Onde jazem os reis de França

Em Reims, cidade da região de Champagne-Ardenne, foram coroados todos os reis da França, de 1027 a 1825 (com exceção de apenas dois). De Henri 1º a Charles 10, passando por todos os Luíses: nove no total, de Luís 7 a Luís 16. Mas, se eles todos foram coroados em Reims, foi no subúrbio de Paris, na Basilique Saint-Denis, que eles foram enterrados. Hoje, todos os ossos dos homens e mulheres mais poderosos da França ao longo de mil anos de monarquia (de Clóvis, o responsável pela derrota dos romanos e pela  introdução do cristianismo na França, a Luís 14, o Rei-Sol-o-Estado-sou-eu, passando por Carlos Magno, o “Pai da Europa”) estão jogados e misturados em duas caixas de pedra. Durante a Revolução Francesa, a turba enlouquecida invadiu a Basílica, saqueou os túmulos e jogou todos os ossos num terreno baldio nas redondezas. E lá eles ficariam, jogados ao relento, por quase 25 anos até a restauração da monarquia em 1817, quando eles foram recolhidos e quando já era impossível identificar que fêmur era de quem. Ver Mais →

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Paris, o começo


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Da próxima vez que você vir a Notre-Dame da ponte de l’Archevêché (tem melhor ângulo da igreja?), pense que há aproximadamente 2500 anos foi ali, nessa ilhinha no meio do Sena e no meio da cidade (a Île de la Cité), que nasceu a cidade de Paris, lugar escolhido por um grupo de pescadores celtas da tribo Parisii para se estabelecer. Quinhentos anos depois da ocupação celta (em 55 a.C.) e já com uma população maior, a pequena ilha que ficava na Gália (a França só viria a surgir séculos mais tarde) foi conquistada pelos romanos — assim como toda a Europa e partes da Ásia e da África —, sob a liderança de Júlio Caesar, cujas tropas massacraram os celtas “rebeldes” que tentavam defender sua terra da invasão romana. (E para quem pensa que Vercingétorix é apenas um personagem dos quadrinhos Astérix — que acontece exatamente nessa época —, ele realmente existiu e foi ele quem liderou os insurgentes – até Ver Mais →


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Reims, cidade dos reis


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Apesar de a região Champagne-Ardenne ter como capital a cidadezinha de Châlons-en-Champagne, é em Reims onde tudo acontece e sempre aconteceu. (E é por Reims que você pode começar sua jornada pela região, antes de ir para Hautvillers e Épernay). Foi aqui em Reims que Clovis, rei dos Francos, no Natal de 496, na Basílica de Saint-Remi (linda, must-visit), foi convertido ao catolicismo, tornando-se o primeiro rei cristão – ou seja, não-“bárbaro” – a governar a Gália, que se tornaria a França. Foi aqui na cidade também, na Catedral de Notre-Dame de Reims (mandatory-visit ), que ocupa o local desde 401 (a construção gótica só começaria em 1211), onde foram coroados 32 reis da França (com exceção de apenas dois), de Henri 1º, em 1027, a Charles 10, em 1825, passando por nove Luíses: de Louis 7 a Louis 16.

A catedral de Notre-Dame de Reims, famosa também pelo anjo sorridente e pelos vitrais de Marc Chagall (um sopro de modernismo em meio ao gótico), foi quase que inteiramente destruída durante a Primeira Guerra Mundial. Sua restauração só foi possível através da generosidade da família “Standard-Oil” norte-americana, Rockefeller. #AmericanosEmReimsParteI

Ao lado da Cathédrale, fica o Palais de Tau, antiga residência dos arcebispos de Reims, hoje um museu considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, onde aconteciam as festas pós-coroação regadas a muito champagne, quando o vinho ainda não tinha uma boa reputação: era tinto, turvo, ruim, se comparado com os vinhos da região que, mais tarde, seria sua principal rival, a Borgonha. Ver Mais →


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