Mandarin Oriental, New York: Quando a relação entre a localização de um hotel e o destino consegue ser perfeita

80 Columbus Circle

com entrada pela West 60th Street

Upper West Side

59 St - Columbus Circle Subway Station

(Linhas Azuis A e C)

NY 10023

1 212 / 805-8800

Preço aproximado para duas noites (três dias) de hospedagem para duas pessoas com café da manhã: a partir de R$ 8.300, considerando duas diárias a US$ 895 cada em quarto duplo com vista para o rio Hudson, o Hudson River View Room + US$ 32 de café da manhã por pessoa por dia + US$ 283 dos 14,75% de impostos nos Estados Unidos + US$ 20 de taxa municipal de ocupação + 6,38% do IOF do cartão de crédito (US$ 140) x R$ 3,50 (taxa de câmbio turismo aproximado de março de 2018).

Aceita todos os cartões de crédito.

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198 quartos + 46 suítes

Hora do check-in: 15h

Hora do check-out: 12h

Wi-fi gratuito

Restaurante do hotel: Asiate, cozinha contemporânea

Bares do hotel: The Aviary NYC e o The Office

Café da manhã servido no Asiate, das 7h às 10h30

Nos fins de semana, brunch das 11h45 às 14h

Serviço de quarto 24 horas

Academia ótima

Saunas seca e a vapor, separadas

Spa

Gay-friendly

Crianças bem-vindas

Pets bem vindos, desde que tenham até 11 quilos, com US$ 250 de taxa de limpeza

Banheiras em todos os quartos

Desde 2003

Site, clique aqui

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Se a principal preocupação — e o maior desafio — de toda rede internacional de hotéis de luxo é encontrar um lugar especial nos destinos mais disputados do mundo para instalar sua bandeira, é preciso dizer que o Mandarin Oriental de Nova York, exatamente na linha que separa Midtown do Upper West Side, em frente ao Columbus Circle (acho que a única rotatória da cidade!), está, sem qualquer dúvida, na melhor localização de Manhattan para o viajante; e é o mais bem localizado dos Mandarin que conheço (e, olha, que a localização de quase todos os outros é excelente). O hotel aberto em 2003 oferece tudo o que a gente pode esperar-precisar-desejar  (com algumas poucas ressalvas que você lê mais abaixo): 1. vista incrível para o Central Park, que custa geralmente US$ 200 (essa é a diferença no preço das diárias entre os quartos voltados para o parque e os com vista para o Rio Hudson), e vale toda a pena; se não fosse o Trump Tower atrapalhando  na frente, ela seria ainda mais absurda; 2. acessibilidade, a 100 metros planíssimos da estação de metrô 59 St – Columbus Circle que te leva para o Meatpacking e o Whitney e o High Line e as galerias de arte de Chelsea e o West Village — nosso bairro favorito na Big Apple — em apenas três paradas! (e quatro para o SoHo); 3. gastronomia, com os ótimos bares e restaurante do hotel e ainda acesso privativo (no terceiro andar) para os Shops at Columbus Circle onde estão não só dois dos cinco restaurantes três estrelas Michelin de Nova York, o Per Se e o Masa, mas também uma filial da Bouchon Bakery & Café (também do Keller) e uma enorme-e-linda-linda  loja da Whole Foods (para passar todos os dias e comprar um monte de coisinhas saudáveis para comer no quarto); 4. atividade física, já que além de poder correr no Central Park, ali na porta, e utilizar a academia perfeita com piscina de 23 metros de comprimento no 36º andar do hotel, dá ainda para treinar na Equinox ao lado (e eu gosto mais porque, além dos sucos detox  feitos na hora da Juice Press, dá também para interagir com os locais, né?; basta apresentar sua chave na recepção e assinar uma lista); 5. e ainda acesso fácil a grandes concertos, balés, óperas, apresentações de jazz, já que estamos a um quarteirão do Carnegie Hall, a três do Lincoln Center e no mesmo prédio do Jazz at Lincoln Center, que também fica no Time Warner… Ou seja, daria para passar dias  aproveitando o melhor do mundo — tanto no hotel quanto na cidade — sem sair desse quadradinho (e eu poderia escrever ainda mais um parágrafo sobre as coisas incríveis para fazer a poucos passos do hotel, por isso não deixe de conferir as experiências quintessenciais da cidade no guia Simonde de Nova York, clicando aqui).

LOBBY DO HOTEL A 85 METROS DE ALTURA, A CHINA PRESENTE E O PRIVILÉGIO DE UMA VISTA PANORÂMICA (E PRIVATIVA)

Ocupando do 35º ao 54º dos 55 andares de um dos dois prédios que formam o complexo de escritórios, apartamentos, shopping, supermercado, restaurantes, casa de shows  e estúdio da CNN (é aqui que grava o Anderson Cooper!) conhecido como Time Warner (e não se deixe enganar pelo gigantismo exterior das torres gêmeas, pois a sensação é a de que se está em um hotel boutique), o Mandarin Oriental, New York tem 244 quartos e suítes, ou com vista ou para o rio Hudson ou para o Central Park, sendo que o menor dos quartos possui espaçosos 37 metros quadrados (e todos eles possuem banheiras separadas do box  do chuveiro; ou seja, um luxo na cidade cujo metro quadrado é um dos mais caros do mundo). E se o hotel em grande parte parece um hotel de design  internacional, é no caminho entre o elevador no lobby  no 35º andar e a porta do seu quarto que você será lembrado de sua herança chinesa, com os muitos funcionários asiáticos (chineses ou descendentes, talvez), o trabalho em metal belíssimo nas portas dos elevadores, a padronagem estilizada dos tapetes das áreas comuns e as portas vermelhas dos quartos (mas tenho a impressão de que nos hotéis mais novos como em Paris e Milão, a rede tem optado por algo mais contemporâneo-ocidental).

No quarto, o destaque é a janela, com vidro do chão ao teto e de uma extremidade à outra (justamente por isso, o blackout  deveria vedar 100% a luz, mas desta única vez eu não me importei de ser acordado pois a vista que tive do sol nascendo com o céu azul-azul  valeu o sono perdido), e a chaise longue  estrategicamente posicionada para que você relaxe com a cidade-que-nunca-dorme  a seus pés (e é bastante interessante a experiência de se ter essa vista privilegiada de forma completamente privativa, sem estar em um restaurante rooftop ou em um observatório público; me peguei várias vezes, em total silêncio, contemplando a paisagem). De resto, todo o conforto de que precisa o viajante contemporâneo: muitas tomadas espalhadas pelo quarto, TV enorme com canais do mundo todo (tem até Globo News), mesa de trabalho com todas as saídas possíveis, wi-fi  potente, enxoval de primeira qualidade, banheiros de mármore (achei interessante a mistura de pedras, chão e paredes de mármore creme e pia em granito preto), e silêncio total: nenhum barulho vindo dos corredores, dos quartos ao lado ou do exterior, mesmo a 52 andares de altura em uma das regiões mais populosas do planeta (e silêncio em Nova York é das experiências mais raras). Só senti falta de um controle geral para acender e apagar as luzes (e como os dimmers  ficam junto das lâmpadas por dentro das luminárias, sempre rola aquele momento “cegueira” para desligar cada uma delas; não muito agradável quando se está com sono).

QUEM TOMOU BANHO NO MEU QUARTO?

Quando fiz check-in e subi para o quarto, o box do chuveiro estava molhado como se alguém tivesse acabado de tomar banho. E foi estranho imaginar que alguém, que eu não sabia quem era, tinha acabado de estar ali, no quarto que era meu. Quando fui dormir, minha cabeça voltou ao assunto. Fiquei pensando que na noite anterior, existia(m) outra(s) pessoa(s), que eu nunca vou saber quem-era(m)-de-onde-vinha(m)-para-onde-foi(ram), ali, assistindo TV, trabalhando no computador, mexendo no celular e dormindo, como eu, naquele mesmo colchão. Interessantemente, apesar de mais de trinta anos viajando, foi a primeira vez que essas ideias me passaram pela cabeça. Aí percebi que os quartos dos hotéis devem ser preparados para o próximo hóspede como se ele fosse a primeira — e única e última — pessoa a utilizar aquele espaço tão íntimo.

OS BARES DO GRUPO ALINEA DE CHICAGO EM DUAS EXPERIÊNCIAS NO MO NEW YORK

Não só dá para ser muito feliz com os vinhos excepcionais da carta do restaurante principal do hotel, o Asiate. Para os fãs de coquetelaria séria, duas-instituições-em-uma  do Alinea de Chicago (considerado um dos melhores restaurantes e bares do mundo) ocupam desde 2017 o 35º andar do Mandarin Oriental, New York: o Aviary, com vista matadora para o Central Park e o skyline  de Midtown, aberto o dia todo para drinques e comidinhas, e o speakeasy  Office, mais intimista, que abre às 17h30 e ocupa uma sala fechada no melhor estilo clube inglês, acessível por uma porta escondida atrás do bar-cozinha do Aviary (tem até um código para entrar). E apesar de se ter a opção à la carte (que pode ser interessante para um drinque-com-vista  ao entardecer), para a experiência completa vá direto em uma das opções de menu-degustação, com três, cinco ou oito etapas de coquetéis com alto nível de complexidade + comidinhas elaboradas, sempre servidas em pequenas porções impecavelmente apresentadas (aqui, são os pratos que harmonizam com os drinques e não o contrário; veja as fotos abaixo). É a arte da coquetelaria levada aos extremos: são mais de trinta tipos de gelo e copos desenhados exclusivamente para cada tipo de drinque; misturas preparadas na casa com ingredientes naturais; garçons esbeltos, bem vestidos e que sabem o que falam. É só uma pena que o hotel tenha “privatizado” a vista do lobby  para o Aviary, já que os hóspedes — que antes tinham acesso livre à vista — só podem usar o espaço quando o bar não está em operação (e ele já abre às 11h30 da manhã para almoço e/ou brunch  nos fins de semana).

ONDE TOMAR CAFÉ

Esse não é um problema exclusivo do Mandarin (e até preciso escrever um dia sobre o assunto), mas eu sempre testo o conhecimento dos concierges, ainda mais quando conheço bem a cidade. E confesso que já me decepcionei com muitos profissionais que portam na lapela o broche da Clefs d’Or, uma associação mundial que reúne a crème de la crème  dos concierges  (a minha impressão é que, muitas vezes, eles estão mais bem preparados para atender a pedidos extravagantes que dar dicas relevantes de restaurantes e programas para o viajante sofisticado). Bom, cheguei à conciergerie  do hotel com um pedido: queria uma dica de café charmoso onde tomar um bom espresso. Só que eu não estava preparado para essa resposta, de um profissional com o broche-das-chaves-de-ouro: “Hmmm, receio que não há algo assim aqui perto, mas tem um Starbucks  aqui em frente”, uma vez que considero o café da Starbucks uma das piores coisas do mundo (não importa onde, em São Paulo, Nova York, Paris, Tóquio, é tudo igual: sempre aquele torra escuríssima dos grãos que faz o café ter gosto de pneu queimado; e eu me recuso a tomar café em copo de papel)… Tomar um café com croissant  de amêndoas no excelente-mas-dentro-do-shopping  Bouchon, no térreo, teria sido melhor… Assim, se além de todas as coisas incríveis citadas no primeiro parágrafo desta matéria, você também quiser tomar um espresso  perfeito, em um café charmoso, de rua, perto do Mandarin (a 600 metros), é só ir ao Boule & Cherie, que também tem comidinhas deliciosas e é tudo aquilo o que a gente gosta e espera de um café.

RESERVAS:

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LEIA TAMBÉM:

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mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-25O complexo Time Warner em Columbus Circle, a única rotatória de Manhattan (não me lembro de outra), na ponta sudoeste do Central Park. O Mandarin Oriental, New York ocupa os 19 últimos andares da torre à direita na foto. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-1O lobby  do hotel no 35° andar com teto folheado a ouro e a escultura de cristal Waterford do artista Dale Chihuly no centro. Lá na janela, o bar-sensação-e-com-vista The Aviary. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-21O bar Aviary pela manhã. O outro bar, o Office, fica escondido atrás da cozinha do Aviary e não tem janelas. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-10Trabalho lindo nas portas dos elevadores e eu adoro esse compartimento meio antigo para inserir a chave do quarto. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-20O estilo chinês presente nos corredores dos quartos. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-13Portas vermelhas — e pesadas, que garantem total silêncio no interior do quarto — completam o décor.  Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-3As boas vindas e a chaise  que fica estrategicamente posicionada para você apreciar a vista para o Central Park. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-2Excelente qualidade no enxoval e sobriedade nos tons de creme, ouro envelhecido e preto. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-4Tomadas ao lado da cama, iluminação de leitura e mesinha ampla. Mas senti falta de um controle para apagar todas as luzes do quarto na hora de dormir. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-9O menor quarto do Mandarin Oriental, New York tem 37 metros quadrados. Espaço e conforto para abrir a mala. No móvel preto, acessórios e o frigobar. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-5A mesa de trabalho. Na prateleira, sugestões de leitura. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-6O banheiro também em tons de creme e preto. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-8O sanitário fica separado e dá para assistir às notícias enquanto se toma banho ou escova os dentes. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-7Banheira separada do espaço com o chuveiro. Um luxo em uma cidade com um dos metros quadrados mais caros do mundo. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-16Segunda etapa do menu-degustação de coquetéis + comidinhas no Aviary. Tudo extremamente complexo. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-18Apresentação impecável dos drinques e das comidinhas. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-19No fim do experiente, às 2h da manhã, o bar já vazio. À esquerda, a cozinha aberta. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-14A cama pronta para dormir. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-15Adorei as sugestões de experiências, dentro e fora do hotel, que eles deixam sobre a cama. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-22Para o café da manhã, são vários combos. Na foto, o Saudável, com smoothie, omelete de claras com espinafre, iogurte baixa gordura, granola e frutas. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-11Academia no 36° com pé-direito alto e vista. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-12Além dos aparelhos, muitos pesos livres, do jeito que a gente gosta. Imagem: Shoichi Iwashita
mandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-27A piscina no 36° andar. São tantos prédios altos em volta, que nem parece que se está tão alto assim. Imagem: Shoichi Iwashitamandarin-oriental-new-york-nova-york-columbus-circle-hoteis-de-luxo-1200-24Depois que aprendi que cada hotel Mandarin Oriental possui um leque único, sempre vou atrás. O de Nova York fica exposto no terceiro andar, na entrada para os Shops do Columbus Circle. Imagem: Shoichi Iwashita

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