Voyage, voyage: Viaje eternamente e nunca mais volte #música

Seja pela melodia, pelo videoclipe em clima noir  ou pela letra cheia de referências — do Saara ao Fuji, passando por sikhs, “tapetes de ventos” e capitais —, Voyage, voyage, lançada pela cantora francesa que se autointitulou Desireless (“Sem Desejo”), nos faz, há exatos 30 anos (a música é de dezembro de 1986), viajar por espaços e tempos físicos e mentais. E foi uma das raríssimas músicas cantadas inteiramente em francês que chegou às listas das mais tocadas em rádios de todo o mundo (não foi diferente aqui no Brasil, quando me lembro de, ainda criança, escutar a música sendo tocada no rádio do carro, enquanto eu via a cidade pela metade na janela do banco de trás). Abaixo, você assiste ao clipe, canta junto e acompanha a versão para o português, feita por mim, em tradução livre-livre-livre. É só clicar no play. {Confira também as músicas francesas do nosso coração — para inspirar a sua próxima viagem a Paris —, clicando aqui}

Au-dessus des vieux volcans,
Acima dos velhos vulcões,
Glisse tes ailes sous le tapis du vent,
Desliza tuas asas sob o tapete do vento,
Voyage, voyage, éternellement.
Viaje, viaje eternamente.
Des nuages en marécages,
Das nuvens refletidas nos pântanos,
De vent d’Espagne en pluie d’Équateur,
Do vento da Espanha na chuva do Equador
Voyage, voyage, vole dans les hauteurs.
Viaje, viaje, voe nas alturas
Au-dessus des capitales, des idées fatales
Acima das capitais, idéias fatais
Regarde l’océan…
Olhe para o oceano

Voyage, voyage plus loin que la nuit et le jour,
Viaje, viaje mais longe que a noite e o dia,
Voyage dans l’espace inouï de l’amour
Viaje no espaço desconhecido do amor,
Voyage, voyage sur l’eau sacrée d’un fleuve indien,
Viaje, viaje pela água sagrada de um rio indiano,
Voyage et jamais ne revient.
Viaje e nunca mais volte.

Sur le Gange ou l’Amazone,
Seja no Ganges ou no Amazonas,
Chez les blacks, chez les sikhs, chez les jaunes,
Entre negros, sikhs e amarelos,
Voyage, voyage, dans tous les royaumes.
Viaje, viaje para todos os reinos.
Sur les dunes du Sahara,
Nas dunas do Saara,
Des îles Fidji au Fujiyama,
Das ilhas Fiji ao monte Fuji,
Voyage, voyage, ne t’arrêtes pas.
Viaje, viaje, não pare.
Au-dessus des barbelés, des coeurs bombardés,
Acima dos arames farpados, corações bombardeados,
Regarde l’océan…
Olhe para o oceano

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shoichi.simonde@gmail.com