Tastevin

Se você for ao Bernardin, em Nova York, verá que os três sommeliers  da casa usam pendurados em seus pescoços pequenos pratos rasos de prata, parecidos com cinzeiros que, na verdade, são tastevins, objetos criados na Borgonha há mais de duzentos anos para que os produtores de vinhos pudessem conferir a cor e a claridade dos vinhos tintos nas escuras caves iluminadas por velas.

O tastevin é o ancestral da taça de vinho. A pronúncia correta é “tát-vã” (não se pronuncia nem o s do meio nem o s final), significa “provar vinho”, e apesar de não ter sido criado para os sommeliers e sim para os produtores (todo vigneron bourguignon carregava um no bolso), do advento da energia elétrica (a prata e as fendas ajudavam a refletir a pouca luz dos porões) e de não permitir que se agite o vinho para liberar os aromas (muito mais eficaz com as taças de vinho), o tastevin se tornou, ainda assim, um símbolo da profissão do sommelier e faz parte do nome de uma das confrarias de vinho mais importantes da França: a Confrérie des Chevaliers du Tastevin, fundada em 1934 e que hoje conta com mais de 12 mil cavaleiros envolvidos na missão de manter a tradição dos vinhos e da cozinha bourguignone.
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