Paris no inverno: Na arte, nas ruas e na gastronomia, as experiências únicas que a Cidade Luz só proporciona na temporada mais fria do ano #publi

Se você nunca cogitou ir a Paris no inverno, saiba que está perdendo experiências únicas que só podem ser aproveitadas nessa época do ano.

Além de uma deliciosa menor quantidade de turistas — e, por consequência, passagens aéreas e hotéis mais baratos —, a programação de exposições, concertos, óperas, balé e teatro é intensa (ainda mais esse ano com a celebração dos 350 anos do Opéra Garnier); existem todos os pratos — e até queijos — que só são servidos durante o inverno; tem as vitrines de Natal do Bon Marché e o mercado de Natal de Saint-Germain-des-Près; e você sempre vai ter o denso e reconfortante chocolate quente do Angelina e dos hotéis Palace parisienses (com alguns dos maiores chefs-pâtissiers  do mundo) para amenizar o frio.

Nesse guia Simonde em parceria com a Air France, você encontra as melhores experiências para curtir o que Paris tem de melhor no frio. Experiências que aquecem o estômago, os olhos e a alma.

UMA PARIS INDOOR: ARTES E ESPETÁCULOS

opera-garnier-paris-3Se entre a primavera e o outono é irresistível calçar sapatos confortáveis e passar os dias — e as noites — flanando pelas ruas da Cidade Luz, o inverno parisiense faz com que eu prefira admirar os edifícios e monumentos cobertos de neve, quentinho, através das janelas do quarto do hotel, dos museus e dos carros… (É quando a gente troca as pernas e o metrô pelos carros com chauffeur  que nos levam de um ponto a outro sem precisar passar frio na rua e sem o risco de escorregar no gelo sujo).

E o melhor: porque não está aquele dia lindo  lá fora, é bem mais fácil fazer as coisas sem aquela ansiedade ou sensação de culpa por passar horas no spa, no lobby quentinho do hotel tomando chá e lendo o jornal, ou ainda apreciando as exposições du moment sem pressa nos muitos museus e galerias da cidade.

No quesito artes, separe um dia para explorar aquela ala meio desconhecida (sem a menor preocupação de revisitar as obras icônicas) do Louvre onde você ainda não esteve (amo de paixão a seção de artes decorativas onde, através de salas e mais salas completamente decoradas, você vai aprender a diferença entre os estilos Louis XIV, Louis XV, Empire; para o Art Nouveau, a visita obrigatória é o Musée d’Orsay) e terminar com um café ao cedo anoitecer no Marly, a brasserie  dos irmãos Costes que fica dentro das arcadas do Louvre com opções de se sentar na varanda, de frente para a pirâmide de I.M. Pei com altas colunas, ou no salão, com janela interna com vista para as esculturas do museu.

Outra visita artística imperdível são as exposições temporárias do Palais de Tokyo, minha instituição cultural favorita em Paris. Além dos horários extensos de funcionamento — aberto todos os dias até meia-noite #muitoamor —, esse que é um dos mais importantes museus de arte contemporânea do mundo ainda conta com excelentes e bem frequentados café, restaurante, um bar de coquetéis, e ainda uma livraria com uma seleção tão absurda de revistas que não tem como não pagar excesso de bagagem na volta (gosto de passar lá antes de ir para o aeroporto viajar de volta).

Se andar e ficar por horas em pé em museus cansam as pernas, voltar para o hotel, tomar aquele banho demorado e se vestir à altura da imponência do Opéra Garnier (foto acima) para assistir sentado e com todo o conforto — e ainda com um afresco do Chagall sobre a cabeça — uma ópera ou balé com alguns dos maiores cantores e bailarinos do mundo é um dos meus programas recorrentes em Paris. Ainda mais nesse inverno, quando a instituição comemora seus 350 anos e apresenta duas noites de gala, nos dias 30 (ainda tem ingressos) e 31 (já esgotados), às 19h30.

MAS VOCÊ PODE TAMBÉM APROVEITAR A RUA

paris-no-inverno-dicas-1200-2Para as poucas incursões nas ruas parisienses, a dica — além do Marais, o bairro do coração para todo o sempre — é Saint-Germain-des-Près, onde não só você tem experiências exclusivas na esfera das marcas de luxo (pense em uma boutique Louis Vuitton desenhada por Anouska Hempel, uma loja Hermès que ocupa a antiga piscina do hotel Lutétia, recém-reaberto, e ainda nomes très français como a estilista Sonia Rykiel e a livraria da editora Assouline), mas também as vitrines de Natal mais criativas da cidade, na loja de departamentos Bon Marché, e um mercado de Natal, pequeno mas com stands que parecem chalezinhos de madeira, ao lado da abadia medieval (uma das mais antigas de Paris, fundada em 558), que leva o nome e é o ícone de Saint-Germain-des-Près. (Tampouco deixe de visitar uma de nossas lojas favoritas no mundo, a da Alexandra Sojfer, no Boulevard Saint-Germain 218, com os guarda-chuvas mais sofisticados do planeta — junto com os da James Smith & Sons de Londres.)

A GASTRONOMIA FRANCESA DE INVERNO

paris-no-inverno-dicas-1200-3E já em Saint-Germain-des-Près podemos começar nosso tour gastronômico de inverno em Paris. No Boulevard Saint-Germain, quase em frente ao Café de Flore, a Brasserie Lipp, um autêntico restaurante francês com quase 140 anos e aberto o dia todo (e que é dos nossos endereços obrigatórios em qualquer época do ano), você já pode começar se aquecendo com um potage crème de légumes preparado com verduras da estação, dividir uma salada de mâche et betterave (mâche é uma espécie lindinha e mais escura da alface que só dá no frio) e depois pedir qualquer entrée  (prato principal) e solicitar como garniture  (acompanhamento) o véritable gratin dauphinois: assim como a raclette  e a tartiflette, uma receita típica alpina que consiste em batatas fatiadas cozidas no leite gratinadas com muito queijo.

Falando em queijo, siga pelo Boulevard Saint-Germain sentido Boulevard Raspail, vá até a 51 Rue de Grenelle. O seu destino será a Barthélémy, única loja de queijos no mundo onde eu encontrei Comté afinado por quatro anos! E é aqui também onde você vai encontrar queijos típicos de inverno, como o cremoso Vacherin Mont d’Or (produzido no verão mas que chega à maturidade no inverno; e basta uma colherzinha e uma baguette  para ser feliz). Além do Comté e do Vacherin Mont d’Or, não deixe de levar um pedaço do queijo Ossau-Iraty, feito com leite de ovelha que eles vendem em três estágios distintos de maturação. Faça sua sacolinha (na loja, peça conselho à Mme. Barthélemy e compre também alguma geleia para acompanhar os queijos), procure uma boa baguette  e apenas seja feliz no quarto do hotel (se você estiver em um hotel Palace como o Meurice, basta pedir o pão, que é incrível, pelo room service).

Para terminar, não dá para falar de inverno sem mencionar essa que é também uma especialidade francesa: a soupe à l’oignon  (foto), vulgo sopa de cebola, feita com cebolas caramelizadas (por isso escura), vinho tinto, caldo de carne e que, geralmente, é coberta com pão e Gruyère gratinado. E aí, o nosso endereço é a Flottes, onde você pode tomar a sopa entre as 7h da manhã e a meia-noite (dizem que a sopa de cebola é perfeita para curar ressaca, pelo menos a dos casamentos franceses), uma brasserie na 2 Rue Cambon, rua que foi imortalizada por Chanel e que serve também de entrada para o Bar Hemingway do Hôtel Ritz, um dos nossos barros favoritos do mundo, onde é perfeito para se terminar uma noite fria de inverno antes de dormir.

AIR FRANCE: 31 VOOS SEMANAIS CONECTANDO O BRASIL E PARIS

777-2_1200X627Com dois voos diários saindo diariamente de São Paulo GRU (gostamos do voo das 17h30, que chega a Paris no dia seguinte às 8h da manhã, com tempo para aproveitar o dia), sete voos semanais partindo do Rio de Janeiro GIG, e três voos semanais conectando Fortaleza FOR e Paris CDG sem escalas, voar com a Air France é já entrar no avião, ainda no Brasil, e já se sentir na França.

O site  e o aplicativo são lindos e agradáveis de navegar, é servido champagne em todas as classes (não só na executiva e na primeira), a gente ama a comunicação da companhia sempre expressando o savoir-faire francês #FranceInTheAirUoooou, e se você tiver na sua viagem outro destino além de Paris voando Air France, pode fazer stopovers  gratuitos em Paris na ida e em Amsterdam na volta, sem qualquer diferença na tarifa. 

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