Esther Rooftop: Comida de bistrô e terraço com vista na melhor parte do centro de São Paulo

Praça da República 80

na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua Basílio da Gama

Centro

Metrô República

(Linha Vermelha)

55 11 / 3256-1009

Não são aceitas reservas. Tem de chegar, falar com a hostess no térreo e subir para aguardar no bar. Por isso, chegue cedo.

Preço aproximado por pessoa: R$ 180, considerando couvert R$ 12 + entrada R$ 38 + prato principal R$ 72 + brioche Esther R$ 28 + espresso R$ 6,90 + água R$ 6 + serviço 10% R$ 16 = R$ 179.

Aceita todos os cartões de crédito.

Segunda a quinta:

Almoço, das 12h às 15h

Jantar, das 18h às 23h

Sexta-feira: :

Almoço, das 12h às 15h

Jantar, das 18h às 23h30

Sábado:

Das 12h às 23h30

Domingo:

Das 12h às 17h

84 lugares

Tem wi-fi

Não tem manobrista

O estacionamento do edifício tem entrada pela Rua Basílio da Gama

Chef Benoît Mathurin

Desde 2016

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A grande questão seria saber como conseguir se sentar sempre  em uma daquelas três mesinhas para duas pessoas que ficam coladas no vidro do terraço com vista (e não há melhor lugar para passar o fim de um sábado ensolarado no centro de São Paulo, tomando vinho orgânico, já que eles não fecham entre o almoço e o jantar). Mas não tem jeito, tem de chegar cedo e tentar a sorte, já que no Esther Rooftop, eles não fazem reservas. Só que mesmo se sentando no salão interno (não deixe de passear pela varanda com toldo retrátil para apreciar a vista, claro), só pela arquitetura e pela história já valeria a viagem: inaugurado em 1938 (!) e ocupando o décimo primeiro e último andar do primeiro edifício moderno-racional-funcional-corbusiano  da cidade de São Paulo — e do Brasil —, projetado pelo arquiteto paulistano Álvaro Vital Brasil, o Edifício Esther (que tem lojas, escritórios e unidades residenciais, onde moraram Di Cavalcanti e Marcelino de Carvalho; tinha até uma boate no subsolo frequentada por intelectuais e pela alta sociedade paulistana nos anos 1940 e 1950) é uma das obras fundamentais da arquitetura moderna brasileira.

A vista para a arborizada Praça da República em frente, especialmente quando o tempo permite que eles abram a cobertura do terraço, além de ser agradável, dá para outros dois edifícios icônicos da cidade: o Edifício Eiffel, de Oscar Niemeyer, do início dos anos 1950, do outro lado da praça, e a antiga escola Caetano de Campos, inaugurada em 1894, onde funciona hoje a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. E, apesar de o edifício não estar no seu melhor estado de conservação, é interessante observar que a decoração do Esther Rooftop, formado por um salão e um terraço com um bar conectando os dois ambientes, segue o conceito modernista — sofás de couro caramelo no salão e de tecido turquesa e almofadas no terraço, mesas com tampo de mármore, cadeiras e luminárias de design  — sem deixar de ser elegante, sem destoar do edifício e do seu entorno.

No cardápio, comida francesa de bistrô com toques orientais, bem feita, sem grandes pretensões gastronômicas (o restaurante é de propriedade do chef-et-boulanger  já quase brasileiro, Olivier Anquier — que morava no apartamento onde está hoje o restaurante — e o chef  Benoît Mathurin; ambos franceses). E, apesar das muitas carnes (tutano, barriga e bochecha de porco, cordeiro, rins e timos, frango, peixes e frutos do mar), dá para ter uma refeição completa vegetariana, começando, por exemplo, com as deliciosas bruschette  de shiitake  com rúcula e pesto de salsinha fresca ou o camembert  empanado e assado servido com salada e compota de damasco, e seguindo para o risotto  de tomate e coalhada caseira ou o prato de legumes orgânicos com purê de cenoura e avelãs torradas. Só deixe espaço para as sobremesas. É nesse quesito que o chef  se destaca, com o divino brioche com calda de caramelo, maçãs cozidas e sorvete de caramel au beurre salé  (feito pela gelateria  Dri Dri). É imperdível. No almoço, o menu executivo com três etapas a R$ 79 é um motivo perfeito para comer bem e explorar essa região da cidade rica em história e arquitetura, cheia de lugares que a gente ama (você está do ladinho do Edifício Itália, do Copan, do Café Floresta, do Bar da Dona Onça, da Avenida São Luís, da Galeria Metrópole, da Biblioteca Mario de Andrade, da Livraria Francesa…).

De resto, um restaurante que é capaz de trazer frequentadores do circuito Jardins-Itaim para o centro, para a Praça da República, em frente à saída de uma estação de metrô da linha vermelha, só pode ser muito bem vindo. Se vier de carro, o estacionamento do prédio tem entrada pela Rua Basílio da Gama. Se vier de metrô, procure pela saída para a Sete de Abril que dá exatamente em frente ao Edifício Esther (você não vai andar nem três metros). Tem maior luxo para um restaurante que ter um metrô na porta?

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esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-9O Edifício Esther, projetado por Álvaro Vital Brasil, o primeiro prédio seguindo os preceitos do racionalismo modernista construído em São Paulo. Imagem: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-1A entrada para o Esther agora fica na lateral, na rua Basílio da Gama, não mais em frente à saída do metrô. Mas eu amo a tipografia na entrada principal do edifício. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-5A tipografia dos números dos elevadores que te levam ora para os escritórios, ora para os apartamentos, e para o Esther Rooftop. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-4Saindo do elevador, você já se depara com o salão e o bar no meio. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-20 A decoração usa os elementos típicos dos bistrôs, mesas próximas, os amplos espelhos nas paredes, mas com toques modernistas. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-3O outro lado do salão. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-17Uma das mesas na varanda. Ao fundo na paisagem, o edifício Eiffel, do Oscar Niemeyer. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-21As três mesinhas mais cobiçadas do Esther Rooftop, que ficam na varanda climatizada mas com teto retrátil. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-6Para petiscar, wonton  fritos de lagostim e frango. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-7Uma das entradas, o cebiche: peixe, leite de coco, gengibre, chips de batata doce e coentro. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-15Ostras de Santa Catarina em duas versões: uma vem gratinada, com manteiga de gengibre e ciboulette, e a outra crua, vem acompanhada de um espetinho de linguiça, para ser comido junto. Imagem: Shoichi Iwashita esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-16 Bolinho de siri delicioso acompanhado de um creme de cenoura e coco. Imagem: Shoichi Iwashita
esther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-22Primeira sobremesa: pavlova de merengue coberto com creme de iogurte, mascarpone, lichia e frutas vermelhas e pedaços de morango. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-11O grande destaque do cardápio do Esther: o brioche farto e amanteigado com calda de caramelo, maçã cozida e gelato de caramel au beurre salé. Impecável. Imagem: Shoichi Iwashitaesther-rooftop-praca-da-republica-olivier-anquier-alvaro-vital-brasil-centro-bistro-700-13As três mesinhas que ficam “coladas” à vista. Imagem: Shoichi Iwashita

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shoichi.simonde@gmail.com