charmoso Coffee Bar pertence a uma nativa que trabalhou como barista na Austrália. Além do café bom, servido como na Itália (o espresso  vem como ristretto, com 15 ml; por isso peça o doppio  se você está acostumado com mais bebida na xícara), utilizando grãos de Piatã, uma região na Bahia que produz o melhor café do Brasil, o que eu adorei aqui é que o suco verde é feito na centrífuga, saboroso e fininho do jeito que eu faço em casa. Os sanduíches também são muito bem montados e saborosos. O melhor é que, diferentemente dos outros estabelecimentos do Quadrado, que só abrem à tarde, o Coffee Bar abre de manhã e só fecha à noite (dá para tomar café da manhã aqui). Para frequentar sem medo.

LE MARCHÉ: sanduíches em pães deliciosos e ótima seleção de cervejas e vinhos:  Um pequeno empório super charmoso e recém-inaugurado, o Marché é o lugar para comprar cervejas e vinhos importados ou comer um sanduichinho muitíssimo bem preparado com deliciosos pães — que você escolhe entre ciabata, multigrãos, com sementes de abóbora —, numa pequena mesa comunitária (só sinto falta de uma opção vegetariana-light: o único sanduíche que não leva carne aqui vem com brie e manteiga). Aqui você encontra água San Pellegrino, chocolates Lindt, pasta De Cecco; é praticamente um mini Emporio Santa Maria num vilarejo de pescadores. O que eu gosto aqui também são os vinhos servidos em taça a preços bem amigáveis, de R$ 8,50 a R$ 14 por taça. Rua Itabela, 3. Na baixa temporada, abre de segunda a sábado, das 10h30 às 19h30; na alta, todos os dias, das Ver Mais →

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Bella Paulista, a padaria 24 horas que a gente que...

A Bella Paulista é a padaria que todos nós gostaríamos de ter ao lado de casa. A comida é cara e ruim. Mas os sanduíches, os sucos e a torta de frango (deliciosa, não consigo pensar em uma melhor e ainda tem a torta inteira pra levar pra casa) são AS comidinhas — SÓ essas (os doces*, apesar de aparentemente gostosos, não valem as calorias, as sopas do buffet  também não valem nada a pena) — que você deve considerar em sua ida à barulhenta e sempre lotada padaria 24 horas  (com as mais diferentes tribos dependendo do horário que você for) que a gente ama na Paulista (para ser perfeita só precisava ter wi-fi; não sei por quê, mas o sinal de 4G não é muito bom lá dentro; talvez sejam as muitas antenas na região). As outras opções 24 horas, o Fran’s Café da Haddock Lobo (juste à côté) não tem NADA de bom (nem os doces que eles devem comprar prontos) e a Galeria dos Pães é pequena, bagunçada (tem até cartaz divulgando gado) e não raro escuto histórias de gente que passou mal ao comer lá (este que vos escreve incluso).

O staff  é simpático, embora quase sempre seja difícil atrair sua atenção, mas é uma padaria com um layout  bem pensado, bem localizada, e que tem várias opções saudáveis de comidinhas. Dá pra pedir os sanduíches com pão integral (tanto de forma quanto francês); quando você pede peito de peru e queijo branco, o recheio é farto (é horrível quando você quer garantir sua dose de proteína em outros lugares e o sanduíche vem com DUAS fatias fininhas de peito de peru), tem açaí, tem aveia para colocar na vitamina (que você pode pedir com leite desnatado), e uma gostosa bebida proteica zero-açúcar-zero-gordura (Choco Protein); coisas de que eu sinto falta quando eu vou a outras padarias.

Em dias de não preocupação com calorias, a minha sugestão é o sanduíche Moema (presunto, queijo prato, ovo, bacon, alface, tomate e maionese da casa) adaptado ao meu gosto: em vez de presunto, peito de peru (eles adicionam R$ 5 na conta); em vez de queijo prato, queijo muçarela; e numa ciabata. Sério, é muito bom e dá pra duas pessoas porque é bem grande.

Só tem um detalhe: apesar de ser 24 horas, a Bella Paulista fecha todas as segundas, entre a 1h da manhã e as 5h da manhã, para uma limpeza geral.

* Se você quiser um doce, pode ir de brownie, pedido no balcão dos pães. O que está no cardápio das sobremesas (R$ 23), servido com sorvete, vem com muita calda de chocolate e acaba ficando extremamente doce. 

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Temakeria e Cia.

Temakeria e Cia. já tem várias filiais na cidade, mas tenho costume de ir às unidades da Oscar Freire (Jardins) e a da Joaquim Floriano (Itaim), esta última com ótimo horário de funcionamento de quarta a sábado, chegando a fechar às 5h da manhã de quinta a sábado, ótimo para comer algo leve e saudável pós-baladinha (leve = no hot rolls). É daqueles lugares populares que oferece qualidade na comida (o nori — que é a alga — e o arroz estão sempre bons) e consistência (não há diferença entre as unidades, os dias e quem os prepara). Os únicos problemas são o serviço nas mesas, principalmente quando a casa está cheia (demora e erros nos pedidos são frequentes; são três salões, e quanto mais longe do balcão pior é o serviço, que pode chegar a ser péssimo) e os banheiros nada limpos. Para serviço de fast food (a comida japonesa fria é fast food  “na veia”, e bem mais saudável que hambúrgueres, fritas etc.), sempre sente-se no balcão porque você já pede para quem vai Ver Mais →

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Cine Caixa Belas Artes reabre

É com muita alegria que a gente anuncia aqui que está de volta a antiga dobradinha Cine Belas Artes e Riviera — que teve seu auge nas décadas de 1960 e 1970 — na esquina da Avenida Paulista com a Consolação. O Cine Belas Artes fechou em março de 2011. Em janeiro de 2014 foi anunciada a reabertura do cinema (saiba como foi o processo, clicando aqui), que seria em maio. E no sábado, dia 19 de julho de 2014, dois meses após a previsão, finalmente o cinema dedicado a filmes de artes reabre como Cine Caixa Belas Artes, com seis salas, todas com projeção digital e três delas com projetores de película 35 mm  (#ComoNãoAmar?).

E a programação do fim de semana de reabertura está recheada de clássicos como Morte em Veneza (grande filme de Luchino Visconti), Quanto Mais Quente Melhor (de Billy Wilder com Marilyn Monroe), Morangos Silvestres (de Ingmar Bergman), La Notte (de Michelangelo Antonioni com Marcello Mastroiani, Jeanne Moreau e Monica Vitti), entre outros.

No sábado, às 15h30, duas faixas da Rua da Consolação serão fechadas para a cerimônia de devolução do cinema à cidade. Às 16h30, abre a bilheteria (não estão sendo vendidos ingressos pela internet  para esse fim de semana; só presencialmente). Neste fim de semana, estarão em operação  três salas (Portinari, Niemeyer e Aleijadinho), três filmes diferentes em cada um delas, tanto no sábado como no domingo. E as primeiras sessões começam às 17h. Para ver a programação completa, clique aqui.

No dia 15 de agosto, volta o Noitão, maratona de filmes que começa à meia-noite e vai até às 6h da manhã — com direito a café da manhã para os corujas —, que acontecerá todas as terceiras sextas-feiras de cada mês.

O Cine Caixa Belas Artes fica na Rua da Consolação, 2423, quase esquina com a Paulista, ao lado do metrô Consolação (linhas verde e amarela), e o telefone é 55 11 /2894-5781. O site é o caixabelasartes.com.br

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Terminal 3 GRU: O nosso guia

Eu nutro um profundo amor pelos Terminais 1 e 2, inaugurados em 1991, que desde 2016 se uniram e se transformaram no novo Terminal 2. Mas 23 anos depois, e praticamente uma revolução  nos hábitos e na frequência com que o mundo — brasileiros inclusos — viaja, precisávamos de um aeroporto internacional que atendesse nossas necessidades atuais. E veio o Terminal 3, exclusivo para voos internacionais.

RESTAURAÇÃO
Ainda não foi dessa vez que eu consegui comer bem em Guarulhos {jantei no Olive Garden um dia, uma comida medíocre, leia minha experiência clicando aqui; no Red Lobster, em outro dia, foi igual; dos mesmos donos do Olive Garden, fiquei sabendo), mas o Ráscal, com sua comida mediterrânea e ingredientes frescos, nos salva da comida péssima-e-cara que sempre foi a realidade do nosso aeroporto internacional. Por isso, a dica é: vá pelos brasileiros (para comidinhas, abaixo, também!). O Ráscal está no mezanino (um andar abaixo do andar de embarque), com amplo salão e uma simpática área express. (Uma ótima pedida nos dias em que se tem tempo é sair com algumas horas de antecedência de casa e comer MUITÍSSIMO BEM e tomar uma bela cachaça no Mocotó antes de ir para GRU, que abre de segunda a sexta das 12h às 23h — esquecendo, claro, sábados e domingos já que a espera por uma mesa leva horas: do Mocotó para GRU, sem trânsito, dá 20 minutos, tanto pela Dutra quanto pela Ayrton Senna). Ah, só não ouse querer fazer uma refeição nos estabelecimentos do píer de embarque: tudo parece que foi esquentado no micro-ondas.

COMIDINHAS
No mezanino (que é o andar que interliga o Terminal 2 e o Terminal 3, um andar abaixo da área de embarque), seguimos com os brazucas: tem o Suplicy, com seus ótimos café e capuccini (e até uma salada de frutas com mel e granola para um lanchinho mais saudável); o Rei do Mate, para a deliciosa Bomba (suco de açaí e mate — peça sem xarope de guaraná e com o mate sem açúcar porque senão fica muito doce); e, se for pra abusar um pouco da dieta, sempre valem os pretzel da Mr. Pretzel, mesmo que seja só quentinho e com sal grosso… No piso superior, ao lado do check-in E, fica o Piola, aberto 24 horas (com duas unidades no T3, uma na área externa e outra na área restrita, depois da segurança, mas esse fecha às 22h), que segue o mesmo padrão das outras filiais na cidade, com panini, pizze, massas, mas sem a carta completa de drinques. Na linha saudável-qualidade-express, tem um Viena. E a grande maioria dos estabelecimentos funciona das 7h às 23h Na área restrita, opções não faltam: Tostex na altura do portão 33, Starbucks em frente à loja do Duty Free, Viena CaféPiola e Casa do Pão de Queijo.

BEBIDINHAS
Para cerveja, tem um bar-todo-verde da Heineken meio escondido atrás da rampa que leva às salas VIP. Para drinques coloridos à la  beira da piscina no Caribe (tequilas, Bacardi, frutas decorando os copos), tem o Margaritaville. Para a melhor vista do aeroporto (para a pista de pouso e decolagem dos aviões, claro), vá até o fim do píer no On The Rocks, ao lado do portão de embarque número 41. 

SALAS VIP
Todas as salas VIP são acessíveis subindo ou pela cenográfica rampa circular ou pelo elevador que ficam na GRU Avenue (leia abaixo, em Compras) ao lado do Starbucks. Lá em cima estão o lounge da Star Alliance, as salas do próprio aeroporto (a Executive Lounge, para passageiros da classe executiva e outra menor para passageiros da primeira classe), a sala da Latam (a maior de todas, com 1800 metros quadrados), a sala do cartão de crédito Mastercard Black e o belo Admiral’s Club, a sala VIP da American Airlines {leia nossa matéria exclusiva, clicando aqui}, que tem metade do tamanho da sala da Latam, mas opera apenas seis voos por dia (tende a estar sempre tranquila). Como a Latam e a American pertencem à OneWorld, podemos dizer que os passageiros que voam em qualquer uma das companhias da aliança (não só as três, mas também Qatar, Iberia, British) estão muito bem servidos de lounges em GRU. 

TROCAR DINHEIRO
Vá para os terminais 1 e 2, onde tem várias empresas de câmbio e você consegue cotar com uma e com outra, negociar e conseguir o melhor preço pelo seu dinheirinho. No terminal 3, o monopólio é do Safra; eles estão na área externa no piso de embarque, no piso de desembarque, na área restrita, everywhere.

QUAIS CIAS ESTÃO NO TERMINAL 3
O Terminal 3, inaugurado no dia 11 de maio de 2014, começou suas operações com três companhias. Hoje 80% dos voos internacionais, inclusive de companhias aéreas brasileiras como a Latam, saem daqui; os outros 20% continuam saindo do Terminal 2 (por exemplo, os voos da Copa Airlines, Aerolíneas Argentinas e Ethiopian saem do Terminal 2 e não do 3, por isso, atenção antes de parar o carro no estacionamento errado; para conferir a lista de todas as companhias aéreas e seus respectivos terminais, clique aqui).

ELEVADORES
Meu Deus, um caos: nos elevadores, os quais você PRECISA pegar para ir ao andar de embarque caso venha do estacionamento ou dos outros terminais, cabem apenas DOIS carrinhos com, no máximo, três pessoas esmagadas. O que acontece? Fila pra sair de um andar e chegar três metros acima com suas malas nos horários de pico.

CAFÉ
Na área externa do piso superior, a dica é tomar um café na Casa Bauducco (tem mesinhas, ambiente aconchegante e a trilha sonora é ótima) e comer um pedaço de panetone (vende pedaços individuais, deliciosos, molhadinhos). No mezanino, um piso abaixo, tem a Kopenhagen e um muito bem-vindo Café Suplicy. Já na área restrita (após o controle de passaportes), tem o Café do Ponto, café Nespresso no 365 Deli (que tem cara de saudável, mas não é).

DOCES
Na área externa do piso superior, além da Casa Bauducco, tem a Mr.Cheeney com seus cookies diversos e a Kopenhagen no mezanino para chocolates. Mas, você pode também pedir sobremesas no Piola (serve tiramisù) e comer sentadinho, tomando um café. No quesito sorvetes na área restrita, se antes havia a Venchi e a Bacio di Latte, agora não tem mais nenhuma das duas. Tome um frapuccino no Starbucks, se quiser algo gelado.

OPÇÕES DE ESTACIONAMENTO, INCLUINDO DIÁRIAS
Se você for viajar por alguma companhia que sai do Terminal 3, acostume-se a ir direto para o estacionamento exclusivo do novo terminal, o Edifício Garagem, uma linda e enorme caixa cinza (informe-se sobre as companhias antes de sair de casa pra não parar, como de costume, no estacionamento dos Terminais 1 e 2 e ter de ir andando até lá). Só o fato de parar o carro num belo e bem projetado estacionamento e ir com suas malas e carrinho em chão sem buracos, sem rampas e sem chegar ao aeroporto molhado num dia de chuva já faz toda a diferença (mas, claro que o estacionamento aqui é mais caro que os dos terminais 1 e 2). O sete andares do novo estacionamento tem tudo o que há de mais moderno: chão lisinho (como em Congonhas), luzes verdes e vermelhas que indicam se a vaga está livre ou ocupada fáceis de identificar quando se está procurando por uma vaga (como no JK Iguatemi) e caminho coberto do carro até o terminal onde você fará o check-in. Para usar o valet, basta pagar R$ 20 extras sobre a conta do estacionamento. Caso você queira deixar o carro no aeroporto enquanto faz uma viagem de alguns dias, existem vários estacionamentos próximos ao aeroporto, que possuem serviço de vans que levam e te buscam 24 horas por dia (basta ligar para eles quando você estiver com as malas já na área de desembarque), cujos valores são bem mais em conta que os do cobrado pelo estacionamento do aeroporto. Testamos recentemente o serviço do UltraPark GRU, que é o mais próximo do aeroporto. A localização é meio escondida (tem de usar o Waze para conseguir chegar lá), a localização não é das mais bonitas (apesar de o estacionamento em si ser seguro), mas a diária numa vaga coberta — nestas vagas você pode levar a chave do carro com você — custa R$ 21,90 (R$ 15,90 numa vaga descoberta), contra de R$ 45 a R$ 55 cobrados por dia pelo carro deixado em GRU (acima de sete diárias, você ainda ganha uma lavagem como cortesia). Só compensa deixar o carro no aeroporto, se sua viagem for acima de 20 dias, pois o preço numa vaga coberta na área premium  do Terminal 2 ou no edifício-garagem do Terminal 3, de 20 a 30 dias, é de R$ 400, o que sairia por dia de R$ 13,50 a R$ 20. Para acessar o site da UltraPark, é só clicar aqui

HOTEL DE LUXO
O terminal 3 possui o único hotel DENTRO da área restrita de um terminal internacional do hemisfério sul (assim um passageiro em longa conexão vindo dos Estados Unidos com destino à Argentina não precisa se preocupar com vistos já que não passará pela imigração). O hotel Tryp fica um piso abaixo do píer de embarque e você confere tudo sobre o hotel, clicando aqui. Ainda será inaugurado outro hotel, com 350 quartos, que ficará ao lado do edifício-garagem do Terminal 3. Mas a construção deste outro hotel ainda nem começou…

DAR UMA DORMIDINHA
Se você estiver em uma conexão internacional, você tem o Tryp. Se não, não tem nada no Terminal 3. Vá para o Fast Sleep no térreo do Terminal 2 (que fica na área externa, acessível para qualquer pessoa) para tomar uma ducha e tirar um cochilo, enquanto o hotel na área pública não fica pronto.

COMPRAS
O destaque do Terminal 3 no que se refere às compras isentas de impostos é a GRU Avenue, um boulevard com uma praça central (cuja rampa leva às salas VIP), que tem lojas de marcas (lojas mesmo, não quiosques ou corners) como Salvatore Ferragamo, Burberry, GAP, Tory Burch, Coach, MAC, todas administradas pela Dufry. Apesar de as lojas pertencerem todas à Dufry elas são decoradas com a identidade de marca de cada uma. Já na área de desembarque, você vai encontrar a maior loja Dufry do mundo, com 4.500 metros quadrados. (A Dufry é a empresa que administra o Duty Free Shopping em todos os aeroportos do Brasil.)

JORNAIS E REVISTAS
Na área pública, no mezanino pertinho do Ráscal, a opção é a SuperNews. Na área restrita e aberta 24 horas (o que é ótimo também para comprar aqueles nuts que vão salvar você da fome num voo longo se estiver voando em econômica) tem a Hudson News, chegando ao píer onde ficam as salas de embarque. 

SONY DSCO novo Terminal 3, projetado pelo Grupo Typsa Engecorps. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCOs balcões de check-in. São 108 no total. Imagem: Shoichi IwashitaA Casa Bauducco, ao lado do check-in E, com café e panetone. :- ) Imagem: Shoichi Iwashita O Piola, que fica ao lado da Casa Bauducco, com sanduíches, pizza, caipiroska e vinho. Imagem: Shoichi Iwashita Portão que dá acesso a área restrita para passageiros… Imagem: Shoichi Iwashita ... Com nova tecnologia. Imagem: Shoichi Iwashita A GRU Avenue, um boulevard duty free com lojas como Salvatore Ferragamo, Luxury Watches, Burberry, Coach, Fnac etc. Da rampa acessa-se as salas VIP. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCVista da rampa para a loja da Dufry e o Starbucks. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCA entrada da Executive Lounge, sala para viajantes de classe executiva operada pela GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO interior da Executive Lounge GRU Airport. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCNo caminho está a Hudson News para abastecer a sacola de jornais e revistas. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCSaindo da GRU Avenue pega-se essa esteira para o Píer, onde ficam os portões de embarque. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCO Píer, que tem 20 pontes de embarque (fingers). Imagem: Shoichi Iwashita Bar On The Rocks no Terminal 3 do Aeroporto de GuarulhosNo fim do píer de embarque do Terminal 3 fica o bar On The Rocks, com a melhor vista para a pista de pouso e decolagem. Imagem: Shoichi Iwashita
SONY DSCA ENORME área de restituição de bagagem. São sete os carrosséis. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCTem algo a declarar? Amei a cor e o portão. Imagem: Shoichi Iwashita O acesso ao edifício-garagem. Imagem: Shoichi Iwashita O belo estacionamento. Imagem: Shoichi Iwashita

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EVITE: Olive Garden em GRU

Eu nunca tinha ouvido falar no Olive Garden até a notícia da inauguração da franquia norte-americana no novo Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, quando comecei a ouvir discussões sobre a “popularização” da marca entre amigos (whatever that means) e ver uma euforia nos sites  que informavam sobre a abertura do restaurante italiano no aeroporto (o restaurante é extremamente popular entre brasileiros que visitam a Flórida, parece). Assim, quando da minha visita ao novo Terminal 3 fiz questão de comer lá.

Comida que parece pré-processada, tempero exagerado (será que é para mascarar a falta de qualidade da matéria-prima?; a salada eu só consegui comer com o pão ao mesmo tempo de tão forte o molho), massa tão cozida que já vem toda despedaçada no prato, pedaços de frango e camarões que pareciam borracha (congelados?), molho PESADO (em caixa alta), sem falar na minha amiga, que pediu o Steak Gorgonzola-Alfredo (medalhões de filet mignon com fettuccine ao molho Alfredo) e não conseguiu comer a carne de tão passada — ela tinha pedido ao ponto — quando a atendente disse: “Ai, eles sempre erram”.

Tirando os pãezinhos saborosos e quentinhos (a bruschetta de tomate também é boa, mas isso até eu faço), a comida do Olive Garden parece comida pronta de supermecado aquecida no microondas, a R$ 140 para duas pessoas, sem vinhos, sem sobremesa. Enquanto isso, esperamos ansiosamente a abertura do Ráscal, que será no mezanino do Terminal 3. Porque será a única opção de jantar nos Terminais 3, 2, 1 e 4.

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O meu prato: uma massa de camarão e frango ao molho carbonara.

 

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Onde jazem os reis de França

Em Reims, cidade da região de Champagne-Ardenne, foram coroados todos os reis da França, de 1027 a 1825 (com exceção de apenas dois). De Henri 1º a Charles 10, passando por todos os Luíses: nove no total, de Luís 7 a Luís 16. Mas, se eles todos foram coroados em Reims, foi no subúrbio de Paris, na Basilique Saint-Denis, que eles foram enterrados. Hoje, todos os ossos dos homens e mulheres mais poderosos da França ao longo de mil anos de monarquia (de Clóvis, o responsável pela derrota dos romanos e pela  introdução do cristianismo na França, a Luís 14, o Rei-Sol-o-Estado-sou-eu, passando por Carlos Magno, o “Pai da Europa”) estão jogados e misturados em duas caixas de pedra. Durante a Revolução Francesa, a turba enlouquecida invadiu a Basílica, saqueou os túmulos e jogou todos os ossos num terreno baldio nas redondezas. E lá eles ficariam, jogados ao relento, por quase 25 anos até a restauração da monarquia em 1817, quando eles foram recolhidos e quando já era impossível identificar que fêmur era de quem. Ver Mais →

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Trancoso: Praias

A Praia dos Nativos, a dos Coqueiros e a do Rio Verde são as três principais — e mais centrais — praias de Trancoso, todas as três com as cabanas-barracas-restaurantes, onde você tem estrutura para tomar Sol, sentar-se sob a sombra e almoçar. Escolher a “sua praia” vai depender do estilo de experiência que você quer ter. Para quem quiser curtir a praia ao som de música eletrônica com todo o conforto de cadeiras, mesas, camas, pufes e serviço de bar e comidinhas, na Praia dos Nativos fica a Fly Club (ex-Tostex), sempre com DJ. O clima é de festa durante o dia e, durante a alta temporada, à noite também {fique atento à programação, clicando aqui}. Além da Fly Club, a Praia dos Nativos possui mais outras quatro barracas, uma ao lado da outra.

Eu já prefiro a Praia dos Coqueiros. A areia é mais fina, o mar é tranquilo como em todas as praias de Trancoso (e do Sul da Bahia em geral), e é onde ficam as ótimas Barraca do Jonas e a Cabana da Lúcia do Espelho. Na Cabana da Lúcia do Espelho, eu sempre peço (com antecedência, porque demora), o peixe assado na telha. Os peixes são fresquíssimos, pescados no dia (e comprados dos pescadores ali mesmo na praia), você vai até a cozinha, escolhe e eles preparam e servem com arroz e farofa de banana. Enquanto você espera, aproveite a praia e a cabana, que oferece uma ótima estrutura (sempre te dão uma mesa com guarda-sol e cadeiras, mais duas espreguiçadeiras forradas com palha e almofadas; nada de plástico, tudo de madeira). Só atenção: sempre que pedir drinques, não só aqui mas em toda a Bahia, alerte o garçom par vir com pouco açúcar. Os baianos têm uma tendência a exagerar no dulçor. A Cabana da Lúcia também tem estacionamento próprio. Em vez de parar na entradinha que dá para a Praia dos Coqueiros, siga em frente mais um pouco e vá checando as plaquinhas. Quando vir a placa da Cabana da Lúcia, é só entrar, parar o carro, atravessar o mangue e já sair dentro da barraca.

Apesar de as Praias dos Coqueiros e a dos Nativos serem vizinhas, elas estão separadas pelo Rio Trancoso (só dá pra ir de uma praia a outra a pé pela areia quando a maré está baixa). Assim, saindo de carro do Quadrado, é preciso pegar estradinhas diferentes para chegar aos Coqueiros ou aos Nativos. Mas, caso você já esteja numa das duas praias e quiser ir à outra, não precisa subir de volta ao Quadrado para pegar a estradinha para a outra praia: tem um caminho que liga uma praia à outra. Se você tiver tempo e disposição para explorar praias lindas e mais desertas — mas sem muita da estrutura das cabanas das praias mais centrais — vá visitar a Praia do Espelho (20 km ao Sul de Trancoso) e a Ponta de Itaquena.

E CONFIRA O NOSSO GUIA COMPLETO  DE TRANCOSO:
Trancoso: Informações Práticas
Trancoso: O Quadrado
Trancoso: Praias
Trancoso: Hospedagem
Trancoso: Restaurantes
Trancoso: Comidinhas

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Trancoso: Hospedagem

Na Simonde, a gente não gosta de resorts, sempre isolados do mundo: não se vive cotidianamente a parte histórica, a cidade, as pessoas que vivem ali. Por isso, a gente prefere não se hospedar no Club Med ou no Terravista que são longes do Quadrado e das praias. A melhor opção sempre é se hospedar no Quadrado, já que parar o carro por lá pode ser um problema em épocas concorridas (e os guias da cidade, em bandos, não vão te deixar em paz pra ganhar uma caixinha na hora de estacionar). Mas, sendo a área-a-curtir  em Trancoso não muito extensa (sendo que você vai ter um carro para transitar entre Centro-Quadrado-Praias), nossas hospedagens preferidas seguem abaixo. (CASO você opte por escolher algum outro lugar no Quadrado — o Capim, o Etnia e o Uxua são meio concorridos —, apenas certifique-se de que a pousada tenha acesso a carros pelos fundos do terreno; senão, você terá de carregar as malas na mão até à pousada à la  Ver Mais →

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Vom Fass

O logo e a fachada lembram uma lavanderia. Mas aí, quando você olha para o interior da loja, o que se vê são dezenas de filtros de barro — que parecem ser filtros de água, daqueles tão típicos do interior do Brasil. O nome germânico tampouco nos remete ao comércio de óleos e azeites, tão associado no nosso inconsciente ao calor dos povos mediterrâneos ao longo dos últimos 2500 anos. Mas uma vez ultrapassada a porta de entrada, a Vom Fass é loja obrigatória para chefs — profissionais ou amadores — e gourmets.

O grande diferencial da loja é a experiência. Ao ser recebido por uma das simpaticíssimas vendedoras (quem nos atendeu foi a Fátima), deixe-se levar pela viagem gustativa proposta por elas: muitos azeites, óleos, vinagres — aromatizados ou não, e elas dão ótimas sugestões de harmonização com saladas, queijos e até chás (!) —, sem falar nos licores, nos brandies, nas grappe, nos whiskies.

E o sistema de venda é perfeito também para aqueles que não cozinham muito em casa: você prova, decide o que quer, escolhe uma garrafinha de vidro (de vários tamanhos e formatos, que será cobrada à parte; por isso, traga a garrafinha de volta numa nova compra para que apenas o óleo seja cobrado), eles enchem a quantidade que você quiser. Uma vez fechada, a vendedora escreve com uma caneta especial no vidro o conteúdo do frasco. Apesar de eles não encorajarem, também dá pra fazer misturas: o azeite saborizado de laranja com o vinagre balsâmico de maçã fica uma delícia, tanto para acompanhar saladas quanto queijos. E NÃO DEIXE de levar um pouco do vinagre balsâmico Modena Di Famiglia (R$ 45,90 por 100 ml), intenso, cremoso; prazer puro.

Confira no site a enorme gama de produtos que a Vom Fass oferece.

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Por que ir ao Japão em abril

A floração das cerejeiras em Chidorigafuchi no Palácio Imperial Sakura Yozakura no Maruyama Koen, em Kyoto
Dura apenas uma semana. É aguardado ansiosamente por todos os japoneses, de Kyuushu a Hokkaido. É anunciado pela Agência Meteorológica do Japão e quando começa, só se fala disso em todas as emissoras de TV do país (tá bom, tô exagerando, mas é quase isso). Mas é um dos espetáculos urbanos — e naturais — mais lindos do mundo. E como o Japão é uma ilha comprida, que se estende “verticalmente”, a floração começa no Sul do país e vai “subindo” em direção ao Norte. Em Tóquio, um dos lugares mais procurados para o hanami  é o Parque Ueno (Ueno Koen), que tem quase 9 mil cerejeiras. Em Kyoto, o Maruyama Koen (koen é parque em japonês), que é decorado com lanternas de papel à noite para que os visitantes bebam sake, comam seus bento e celebrem a floração das cerejeiras é o lugar. Esse ano, o hanami  em Kyoto aconteceu de 31 de março a 10 de abril.

Hanami é formado pelos kanji  “flor” e “ver” e pode ser traduzido como “contemplar as flores”. Yozakura (yo para “noite” e zakura para “cerejeira”) é termo que se diz para a contemplação à noite. ;-)

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Rizzoli fecha suas portas em Nova York

Fechamentos tristes e históricos no mundo: a G.Lorenzi fechou definitivamente suas portas na Via Montenapoleone, em Milão (confira o post aqui); o Pastis fechou no Meatpacking, em Nova York; e acabei de ficar sabendo que a Rizzoli da 57th, minha livraria predileta junto com a McNally Jackson, com uma seleção impecável de artes e literatura (além de ser um lugar onde a gente encontrava todos os jornais italianos), fecha suas portas na semana que vem, dia 11 de abril de 2014, depois de mais de vinte anos ocupando o endereço. Assim como o Pastis, eles estão procurando um novo local para reabrir, mas dificilmente vão encontrar prédio tão bonito. A Rizzoli era considerada uma das livrarias mais lindas do mundo. Não muito grande como a El Ateneo em Buenos Aires, a Rizzoli era uma joia cultural numa rua repleta de marcas de luxo, na 57th, entra a 5ª a 6ª Avenidas. Rizzoli_620 Ver Mais →

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Paris, o começo

Da próxima vez que você vir a Notre-Dame da ponte de l’Archevêché (tem melhor ângulo da igreja?), pense que há aproximadamente 2500 anos foi ali, nessa ilhinha no meio do Sena e no meio da cidade (a Île de la Cité), que nasceu a cidade de Paris, lugar escolhido por um grupo de pescadores celtas da tribo Parisii para se estabelecer. Quinhentos anos depois da ocupação celta (em 55 a.C.) e já com uma população maior, a pequena ilha que ficava na Gália (a França só viria a surgir séculos mais tarde) foi conquistada pelos romanos — assim como toda a Europa e partes da Ásia e da África —, sob a liderança de Júlio Caesar, cujas tropas massacraram os celtas “rebeldes” que tentavam defender sua terra da invasão romana. (E para quem pensa que Vercingétorix é apenas um personagem dos quadrinhos Astérix — que acontece exatamente nessa época —, ele realmente existiu e foi ele quem liderou os insurgentes – até Ver Mais →

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Carlota

Num sobradinho que lembra a Provence, numa rua residencial, tranquila, arborizada e escondida em Higienópolis (tem de dar umas voltas para chegar lá, eu só consigo com o Google Maps), o Carlota é daqueles restaurantes que fazem parte da alma cosmopolita e diversa de São Paulo. Com influências diversas — do Nordeste brasileiro à Ásia, passando por França e Itália —, a chef  Carla Pernambuco propõe uma cozinha repleta de sabores e texturas que agradam muito, num ambiente que é perfeito para encontrar amigos ou jantar a dois (à noite, o restaurante à meia-luz fica ainda mais aconchegante — e romântico).

E, apesar de gostar de novidades, existem pratos do Carlota que eu quero que nunca deixem de existir, pois quero poder comê-los para sempre. Camarão empanado (crocante) com risoto de prosciutto di Parma; soufflé de goiabada com calda de Catupiry; ou o bolinho quente e cremoso de banana com gelato de canela são propostas que agradam Ver Mais →

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Milão, o começo

Ocupando um local privilegiado — e estratégico — que foi objeto de desejo entre diversas tribos e nações ao longo dos séculos, Milão esteve sob o domínio de diversos povos (etruscos, romanos, godos, lombardos, francos, espanhóis, austríacos, franceses), até finalmente fazer parte da Itália… no século 19 (!). Os primeiros a se estabelecerem às margens do Rio Po (rio que corta a Itália de leste a oeste) foram os celtas, entre os séculos 7 e 4 a.C. E assim como toda a Europa (e parte da Ásia e da África, porque os cara eram megalomaníacos), a região foi tomada pelo Império Romano, que lhe deu o nome de Mediolanum em 222 a.C. (e olha que os celtas tinham a doce ilusão, coitados, de expandir seu território para o Sul, mas encontraram os romanos no meio do caminho expandindo para o Norte e seus planos foram por água abaixo).

Mediolanum, que significava ‘no meio da planície’, se transforma em capital da Transpadania (região que abrigava também as cidades de Como, Brescia, Bergamo, Pavia até Ver Mais →

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PicNic

Mesas, ar condicionado, comidinhas frescas e saudáveis (incluindo frutas e saladas), tomadas, wi-fi, espresso. O que a gente pode querer mais? O PicNic, no lado centro da Rua Augusta, a dois quarteirões da Paulista, é uma ótima opção às padarias, lanchonetes e cafés da região para os always-connected-workaholic-urban-dwellers como nós.

O ambiente pode lembrar demais as salinhas para crianças de livrarias e academias, com seus troncos estilizados de madeira ou o enorme painel que lembra as ilustrações dos livros didáticos infantis antigos. Mas, se o ambiente poderia ser mais sóbrio ou mais aconchegante com luz e cores menos vibrantes, o PicNic entrega o “conteúdo” que a gente quer: um ambiente bem pensado para comprar algo rápido, saudável e saboroso, e levar pra comer na rua, em casa ou na mesa do trabalho, ou então, para comprar e sentar-se enquanto se conversa, Ver Mais →

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Il quadrilatero del gelato nos Jardins

Acho que já podemos dizer que temos, assim como Milão tem seu Quadrilatero d’Oro com todo o comércio de luxo concentrado em algumas poucas ruas, o Quadrilatero del Gelato nos Jardins. Na Oscar Freire próxima à Peixoto Gomide, temos a Bacio di Latte. Na mesma Oscar, na esquina com a Padre João Manuel, temos a PuroGusto, que fica a 50 metros da DriDri, também na Padre João subindo para a Lorena, onde fica a nova loja da Cuordicrema ao lado do supermercado Santa Luzia. Subindo mais uma rua, na Alameda Tietê quase esquina com a Augusta, tem ainda a Casa Elli. Só sorvete bom. O difícil é escolher onde comer. Confira no mapa da Simonde de São Paulo, abaixo:

Ver SaoPaulo_Simonde num mapa maior

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Japão, uma introdução

Terra do Sol Nascente. A cultura japonesa tem uma fixação pelo Sol e por todos os outros elementos da natureza. Na música, na literatura, nas artes — geralmente utilitárias (nas porcelanas, nos kimonos, nos objetos de uso pessoal) e não apenas “plásticas” —, flores, montanhas, rios e ventos são constantes (entre as flores, a mais famosa é a das cerejeiras, em japonês sakura). Mesmo a família imperial, que é a linhagem imperial mais antiga do mundo (começou com Jinmu Tennoo no ano 660 e segue sem interrupções até hoje, apesar de sua influência política ter sido maior ou menos ao longo dos séculos) acredita-se que eles são descendentes da deusa Sol Amaterasu Omikami (uma coisa como Meroveu, no território que viria a se tornar a França, que se dizia descendente do deus do mar, sabe?). Bom, talvez por isso, os japoneses sempre se consideraram uma raça superior a todas as outras até recentemente, quando o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial. Bom, se não fosse pelo Imperador declarando em rede nacional que o Japão tinha perdido a guerra (mesmo em desvantagem, eles tinham plena confiança de que os deuses não os deixariam para trás), talvez nenhum japonês acreditasse. Foi um choque. (A obra Corações Sujos de Fernando de Morais — em livro e em filme — retrata como foi a repercussão desse momento histórico entre os japoneses que haviam imigrado para o Brasil. Quem acreditasse que o Japão havia perdido era assassinado, por ser um “coração sujo”. Foram dezenas de mortos, centenas de feridos e mais de 10 mil japoneses presos no Brasil, depois anistiados). Até então, eles se acreditavam invencíveis. E, pra mim, um dos mistérios do Japão de hoje é tentar entender como um povo tão orgulhoso, que foi tão humilhado pelos americanos há apenas 70 anos pode hoje tê-los como ídolos. Uma das minhas professoras de japonês me disse que os japoneses quando encontram alguém melhor que eles, abaixam a cabeça e passam a venerar os seus senhores. Essa resposta pode ser um começo para tentar entender a dinâmica dos valores dos japoneses que segue uma lógica nem sempre compreensível pra gente.

Outra coisa que me fascina na cultura japonesa é que ao andar pelas ruas e ter contato com os japoneses, a gente se espanta com a delicadeza dos mínimos gestos, com a distância e com sua placidez, mas no seu interior, não há povo mais dramático (desde as peças kabuki  às novelas do dia a dia), mais pervertido (não há limites no sexo, já que o budismo e o xintoísmo não impõem a moralidade cristã na condenação ao sexo) e capaz das maiores atrocidades (vide a guerra com os chineses – incluindo a Batalha de Nanquim – e a relação entre chefes e subordinados nas empresas contemporâneas) do que os descendentes de Amaterasu.

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Alain Ducasse, a matriz

Apesar de não resultar em uma refeição empolgante, uma visita à matriz do império Alain Ducasse no mundo vale — para quem leva comida a sério — pela altíssima qualidade dos ingredientes. Do caviar à lagosta, passando pelas vieiras — nunca as tinha comido tão grandes e tão suculentas — ao frango de Bresse (até a carne do peito é úmida e macia, além de ser uma das especialidades do chef gascão), tudo é o melhor e da melhor procedência. E, talvez, seja esse o maior mérito de Ducasse e de seu chef executivo, Christophe Saintagne: o de preparar ingredientes muitíssimo bem selecionados de maneira que se possa sentir seu gosto verdadeiro, no seu melhor estado, sem malabarismos (o que me lembra um pouco o purismo e a sutileza da gastronomia fria japonesa; se o peixe não estiver bom, não há tempero ou cozimento que disfarce a textura ou o sabor). O menu todo — incluindo as sobremesas — cabe em uma única folha; só frente. É o essencial, no sabor e na oferta, Ver Mais →

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Delírio Tropical

Fast-food saudável e saboroso (quem disse que saladas precisam ser monótonas?), perfeito e delicioso para uma refeição pós-praia ou early dinner  em Ipanema, já que fica a uma quadra da areia (bem próximo do Coqueirão), na esquina da Prudente de Morais com a Garcia d’Ávila. Mas, para os “iniciantes”, entender o funcionamento da Delírio Tropical exige um pouco de paciência. O menu fica disponível na porta e são os atendentes que servem o prato numa porção pré-definida pela casa (você pode optar por duas ou três opções; e não pense que você pode pedir para colocar o feijão sobre o arroz, ele tem de vir na cumbuca; regras da casa), portanto, não pense que você poderá pegar um tiquinho daquela salada vistosa só para experimentar. Por isso, apesar da fila, vale a pena dar uma passeada pelo balcão para ver as opções ou ler pacientemente o cardápio na entrada para fazer a melhor combinação (o único senão de só ler o cardápio é que na hora da fome o apelo visual de um prato pesa mais que sua descrição).

Além do mix de saladas (simples, dupla ou tri-mix; e são três ou quatro opções por dia), você pode escolher extras cobrados à parte: grelhados (frango, salmão, filé mignon), empadas e quiches, crepes, sopas (a de batata-baroa/mandioquinha é uma delícia) e sanduíches (montados na hora) e sobremesas. Mas prefira os pratos que estão no balcão. Apesar da possibilidade de pedir um grelhado na hora, geralmente ele vem seco e/ou insosso, o que pode prejudicar aquele arrozinho delicioso que você já tem no prato. Ao fim do percurso pelo balcão, a atendente lhe dará um papel com o valor do seu pedido, que deverá ser pago no caixa, na saída.

Pegue sua bandeja e encontre um lugar para sentar em um dos quatro níveis da Delírio de Ipanema. No salão, tem disponível copos descartáveis, temperos e ainda uma caixa térmica com gelo (sempre muito útil).

No Centro da cidade, que foi onde a Delírio começou em 1983, são três unidades incluindo a da Rua Santa Luzia, do ladinho do Metrô Cinelândia, do Cine Odeon, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do Museu Nacional de Belas Artes. Mas só abre de segunda a sexta, das 7h30 às 16h45. Tem ainda na Gávea, na Barra e no Shopping Rio Sul. ;- )

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Sobrevivendo de táxi no Rio

Se você não é paranoico com segurança e não precisa de carro blindado e motorista para andar pelo Rio (principalmente porque a gente acaba ficando apenas em Ipanema-Leblon, com algumas incursões pelo Centro, por conta de arte e história, e pela Gávea e Jardim Botânico, pelos restaurantes), já no Aeroporto Santos Dumont, pode se dirigir à uma das extremidades do aeroporto (à direita, saindo do portão de desembarque) e procurar pela fila – sempre presente – dos táxis comuns, os amarelinhos com faixa azul. Se alguém te abordar te oferecendo transporte – em qualquer lugar do mundo tenho medo dessas pessoas; sempre imagino que são traficantes de rins –, principalmente se você se dirigir a qualquer outra saída do aeroporto que não seja a saída dos táxis, diga em alto e bom tom que você está procurando pela “fila dos táxis comuns (os taxistas que te veem em qualquer ponto querem furar a fila dos próprios taxistas, seus companheiros, olha só, e pegar passageiros antes dos outros motoristas que estão na fila). Seja civilizado, vá até a fila e aguarde sua vez. O Rio seria muito melhor sem essa esperteza. Uma corrida do Aeroporto Santos Dumont até Ipanema pode custar no amarelinho de R$ 20 a, no máximo, R$ 30 (com a bandeira 2, de dezembro, pegando um pouco de engarrafamento – que pode Ver Mais →

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O novo restaurante do Copa

O sisudo Cipriani vai ganhar um restaurante irmão-mais-modernoso para concorrer consigo dentro do hotel Copacabana Palace. No espaço do extinto Bar do Copa, o novo ambiente será um pot-pourri  pan-asiático: o nome Mee, que significa beleza  em coreano, terá no cardápio by Ken Hom (celebrity-chef sino-americano da BBC inglesa), especialidades do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, Vietnã, Camboja, you name it; mais Japão, China e Coreia), chef executivo nissei (o Rafael Hidaka, que vem do Kinoshita) e a Yasmin Yonashiro, uma sommelière  de sake. O projeto do mais novo hotspot da cidade ficou a cargo de Carlos Boeschenstein e ainda vai ter o barman número 1 do Brasil (que venceu a etapa brasileira da Diageo World Class), Paulo Freitas, que já era o barman  do Bar do Copa. O investimento? R$ 3,5 milhões. Abre no dia 17 de fevereiro. Can’t wait.

Além do novo Mee, o Cipriani e o Pérgula, restaurante multiuso (café da manhã, almoço, jantar, brunch e a feijoada imperdível aos sábados) mais informal do hotel, ainda continuam como opções para comidas, comidinhas e drinques.

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EVITE: The View

O The View, como o próprio nome já diz, vende sua vista do skyline  de São Paulo. Por isso, e talvez pelo piano-bar, é frequentado por muitos casais apaixonados. Mas, a vista nem é tão incrível assim… A não ser que, no terraço, você se sente num balcão com cadeiras altas próximas aos vidros (conforto zero), você não terá quase vista nenhuma. A decoração tampouco agrada: os móveis são bem de hotéis para viajantes de negócio, as mesas no terraço são grandes o suficiente para não deixar as pessoas próximas umas às outras, e a iluminação, que deveria criar uma “atmosfera” deixando o ambiente aconchegante e romântico (e olha que luz faz milagres em projetos quando a noite cai), só consegue iluminar mesmo.

Se quiser vista da cidade, com comidinhas, drinques e conforto, vá para o deck do Skye ou, então, para o bar do Terraço Italia, esse sim, com uma vista incrível da cidade e ambiente clássico, aconchegante e confortável projetado por Jorge Elias.

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